PLANTAS POPULARES
A relação dos homens com as plantas vai além da
necessidade de sobrevivência ou do simples gosto pela beleza. Na
verdade, há uma troca constante de energias entre os homens e as
plantas, no próprio processo de respiração, onde trocamos gás
carbônico com oxigênio. Ao longo do tempo, as plantas foram sendo
pesquisadas por xamãs, pajés, magos, bruxos, feiticeiros, curadores,
benzedeiras, aprendizes, curiosos e cientistas de toda sorte,
buscando encontrar em cada uma delas a utilidade mágica ou
natural que permitia curar e aplacar os males. Esse conhecimento
popularizou-se e foi se ampliando ao longo do tempo, resultando
num vasto repertório de receitas, capazes de combater toda sorte de
enfermidades.
É o que pretendemos explorar.
GLOSSÁRIO
No decorrer deste livro ou no manuseio de receitas de preparo
de chás naturais em geral, diversos termos são citados e é
importante que o leitor se familiarize com eles, recorrendo a este
glossário sempre que necessitar.
Ácidos graxos: classe de substância que inclui as gorduras.
Aclimatado: vegetal originário de outro país, adaptado a um novo
clima, sem prejuízo em seu desenvolvimento.
Adstringente: que diminui ou impede a secreção ou absorção; que
produz estreitamento, redução, constrição. Substância que combate
moléstias inflamatórias da boca, garganta, intestinos e órgãos
genitais.
Afrodisíaco: excitante dos apetites sexuais; estimulante sexual.
Alcalóide: substância encontrada nos vegetais, de propriedades
básicas e de interesse medicinal.
Amenorréia: ausência de menstruação.
Analgésico: que acalma ou impede a dor.
Anemia: deficiência de hemácias e hemoglobinas no sangue.
Anestésico: que abranda ou tolhe a sensibilidade
Antelmínticos: que combatem os áscaris lumbricóides, as populares
lombrigas.
Antibacteriano: agente que combate as bactérias.
Antídoto: que neutraliza a ação de venenos.
Antiemético: que previne os vômitos.
Antiescrufuloso -. que combate os tumores dos gânglios
provenientes da tuberculose.
Antiespasmódico: contra os espasmos; que evita ou alivia os
espasmos
Anti-helmíntico: vermífugo
Antiinflamatório: substância contra as inflamações.
Antimicrobiano: exterminador de bactérias ou micróbios.
Antineurótico: calmante e reconstituinte do sistema nervoso.
Antipirético: cura ou previne febre.
Anti-séptico: age contra as infecções e como desinfetante.
Aperiente: estimulante do apetite.
Aperitivo: que estimula o apetite
Arteriosclerose: endurecimento das artérias sangüíneas.
Asséptico: esterilizado para impedir infecções.
Ateromatose: depósito de material gorduroso nas artérias.
Béquico: medicamento para combater as tosses.
Bronquite: inflamação dos brônquios.
Cardialgia: dor aguda no coração.
Cardiotônico: tônico para o coração.
Carminativo: que provoca a expulsão dos gases; que combate os
gases do estômago e dos intestinos.
Catártico: purgante pouco violento, laxativo.
Cáustico: substância corrosiva, que queima.
Cefaléia: dor de cabeça.
Clorose: anemia peculiar à mulher, assim chamada pelo tom amarelo
esverdeado que imprime à pele
Codiforme: que tem o formato de coração.
Colagogo: que favorece e provoca a expulsão da bílis; estimulante
da bílis.
Colapso: súbita debilidade e desmoronamento das forças.
Colutório: líquido medicamentoso para as mucosas bucais.
Dartro: herpes.
Debilidade: fraqueza.
Depressão: abatimento moral ou físico, letargia.
Depurativo: que libera o organismo e o sangue de substâncias
tóxicas
Desobstruente: combate obstruções do fígado e intestinos.
Detersivo: que serve para limpar feridas e chagas; purificador.
Diaforético: que provoca e favorece a sudorese; que provoca o suor.
Difteria: doença infecto-contagiosa aguda, bacteriana.
Dismenorréia: menstruação difícil e irregular
Dispepsia: má digestão; dificuldade de digerir.
Dispnéia: dificuldade em respirar.
Diurese: secreção de urina, natural ou provocada.
Diurético: que provoca a secreção abundante de urina.
Eczema: doença da pele, com avermelhamento e prurido
Edulcorante: corretivo de sabor que edulcora ou adoça; adoçante.
Emenagogo: que provoca a menstruação.
Emético: que provoca vômitos e alívio nas anomalias estomacais
provocadas por intoxicações.
Emoliente: que atua nos casos de inflamações, úlceras e contusões.
Energético: que estimula as energias.
Enterite: inflamação do intestino.
Enurese: incontinência urinária.
Escorbuto: doença provocada pela carência de vitamina C.
Esgotamento: exaustão.
Espasmo: contração muscular súbita e involuntária.
Estaca: parte retirada de uma planta para formar vegetativamente
uma nova planta.
Estimulante: excitante da função dos órgãos que ativa a circulação
sangüínea, normatizam e vitalizam os órgãos.
Estomacal: que alivia anormalidades e mal-estar do estômago.
Estomáquico: que é benéfico ao estômago.
Eupéptica: que facilita a digestão.
Expectorante: que provoca e facilita a expulsão do catarro
Febrífugo: que combate a elevação da temperatura corporal;
antifebril, antipirético, que cura ou previne a febre.
Flatulência: acúmulo de gases no intestino.
Flavonóide: substância encontrada nos vegetais, relacionadas com
as flores e frutos.
Gastroenterite: inflamação do estômago e intestinos.
Glicosídeos: substâncias naturais que, por decomposição, fornecem
moléculas de açúcares.
Hemicrania: dor de cabeça limitada a uma só região, utilizada para
dor de cabeça em geral.
Hemoptise: sangue expelido pela boca, proveniente dos pulmões e
dos brônquios.
Hemorragia: perda excessiva de sangue.
Hemorróidas: varizes nas veias do reto e do ânus.
Hemostático: que evita a hemorragia; auxilia na coagulação
sangüínea.
Hidropisia: acúmulo anormal de líquido seroso em tecidos ou em
cavidades do corpo.
Hipertensão: elevação da pressão.
Hipertensor: medicamento para elevar a pressão arterial.
Hipnótica: que facilita e provoca o sono.
Icterícia: afecção caracterizada por amarelidão anormal dos
tegumentos, provocada pelo derrame da bílis nos tecidos do corpo e
no sangue.
Impigem: designação imprecisa comum a várias dermatoses.
Inapetência: perda ou falta de apetite.
Incontinência: emissão involuntária de substâncias cuja excreção
está sujeita à vontade, como a urina.
Inflorescência: conjunto de flores de uma planta.
Insônia: dificuldade para dormir.
Lanceolado: com a forma de lança.
Laxativo: purgante brando; que auxilia nas evacuações.
Leucorréia: secreção vaginal ou uterina, conhecida também como
flores brancas.
Litíase biliar: cálculos nas vias biliares.
Menorragia: perda uterina de sangue, que ocorre a intervalos
regulares, como na menstruação.
Meteorismo: gases estomacais e intestinais que provocam inchaços
e dores.
Metrorragia: hemorragia uterina.
Mucilagem: substância gomosa encontrada nos vegetais.
Nevralgia: neuralgia, dor paroxística, que se estende ao longo do
trajeto de um ou mais nervos.
Paludismo: o mesmo que malária.
Panarício: inflamação das partes moles que circundam a falange,
normalmente purulenta.
Parasiticida: que destrói parasitas.
Peitoral: que cura as doenças do aparelho respiratório.
Resina: substância viscosa dos vegetais.
Resolutivo: que resolve um mal.
Reumatismo: dores nos músculos, articulações e tendões.
Revulsivo: que provoca um aumento do afluxo sangüíneo em uma
determinada parte do corpo, com objetivo curativo
Rizoma: tipo de caule semelhante ao do bambu e do gengibre.
Sialagogo: medicamento que provoca ou excita a salivação.
Sudorífero: que provoca suor.
Sudorífico: que faz suar.
Tanino: de substância vegetal, de propriedades adstringentes, usada
inclusive no curtume de peles de animais.
Tegumentos: que cobre o corpo; pele; invólucro de uma semente.
Tônico: medicamento que excita a atividade orgânica; que dá ou
repõe energias; revigorante
Trombose: coagulação do sangue no aparelho circulatório.
Tubérculo: tipo de caule ou raiz, que acumula substâncias nutritivas
de reserva para a planta.
Tumefação: inchação; intumescência.
Vermífugo: que afugenta ou destrói os vermes; vermicida.
Vulnerário: que cura feridas e chagas.
CUIDADOS NA COLHEITA DAS PLANTAS
Conhecendo a planta e suas utilidades, qualquer um pode ter,
em seu jardim ou horta, uma pequena farmácia natural, acessível a
qualquer momento e em qualquer necessidade. Um pouco de
cuidado e os tratos adequados fornecerão medicamentos da mais
alta qualidade, sem os inconvenientes de efeitos colaterais
indesejáveis.
Para que isso seja possível, no entanto, algumas regras
devem ser seguidas. Além dos tratos culturais recomendados para
cada tipo de planta, a colheita requer alguns cuidados especiais, mas
nada que não possa ser feito por qualquer pessoa interessada nos
benefícios dessa fonte alternativa de saúde e bem-estar.
Colha a planta antes do sol esquentar, mas observando que
estejam secas do sereno ou de uma chuva eventual.
Não cultive nem aproveite plantas próximas de locais poluídos,
junto a detritos, em beira de estradas ou contaminadas por
agrotóxicos. Se mora em prédio, no centro da cidade e cultiva suas
plantas em vasos, cuide para que não sejam poluídas pela fumaça
de escapamentos ou pela gordura de sua cozinha.
Examine bem as plantas e veja se têm boa aparência, livres de
fungos ou doenças.
Saiba que a planta toda -- raiz, madeira, casca, caule, folhas e
flores -- pode ser aproveitada.
Se busca o princípio ativo das raízes da planta, colha-a no
outono, enquanto que o período do início da floração é o melhor para
colheita e armazenamento do restante da planta.
Seque as raízes ao sol e o resto da planta à sombra, em local
ventilado.
Guarde suas plantas separadas em sacos de papel ou vidros
devidamente rotuladas, evitando o uso de embalagens plásticas de
qualquer espécie.
Colha e use apenas plantas que conhece, evitando confundi-las,
principalmente porque muitas são semelhantes e podem ser tóxicas
ou produzir efeitos prejudiciais.
Procure colher e secar o necessário para usar em três meses.
Muito embora uma planta em boas condições possa ser conservada
por até seis meses, o temo reduz seus princípios ativos.
O PREPARO DA PLANTA
O correto preparo da planta visa extrair dela todo o potencial
de seu princípio ativo, evitando que qualidades sejam desperdiçadas
ou que o resultado final seja inócuo. Para isso, os cuidados
essenciais começam pelo emprego de vasilhas adequadas, de
referência com tampas. As mais recomendáveis para isso são as de
aço inoxidável, esmalte, barro ou vidro refratário. Isso vale, inclusive,
para colheres, coadores, filtros e demais utensílios. Jamais
empregue aqueles feitos de alumínio ou de cobre.
Ao realizar o cozimento das plantas, tenha sempre em mente
que suas partes apresentam consistências diferentes. As raízes,
talos, cascas e sementes requerem mais tempo para seu cozimento,
enquanto que flores e folhas não devem ser levadas ao fogo, mas
preparadas com água previamente fervida. É por isso que o
conhecimento dos principais processos é importante. São eles:
Decocção: coloque as plantas numa vasilha e acrescente água
fria. Leve ao fogo por um período que pode variar de 5 a 30 minutos,
dependendo da qualidade e das partes da planta utilizada. Flores,
folhas e partes mais tenras não devem ser cozidas por mais do que
10 minutos. Raízes, cascas e talos, picados bem miúdo, devem ficar
no fogo por um período de 15 a 30 minutos. Após o cozimento, retire
do fogo, mantenha a vasilha tampada durante alguns minutos,
depois coe e use conforme recomendado.
Infusão: derrame água fervendo sobre as ervas numa vasilha,
tampe e deixe em repouso por 10 minutos, no caso de partes mais
macias, e por 20 minutos, no caso de raízes e talos, picados em
pedacinhos miúdos.
Maceração: coloque as ervas de molho em água, aguardente de
boa qualidade, vinho, álcool de cereais ou azeite, na temperatura
normal. Flores e folhas devem ficar por um período de 10 a 12. As
partes mais duras, raízes e talos, picadas, de 12 a 24 horas. É
importante lembrar que, neste processo, os sais minerais e as
vitaminas do vegetal são melhor aproveitados.
Tintura: use cachaça, vinho ou álcool de cereais na proporção
de 20 a 75% em relação às ervas, conforme recomendado na
receita. O uso e a dosagem devem ser obedecidas rigorosamente e
variam conforme cada planta e seu princípio ativo.
Tisana: coloque água numa panela e leve ao fogo. Quando
estiver fervendo, acrescentar as ervas. Tampe, ferva por mais cinco
minutos e retire do fogo. Deixe em repouso, depois coe e use
conforme recomendado.
