MANDALAS

AMULETOS

TALISMÃS

INTRODUÇÃO

As Mandalas têm sido usadas no mundo todo, através dos tempos, como um processo de auto-expressão a serviço do auto-aperfeiçoamento. O Budismo tibetano vem empregando essa arte por milhares de anos para capturar as imagens dos incontáveis deuses e demônios que elevam ou atormentam a humanidade. As tribos navajo usavam mandalas de areia colorida em seus rituais de cura. Muitas tribos nativas utilizam o Círculo Mágico como instrumento de cura. Essas mandalas fazem a ligação do homem com as energias da terra e a sabedoria da natureza.

Os Amuleto são objetos, figuras ou sinais com poderes mágicos para afastar desgraças e malefícios e expulsar forças do mal. São os objetos consagrados através da magia que devem ser usados junto ao corpo (anéis, correntes, medalhas), imantados com uma força mágica para proteção do usuário. O significado e poder místico estão ligados à forma e à simbologia gravadas neles.

Já os Talismã são objetos de formas e dimensões variadas, com poderes para realizar sonhos e desejos e obter auxílio superior. São objetos de proteção, imantados de força magnética, ao qual se atribui um poder sobrenatural de realização dos desejos do usuário. Muitas vezes aparentemente funcionais ou decorativas, como cálices, adagas, esculturas, gravuras ou máscaras, estes objetos podem ser poderosos.

Todo esse conhecimento está, agora, ao alcance de suas mãos. Saiba como usá-lo em benefício próprio!

Parte I

Mandalas

O QUE SÃO AS MANDALAS?

As MANDALAS são formas geométricas que, através de ressonância, estabelecem ou facilitam a conexão do ser individual com as dimensões transcendentes do Universo.

Segundo John Powers, em seu livro Introduction to Tibetan Buddhism, "a palavra sânscrita mandala, círculo, refere-se ao diagrama simbólico de uma mansão sagrada, o palácio de uma divindade meditacional, a dimensão pura da mente iluminada". Podem ser pintadas em papel ou tecido, representadas tridimensionalmente com metal, simbolizadas por montes de arroz, ou construídas com areia colorida sobre uma plataforma. Neste caso, após sua conclusão, a mandala é desfeita com um cerimonial próprio e a areia é atirada em um rio, para que as bênçãos sejam espalhadas.

Ainda segundo John Power, as mandalas são formadas por uma série de círculos concêntricos, cercados por um quadrado que, por sua vez, é cercado por outro círculo. O quadrado possui um portão em cada um dos lados, voltado para os pontos cardeais, representando as entradas do palácio da divindade principal. Essa representação imita o desenho clássico dos templos indianos de quatro lados. Essas mandalas podem ser entendidas como plantas elaboradas do palácio, visto de cima.

As Mandalas podem ainda ser definidas como uma esfera perfeita e sagrada, ambiente próprio de Buda, que indica a ordem e a harmonia de uma mente iluminada, construída com total sabedoria. É o círculo purificado de um ser iluminado, o local onde a compaixão infinita está expressa e onde residem as divindades.

OBJETIVO DAS MANDALAS

Uma comparação simples pode ser utilizada para ilustrar a utilidade das mandalas. As pessoas costumam pôr retratos de pessoas amadas à vista, seja em molduras sobre um móvel, seja em quadros maiores, dispostos numa parede. Essas imagens têm o papel fundamental de lembrar, no corre-corre do cotidiano, que há pessoas importantes na vida de cada um e, ao mesmo tempo, o sentimento que unem essas pessoas entre si. É uma lembrança permanente de amor e felicidade. Não raro, num momento de tensão, alguém volta os olhos para a fotografia dos filhos, sobre sua mesa de trabalho e, por instantes, um sorriso aflora em seus lábios, captando a felicidade e o amor contidos naquela imagem. Da mesma forma, o ser humano cansado, estressado e massacrado pelas exigências da vida, vê-se na iminência de atirar tudo para o alto e entregar-se ao desespero. Nesse momento, a fotografia de seus entes queridos pode lhe dar a força extra de que necessita para dar mais um passo, fugindo ao desejo de ceder. Assim trabalham as mandalas. Só que, ao invés de nos lembrarem imagens das pessoas queridas, elas refletem o interior, a alma e o coração de cada um. Quando se aprende a fazê-las e a interpretá-las, elas ajudam, pela reflexão, o entendimento e a aceitação das experiências da vida, auxiliando no crescimento interior e no amadurecimento espiritual. As mandalas são representadas por um círculo para que se perceba que há um ponto central ou foco, de onde a energia se irradia simetricamente. Na representação do "eu" interior, esse centro de energia e poder é o que os romanos denominavam "gênio", os gregos chamavam de "demônio interior" e os cristãos, de alma.

Originalmente, as mandalas têm sido usadas no mundo todo, através dos tempos, como um processo de auto-expressão a serviço do auto-aperfeiçoamento. O Budismo tibetano vem empregando essa arte por milhares de anos para capturar as imagens dos incontáveis deuses e demônios que elevam ou atormentam a humanidade. As tribos navajo usavam mandalas de areia colorida em seus rituais de cura. Muitas tribos nativas utilizam o Círculo Mágico como instrumento de cura. Essas mandalas fazem a ligação do homem com as energias da terra e a sabedoria da natureza.

O SIMBOLISMO DAS MANDALAS

Como se processa a ligação do indivíduo com seu "eu" interior, através das mandalas? Antes de mais nada, é preciso que se aprenda a trabalhar com a imaginação para conseguir isso. Quando se trabalha com imagens e símbolos, passa-se de uma forma de estrutura cognitiva, racional e intelectual muito estreita para um estado avançado de comunicação e percepção. Uma das funções primordiais da imaginação é auxiliar o indivíduo a perceber como suas energias interiores estão operando, conjuntamente, se uma forma que a mente racional não percebe. Cada ser é um amontoado de impulsos e desejos, medos e esperanças, feridas e habilidades latentes que precisam ser reconhecidas e compartilhadas, para que cresça como pessoa, aprendendo com suas experiências e movendo-se através da síntese de suas potencialidades biológicas, pessoais e espirituais.

Quando se trata de sua aparência exterior, basta o indivíduo mirar-se num espelho para ver sua imagem, corrigi-la e continuar sua vida. Quando se trata do interior, essa visão não é tão simples, tornando necessário o uso de um outro tipo de espelho, que é a mandala. Ao elaborar uma mandala pessoal, esses elementos todos afloram simbolicamente e podem ser interpretados ou, por outro lado, símbolos podem ser utilizados na mandala para abrir caminho para essa visão interior.

USO PRÁTICO DAS MANDALAS

Deixando de lado os aspectos do Budismo tibetano e do uso das mandalas após intrincados processos de iniciação, pode-se utilizar a energia contida nessas imagens como um elemento facilitador da meditação. Nesse caso, uma mandala já elaborada servirá como foco de concentração para a meditação e a reflexão. Fixando-se nela o olhar e gradativamente deixando que a atenção seja irradiada a partir do foco central, o indivíduo poderá projetar-se na imagem e viajar através dela, como o faria interiormente. Nesse caso, a mandala pode ser pintada em seda ou papel. Uma outra forma é mentalizar essa mesma mandala, durante a meditação, visualizando cada parte dela, exercitando a memória e a imaginação, num processo de treinamento pessoal e autodesenvolvimento.

De um modo mais prático, as mandalas podem ser usadas para purificar um ambiente, afastando as cargas negativas e atraindo energias positivas, prevenindo doenças e outros males. Além disso, as mandalas também podem atrair prosperidade ou servir de abrigo temporário para a passagem de uma divindade. Nesse caso, podem ser usadas em altares consagrados aos Anjos Mensageiros ou a outras divindades, segundo a crença de cada um. A energia da configuração e das cores de uma mandala pessoal é uma expressão individual comparada a uma oração, englobando nela recepção, saudação e agradecimento.

Mandala clássica do budismo tibetano

Mandala clássica do Budismo tibetano.

Mandala pessoal

OS BENEFÍCIOS DA MANDALA

Os benefícios gerais de se desenhar periodicamente as mandalas são abrangentes e

marcantes. Inicialmente, enquanto desenha as imagens, você desvia a atenção dos problemas externos e concentra-se no seu espaço interior e isso é revigorante e relaxante. Em seguida, a prática da mandala é um processo pessoal de autoconfrontação e de auto-expressão, para o qual você não precisa de um guia nem de um terapeuta. Na busca do significado de suas experiências de vida, você pode parar a qualquer momento, desenhar um círculo, captar suas emoções interiores, suas reflexões, preocupações, anseios e esperanças e faze-los aflorar na forma de imagens.

Outro benefício da mandala é descobrir onde suas energias se encontram bloqueadas, onde residem suas resistências e a que padrões você está apegado, transferindo tudo isso para o gráfico. Interpretar a mandala será um exercício progressivo de desenvolvimento que, com o tempo e a prática, o ajudará a entender-se melhor. Verá, à medida que desenha suas imagens, que alguns padrões se repetem. Analise-os em relação a suas experiências de vida e veja em que circunstâncias eles surgem, o que representam e como lidar com isso, positivamente.

A prática também vai desenvolver sua criatividade e sua expressão, lançando um novo desafio a cada nova imagem a ser desenhada. Com o tempo, comparando suas mandalas iniciais com as atuais, você perceberá claramente a evolução das formas, do uso das cores e outros detalhes expressivos e significativos. Será o reflexo de seu gênio interior desperto, comunicando-se. Se você se auto-analisar, vai perceber também que evoluiu como ser humano, tanto em criatividade, em expressão, como no conhecimento interior e na capacidade de aproveitar suas experiências boas e compartilhá-las com aqueles que o cercam.

COMO CRIAR SUA MANDALA

Você pode ter sua própria mandala para usar em suas meditações, reflexões, como amuleto para atrair a sorte, a saúde, expulsar forças negativas, trazer a prosperidade ou atrair seu Anjo Mensageiro. Qualquer um pode desenhar uma mandala como um simples passatempo ou até como forma de relaxar as tenções. Para que ela cumpra seus efeitos mágicos, no entanto, é necessário que seja produzida em um ambiente apropriado, respeitando seus aspectos místicos e religiosos. Para começar, o traçado exige o cumprimento de um ritual próprio e o material utilizado, as cores, a distribuição delas sobre a superfície de tecido, areia, papel ou pedra são objetos de um planejamento prévio. Concentração e abstração são exigidas em alto grau nesse momento. Assim, se quer relaxar desenhando e colorindo uma mandala, siga os esquemas propostos a seguir. Se quiser elaborar uma mandala e potencializar seus efeitos mágicos, tome os seguintes cuidados:

Tome um banho completo e vista roupas confortáveis, de preferência brancas.

