ÍNDICE
01.
ORIGEM DO CULTO - CRONOLOGIA
02.
NOÇÕES DE NGOLA
2.A. ENCANTAMENTOS
2.B. O NÚMERO 7
2.C. UAFU-ZA-KUIZA
2.D. NGOMBO
2.E. ALFABETO GLOZEL
03.
O CHÃO DE NGOLA
04.
LOCAIS SAGRADOS
05.
TÍTULOS HIERÁRQUICOS
06.
QUALIDADES DE JINKISI
07.
ENREDOS DE JINKISI
08.
SAUDAÇÕES NO NGOLA
09.
NGUDIA
10.
KISABA
11.
BENGUÉ
12.
SACRAMENTOS
12.A. CENTROS MAGNÉTICOS
12.B. KESO
12.C. FEITURA
12.C.I.
KIBOTHÉ - OS CENTROS MAGNÉTICOS
12.C.II. CURAS
13.
LEVANTAMENTO DE KOTA E KAMBONDO
14.
OBRIGAÇÃO DE 7 ANOS
15.
OBRIGAÇÃO DE 14 ANOS
16.
KUKUANA
17.
IPARUBÓ
18.
SAMBORO IPARUBÓ
19.
REZAS DIVERSAS (LOUVAÇÃO)
20.
CÂNTICOS DE RODA
21.
GERAL
v
DOCES
CLAROS
v
BÚZIOS
v
IDÉS
v
CANJICA
v
OBI
v
OROGBO
v
MOEDAS
CLARAS
Cortar
o melão em 6, arrumar sobre a canjica. No centro os doces.
As
metades de pêssego entre as fatias de melão. Os búzios sobre o pêssego e os idés
e moedas sobre o melão.
O
obi e orogbo (Descascado) - partir em 2 e jogar.
Deixar
num lugar alto por 6 dias
Depois
o obi e orogbo deixa secar e vira pó
As
sementes pode colocar
num saquinho atrás da porta, ou pode fazer pó.
As
frutas e o resto - numa planta
Quem
mora em casa deixa secar tudo e faz um pó.
Outro
presente geral:
v
abóbora
v
acaçás
v
canjica
v
areia
v
idés
v
búzios
v
doces
7° CAMINHO DE EBÓ - BRANCO
(Para
Iyawo - pode também usar para Lemba)
Tudo
é sacramentado com iyęfun
v
Ralar
primeiramente ou mais pedras de
iyęfun.
v
1
padê de açúcar (farinha e açúcar)
v
colocar
iyęfun
na mão direita e soprar na pessoa
v
1
padê de iyęfun
v
colocar
iyęfun
na mão direita e soprar na pessoa
v
7
legumes brancos cortados
v
colocar
iyęfun
na mão direita e soprar na pessoa
v
7
bolas de acaçá branco
v
colocar
iyęfun
na mão direita e soprar na pessoa
v
7
bolas de arroz
v
colocar
iyęfun
na mão direita e soprar na pessoa
v
doburu
v
colocar
iyęfun
na mão direita e soprar na pessoa
v
canjica
branca cozida
v
colocar
iyęfun
na mão direita e soprar na pessoa
SACRAMENTOS
DO CULTO ANGOLA
No
Culto Angola os sacramentos são sete:
v
MASSANGUÀ
- Ritual de batismo de água doce (menha) na cabeça (mutuè) do iniciado (ndumbi),
usando-se ainda o kesso (obi).
v
2.
NGUDIÀ MUTUÈ
- (Bori) - ritual de colocação de forças (kalla (Angola) = aşę
= muki (Congo)), através do sangue (menga) de pequenos
animais.
v
3.
NGUECÈ BENGUÈ KAMUTUÈ
- ritual de raspagem, vulgarmente chamado de feitura de
santo.
v
4.
NGUECÈ KAMOXI MUVU
- ritual de obrigação de 1 ano (kamoxi - dofono - 1); (muvu =
ano).
v
5.
NGUECÈ KATÀTU MUVU
- ritual de obrigação de 3 anos (nguecè = obrigação); (katàtu = 3). Nessa
ocasião faz-se o ritual de mudança de grau do santo.
v
6.
NGUECÈ KATUNU MUVU
- ritual de obrigação de 5 anos - preparação idêntica a
1 ano.
v
7.
NGUECÈ KASSAMBÀ MUVU
- ritual de obrigação de 7 anos - quando o iniciado receberá o cargo , passado na vista do público, sendo elevado ao grau de
Tata Nkisi (zelador) ou Mametu Nkisi (zeladora).
Obrigação
só para rodantes, porque kota (ekedi) e kambondo (ogã) já estão prontos na
feitura.
Em
Angola quem passa cargo são os enredos de Oxum. Isto é, não é preciso ser filho
de Oxum, mas é Oxum quem autoriza aquela pessoa a receber o
cargo.
Após
7 anos as obrigações se renovarão a cada ano, com rito de obi ou bori, conforme
o caso, repetindo-se as obrigações maiores de 7 em 7 anos para renovar, e
conservar o indivíduo forte, transformando-o em KUKALA NI NGUZU - um ser
forte.
v
KUENHA
KELÈ
- sacramento realizado 3 meses e 21 dias após a feitura (tirada de kele), quando
o santo soltará a KUZUELA = ilà.
ORDEM
DE BARCO DO CULTO ANGOLA
1°
- KAMOXI
2°
- KAIARI
3°
- KATATU
4°
- KAKUANAM
5°
- KAKATUNO
6°
- KASSAGULU
7°
- KASSAMBÀ
TÍTULOS
HIERÁRQUICOS
v
1.TATA
NKISI
- zelador
v
2.
MAMETU NKISI
- zeladora
v
3.
TATA NDENGE
- pai pequeno
v
4.
MAMETU NDENGE
- mãe pequena (há quem chame de Kota Tororò, mas não há nenhuma comprovação em
dicionário, origem desconhecida)
v
5.
TATA NGANGA LUMBIDO
- Ogã guardião das chaves da casa
v
6.
KAMBONDOS
- ogãs
v
7.
KAMBONDO KISABA
- ou TATA KISABA - ogã
responsável pelas folhas
v
8.
TATA KIVANDA
- (aşogun)
- sacrificador dos animais
v
9.
TATA MULOJI
- ogã preparador dos encantamentos com as folhas e cabaças
v
10.
TATA MAVAMBU
- ogã ou filho de santo que cuida da casa de Exu (homem. Zeladora deve ter um,
porque mulher não pode cuidar. Mulher só mexe depois que não menstrua
mais).
v
11.
MAMETU MUKAMBA
- cozinheira da casa
v
12.
MAMETU NDEMBURO
- mãe criadeira da casa (ndemburo = runko)
v
13.
KOTA
- em outras nações ekeji
Todos
os mais velhos, que já passaram de 7 anos mesmo sem dar obrigação, ou que
ficaram na casa são também chamados de Kota.
v
14.
TATA NGANGA MUZAMBÙ
- babalawo - pessoa preparada para jogar búzios
v
15.
KUTALA
- herdeiro da casa
v
16.
MONA NKISI
- filho de santo
v
MONA
MUHATU WÀ NKISI
- filha de santo (mulher)
v
MONA
DIALA WÀ NKISI
- filho de santo (homem)
v
17.
TATA NUMBI
- não rodante que trata de Baba Egun - OJE.
Geral:
Muzenza
- dança do iniciado
Uma
das modificações quando o santo muda de grau é a posição das mãos. Quando é novo
coloca as mãos do lado direito (santo homem) ou do lado esquerdo (santa mulher).
Com 3 anos coloca as mãos para trás abaixo da cintura, e depois coloac as mãos
para trás acima da cintura.
MONA
MUKI AMASE - (dijina) Mona = filho; muki = força; amase = águas
Pedir
o nome do orixá:
ORIŞA
ORUKǪ
= NZAMBI APONGO MARAE KATU MANDARA
DEKÁ
- RITUAL SÓ PARA O HERDEIRO DO TERREIRO POR OCASIÃO DE FALECIMENTO DO DONO DA
CASA.
CUIA
= KIJINGÙ = ǪDUN
EJE
v
A
ordem do Barco no Angola já foi vista.
v
ORDEM
DE BARCO NO KETU
v
Dofono
v
Dofonitinho
v
Fomo
v
Fomotinho
v
Gamo
v
Gamotinho
v
Vimo
v
Qualquer
barco só pode ser de 7. Se houver 8 iyawo, o oitavo é dofono de outro barco.
v
Rei
de Jeje - Bessém
v
Rei
de Angola - Kitembu (Tempo)
v
Rei
de Ketu - Xangô (Alafin de Oyo)
v
Ajeun
= Adonu = Ngudia
v
3
pilares de Jeje : Bessém, Ajunsun,
Saboadã.
v
Numa
casa pode ter Hangolo e Hangoloméa. O que não pode ter é do mesmo sexo.
v
Tempo
traz Obaluaiye
v
Tempo
traz os encantamentos do Angola
v
INZO
ou SENZALA (Angola) = ILE (Ketu) = ABAÇÁ ou KUE (Jeje)
v
a
- e - i - o - u não se encontra com consoantes no início de palavras. apenas se coloca para representar o
som.
v
Não
se despacha Xangô nem Oxalá de filhos mortos. Coloca-se na casa apropriada junto
aos santos dos zeladores já falecidos (igba vira igbó)
v
Quem
bola deve ser deitado de bruços com a mão esquerda na
terra para absorver energia e a mão direita para cima.
v
IFURU
ou OXOFURU - Qualidade de oxalá que pega outras cores,
não se raspa, se cultua no escuro,
à luz de velas, em local com paredes cobertas por panos
coloridos.
ESTRUTURA
FÍSICA DO BARRACÃO NO ANGOLA
O
barracão da nação Angola recebe dentro do culto o nome de INZO (nzo) (também
SENZALA) - O termo Inzo é oriundo da língua Kimbundu, no dialeto umbundu, e quer
dizer CASA ou TERREIRO.
Divide-se
em várias partes rituais e outras litúrgicas, com nomes próprios do culto
Angola, como veremos a seguir:
v
SAMBILÈ
- Espaço na casa onde se fazem os rituais públicos e danças ritualísticas, etc
(Barracão)
v
ANGOMI
DUILO
- Cumeeira
v
LAMBURU
- Chão da casa
v
INZO
PAMBUNJILA
- Casa de Exu
v
LEMBACI
- quarto destinado aos santos do zelador, junto com o santo do primeiro ogã e da
primeira ekeji.
v
KASSIMBA
- poço
v
INDEMBURO
-
runkò
v
INZO
JAWÀ
- Casa do agbo onde ficam os porrões de agbo dos filhos.
v
PAGODÒ
ou KATUJI
- banheiro (baluwé)
v
INZO
KITEMBU
- Casa de Tempo
v
INZO
YOMBETÀ
- casa dos numbes (eguns)
v
INZO
KALUNGOME
- Casa dos santos de pais de santo mortos, também Oxalá e Xangô dos filhos. (ILE
IGBOSAIN) fica situado em locais mais isolados da roça.
v
JUREMA
ou ALDEIA
- Local dos assentos dos caboclos
v
INZO
MUZAMBÚ - Quarto preparado
para o jogo de búzios.
v
INZO
KASSUBENKA ou GONZEMO
- Quarto dos assentamentos dos filhos da casa
v
PEPELE
- Local dos ngoma (atabaques).
v
NGOMA:
Conjunto dos 3 atabaques. Rum = ngoma; rumpi = ajeongoma; lé = gonguê
24.6.00
v
Moedas
para o culto têm que ter figura humana. É louvada uma figura de egun. É
energizada (antigamente se plantava no chão um cadáver (de inimigo no Angola, de
parente no complexo iorubá)
v
Xangô
deve ser alimentado no meio do barracão. Ele é também dono da cumeeira, e deve
pegar as forças de cima e de baixo.
v
Ketu
planta Tetun; Jeje, Intoto; Angola, ver na apostila (são
3)
v
Planta-se
energias ligadas ao dono da terra, Kavungo.
v
O
oxu (vulgarmente chamado adôxo) no Ketu = Kuntunda (Angola) = Afexun
(Jeje)
v
A
comida dos orixás se serve fria, porém a comida de Xangô se serve morna, e a de
Baru quente.
v
Dizer
que Xangô abandona o filho quando morre porque tem medo da morte é lenda. Xangô
não gosta de frio, por isso se afasta.
v
Só
se coloca na cumeeira Oxalá, Xangô, Oxun, Yemojá.
v
Não
se coloca santo de cabeça na cumeeira. Se por exemplo for de Xangô com Yemanjá
coloca Oxalá e Oxum. Pelo arquétipo escolhe os santos que vão para a cumeeira.