SEGREDOS DO USO CORRETO
Na infusão e na tisana, use de 25 a 30 gramas da planta para
cada litro de água. Uma colher de sopa de erva verde pesa de 4 a 5
gramas. Em um copo de 200ml, use uma colher bem cheia. Para as
crianças a dosagem deve ser metade do recomendável para adultos.
A tintura, sendo preparada à base de álcool, deve ser tomada em
doses de 10 a 30 gotas em uma xícara de água, no máximo três
vezes ao dia. Se a tintura for à base de vinho, tome um cálice três
vezes ao dia.
Não adoce o chá com açúcar. Use mel na menor quantidade
possível e, na falta dele, açúcar mascavo.
Chás aperientes devem ser tomados de 30 a 40 minutos antes
das principais refeições.
Nos casos de perturbações do sistema digestivo, o preparado
deve ser tomado logo após as refeições.
Chás depurativos, calmantes, tônicos e gerais produzem
melhores resultados quando tomados entre as refeições.
Deixe o organismo acostumar-se ao chá, tomando-o mais fraco
no primeiro dia e aumentando a dose nos dias subsequentes. Após
três semanas, é recomendável substituir a planta ou erva por uma
outra, com as mesmas propriedades.
Os chás, preparados corretamente, não produzem contra
indicações, sendo, por isso, recomendados para serem tomados de
forma preventiva e não somente nos casos de doença. Chás
depurativos limpam o sangue e propiciam uma melhor saúde geral.
Todo exagero no uso de medicamentos naturais, no entanto, devem
ser evitados, pois tudo em excesso tende a ser prejudicial.
Observe que as plantas verdes pesam mais do que as secas,
numa proporção de 2x1 em média. Se a receita recomenda o uso de
20 g de ervas secas, use o dobro disso no caso de plantas verdes.
Não deixe chás prontos para serem usados de um dias para o
outro, porque podem fermentar e estragar. O ideal é repara o
necessário para cada dose ou, no máximo, para um dia.
RECEITUÁRIO POPULAR
Nada substitui o diagnóstico e o tratamento recomendado por
um médico, de preferência especialista no problema a ser tratado.
Sempre que possível, deve ser procurado para a solução definitiva
dos problemas de saúde.
Tratamentos auxiliares com plantas e ervas medicinais, no
entanto, podem ser usados com bons resultados, provados pelo uso
e pela tradição. Toda família tem seus segredos nesse campo. Por
isso, há, na chamada medicina popular, inúmeras receitas para o
preparo e o uso de plantas e ervas medicinais, variando ligeiramente
conforme a região ou conforme a flora disponível. São receitas
práticas que podem e devem ser mantidas a mão para uso imediato,
já que usam ingredientes facilmente obtidos. Vejamos algumas
delas.
AFONIA E ROUQUIDÃO
Bata no liqüidificador um tomate verde com um copo de água e
uma pitada de sal. Coe e faça um gargarejo imediatamente. Repita
três vezes ao dia.
AMÍDALAS INFLAMADAS E FARINGITE
Pegue um copo de chá preto morno, adicione uma colher rasa
de sopa de sal e faça gargarejos três vezes ao dia.
ANEMIA
Bater no liqüidificador ou passar na centrifuga folhas de couve,
brócolis, repolho roxo, bertalha (para quem não conhece, é uma
trepadeira, cultivada como hortaliça, de flores esverdeadas, e cujos
frutos são bagas negras. A planta é toda suculenta, mole e rica em
água, e utilizam-se as pontas de ramo), agrião e tanchagem.
Temperar com uma colher de melado. Tomar uma xícara, em jejum,
por quarenta e cinco dias.
APETITE
Ferva 300 ml de água e coloque numa vasilha com 15 gramas
de folha de limão, 20 gramas de raiz de aipo ralada, 15 gramas de
tomilho e 50 gramas de folha de alcachofra. Cubra e deixe esfriar.
Filtre e conserve na geladeira. Gome uma xícara uma hora antes das
refeições.
ARTERIOSCLEROSE
A alcachofra é uma planta de origem européia, possui extrema
importância em virtude de seu alto valor medicinal, aclimou-se muito
bem no Brasil e pode ser encontrada com facilidade pois também
são muito apreciadas na alimentação e por esta razão encontra-se
largamente difundida no comércio. Separe três folhas de alcachofras
e lave em água corrente, em seguida mergulhe em um copo de água
fervente. Desligue o fogo, tampe a panela e deixe abafar por quinze
minutos. Passado este tempo, coe e tome uma xícara três vezes ao
dia.
ARTRITE E REUMATISMO
Pegue 100 ml de álcool a 60º e faça uma infusão com seis
pimentas vermelhas. Deixe por dois dias. Coe e use o líquido para
massagear suavemente as regiões afetadas.
ARTROSE
Pegue um caroço de abacate seco ao sol, rale-o e junte um
litro de álcool com dez pastilhas pequenas de cânfora sintética,
encontrada em farmácias. Deixe em repouso por três dias, coe e use
em compressas no local afetado
ASMA E COQUELUCHE
No auxílio do tratamento da asma da coqueluche e também
dos resfriados e das gripes, uma boa alternativa é a folha de
cambará. Ferva dois copos de água, despejando-os sobre duas
colheres de sopa de folhas picadas, deixando em infusão por cinco
minutos. Coe e beba três xícaras deste chá ao dia.
AZIA, GASTRITE E ÚLCERAS ESTOMACAIS
Rale quatro batatas cruas em um ralador fino. Junte a massa
obtida, coloque num pano de prato limpo e esprema. Tome uma
xícara desse suco três vezes ao dia, trinta minutos antes das
refeições ou sempre que sentir queimação
AZIA, MAL-ESTAR, FÍGAGO, ESTÔMAGO E RIM
Pegue algumas folhas de boldo frescas, lave-as e amasse-as
numa xícara de chá. Coloque água fervente e beba, assim que
esfriar o suficiente.
BOCA INFECCIONADA E GARGANTA
Pegue cinco folhas de feijão guandu e faça um chá. Espere
amornar, depois use o líquido para fazer gargarejo. Repita três vezes
ao dia, durante três dias.
BRONQUITE
Para a bronquite branda recomenda-se o uso da erva
Mulungu, na dose de uma colher de sopa da erva fatiada para dois
copos de água. Ferva por 10 minutos, tampe, coe e tome uma xícara
três vezes ao dia.
CASPA
Lave dois tomates maduros, retire as sementes e bata no
liqüidificador ou na centrífuga, juntamente com duas colheres de
sopa de vinagre de vinho branco. Espalhe nos cabelos e deixe por
vinte minutos, depois lave a cabeça normalmente.
CIRCULAÇÃO
Para ativar a circulação, numa folha de hortelã, pingue uma
gota de vinagre e coma em jejum, pela manhã ao acordar, antes
mesmo de escovar os dentes.
CÓLICAS
A erva índico atua muito bem no combate a cólicas, febres,
afecções urinárias e excitação nervosa. Suas raízes são usadas
contra a icterícia e a hepatite. Para o chá use uma colher de sopa
das raízes fatiadas em dois copos de água, fervendo por 15 minutos.
Coe e beba uma xícara três vezes ao dia.
CÓLICAS MENSTRUAIS
Em uma xícara de chá com água fervente, coloque uma colher
de sobremesa das flores de calêndula. Abafe por dez minutos,
depois coe. Tome esse chá duas vezes ao dia, nos dez dias que
antecedem o período menstrual.
CONJUNTIVITE
Faça um cataplasma da polpa da maçã e coloque sobre as
pálpebras por duas horas. Repita três vezes ao dia, até desaparecer.
CORAÇÃO
A arnica é uma das plantas mais bonitas da Europa e é
conhecida mundialmente, não só pela beleza, mas também pelos
vários efeitos curativos que pode apresentar quando sabiamente
usada. Preparados com gotas de arnica são usados milenariamente
como tônicos para o coração, mas devem ser consumidos seguindose
rigorosamente a prescrição recomendada, que não deve
ultrapassar 1% de tintura para 200 ml de água.
DORMÊNCIA NAS MÃOS E NOS PÉS
Para diminuir dormência nas mãos e pés, dores e nevralgias,
pode-se usar a erva papo-de-peru. Ferva dois copos de água,
despejando sobre uma porção da erva, deixando em infusão por 10
minutos. Coe e beba uma xícaras, três vezes ao dia.
FARINGITE
Retire as sementes de diversas romãs e deixe as cascas
secarem ao sol. Após a secagem, faça chá das cascas secas, na
proporção da casca de meia romã para um copo de água. Faça um
gargarejo, deixando que o líquido permaneça o maior tempo possível
na garganta. Repita cinco vezes ao dia.
FEBRE
O salgueiro é uma planta nativa da Espanha, floresce
naturalmente à beira de cursos d’água e é com freqüência cultivada
por quem conhece seus poderes. Uma xícara de chá de salgueiro faz
a febre baixar em pouco tempo.
FERIDAS
No tratamento de feridas em geral, amasse algumas folhas de
alfavaca e aplique sobre o local, cobrindo com uma gaze. Renove
três vezes.
FERIMENTOS
O bálsamo-de-tolu, também conhecido como bálsamoamericano
ou bálsamo-índico, produz uma substância capaz de
impedir, pela destruição dos micróbios, a proliferação dos mesmos
em caso de ferimentos. Quem não pode contar com um exemplar
desta planta, deve adquirir a resina em farmácias especializadas.
Mas para quem tiver oportunidade de colher a resina pessoalmente,
faça incisões em forma de "V" no tronco da árvore, atingindo apenas
a casca. No vértice do corte, ou seja na pontinha do ‘V", coloque um
recipiente para colher o óleo-resina, que rapidamente se secará e
adquirirá uma consistência puramente resinosa de cor castanhoamarelada,
sabor ácido e odor agradável. A pessoa ferida, ou quem
a esteja socorrendo, deve aplicar a resina diretamente sobre o
ferimento e deixar. Renove duas a três vezes ao dia.
FÍGADO
Para excitar a secreção da bílis, providencie três folhas de
boldo, bem verdinhas e se possível colhidas na hora, lave-as em
água corrente e coloque dentro de um copo de vidro. Com um pilão
de madeira, esmague as folhas até obter um suco verde. Acrescente
meio copo de água fresca e beba de uma vez.
GARGANTA
A madressilva dos jardins é muito usada para combater as
inflamações da garganta e das vias respiratórias. Ferva um copo de
água, despejando-o sobre uma colher de sopa de folhas fatiadas.
Deixe em infusão por 5 minutos, coe e faça gargarejo três vezes ao
dia.
GARGANTA INFLAMADA
Coloque água filtrada em dois copos americanos, até a metade
de cada um. Em seguida, esprema o suco de um limão e, no
segundo, coloque uma colher de chá de bicarbonato de sódio. Faça
gargarejo com a água e limão e, imediatamente depois, com o água
e bicarbonato.
GASES
As folhas de anis são ótimas para combater gases estomacais
e até diarréias. Use duas colheres de sopa das folhas fatiadas para
um copo de água. Deixe em infusão por 15 minutos, coe e beba uma
xícara do chá três vezes ao dia.
GASTRITE
Coma no desjejum mamão, caqui, pinha ou melão, alternando
um tipo de fruta a cada dia. Nos intervalos das refeições, tome uma
xícara de suco de batata inglesa, pela manhã, e uma xícara de suco
de couve à tarde. Antes de dormir, tome um chá de camomila. Não
coma alimentos oleaginosos nem ácidos como: abacaxi, caju,
tangerina, laranja, romã, ameixa, acerola, abacate, castanha, coco,
azeitona, etc. Evite a todo custo carnes, pescados e frituras.
GOTA
Essa doença é uma forma hereditária de artrite que ocorre em
geral em uma única articulação periférica. Prepare um infuso para
uso imediato da seguinte maneira. Coloque uma mão-cheia de raízes
de açafrão em uma panela, devem estar previamente secas, e
acrescente um copo de água potável, coloque para ferver durante
dez minutos. Depois que ferver coe e tome quente se for inverno e
fresco se for verão. Uma dose por dia é a medida ideal, faça todos os
dias se desejar acelerar o processo de cura.
GRAVIDEZ
A artemísia, ou flor-de-são-jõao como é mais conhecida
popularmente no Brasil, descende, segundo a lenda, diretamente da
linhagem de uma Deusa protetora das mulheres grávidas. Esta erva
é muito comum também na Europa e embora apresente gosto
amargo é bastante requisitada por pessoas instruídas na arte de
curar e proporcionar conforto e bem estar físico através das plantas.
Traz benefício à saúde da gestante e do bebê, principalmente nos
primeiros meses de gravidez, pois age como antiespasmódico. Faça
banhos de imersão em folhas de artemísia durante os seis primeiros
meses de gravidez. Utilize a erva na proporção de uma folha para
cada dois litros de água na temperatura ambiente. Sente-se na bacia
com o preparado e não permaneça mais que um minuto, uma vez
por semana. Se o tempo estiver frio, use água morna.