Arrume o local onde desenhará sua mandala, de preferência uma superfície lisa de madeira.

Escolha o material a ser usado, tecido, papel ou outro, além de tintas ou instrumentos de colorir, juntamente com instrumentos para desenhar, como régua, compasso, lápis, transferidor e outros.

Ligue, no seu aparelho de som, uma música calma e relaxante.

Mantenha um suporte com incenso aceso o tempo todo.

Enquanto desenha, entoe os mantras OM e AUM.

Todo o desenho começara com um círculo. Libere sua criatividade, deixando que o formato do desenho surja espontaneamente. Se desejar utilizar imagens, siga sua intuição e desenhe o que lhe vier na mente.

Quando concluir a mandala, você terá um interessante retrato de seu "eu" interior e da maneira como está vendo a vida naquele momento. Analise-a. Estude-a, tentandointerpretar as informações nela contidas. É um excelente exercício de auto-avaliação. Depois disso, você pode colocar sua mandala num local onde fique à vista e onde possa fixar seu olhar sempre que precisar recarregar as energias. Pondo-a na parede diante de sua cama, você terá um eficiente amuleto para protegê-lo contra doenças e forças negativas, atraindo a prosperidade e a sorte para sua vida. Basta que pela manhã, quando acordar, e à noite, quando for dormir, fixe seu olhar nela por algum tempo buscando harmonizar-se e energizar-se ao mesmo tempo. Depois de algum tempo, desenhe nova mandala e compare as duas. Verá que alguma coisa mudou em você e isso estará traduzido na nova imagem. Repita periodicamente essa prática e estará, sem perceber, trilhando os caminhos do auto-aperfeiçoamento.

ESTRUTURA BÁSICA DA MANDALA TIBETANA

A estrutura de uma mandala tibetana está baseada em medidas e proporções, aplicadas com acurácia e precisão, como se pode ver no exemplo a seguir.

E fácil perceber, neste esboço inicial de uma mandala, a perfeita proporção em cada um dos seus seguimentos. Dividindo-se o desenho em 4 partes, percebe-se que cada parte é exatamente igual, em seu conteúdo, às outras, variando apenas em função de sua posição no gráfico.

Uma vez que as linhas básicas da estrutura foram traçadas, desenha-se as linhas que servirão de guia para o desenho final, segundo padrões pré-determinados. O resultado pode ser alguma coisa parecida com o desenho a seguir.

O resultado final pode ser uma mandala como esta:

Todo o elaborado processo de confecção de uma mandala tibetana envolve

conhecimentos profundos do budismo e a prática de ações que demandam disciplina e treinamento intensivo, ministradas nos monastérios ou por instrutores preparados para esse mister. Para o mortal comum, isso não significa que os benefícios da arte da mandala estão além de seu alcance. A elaboração de mandalas pessoais implica em criatividade, expressão, relaxamento e pode ser exercitada por todo aquele que desejar se beneficiar de seus poderes. A montagem da mandala pessoal pode ser feita, seguindo-se os passos já estabelecidos anteriormente, guiando-se pelas seguintes linhas básicas:

Comece desenhando um círculo, depois o divida ao meio por uma linha vertical. Em seguida, trace linhas horizontais, deixando-se guiar pela espontaneidade. Procure, no entanto, manter a proporção e as medidas de modo que, se dividida ao meio por uma linha horizontal, as duas metades sejam simetricamente opostas.

Utilize as linhas como guias para inserir figuras geométricas, como triângulos, retângulos ou outras.

Solte a sua criatividade, invertendo as figuras, criando efeitos novos e inesperados. Não tenha medo de ousar. Aqui não há forma certa ou errada. Lembre-se sempre que o desenho simboliza o encontro com o seu eu interior, por isso não se policie nem faça autocríticas, antes de ver o resultado final. Você está num importante estágio de descobrir-se, por isso evite toda e qualquer limitação. Elabore-as, fazendo molduras.

A partir daí, comece a colorir sua mandala, buscando a harmonia entre as cores e a simetria entre as partes do gráfico. É bem possível que, após alguma prática, você esteja desenhando mandalas como estas:

AMPLIANDO O ALCANCE

Já foi dito antes que as mandalas ultrapassam um fim meramente lúdico, chegando às raias do mágico e do místico. Você pode limitar a prática do desenho de mandalas a um mero exercício de relaxamento ou mesmo de desenvolvimento de sua criatividade e de sua auto-expressão. Mas pode também utilizar a prática com finalidades outras, explorando todo o potencial dessa arte, praticada no mundo há milhares de anos. Não se trata de uma novidade ou de um modismo, mas do uso consciente de uma força que ultrapassa o racional. Para isso, deverá incorporar a suas mandalas elementos canalizadores já incorporado às práticas milenares. Primeiramente, todas as mandalas devem conter elementos essenciais para poderem atingir as finalidades para que foram elaboradas. Esses elementos são os círculos, o centro e os portões.

Os Círculos

Quatro círculos devem circundar sua mandala, simbolizando a iluminação necessária para entrar no palácio iluminado.

O primeiro deles é o Círculo do Fogo da Sabedoria, que purifica a entrada no simbolismo da mandala. Pode ser representado por apenas uma cor ou pode alternar cores conforme sua criatividade.

O círculo seguinte é o Círculo de Diamante, ou Vajra, mais estreito que o primeiro, numa cor única, conforme sua escolha. Exprime a força e a coragem necessárias para empreender a jornada em busca da iluminação.

Em seguida vêm as Tumbas, num total de oito, simbolizando os oito estados de consciência que devem ser atingidos, a saber: ver, ouvir, saborear, cheirar, consciência do corpo, pensar, consciência do eu e consciência básica. No desenho acima, há uma mostra de como essas tumbas podem ser representadas. O importante é que devem ser sempre em número de oito, distribuídas simetricamente ao longo do terceiro círculo da sua mandala. Por último, o quarto círculo, o Círculo do Lótus, que representa a devoção necessária para entrar no palácio. O lótus é uma flor e pode ser utilizada por inteiro ou seccionada, estilizada ou não.

Os Portões

Os portões representam as entradas para o palácio e, em sentido contrário o fluxo de energia positiva que emana do centro da mandala e se espalha em todas as direções. Por esse motivo, quatro são os portões, voltados para os pontos cardeais. Um muro externo liga os portões, ao mesmo tempo que protege o interior do palácio. Iconograficamente, os portões podem ser representados de uma forma simplificada ou elaborada, conforme a criatividade e a capacidade de expressão de cada um.

O Centro da Mandala

Toda a energia flui do centro da mandala para o exterior. Por isso, a escolha do elemento central é de suma importância e deve ser feita conforme a destinação a ser dada ao seu desenho. Para fazer a escolha, é preciso conhecer quais são os elementos mais usados e suas finalidades. O gráfico a seguir dará essa noção.

Desenho do centro da mandala. O elemento central pode variar, conforme a destinação do desenho, mas a representação dos oito estados de consciência deve permanecer. As cores podem obedecer a uma simbologia própria ou serem escolhidas conforme a criatividade de cada um. Os elementos centrais podem ser:

Diamante: o diamante indestrutível, puro, refletindo todas as cores, é o símbolo da mente iluminada e da energia curativa. Pelo seu reconhecido valor, atrai a sorte e a prosperidade.

Sino: um princípio feminino que favorece a fertilidade e a fartura de modo geral, ao mesmo tempo em que abre a mente para a verdadeira sabedoria.

Vajra: símbolo do princípio masculino, favorece a reflexão, a meditação e a tomada de decisões em todos os níveis. Atrai energias positivas em casos de disputas e demandas.

Dharma: simboliza a consciência em todos os seus estados, abrindo a mente para novos estudos, descobertas, desenvolver o raciocínio, a memória e tudo que se referir ao cérebro, ao pensamento, à criatividade e à comunicação. Beneficia o corpo de um modo geral.

Lótus: simboliza novos conhecimentos, crescimento espiritual, descoberta do "eu" interior, facilitando a convivência, abrandando ânimos acirrados e favorecendo o amor e os relacionamentos.

Seguindo esses princípios, ao construir sua mandala você poderá incluir nela o elemento de que precisa para potencializar resultados, conforme sua necessidade. Tudo isso será conseguido através de um ritual breve, mas significativo, que deverá ser realizado.

Finalmente, para que sua mandala seja eficaz e atinja os objetivos que nortearem a sua elaboração, é importante que você elabore ainda que mentalmente seu palácio de sabedoria, onde os princípios ativos da mandala estão ocultos ou guardados. Seu palácio interior é algo muito subjetivo, que você deverá desenvolver livremente. A ilustração a seguir lhe dará um modelo de como elaborar seu palácio interior.

RITUAL DE PURIFICAÇÃO E CONSAGRAÇÃO

Para que sua mandala emane energia, conforme a orientação que norteou sua elaboração, é preciso que ela passe por um ritual de purificação e consagração, que não oferece maiores dificuldades para ser feito. É preciso lembrar que o ato de confecção da mandala deve obedecer ao ritual já apresentado e toda a sua concentração deve estar focalizada no que deseja dela e na sua montagem. Durante todo o processo, procure se concentrar na música, no som dos mantras, no perfume do incenso, de modo a afastar todo e qualquer pensamento negativo. Tenha em mente que a mandala vai canalizar as energias de seu "eu" interior, harmonizando-as com a natureza ao seu redor para atingir o objetivo proposto. Jamais questione ou duvide se o objetivo será alcançado. Se fizer isso, já antecipou a derrota e a elaboração da mandala perdeu o sentido.

O RITUAL

Quando terminar de desenhar sua mandala, deixe-a repousando sobre um suporte de madeira maciça, coberto com uma toalha branca de linho, seda ou qualquer outro tecido natural. No dia seguinte, pela manhã, no momento em que nasce o sol, inicie seu ritual de purificação e consagração. Prepare um altar simples, com o suporte de madeira, a toalha e a mandala. Em cada canto da mandala, instala um castiçal simples, com uma vela vermelha. Na direção de cada um dos Portões da sua mandala, instale um suporte com incenso a sua escolha. Siga os seguintes passos:

De pé, voltado para o Leste, espere até que toda a esfera solar tenha surgido acima da linha do horizonte.

Repita quatro vezes o mantra AUM, enquanto acende as quatro velas, em sentido horário, usando um palito de fósforo para cada vela. Os palitos usados devem ficar ao lado da respectiva vela.

Repita quatro vezes o mantra OM, enquanto acende os quatro incensos, usando, da mesma forma, um palito de fósforo para cada incenso. Os palitos usados devem ficar ao lado dos respectivos suportes.