Por exemplo, se for regido pelos 4, escolhe qualidades diferentes. Pessoa de
Lemba + Danda que carrega Zazi e Kaiala, coloca uma
outra qualidade, nos caminhos de Airá (Osi e Bonã), no Angola Luango e
Luvango.
v
Angomi
Duilo é o equilíbrio com o Lamburu.
v
chão
leva as 16 favas dos orixás, e as
demais coisas. No chão comem eguns.
v
As
obrigações de chão e cumeeira devem ter uma periodicidade relativa com o
movimento da casa.
v
Entretanto
em todo dia de toque deve ser colocada pelo menos uma canjica na cumeeira. A
canjica calçada com quiabos é ótima opção (ver receitas)
v
Quando
se raspa um total de 7 filhos deve-se abrir o chão e energizar de
novo.
v
No
barracão só existe o Bara do zelador. O nosso Bara fica na nossa
casa.
v
Kassimba
- poço ritual - faz-se obrigações para Nanã no Angola.
v
O
culto a Oxumarê no poço é de Jeje.
v
Jeje
não tem Nanã.
v
Existe
uma Oxum do poço, mas ela precisa ser assentada num
poço à parte, quando for o caso.
v
O
único ogã que joga é o Agoxan
v
Logun
= Ajaunsi (Jeje)
KITEMBU
- TEMPO
v
Para
assentar Kitembu (Tempo) cava-se um buraco profundo (aprox. 1m) para enterrar o
bambu da bandeira. Quando se planta Tempo alimenta-se a terra. Tem que colocar
os elementos vitais: mel, dendê, azeite doce (óleo de algodão, de amêndoas),
água, sal, favas básicas para a casa (santo da casa, vida, prosperidade e
divina). Não se coloca Aridan, porque apodrece muito rápido e tem que ser
despachada, por isso não deve ser enterrada (se deixar Aridan bichada sem
despachar acaba com a casa).
Copar
um frango, tirar as penas e chamuscar no fogo untado com dendê (só chamuscar,
fica cru - a primeira vez tem que ver alguém fazer primeiro). Esse frango é pendurado num galho da árvore que
fica perto de Tempo (de preferência cajazeiro ou jenipapo). Ele seca, mumifica e
não apodrece se tudo for feito
direito.
v
Ao
lado do assentamento de Tempo coloca-se Ossain e
Oxumarê.
v
Amarra-se
no bambu a bandeira de tempo, de morim. A bandeira é amarrada com palha da
costa, não é costurada.
v
Amarra-se
no meio do bambu 1 ou 7 saquinhos de morim com sementes propiciatórias (milhos,
feijões, arroz)
v
No
alto do bambu amarra-se uma cebola com palha da costa (macho ou fêmea dependendo
do sexo do zelador). Dura de 3 semanas a 2 meses amarrada. Só coloca outra
quando trocar a bandeira (de longe parece uma cabaça
pequena)
v
O
bambu é untado com azeite doce ou dendê de acordo com o orixá da
casa.
v
Numa
bacia prepara-se o ibosé , que vai para o chão
escorrendo pelo bambu. O frango vai
para cima da árvore chamuscado.
v
Reza,
suspende o assentamento. Quando entra para a casa um filho de Tempo coloca-se um
otá numa tigela, dá-se a obrigação e depois coloca-se o
otá no Tempo da casa. Só vai sair dali para a casa do filho, quando for
plantar Tempo
lá.
v
Ao
plantar Tempo, costuma-se amarrar 7 tiras de morim na árvore. No osé as tiras
são retiradas e entregues na mata num balaio de pipocas, etc. Esse morim é
o encantamento junto aos Baba Egun de Tempo, é o lado Iku de Kitembu.
v
Todas
as vísceras de todas as matanças de uma casa são colocadas num lugar "ancestre".
Não se joga fora.
v
O
assentamento de Boiadeiro na Jurema, pode ser feito num
tronco, com o chapéu, um gamela redonda.
ATABAQUES
v
Todas
as vezes que o ogã da casa der obrigação, os atabaques devem ir junto.
v
Os
atabaqus são oborizados na inauguração da casa.
v
Os
laços dos atabaques significam: rum = orixá da casa; Rumpi = juntó; Lé = Oxalá
(sempre).
v
Quando
alguém dá um tombo num atabaque tem que obrigatoriamente dar um frango para ele.
v
Todas
as vezes que se trocar o couro, o velho não vai para o lixo. O de Angola fica
junto a Tempo, os demais vão para a cachoeira. É bom utilizar o couro das
matanças de obrigações feitas na casa para encourar atabaques.
v
Os
atabaques devem ser periodicamente colocados ao sol e untados com óleo de
amêndoas ou azeite doce. para
energizar.
v
Embora
dê menos trabalho, não se deve passar dendê, porque o Lé pertence a
Oxalá.
v
Quando
o ogã começa a se machucar no atabaque é porque está com problemas (sexo,
álcool, etc.)
v
O
ogã ao pegar no atabaque para bater deve passar omieró nas mãos. (Não é agbo, é
erva fresca: elevante, macaçá, etc.)
v
Era
costume colocar uma quartinha com omieró e uma bacia junto aos
atabaques.
v
No
chão do Angola estão as energias dos ancestrais (Bukulu
ou Akua Ukulu) = Baba Egun ("energias que comem a carne e devolvem os
ossos")
v
A
coluna que se coloca no meio do barracão nas casas de Jeje
representam
fisicamente a energia vital existente entre a cumeeira e o chão. Não há
necessidade, é apenas uma representação.
v
Esse
local entre a cumeeira e o chão é o melhor lugar para se dar
obrigação.
v
Excremento
de boi - elemento básico da cultura Jeje. O estrume de boi é a verdadeira folha
curtida.
v
Banho
de Karu - mel, estrume de boi, ervas, espanta qualquer egun.
v
Tata
Numbi - Tem que ser de Kaiangu, Kavungu, Se não tiver colocar alguém de Ogun ou
Oxossi, que deve ser devidamente preparado, com umbigueira, contra-egun, fazer
obrigações, limpeza etc.)
Ainda
sobre atabaques:
v
O
atabaque come com o ogã do santo a que pertence, o
alabê ou o zelador, ou na inauguração do barracão.
v
O
atabaque fica deitado com o couro para dentro do runkó, coberto de branco.
Acende-se uma vela para cada um, uma quartinha com água para cada um, comida
seca para cada um. Com a mão direita passa ibosé no
couro.
v
A
casa deve ter 2 conjuntos de atabaques preparados, para evitar surpresas
desagradáveis, se por exemplo o couro rebentar no meio
de uma cerimônia.
v
Semanalmente,
ou todas as vezes que for ser tocado acende-se uma vela embaixo do atabaque, ele
vai para o sol, recebe banho de ervas, é untado com azeite,
etc.
v
Atabaque
de Candomblé não é para tocar Umbanda, e vice versa.
v
Quebrou,
manda consertar. Não se despacha (Bairro Centenário em Caxias - conserta e
fabrica)
v
O
couro em Angola é pendurado na árvore do Tempo. Nos demais é colocado na
cachoeira
v
O
prazo mínimo sempre que se recolhe o atabaque é de 3
dias.
v
Nanã
e Oyá Onira só viram em mulher.
v
Ogiyan,
Ossain, Oxumarê e Tempo só podem ser primeiro
santo.
v
Para
Oxumarê se dá casal de gansos, ou marrecos, ou patos.
v
Cores
de Zumbá:
azul
e branco - das lagoas lodaçais de águas paradas - mais à
superfície
roxo
e branco - no meio das águas
lilás
e branco - lodo das profundezas da lagoa
pelos
movimentos: mais ágil - azul e branco, médio - roxo, mais lentas -
lilás
também
pelo conjunto: com Oxalá - azul e branco, outros orixás - roxo, com obaluaiye -
lilás.
v
Nanã
com Ogum - faz ibosé para Ogun, assenta Oxalá no meio, depois Nanã. Intercala
Oxalá para não dar problema.
MAGINAS
NKISI NGOLA
NOMES
RITUALÍSTICOS DO ANGOLA
v
EXU
MACHO:
PAMBUNJILA
FÊMEA:
MUJILO
(MAVAMBU É QUALIDADE DE MUJILO!)
v
OGUM
NKOSI ou PANZO
v
OXOSSI
NGUNZO (O RESTO SÃO
QUALIDADES)
v
OSAIN
KATENDÊ ou MENE
PANZO
v
OMOLU/OBALUAIYE
KAV'UNGU
v
OXUMARE
MACHO
HANGOL'O (BESSÉM)
FÊMEA
HANGOLOMÈA
(FREQUÉM)
v
SANGO
ZAZI ou KAMBARANGUANJI
v
(TEMPO)
KITEMBU ou KIDEMBU
v
(LOGUNEDÉ)
TELEKOMPENSU
v
OYA
KAIANGÙ
v
OXUM
DANDA ou DANDALUNDA
v
YEMOJÁ
KAIALA
v
IOBA
(OBÁ)
MINA
LUGANDO
v
YEWÁ (cobra
branca)
MINA
NGANJI
v
NANÃ
(em Jeje é masc.)
ZUMBA ou ZUMBARANDÀ
v
OXALÁ
LEMBÀ
v
IBEJI
WUNJI
v
OGIYAN
MALEMBA
CORES
DAS DIVINDADES BANTÙ
v
PAMBUNJILA
e MUJILO
PRETO, PRETO E VERMELHO,
CINZA E BRANCO.
v
NKOSI
AZUL ESCURO
v
NGUNZU
VERDE
v
KATENDÊ
VERDE E BRANCO ou ROSA E BRANCO
v
KAVUNGU
PRETO VERMELHO E BRANCO (os KATU (Jaguns) são preto e
branco)
v
HANGOL'O
PRETO E AMARELO
v
HANGOLOMÈA
AMARELO E VERMELHO ou VERDE E AMARELO (quando este santo for duplo
prevalecem as cores preto e amarelo (kele
alternado)
v
ZAZI
VERMELHO E BRANCO (os Luango e Luvango são marrom e
branco)
v
KITEMBU
MARROM, VERDE E BRANCO (podem ainda ser usadas as cores
branco, amarelo, e vermelho. A qualidade KITEMBU MAWILA só pega a cor
branca).
v
TELEKOMPENSU
VERDE (fosco) E AMARELO (cristal)
v
KAIALA
CRISTAL INCOLOR (quando for SAVACY intermediar com azul
escuro)
v
KAIANGU
VERMELHO (as 'VANJU' - cor
marrom)
v
DANDA
CRISTAL AMARELO
v
MINA
LUGANDO
CORAL (LARANJA)
v
MINA
NGANJI
CORAL E AMARELO
v
ZUMBÁ
AZUL E BRANCO (podem levar lilás ou roxo, por
idade - ver nota)
v
LEMBÁ
BRANCO LEITOSO
v
WUNJI
CORES VARIADAS
v
MALEMBÁ
BRANCO C/SEGI AZUL ESCURO (come com Ogum)
FIOS
DE CONTAS
v
BRAJÁ
OXUMARÊ, TEMPO, NANÃ, OBALUAIYE
v
RUNGEF
(RUNGEBRE)
é de Jeje somente. Recebe na cuia. Recebe na boca, e ao morrer vai na boca.
v
GUIAME
1 volta - 1 ano de santo
v
MIJELOGUM
3 voltas
v
XUMBETÁ
7 voltas
v
MERINDELOGUM
8 voltas
v
DELOGUM
16 voltas
v
TATELOGUM
21 voltas - Zelador homem
COMPRIMENTO:
4 DEDOS ABAIXO DO UMBIGO.
v
KELE
- CONFORME TAMANHO DO PESCOÇO (o espaço entre firmas ou búzios é sempre múltiplo
de 7. Só se usa na feitura e com 7 anos, a menos que a pessoa seja nova na casa.