GRIPE
Previna ou combate a gripe com um poderoso tônico, reparado
com uma xícara de leite, 5 dentes de alho e 5 folhas de sálvia. Ferva
tudo e tome, ainda quente, uma xícara duas vezes ao dia. Uma
receita alternativa é ferver um pé de alho macho, com cabeça e
folhas, em um copo de leite. Tome quente, antes de dormir.
De modo geral estas plantas e ervas são ótimas para a gripe:
alho, ameixa, cambará, chapéu de couro, eucalipto, gengibre,
margarida, calêndula do campo, três-marias, picão gigante ou
espanta pulga e xaxim. Use uma colher de sopa de folhas ou flores
picadas de uma ou de algumas destas ervas para cada copo de
100ml de água. Ferva a água, despeje a planta e tampe por dez
minutos. Coe e tome uma xícara três vezes ao dia.
GRIPES E RESFRIADOS
Pegue duas laranjas, lave-as bem, depois retire manualmente
o suco em um copo. Leve ao pelo tempo necessário para aquecer,
sem deixar ferver, no entanto. Tome quente sem nenhuma espécie
de adoçante.
Antes de ir dormir, corte um limão galego em cruz e coloque
numa vasilha com um copo de água. Ferver por aproximadamente
cinco minutos. Espere amornar e tome.
HEMATOMAS
Aplique um cataplasma de tomate maduro amassado no local,
deixando por duas horas. Repita quantas vezes forem necessárias.
HIGIENE BUCAL
Pegue uma xícara de folhas de alfavaca, junte um copo de
álcool de cereais e deixe em repouso por um dia. Coe e use uma
colher de sopa em meio copo de água para fazer a higiene bucal
pela manhã, antes de escovar os dentes.
INSÔNIA
Antes de ir para a cama, ferva um copo de água, depois junte
uma folha de alface picada e a casca de uma maçã. Tampe e deixe
em infusão por alguns minutos. Após amornar, adoce e beba.
LABIRINTITE
Pegue cinco folhas tenras de oliveira roxa e faça uma infusão
com 300 ml de água fervente. Mantenha tampada até esfriar. Tome
meia xícara de duas a três vezes ao dia, enquanto durar a crise
LAXANTE
A sene atua como laxante e ajuda a tirar as manchas do corpo,
mas não deve ser tomada durante a gravidez. Para o preparo, pique
três folhas da erva, junte dois copos de água fervente e deixe em
infusão por 5 minutos. Coe e beba 1 xícara chá antes de se deitar e
pela manhã, em jejum. O chá é também um importante auxiliar no
emagrecimento, pelo seu princípio ativo.
LIMPEZA E HIDRATAÇÃO DE PELE
Numa vasilha de louça ou de vidro, coloque três colheres de
sopa de mel e uma colher e meia de aveia em flocos. Misture até
formar uma pasta homogênea. e passe no rosto, fazendo uma suave
fricção por três minutos. Lave com sabonete neutro. Repita uma vez
por semana.
LOMBRIGAS
Além de outras utilidades, o chá de alho é uma boa opção para
eliminar lombrigas. Ferva um copo de água com cinco dentes de alho
por 20 minutos, numa vasilha tampada. Coe e beba 1 xícara do chá
duas vezes ao dia.
MÁ DIGESTÃO
Problemas freqüentes de má digestão podem ser eliminados
com o uso de um chá, incorporando algumas ervas medicinais.
Recomenda-se que o tratamento seja feito por, pelo menos, 30 dias.
Diariamente, ferva dois copos de água filtrada, despejando-os sobre
3 folhas de louro, 6 de boldo, uma de eucalipto e uma de laranjeira,
todas bem picadas. Deixe em infusão por 5 minutos. Coe e divida em
três doses, tomando-as ao longo do dia, de preferência após as
refeições.
MENSTRUAÇÃO DOLOROSA
A erva agoniada é recomendada ara aliviar a dor menstrual,
além de ajudar no tratamento das inflamações do útero e ovário. O
preparo é simples. Ferva dois copos de água e despeje sobre duas
colheres de sopa da erva previamente picada. Mantenha abafado por
15 minutos. Coe e tome de 4 a 5 xícaras do chá ao dia.
NARIZ ENTUPIDO
Faça inalações com folhas da manjerona, muito cultivada em
hortas e jardins. É espécie aromática, usada como tônico e tempero
culinário. Ferva um copo de água, coloque folhas picadas, faça um
funil de papel ou use um inalador para aspirar o vapor, alternando as
narinas.
OLHOS
A beladona, possui muitos efeitos curativos e seu princípio
ativo age como conservador da boa vista na medida que previne
doenças nos olhos. Esmague uma folha de beladona em um cálice
de água fresca, deixe por alguns momentos, depois banhe os olhos
com essa água.
PIOLHOS
Reúna os seguintes materiais: um maço de arruda, vinte folhas
de melão de São Caetano, quinze folhas de boldo, um sabonete ou
meia barra de sabão de coco e um litro de água. Para preparar, ferva
a água, raspe o sabonete ou o sabão e coloque na água, mexendo
até derreter. Deixe esfriar. Enquanto isso, bata no liqüidificador as
folhas de boldo, arruda e melão com um pouco de água fria. Coe o
sumo das ervas e misture-o à água de sabão. Acondicione o produto
em frascos apropriados, rotulado-os. Para usar, molhe os cabelos
com água e aplique um pouco de xampu. Esfregue bem até
espumar. Deixe por 1 hora e depois enxágüe com água corrente.
Repita durante oito dias.
PULMÃO
Maçã é ótima para o pulmão, pois contém altas taxas de um
flavonóide com características antioxidantes, a quercetina, que
protege o pulmão dos efeitos nocivos dos agentes poluentes e da
fumaça do cigarro. Por isso recomenda-se comer uma maçã por dia.
O mesmo princípio também é encontrado na cebola e no vinho tinto.
PURGATIVO
A raiz de manacá demonstrado ser muito eficiente para esses
casos, além de ser diurética. Use uma colher de sopa da raiz fatiada
para três copos de água. Ferva por 15 minutos. Deixe descansar por
duas horas. Coe e beba 1 xícara do chá duas vezes ao dia.
REUMATISMO
O cipó pente-de-macaco é muito usado no tratamento do
reumatismo. Pegue três colheres de sopa de casca picadinha e junte
dois copos de água fervente. Deixe a vasilha tampada por 5 minutos,
coe e tome 1 xícara do chá 3 vezes ao dia.
RUGAS, MANCHAS, SARDAS
Para ter a pele sempre saudável, nada como um tratamento
completo. Comece incluindo em sua alimentação frutas e hortaliças
que contenham vitamina A, como brócolis, abóbora, mamão, manga,
pêssego, melão e outras. Sempre que comer mamão, reserve as
casas e aplique a parte interne no rosto, deixando por uma hora.
Lave com sabão neutro em seguida.
SEIOS
Durante a amamentação, as mamães devem proteger ou tratar
seus seios, aplicando compressas de chá de folhas de alfavaca ou o
produto da maceração de suas sementes. Aplicar no intervalo entre
as mamadas.
SOLITÁRIAS
Deixe de molho cinqüenta gramas de semente de jerimum
moídas durante doze horas. Misture com um ovo, mexa-se bem e
tome em seguida em jejum. Repita dois dias seguidos. Não tome
café da manhã.
TOSSE E ROUQUIDÃO
A erva de Jabuti é ótima para a tosse, infecções da garganta,
além de ser diurética. Ferva dois copos de água, despejando sobre
uma colher de sopa da erva fatiada. Deixar em infusão por 5
minutos, coar e beber uma xícara do chá três vezes ao dia
Leve ao fogo, em uma panela com 300 ml de água, os
seguintes ingredientes: um limão cortado em cruz, três lascas de
canela, quatro cravos, seis dentes de alho, duas colheres de sopa de
agrião picado, uma colher de chá de raspas de gengibre, uma colher
de sopa de folhas secas de eucalipto e uma peça de rapadura.
Quando levantar fervura, retire, coe numa peneira fina e acrescente
uma xícara de mel. Engarrafe depois de esfriar. Adultos tomam duas
colheres de sopa diariamente. Crianças a partir dos 10 anos tomam
metade dessa dose. Mais novas devem tomar uma colher de chá
diariamente.
Uma alternativa pode ser esta. Numa vasilha apropriada, ferva
um quilo de açúcar em um litro de água. Após isso, adicione dez
frutos de caraguatá, uma planta do cerrado, e cinco folhas de guaco.
Deixe ferver por um minuto. Após esfriar, coe e guarde num frasco
de vidro em local fresco. Tome uma colher de sopa três vezes ao dia.
ÚLCERA E GASTRITE
Bata no liqüidificador uma folha grande de couve ou duas
folhas pequenas, juntamente com um copo de leite. Coe e tome em
jejum, pela manhã ao acordar. Repita por 30 dias.
VERMINOSES
Tomar uma colher de sopa de suco de hortelã fresco, em
jejum, de três a sete dias, conforme a duração da crise.
VISÃO
Use duas colheres de cenoura fatiadas para dois copos de
água. Ferva por 15 minutos, coe e beba uma xícara do chá três
vezes ao dia.
PLANTAS POPULARES
CARACTERÍSTICAS, USOS E INDICAÇÕES
AGRIÃO
Planta herbácea com ramos
de até 50 cm de comprimento,
haste ramosa, espessa, suculenta,
verde e rasteira. Emite numerosas
raízes. Contém grande quantidade
das vitaminas A, C, D, E e iodo.
Dele utilizam-se as folhas e os talos
em deliciosas saladas, com
propriedades diuréticas, tônicas,
depurativas, expectorantes e antiinflamatórias.
O agrião é empregado para curar ou aliviar escorbuto, anemia,
escrofulose, raquitismo, hidropisia, ingurgitamento do fígado, cistite,
anúria, bronquites, tosses catarrais, tuberculose pulmonar, uremia,
bócio e como antídoto para neutralizar os malefícios da nicotina do
fumo. Pode ser usada como salada, em suco ou macerada. O suco é
obtido pelo esmagamento de folhas e talos e deve ser usado na
seguinte posologia: 3 a 4 colheres de sopa, diariamente, puro ou
diluído em água. Na maceração, coloque 4 colheres de sopa de
agrião picado em um recipiente com água fria e cubra ou tampe.
Deixe por 20 horas, coe e conserve na geladeira. Tome 1 xícara três
vezes ao dia. Folhas maceradas, aplicadas na forma de cataplasma
sobre úlceras escorbúticas, escrofulosas e outras apressam a
cicatrização.
Por ser abortivo, não deve ser utilizado por gestantes. Quando
florido, seu consumo deve também ser evitado.
ALCAÇUZ
A alcaçuz é também
conhecida como alcaçuz da terra e
vegeta espontaneamente no
Paraná e São Paulo. A raiz é preta
por fora e amarela por dentro, o
caule é esbranquiçado, com folhas
opostas e flores rosas ou azuis. É
indicada nos casos de moléstias
inflamatórias e diuréticas. Tem
propriedades antiespasmódicas,
diuréticas, antiinflamatórias, anti-sépticas e expectorantes.
Auxilia no tratamento de úlceras de estômago, bronquites e
tosses catarrais, rouquidão, feridas e furúnculos. Seu infuso pode ser
usado em bochechos para inflamações bucais. Compressas de
infusão da raiz acalmam conjuntivite aguda. Para regular o intestino,
coloque 100g de alcaçuz em pó em uma xícara de água e misture
com 20g de erva doce moída. Tome uma colher de sobremesa à
noite.
O chá pode ser preparado usando duas colheres de sopa de
raiz moída em 1 litro de água, fervendo por 10 minutos. Coe e tome
uma xícara 3 vezes ao dia sem adoçar. Para crianças, reduzir a
quantidade de erva para 1/3. Caso seja usado em compressa, use 6
colheres de sopa de alcaçuz para 1 litro de água. É, também, um
precioso aliado para aqueles que desejam abandonar o tabagismo,
além de usado como edulcorante em produtos farmacêuticos e
confeitos.
Altas doses por longos períodos podem provocar hipertensão
arterial. É contra-indicada para diabéticos.
ALECRIM
Também chamado de rosmarino ou
erva da recordação, sua origem remonta às
praias do Mediterrâneo. O nome
rosmarinus, de origem latina, significa "o
orvalho que vem do mar", pois vegetava à
beira mar. Seu caules era queimado para
purificar o ar do quarto de doentes em
hospitais. Uma lenda conta que Nossa
Senhora sentou-se à sombra de um alecrim
para dar de mamar ao menino Jesus e, por
isso, essa planta jamais ultrapassa a altura
de Jesus adulto. Um conto afirma que a
Bela Adormecida foi acordada pelo príncipe com um ramo de
alecrim. Os gregos o usavam em coroas, nas festas, como símbolo
da imortalidade. Na tradição popular, o alecrim é usado para afastar
olho gordo, dar juventude eterna, eternizar o amor, as amizade e
despertar a alegria de viver. Quando colocada debaixo do
travesseiro, afasta maus sonhos. Tocar a pessoa amada com um
ramo de alecrim garante seu amor para sempre.