Diga em voz baixa: Círculos que protegem os portões, abram-se para a passagem do sol. Portões que protegem o palácio, abram-se para a viagem do sol ao interior do palácio da iluminação e da sabedoria. Que o calor e a energia contagiem o centro do palácio e irradiem ao universo e possam ser captados pelo meu eu interior, iluminando-se, aquecendo-me, abrindo-me caminhos, sintonizando-me com a consciência universal, com a natureza e com as vozes da sabedoria que conduzem à iluminação.

Repita quatro vezes o mantra AUM.

Repita quatro vezes o mantra OM.

Diga em voz baixa: Consagro esta mandala, fruto do meu eu interior, e seu elemento central, à finalidade de me proporcionar... (cite o que deseja da mandala, lembrando-se que ela tem que ser coerente com os princípios ativos do elemento central utilizado.) Assim como nasce o sol a cada novo dia e sua luz rompe as trevas e ilumina os caminhos, assim seja minha caminhada iluminada pela luz da sabedoria e do conhecimento. Eu te saúdo, meu sol interior, e te consagro em minha mandala para que... (citar novamente o objetivo da mandala.) a cada novo dia.

Após terminar esta consagração, vem um aparte delicada que é preciso praticar sempre. De olhos fechados, visualize a sua mandala. Escolha um dos portões e inicie sua caminhada até o seu palácio interior. Vença o Círculo do Fogo, purificando-se nele. Passe pelo Círculo de Diamante, pelas tumbas e, finalmente, pelo Círculo dos Lótus. Entre calmamente pelo portão, visualizando, ao centro, seu palácio interior e, no centro dele, o elemento canalizador da energia que você procura (Diamante, Sino, Vajra, Dharma e Lótus). Invada seu palácio e procure pelo elemento central. Uma vez que consiga visualizálo, permita agora que sua irradiação faça o caminho de volta, rompendo pelos portões, ultrapassando os círculos e alcançando o universo, mesclando-se à natureza da qual é parte integrante e imprescindível. Visualize sua mandala irradiando energia por todos os seus portões. Não se assuste se, neste momento, sentir que sua respiração se acelera e uma espécie de euforia toma conta de você.

Quando conseguir isso, respire fundo até sentir que a respiração voltou ao normal e que conseguiu controlar a euforia. Só então abra os olhos, mas não olhe na direção do sol, mas, sim, da sua mandala. Ela tem que ser a primeira coisa que verá, quando reabrir os olhos.

Deixe sua mandala ali, até que as velas e os incensos tenham se queimado. Depois disso, retire-a e cubra-a com algum tipo de proteção. O mais indicado é mandar emoldurar. Pendure-a na parede diante de sua cama, se possível ao lado de uma janela. Deixe-a agir. Quando sentir que alcançou os resultados esperados, retire sua mandala, repita todo o ritual de purificação e consagração, depois a queime na chama da última vela que estiver se apagando.

Parte II

AMULETOS E TALISMÃS

O homem primitivo atribuía tudo que ocorria em sua vida a manifestações de entidades invisíveis, espíritos maus e forças além da sua compreensão. Com o passar do tempo, esses responsáveis por venturas e desventuras do homem foram sendo personificados e classificados, surgindo seres das mais diversas esferas, desde anjos e demônios até misturas de animais e homens e animais com múltiplos atributos de diversos animais, como

o centauro e as bestas com cabeça de águia, corpo de leão, cauda de pavão, pernas de boi, patas de tigre e outras aberrações. Da mesma forma como foram criando essas entidades, foram cultuando pessoas que entendiam esses fenômenos todos e que tinham certa ascendência sobre eles. Surgiram os xamãs, os magos, os feiticeiros, os sacerdotes e outros sábios, que sempre tinham como dar aos seus semelhantes algum meio de defesa ou de contato com esse mundo misterioso que cercava o homem comum.

Enquanto não se criava uma linguagem escrita, essa comunicação era feita por símbolos, como muitos encontrados em cavernas ainda hoje e que despertam a atenção dos estudiosos, que tentam em vão penetrar no conhecimento de uma linguagem simbólica que já se desfez há muito tempo. Chamados de amuletos ou talismãs, essa forma de manter sobre controle forças desconhecidas foi se generalizando, atingindo seu auge no período chamado Idade das Trevas ou Idade Média, quando se percebeu que a religião podia ser um instrumento de poder e não mais de ajuda ao homem, degenerando-se num grande comércio e desvirtuando todos os princípios pelos quais fora criada.

Nesse período, impondo-se de forma violenta, criando doutrinas de submissão da mulher, do pecado, do Deus punitivo, do Céu, do Inferno e do Purgatório, a religião atacou violentamente tudo que pudesse ser um obstáculo a seu desenvolvimento como nova força, paralela ao Estado e, muitas vezes, acima dele. Magos, feiticeiros, alquimistas, bruxos, xamãs e outros foram perseguidos e mortos cruelmente. Seus livros, anotações e conhecimentos foram recolhidos aos mosteiros, quando não incinerados em praça pública para mostrar o domínio da nova ordem que se impunha.

Um cabedal enorme de informações foi destruído com isso, acabando com informações e conhecimentos que datavam de milênios da existência do homem, da mesma forma como ocorreu nas Américas, com a cultura e a civilização dos povos conquistados. Uma ligação com o passado foi rompida e, ao longo de alguns séculos, afastada das pesquisas e práticas, pois se constituíam pecado e crime punidos com a morte. Ainda assim, arriscando-se sempre, essas pessoas que sempre representaram o elo de ligação deste mundo com os planos superiores, continuaram seu trabalho, legando à posteridade uma pálida imagem dessas informações importantíssimas para o homem, hoje, entender sua origem e seu papel neste planeta. Pouca coisa restou, portanto, da antiga e tradicional ciência dos amuletos e talismãs.

OS PRIMEIROS REGISTROS

O que significam ordens como estas?

"Não fareis deuses de prata ao meu lado, nem deuses de ouro para vós..."

"Também farão uma arca de madeira de acácia... De ouro puro a cobrirás e farás uma bordadura de ouro ao redor... Fundirás para ela quatro argolas de ouro... varais de madeira de acácia... E porás na arca o Testemunho que eu te darei..."

"Farás também um propiciatório (vaso sagrado)... Farás dois querubins de ouro... Os querubins estenderão suas asas por cima, cobrindo o propiciatório..."

"Também farás a mesa..."

"Farás também um candelabro..."

E as ordens se seguem muito detalhadamente, com um objetivo específico:

"Ali virei a ti,... falarei contigo acerca de tudo o que eu te ordenar para os filhos de Israel."

Salvos do Egito e guiados por Moisés, esse mesmo povo, tão logo percebeu que o seu líder se demorava no Monte Sinai, rapidamente tratou de confeccionar um bezerro de ouro para "adorar". Tanto que Arão determinou, ao edificar um altar:

"Amanhã será festa ao SENHOR."

No dia seguinte, ofereceram holocaustos, conforme o próprio Criador lhes ensinara, trouxeram "ofertas pacíficas", comeram, beberam e se divertiram, mas essa aparentemente inocente ação custou a vida a muitos deles. Que poder tinha esse bezerro de ouro? Teria sido apenas a desobediência a causadora de tamanho e cruel massacre que se seguiu à descida de Moisés do monte? Mais à frente, ainda no Livro do Êxodos, temos:

"Lavra duas tábuas de pedra como as primeiras; e eu escreverei nelas as mesmas palavras que estavam escritas nas primeiras tábuas..."

Ao cumprir isso, Moisés faz uma aliança com Deus, que lhe determina:

"... derrubareis os seus altares (dos moradores da terra) ,quebrareis as suas colunas e cortareis os seus postes-ídolos (?) para que não faças aliança com os moradores da terra: não suceda que em se prostituindo eles com os deuses, e lhes sacrificando, alguém te convide, e coma dos seus sacrifícios e tomes mulheres das suas filhas para os teus filhos, e suas filhas prostituindo-se com seus deuses, façam que também os teus filhos se prostituam com seus deuses. Não farás para ti deuses fundidos."

A questão que se coloca agora, no entanto, é saber se essas ordens foram dadas mesmo pelo Criador ou se foram incluídas convenientemente, nesse período negro da História, quando se implantou o monopólio, e a ditadura de uma só religião. O que diz realmente o texto original? Quem são esses deuses cujo contato deveria ser evitado? E por quê? Analisando-se hoje as chamadas Simpatias Populares, não encontramos correspondência em passagens como a seguinte?

... um deles tomará dela um punhado de flor de farinha da oferta de manjares com seu azeite, e todo o incenso que está sobre a oferta dos manjares; então acenderá sobre o altar como porção memorial de aroma agradável ao Senhor...

E verá coisa semelhante nos rituais de contato com os Anjos Mensageiros, prática que está ressurgindo hoje, mas que foi totalmente abolida durante esse período da História da Humanidade. Todo o Livro de Levítico traz instruções detalhadas de práticas para preparar e purificar o homem para o contato e convivência com Deus. Especifica como deve ser o candelabro, sobre as trombetas de prata, as borlas das vestes, entre outros.

Os teólogos têm explicações convincentes para isso, mas as questões ainda permanecem. Quem eram os outros deuses? Que eram as colunas? O que representavam postes-ídolos?

Desviando-nos um pouco agora, qual o significado dos desenhos encontrados nas cavernas dos dogons, um povo primitivo que vive no Mali, antigo Sudão francês? Desenhos que representavam os nommosou deuses vindo do espaço (ou moradores do espaço, aqui no sentido de plano superior?). Em sua ignorância (?) primitiva, como pôde esse povo, ainda hoje incivilizado, ter tido contato com seres considerados deuses? Teria sido isso um privilégio apenas deles, como foi para os israelitas terem tido a exclusividade da proteção divina que, inclusive, autorizou e deu condições de que os demais povos fossem exterminados? Como se percebe, o assunto é cercado de muitas perguntas sem respostas definitivas.

Aqueles conhecimentos que foram destruídos ou ocultados hoje fazem muita falta para um entendimento mais profundo e mais convincente da natureza de nossos contatos com a divindade ou com os chamados planos superiores onde, por unanimidade, parecem residir e se manifestar todos os seres considerados superiores, em todas as culturas.

De tudo isso, podemos concluir que aquilo que os chamados magos, bruxos, feiticeiros, alquimistas e xamãs faziam tinha uma razão de ser. O contato com seres superiores se processava através da disposição de elementos contidos nas "colunas", "postes-ídolos", combinações como as da "Arca da Aliança", da disposição do templo, das roupas, óleos, candelabros, tábuas e tudo o mais, conforme foi citado na Bíblia. Essa comunicação se processava por meio de símbolos, que iam desde o tipo da madeira a ser utilizada, até a roupa a ser vestida nesse momento. Podemos acrescentar, também, que se processava através de elementos gráficos tantos encontrados em ruínas arqueológicas do mundo todo.