Há keles que são diferentes (Ex. Oxumarê)
ESTÁGIOS
DE NKISI (QUALIDADES)
O
Nkisi é um só. Qualidades são estágios. Relacionam-se aos 4 elementos:
terra,
fogo, água e ar.
PAMBUNJILA
TÍTULO:
TATA MUBIKA (Pai Trabalhador) ou NGANGA NJILA (Senhor dos Caminhos)
Existem
24 linhagens de Exu macho.
QUALIDADES:
KOROBÒ
KUJANJO
KIJANJA
KUMBAKO
SINGANGARA
SIGATANA
INGUÈ
MAWÈ
APAVENAN
MAVILE
MAVAMBO
MANAKÒ
GANGAIÒ
ALUVÀ
BIOLATAN
MARABO
MALUNGU
MANAWELE
MAVILUTANGU(*)
MALAGÒ
ALUVAIÀ
TIBIRIRI
KAJA ENGANGA
MAVÙ
(*)
Encarregado de levar o padê
A
cultura Angola é diferente da Iorubá.
No Angola um orixá pode responder diferente (ex. Pessoa de
Katubelanguanje (tipo Jagun) pode responder Obaluaiê ou
Oxalá.)
MUJILO
TÍTULO:
MAMETU MUBIKA (Mãe Trabalhadora) ou YASÓBA NJILA (Mais Velha dos Caminhos ou Senhora
dos Caminhos)
Existem
4 linhagens de Exu fêmea.
QUALIDADES:
KAKURUKAIA
(ou KAKARUKAIA) JILA
MAVILE
JILA
MAVAMBO
JILA MANAKÒ
NKOSI
TÍTULO:
TATA HOXE (Pai Cavalgador)
QUALIDADES:
MUKUMBI
BIOLE
EMBAMBIE (*)
BAMBI MALÈ
MINIKONGO
TOLODE
TOLA
AMINIBU
MALEMBE
KONGO MUKONGO
ou
KAJA MUKONGO
SINAVURIE
(**)
KAMINDERE
TARAMENE
TARIULÈ
KAMBINDA
ARONDI
NKOSI MAVAMBO
(***)
NGÓ
KONSENZA
PALAXO
MUGOMESSÀ
KARIRI
(*) Os
que têm Bambi = azul anil
(**) Quer dizer
CAMINHO FELIZ, pessoas felizes.
Sinavuru = Felicidade
(***) Semelhante a Xorokê. Come com Exu.
NGUNZU
TÍTULOS:
TATA MUKONGO (Pai Caçador)
QUALIDADES:
BARANGUNANJE
BARANGUANJE
MUTALAMBÔ (*)
KITALA
MUNGONGO
SANDANGUANJE
KASSANGUANJE
TATA
KEWALA
GONGOBILA
KUTALA (*)
MUTAKALAMBO
(**)
TAWÀ MUGONGO
KABILA
MUHANGUE
(NH)
MUSSAMBURA
INDARO (***)
HINGUÈ
GANGOLA
ARIRÈ
KAIZA
TALA MUZANGUÈ
TAWAMIN
(*)
Semelhantes a Iboalama
(**) O mais velho de
todos
(***) Adora
daçar
KATENDE
TÍTULOS:
TATA KISABA - TATA NSABAS (Pai das Folhas)
QUALIDADES:
KATENDENGANGA GANGAFUN
GANGAMIN
KAMUNKEN
AMOKU
KAFILEKONGO
GANGATAMBESSI
ABUKE
MAUN
MARAGANDÚ
MARANGOMBE (*)
(*)
Todo Ogã que mexe com folhas deve assentar um Marangombe. Por isso ele se chama
Kixikarangombe.
KAVUNGU
TÍTULOS:
TATA NGOMA (Pai Senhor) ou TATA
MUXINO OXI (Pai Rei da Terra)
(AKUA
NGANGA MOXI - Senhor dono da terra)
QUALIDADES:
NSUMBU
(*)
ANGOSSARA
DUNDE SALE (**)
DUNDARÁ
(**)
MALAIZO
KINGONGO (***)
KAFUNAN
KASSUENZO
KAKAWANI
KATEN
KATULÈ*
KIMBONGO
KATUIZO(****)*
KATURA GONGUÈ *
KALELE
KATULEMBARASSIMA* SUMBUNANGUÈ
KAFUNGÈ
KATUBELANGUANGE*
KAWUNDEN
*
Os KATU - cor clara - preto e branco - têm idade -
comem com Lembá
(*)
Ligado à vida
(**)
Os que têm DUN no
nome são perigosos.
(***)
Ligado à morte como
Xapanã
(****) Izo = fogo - ligado a Pambunjila e
Kaiangu
HANGOL'O
TÍTULO:
TATA NHOKA (Pai Serpente)
QUALIDADES:
TATARA
KUNDE
ZINGALA
MALANVAIA (*)
AIYNÈ
GANGA VULÀ
KOKODÒ
(*)
ou
Maranvaia
HANGOLOMÈA
TÍTULO:
MAMETU NHOKA (Mãe Serpente)
QUALIDADES:
SIMBENGANGA
GOROMÈA (*)
JAWTÀLE
GONGOA
TUMAZA
(**)
(*) ou
Goloméa
(**) da
água
ZAZI
ou KAMBARANGUANGE
TÍTULO:
TATA KINUMINU - Pai Relâmpago
QUALIDADES:
KAMBARANGUANGE
ARÁ
ZAZI MOBONA (*) MAKUDIANDEMBU
LUANGO
(**)
LUVANGO (***)
ZAZI KINAMBO
ZAZI
MAKULE
ZAZI NGUELE
ZAZI
KIANGO
NJEREWÀ
ZAMBELE
MASSANGANGA
KARIOLÉ
MONAKAIA (****)
ZAMBARA
KATUBELANCI
(*****)
(*)
Semelhante a Baru - fica ao tempo, em local sem
cobertura
(**) Branco -
semelhante a Ayrá Osi.
(***) Vermelho - semelhante
a Ayrá Bonan
(****) seria filho de
Kaiala
(*****) Come com Kavungu
KITEMBU
TÍTULO:
TATA ZARÁ - Pai das Estações (Kitembu = Vento)
QUALIDADES:
AMURAXÓ
MAVILA
MAVULU
EKISIKO
JAMUKANGUE
MAKURA
EWÀZILE
MAWILA
LEMBURA (*)
ZALU
(**)
APOKAN (***)
OSSIN (****)
POLOKUN
(*****)
(*)
Ligado a Lemba
(**) ligado a feitiço
- encanto IMBUIM
(***) ligado a feitiço -
encanto ISSASSERIN
(****) ligado a feitiço - encanto
APAN
(*****) ligado a feitiço - encanto
EBULIN
KAIANGU
TÍTULO:
MAMETU MUJINDA - Mãe das Tempestades
QUALIDADES:
NDEMBURE
BAMBOROSSENA
INDA MATAMBA
KATAMBA
LEMBOADINAN
SINAVANJU
NSINAVULU
MAVANJU
MUIGANGÁ
KARAMOSE
(*)
GURIMAN
SIMBELE
DAMINAJO
SITAMBA
(*) Muito
quente. Pior do que Bagan.
DANDA
ou DANDALUNDA
TÍTULO:
MAMETU DIZANGA NGIJI - Mãe das lagoas e rios
Deusa
das lagoas de águas limpas.
QUALIDADES:
KISSIMBE
(*)
TERERE
DANDA SIMBE
DANDEWARÁ
DANDARA
DANDA MAIOMBE
DANDA
DABI
KAMBALASINDA (**)
MAIMBANDA (***)
JANJAQUARA
TAKUMBIRA
KUIA BEKÓ
KITA
LOMIN
KISSALUNDA
DANDA DILA
(*)
semelhante a Iya Pondá
(**) gosta muito de
dançar
(***) gosta de dançar com
Telekompensu
KAIALA
TÍTULO:
MAMETU KIMAZA - Mãe das Águas
QUALIDADES:
KAIJALA
KAIMERA
SAVACY (*)
TUNDERENAN
ABILUNDA
NAVITÉ
VANULÉ
ABITÉ
MUXEKE
KAVITÉ
SIVITE
(*)
Semelhante a Yemojá Ogunté
ZUMBÁ
ou ZUMBARANDÁ
TÍTULO:
MAMETU DIZANGA - Mãe das Lagoas
(Nos
vários níveis das águas, desde a superfície ao fundo
lodoso)
QUALIDADES:
AJAOSI
TAKULANDA
SIBUKE
KAMBALANDA
(*)
KUABÒ
KARANA
NAJETU
NASSUELE
NAJURE
BEJERUNDÀ
MAJULÈ
DIJELÚ
(I)NDUÁ
KARAIZA
ZUMBARANGUANJE(**)
ZAMBARANE
(*)
Próxima a Oxum
(**) Tem a ver com
Kavungu
Z
U M B Á
ZUMBÁ
na cultura Bantu, NANÃ na cultura Iorubá, sendo equiparada à figura da avó
africana. Sendo este nkisi anterior à idade do ferro, esta é a razão da
proibição do uso de ferro ou aço nas suas obrigações. Diz-se que ela não pode
VER ferro ou aço. Par resolver essa quizila deve haver no barracão um outro local onde se coloca mariô em toda a volta e na
porta uma quartinha com uma fava de Ogum dentro. O bicho é cortado nesse quarto,
canta-se para o bicho, não se grita o orixá. Bate o ibosé, leva para o quarto onde
está o orixá já batido. O ibosé faz-se numa bacia de ágata com água, mel, azeite
doce, acaçá, corta-se o bicho, bate-se e só depois se apresenta ao orixá.
OU:
os animais usados nas obrigações deste santo devem ser sacrificados com uma faca
de bambu (*), (ou baobá, ou concha tipo shell, chata).
A faca de bambu é denominada no culto de IGUI. Pode ser usada também
um instrumento feito da espinha central do peixe POKUINAN. Esse
instrumento é chamado IGUIMOKINAN, devido ao nome do peixe. É com essa faquinha
que se raspa a cabeça quando necessário.
Haja
vista que o uso da navalha (POKO NDEMBA = Faca de cabelo) é terminantemente
proibido no ritual de Zumbá. Também as curas. Prepara-se um pó ritualístico e
faz-se só o sinal, sem cortar. Para filhos de Zumbá e Abiku. O primeiro ejé para
o otá é das curas, mas nesse caso os otás são alimentados com a saliva (sangue
branco) (**)
Devido
à razão de seus princípios, fundamentos
e funções este santo acaba sendo temido pelas pessoas do culto, já que
dizem que espalha a morte (erradamente). ZUMBÁ é ligada saúde, mente,
estudos, menos à morte.
Suas
cores principais são o branco combinado com o roxo ou com o azul escuro,
demonstrando a situação das cores em relação às qualidades. Este santo domina as
lagoas na sua superfície e também no fundo lodoso.
Dentro
do culto do Candomblé (no runkó - ndemburo) ZUMBÁ e NKOSI não habitam o mesmo
ambiente. A junção dessas duas
forças num ambiente tem consequências desastrosas tanto para a pessoa que recebe
a obrigação como para a casa.