É um arbusto rústico e persistente, de até dois metros de
altura, com folhas resinosas e verde-escuras. O caule torna-se
lenhoso a partir do segundo ano. Prefere locais ensolarados, atrai
abelhas e repele moscas da cenoura. Aprecia solo drenado e
permeável, mas vai bem mesmo nos pedregosos.
Como erva medicinal, é bom para os rins e vesícula, equilibra
a pressão arterial, auxilia a circulação e nos estados de depressão,
dores reumáticas, digestão. Facilita a menstruação, combate a gota
e a icterícia, além de ser anti-séptico, sedativo e bom para a
memória. Bochechos de infusão são recomendados para aliviar
aftas, estomatites e gengivites. Nos princípios de ataques de asma,
reduzir a pedaços pequenos as folhas secas, fazer um cigarro e
fumar. Folhas cozidas no vinho podem ser usadas externamente em
contusões. A infusão comum é recomendada com anti-séptico bucal.
Um infuso mais forte pode ser usado externamente para sarna. As
folhas secas, reduzidas a pó ou o suco de folhas verdes podem ser
usados como cicatrizante de feridas e tumores. Vinagre de alecrim
ou chá forte, aplicado no cabelo depois de lavado, estimula os
folíolos capilares e evita a calvície. Na pele, é ligeiramente
adstringente. Seu óleo pode ser usado no corpo após o banho.
Um creme para lábios sensíveis pode ser obtido usando-se 1
colher de café de manteiga de cacau, 1/3 de colher de café de
glicerina e essência de alecrim. Derreta a manteiga, misture a
glicerina e o alecrim. Para um tônico facial, misture 1,5 xícara de
água, 1 maço de alecrim, 1/2 dose de conhaque. Ferva o alecrim na
mistura de água e conhaque por 15 minutos. Filtre e conserve em
vidro escuro. Para pele envelhecida, faça um infuso com 50g de
alecrim em infuso em 1 litro de água por 10 minutos. Coe e faça
compressa no rosto após a limpeza. Pode ser usado como inseticida
natural, plantado na horta. Ramos frescos, colocados entre as
roupas, afastam as traças. Na culinária, pode ser usado para
temperar aves e carnes brancas, carneiros, peixes, batatas,
omeletes, molhos e para dar sabor ao arroz. Seu uso não é
recomendado durante a gravidez nem para epiléticos.
ALFAVACA
Planta usada na Idade Média
para espantar escorpiões, oriunda
da Índia, onde era venerada como
planta dotada de essência divina,
consagrada a Krishna e a Vishnu.
Os indianos faziam sobre ela os
juramentos em tribunais e ainda
hoje é colocada no peito dos
mortos, como passaporte para o
paraíso. Conta a lenda que foi encontrada em volta do túmulo de
Cristo, após Sua ressurreição. Em razão disso, algumas igrejas
ortodoxas usam essa planta para preparar a água benta e mantêm
vasos sob os altares. Na Itália, é usada como prova de amor e de
fidelidade, enquanto que, no México, é usada para atrair paixão. Em
Minas Gerais, era usado para perfumar os velórios. .Na Itália oferecese
o manjericão como prova de fidelidade à pessoa amada.
Herbácea anual de até 60 cm de altura, caule ramoso, verdeclaro
a avermelhado na base, folhas grandes, serradas, ovadas e
verde-claras, com cheiro forte e ardente, mas fresco. As flores,
reunidas em fascículos circulares em número de seis, são pequenas,
aromáticas e esbranquiçadas, desabrochando no final do verão. É
cultivada em solos leves e ricos em matéria orgânica, ensolarados e
drenados, com farta irrigados quando seco. Propaga-se por
semeadura ou estaquia de galhos.
As folhas, ricas em vitamina A e C, além de ter vitamina B, são
uma fonte de cálcio, fósforo e ferro. Agem como sudoríferas e
diuréticas, indicadas para os casos de ardor ao urinar e para
compressas nos bicos doloridos das lactantes. Auxilia na circulação,
pele, dores reumáticas, tosse, resfriados e digestão. Nos casos de
insônia, faça um infuso de cinco minutos com 1 colher de chá de
folhas em 1/4 de litro de água fervente. Coe e beba à noite, antes de
ir ara a cama. Como cosmético, o vinagre de manjericão é excelente
hidratante para cabelo e pele, enquanto que o ungüento exerce
efeito hidratante suave sobre a pele. No lar, afasta os mosquitos e,
posta sob o travesseiro, produz uma boa noite de sono
Na cozinha, a alfavaca é usada no cozimento de legumes e no
recheio de aves. Peixes ganham um novo sabor se deixados em um
molho de limão, alfavaca, cebolas e salsa, antes de serem assados.
Pode ser usado também para temperar carnes a serem assadas, no
molho pesto, em caldos e sopas e para aromatizar vinagre. Deve ser
evitada por mulheres grávidas.
ALFAZEMA
A alfazema, lavanda ou nardo pode
ser encontrada aclimatada ou nativa em
diferentes partes do mundo. Entre os
gregos era conhecida como nardus, por
causa de Naarda, cidade síria à beira do
rio Eufrates, onde era encontrada. Sua
fragrância está associada à tranqüilidade
e à pureza. Seu perfume era empregado
nos banhos dos gregos e romanos, que
lhe deram o nome de lavanda, derivado
do latim lavare, - lavar. Foi muito usado
para afastar a peste e limpar ferimentos.
Atinge de 30 a 60cm de altura, com caule ramificado, folhas opostas,
estreitas, verde acinzentadas, com 2 a 5cm de comprimento. O caule
torna-se lenhoso a partir do segundo ano. É cultivado em solos
arenosos e calcários, em locais ensolarados, drenados e protegidos
do vento.
Na medicina natural, é considerada diurética, expectorante,
sedativa, antiinflamatória, sudorífica, antiespasmódica, anti-séptica,
cicatrizante e colagoga. Em infusão, é usada para dores de cabeça e
calmante para os nervos. Proporciona alívio na falta de urina,
doenças de baço, cãibras, gota, inapetência, insolação, fraqueza,
vômitos, hipocondria, falta de regras, insolação e vômitos. Facilita a
digestão e ameniza dores reumáticas, tosses, resfriados, cistites e
inflamações das vias urinárias. Estimula a bílis e combate a
enxaqueca. Gargarejo com decocção das flores pode aliviar a dor de
dente.
Para infusão, use 5g de flores em 100ml de água fervente,
deixando por 10 minutos. Tome 3 vezes ao dia, entre as refeições.
Para macerar, utilize 10g em 100 ml de azeite, deixando por 30 dias.
Misturada com sumo de pepino, em decocção, produz uma boa
loção de pele. Sachês da flor, postos nas gavetas, espanta as traças.
O infuso das flores, quando esfregado no couro cabeludo, livra-o de
parasitas; inclusive piolhos, moscas e mosquitos. Sua flor é usada
aromatizar compotas. Acredita-se, popularmente, que suas flores e
folhas livram as mulheres de maus tratos de seus maridos e que
dormir sobre ramos de lavanda acalma nos casos de depressão. Seu
óleo essencial é usado em cortes, queimaduras, reumatismo,
alergias de pele, queimaduras de sol, dor de cabeça, insônia,
problemas inflamatórios, brotoeja e artrite. Um banho perfumado com
óleo essencial de alfazema é recomendado no tratamento contra a
insônia. Seu uso prolongado não é recomendado. Pode ser excitante
se usada em doses exageradas.
ALHO
Erva de até 60 cm de altura e
bulbo formado de 8 a 12 dentes,
envolvidos numa fina membrana
branca ou rósea. O alho contêm
alicina, sulfuretos, hormônios sexuais,
resinas, enzimas, proteínas, sais
minerais, oligoelementos. vitaminas A,
B1, B8, C, PP, frutosanas, pectina,
aliinase, lizosima (fermentos), entre
outras substâncias.
Além de ser empregado como
tempero, o alho é também usado para curar resfriados, gripe, tosse,
coriza, amidalite, enfisema, tuberculose, febres, nefrite, cistite,
amebíase, diabetes, hidropisia, edema, arterioesclerose, pois retarda
o processo de envelhecimento, pressão alta do sangue, inflamações
e infecções em geral, entre outras doenças.
No uso interno, para adultos, prepare um chá por infusão,
utilizando 5 a 6 dentes médios descascados em 1/2 litro de água
fervente. Tome 1 xícara do chá morno, sem adoçante, dividido em 4
ou 5 goles diários, até sarar. Para crianças, diluir o infuso na
proporção de 1 para 4 ou 1 para 8, conforme a idade.
Para macerar, esmague um ou dois dentes de alho dentro de
um copo com água. Tome um copo três vezes ao dia para gripe,
resfriado, tosse e rouquidão.
Como tintura, moa uma xícara de café de alho em um
recipiente com 5 xícaras de álcool 92º GL. Tampe e deixe macerar
por 10 dias. Coe e tome 10 gotas em meio copo de água três vezes
ao dia, para problemas do aparelho respiratório e gripes. Para
hipertensão, use uma colher de chá da tintura em meio copo de água
três vezes ao dia ou coma dois dentes de alho pela manhã. Como
vermífugo, coma três dentes de alho pela manhã em jejum durante
sete dias. Dores de ouvido são aliviadas, amassando-se um dente de
alho em uma colher de sobremesa de azeite morno. Pingue três
gotas no ouvido e tampe com algodão. Nos casos de arteriosclerose,
inclua na alimentação 3 dentes de alho cru picados, 3 vezes por
semana, durante 3 meses.
O alho, apesar de todas as suas vantagens, é contra indicado
para pessoas com problemas estomacais e úlceras, recém-nascidos,
lactantes e pessoas com dermatites. Em doses elevadas, provoca
dor de cabeça, de estômago, dos rins e tontura.
ALHO-PORRÓ
Planta também conhecida
como porró ou alho francês, é
originário da Europa, mas pode ser
encontrado em todo o mundo.
Apresenta-se com folhas tenras e
parte bulbosa branca. É uma planta
anual que atinge entre 40 a 60 cm,
com diâmetro de 3 a 6 cm, com
folhas largas sobrepostas,
formando um talo redondo. É
cultivado em locais temperados e
frios, com solo de baixa acidez, fofo
e fértil.
Seu uso reduz a pressão alta e previne arteriosclerose, além
de ser um poderoso auxiliar na dissolução de cálculos renais. É
tônico, previne gripes e resfriados, desinfetante, ajudando na
expulsão dos vermes. Seu infuso ;e feito com 5 g de folhas em 1
copo de água fervente por 5 minutos. Na culinária, substitui o alho,
tempera massa de pão e reforça caldos e sopas. Certas
propriedades afrodisíacas lhe são atribuídas também. Não deve ser
consumido por quem sofre de úlceras gastroduodenais, gastrite,
fraqueza estomacal nem por mulheres que estejam amamentando.
AMOREIRA
Há duas variedades de amoreiras,
a Morus celsa alba e Morus celsa nigra,
a primeira originária da China e a
segunda, da Pérsia, podendo atingir
entre 2 (alba) e 10 (nigra) metros, com
tronco verrugoso, folhas ovaladas, lisas,
verdes brilhantes. Os frutos são doces,
comestíveis, e amadurecem no verão.
Dá-se bem em regiões com muito sol,
mas suporta invernos rigorosos.
Atribuem-se a ela propriedades
laxativa, expectorante, refrescante e emoliente. Atua como laxante,
bastando comer os frutos lavados de manhã em jejum. Útil para
inflamações de garganta e boca, usando-se o suco fresco dos frutos
em bochechos e gargarejos. Combate a diabetes, quando usado um
infuso de 10 g de folhas em 100 ml de água. Excelente para a ele,
usado contra dermatoses, eczemas e erupções cutâneas, na forma
de cataplasmas. Para fazê-lo, pegue um punhado de folhas, lave,
seque, colocar numa vasilha com duas colheres de sopa de água.
Aqueça até a água evaporar. Pegue as folhas, estenda sobre uma
gaze, esmagando-as ligeiramente para que liberem o sumo. Aplique
essa gaze imediatamente sobre a pele até esfriar. Repita duas
vezes. Os frutos são utilizados ainda em xarope, geléia, licor e tortas.
Para obter o xarope, esmague os frutos para retirar o suco. Filtre e
coloque em fogo brando, acrescentando açúcar na proporção de 2x1
do suco. Engrosse até a consistência de xarope e guarde em
garrafas esterilizadas e bem fechadas.
ANETO
Esta planta também é conhecida como dill,
funcho bastardo e anega. O nome dill vem de
antiga palavra nórdica que significa "dormir",
pois a planta é muito citada por suas
propriedades calmantes. Na Idade Média,
protegia contra as bruxas. Na Grécia, era tecida
para formar as coroas dos heróis.
Trata-se de uma planta anual e rústica, de
20 a 60 cm de altura, com folhas aromáticas,
caule oco, estriado, ramificado e azulesverdeado.