Não há como negar, portanto, que antigamente, através de segredos e conhecimentos perdidos ou destruídos, o homem conseguia entrar em contato com seres dos planos superiores, usando elementos específicos e especialmente preparados, muitos dos quais ditados por esses mesmos seres. Sem muito esforço, então, podemos assimilar o conceito básico dos amuletos e talismãs: contato com o plano superior, não necessariamente o Céu ou o Paraíso, nem um lugar acima, mas um mundo vibrando em outra dimensão próxima da nossa e superior em conhecimento e elevação espiritual. Contato esse que visa a obtenção de algum favor especial, proteção, defesa, sorte ou ajuda. Da mesma forma, acreditando nesses planos superiores, somos levados naturalmente a admitir a existência de planos inferiores, igualmente interessados em ajudar, mas em retardar também a nossa elevação espiritual aos planos superiores.

Ao entrarmos em um novo milênio, percebemos que uma crise espiritual muito grande, ainda maior que a crise econômica, ameaça a Humanidade. Ela está no cerne de uma das piores formas de fanatismo: o terror. Não podemos, por isso, deixar de colocar nosso espírito e nossa inquietação no trabalho de buscar respostas para a compreensão do que nos espera no século XXI. Respostas que, acreditamos, encontram-se nos planos superiores, onde vibra uma ordem diferente da nossa, mais espiritual e menos apegada à matéria, onde a linguagem dos símbolos, por ser exata e dispensar o conhecimento das mais diversas línguas, é utilizada.

Esses símbolos podem ser projetados de mente para mente, sem a necessidade de palavras, numa linguagem universal a todas as raças. Uma águia voando livre no céu será sempre uma águia livre no céu, ainda que, ao ser descrita, isso tenha as formas mais diferentes nas diversas línguas do mundo. Assim deve ser nosso contato com esses planos que nos cercam.

Qual teria sido a utilidade desses objetos?

O formato não é familiar? Não seriam antigas mandalas?

AMULETOS OU TALISMÃS

A confusão entre esses dois termos é freqüente e muitas vezes um é até utilizado como sinônimo do outro. Muito embora os dicionários considerem dessa forma, para as Artes Mágicas, no entanto, ambos podem ter semelhanças na maneira de preparar, mas são completamente diferentes nos objetivos, a saber:

Amuletos: objetos, figuras ou sinais com poderes mágicos para afastar desgraças e malefícios e expulsar forças do mal. São os objetos consagrados através da magia que devem ser usados junto ao corpo (anéis, correntes, medalhas). São imantados com uma força mágica para proteção do usuário. O significado e poder místico estão ligados à forma e à simbologia gravadas neles.

Talismãs: objetos de formas e dimensões variadas, com poderes para realizar sonhos e desejos e obter auxílio superior. São objetos de proteção, imantados de força magnética, ao qual se atribui um poder sobrenatural de realização dos desejos do usuário. Muitas vezes aparentemente funcionais ou decorativas, como cálices, adagas, esculturas, gravuras ou máscaras, estes objetos podem ser poderosos.

Quando à ação, tanto um como outro podem ser feitos para uma ação contínua, no caso de proteção contra o mau-olhado, por exemplo, ou para uma tarefa específica, perdendo a razão de ser após ter sido obtido o que se pretendia. Em sua constituição, são empregados hoje todo tipo de material presente na natureza, sendo que mesmo aquilo que surge de novo também é logo incorporado. Muitos dos materiais utilizados na elaboração dos amuletos e talismãs acabaram configurando uma linguagem universal. Nisso se inclui as figuras geométricas, os glifos, que representam os planetas, objetos em geral, materiais como a madeira, os metais, ervas, plantas, árvores, letras, números e inscrições. Pode-se constatar isso hoje facilmente, observando as pessoas que passam por nós a todo o momento. Nos veículos, rosários, fitinhas e bonequinhos pendurados no retrovisor interno pedem (e obtém) um tipo específico de proteção. Figas, pés de coelho, galhinhos de arruda, todos são exemplos simples de amuletos e talismãs, que podem ser desde uma folha caída de uma árvore até um elaborado totem nativo, o poste-ídolo. No entanto, é sempre nos objetos simbólicos que os amuletos e talismãs vão encontrar seu potencial máximo.

As figuras geométricas se prestam muito bem a isso, assim como letras, números, cores, pedras preciosas e objetos de metal. Um círculo desenhado em vermelho na parede diante da qual pessoas tentam resolver um problema pode promover uma espécie de transe onde, algumas com maior ou menor facilidade, encontrarão a solução quase que ao mesmo tempo. Uma casa, onde reina a discórdia, de repente muda todo o seu astral, após a colocação de um cristal transparente, dentro de um copo de água, posto acima das cabeças dos moradores, sobre um suporte de madeira. Periodicamente uma vela será acesa ao lado do cristal, a água será mantida no nível e oportunamente um punhadinho de sal grosso será jogado lá dentro. Um cético dirá que tudo isso não passa de pura besteira e só nos resta concordar com ele, porque discutir com um cético é jogar pérolas aos porcos. O componente básico de todo esse processo é a fé "que remove montanhas", não a fé dos "homens de pouca fé". Quem tem um mínimo de noção sobre alquimia e Artes Mágicas saberá que:

Cristal: elemento purificador produzido na natureza, purificado pelo fogo e pelas altas temperaturas. Assimila correntes e fluídos negativos, agindo como um filtro e neutralizando-as, à medida que absorve e irradia energias positivas da natureza. Mais eficiente quanto mais puro e transparente.

Copo: objeto de vidro transparente, que permite o fluxo de energias positivas, em formato circular (fluxo contínuo).

Água: elemento condutor de energias. Dá origem à vida.

Sal grosso: na forma de cristal puro, absorve energias negativas. Ao se dissolver, faz com que elas sejam consumidas no processo.

Vela: libera o fogo, elemento purificador por excelência.

Temos então uma explicação resumida do amuleto, usado para afastar as forças negativas que provocavam a desarmonia. Ele tanto pode permanecer ali indefinidamente ou retirado quando o problema tiver terminado.

Um amuleto muito comum é encontrado em muitas casas, num quadrinho simples pendurado na parede, que diz:

*

LAR

DOCE

LAR

*

Aparentemente ingênuas e simples, estas inscrições encerram o mantra "AHOHEHAH", num formato que lembra dois triângulos com a mesma base, três letra sobre quatro sobre três, totalizando:

3+4+3=10=1

Como se sabe, em Numerologia, o 1 é o símbolo da unidade indivisível, como deve ser o Lar, na concepção de qualquer pessoa de mediano conhecimento. Os triângulos, figuras místicas por excelência, quando elaborados com a mesma base, apontam em direções opostas, unindo o material, no plano inferior, ao espiritual, no plano superior, estabelecendo

o equilíbrio, lembrando, em sua forma e função, o Diamante utilizado no centro das mandalas. Essa figura age como um canalizador (antena apontada para o alto) e um funil (voltado para baixo), por onde as energias do plano superior fluem para dentro do lar. O mantra utilizando os sons "AH-OH-EH-AH" harmoniza-se com o triângulo, pois o AH é o som do plano espiritual do homem. O "OH" representa autoridade e amor (figura paterna), o "EH" é o som da vida e proteção (figura materna). Nesse disposição, figura paterna e materna absorvem as energias do plano espiritual, processam-nas e fazem-nas fluir para dentro do lar (filhos).

A mesma expressão, escrita em outra língua, como o inglês, por exemplo, (HOMESWEET-HOME) produz o seguinte mantra: "OHM-IH-OHM". O primeiro é o mantra da dualidade (espírito e matéria), o segundo é o mantra do que absorve e cria (pai e mãe=filhos) e fechando com o mantra da dualidade novamente, no mesmo principio exposto acima. Como surgiu isso? Como alguém percebeu essa ligação entre sons e energias positivas, por exemplo?

ELEMENTOS DE AMULETOS E TALISMÃS

Praticamente todos os materiais existentes na face da Terra se prestam à elaboração de amuletos e talismãs. Nem todos, porém, destinados a obter auxílio através dos planos superiores. A índole de quem prepara um amuleto é fundamental para decidir se vai buscar ajuda acima ou abaixo de nosso plano espiritual. O que nos parece uma estupidez é descer na escala espiritual, em busca de uma ajuda que, seguramente, vai atrasar em muito a evolução espiritual de alguém, quando ela pode buscar a mesma ajuda num plano superior. Por que recorrer aos demônios, se os Anjos Mensageiros estão à disposição? É bom frisar que materiais como o plástico, ossos e o alumínio não se prestam à elaboração de amuletos e talismãs na Magia Branca. A explicação é simples e fácil de ser entendida.

Plástico, Ossos e Alumínio

O plástico tem sua origem no petróleo, que nada mais é que o caldo da decomposição de animais e vegetais ao longo de milênios, comprimidos pela pressão das camadas terrestres. Os ossos, pelo fato de terem sua origem em seres vivos, a maior parte deles sacrificados. Admite-se, porém, que sejam usados ossos de animais que morreram naturalmente, em amuletos que visem canalizar parte da energia emanada por esse animal, quando em vida. Isto porque os ossos contêm a história de vida desse animal. Se foi bravo, dará peso ao amuleto ou ao talismã. Se foi um animal covarde, porém, isso também influirá. A precaução em não utilizá-los se justifica, porque nem sempre será possível determinar, através dos ossos apenas, qual a natureza daquele animal, quando vivo. Outro elemento não recomendável é o alumínio, o falso metal, de falso brilho, segundo os alquimistas. Não é encontrado puro em estado natural, mas é formado pela mistura de outros componentes e obtido através de complicados processos.

Tecidos

Todos os tecidos utilizados na elaboração de amuletos e talismãs devem ser naturais, como o algodão, a seda, o feltro e o veludo, desde que não contenham componentes sintéticos em sua elaboração. O linho, o rami, o cânhamo e outros se prestam da mesma forma, mas é importante observar bem a etiqueta e se certificar de que está comprando um produto natural. Fibras sintéticas são, em sua maioria, derivadas do plástico e do petróleo, o que pode tornar ineficaz seu amuleto ou seu talismã e, ao que pode ser pior, desvirtuar sua ação. Todos esses tecidos naturais são vendidos da maneira como foram produzidos, passando por pessoas e máquinas até chegarem a nossas mãos. Por isso, assim como todos os elementos que entram na composição de um amuleto, exceto quando expressamente recomendado, é necessário passá-los por um processo de purificação muito simples, mas absolutamente necessário.