COMENTÁRIOS:
(*)Zumbá
e Xapanã são santos perigosos,
porque respondem na saúde.
O
mesmo tipo de faca é usado para os Xapanã (Nsumbus). Também não se usa aço nem
ferro, porque eles são anteriores à idade do ferro.
Para
Ogum a faca deve ficar envolta no morim, só se mostra na hora do corte, com a
ponta para baixo, para não chamar Ogum para a briga.
(**)
Da mesma forma, a primeira água vai
com a saliva do pai de santo, tanto no obi como no Bori.
Para
Zumbá e Iku mulher não corta, só em último caso. E deve ficar
amarrada.
Pra
Egun e Exu mulher só pode cortar se não menstruar mais. Pambunjila e Bara não
gostam de mulher. Mulher só pode cortar para exu de
Umbanda.
GERAL:
v
Para
louvar santo de Angola: PEMBELE...!
(Viva! Salve!)
Pembele
Mukongo ! Salve o Caçador!
Pembele
Muximo! Salve o Rei da Terra! e assim por diante.
v
Para
pedir o nome do santo em Jeje = VODUN RUIN
Angola
= SUNA NKISI! = Seu nome, Santo! (ver outra forma)
v
Oferecer
comida:
Jeje = ADONUM = R. VODUN
MOJURUÁ
Angola = NGUDIA ou GUDIA = R. AWETO ou GUDIAXÉ
v
Bênção
- MAKUIU ou OKUMBENJELA - R.; MAKUIU NZAMBI ou OKUMBENJELA
NZAMBI
v
Minhoca
- menor serpente
v
No
Olubajé a comida de Xangô sai da roda e vai ser colocada no
Tempo.
v
No
culto Ngola Zazi está ligado a
elementos minerais, principalmente rochas. É justiceiro, pune quem
erra.
v
Oya
Bagan - só de Jeje. "Oya ti abe mi a Gelede" - ligada a
Gelede.
v
Tempo
recebeu o título de Rei do Ngola, sendo um dos jinkisi mais importantes. As
mudanças climáticas eram muito importantes para a vida comunitária. Havia tempo
de pesca, tempo de caça, plantio, de acordo com as estações. As pessoas seguiam
o que indicava a bandeira do Tempo. O povo tornou-se
nômade.
v
KAINGU
- Este poderoso nkisi está associado ao culto aos numbis e também aos
fundamentos de carrego dos mortos. Também ao culto dos ancestrais. (Corisco -
ventos - chama do fogo)
MINA
LUGANO (OU MINA LUGANDO, OU MINA LUANGO)
OBÁ
- IYÓBA (NINFA)
TÍTULO:
KIAHELA NGÚSU - Rainha da Força
QUALIDADE:
KIAHELA
NGÚSU
MINA
AGANJI - YEWÁ
TÍTULO:
MONA LOMÉ - Filha Doce
QUALIDADE:
MONA
LOMÉ
TELEKOMPENSU
- LOGUN (IJEXÁ) - AJAUNSI (JEJE)
TÍTULO:
MONA MUCHINO - Filho do Rei
QUALIDADES:
KULOESSA
(*)
KUTOMBÉSSA (**)
MAIONGUÊ (***)
(*)
Pescador
(**)
Caçador
(***) Das
águas
LEMBA
- LEMBAENGANGA - LEMBARENGANGA
TÍTULO:
TATETU DIKUMBI (ou TATA DIKUMBI) -
Pai do Sol
QUALIDADES:
ZAMBI
APONGO
LEMBAENGANGA
LEMBÁ OU MALEMBÁ (*)
GANGA
ZUMBÁ (**) GANGA MALEMBÁ
KASSULEMBÁ
GANGA
JIOKÁ
NBIOKÁ
GANGA KAMENEMENEN
SINGANGA
EMAN
KASSUTÉ
AKRIZILÊ (***)
GANGA
BENUN
AJALUPONGO
GANGA KAZUMBÀ
LEMBA
MAFURÀ
(*)
Semelhante a Ogiyan
(**) Ligado a
Zumbá
(***) Usa
cabaça
MINA
LUGANO (OBÁ)
Ninfa,
cultuada junto a Zazi e Kaiangu.
Alimento:
amalá, acarajé, pupunha (coloca o feijão fradinho de molho, descasca, mói, cebola ralada, quiabo moído. Bate, faz bolinhos e frita
no dendê).
Come
em gamelas redondas. É o único nkisi que usa gamela redonda, os outros comem em
gamela oval.
Folhas:
de Oyá - pára-raio, erva prata, saião,
romã.
Não
tem quizila com nenhum orixá. É lenda.
Seu número é 15.
Come
quente. Mora nas matas fechadas, traz na mão uma arma de limpar algo, tipo uma
lança de madeira (da palha do coqueiro). Pode colocar um
arpão.
Outro
que usa lança de madeira de coqueiro, grande, é Jagun. Na outra mão usa
xaxará.
MINA
AGANJI (YEWÁ)
Ninfa.
Conta a lenda que só deve ser feita em virgens.
Os
pés não podem aparecer. A saia deve ser bem comprida e com uma renda cobrindo os
pés.
Não
vira em homem, só em mulher. Não usa adê. Usa torso (vermelho, branco,
ouro).
Tem
enredo com Danda e Hangol'o.
LEMBÁ
- LEMBAENGANGA - LEMBARENGANGA
É
conhecido como Tatetu Dikumbi - Pai do Sol. É cultuado ao amanhecer. Não se
corta para ele de madrugada. Pega o raiar do dia.
É
representado pelo sol, e a iniciação é feita com a pessoa virada de frente para
o nascer do sol, que o angolano diz ser a luz da
sabedoria.
Este
nkisi está ligado ao culto do sol, tendo como cores no panteon angolano o
amarelo e o branco.
Tem
muita ligação com Zumbá.
ENREDOS
DAS QUALIDADES DE JINKISI
PAMBUNJILA
KOROBÒ
PAMBUNJILA DA FOLHA. Na hora de dar a folha ao assentamento de um Bara
louva esta qualidade
KUJANJO
PAMBUNJILA LOUVADO NA MATANÇA. Antes das rezas de matança grita este
pambunjila
KIJANJA
Caminhos do bará de Kavungu / Zumbá
KUMBAKÓ
Zumbá/ Kavungu
SINGANGARA
Kaiangu / Danda
SIGATANA
Zumbá / Kavungu
INGUÉ
Danda / Ngunsu
MAWÈ
Lembá / Kaiala
APAVENAN
Lembá / Nkosi
MAVILE
Nkosi / Kitembu / Kaiala
MAVAMBO
Nkosi / Ngunsu
MANAKÒ
Katende / Ngunsu
GANGAIÒ
Katende / Ngunsu
ALUVÀ
Nkosi / Kaiangu
BIOLATAN
Nkosi / Lembá / Danda
MARABO
Zazi / Kaiangu / Mina Lugano
MALUNGU
Ngunsu / Mina Lugano
MANAWELÉ
Zazi / Mina Lugano
MAVILUTANGU(*) Recebe o
padê
MALAGÒ
Mina Aganji / Telekompensu / Lembá
ALUVAIÀ
Hangol'o / Hangoloméa
TIBIRIRI
Zazi / Hangol'o / Hangoloméa
KAJA
ENGANGA
Kaiangu
MAVÙ
Kavungu / Zumbá
v
A
nação Ngola é a única que se preocupa com os astros (fases da
lua).
v
Quando
chega uma visita importante só se dobra couro nas casas de Ketu. Ngola e Jeje
convidam a pessoa com um ritual.
KUKUANA
(OLUBAJÉ IORUBÁ) (ZANDRÓ
JEJE)
Se
vamos fazer a homenagem num dia determinado, devemos começar as rezas 7 dias
antes. (Sendo dia 16, começa dia 10).
NÃO IMPORTA A NAÇÃO, tem que completar os 7 dias.
Kavungu
responde no 7, logo ficam 9 búzios fechados. Para
resolver a quizila do 9, fazer um balaio com comidas de
Kiala, com 9 acarajés para Kaiangu.
Todos
os filhos da casa que sejam de Oluaê devem cortar para o santo no penúltimo dia
(véspera da festa). Pode ser um frango, não precisa bicho
grande.
Nos
7 dias que precedem a Kukuana todos os filhos da casa deverão ir ao orô de
Kavungu.
No
meio do barracão o zelador arria um balaio de doburu, com um buzanguê com água
ao lado. Cada pessoa da casa chega, toma banho, acende uma vela em volta do
balaio e senta em volta do balaio. Os banhos podem ser de BALAINHO ou CANA DO
BREJO ou CANELA DE VELHO ou JENIPAPO ou BARBA DE VELHO ou ABIU
ou SAPOTI (uma erva só basta, qualquer uma).
Na
Goméia e numa casa da Bahia lançou-se o costume de ir visitar 7 casas, uma por
noite, com o balaio na cabeça. Hoje não se faz mais isso.
O
zelador senta ao lado do balaio e começa a rezar para o seu santo (da casa). É
fundamental a reza de Kavungu que transcrevemos abaixo.
REZA
DE KAVUNGU:
A
FAKOTI
EWI
EWI
MANUKENUN
TATA
KAVUNGU
SINAVURUSY
KE
DEMINANGUANGE
ORO
KENUN
NGOROSSY,
EWI EWI
MANUKENUN
TATA
KAMBONDO
TATA
KAVUNGU
SINAVURUSSI
KE
DEMINANGUANGE
ORO
KENUN
(Costuma-se
cantar ERRADAMENTE:
A
faca da cotia
Ewi,
ewi manuquenu
Tatetu
Kaviungo
Sinavuruce
Ke
deminanguange
Oro
Kenun)
Após
as rezas o zelador passa doburu do cesto em todos os filhos. Cada um toma a
bênção e vai para sua casa.
No
final faz-se uma trouxa com o doburu e coloca-se junto a Kitembu até o final da
Kukuana.
No
sétimo dia, nas casas de Ngola, são feitos 2 rituais.
RITUAL
INTERNO:
O
zelador com uma pessoa de confiança faz comida pra: Pambunjila, Nkosi, Ngunsu,
Katende, ZAZI, Hangolô, Kavungu, Kitembu, Telekompensu, Lembá, Kaiangu, Danda,
Kaiala, Zumbá, Mina Lugano, Mina Aganji, Wunji.
Dentro
do ndemburo coloca um buzanguê e em volta pratinhos pequeninos com as comidas.
Amarra-se uma fita correspondente a cada nkisi no pescoço da quartinha, e
coloca-se no pratinho da comida correspondente. Pambunjila pode ser vermelho e
preto ou BRANCO.
Esse
ritual fica montado desde o dia da matança. Filho de santo não mexe.
Se
for fazer toque, com assistência, na cozinha prepara-se a comida ritual para o
povo. Deve levar tempero. Faz-se de 10 a 16 pratos. Claro que se não houver
toque faz só o ritual interno.
HAVENDO
TOQUE TEM QUE TER: (tudo temperado)
1.
Alguidar de padê
2.
feijão fradinho cozido
3.
feijão preto
4.
canjica
5.
acarajé
6.
bolas de acaçá com leite de coco, ou com cebola e
sal
7.
peixe (sem ser depele)
8.
camarão
9.
espigas de milho cozidas
10.
carne de porco (come quem puder)
11.
ovos cozidos
12.
batata
doce cozida
13.
batata baroa cozida
14.
Doburu feito na areia ou no dendê, dependendo de quem for a
casa
15.
inhame cozido
16.
amalá OU ajabó OU kadraká OU canjica com
quiabo
-
frutas em geral e flores
Os
filhos de santo entram com as comidas, tudo em alguidar número 4 para ficar mais
bonito, com um ojá estampado amarrado no alguidar. Vão formando a roda. O filho
que carrega a comida de Zazi, ao passar pela porta, sai de fininho e deposita o
alguidar em Kitembu.
