SIMPATIAS PARAVIAGENS

     Para os ciganos tradicionais, a essência da vida está nas viagens, por isso costumamos dizer que temos formigas nas solas dos pés, pois basta ficarmos algum tempo parado para termos comichão e desejo de voltar a viajar.Apesar disso estar em nosso sangue, a cada geração que passa, diminui esse nomadismo cigano e mais e mais famílias vão criando raízes e se firmando, em núcleos ciganos nas principais cidades de todo o mundo, inclusive aqui no Brasil.  Temos consciência que, cedo ou tarde, essa tradição será extinta, como algumas outras e como conseqüência natural da convivência e das exigências do mundo moderno. Muitas de nossas práticas, que eram o nosso sustento nas viagens, hoje já não têm mais lugar no mundo moderno, como os utensílios de cozinha de cobre e bronze, os negócios com cavalos, a comercialização de jóias, e outras. Os lugares onde acampávamos antigamente hoje estão ocupados por estacionamentos ou condomínios residenciais. Mesmo assim, continuamos vivendo como se essa tradição não fosse jamais desaparecer. Talvez enquanto pensarmos dessa forma ela sobreviva e nossas tradições, também. 

          PARA RESOLVER ASSUNTOS PESSOAIS

     Quando se pretende fazer uma viagem para resolver um assunto de natureza pessoal, sabemos aproveitar todo o encanto do passeio, pois isso tem um especial sabor para nós, mas não deixamos de nos preocupar com o assunto em si.  O importante é que tudo saia bem e, para isso, temos algumas práticas que procuramos observar, quando se trata desse tipo de viagem: Para ir e resolver a pendência, costumamos partir sempre antes das 6:00 horas e jamais depois das 18:00 horas. Para não perdermos a viagem e encontrarmos tudo como esperávamos, fazemos questão que, ao nascer, o sol nos encontre de frente para ele, mesmo que isso signifique ir na direção oposta até ele surgir. Se o assunto pessoal será tratado com uma mulher, levamos no bolso esquerdo da camisa ou da blusa um botão de flor. Se for com homem, uma tira de couro com um nó bem apertado no meio. Caso a viagem seja demorada, para não nos cansarmos levamos cravos-da-índia para mascar e fazer o tempo passar mais depressa.  Havendo perigo nessa viagem, deixamos um punhal sem bainha dentro do pé direito de uma bota, posta com o bico virado para a direção aonde vamos. Diante da possibilidade de enfrentarmos problemas legais para resolver esse assunto, deixamos uma fotografia nossa dentro do Livro dos Salmos, sob a guarda de um membro da família do sexo feminino. Quando a previsão é de chuva no dia da viagem, tratamos de adiá-la logo. Sem ver a sombra após a partida, não viajamos

     PARA ENFRENTAR UMA VIAGEM DESAGRADÁVEL

O ideal seria se apenas viajássemos por prazer ou por diversão, sem maiores preocupações senão apreciar a paisagem, conviver com pessoas e conhecer coisas novas. A vida nos mostra, no entanto, que muitas vezes somos até forçados a uma viagem que não gostaríamos de fazer, por circunstâncias alheias a nossa vontade.  Quando isso ocorre, ficamos aborrecidos, mas não temos como impedir isso. Tratamos logo de nos proteger para que esse tipo de viagem, ainda que desagradável, traga as suas compensações ou se resolva favoravelmente, jamais voltando a se repetir.  Se temos de viajar para resolver um litígio, trançamos três fitas verdes, três azuis e três vermelhas, prendendo essa trança ao cinto ou levando-a de forma visível.  Para cumprir alguma obrigação desagradável, como a de sepultar um amigo ou parente, levamos um punhado de terra do nosso acampamento para jogar na sepultura dele. Acreditamos que, com isso, transmitimos de forma definitiva o apreço de todos os que não puderam ir. Quando se trata de uma viagem na qual não encontraremos nenhum prazer, costumamos levar, para nos confortar, um lenço vermelho com o perfume da pessoa amada

.      PARA FAZER UMA BOA VIAGEM

Não importa qual seja o motivo da viagem. O cigano tem que ler a sorte para saber o que o espera no fim do caminho. Para isso, lança mão de uma série de oráculos que predizem como será essa viagem. Esses oráculos, muitos deles reservados aos mais antigos, que ocasionalmente escolhem um dos membros mais jovens para transmiti-lo, são comuns entre nós, alguns complicados, outros mais simples e rápidos.  Um deles utiliza as três moedas dos Elementos do Tarô. Quando lançadas, sua configuração nos dá de imediato o que esperar dessa viagem. Para fazer isso, segurar as moedas com a mão direita acima da cabeça e, sem agitá­las, depositá-las respeitosamente sobre a superfície de uma mesa de madeira, coberta com um pano vermelho. A disposição das moedas dará o prognóstico, conforme as seguintes opções: Viagem tranqüila, com resultados positivos, com ajuda e apoio de pessoas durante todo o tempo: três caras. Viagem perigosa, requerendo precaução contra perigos ocultos e maldades. Se possível deve ser evitada: três coroas.  Viagem marcada pelo oportunismo. A sorte vai se alternar com o azar, assim como o bom com o mau, o lucro com o prejuízo. Exigirá muito discernimento para não se tornar negativa: uma cara e duas coroas.     Viagem cujo resultado será determinado pela disposição do coração do viajante, pois fará com que ele encontre o que semeou e não o que procura ou precisa encontrar: duas caras e uma coroa.