As flores são pequenas e amarelas,
dispostas em umbelas, desabrochando em meados do verão. Exige
cultivo em local arejado e ensolarado, solo bem drenado, levemente
ácidos. Devem ser protegidos contra pulgões. Dá-se bem em
consórcio com repolho e alface, mas não aceita cenouras nas
imediações. A semeadura deve ser feita entre agosto e novembro e
as folhas estão prontas para a colheita entre 4 a 6 semanas após a
semeadura, quando as plantas atingem entre 20 e 30 cm de altura.
É largamente empregada em dietas sem sal, sendo é rico em
sais minerais. Combate a flatulência, aumenta leite das mães e é um
sonífero natural. Quando aplicado em compressas, alivia inflamações
oculares. Fervido em azeite e colocado sobre furúnculos quente,
alivia a dor, amadurecendo-os. É também bom para a digestão, para
o fígado e contra cólicas intestinais. O infuso pode ser feito com 2 g
de sementes em 100 ml de água. Coar e tomar 3 vezes ao dia,
depois das refeições. A maceração é obtida com 4 g em 100 ml de
vinho branco, deixado em repouso por 5 dias. Filtre e tome como
infuso. Para cólicas e, recém-nascidos, faça um chá com 2 colheres
de chá de sementes em 200 ml de água. Adoce com mel.
Na cozinha, pode temperar sopas, peixes, conservas,
legumes, tortas de maçã, pastéis e frangos, manteiga, saladas de
batata, ovos, salmão, carne grelhada, maionese, legumes, picles,
bolos e pães. As flores dão um sabor especial às conservas de
pepino e couve-flor.
AQUILÉA
Também é conhecida como mil-em-folha,
mil-em-rama, milefólio, novalgima, erva de
carpinteiro e cento em ramas e seu nome está
ligado ao herói mitológico Aquiles, que foi
mergulhado por sua mãe numa infusão dessa
planta, tornando-o invencível. Ao fazer isso ela
o segurou pelos calcanhares, que se tornaram
seus únicos pontos fracos. Na mesma lenda, o
centauro Quíron ensinou Aquiles a curar feridas
de guerra com a erva. Além disso, a planta
sempre foi muito utilizada em amuletos de
proteção contra cegueira e contra ladrões.
Segundo o uso popular, posta sob o travesseiro faz sonhar com um
pretendente.
A aquiléa é uma planta herbácea, perene, rústica e invasora,
de folhas estreitas e aromáticas, rica em vitaminas e minerais. As
flores são pequenas, esbranquiçadas, por vezes cor de rosa,
agrupadas em cachos de cheiro pungente, que aparecem do verão
ao outono. Exige solo bem drenado, permeável e ensolarado.
O infuso de folhas é usado no combate à dor de cabeça e à
má digestão. Infusão de flores combate cólica menstrual,
hemorróidas, úlcera gástrica e gastrite. Além disso, combate cálculos
renais, é calmante, cardíaco, usado para hemorragias do nariz,
facilitador da menstruação e contra cólicas do intestino e dos rins.
Ajuda a combater enurese nas crianças e é boa para circulação.
O infuso é feito com 5 g em 100 ml de água fervente, mantido
por 10 minutos. Coe e tome 3 vezes ao dia. A maceração é feita
com 5 g em 100 ml de vinho branco, deixado por 10 dias. Após
filtrado, tome um cálice pequeno 2 ou 3 vezes ao dia. Nos casos de
ferimentos, aplique infuso com gaze ou as próprias folhas e flores
frescas, limpas e esmagadas sobre a região afetada. Pode também
ser aplicado com algodão nos casos de pele oleosa, pelo seu efeito
adstringente. Plantada em vaso e cultivada no quarto, é benéfica nos
casos de depressão e cansaço mental. Não deve ser usado durante
a gravidez e seu uso interno prolongado não é recomendável para
crianças.
ARNICA
Erva originária da Europa Central,
há muito é conhecida por suas
propriedades curativas e utilizada contra
doenças das vias urinárias, coqueluche,
disenteria e, externamente, contra
contusões. Deve ser manuseada com
cuidado, pois é venenosa. Sua tintura só é
usada externamente em casos de
contusões, mas seu uso prolongado pode
causar inflamações de pele. Para preparar
a tintura, coloque 20 g de flores e raízes
em 100 ml de álcool a 60 graus. Deixe
macerar por 10 dias, filtre e guarde em garrafa bem fechada. Antes
de usar, diluir em 1/2 litro de água. Aplicar sobre torções ou
contusões, desde que não haja ferida aberta. Sei uso interno
aumenta a atividade cardíaca e provoca depressão. O uso externo
indevido pode provocar vermelhidão e ardor de peles e mucosas
mais sensíveis.
ARRUDA
Seu uso sempre esteve ligado ao
ocultismo e a lendas, pois desde a
antigüidade tem sido usada para proteger as
pessoas do mau olhado. No século XVI,
quando morriam em Londres 7.000 pessoas
por semana com a peste, marcavam-se as
casas atingidas pela doença com uma cruz
vermelha. Certos ladrões, ignorando o aviso,
entravam para roubar e não eram atingidos
pela peste, protegidos por um vinagre
misterioso, cujo principal elemento era a
arruda.
Esta planta cresce em solo bem drenado, sol pleno, na
companhia de figos e rosas. Seu cultivo é incompatível com a
companhia da sálvia, do manjericão e do repolho. Um de seus usos
mais comuns é como repelente de insetos e ratos, devendo ser
manuseada com cuidado e mantida longe do alcance de crianças.
Quando ingerida é altamente tóxica e abortiva, causando confusão
mental, convulsões, dores violentas nos intestinos e hemorragia
interna. Externamente, na forma de cataplasmas, é recomendável
para pernas varicosas e alívio de dores de ciática. O local a ser
tratado deve ser coberto com algum tipo de óleo para evitar irritação.
Folhinhas frescas, postas na testa, proporcionam alívio para dor de
cabeça. Uma infusão com 4 colheres de sopa da erva em 1 litro de
água pode ser usada para lavar animais domésticos e acabar com
pulgas e para combater a sarna. Seus ramos atuam como repelente
de ratos. Use uma arruda atrás da orelha para espantar o mauolhado.
Coloque galhos de arruda floridos num vaso sem água para
secar, quando desejar limpar e purificar um ambiente.
ARTEMÍSIA
Artemísia, ou erva-de-são-joão, é
uma planta que vive muitos anos, atingindo
até um metro de altura. Possui talos eretos
e ramificados, florescendo no verão. É
usada para aliviar anemia, cólica
abdominal, debilidade estomacal, diarréia,
inflamação dos intestinos, nevralgia,
icterícia e verminose, possuindo
propriedades diuréticas, sedativas,
antiinflamatórias, antiespasmódicas e
vermífugas, principalmente contra
lombrigas e oxiúros. Seu chá é
recomendado nos casos de epilepsia.
O infuso pode ser feito com 2 colheres de sopa da erva para
um litro de água, na dose recomendada de uma xícara por dia.
Fricção utilizando o suco das folhas auxilia nas dores de articulações
e reumáticas, sendo contra-indicada para mulheres grávidas,
lactantes e menstruadas.
AVENCA
A avenca é também
conhecida como cabelos-de-vênus
e é um nome comum a diversas
espécies de plantas indígenas e
européias, aclimatadas no Brasil.
Trata-se de uma herbácea
pequena, de 30 a 50 cm,
ornamental, formando touceiras,
com hastes e ramos marrons
escuros, muito finos. Crescem em
locais úmidos, com luz escassa. Possui propriedades diuréticas,
sedativas, antiinflamatórias, expectorantes e emenagogas, sendo
uma boa coadjuvante no tratamento de tosses, catarros, afecções
nos brônquios e na rouquidão.
Seu infuso é feito usando 2 colheres de sopa de folha picada
em um litro de água fervente. Esse chá é ótimo para lavagem e
higiene do couro cabeludo.
BABOSA
A babosa é uma planta
natural da África meridional,
presente em diversos momentos da
história da humanidade, que
sempre utilizou suas folhas ou seu
suco dessecado, reduzido a pó. No
Egito, Cleópatra utilizava suas
propriedades rejuvenescedoras
para manter a beleza da cútis e dos
cabelos. Para os muçulmanos,
maometanos e judeus ela protegia contra todos os males, quando
penduradas nas portas. A planta tem folhas triangulares, grossas,
suculentas, orladas de espinhos em de serrilhado. É cultivada em
terra com húmus, suportando bem períodos de seca. As flores
pendulares são de um vermelho intenso, reunidas em cacho.
Aplicada topicamente, tem propriedade cicatrizante e emoliente
sobre inflamações, queimaduras, eczemas, erisipelas e queda de
cabelos. Para isso, basta aplicar o sumo diretamente sobre os
cabelos ou sobres a pele. Elimina manchas e ajuda a debelar a
caspa e impedir a queda de cabelo.
Segundo a crença popular, um vaso com babosa atrai boa
sorte para uma casa e repele energias negativas. Um pano vermelho
com algumas gotas do sumo, colocado no carro evita acidentes e
roubos. Apesar de algumas receitas que recomendam seu uso
interno, deve ser empregada com muito cuidado e sob orientação
especializada, pois tem forte ação laxativa, podendo provocar a
menstruação e afetar os rins. É expressamente contra-indicada para
mulheres grávidas, menstruadas, por aquelas que sofrem de
inflamações uterinas ou ovarianas e para quem tem problemas de
hemorróidas e cálculos da bexiga.
BOLDO
Esta é uma planta muito conhecida e
amplamente utilizada em nosso país,
principalmente pelas camadas de baixa
renda. É um poderoso facilitador da
digestão, recomendada nos casos de
distúrbios biliares, diurético e também contra
a icterícia.
O infuso é feito usando 2 g de folha
em 100 ml de água fervente, mantido
abafado por 20 minutos. Tomar três vezes
ao dia, antes das principais refeições. Na
cosmética, em forma de maceração, é usado num tratamento de
uma semana para realçar e acabar com o cansaço da pele. Essa
maceração é obtida colocando duas folhas em 1 copo de água à
noite para ser tomada pela manhã em jejum. Uma nova dose deve
ser preparada para ser tomada ao anoitecer.
Faça um infusão, usando 5 folhas por litro d'água. Tome pela
manhã, para o fígado, ou após as refeições contra diarréia. A tintura,
usada como aperiente, é feita com 1 colher de folhas picadas para 1
xícara de álcool neutro 70º GL. Deixe macerar por 3 dias e tome 1
colher dissolvida em água antes das refeições. Para prevenir
ressaca, coloque 5 folhas em um copo d'água e deixe por meia hora.
Tome antes e após ingestão de bebidas alcoólicas.
BUCHA
Pode ser encontrada sob
diversos nomes, como bucha dos
pescadores, bucha dos paulistas, fruta
dos paulistas, quingombô grande,
esponja vegetal, esfregão, pepino
bravo ou buchinha do norte, em duas
espécies diferentes: luffa cylindrica e
luffa operculata. É uma trepadeira que
atinge até 5 metros, com folhas
grandes, ásperas e verde-escuras. As
flores são grandes e amarelas e o fruto
chega até a 50 cm de comprimento,
cilíndrico, amarelo quando maduro e castanho escuro quando seco.
É melhor cultivada em regiões de clima tropical, com solo argiloarenoso,
fértil, bem drenado e com acidez fraca.
A polpa do fruto da luffa cylindrica madura é usada como
purgativo e vermífugo, numa infusão com 8 g para um copo de água
fervida. Caules e folhas são usados popularmente nas perturbações
do fígado, na prisão de ventre e nos casos de anemia. A polpa do
fruto da luffa operculata é usada para combater a sinusite. Para isso,
coloque meia buchinha do norte seca, sem pele e sem sementes, em
um litro de água. Ferva por dois minutos. Deixe amornar tampado,
depois coe, acrescente 1 colher sopa de sal de cozinha e mexa bem.
Pingue duas gotas em cada narina a cada quatro horas por no
máximo quatro dias. É preciso um certo cuidado no seu uso, pois a
buchinha do norte, em doses elevadas, é tóxica e causa hemorragias
e acidentes fatais. Seu uso não deve ultrapassar o temo indicado e
deve ser interrompido imediatamente em caso de dor de cabeça.
A bucha comum, depois de seca e sem as sementes, é
também utilizada como esponja para banho.
CALÊNDULA
Pode ser encontrada também com os
nomes de malmequer e maravilha. É uma
erva de origem européia, comum nos
jardins públicos e dela se utilizam, com fins
medicinais, as flores e as folhas. Na história
da humanidade tem um lugar todo especial,
a começar pelo seu nome, derivado da
crença de que floresce nos primeiros dias
de cada mês, em latim calendas. Os
egípcios acreditavam que ela rejuvenescia
e os hindus a utilizavam até hoje para
enfeitar altares. Persas e gregos
guarneciam e aromatizavam sua comida com suas pétalas. A crença
popular atribui-lhe diversos efeitos mágicos: um vaso ao lado da
cama produz sonhos premonitórios. Uma guirlanda na entrada da
casa afasta o mal. Se suas flores não se abrirem logo nas primeiras
horas do dia, certamente haverá chuva.