A Purificação do Tecido

Deixe o tecido aberto ou enrolado, mas sem dobras sob água corrente por sete minutos, depois o coloque de molho numa vasilha de ágata, ferro, madeira ou vidro (jamais alumínio ou plástico), junte um punhado (sua mão cheia) de sal grosso e misture com a água. Deixe por vinte e quatro horas. Após esse prazo, volte a enxaguá-la sob água corrente por mais sete minutos e deixe o resto do dia ao sol. O processo se completará de forma satisfatória se você iniciar a purificação do tecido logo após o nascer do sol de um dia, para que, no pôr-do-sol do dia seguinte, ele esteja concluído. Em alguns casos não será necessário passar o tecido a ferro. Em outros, que dependam da confecção de alguma peça, isso será exigido. Caso o pano tenha de ser cortado para a elaboração do seu amuleto ou do seu talismã, limpe sua tesoura com álcool e depois passe um pano molhado em salmoura nas lâminas. Não deixe óleo que possa manchar o tecido, inutilizando-o para o objetivo proposto.

Agulhas e outros materiais que serão usados deverão passar pelo mesmo processo. As agulhas purificam-se rapidamente se colocadas num copo de água com sal grosso e levadas ao sol por sete minutos, depois enxaguada em água corrente. O mesmo processo deve ser seguido com a linha. Se for o caso, mergulhe o carretel ou retrós no copo de água com sal grosso e deixe ao sol pelos sete minutos. Retire depois e deixe secar ao sol.

Sobras do tecido que foi utilizado para elaborar um amuleto ou um talismã devem ser imediatamente incinerados e jamais ousados para outros fins.

Como Fazer um Saquinho de Tecido

Para fazer um saquinho para conter elementos mágicos, você corta o tecido em formado circular, com as medidas necessárias para o objetivo proposto, depois simplesmente alinhave um cordão ou uma linha mais grossa nas bordas, puxando e fechando. O próprio cordão já servirá se suporte para o amuleto ou o talismã ser levado ao pescoço ou pendurado onde for determinado. A outra maneira é cortar dois quadrados e sobrepô-los, alinhavando-os sempre com linha da mesma cor do tecido. Alinhave três lados, indo e vindo até a linha terminar. Vire do avesso, coloque dentro os elementos necessários, faça o acabamento dobrando as pontas para dentro e volte a alinhavar, indo e vindo com a linha até que ela termine. Jamais dê nós ou trance a linha, a não ser que isso seja recomendado.

Todo amuleto ou talismã, não importa sua natureza, ação ou objetivo, quando não em uso devem ser guardados em caixas ou recipientes de madeira, longe das vistas de terceiros. Devem ser manuseados apenas pelos seus proprietários, uma vez que o toque de uma outra pessoa vai exigir que todo o processo de purificação seja refeito, o que nem sempre será possível.

Números

Os números a serem utilizados nos amuletos e talismãs serão sempre os algarismos de 1 a 0 e serão escolhidos conforme a sua simbologia e seu objetivo dentro de um amuleto, conforme as seguintes convenções:

1 - Símbolo do homem, do poder fálico (pai), do princípio, da revelação, do ponto de partida, da unificação, do Ser Absoluto, da divindade, de Deus e da razão.

2 - Símbolo feminino, da oposição, do conflito, da reflexão, do equilíbrio, das ameaças, da dualidade em todos os sentidos, do poder gerador (mãe), dos extremos que se atraem e dos que se completam.

3-É o número universal por excelência, simbolizando a ordem universal: Deus, cosmos e homem. Simboliza a tríade em todos os sentidos e situações.

4 - Símbolo do quadrado, da cruz, da natureza, da religiosidade, do fim, dos animais, das saídas e das alternativas.

5 - Símbolo da união, das núpcias, da harmonia e do equilíbrio, dos sentidos, do centro, da transformação, da lavoura, da infância, da perfeição e do bom augúrio.

6 - Símbolo da criatura e do criador, da criação, do bem e do mal, do antagonismo, do misticismo, do pecado, do céu (físico) e da prosperidade.

7 - Símbolo das ordens em geral, da vida eterna, de um ciclo completo, da mudança, da renovação positiva, do tempo, do espaço e do movimento.

8 - Simboliza o equilíbrio cósmico, as direções, o mundo intermediário, a totalização, as forças fecundadoras masculina e feminina juntando-se, a ordem, o sagrado, a vitória dos justos e a punição dos ímpios. Deitado significa o Espírito Santo e o infinito.

9 - Simboliza o ritual, a gestação, a busca bem sucedida, o fim de um trabalho, uma recompensa, os Anjos, os planos superiores, o Céu (espiritual), o amor, a noite, o fim e

o princípio juntos e a universalidade.

0 – Simboliza o infinito e o nada, a passagem e a ocultação.

Quando for montar seu objeto mágico, procure utilizar um tipo de número mais elaborado, como os exemplos a seguir:

1 2 3 4 5 6 7 8 9 0

Exemplos Práticos

Supondo-se que alguém pretendesse fazer um amuleto para afastar a inveja de alguém. O uso do número 8 (oito) lhe garantiria a vitória dos justos e a punição dos ímpios. Poderia usar também o número 3 (três) buscando a proteção de Deus.

Um casal, desejando ter filhos, poderia fazer um talismã com o lençol de sua cama. A presença do número 9 (nove) no talismã simbolizaria a gestação tão esperada.

Alguém se empenhou muito num trabalho e quer ter certeza de que será bem sucedido e terá seu esforço reconhecido. Para isso, poderá elaborar um talismã onde a presença do número 9 (nove) garantiria o fim do trabalho com sucesso e a esperada recompensa.

Letras

Em amuletos e talismãs não são usadas palavras, mas apenas as letras iniciais. Assim, para exprimir um pedido de perdão, será utilizada a letra P, por exemplo. As letras a serem utilizadas podem ser da caligrafia normal, mas recomenda-se o uso de caracteres mais elaborados, conforme o exemplo a seguir:

a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u v w x y z

A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z

Exemplos Práticos

Alguém precisa de um amuleto para afastar a inveja de seus concorrentes e prosperar comercialmente. Como trabalha com Roupas, seu amuleto poderá conter o número 6 (seis), juntamente com a letra R, simbolizando roupas.

Da mesma forma, ele poderia usar qualquer uma outra letra, se quisesse constar seu nome. Ou o nome do concorrente invejoso. Como veremos mais à frente, na preparação do amuleto ou do talismã é que são definidos os objetivos e ação deles. O que você deve fazer é definir qual tipo de letra usará em seus amuletos e talismãs, adotando-a a partir daí e evitando ficar mudando de uma para outra.

Cores

Basicamente, as cores são utilizadas em amuletos e talismãs de acordo com o signo da pessoa que faz ou para quem ela é destinada. Supondo-se que alguém faz um amuleto na forma de um boneco, para afastar as maledicências da vida de alguém, usará um pano na cor do signo daquela pessoa. Se for para ela mesmo, usará a cor do seu signo.

Números, letras, inscrições e outros elementos deverão obedecer, via de regra, a cor do signo, a não ser que seja necessário uma cor específica num determinado elemento, o que será decidido no momento da montagem do seu amuleto ou do seu talismã e da sua consagração (definição do objetivo ou ação). As cores obedecerão, portanto, a seguinte regra geral:

Áries - Vermelho

Touro - Verde

Gêmeos - Amarelo

Câncer - Branco

Leão - Laranja

Virgem - Violeta

Libra - Rosa

Escorpião - Marrom

Sagitário - Púrpura

Capricórnio - Azul

Aquário - Negro

Peixes – Anil

As Cores Como Mensagens

Eventualmente, ao invés do uso de uma letra no seu amuleto ou no seu talismã, você pode usar um outro símbolo, dando a ele uma cor específica, conforme a Simbologia Mágica das Cores. Essa simbologia, conhecida desde a mais remota antiguidade, sempre esteve presente desde as imagens nas cavernas, indicando um conhecimento que, muito embora perdido, em algum ponto da História da Humanidade, ainda se mantém na memória dos homens, possivelmente como parte do chamado Inconsciente Coletivo ou Memória Ancestral.

Uma rosa vermelha, incluída num talismã com o objetivo de atrair alguém, estará indicando que o que se deseja é uma forte ligação de caráter sexual, pois se a rosa simboliza o amor, o vermelho simboliza o desejo sexual. Restringindo essa simbologia apenas às cores dos signos, conforme já especificado, vejamos algumas das simbologias dessas cores.

Amarelo: Alegria, ciúmes excessivos, esquecimento, convencimento, encantamento, confiança desmedida, conforto espiritual.

Anil: mudanças, impulsos do coração, depressão, ambição, resgate da dignidade e alívio para sofrimento espiritual.

Azul: Compreensão, sinceridade, religiosidade, devoção, paciência, saúde física, restauração da verdade, tranqüilidade física e mental.

Branco: Ausência, presença, princípio e fim, encerramento, pureza, paz, viagem, medo ou susto, vítima, elevação espiritual.

Laranja: atração, gentileza, adaptação, estímulo, coragem, auge, confiança.

Marrom: inteligência, magnetismo, vivacidade, luxo, orgulho, fidelidade a compromissos, dever.

Negro: impulso, bondade, tensão, aperfeiçoamento, etapa a ser superada, início de evolução, ponto de partida, perdão.

Púrpura: justiça, duplicidade ou dualidade, dúvida, alegria e simpatia, conhecimento, desconfiança, conselho, orientação, liderança, responsabilidade.

Rosa: arte, ambientes de luxo, trabalho com a terra, festas, comércio, beleza.

Verde: finanças, crescimento espiritual ou intelectual, caridade, força, sorte, geração.

Vermelho: força, paixão, desejo sexual, perigo, saúde, vigor, religiosidade, vontade.

As cores intermediárias e toda a gama de cores do espectro têm, cada uma, seu significado e podem ser utilizadas em amuletos e talismãs, só que num grau muito elevado, por iniciados que já caminharam pelos Arcos e pisaram as Plataformas do Saber. Em resumo, englobam segredos muito bem guardados, muitos dos quais de posse de apenas quatro Mestres Iluminados, localizados em algum lugar na direção dos quatro pontos cardeais, a partir da Base do Conhecimento ou a Grande Pirâmide.

Madeira

Em Magia Branca admite-se a utilização apenas da madeira maciça, seja no tampo da mesa que suportará um altar, seja na caixa de madeira que guardará o amuleto ou talismã, quando não estiver em uso ou mesmo quando esse elemento tenha de ser incluído como parte de um sortilégio. Compensados, aglomerados, revestimentos como a fórmica, por exemplo, não são aceitos, pois são neutros e nenhuma força agregam à prática que se esteja levando a efeito. Em último caso, quando não houver disponibilidade do material na forma desejada para a guarda de um amuleto ou montagem de um altar, a solução é embrulhar ou forrar o que se tiver à mão com um papel preto.