     PARA UMA VIAGEM DE FUGA

  Na história do povo cigano, muitas vezes tivemos de fugir da perseguição de gente ignorante, de governos intolerantes e de situações perigosas. Aprendemos a usar a noite como nossa aliada e a caminhar com os passos de uma sombra, fugindo ao perigo e à incompreensão. Antigamente, quando precisávamos fazer isso, embrulhávamos as patas dos cavalos com lã negra e espessa. Modernamente, amarramos um lenço de seda negra no pescoço de todos os elementos em fuga.

          PARA FUGIR À TIRANIA

Durante a Segunda Guerra Mundial sofremos muitas perseguições e muitos de nossos irmãos foram impiedosamente sacrificados pelas ditaduras da Europa.     Não foi a primeira vez que tivemos contato com a opressão e com a tirania em nossa história e, com certeza, também não foi a última. Só que aprendemos a perceber logo os sinais da aproximação da tirania. Ao sentirmos isso, imediatamente tratamos de nos pôr a caminho. Para garantir essa fuga, deixamos para trás cruzes deitadas, com o pé apontando sempre para direções diferentes.

          PARA ENFRENTAR UMA VIAGEM SOFRIDA

     Há viagens que nos impõem alguns sacrifícios, não apenas físicos, mas espirituais. São viagens que detestamos fazer, assim como todas as demais pessoas.  A natureza desse incômodo e o motivo do sofrimento que ela provoca podem ser os mais diversos possíveis, por isso nem gostaríamos de discriminar. Imagine uma viagem que lhe traria sofrimento e saberá do que estamos falando.       Se tiver que fazer uma assim em sua vida, pegue um relho ou um chicote e pendure-o num galho de árvore, marcando o ponto de partida. Ao pendurá-lo, prenda-o pela tira e deixe o cabo pendente

.       PARA LUCRAR COM UMA VIAGEM

     Uma viagem boa é aquela em que você se diverte, conhece pessoas, passa momentos agradáveis e ainda sai lucrando com ela. Para um cigano, esse é o ideal de viagem com a qual ele sempre sonha e procura fazer.     Lucrar é conseqüência de realizar alguma atividade durante a viagem, não importa qual seja. Para garantir isso, costumamos levar alguma coisa que possa ser vendida ou trocada na viagem, como uma moeda de ouro, uma jóia, dinheiro de outro país, como o dólar, só que com isso não realizaremos nenhum negócio. Ele representa a oportunidade que atrai oportunidades, como dinheiro chama dinheiro e sorte chama sorte

. PARA AFASTAR O AZAR DE UMA VIAGEM

     Como qualquer ser humano, os ciganos também estão sujeitos a encontrar um parceiro desagradável em suas viagens: o azar. Essa entidade não apenas é uma desmancha-prazeres como pode transformar em transtorno e tragédia o que poderia ser divertido e agradável. Para deixá-lo para trás, costumamos pegar sete moedas de pequeno valor e, quando iniciamos a viagem, vamos atirando para os lados, a pequenos intervalos do caminho. Primeiro à direita, depois à esquerda, até completar as setes. O azar, por ser avarento e ambicioso, ficará para trás para tentar encontrá-las.    Não use moedas de valor expressivo, pois senão será a sorte que ficará para trás para procurá-las.

     PARA UMA VIAGEM DAR CERTO

     Viagens passadas são sempre importantes pois acrescentam experiências a nossas vidas. Nada mais agradável, porém, que planejar uma viagem, vivendo toda aquela ansiedade gostosa e aquela expectativa excitante de contar os dias que antecedem à partida. É óbvio que toda essa agitação merece dar certo e a viagem ser um sucesso. Para isso, quando definimos nosso objetivo, costumamos acender três velas, pondo-as juntas num pires e deixando-as diante de uma janela aberta.     Observação: Essa simpatia é feita logo após o escurecer do dia em que se decidiu pela realização da viagem

   PARA TIRAR O MÁXIMO PROVEITO DE UMA VIAGEM

Nem é preciso comentar o quanto isso é importante e interessante, pois viajar apenas por viajar, para matar as formigas das solas dos pés, não tem sentido nenhum. Quando tiramos o máximo de proveito dela, aí sim ela se torna inesquecível. Para garantir isso, sempre antes de sairmos fazemos um brinde com vinho branco e mel.  Quem fica deve beber metade da taça, simbolizando que o resto ficará para ser bebido na volta. Quem parte bebe metade e atira metade na terra, para pedir sorte  

BRUXO REGINALDO O REI DO VODU E MÃE MARTA
  É especialista em amarrações amorosas certezas do passado verdades do presente segurança para o futuro o domínio cigano no equilíbrio espiritual vidência através da cartomancia dês- vende os mistérios da vida com a ajuda poderosa da cigana Esmeralda rainha das almas através do fascínio do baralho cigano e os orixás Mãe marta de Oba atende de segunda a sábado se você precisar de uma orientação espiritual nos - telefone
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