Trata-se de uma planta anual e rústica, de até meio metro de
altura, vai se desenvolve em solo fofo e fértil, livre de ervas daninhas
e com bom teor de umidade Tem folhas verdes, caule verde e
carnudo, coberto de pêlos finos e glândulas. As sementes são de cor
creme, na forma de um apóstrofo curvo. As flores são laranja vivo.
Possui propriedades expectorante, anti-séptica, cicatrizantes,
antiscorbútica, antioftálmica, excitante, emenagoga e
antispasmódica. Contém iodo orgânico, responsável por sua
propriedade anti-séptica, que impede a formação de pus em cortes e
queimaduras e apressa a cicatrização. É recomendada para
contusões e frieiras. Um preparado com óleo é útil nos casos de
luxações, veias congestionadas, úlceras externas e problemas de
pele. Para prepará-lo, coloque um punhado de flores num vidro com
1 xícara de azeite de oliva. Deixar em local ensolarado durante o dia
de quinze a trinta dias. Seu infuso é indicado para a digestão e para
as doenças das gengivas.
Na cosmética, é utilizada em loções para o rosto. Uma receita
prática é misturar 1 xícara de flores frescas com 2 xícaras de leite
morno. Deixe esfriar, coe e conserve na geladeira. Lave inicialmente
a pele com água e vinagre de maçã, depois aplique a loção com um
algodão. Deixe por quinze minutos, depois lave com sabonete
neutro. Na cozinha, use as pétalas da calêndula para dar cor de
açafrão e um sabor levemente picante a arroz, sopa, iogurte,
manteiga, omelete, pratos com leite, pães e bolos.
CAMOMILA
É uma planta anual, de haste
ereta de até meio metro de altura,
com folhas delgadas e bem
recortadas e flores pequenas
parecidas com margaridas brancas.
Dá-se bem em regiões de clima
temperado, solo bem drenado, argiloarenoso
e fértil, excelente para ser
cultivada com a couve, da cebola, da
menta e do repolho.
A camomila já foi utilizada no
tratamento da malária, mas sua ação antiinflamatória a recomenda
nos casos de má digestão e cólica uterina. É um sedativo natural, na
forma de infuso. Compressas com infusão das flores auxiliam nos
casos de queimaduras de sol, conjuntivite e olhos cansados Seu chá,
usado intensivamente, diminui dores musculares, tensão menstrual,
estresse e insônia, diarréia, inflamações das vias urinárias. Se
misturado ao chá de hortelã com mel, combate gripes e resfriados.
Um banho com sachê de camomila é sedativo e restaurador de
forças e especialmente indicado para os casos de hemorróidas. Seu
infuso é recomendado também para o fígado, dores de reumatismo e
nevralgia. É antialérgico, purifica o organismo e alivia a irritação
causada pela poluição. Atua também como sudorífico.
Seu infuso é feito com 5 g em 100 ml de água fervente,
abafado por 15 minutos. Filtre e tome 3 vezes ao dia. A maceração
é obtida com 10o g em 1 l de vinho branco, mantido por 5 dias. Filtre
e tome um cálice pequeno 3 vezes ao dia. Mantenha na geladeira.
Uma tintura oleosa, recomendada para massagear áreas doloridas,
para dores de ouvido, nevralgia, limpeza de crostas de recémnascidos,
é feita levando 20 g de flores secas em 100 ml de azeite.
Aqueça em banho-maria por 2 horas, em fogo baixo. Deixe esfriar,
filtre e guarde num vidro limpo. Nos casos de reumatismo,
acrescente 10 g de cânfora e use para massagear juntas doloridas.
Segundo a tradição popular, se plantada ao redor da casa atrai
dinheiro e afasta o olho gordo.
Não deve ser utilizada em pacientes de radioterapia.
CAPEBA
A capeba, também conhecida
como pariparoba, caapeba, catajé,
malvarisco ou manjerioba é uma
planta nativa brasileira, encontrada
do Amazonas ao Rio de Janeiro,
cultivada em solos estercados e
úmidos, próximos ou em bosques.
Trata-se de um arbusto que alcança
até 2 metros de altura, com folhas
ovaladas, arredondadas ou em
forma de rim. As flores são
minúsculas, agrupadas em espigas de até 10 cm de comprimento.
Seu uso medicinal é específico como diurético e desopilante do
fígado.
Muito saudável e deliciosa é a receita de charutos de capeba,
fácil de preparar. Reúna 6 folhas médias de capeba, 1 copo de arroz,
2 copos de água, 1/2 kg de carne moída ou de legumes picados, 1
pires de queijo ralado, alho, cebola, sal e molho de tomate. Refogue
a carne ou os legumes com alho, cebola e sal, depois junte o arroz, a
água, e deixe cozinhar até amolecer. Use em seguida como recheio
das folhas de capeba, enrolando na forma de charutos. Disponha
num refratário, cubra com molho de tomate, polvilhe o queijo ralado e
leve ao forno para gratinar.
CAPIM-LIMÃO
Recebe diversos nomes, como
chá-de-estrada, capim cheiroso, erva
cidreira, capim-cidrilho, capim santo,
lemon grass, capim cidreira, falsa
cidreira, capim cidrão. É uma planta
originária da Índia, introduzida no Brasil
na época da colônia para combater a
erosão, normalmente plantada em
barrancos, a margem de rodovias e
ferrovias. É uma planta perene, que se
desenvolve formando touceiras de
folhas finamente estriadas, com
margens cortantes, com um forte odor de limão. As flores se
agrupam em pequenas espigas.
É usada principalmente como refrigerante, diaforético,
antifebrífugo, contra gases intestinais, dores musculares e
torceduras, além de ter propriedades calmantes e sedativas. Como
seus óleos essenciais são voláteis, não é recomendável ferver ou
macerar por muito tempo. O chá é recomendado para insônia e
como tônico depurativo em estados gripais febris. Faça-o usando 1
xícara de chá de água e 1 xícara de chá de folhas. Coe e tome ainda
quente. Nos casos de reumatismo e dores musculares, esmague um
pouco de rizoma com 1 colher de sopa de óleo de coco, coe e use
para massagear os locais doloridos. Para combater a ansiedade,
faça uma infusão de 5 g de folha para 1 xícara de chá de água, coe e
tome três xícaras por dia.
Prepare um revigorante banho preparando um chá forte e
misturando com a água do banho. Para perfumar gavetas e afastar
insetos, prepare sachês com a erva e espalhe pelos móveis da casa.
O chá gelado é delicioso e recomendado para os dias de calor. Use
o chá na água de enxaguar lençóis e fronhas. O perfume é excelente
para proporcionar uma boa noite de sono, combatendo a depressão,
o estresse e a ansiedade.
CAPUCHINHA
Também conhecida como
chaguinha, chaga-de-cristo ou nastúrcio,
é uma trepadeira de caule grosso,
retorcido e suculento, com folhas
grandes e arredondadas. Suas flores
são alaranjadas ou vermelhas, com
manchas escuras, ricas em vitamina C,
podendo ser consumido em sucos ou
saladas, recomendadas como
expectorante anticatarral, para combater
queda de cabelo, prevenir a prisão de
ventre e tonificar a pele. Aperiente,
digestivo e calmante, pode ser usado também contra infecções
urinárias.
O infuso é feito com 2 g de folhas em 100 ml de água fervente,
abafado por 10 minutos. Tome 3 vezes ao dia ou use como loção no
couro cabeludo. Para os problemas de pele, esmagar sementes
frescas e misture com vaselina para tratar espinhas e rejuvenescer a
pele. Ainda na cosmética, é usada para fortalecer e dar brilho aos
cabelos. Para isso, triture e ferva 50 g de folhas frescas em um litro
de água, durante cinco minutos. Coe, esfrie e use para enxaguar os
cabelos. Para queda de cabelos, triture folhas e flores frescas e
friccione o couro cabeludo por 5 minutos, depois enxágüe com água
fria. Repita uma vez por semana. Na culinária, suas folhas são
usadas saladas, pois além de nutritivas, combatem o início da gripe,
abre o apetite e favorece a digestão. O suco é recomendado como
expectorante e contra a tosse. As sementes conservam-se em
vinagre e substituem a alcaparra.
CARQUEJA
A carqueja é muito conhecida e
utilizada nas regiões mais afastadas dos
grandes centros, utilizada como um tônico
amargo, que combate a diabetes, auxilia
nos distúrbios do fígado, estômago,
vesícula, intestino solto, agindo como
estimulante de secreção gástrica. Muito
empregada nos regimes de
emagrecimento, presta-se também ao
tratamento de ulcerações de pele.
Popularmente, é usada contra a
impotência masculina e a esterilidade
feminina.
CAVALINHA
Tem como característica o caule oco,
de até 30 cm de altura, semelhante a um
bambu fino e sem folhas. Os caules podem
ser do tipo estéril, mais alto, de cor
esverdeada e pequenas folhas em forma de
agulhas emendadas, e fértil, que surgem na
primavera, mais curtos , de cor brancoamarelada
na base e vermelho-escura na
ponta, desenvolvendo-se em solos
pantanosos ou campos úmidos. Contém
silício, sendo, por isso, um excelente
mineralizante, recomendada para problemas
nos ossos, como osteoporose. Daí ser conhecida como erva-daterceira-
idade. Diurética e antiúrica, é também recomendada para
quem tem problemas de próstata e usada popularmente para os
casos de retenção e irritação de rins e bexiga, anemias,
hemorróidas, hemorragias nasais, inflamações de útero, fraturas e
descalcificação de dentes e ossos. Faça o chá, usando 2 colheres de
sopa da erva picada para 500 ml de água. Coloque a erva num
recipiente e jogue a água fervente por cima. Abafe por cinco minutos,
depois coe e tome uma xícara, três vezes ao dia. Para combater a
celulite, ferva 30 g de caules estéreis em 2 litros de água, durante 15
minutos. Coe, despeje na banheira com água morna e tome um
banho de imersão de 20 minutos. Repita 3 vezes por semana. No dia
a dia, pode ser usada para polir madeira, como corante verde e para
polir panelas.
CHÁ DE BUGRE
O chá de bugre -- também conhecido
como porangaba, cafezinho, claraíba, café de
bugre, chá de frade, louro-salgueiro, louropinta
-- é uma árvore pequena, nativa do
Brasil, encontrada nos estados de Minas
Gerais, Bahia, Acre e Goiás. Produz uma
fruta vermelha, semelhante a um grão de
café que é assado e usado em chás como
um substituto de café, pois também contém
cafeína. É um produto usado normalmente
para dietas de perda de peso, como
supressor de apetite, além de prevenir e
reduzir depósitos de gordura. É diurético, tônico do coração,
estimulante da circulação e recomendado para aliviar a tosse.
É usado normalmente como infusão. Use 1/2 de xícara de
folhas numa xícara com água fervente. Tome diariamente, meia hora
antes das refeições.
CONFREI
Planta indicada como
hemostático, antiinflamatório,
cicatrizante, utilizando para
favorecer o crescimento de tecidos
novos em ulcerações, feridas e
cortes, fraturas e afecções ósseas,
onde age como indutor da produção
calcária.
Cataplasma e banhos locais
podem ser feitos várias vezes ao
dia. Para preparar um emplasto cicatrizante, esmague folhas em
água morna e coloque diretamente sobre ferimentos. Lave e repita 2
vezes ao dia. No caso de contusões e inchaços, coloque o emplasto
dentro de um pano antes de aplicar.
Há referências que recomendam cuidado no uso do confrei,
pela presença de alcalóides cancerígenos, principalmente em folhas
jovens. O uso externo sobre feridas promove uma rápida cicatrização
externa, mas o processo inflamatório pode continuar internamente.
ERVA DOCE
Recebendo também os nomes de
pimpinela e anis, esta planta já era usada
pelos egípcios na antigüidade como alimento,
bebida e remédio. Entre os romanos, era
ingrediente de um bolo, servido no
encerramento dos banquetes. Trata-se de uma
planta anual, de até 35 cm de altura, com
folhas verdes e flores em buquês brancos.
Para melhor utilizar as sementes, colher no
verão, quando estiverem marrons. As folhas
podem ser colhidas a partir de quando a planta
atingir 15 cm e têm propriedades digestiva,
diurética, carminativa e expectorante.
Um infuso feito com suas sementes é digestivo, combate a
flatulência e as cólicas intestinais e acalma a excitação nervosa e a
insônia. Muito utilizada para a cólica de recém nascidos e pelas
lactantes, em jejum, para aumentar o leite. Para suavizar a pele,
combater as rugas e cansaço ocular, faça compressas usando a
decocção de 2 colheres de sopa de sementes em 250 ml de água,
fervida por 3 minutos. Espere amornar, molhe um pano limpo um
uma gaze e aplique no rosto ou nas pálpebras. Na cozinha, as
sementes acrescentam um sabor todo especial aos biscoitos, pães,
bolos, tortas de frutas, maçãs assadas, caldas de doces e canapés.