Se o amuleto ou o talismã exige a participação de um pedaço de madeira, o ideal sempre será um pedaço de um galho seco, cortado de forma a se obter uma fatia circular. Em momento algum a madeira poderá estar verde, ser lixada, pintada, envernizada ou tratada de qualquer outra forma, a não ser se expressamente recomendada. Jamais corte uma árvore ou um galho ainda verde para fazer um amuleto ou talismã. Use sempre aquelas que tenham secado por causas naturais ou galhos arrancados pelo vento ou por um raio, principalmente, que agregam um poder extra ao seu objeto mágico.

Metais

Da mesma forma como foi com as cores, são usados os metais conforme o signo da pessoa que a faz ou daquela para quem o amuleto ou talismã for destinado. Veja quais são os metais que são regidos pelos signos zodiacais:

Áries - Ferro

Touro - Cobre

Gêmeos - Mercúrio

Câncer - Prata

Leão - Ouro

Virgem - Níquel

Balança - Bronze

Escorpião - Bismuto

Sagitário - Estanho

Capricórnio - Chumbo

Aquário - Zinco

Peixes - Platina

A Alquimia Antiga, em sua busca pela pedra filosofal, que transformaria tudo em ouro, estabelecia que a regência de cada signo determinava um poder específico a cada um dos metais. Por isso, por muito tempo eles foram utilizados dentro dessa orientação. Alquimistas modernos, no entanto, principalmente aqueles que realizaram seus trabalhos a partir da segunda metade do século passado, descobriram, não a pedra filosofal, mas o metal filosofal por excelência, ou seja: aquele que poderia substituir qualquer um dos outros metais em Magia Branca, sem prejuízo dos resultados e, em muitos casos acrescentando um poder ainda maior. Esse metal foi o aço, cujo processo de produção somente foi desenvolvido a partir de 1856, na Inglaterra. Observou-se, então, que sua utilização podia substituir também alguns elementos dos amuletos e talismãs comuns. Se um amuleto, por exemplo, exigisse a inclusão de uma miniatura de âncora, em ouro, esse elemento podia ser substituído simplesmente por um prego ou grampo de aço, o que revolucionou e tornou a Magia Branca mais acessível a seus praticantes. Sempre que se pedir um objeto de metal, este deverá ser de Aço, a menos que seja expressamente recomendado a utilização de um metal específico, sem alternativas.

A Purificação do Aço

Considerando todas as influências que o aço passa, por exemplo, até se transformar no produto final, é necessário que seja passado por um processo de purificação para poder ser carregado com a energia correta no momento da consagração do amuleto ou talismã. Para isso, basta que o objeto seja deixado enterrado por não mais do que uma hora e não menos do que sete minutos, em terreno ligeiramente úmido. Após isso, deverá ser lavado em água corrente e esfregado ligeiramente com sal grosso. Após ser enxaguado, deve ser posto para secar ao sol, sobre um pano branco, não se esquecendo que em todo o momento se deverá utilizar tecido natural.

Amuletos e talismãs que forem feitos para serem usados ao pescoço poderão ser presos a correntes ou cordões de ouro e prata, inclusive os folheados, mas jamais de alumínio. Cordões de materiais naturais, como algodão, rami, juta, sisal e outros podem também ser utilizados e, muitas vezes, são preferíveis aos de metal folheado. Correntes e cordões de aço inoxidável são muito mais fortes até do que o ouro. Em todos eles, porém, é importante observar que as pontas se encontrem, formando um círculo, por onde as energias circularão, da mesma forma como circula o sangue, no corpo humano, sendo bombeado pelo coração.

O amuleto ou talismã proporcionam essa corrente contínua de energia que faz com que nossos espíritos vibrem na freqüência do plano superior que desejamos atingir com essa prática.

Pedras Preciosas

Entre as diversas ordens que Moisés recebeu do Senhor, houve a de preparar as vestes dos sacerdotes, que deveriam ter, no peitoril, engastadas em ouro, as seguintes pedras, nesta ordem: sárdio (calcedônia), topázio, carbúnculo, esmeralda, safira, diamante, jacinto, ágata, ametista, berilo, ônix e jaspe. Estas doze pedras sempre foram consideradas, portanto, pela Alquimia e pela Magia Branca como representantes dos signos, na ordem como foram apresentadas em Êxodos 39. Na montagem dos amuletos e talismãs, muito embora durante muito tempo se tivesse utilizado a pedra da cada signo, percebeu-se, principalmente nos estudos realizados a partir da adoção do aço como metal filosofal, que o cristal branco se prestava ao mesmo papel, substituindo as pedras dos signos. Quando maior a pureza do cristal, maior será seu poder de armazenar energia. São raros, hoje em dia, os amuletos e talismãs que não utilizem o cristal branco que, em muitos casos, por si só já se constitui um amuleto ou um talismã, assim como o aço, determinadas inscrições ou figuras.

Purificação do Cristal

A purificação de um cristal para ser utilizada exige que algumas etapas sejam observadas e cumpridas rigorosamente, para que a pedra possa estar pronta para receber e analisar todas as energias necessárias à ação que dela será exigida. Neste caso, especificamente, será exigido que a purificação se processe pelos quatro Elementos: o fogo, a terra, o ar e a água. Para chegar à purificação, há um período de preparação que deve ser iniciado no terceiro dia da Lua Cheia. Nesse dia, antes do nascer do sol, o cristal será passado pela chama de uma vela, obedecendo aos movimentos em relação aos quatro pontos cardeais, iniciando-se esses movimentos com o cristal se movendo na direção do Norte e retornando para o Sul. Indo para o Leste e retornando para o Oeste. Repetir por sete vezes o ritual que se chama As Sete Viagens do Cristal.

Feito isso, ele deverá ser enterrado num local ligeiramente úmido, antes do sol nascer e ficar ali até o pôr-do-sol. Retirá-lo e deixá-lo ao ar livre, de molho num copo ou numa vasilha de vidro transparente, com água e sal grosso cobrindo-o. Ali ele deverá ficar por toda a noite. No dia seguinte, antes do nascer do sol, deverá ser lavado em água corrente, esfregado com sal marinho em toda a volta dele, depois enxugado com um pano branco limpo e levado ao sol, ainda embrulhado no pano. O cristal será posto, então, sobre um suporte de madeira e o pano será aberto para que o sol ilumine o cristal. A partir desse momento, o cristal não deverá mais ser tocado pelas mãos nuas de mais ninguém, até o momento da sua consagração. Se isso ocorrer, todo o processo terá de ser refeito. Após o resto do dia ao sol, ele será retirado, embrulhado no pano branco e guardado numa caixa ou recipiente de madeira, até o momento do uso. Mensalmente, sempre no terceiro dia da Lua Cheia, exponha seu cristal ao luar.

Símbolos Coletivos

Há símbolos que acabaram ganhando um significado universal, entendido em todas as línguas e, por isso, freqüentemente são utilizados nos amuletos e nos talismãs. Seu uso está consolidado no inconsciente do homem em qualquer parte do mundo e, seguramente, parte da Memória Ancestral. Sua utilização em Magia Branca se processa através de desenhos que não precisam ser fiéis nos mínimos detalhes, mas é o suficiente se lembrarem sem sombra de dúvidas o objeto pretendido. Esses desenhos, salvo indicação em contrário, deverão ser sempre traçados com lápis ou grafite, não sendo aceito o uso de xerox ou cópias por qualquer outro meio, muito menos recortes. Na falta do desenho, uma miniatura em metal do objeto terá o mesmo efeito, desde que o metal utilizado não seja o alumínio. São os seguintes os símbolos utilizados nos amuletos e talismãs modernamente.

Chave: vida, conhecimento, sabedoria, liberdade, novas oportunidades, escolha feliz, mudança de emprego ou de casa.

Fruta: colheita do que foi plantado, desejos menores,

sucesso pela persistência.

Gafanhoto: riqueza na agricultura, abundância, alívio, relaxamento.

Pena: boa sorte, perícia, verdade, conhecimento,

habilidade, a alma em sua jornada.

MONTANDO AMULETOS E TALISMÃS

Antes de montarmos a primeira peça, é importante acrescentar alguns sinais, importantes na elaboração de sortilégios. São os chamados glifos, ou sinais que representam os signos do Zodíaco. A presença desses glifos é de suma importância na elaboração de amuletos e talismãs e devem ser desenhados com todo o capricho. São sinais simples, mas responsáveis pela harmonia. Sua falta pode tornar inócuo todo o trabalho. Marcam o signo de quem elabora ou da pessoa a quem é destinado, conforme especificado posteriormente na consagração.

Virgem
Balança

Escorpião Sagitário

Capricórnio Aquário

Peixes

Amuleto 1

Vamos montar um amuleto simples, como exemplo. Você ganhou de seus familiares uma viagem aos Estados Unidos, mas está um preocupado por causa da ameaça terrorista que se tornou real após o ataque às torres do World Trade Center. Além disso, há alguém que demonstrou uma inveja muito grande em relação a esse presente que você ganhou.

Diversas podem ser as formas desse amuleto para protegê-lo na viagem e, ao mesmo tempo, afastar a má-sorte que poderia ser provocada pela inveja dessa pessoa. Você pode montar um amuleto na forma de uma pulseira de tecido, de uma bolsinha para ser levada ao pescoço ou de um saquinho para ir na sua bolsa ou num de seus bolsos. Pode, também, usar um objeto para lhe dar essa proteção. Veja suas opções:

Tecido da cor de seu signo, devidamente purificado ou pedaço de madeira, preso a uma corrente de aço inoxidável, como um chaveiro.

Número 1 se você for do sexo masculino ou 2, se feminino, seguido do número 8, para garantir a proteção. Uma sugestão simples e prática seria um lenço para ser levado ao pescoço, na cor de seu signo, de algodão, seda ou outro tecido natural purificado, tendo no centro o seu número (1 ou 2) e nos quatro cantos o número 8. Pode também, usar o número 8 deitado acima do seu número.

Ao invés do número, a letra "S" do alfabeto alquímico, simbolizando a palavra sorte para a sua viagem, escrita com tinta branca, simbolizando viagem e princípio e fim.

Prepare uma bolsa de tecido na cor do seu signo, seguindo as instruções já apresentadas. Pegue uma folha de papel, também na cor de seu signo e desenhe, no centro, o glifo de seu signo, com tinta branca (proteção para viagens), seguido do número 1 ou 2, conforme seu sexo, encimado pelo número 8 deitado. Abaixo do número, a letra "S", com tinta branca.