As
comidas devem ser servidas em folha de mamona BRANCA. Deve ser conversado com os filhos e os santos deles a
tradição de cada casa, os filhos trazem a comida. No final, na hora d suspender,
os santos viram e levam as comidas que sobraram, formando a mesma roda, cada
santo com a comida que a pessoa trouxe.
As
rezas NGOROSSI sempre são repetidas 3 vezes, não importa a
finalidade.
NGOROSSI:
1.
PARA ARRIAR A COMIDA NO NDEMBURO:
AÊ
SAMBAN GOLÊ
KUKUANA
LELÊ
SAMBAN
GOLÊ
AÊ
SAMBANGOLÊ
KUKUANA
LELÊ
SAMBANGOLÊ
2.
NGOROSSI PARA ARRIAR AS COMIDAS NA RODA E SERVIR:
DIANDÊ
MAKULÊ
MAKULÉ
TÁLA
MULAKO
DIANDÊ
MAKULÈ
MAKULE
TÁLA
MULAKO
3.
NGOROSSI PARA LEVANTAR A KUKUANA
(COM ADJÁ)
AÊ
LAGÔ
LAGÔ
NILÈ
AÈ
LAGÒ
LAGÒ
NILÈ
A
comida retorna ao roncó ou direto a Kitembu, dependendo da facilidade do
barracão. Nada é jogado fora. Todo o resto das comidas, servidas ou não é
colocado num cesto em Kitembu. Junta-se as comidas do
roncó, as matanças, o doburu dos 7 dias. É o carrego da Kukuana, que deve ser
levado e colocado em mata limpa ou nas águas de uma
cachoeira.
(O carrego da Kukuana foi deixado junto a
Kitembu. Os demais, junto ao pé de iroko)
PARA
LEVANTAR O CARREGO
3
CANTIGAS - servem para qualquer ocasião em que se levanta
comida.
1
- A primeira cantiga encanta a comida, energiza
2
- a segunda é para despertar - bate-se levemente com a vasilha no chão 3
vezes.
3
- para levantar com a dança ritual, e ir dançando entregar. Se for, por exemplo,
de carro, ao sair do carro para entregar continua a rezar e
dançar.
PARA
ENCANTAR A COMIDA:
(Zelador abaixado, com adjá tocando, repete a reza 3
vezes).
IZA
DOBARÁ
BOSSINAN
DOÉ (^)
BOSSINAN
DAÓ (^)
BOSSINAN
DOÉ (^)
KÜE
DAO (^) RUN RUN
PARA
DESPERTAR:
MÒÒ
(^) BIOE(^)
MOBIJI
BIAMUREXÁ
PARA
LEVANTAR:
(Pode ser qualquer obrigação (bori, 7, 3, 14), a pessoa recolhida levanta e vem
junto até à porta. Obrigação de 7 coloca na
cabeça.)
Essa
reza é para qualquer comida levantada em qualquer ritual.
AÊ
JANIPÒPÒ (^)
KÉ
MI BAMBOXI
KÉ
MI BAMBOXÊ
REZAS
(3) PARA OFERECER COMIDA (NA HORA QUE ACABA DE
COZINHAR)
1.
IXÉ OIÁ TIMBÁ LARÉ ÒÒ (^)
IXÉ
OIÁ TIMBÁ LARÉ Ò (^)
2.
NKISI NI (N)GUDIA OIÁ GANGOLOMÉA (R)
NKISIS
NI (N)GUDIA OIÁ GANGOLOTÁ
(R)
3.
TALA JÁ NSI, ERÒ (^) KUOGÁ NJÉ
ERÒ
(^) KUOGÀ.
TELÚRICO
= DA TERRA TELÚRGICA = DOS
SERES CELESTIAIS
NGOLA
- veio da Mesopotâmia (Babilônia - fenícios, assírios e
camdeus) (tem origem na Lemúria e Atlântida)
Mohamed
Pasolin - fenício - viajou muito por mar, chagou a Madagascar, andou Moçambique,
Zimbabwe, Zâmbia, até Ngola e Congo. Ensinou Kasubenka
Kasubenká
= Oráculo Ngola, como o Ifá Yorubá. Jogo de Búzios.
Formou
apelejis (sacerdotes)
ENREDO
DAS QUALIDADES DE NKOSI
(TOBO
NO JEJE)
MUKUMBI
(E)
(Ligado à agricultura) - Katende
BIOLE (^)
Pambunjila / Lemba / Zazi
EMBAMBIE
Ngunsu
BAMBI
MALÈ Kaiala
MINIKONGO
Ngunsu
TOLODE
Pambunjila / Lemba
TOLA
Ngunsu
AMINIBU
Danda
MALEMBE
(qualidade antiga - quando Nkosi estava na descendente e passou nas terras de
Zumbá)
KONGO
MUKONGO ou KAJA MUKONGO
Ngunsu / Katende
SINAVURIE(^)
Ngunsu / Telekompensu / Kaiangu
KAMINDERE (^)
Kaiangu
TARAMENE(^)
Aganji / Danda
TARIULÈ
Kavungu
KAMBINDA
Kavungu
ARONDI
Pambunjila
NKOSI
MAVAMBO Pambunjila (=
Xorokê)
NGÓ(')
Hangolo / Hangoloméa
KONSENZA
Wunji
PALAXO(')
Kitembu
MUGOMESSÀ
Kitembu / Katende / Kavungu
KARIRI
Zazi / Mina Lugando
RELAÇÃO
ENTRE QUALIDADES
Zumbá
Nassuelè
Come com Lembá
Nkosi
Biolê
Come com Zazi Nguelê
Come
com Lemba Akrizilê (que usa cabaça)
Come com Pambunjila Inguè
Nkosi
Kongo Mukongo
(ou Kaja Mukongo) Come com Ngunsu Tawà Mugongo e Kitala
Mungongo
Nkosi
Mavambu
Come com Pambunjila Mavambu
Nkosi
Tariulé
Come com Kavungu Katulé
GERAL
v
Quando
se assenta Oluaê deve-se assentar Nanã; Oxum Pondá - Ogum; Ogum -
Oxossi.
v
Qualidade
de santo é um estágio daquele santo próximo ao outro.
v
Lemba
Akrizilê - usa cabaça - é perigoso - ligado a Iku - sua comida deve levar acaçá
no fundo da vasilha, e deve ser tratado com todo o
cuidado.
v
Para
arriar comida para Nkosi no barracão, o cará é sempre descascado, e sempre
colocado em pé. Na rua pode colocar com casca e deitado (para cortar demanda). É
sempre oferecido inteiro e assado. deve ficar cru por
dentro (assar ou cozinhar aprox. 10 minutos).
v
Na
comida de santo os legumes devem ser cozinhados com casca e depois descascados.
v
Quando
se usam elementos ligados à terra, batata doce, inhame,
cará, pode ser usado também o aipim. Bolinhos de aipim cozido amassado fritos no
dendê é comida de Obaluaiyê.
AKAN =
OJÁ
AKUA
UKULU =
ANCESTRAIS
BAKULU
=
ANCESTRAIS (PLANTADOS)
"AWETO"(^)
=
"OBRIGADO" - AGRADECIMENTO
APAXI
OTOZI =
FRONTE DIREITA
OTOZI
=
DIREITO
IEPE(')
=
ESQUERDO
APAXI
IEPÉ =
FRONTE ESQUERDA
ALUBOSA
=
ALOBAÇA - CEBOLA
AIÓ
=
ALHO
AKUÁ
NGANGA = BRUXO,
FEITICEIRO
BAMBI
=
FRIO
BUZANGUE
(^) =
QUARTINHA
BOTÈS
=
CHAKRAS
BATUKOTÉ
=
FESTA RITUAL
BATUKENJE(^)
= RODA DE
SANTO
BUNZI
=
COR ANIL
BENBI
=
BELDROEGA - ERVA PARA PAMBUNJILA
IMBUÁ
=
CACHORRO
MUCÁ
KUENDESSÁ =
CAMINHADOR
LUTETÈLE
(') =
CANA
DISSANGA
=
CANECA
HÀLA
(ÁLA) =
CARANGUEJO
KIHÚBA
=
(QUIHÚBA)
CARRAPATO
MUÁMBA
=
CARRETO
MACÁLA
=
CARVÃO
TUCABÚLU
=
COELHO
GUÉNDULU
=
COENTRO
GUIUGUIÁ
=
COGUMELO
QUIRIRI
=
COITO
NGÓGI
(J) =
CORDA
NBURI
=
CORDEIRO
BÍNGA
=
CORNO (CHIFRE)
NGÁNDU
=
CROCODILO
NVÚLA
=
CHUVA
MULEMBO
=
DEDO
NGULUNGÚ
=
VEADO
KAFUNDANKA
=
PÓLVORA
GINÁ
=
PIOLHO
TÚBIA
=
FOGO
KITTULÚ
=
FLOR
KITEMBU
=
VENTO
NZACHI
=
TROVÃO
KILÚ
=
SONO
NGULÚ
=
PORCO
KUFFUÁ
=
MORRER
MATENA
=
CAFÉ
MUCHITU
=
MATO
OCUTANHINHA
= LUZ
KIRIMA
=
COR LARANJA
NGANDÚ
=
LAGARTO
RITENDE
=
LAGARTIXA
DILENGUE
=
CONTRA EGUN
DENGUE
=
MINGAU
DIKELENGO
=
GARGANTA (ORIGEM DA PALAVRA KELE)
KESSO
=
DIKÉSSO = MAKÉSSO = MAKASSO = DIKASSO = OBI
MA
=
PLURAL ANGOLA
DI
=
PLURAL CONGO
DIKAJAJA
=
OBI - EM REP. CAMARÕES (SEMI-BANTUS)
DIEMBE(^)
=
POMBO
DIEMBE
DIKOLÁ =
POMBA ROLA (P/OXUM)
DIEMBE
MAVAMBO = POMBO PARA PAMBUNJILA
DIXISA
=
ESTEIRA RITUAL DE TABOA - DO PESSOAL MAIS NOVO
DIBÚLA
=
ESTEIRA RITUAL DE PALHA DE ARROZ - DOS MAIS VELHOS
DIZANGA
=
LAGOAS
DIKUMBI
=
SOL
DIALA
=
SANTO MASCULINO (OBORÓ)
DIZUNGO
=
RITUAL DE SAÍDA
DIKUTU
=
UMBIGO
DIMBA
NKISI =
OBRIGAÇÃO RECEBIDA PELO ORIXÁ DENTRO DO RONCÓ
DIKAMBELÉ
=
FESTA RITUAL COM CÂNTICOS (ORIGEM DE CANDOMBLÉ)
HÔXE
=
CAVALGADOR
HOMBO
=
CABRITO
IPARUBÓ
=
CORTE DE ANIMAIS
NZO
=
CASA
OXI
= IXI =
TERRA
IKÓ
=
ACAÇÁ
ITÁRI
=
AÇO
IBÉRÍ
=
BACIA DE ÁGATA
JAWÁ
=
ABÔ (AGBO)
KIANDÚ
=
CADEIRA
KIALÚ
=
BANQUINHO
KAXITÓ
=
PATO
KAFEJÈ
=
BOLA DE ARROZ OU ACAÇÁ DURO QUE PROTEGE O ORI, RITUAL DE
RONCÓ.