Com suas sementes se faz um licor delicioso, o anisete. Um vaso
colocado no quarto do bebê atua como tranquilizador
ESPINHEIRA SANTA
Normalmente encontrada em
bosques, cascas e folhas desta
árvore têm ação prática como
cicatrizante úlcera péptica, gastrite e
dispepsia, atuando como protetora
do estômago. Seu chá proporciona
alívio nos casos de azia, gases,
inflamação intestinal, hepatite,
insuficiência hepática, inflamações
intestinais, doenças dos rins e
bexiga, anemia, fraqueza, acne e
eczemas, graças ao tanino, seu
princípio ativo.
A decocção é obtida fervendo 1 litro de cascas, em pedaços
miúdos, na mesma quantidade de água, durante 20 minutos. Coe e
tome 3 xícaras ao dia. O infuso é obtido com 1 colher de sopa de
folhas para 1/2 litro de água fervente. Abafe e deixe amornar. Tome
uma xícara, três vezes ao dia. Seu uso interno deve ser evitado por
crianças e mulheres grávidas.
GENGIBRE
Planta por demais conhecida e
utilizada no famoso quentão das festas
juninas, a raiz do gengibre é indicada
como estimulante gastrintestinal,
aperiente, carminativo, rouquidão, tônico
e expectorante. Externamente é usada
em traumatismos e reumatismo.
Há diversas formas de usá-lo:
Contra vômitos: pulverizar o
rizoma e ingerir.
Decocção: usar 1 colher de chá de raiz triturada em 1 xícara
de chá de água. Tome 4 xícaras ao dia.
Menstruação: toma o chá quente para dar início à
menstruação.
Cataplasma: moa, rale ou amasse num pano o gengibre e
aplicado no local afetado pelo reumatismo, coluna ou articulações
doloridas. Não aplique direto em contato com a pele, mas sobre um
pano ou uma gaze limpa.
Rouquidão, paralisia da língua, infecção da garganta e
excesso de muco: masque um pedaço de gengibre.
Tintura: 100 g do rizoma moído em 0,5 l de álcool. Deixar por 3
dias. Usar para fazer fricções nos casos de reumatismo.
Xarope: ralar e adicionar ao preparo de xaropes, combinado
com outras plantas.
Precaução especial deve ser tomada no uso externo para
evitar possíveis queimaduras.
GUACO
O guaco é também conhecido como erva-deserpentes,
cipó-catinga, erva-de-cobra e uaco,
originária da América do Sul e nativa nas regiões
sul e sudeste do país, em matas e cerrados, mas
presta-se bem ao cultivo familiar, em quintais e
hortas. Cresce como uma trepadeira, mas como
não tem garras para se prender, precisa ser
escorada ou presa a um suporte. As folhas são
ovais, verde-escuro, e depois de secas têm cheiro
de amêndoa. Essa planta é usada como
expectorante e broncodilatador, no combate à
tosse, asma, bronquite, rouquidão e problemas em
geral do aparelho respiratório. Além disso, atua como anti-reumático
e antifebrífugo.
Um excelente xarope é obtido da seguinte forma: pegue um
punhado de caules e folhas, coloque em 2,5 litros de água e deixe no
fogo até reduzir para 0,5 litro. Espere esfriar e filtre. Junte 250 g de
açúcar e leve ao fogo. Quando ferver, acrescente 3 colheres de mel
e ferva até engrossar no ponto de xarope. Deixe esfriar e guarde em
vidro. Use 1 colher de sobremesa antes das principais refeições.
O infuso é feito com 3 g de folhas em 100 ml de água fervente,
abafando por 10 minutos. Tome 2 vezes ao dia. A maceração é feita
com 40 g de folhas em 1 l de vinho. Deixe por 10 dias num vidro
fechado e esterilizado. Coe e tome um cálice pequeno duas vezes ao
dia.
GUINÉ
Trata-se de uma planta
perene, que raramente ultrapassa 1
m de altura, com ramos eretos,
folhas alternadas elípticas, lisas e
flores brancas minúsculas em
espigas, cultivada em solo fértil,
mas pouco ensolarado. Seu uso
externo é recomendado nas
afecções da cabeça, da vista,
contra falta de memória, reumatismo, paralisia e estados nervosos,
em compressas, tendo propriedades analgésicos. O pó da raiz é
usado popularmente para amenizar a dor de dente e em gargarejo
para a dor de garganta. Não deve ser usada internamente, pois se
trata de uma planta tóxica e abortiva. Além do uso medicinal, é
usada também, juntamente com a arruda, em vasos colocados na
porta das casas, para afastar energias negativas.
HORTELÃ
A hortelã ou menta tem estado
presente na história do mundo e nas
lendas desde a mais remota
antigüidade, entre os mais diferentes
povos, como árabes, egípcios,
hebreus, gregos, romanos, europeus e
americanos, sendo um símbolo
universal da virtude, pelo asseio e
pelas propriedades medicinais. É uma
herbácea perene, que não ultrapassa
1 metro de altura, folhas ovadas,
aromáticas, verdes geralmente
rugosas e flores pequenas, com ligeiras variações em suas inúmeras
espécies, como a hortelã pimenta, a hortelã verde, o poejo, a hortelã
crespa, a hortelã doce, a hortelã romana, a gatária, a hortelã do
Brasil - também conhecida como hortelã vulgar, hortelã do norte ou
levante - e a hortelã cíprica, também chamada mentastro ou hortelã
da Córsega.
Em todas as suas variedades, a hortelãs contém, em suas
folhas, as vitaminas A, B e C, cálcio, fósforo, ferro e potássio, sendo
um poderoso tônico e estimulante do aparelho digestivo, além de ser
anti-séptica e anestésica. Seu uso é amplo. É recomendada em
picadas de insetos, bastando amassar algumas folhas e aplicar no
local. Um copo de leite quente com algumas folhas de hortelã acalma
dores abdominais. Seu chá é vermífugo, combatendo lombriga e
oxiúros, calmante, antigripal e contra resfriados. Além disso,
combate cólicas e gases, estimula a bílis e propicia a expulsão de
catarro. Seu infuso é feito com 3 g em 100 ml de água fervente,
abafado por 5 minutos no máximo. Para obter um excelente óleo
medicinal, coloque um punhado de folhas e flores amassadas em
azeite por 4 dias, coe e use em massagens.
Na cosmética, a hortelã tem inúmeras utilidades,
principalmente no rejuvenescimento da pele e como refrescante. O
hortelã pimenta é usada como adstringente e clareador da pele. Em
infusão, é recomendada para bochechos nos casos de mau hálito.
Como estimulante, ferva em fogo brando, por 3 minutos, 50 g de
folhas de hortelã em 1 l de água e misture à água da banheira. Tome
um banho de imersão pela manhã. (tomar pela manhã). Na cozinha,
é usada como tempero no quibe, em molhos, saladas, carnes,
condimento em conservas, ovos mexidos e omeletes. Seu uso deve
ser evitado antes de se deitar, pois provoca insônia. Crianças e
lactantes devem evitar seu uso. O uso prolongado também é
desaconselhado em geral.
JURUBEBA
É um arbusto perene, com caule e
ramos espinhosos, folhas verde-escuras
na face superior e claras na inferior, com
espinhos. O fruto é uma baga esférica,
amarelada, presa a um pedúnculo
comprido, agrupada em cachos. Na
medicina natural, é usada como
diurético, desobstruente tônico e
antiinflamatório. O suco do fruto
combate icterícia, cistite, febre
intermitente, prisão de ventre e
inflamações do baço. As folhas
esmagadas podem ser aplicadas sobre machucados, com bons
resultados. Na maceração, use 4 g de folhas ou frutos verdes em um
copo de água fria ou vinho branco, por 5 dias. O infuso é obtido com
2 colheres de sopa de folhas, flores ou frutos picados em 1 litro de
água fervente. Abafe por 15 minutos. Tome 1 xícara de chá morno,
sem açúcar, três vezes ao dia. O uso prolongado deve ser evitado.
LARANJEIRA-AZEDA
Trata-se de uma árvore
pequena ou de médio porte,
atingindo no máximo 10 metros de
altura, com copa densa, esférica;
caule com espinhos finos,
pontiagudos, fortes e rijos. Tem
folhas simples e flores brancas,
perfumadas. Dela se utilizam as
folhas e flores para chás e o fruto em doces.
A planta pode ser usada para curar ou aliviar insônia,
nervosismo, ansiedade, histeria, acidez estomacal, enjôos,
taquicardia, cólicas no aparelho digestivo, má digestão e flatulência,
graças a suas propriedades diurética, sedativa, carminativa e
antiespasmódica.
Adultos podem tomar um infuso, utilizando-se 2 colheres de
sopa de folhas ou flores picadas para 1 litro de água fervente. Tomar
uma xícara, três vezes ao dia.
LOSNA
Erva perene, que atinge até 1 metro de altura,
com folhas bem recortadas, verde-acinzentadas na
parte superior e esbranquiçadas na parte inferior, com
flores amarelas, dispostas em cachos. Cultiva-se em
regiões de clima temperado, solo areno-argiloso bem
drenados e rico em matéria orgânica. É largamente
utilizada como fortificante, aperiente e nos casos de
anemia. O chá forte combate os vermes, mas suco e
extrato não devem ser utilizados por serem altamente
tóxico.
O infuso é feito com 20 g de folhas em 1 litro de
água, abafado por 10 minutos. Tome 1 colher de sopa de hora em
hora. Seu uso deve ser evitado nos pacientes de radioterapia.
MALVA
É uma planta anual, sublenhosa,
comum nas culturas de
solo arenoso e semi-arenoso,
úmidos, com caules ásperos de até
60 cm de altura, flores azuis,
amarelas ou púrpuras. É utilizada
como expectorante, emoliente,
diurético e calmante, indicada para
expulsar catarro da garganta e dos
brônquios. Além disso, previne
inflamações dentárias, dores de
dente e extrações. Mascar a raiz auxilia no rompimento dos dentes
das crianças. Boa para inflamações da bexiga, intestinos e garganta
e recomendada para picadas de insetos e irritações da pele em
geral, bastando friccionar o local com folhas frescas e limpas.
Prepara-se o infuso fervendo 20 g de malva em 1/2 litro de
água, durante 10 minutos. Tome uma xícara 3 vezes ao dia. O
decocto é obtido fervendo-se 5 g de folhas em 100 ml de água,
durante 1 minuto, deixando em infusão por 15 minutos. Tome uma
xícara 3 vezes ao dia.
Para desobstruir as fossas nasais e aliviar rinites e sinusites,
faça uma inalação usando 1 colher de sobremesa de malva e 1
colher de sopa de eucalipto em 100 ml de água fervente:
Na culinária, folhas frescas, vagens e raízes são comestíveis.
MANJERONA
Este arbusto tem caule lenhoso,
com folhas ovaladas, verde-claras e
aveludadas na parte de baixo e flores
formando um pequeno buquê em tons
de rosa, branco ou lilás. Dá-se bem em
regiões de clima subtropical e
temperado, em local ensolarado e
protegido do vento. É usada em
inalações para eliminar muco e catarro,
prevenindo a sinusite. Seu chá de
combate cólica menstrual e úlcera
estomacal. As folhas frescas e cozidas,
aplicadas localmente, desinflamam locais afetados por pancadas,
feridas e tumores.
Popularmente, por ser a erva preferida de Afrodite, a deusa do
amor, a manjerona é recomendada para fortalecer o amor, proteger a
casa e atrair pensamentos alegres. Para isso, cultive-a em seu
jardim ou em vasos, espalhados pela casa. Altas doses por longos
períodos não são recomendadas para pessoas com hipertensão
arterial. Seu consumo é contra-indicado para diabéticos.
MELISSA
Também é conhecida como erva
cidreira, cidrilha, chá de frança ou
cidreira verdadeira. Seu nome vem do
grego e significa abelha, pois esses
insetos adoram o néctar produzido por
ela. É uma planta perene, de clima
temperado para quente, de menos de
até 50 cm de altura, com folhas verdes
claras em forma de coração, cheirando
a limão. As flores são pequenas,
amarelo-claras, em fascículos que
passam ao branco e depois ao azulclaro,
enquanto secam.
A infusão de suas folhas é usada como sedativo, digestivo e
contra pressão alta e dor de cabeça. Além disso, combate gases e
cólicas intestinais, estimula a bile, facilita a menstruação, combate
gripe, herpes, cachumba e varicela. A infusão é feita com 3 g de erva
em 100 ml de água fervente, abafada por 10 minutos. Tome uma
xícara 3 vezes ao dia. A maceração é obtida com 50 g de erva em 1 l
de vinho branco, deixada tampada por 5 dias. Coe e tome um cálice
pequeno 2 vezes ao dia, antes do almoço e do jantar.
Como febrífugo, tome 1/2 xícara de chá a cada 2 horas. Nos
casos de ferimentos, aplique folhas esmagadas no local e cubra com
um pedaço de esparadrapo. Popularmente, é usada para fortalecer o
amor, em forma d elixir. Coloque ramos de melissa numa garrafa de
vinho e sirva a pessoa amada com ele. Para atrair o amor, o sucesso
e a saúde, carregue sempre consigo folhas frescas dessa erva.