Dobre o papel, coloque-o na bolsa de tecido, depois o feche puxando o cordão ou alinhavando-o, conforme sua opção, e leve-o consigo na viagem. Um prego de aço ou um cristal branco completariam. Os dois juntos tornariam esse amuleto poderosíssimo.

Você pode usar também apenas a bolsa ou o saquinho, onde bordaria seu número e a letra do pedido, pondo dentro um prego de aço e um cristal branco, devidamente purificados.

Dentro do mesmo saquinho você pode colocar um papel, com os desenhos de uma mão (proteção contra o mal e a inveja), um morcego (boa sorte) e uma cruz (proteção em todos os sentidos).

Uma cruz de madeira ou do metal mais adequado, conforme seu signo ou de aço inoxidável (sem a figura do Cristo crucificado), devidamente consagrada, simbolizando proteção em todos os sentidos, presa por uma corrente adequada, conforme recomendado anteriormente.

A cada uma das opções apresentadas, outros símbolos e elementos podem ser acrescentados, visando aumentar o poder do seu amuleto.

Amuleto 2

Um homem do signo de Capricórnio tem um estabelecimento comercial e, ultimamente, tem perdido clientes, tem tido problemas com seus empregados e com maus pagadores, apesar de todo o seu esforço e de seu trabalho. Para mudar sua sorte para melhor, suas opções seriam:

Ele resolve fazer uma promoção de vendas e, para isso, manda confeccionar uma grande faixa para ser posta diante de sua loja.

Nessa faixa temos, no alto, à esquerda, o glifo do signo dele. Ao centro, com letras em Azul (Capricórnio) sobre tecido verde (finanças), uma frase promocional. À direita, ainda no alto, o número dele (1), sexo masculino, seguido do número 6 (da prosperidade). Embaixo, à esquerda, a letra "S", simbolizando SUCESSO. À direita, desenho de uma Aranha, que simboliza a sorte nos negócios. Devidamente consagrada, a faixa, enquanto permanecer diante da loja dele, atrairá novos clientes, trará de volta os que se afastaram e acabará com os problemas.

Poderá montar um amuleto muito forte, pegando uma base de madeira e sobre ela cravando parcialmente um prego ou um cravo de aço, pondo junto um cristal e, ao lado, uma espiga de trigo ou de milho.

Criar uma campanha publicitária com uma joaninha associada ao nome da sua empresa ou tornando-a o símbolo da empresa periódica ou definitivamente.

Mudar sua logomarca, incluindo a figura de um Raio, na cor de seu signo ou vermelho, cor da força.

Esses exemplos são suficientes para que você perceba as enorme possibilidades dos amuletos e como seus elementos podem ser combinados. Às vezes, um elemento isolado já é o bastante. Conforme a gravidade da situação ou o desejo, quando mais elementos reforçadores forem acrescentados, mais poderoso se tornará o amuleto. Vejamos agora como preparar um talismã, lembrando sempre que a sua função é a de realizar sonhos e desejos, através do auxílio divino, angelical ou dos planos superiores de um modo geral. Importante lembrar também que todo este trabalho se baseia em princípios da Magia Branca e da Alquimia Universal, ambas derivadas do que é conhecido nos meios esotéricos como a Base do Conhecimento. É importante que você procure se familiarizar com esses termos, pois cedo ou tarde, em sua sede de conhecimento, encontrará os Caminhos que levam aos Pórticos e, a partir daí, à Revelação.

Talismã 1

Maria, do signo de Escorpião, tem o desejo de conquistar José, do signo de Touros, por quem tem uma paixão avassaladora. Para isso ela vai preparar um talismã, para ser usado na conquista e depois descartado.

Num saquinho marrom (cor de seu signo), preparado conforme já foi recomendado, ela colocará um pedaço de papel branco, com os glifos do seu signo mais o de José. Poderá uni-los com a letra alquímica correspondente ao "P", de paixão, ou o número 5, símbolo da união. Poderá cercar tudo com um círculo vermelho, cor da paixão. Para finalizar, acrescentará um prego de aço e um cristal branco, ambos purificados, para energizar ao máximo seu talismã. Após a consagração, levará consigo esse talismã, quando for conversar com o José. Fatalmente ele será envolvido por ela.

Maria poderá incluir os elementos gráficos (glifo, letras e números) numa fita marrom e prendê-la no pulso esquerdo (lado do coração), quando for falar com José. Poderá fazer o mesmo num lenço e levá-lo ao pescoço ou enrolado em sua bolsa. Poderá dobrar em 4 partes, mas terá de repetir os desenhos nessas partes, de forma que o talismã não seja quebrado por uma dobra.

Poderá levar, preso a uma corrente de ouro ou prata, um pingente com um dente de animal feroz (lembrem-se, antes das precauções a tomar no caso de amuletos e talismãs com restos de animais).

Levar uma rosa vermelha em suas mãos, quando for falar com José. Quando mais aberta estiver essa rosa, mais declarada será sua força e mais direta a sua mensagem.

Ficaram bem claros os princípios que regem a elaboração dos amuletos e talismãs, no uso da simbologia contida em cada elemento, escolhido livremente para compô-los. O que é de suma importância para que qualquer objeto mágico atinja os objetivos que nortearam sua confecção é a consagração, momento mágico, de sublime e forte contato com os planos superiores. No momento da consagração é que a fé se tornará o poderoso instrumento que abrirá as portas (Pórticos ou Portões) para o contato espiritual com os planos superiores, cuja missão é de guiar, iluminar, instruir e amparar.

A CONSAGRAÇÃO

Os rituais são parte importante de nossas vidas e muitos deles são realizados sem que ao menos percebamos o que está sendo feito, desde o simples ato de se preparar para o dia, levantando-se da cama, indo ao banheiro, vestindo-se, arrumando-se, passando pelos rituais das refeições, onde cada um serve o seu prato dentro de um ritual próprio, até o momento de ir dormir. Nesse meio tempo, quando vamos falar com um superior, adotamos um ritual. Ao falar com um amigo, a mesma coisa. Quando nos aproximamos da pessoa amada também cumprimos etapas de um ritual. Assim, encare com naturalidade o que vai ser feito e, principalmente, com muito respeito e muita fé.

Antes de prosseguir, um último dado é necessário acrescentar aos anteriores. Cada planeta e cada signo do Zodíaco têm, a protegê-los e a servir de intermediador e mensageiro entre os nascidos sobre sua influência e os planos superiores, um chamado Anjo Mensageiro. São os seguinte, conforme os planetas e signos:

Sol (Leão) – Miguel.

Lua (Câncer) – Gabriel.

Vênus (Touro e Libra) – Haniel.

Marte (Áries e Escorpião) – Camael.

Júpiter (Sagitário e Peixes) – Zachiel.

Mercúrio (Gêmeos e Virgem) – Raphael.

Saturno (Capricórnio e Aquário) – Kassiel.

Veja, conforme seu signo, qual é o Anjo Mensageiro a ser usado em eu altar de consagração. Pinte ou borde a primeira letra do nome dele no centro da toalha que cobrirá

o altar.

O ALTAR

Em princípio, o altar destinado à consagração de seus amuletos e talismãs pode e deve ser usado para suas preces diárias, para sua conversa com seu anjo, para pôr o santo de sua devoção, enfim, para ser o local da casa onde você poderá entrar em contato com o plano superior sempre que necessário.

A Base

A base do altar será sempre de madeira maciça, podendo ser feita de tábuas secas alinhadas lado a lado ou de uma peça. Os altares feitos sobre uma peça só, circular, fatiada do tronco de uma árvore será sempre muito mais poderoso do que o de tábuas, apesar de ambos se prestarem ao seu objetivo. Se não houver possibilidade de ter esse tipo de base, forre a existente com um pedaço de papel preto. Sobre essa base, que não pode ser lixada, pintada nem envernizada, coloque uma toalha e uma vela da cor correspondente ao seu signo. Alguns detalhes deverão ser providenciados agora: a pintura ou o bordado com tinta ou linha branca, nessa toalha, do símbolo do seu signo, da primeira letra do seu número, de um símbolo a sua escolha e, finalmente, a letra do nome do Anjo.

Para melhor visualizar, vamos ver como é a toalha do altar de uma mulher chamada Maria, do signo de Peixes, cujo Anjo é Zachiel. Como ela quer ser uma empresária e prosperar na vida, escolheu uma rosa (Roseta) como seu símbolo pessoal.

A toalha deverá ser purificada, bem como a tinta, o pincel, a caneta, o lápis de cor, a linha ou a agulha que forem utilizadas para gravar os sinais nela.

Vamos acrescentar mais algumas formas de purificação, necessárias, conforme o elemento com que se lida. Uma folha de papel, por exemplo, para ser posta no seu altar, terá de passar por uma purificação. Lavá-la em água corrente, passá-la sobre a chama de uma vela ou enterrá-la num local úmido só irá destruí-la. Assim, com o conhecimento de mais algumas formas de purificação você poderá fazer a sua escolha, de forma a não danificar o elemento que estiver sendo usado.

Purificação pelo Elemento Fogo

Passar rapidamente sobre uma chama e repetir o movimento sete vezes de cada lado do objeto.

Deixar exposto ao sol do meio-dia, sobre uma base de pedra ou de madeira, por sete minutos.

Projetar o reflexo do sol, através de um espelho, direto sobre o objeto por pelo menos sete minutos ou deixar em contato direto com a chama de uma vela.

Expor à luz da Lua Cheia, no seu terceiro dia, por sete minutos.

Acender quatro velas, pondo-as em cruz à volta do objeto.

Purificação pelo Elemento Água

Lavar sob uma torneira, esfregando sal marinho, depois secar ao sol.

Deixar numa correnteza de rio ou sob uma cachoeira por sete minutos ou deixar que pelo menos sete ondas do mar passem sobre o objeto.

Deixar no sereno por toda uma noite, dentro de um recipiente de vidro transparente, com ou sem tampa e cobrindo o objeto com sal grosso.

Purificação pelo Elemento Terra

Enterrar num local úmido, deixar direto sobre a terra, cercando com pedras.

Pôr dentro de uma caixa de madeira cheia de terra e fechar. Depois de sete minutos, retirar.

Pôr dentro de uma caixa de madeira, juntamente com um cristal branco purificado, mas sem que os dois objetos se toquem. Deixar por sete minutos.

Purificação pelo Elemento Ar

Deixar o objeto sobre uma base de madeira, vidro ou aço para que receba a fumaça de incenso do signo.

Segurá-lo em meio a uma ventania, virando-se na direção dos quatro pontos cardeais, iniciando pelo lado em que nasce o sol.

Purificação Mista

As quatro formas acima podem ser combinadas, de maneira a dar um grau de pureza ainda maior ao objeto mágico. Por exemplo:

Lavar um cristal em água corrente com sal grosso, depois enterrá-lo em um local úmido.