KARAMUNAN
= INHAME
CARÁ
KATUÁ
KUALUNDA =
NASCER DA LUA
KAFUÁ
KUALUNDA =
POR DA LUA
KATUÁ
DIKUMBI =
NASCER DO SOL
KAFUÁ
DIKUMBI =
POR DO SOL
KATUÁ
=
NASCER, RAIAR, DESPONTAR
KAFUÁ
=
POR-SE
v
Os
componentes da roda de santo devem girar no sentido anti-horário. Os orixás
rodam no sentido horário.
v
POMBO
ELEVA A OBRIGAÇÃO DADA A EXU. PODE SER DE QUALQUER
COR)
v
SAIÃO
- FÊMEA - FOLHA REDONDA; MACHO - FOLHA COMPRIDA. USA-SE NO ORI DE ACORDO COM O
SEXO DO ORIXÁ.
v
KAFEJÉ
- RITUAL DE RONCÓ - BOLA DE ARROZ OU ACAÇÁ DURO QUE PROTEGE O ORI (RENOVAÇÃO
SIMBÓLICA DO OXU - OXU RITUAL)
v
LEVA
NA OBRIGAÇÃO OBI (DE 2 OU 4) OU OROGBO, QUARTINHA COM ÁGUA, ARROZ, CANJICA E
KAFEJÉ. PROTEGE O ORI COM SAIÃO MACHO OU FÊMEA. TODOS OS MAIS VELHOS MASTIGAM UMA BANDA
DO OBI, COLOCA NO KAFEJÉ A MASSA MASTIGADA E O CORAÇÃO DO BICHO (POMBO OU
CONQUÉM). NO ORI COLOCA-SE SÓ A FOLHA E O KAFEJÉ EM CIMA, AMARRA-SE COM UM OJÁ.
NA MESA DO BORI BASTA TER CANJICA E ARROZ. NA MANHÃ SEGUINTE TIRA O KAFEJÉ E
COLOCA NA CANJICA. TODOS VÃO COMER UM POUCO DE ARROZ, CANJICA E BEBER UM POUCO
DA ÁGUA.
v
CASO
SEJA UMA PESSOA AINDA NÃO INICIADA, NA QUARTINHA COLOCA-SE UM OTÁ PARA A PESSOA
E O PEDAÇO DO OBI QUE SOBROU. FICA ALI PARA SEMPRE.
MÈ
MÈ MÈ
KONGO
DIMBANDÁ
TUDIÁ
(2
VEZES)
KAMBONDO
INGURA
HOMBO
KONGO
DI MBANDÁ
TUDIÁ
KESSO
(') =
OBI
KURUPIRA
=
IKODIDÉ
KUZUELA
(') =
ATO DE SOLTAR A FALA DO ORIXÁ - ILÁ (O QUE O SANTO
GRITA)
KATUJI
=
BANHEIRO
KUENHA
KELLE = QUEBRA DE KELÊ (CERIMÔNIA APÓS 3
MESES DE FEITURA)
KIJINGU
=
CUIA
KUTUNDA
=
ADOXO
KALLA
=
AXÉ, FORÇA, MUKI (Congo)
KIXIKARANGOMBI
= OGÃ.
RUNTÓ (Jeje).
KIXIKARA
=
TOCAR
NGOMBI
=
COURO DE BOI
KARAMBOLO
(^) = GALO
KILÚ
=
SONO
KALUNGOME
=
MORTO
KIAMUFUMALE
= PERFUMADO (Título de
Danda)
KIAKUTUÍMA
= PODEROSA
(Título da Oyá da Deise)
KANGULA
=
TESOURA
KUMBI
NGOMA = SOM DOS ATABAQUES, TOQUE DOS
OGÃS
KÚKU
=
AVÔ
KIRINKU
=
BATATA
KIRIRI
=
ATO SEXUAL
KIHUBA
=
CARRAPATO
KAMOXI
=
DOFONO
KAIARI
=
DOFONITINHO
KATATU
=
FOMO
KAKUANÁ
=
FOMOTINHO
KAKATUNO
=
GAMO
KASSANGULU
=
GAMOTINHO
KASSAMBÁ
=
VIMO
LUKUAKU
=
PÉS E PEITO DOS PÉS
LUKU
=
MÃOS E PALMAS DAS MÃOS
LAMBURÚ
=
CHÃO
LUTETELÉ
=
CANA
LEKRIN
=
ALECRIM
MULEMBO
=
DEDO
MUCHITU
=
MATO
MAJINA
=
NOME
DIJINA
=
O QUE SAI DO NOME (EX.: Mawila e Kissimbe = digina
Mawimbe)
MAMETU
=
MÃE
MUJINDA
=
TEMPESTADE
MAMETU
MUJINDA = TÍTULO DE KAIANGU
MUKONGO
=
CAÇADOR
MUBIKA
=
TRABALHADOR
MESU
DUÍLO =
TESTA
MUTUÈ
(^) =
CABEÇA
MUKIADIME
=
AGRICULTOR (FORTE)
MUXIMA
=
CORAÇÃO (TRIBAL)
PUMBULU
=
CORAÇÃO NO IDIOMA
MUKÍ
=
FORÇA (CONGO)
MUAGONGO
= SÉTIMA
VÉRTEBRA (também leva cura)
MAKWIU
=
BÊNÇÃO
MAKÉSSO
=
OBI
MENHA
=
ÁGUA (Angola - Kimbundu)
MAZA
=
ÁGUA (Congo - Kikongo)
MASSANGUÁ
=
BATISMO
MULÉLE
=
ALÁ (DE LEMBA)
MUKATU
=
SANTO FEMININO
MAAMBA
=
O PRÓPRIO SANTO (ASSENTAMENTO DO SANTO)
MAGANGA
=
PESSOA VIRADA - UNIÃO DA MATÉRIA + SANTO
MUNGUÁ
=
SAL
MANJULOPÒ
= AZEITE DE
DENDÊ
MAJULUNDU
= AZEITE DOCE
(AMÊNDOAS, ALGODÃO, MENOS OLIVA)
MATEMA
=
CAFÉ
MUGINHA
=
ALGODÃO
MUENHO
=
ALMA
MANDANKU
=
ARANHA
MUBANKA
=
BORBOLETA
MAVULÚ
=
VINHO
MAKANU
=
BOCA
MAKU
=
BAÇO
MAKALA
=
CARVÃO
NBURI
=
CARNEIRO
NGOGI
(J) =
CORDA
NBUÁ
=
CACHORRO
NGUNDÁ
=
BRIGA
NANACHE
=
ABACAXI
NHUKI
=
ABELHA
NKULOLÓKA
=
PADRINHO
NZAMBI
=
DEUS
NZO
=
CASA
NGANDU
=
CROCODILO
NVULA
=
CHUVA
NGULUNDU =
VEADO
NGULU
=
PORCO
NUENE
= ELE
OU ELA
NBUTU
=
NAÇÃO
NGIJI
= RIOS
OU CACHOEIRAS
NDANJI =
RAIZ
NHOKA
=
SERPENTE
NGOMA =
SENHOR (ATABAQUES = NGOMA Zazi, etc.)
NBACHI =
TARTARUGA
NDUMBI =
INICIADO
NBINDA
=
CABAÇA
NDEMBURO
=
RUNCÓ
NKISI
=
DIVINDADE (ORIXÁ, VODUN, ETC.)
NZACHI =
TROVÃO
NUMBI
=
EGUN
NTAMBI =
QUALQUER CERIMÔNIA FÚNEBRE (SIRRUM, AXEXE, ETC.)
NSABAS =
FOLHAS
OKUTAINHA =
LUZ
OTUZI
=
DIREITO
ODABÉ
DUILO=
NUCA
OKUBENJELA
= BENÇÃO
(PEDIR)
OKUBENJELA
NZAMBI =
DEUS TE ABENÇOE (OLODUMARE BUKUN RE)
ORÔLELE =
OROGBO
OKUBEZA =
ADORADOR
OXI
=
TERRA (CHÃO)
NGOMI
=
PLANETA (VISÃO GLOBAL - CÉU + TERRA)
PUMBULU =
CORAÇÃO (ÓRGÃO)
POKÓ
NDEMBA =
NAVALHA
NDEMBA =
CABELO
PAGODÔ =
KATUJI -
BANHEIRO
PUEMA
=
BOM
MUXIMA
PUEMA = BOM CORAÇÃO (PESSOA BOA)
PÉNTU
=
BERIMBAU
RITENDE =
LAGARTIXA
RIKUSSUKA =
VERMELHO
RUTA
=
ARRUDA
SAMBORO
(^) =
CANTIGA
SANJI
=
GALINHA
SUNA
= NOME
(QUALQUER NOME, NÃO É SÓ DE SANTO) EX.: ORUKÓ)
IPARUBÓ = IBOSÉ
- MATANÇA
TUBIÁ
=
FOGO
TATA
=
PAI
TARIMBA =
CAMA
TUASAKIDILA
(TUASSAKIRILA) = SEJA LOUVADO
TUASAKIDILA
NZAMBI =
DEUS SEJA LOUVADO
TUKABULU
=
COELHO
TIMO
=
GLÂNDULA ESPIRITUAL. DURA DO NASCIMENTO ATÉ AOS 7 ANOS, LOCALIZADA NO
TÓRAX (ESPINHELA CAÍDA)
UAKONGO
MUTUÉ (^) = CENTRO DA CABEÇA
UAFUZA
KUIZA = VAI E VEM DA MORTE
(ABIKU)
UAÍBA
= O MAL
(OU PESSOA MÁ)
UIKI
=
SAL
UEMBÁ =
SAL
XIMAN
=
NAVALHA (KIKONGO)
XIKILÉLA = COR
PRETA
ZARÁ
=
ESTAÇÕES CLIMÁTICAS
ZATÁLA =
ALFACE
ZUMBÁ
=
ROXO
GBERE
(^) =
CURAS
MÔNÁCONGÉ
(ê) =
PÓ SAGRADOS
NKISI
DIALA
= CURAS
MASCULINAS - INCISÕES VERTICAIS (7)
NKISI
MUHATU = CURAS
FEMININAS - INCISÕES HORIZONTAIS (8)
CURAS
- GBERÊ
A
introdução de forças de forças no corpo (kalla) é feita através dos bhotés, que
são interligados no corpo através de pequenas incisões feitas com a ximan,
sempre no sentido de cima para baixo, sempre rezando, sempre pedindo muita força
e saúde para a pessoa, colocando nos cortes pos sagrados
(monákongê).
O
ritual do OBERÊ é feito com a ximan: no centro da cabeça, no peito, nas costas,
sobre a sétima vértebra, nos braços, nos pés e sola dos pés, e em alguns casos
na língua.
Nos
nkisi diala as incisões são feitas no sentido vertical, em número de
7.
Para
os nkisi muhatu são feitas no sentido horizontal, em número de
8.
MONAKONGÊ
A
monakonge deve ser preparada em cuia de cabaça (nbinda) ou najé, em noite de lua
crescente ou nos 3 primeiros dias da lua cheia. Na preparação da monacongê é obrigatório
o manuseio masculino ou uma senhora de 80 anos ou mais (sem kiriri). Após seu
preparo receberá obrigações (deixa a cabaça na comida do nkisi da casa, junto a
um buzanguê com água durante 3 dias)
A obrigação é ligada ao santo da casa.
É
costume no Candomblé, geralmente no mês de junho, se fazer uma fogueira para
Zazi Luango, se colocando os elementos. Depois queimar tudo peneira-se as cinzas
em peneira bem fina e guarda-se para juntar quando for fazer a
monakonge.
DIZUNGU
NKISI
RITUAL
DE SAÍDA DE SANTO
Após
o período de 21 dias no ndemburu, depois de realizado o sacrifício animal, no
benguè do ndumbi, será feita a apresentação do santo no salão do barracão
(sambile).