Presta-se, na culinária, para temperar saladas, molhos e
bebidas. Um punhado da erva dá um gosto e um aroma todo
especial ao ponche. Para um delicioso licor, pegue dois punhados de
folhas frescas amassadas, misture com um litro de vodca, três
colheres de mel e casca ralada de um limão. Deixe em maceração
por uma semana, depois coe, engarrafe e deixe descansar por um
mês.
ORÉGANO
Muito comum por sua utilização
para dar sabor às pizzas e às saladas
de tomate, o orégano é um arbusto
perene, com até 60 cm, muito
confundido com a manjerona. É um
poderoso estimulante das funções
gástricas e biliares, sedativo, diurético,
expectorante, carminativo, emenagogo
e diaforético. Algumas folhas frescas
amassadas, aplicadas em compressas,
aliviam inflamações e dores reumáticas.
O chá morno, em bochechos, alivia a
dor de dente e combatem a inflamação de gengiva e de mucosas.
Sua infusão é recomendada para as dor de cabeça de origem
nervosa e a irritabilidade.
A decocção feita com 30 g de pontas de flores em 1 litro de
água, abafada por 10 minutos e adoçada com mel é recomendada
para os casos de asma. A infusão de 10 g de flores em 1/2 litro de
água fervente, tomada após as refeições, é usada para combater a
má digestão. Para combater a caspa, ferva 30 g de orégano em 1
litro de água durante 10 minutos, depois coe e use para enxaguar os
cabelos, após lavá-los. Como aperiente, macere por uma semana 50
g em 1 litro de vinho branco. Coe e mantenha na geladeira. Tome um
cálice antes do almoço e do jantar.
POEJO
É uma planta perene, com folhas
verde-vivas, pequenas, de cheiro
parecido com hortelã pimenta, caules
frouxos, rastejantes, lançando raízes nos
pontos em que entram em contato com o
solo. Era utilizada na antigüidade para
fazer coroas, usadas em cerimônias
religiosas. Os antigos chineses já se
valiam de suas propriedades calmantes
e antiespasmódicas. Na medicina
natural, além desses usos, atua também
como digestivo, expectorante e,
topicamente, como cicatrizante, anti-séptico, sedativo, problemas
menstruais, crises nervosas e reumatismo.
O infuso é preparado usando-se 5 g de erva em 100 ml de
água fervente, abafada por 10 minutos. Tome uma xícara após as
refeições. Como estimulante, ferva 100 g de folha em 2 litros de água
por 10 minutos. Coe, adicione 2 colheres de sal grosso e misture à
água da banheira. Tome um banho de imersão por vinte minutos. As
folhas amassadas aliviam picadas de inseto e repelem traças e
pulgas. Segundo a tradição popular, um vaso, cultivado dentro de
casa, mantém a paz e a harmonia da família, protegendo-a contra as
energias negativas.
QUEBRA-PEDRA
Conhecida também pelos nomes de
erva-pombinha, arrebenta-pedra, quebrapedra-
branca e saxifraga, é uma erva
anual, de haste ereta, fina e ramosa, com
folhas ovais pequenas e flores amareloesverdeadas.
Dela se utilizam as
sementes, as folhas, a parte aérea e as
raízes. É muito utilizada por sua ação
diurética, antibacteriana, hipoglicemiante,
antiespamódica, hepatoprotetora,
anticancerígena, litolítica, colagoga.
Indicada principalmente para a eliminação
de cálculos renais, nefrites, cistites, pielites, hepatite do tipo "B" e
hidropisia, devendo seu uso ser evitado por mulheres grávidas.
Seu infuso é preparado usando-se 10 gramas da planta em um
litro de água. Tome 1 xícara três vezes ao dia.
SABUGUEIRO
Árvore nativa da Europa, oeste da
Ásia e norte da África que se disseminou
facilmente pelo mundo todo. Seu nome é
comum a diversos arbustos que variam de
2 a 6 metros de altura, ramos lenhosos
com casca pardacenta e flores
avermelhadas ou brancas, cheirando a
amêndoas amargas. Aproveitam-se as
flores, folhas e a parte interna do caule
lenhoso, sempre previamente secos. O
uso da planta fresca deve ser evitada por
ser considerada tóxica. Segundo uma
antiga lenda, a cruz em que Cristo foi pregada era feita de madeira
de sabugueiro. A crença popular afirma que cortar o troco dessa
árvore dá azar.
Medicinalmente, seus princípios ativos fazem do sabugueiro
um diurético e um antigripal importante, além de combater a tosse, a
bronquite, o reumatismo, a artrite, a gota e a dor da ciática. Além
disso, é laxante intestinal e largamente empregado para combater
catapora, sarampo e escarlatina. A infusão é feita usando-se 10 g de
erva em 100 ml de água fervida, abafada por 10 minutos. Tome 1
xícara, 3 vezes ao dia. Para um banho curativo, use 200 g de erva
seca em 1 litro de água e misture à água da banheira. Inalações são
recomendadas para tratamento de sinusite.
SÁLVIA
A sálvia, também conhecida
como salva, erva das feiticeiras,
salva de botica, salveta e chá da
Grécia, é um arbusto rústico,
sempre verde, de até 80 cm de
altura. Suas folhas verdeacinzentadas,
manchadas de
amarelo, têm cheiro intenso e
penetrante. É considerada, desde
tempos imemoriais, como a erva da longevidade. Segundo um
provérbio chinês, quem cultiva essa planta em casa nunca
envelhece.
Para os romanos, era sagrada e sua colheita era cercada de
rituais. A crendice popular a considera proteção contra feitiços,
sendo parte do famoso e conhecido "vaso das sete ervas de
proteção". Para cultivá-la em casa e obter suas energias positivas, a
planta deve ser plantada por alguém de fora, jamais por um dos
moradores. Suas folhas, postas sob o travesseiro, transformam
sonhos em realidade.
Na medicina natural, é considerada digestiva, anti-séptica,
fungicida e antidiarréico. O chá é usado para gengivas inflamadas,
aftas, dores de garganta e problemas de mucosas, além de aliviar os
sintomas da diabetes e da menopausa. Diminui problemas de suor
excessivo, restaura energias, tonifica o fígado e serve para dores de
ovário, icterícia, depressão, tremores, vertigens e impotência sexual.
Esfregue folhas secas para picadas de insetos. O infuso é preparado
com 5 g de folha em 100 ml de água fervente, abafada por 10
minutos..
O chá é adstringente para casos de pele oleosa e escurecedor
de cabelos, além de combater a caspa e a inflamações do couro
cabeludo. Para remover tártaro e clarear os dentes, use sal marinho
e folhas esmagadas se sálvia. No dia a dia, use folhas secas entre
as roupas para afastar os insetos. Na cozinha, não deve ser
misturada com outras ervas e pode ser usada para rechear aves,
misturada com cebola. Tempera carnes gordurosas e aromatiza
vinagre e manteiga.
Há uma superstição que afirma que na casa onde um pé de
sálvia viceja é a mulher que manda. Apesar de suas inúmeras
propriedades, não deve ser utilizada por pessoas com insuficiência
renal, mulheres grávidas, menstruadas, lactantes e crianças.
SEGURELHA
Trata-se de uma das ervas aromáticas
mais antigas da humanidade, originária do
mediterrâneo e do norte da África, espalhada
no mundo pelas legiões romanas. Dela se
aproveitam as sumidades floridas, raiz ou
folhas secas. É uma planta perene, em forma
de moita baixa e densa, com folhas verdeescuras
pequenas, estreitas, agudas e
aromáticas, e flores brancas ou rosas. Atinge
até 50 cm e se desenvolve em local
ensolarado, de solo leve e rico em matéria
orgânica.
É usada para estabilizar a sede dos diabéticos e para tratar
cólicas, flatulência, tonturas e distúrbios circulatórios, podendo
também ser usada como anti-séptico, em gargarejos, carminativo,
expectorante, adstringente e estomáquico.
Seu uso mais comum é na forma de infuso. Coloque em uma
xícara 1 g de flores secas ou uma colher de chá, depois acrescente
água fervente. Deixe repousar e amornar, coe e tome uma xícara
duas vezes ao dia. Esse infuso pode ser usado também como
adstringente e anti-sépticos para pele oleosa, em vapores faciais ou
banhos. Nos casos de picada de marimbondo ou abelha, esfregar
uma folha fresca no local para aliviar a dor.
SETE SANGRIAS
A espécie brasileira de sete sangrias é uma
planta rasteira, com folhas pequenas em forma de
lança, flores miúdas, brancas ou amarelas, é
sudorífera e usada para aliviar a febre, provocar a
menstruação e como diurético. Além disso, abaixa
a pressão arterial, alivia a arteriosclerose, as
palpitações e é recomendada para estômago,
intestino e reumatismo. Auxilia no combate ao
colesterol, fortifica o coração, limpa os rins, alivia
afecções de pele e doenças venéreas.
O infuso é feito usando-se 2 colheres de
sopa da erva para 1 litro de água, abafando-se por 15 minutos.
Tomar uma xícara, três vezes ao dia. O consumo deve ser criterioso,
pois o excesso pode provocar diarréia.
TANCHAGEM
Conhecida também como
tansagem, língua de vaca, plantagem ou
tranchagem, é uma das ervas mais
usadas na Índia, existindo, no mundo,
mais de 200 espécies. Trata-se de uma
planta herbácea perene, de pequeno
porte, que contém abundante
mucilagem, potássio, cálcio, fósforo,
ferro, vitaminas e outros elementos. Na
medicina, é utilizada por suas
propriedades como depurativo, diurético,
antibacteriano e cicatrizante. Folhas
frescas maceradas são úteis contra picadas de abelhas, irritação de
pele, úlceras, queimaduras e sangramento em pequenos cortes. Em
gargarejo, é recomendável para os casos de dor e inflamação de
garganta.
Como antidiarréico, utilizar uma infusão de 5 g de erva picada
em 100 ml de água fervente, deixando abafada por 10 minutos.
Tome 3 vezes ao dia. Externamente, pode-se usar compressas do
chá em conjuntivite, terçol, irritação e outras doenças dos olhos.
Cosmeticamente, aplique folhas esmagadas sobre a acne e outros
males da pele, onde, além de combater a inflamação e cicatrizar, tem
ação tonificante.
TOMILHO
Tomilho, timo ou erva urso é
originário do Mediterrâneo. É um arbusto
perene, que raramente ultrapassa meio
metro de altura, e seu nome vem do
grego thymus, que significa "coragem" ou
"fumigar, limpar". Suas propriedades antisépticas
e de preservação eram
conhecidas e utilizadas pelos egípcios,
que a misturavam com outras ervas
quando embalsamavam suas múmias.
Entre os gregos era tido como um
símbolo de graça e de elegância. Em
Roma, era tido como símbolo de valor e os soldados se banhavam
com tomilho para ganhar coragem. Na Idade Média, as damas
bordavam ramos de tomilho em lenços para serem oferecidos a seus
cavaleiros preferidos.
Na medicina, na forma de infusão adoçada com mel, é usado
como digestivo, anti-séptico, cicatrizante, vermífugo, estimulante,
combatendo ressaca, tosse violenta, gripe forte e garganta
inflamada. A infusão é feita com 3 g da erva em 100 ml de água
fervente, abafada por 10 minutos. Tome 1 xícara três vezes ao dia.
Segundo a crença popular, um travesseiro recheado com tomilho
evita pesadelos e proporciona um sono reparador. Usado na bolsa
ou na carteira afasta maus fluidos de ambientes carregados. Durante
qualquer tratamento com o uso desta planta, o paciente deve se
abster de bebidas alcoólicas.
URUCUM
Empregada pelos índios do Brasil
para proteger a pele dos raios solares e
repelir insetos, o urucum é uma pequena
árvore de até 10 metros de altura, que
dá frutos espinhudos. Dentro desses
frutos se encontram as sementes que,
depois de secas, podem ser socadas e
transformadas em pó.
O chá das sementes tem ação
digestiva, expectorante e laxante. A
infusão das folhas atua contra bronquite,
faringite e inflamação dos olhos. O pó, além de digestivo, laxante,
expectorante, como o chá das sementes, é febrífugo, cardiotônico,
hipotensor e antibiótico, agindo como antiinflamatório nas contusões
e feridas. A tintura do urucum é usada como antídoto do veneno da
mandioca.
Como laxante, fazer uma decocção, usando 3 g em 300 ml de
água, abafada por 10 minutos. Tome uma xícara após as refeições.
A infusão é feita com 15 g de sementes em 1 litro de água fervente,
em infusão por 15 minutos. O óleo de urucum para beleza e proteção
da pele é feito com 50 g de sementes de urucum em 250 g de óleo
de amêndoas ou algodão ou soja. Misture e deixe em banho-maria
por 2 horas. Guarde num vidro e use como protetor. Como repelente
de insetos, dilua 1 colher de chá de pó em 100 ml de óleo puro ou
glicerina e espalhe pelo corpo. É preciso lembrar que essa mistura,
apesar de eficiente, poderá manchar suas roupas.
Na culinária, é usado como corante e conservante natural,
sendo conhecido como colorau e recomendado por conter cálcio,
potássio, ferro, fósforo, vitaminas A, B2 e C.

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