Deixa-lo por sete minutos, retira-lo, lavá-lo de novo com água corrente e pô-lo num copo com água e sal grosso, deixando ao sol por um dia e sob o luar por uma noite.

Envolvê-lo com fumaça de incenso.

Elementos do Altar

Sempre que for consagrar um amuleto ou um talismã em seu altar, ele deverá ser posto no centro da toalha, sobre a letra bordada, que representa o Anjo. Outros elementos precisam ser agora acrescentados ao seu altar. Sobre os símbolos do seu signo e da primeira letra do seu nome (no alto, à direita e à esquerda), coloque castiçais simples, com velas da cor do signo. Na falta de castiçais, você pode usar um pires branco ou transparente, sem maiores problemas. Se o castiçal for de metal, verificar se não é alumínio. Se for, não usar.

No centro e ao alto, você pode pôr a imagem do santo de sua devoção ou, se quiser, um suporte para incenso. Ao adquirir incenso, procure aquele indicado para o seu signo. Sobre

o seu número (embaixo, à esquerda), e seu símbolo pessoal, escolhido livremente, coloque castiçais ou pires com velas coloridas, conforme a mensagem que deseja imprimir em seu amuleto ou talismã (ver página 48). Sua escolha deverá ser feita conforme o objetivo que você pretenda dar ao seu amuleto ou ao seu talismã.

No centro, acima do objeto mágico que será consagrado, distribua os seguintes itens: à esquerda, um copo com água; à direita, um pires com terra. Tudo deve ter sido previamente purificado, inclusive a caixa de fósforos que será usada para acender as velas, sempre um fósforo para cada vela. Abaixo do objeto a ser consagrado, coloque uma Bíblia aberta em Eclesiastes 3,1-8. Com isso, completa-se a preparação do altar para ser realizado o ritual de consagração de seu amuleto ou talismã.

O AMBIENTE

O local onde será realizado o ritual deve ser tranqüilo e o horário também, de preferência quando as outras pessoas da casa não estiverem ou à noite, após todos terem ido dormir. De qualquer forma, o importante é que você possa realizar o ritual todo sem ser interrompido.

Se quiser pôr música, faça-o, mas posicione o aparelho de forma que as caixas de som não fiquem direcionadas para o altar, mas lateralmente em relação a ele. O tipo de aparelho que for usar também é importante, pois uma vez iniciado o ritual, não haverá como interrompê-lo para ir mudar o disco ou o lado da fita. Os aparelhos de CD permitem que um mesmo disco seja repetido indefinidamente. A música escolhida deve ser suave, sem altos e baixos, mas não monótona. Música clássica, popular, nova era, regional, folclórica, todas são válidas, principalmente se emitirem boas vibrações e isso você mede gostando ou não dela. De qualquer forma, essa música não deve alterar significativamente seu estado de espírito.

Para realizar seu ritual, tome antes um banho completo, de corpo inteiro e não seque o corpo com toalha. Deixe que a água seque por si mesmo. Os cabelos podem ficar úmidos, mas não gotejantes. Após o banho, se quiser usar um perfume e isso lhe der prazer ou fizer com que se sinta bem, faça-o. Jóias e adereços em geral devem ser evitados. A roupa deve ser leve e confortável, se possível toda branca ou mesclada com a cor de seu signo. Os pés devem estar descalços.

Quando estiver pronto para iniciar o ritual, vá para junto do altar, feche os olhos por instantes, concentrando-se no que vai fazer, depois respire profundamente pelo nariz, expirando pela boca, até sentir-se leve, com o corpo bem relaxado. Abra os olhos, então, e inicie seu ritual.

O RITUAL

Abertura

Leia lenta e pausadamente o texto de Eclesiastes, conforme recomendado, depois acenda as velas, começando pela da esquerda. Espere até que a chama de cada uma delas se firme, depois diga lenta e pausadamente:

Aqui nada se faz presente, mas se abre;
nada se aproxima, mas se comunica;
nada se promete, mas se pede;
nada se dá, mas se oferece;
nada se exige, mas se alcança,
porque é tempo de colher o que foi plantado,
de sarar o que adoeceu,
de alegrar-se e abraçar-se,
de abrir o coração e falar.
Porque agora é tempo de paz!

Intenção

Diga, agora, qual é o objetivo do amuleto ou talismã. Por exemplo: — Estou preparando este amuleto para que ele afaste as energias negativos e as forças maléficas que vêm perturbando minha vida familiar, causando-me problemas com minha esposa, com meus filhos e com meus parentes.

Em seguida, defina os elementos que compõem seu amuleto ou talismã, esclarecendo cada um deles. Por exemplo:

Este número 2, simbolizando minha pessoa...
Este número 4, simbolizando as saídas...
Este número 8, simbolizando minha família...
Esta letra "X" que traço, simboliza...
Uso a cor amarela porque...
Estes grãos de arroz, símbolo da união familiar...

Especifique cada um dos elementos do seu amuleto ou talismã, pois mesmo que erre na escolha de um símbolo ou de uma cor, por exemplo, na consagração prevalecerá o que você determinar. Erros grosseiros podem, no entanto, desvirtuar todo o seu trabalho, por isso é importante observar as etapas e os símbolos. Você pode até elaborar um roteiro prévio e deixá-lo ao lado da Bíblia para não se esquecer dos detalhes. Escreva, desenhe, costure, pinte, borde, faça o que for necessário para que, ao final da intenção, seu amuleto ou talismã esteja pronto para ser usado. Quando isso acontecer, coloque-o no centro do altar novamente.

Consagração

Se for um amuleto: ler Eclesiastes 4, 4.

Se for um talismã: ler Eclesiastes 4, 9-11.

Observação: As citações bíblicas são baseadas na tradução de João Ferreira de Almeida.

Encerramento

Feito isso, o amuleto ou talismã deverá ficar em seu lugar até que a última das velas tenha queimado. Após isso, apanhe-o e comece a usá-lo. Não se esqueça de que, quando não estiver em uso, seu amuleto ou seu talismã deverá ser guardado sozinho numa caixa de madeira. Você pode desmanchar o altar após o término da consagração ou deixá-lo ali, para cultuar o santo de sua devoção ou para suas conversas diárias com seu Anjo. Para isso, retire os restos de vela e lave os pires ou castiçais em água corrente, esfregando sal grosso. Não enxugar. Trazê-los de volta molhados. Substituir o copo de água, o pires de terra e o incenso.

A partir daí, você terá em seu poder um amuleto ou um talismã preparado para entrar em sintonia direto com os planos superiores, através de seu mensageiro. Cuide dele, não permitindo que outras pessoas o toquem, o que provocará a perda de todo o seu trabalho e exigira que todo o processo seja refeito. Sempre que for possível, deixe seu amuleto ao sol ou sob o luar da Lua Cheia, principalmente se ele contiver um cristal.

LINGUAGENS AVANÇADA DOS AMULETOS E TALISMÃS

Acreditamos que, até aqui, a linguagem dos amuletos e talismãs já foi bem assimilada por você, habilitando-o a elaborá-los para o seu dia, tanto para si quanto para seus amigos e parentes. Além da linguagem simbólica apresentada, há outras, baseadas no Alfabeto Cabalístico, cujo acesso só é permitido aos iniciados. Como, porém, o sentido está expresso no momento em que se consagra o amuleto ou o talismã, a mensagem, a despeito do alfabeto usado.

Uma linguagem avançada pode ser usada, transformando uma mensagem num único símbolo gráfico, a ser incluído no objeto mágico. Para usar essa linguagem, exige-se um pedaço de papel ou tecido branco, um lápis da cor do signo e o Quadrado Mágico, traçado em cartolina ou madeira, de forma a permitir a rápida montagem da mensagem. Aparentemente complexo, esse método exige apenas um pouco de prática e familiarização. Após isso, você perceberá que se torna muito mais fácil trabalhar com ele, não se esquecendo nunca que todo material posto sobre o altar terá de ser purificado antes.

O Quadrado Mágico das Letras

Você pode copiar o quadrado abaixo numa folha de papelão, cartolina ou num pedaço de madeira para tê-lo à mão, quando precisar elaborar um novo amuleto ou talismã.

Observação: A Letra "W" é considerada, para sua utilização no Quadrado Mágico das Letras, conforme seu som. Se soar como "V" ou "U", será classificada numa dessas formas. Acentos e sinais gráficos são desprezados.

Para usar o Quadrado Mágico das Letras, basta que você o tenha traçado conforme já foi dito, um papel branco transparente e a mensagem que deseja para o seu sortilégio. Suponhamos que alguém queria pôr a seguinte mensagem no seu amuleto ou talismã:

Mário, meu amor, volte para mim!

Para transformar essa mensagem num sinal gráfico, basta colocar o papel transparente sobre o Quadrado e, com o auxílio de uma régua ou mesmo a mão livre, traçar uma linha unindo as letras da mensagem, desprezando a pontuação e a acentuação. Iniciaria na letra "M", subiria até a letra "A", desceria ao "R" e assim por diante. Quando duas letras se repetem em seguida, avança-se para a letra seguinte. No exemplo da mensagem acima, o sinal resultante seria o da figura a seguir, composto pela passagem da linha em todas as letras que formavam a mensagem. Esse sinal, para surtir efeito, teria apenas de ser consagrado, juntamente com os demais elementos. O Quadrado Mágico se presta, sem dificuldade alguma, a qualquer mensagem, por mais longa que seja. Uma declaração de amor pode ser feita no canto de um papel de carta, funcionando como um poderoso talismã para reforçar os dizeres da própria carta. Para ter validade, é bom lembrar que o desenho precisa ser consagrado.

Mário, meu amor, volte para mim!

ÚLTIMO ALERTA

As mandalas, talismãs e amuletos aqui sugeridos e os ensinamentos transmitidos tiverem o propósito de ensinar como canalizar forças positivas dos planos superiores. Recorrer a estes objetos mágicos com fins mesquinhos ou negativos vai implicar numa das Grandes Leis Místicas: a Lei do Retorno. Segundo essa lei, tudo que fizer de bom, receberá de volta na forma de bons fluidos e boas energias. Tudo que fizer de mal, retornará a você ou aos seus entes queridos ou pessoas que o cercam, na forma de energias negativas, doenças, imprevistos e fatalidades.

O Mal exerce um fascínio muito grande sobre a mente das pessoas e é esse o seu papel. Lutar contra ele, no entanto, é a nossa obrigação. Olhe seus semelhantes e até seus inimigos como seres que participam de uma mesma caminhada na direção da Grande Luz. Trilhe a sua senda em paz e jamais projete deliberadamente sua sombra sobre qualquer outra pessoa.

Luz sempre!!!

 

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