PRIMEIRA
SAÍDA
A
primeira saída é realizada com o ndumbi vestido de branco, com calçolu e saia
comprida se for nkisi muhatu, e saiote de for nkisi diala, tendo no peito um
akan atado para a frente com laço para nkisi muhatu, e
laçarote para trás se for nkisi diala, tendo no centro da cabeça (mutuè) uma
massa cônica confeccionada com ingredientes da própria obrigação, colocando-se
no centro desta massa uma pequena pena de galinha d'angola. (O cone tem um
furinho no meio, que faz conexão com a cabeça), e um grão de areia, que
significa ser um elemento que nasce para progredir e construir outros da mesma
espécie. Esta massa cônica recebe no Ngola o nome de Kutunda. O iniciado recebe
ainda, no centro da testa, uma pena vermelha de um pássaro africano chamado
Okan, podendo ser substituída por pena vermelha de papagaio. Na cultura Bantu
esta pena recebe o nome de Kurupira (em outras nações ikó
odidé).
O
iniciado sairá todo pintado de branco, com uma tinta confeccionada com menha di
jawa e iyefun ralado. A pintura é
realizada em forma de pequenas bolinhas, usando-se para isso a pena de galinha
d'angola da primeira matança do iniciado, com a ponta cortada.
Durante
o ato da primeira saída, 4 iniciados no culto seguram um muléle (alá) branco cobrindo no salão a trajetória que o santo fará
da porta do quarto de santo até à porta de entrada do barracão, até à firma da
casa e até aos couros, retornando finalmente ao quarto de santo.
Durante
esse trajeto a mametu ndenge ou o tata ndenge do iniciado conduzirão uma dixisa
forrada, que será esticada para o iniciado deitar na mesma e bater paó (patéwó)
na porta de entrada, no centro e aos pés dos atabaques, sendo que naqueles
momentos os atabaques param de tocar para que todos os presentes ouçam o som do
paó do iniciante.
O
ato da primeira saída é feito sob a entonação da seguinte
cantiga:
É
MUZENZA MUZENZA KIOBÁ
É
MUZENZA
MUZENZA
E AÔ
É
MUZENZA MUZENZA KIOBÁ
É
MUZENZA
MUZENZA
LÊ KONGO
OBS:
A pintura da primeira saída é dedicada ao nkisi Lembá, Deus da
criação, razão porque a pintura é feita no branco, sendo que as bolinhas brancas
representam a galinha d'angola, que segundo os mitos foi o primeiro ser material
a pisar no planeta, simbolizando também este animal a própria via criada por
aquela divindade.
SEGUNDA
SAÍDA
A
segunda saída do iniciado representa a apresentação do santo, sendo dedicada a
Kutunda (oxú). Nesta saída são adicionadas ao corpo do iniciado pinturas com
outras cores. (É bom ter sempre uma
pessoa de plantão no ndemburu com um abano, para abanar o
santo toda vez que voltar).
Cores:
Pega
potinhos com menha di jawa e iyéfun e dilui as tintas.
azul
- waji
vermelho
- osun ou beterraba
amarelo
- yerosun
verde
- espinafre dá um tom muito bom.
Para
os santos da linhagem Lembá (fun) considerados essência branca, exclui-se a cor
vermelha.
Esta
saída também é realizada com a roupa branca, devendo o santo sair com uma folha
de pelegun verde em cada mão, trazendo no pescoço as contas brancas, o mokan, e
nos braços as impulsas e s senzalas com búzios. Para santo diala, 7 búzios
verticais. Para santo muhatu 8 búzios horizontais.
Nesta
segunda saída o santo simplesmente dará uma volta dentro do salão. Durante este
ato é entoada a seguinte cantiga:
MUZENZA
DI LEKONGO E AÔÔ
EÁ
EÁ EAÔ (BIS)
MUZENZA
DI LEKONGO E AÔ
TERCEIRA
SAÍDA
É
designada de DIZUNGU SUNA NKISI. Esta saída é realizada com o santo vestido com
roupa estampada (nas cores do santo). (sem kurupira, sem pintura, sem kutunda)
Este ato é a parte culminante do dizungu, pois simboliza dentro do culto o
nascimento do nkisi (o santo nasce na realidade na hora de dar o nome). Seria o
sopro vital (ofu), o momento em que o santo grita a suna no salão, pedida pelo
padrinho ou madrinha, pessoas essas escolhidas entre os visitantes da casa
considerados ilustres dignatários do culto.
O
momento que antecede a tirada do nome realiza-se dentro do quarto de santo preceitos litúrgicos de que trataremos a
seguir.
Antes
da saída para o nome é sacrificado um pombo branco (diembe) para Zambiapongo,
sobre o mutuè do iniciado, colocando-se no centro do mutuè o colar de penas do
pescoço do pombo, fixando-o no centro do mutuè (o pombo fica montado lá dentro
no assentamento de Lemba, com o peito virado para baixo).
Logo
após esse ato será confeccionada uma mistura na dilonga (fundamento para soltar
a fala do iniciado), composta de: acaçá diluído, vinho moscatel, um pouco de mel
(depende do santo), um pouco do abô da casa, um pouco do ibosé (há quem coloque
obi ralado). Pega um ovo, estala a ponta, abre uma tampinha, o santo pega o ovo,
leva à boca, bebe e bebe também o conteúdo da dilonga. Aí solta a fala. O santo
estará pronto para azuelar (falar).
Cantiga
para esta terceira saída:
BEREKETÚ,
BEREKINAN E AÔ
EÁ
EÁ EAÔ
BEREKETÚ,
BEREKINAN E AÔ
Recolhe-se
o santo.
QUARTA
SAÍDA
Recebe
o título de BATUKAJÉ ou BATUKOTÉ - é a festa - louvação com
cânticos.
Neste
ato o santo sai paramentado com as roupas apropriadas em cores de sua
preferência, que o caracterizam, e com suas ferramentas, para receber o Batukoté
(louvações).
Sai
com a zeladora, o pai ou mãe pequena, mãe criadeira e madrinha ou
padrinho.
(Padrinho
e madrinha deveriam participar de todas as obrigações, acompanhando aquele santo
dali em diante). Eles dançarão junto com o santo as cantigas em louvação ao
mesmo.
Pra
esta quarta saída escolhe-se uma das cantigas abaixo, para puxar o santo para o
salão:
1
- SAKE LAZENZA É MAWÒ
É
MAWÒ
É
FUNJEKE SAKE
SAKE
LAZENZA É MAWÒ
É
UM AGANGUÈ (Ritmo - Kongo)
2
- A È ZENZE
À
È ZENZA
MUZENZA
DE LEKONGO
UN
XAUENDÁ (ritmo Muzenza)
3
- TOTÉ TOTÉ
DI
MAIONGA
MAIONGAMBE
(^)
Esta
mesma cantiga serve para o banho
TOTÉ
TOTÉ
DI
MAIONGA
MAIONGOLE
(^)
GOLE
= ESTAR NO BANHO
GAMBE
= ESTAR NA DANÇA
MAIONGA
= BANHO OU MOVIMENTO DO CORPO
v
XAORÔ
DO INICIADO - SANTO DIALA - LADO DIREITO;
SANTO
MUHATU - LADO ESQUERDO
RETORNO
AO NDEMBURO
Depois que o nkisi é trazido para o meio do sambilê com uma das cantigas acima, são entoados os cânticos próprios de louvação àquela divindade.
Durante
o trajeto de suas danças a divindade angolana cantará os seus mitos, devidamente
acompanhada pelo séquito do responsáveis por aquele
evento.
Após
o término das louvações os símbolos de mão que durante as danças foram entregues
a pessoas ilustres presentes, são devolvidos ao santo, que fará um caminho de
retorno, dançando até o ndemburu, ao som de uma das cantigas
abaixo.
Cantigas
para o nkisi voltar ao ndemburu:
1.
(Congo) BROKOIÒ ('), BROKOIÒ (')
BROKOIÒ
(') TARUANDÁ
BROKOIÒ
('), BROKOIÒ (')
BROKOIÒ
(') TARUANDÈ (^)
2.
(Muzenza) EWÀ GANGUÈ (^), EWÀ GANGUÈ (^),
EWÀ
GANGUÈ (^),
EWÀ
GANGUÈ (^), AKAIZO (^)
EWÀ
GANGUÈ (^)
3.
(Barravento) GUIANU NZAMBI
APONGODÈ
(^)
UN
SEKESSÈ (^)
UN
SEKESSÈ (^)
UN
SEKESSÈ (^)
(A
Kitanda é no dia seguinte, após sair o urupy.)
REZA
PARA QUANDO A PESSOA BOLAR
1a.
vez) BOLÒ
BOLÒ NA KUATEZÁ (OU
KUATEZÔ)
NSUMBUÈ!
(^)(resposta)
2a.
vez) (da
segunda vez em diante)
BOLÒ,
BOLÒ NA KUATEZALA
NSUMBUÈ !
Quando
alguém bola, se não souber cuidar a pessoa pode morrer. O metabolismo se altera,
a pessoa esfria.
Durante
o acontecimento da bolação vira-se a pessoa bolada de barriga para o chão, colocando-se o braço direito para trás no chão com a
palma da mão voltada para cima, e o braço esquerdo também no chão, à frente da
cabeça, que deverá estar de lado, formando o braço um ângulo de 90° no cotovelo,
com a palma da mão voltada para baixo, cobrindo-se a pessoa com um mulèle
branco.
A
mão direita dá energia, a esquerda absorve. Faz o encontro
aiye/orun.
COMO
CARREGAR A PESSOA QUE BOLOU PARA O NDEMBURO
O
dono da casa segura a cabeça, e a pessoa será suspensa do chão por 3 vezes, por
2 ou 3 pessoas, de preferência kambonos, sendo conduzida com a cabeça à porta de
entrada, fazendo-se 3 movimentos de ida e vinda, depois ao lamburu, depois aos
couros (ngomas) e finalmente à porta do ndemburo, repetindo-se sempre os 3
movimentos de ida e vinda.
Obs.:
Se a pessoa bolada entrar no ndemburo com a cabeça à frente, indicará que a
mesma não permanecerá recolhida. Já se entrar com os pés à frente indicará
imediato recolhimento. Em Salvador, por exemplo, corta-se logo o cabelo, e já
fica recolhida.
UTILIZAÇÃO
DE CORES NA CULTURA BANTU
Existem
7 cores primitivas, que misturadas entre si formam outras cores, que são
chamadas de secundárias. Essas cores são usadas pelos jinkisi em seus
rituais.
Essas
cores são usadas em contas, roupagem dos iniciados, etc. Cores para identificar
e caracterizar, dando origem às suas espécies e qualidades.
As
cores produzem, de acordo com sua intensidade, energias diferentes, que se
refletem nos corpos físicos.
As
cores primitivas têm valores próprios, que são os
seguintes:
VERMELHO
Indica
pensamento potente, sentimento apaixonado e virilidade
física.
Atua
no sistema emocional. A debilidade desta cor é representada pelo tom
ROXO.
ALARANJADO
Mostra
gozo, sentimento alegre e saúde robusta. Atua no racional. A debilidade desta
cor indica o predomínio do AZUL CELESTE.
AMARELO
Indica
lógica, intuição, desejo de saber, sabedoria,
sensibilidade.
Atua
no sistema reprodutor. Sua debilidade assinala o predomínio do
ANIL.
Por
exemplo, uma grávida com problemas não deve usar cor anil.
VERDE
Indica
otimismo, confiança, sistema nervoso equilibrado. Atua junto ao sistema nervoso,
próximo à coluna vertebral. Na debilidade manifesta-se com o
ALARANJADO.
ANIL
Indica
pensamento concentrado, tranquilidade. Atua na cabeça, principalmente no centro
da mesma. Na debilidade desta cor predomina o AMARELO.
ROXO
Denota
misticismo, devoção, boa digestão e assimilação. Atua no plexo solar e no estômago. Na sua debilidade acentua-se o
VERMELHO.
BRANCO
Reunião
das outras 6 cores primitivas. Indica fluxo espiritual elevado, paz, sabedoria e
harmonia. Sua debilidade é o PRETO, que indica ausência de cor.
Como
é fácil de se ver, a debilidade de uma cor ressalta as
vibrações da cor que lhe é oposta, daí os temperamentos variados, as
personalidades diferentes, os caracteres, os valores morais,
etc.
Os
sete centros magnéticos chamados chakras pelos esotéricos e bhotés pelos
angolanos, vibram de maneira a produzir em sua essência cores que ressaltam suas
vibrações e as mesmas são assimiladas como um envoltório do corpo
físico.
GERAL:
v
Imãs
levantam. A posição do sol também é importante. Esses detalhes afetam a
saúde.
v
Antigamente
usava-se no roncó a moringa com água com um imã dentro, para imantar a
água.
v
No
roncó, na esteira, o local da cabeça direcionado para o nascer do sol, e ímãs
embaixo da esteira, na direção da cabeça, cobertos com folhas. Há casas antigas
onde nesse local já tem ímã plantado.
v
Para
saúde podemos usar lâmpadas, cristais, etc.)
PONTOS
ICNOGRÁFICOS - são um tipo de "pontos riscados". Cada
orixá tem um ponto icnográfico.
(Vai trazer para nós).
Esses
pontos devem ser colocados no roncó embaixo da esteira, cobertos com as
folhas.
ICNOGRAFIA
Planta
de um edifício. Arte de traçar essas plantas.
ICONOGRAFIA
Arte
de representar por meio de imagem. Conhecimento e descrição de
imagens.
JUREMA
- a fava serve para socar e colocar dentro do cachimbo. Dizem que a semente socada é
alucinógena. Serve para colocar na bebida e em atin de caboclos. Serve para
Ossain. Colocar dentro do cachimbo.
ENREDOS
DAS QUALIDADES DE NGUNSU
BARANGUNANJE
(^)
- Pambunjila - Danda
BARANGUANJE
- Zazi - Danda
MUTALAMBÒ
(^)
- Kavungu - Kitembu
KITALA
MUNGONGO (MUGONGO) - Danda - Kaiangu
SANDANGUANJE
- Zazi - Danda
KASSANGUANJE
- Zazi - Danda - Nkosi
TATA
KEWALA
- Kaiangu - Mina Aganji - Mina Lugano
GONGOBILA
- (Gongobira) - Danda - Telekompensu
KUTALA
- Hangolò - Mina Aganji - Mina Lugano - Kavungu
MUTAKALAMBO
(^)
- Kavungu - Lembá
TAWÀ
MUGONGO
- Nkosi
KABILA
- Katende
MUHANGUE
(NH) (^)
- Kaiala
MUSSAMBÚRA
- Zumbá
INDARO
(^)
- Nkosi - Zazi
HINGUÈ
(^)
- Katende - Kavungu - Zumbá
GANGOLÁ
- Lembá - Kavungu - Danda
ARIRÈ
(^)
- Zazi - Danda - Lemba
KAIZA
- Zazi - Nkosi - Danda
TALA
MUZANGUÈ (^)
- Nkosi
TAWAMIN
- Nkosi - Danda - Kaiangu
LEVANTAMENTO
DE KIXIKARANGOMBE (KAMBONDO) E KOTAS
Os
Kambondos (ou Kgombe) e as Kotas são suspensos durante uma festividade, pelo
santo da casa, que os apontará para o exercício das funções. O Kambondo será
suspenso pelos braços entrelaçados de outros Kambondos ou Zeladores presentes,
já que as Kotas são suspensas na cadeira pertencente ao santo do Tatetu ou
Mametu da casa.
O
ato de levantamento é realizado com a entoação de cantigas próprias para aquele
evento. Depois dos mesmos serem suspensos, estarão
prontos para receber a confirmação.
Na
confirmação receberão o título de acordo com as funções que passarão a exercer
na casa.
SAMBORÔ
DE LEVANTAMENTO (CANTIGAS OU REZAS
DE LEVANTAMENTO)
1.
(Kabula) KONGO MONUGANDU
MUIZANGÀ
DIMBÈ É DI KOLA
KONGO
NA MUXIMA
O
DIMBÊ DIDEÔ
R.:(bis)
OIÀ È, OIÀ È
KONGO
MONUGANDU
MUIZANGÀ
DIDEÒ
2.
È MI KAKURUKAJÈ
KAKURUKAJUÈ
OI
A MILONGA (OU MAIONGA)
SAMBORÔ
DE RECOLHIMENTO (PARA RECOLHER)
KATENDE
PÉ PÉ
MANAN
OKANDEME
É
DI KAKURUKAJE
SAMBORÔ
DIZUNGU NKISI KAMBONDO, KOTA
1.
(Kongo) KERE KERE KE
BANDA
ATOIZÁ
BANDA
KE (^) AME(^)
2.
AE(^) SENZE
AE(^)
SENZÁ
TATA
DI MAKONGO (ou KOTA, se for o caso)
UN
XAUENDÁ
SAMBORÔ PARA CONVIDAR PARA
DANÇAR (TAMBÉM SERVE PARA PEDIR SILÊNCIO)
BANDA
XAUERÁ, AÈ
BANDA
XAUERÁ DONGUÈ (^)
KOROMIM
MAWO BERERE (^)
BANDA
XAUERÁ DONGUÈ
SAMBORO
(^) PARA AGRADECIMENTO
BANDA
XAUERÁ
BANDA
XAUERÁ
AÈ
TATETU
BANDA
XAUERÁ
BANDA
XAUERÁ
AÈ
MAMETU
SAMBORO
PARA DANÇAR
1.
MAIANGO UN XAUERÀ AGO(^)
MAIANGO
UN XAUERÀ AGOLE (^)
2.
KONGO UM GANDU
ORE
RE (^)
A
cantiga que se segue serve para
saudar todos os kambondos suspensos e confirmados que estejam presentes, e
também os santos que os suspenderam.
KAMBONDO
NIBO KAODÉ (^)
OIA
KOTA MEJE KAODE (^)
COM
O NEME DE SAKE
KAMBONDO
NIBO KAODE
OIA
"NKISI" MEJE KAODE(^)
SAMBORO
DE DESPEDIDA E AGRADECIMENTO
(bis)
AI AI AI ELÒ (^)
KAMBONDO
È TATA
DA
MUXIMA AGÒ
AGO
TATETU, AGO MAMETU,
KAMBONDO
E TATA
DA
MUXIMA AGO (^)
KISABA
NKISI
(Com
o obi pergunta-se ao orixá qual a sua folha certa)
KISABA
NUMBI (FOLHAS DE EGUN)
1. AMENDOEIRA
2. ALFACE
3. AIPO
4. AVELÓS
5. QUARANA
DE LEITE
6. BAMBU
7. BELDROEGA
BRANCA
8. CRAVO
ROXO (LILÁS)
9. TAIOBA
ROXA
10.
AMOREIRA
11.
FIGUEIRA
DO INFERNO
12.
ARREBENTA
CAVALO DE ESPINHO
v
Em
qualquer festa se dá comida para Numbi
KISABA
PAMBUNJILA
1. ARREBENTA
CAVALO DE ESPINHO
2. ARRUDA
GRAÚDA (MACHO)
3. BATE
TESTA
4. BELDROEGA
ROXA
5. BRINCO
DE PRINCESA (TIPO DE PAPOULA MIÚDA)
6. PAPOULA
VERMELHA
7. PAPOULA
ROXA
8. CANSANÇÃO
ROXO
9. CARRAPATEIRA
ROXA (MAMONA ROXA)
10.
CHAPÉU
TURCO
11.
XIQUE-XIQUE
(CACTUS)
12.
CORREDEIRA
13.
FEDEGOSO
14.
FIGUEIRA
15.
GUARAREMA
(PAU D'ALHO)
16.
JURUBEBA
17.
MALVARISCO
18.
MANGUEIRA
(QUALQUER UMA)
19.
MATO
PASTO
20.
PINHÃO
ROXO
21.
RODA
DE EXU (URTIGA MANSA - SEM PELO)
22.
URTIGA
BRAVA (COM PELO)
23.
VASSOURINHA
DE RELÓGIO
24.
VASSOURINHA
PRETA
25.
FOLHA
DA FORTUNA ROXA
26.
JAMELÃO
27.
PÓ
DE MICO
v
A
fava vermelha preta pequena é de Mujilu
v
A
fava vermelha e preta maior chamada tento é de Pambunjila
KISABA
NKOSI
1. AÇOITA
CAVALO
2. AMENDOIM
3. ANGICO
(DA CASCA FAZ BEBIDA DE BOIADEIRO)
4. AROEIRA
5. BICO
DE PAPAGAIO
6. BRIO
DE ESTUDANTE (DA RAIZ SE EXTRAI TINTA AZUL COM QUE SE FABRICA
WAJI)
7. CAJAZEIRO
8. CANJERANA
9. CARQUEJA
10.
DENDEZEIRO
11.
DRACENA
VERDE (PAU D'ÁGUA - PELEGUN)
12.
ERVA
TOSTÃO
13.
ESPADA
DE OGUM
14.
OFICIAL
DE SALA
15.
EUCALIPTO
GRAÚDO (OU MACHO)
16.
HELICÔNIA
17.
JABOTICABA
18.
JAMBO
19.
JUCÁ
(PAU-FERRO)
20.
GUARABÚ
21.
PATA
DE VACA
22.
PINGO
DE LACRE
23.
PITANGA
BRANCA
24.
CANDEIA
BRANCA
25.
INHAME
BRANCO
26.
SÃO
GONÇALINHO
27.
TAIOBA
BRANCA
28.
TRANSAGEM
(PARECE UMA ALFACEZINHA, DÁ NO CHÃO)
29.
VASSOURINHA
DE IGREJA
30.
MURICI
31.
CANSANÇÃO
BRANCO
32.
MANGUEIRA
(ESPADA)
33.
LANÇA
D'OGUN
34.
PINHÃO
BRANCO
35.
CALISTÊNIO
FÊNICO
v
Na
cesta de frutas, coloca-se no meio uma manga espada. Para Kavungu um abacaxi ou
sapoti.
v
Chiclete
é feito da seiva de sapoti.
KISABA
NGUNSU
1. ACACIA
JUREMA
2. ALECRIM
DE CABOCLO
3. ALFAVACA
DO CAMPO
4. ARRUDA
MIÚDA
5. BREDO
DE SANTO ANTÔNIO
(*) (PEGA PINTO - PARECIDO COM
CARURU)
6. CAIÇARA
7. CAPIM
LIMÃO
8. ERVA
CURRALEIRA
9. DESATA
NÓ (CURA TOMBO)
10.
ERVA
MOURA (ANILEIRA)
11.
ESPINHO
CHEIROSO (*)
12.
GOIABEIRA
13.
PITANGA
(CHÁ PARA GRIPE)
14.
GROSELHA
15.
GUINÉ
PIPIU (PEQUENO)
16.
GUAXIMBA
ROSA
17.
JACUATIRÃO
18.
MANACÁ
BRANCO
19.
RABO
DE TATU
20.
MALVA
ROSA (PARA AFECÇÕES DA BOCA, GENGIVAS, NEVRALGIA)
21.
CIRTOPODIUM
(SUMARÉ)
22.
CAMBARÁ
23.
PARIPARÓBA
(CAAPEBA)
24.
ABRI
CAMINHO (COLOCA NO FERRO DE OGUN PARA ENCANTAR COM OXOSSI)
25.
LÍNGUA
DE VACA (ENROLA-SE O EFÓ DE ZUMBÁ)
26.
PATCHULI
27.
PINDOBA
28.
ARCO
DE PIPA
29.
JOÁ
30.
TIRA
TEIMA
31.
DRACENA
RAJADA
32.
BAUNILHA
33.
JIBÓIA
(*)
FOLHAS DE FUNDAMENTO - NÃO PODE
FALTAR
KISABA
KATENDE
1. AMENDOIM
(MANDOBI)
2. ANGÉLICA
(ENCANTAMENTO, BANHOS P/ PROBLEMAS AMOROSOS, DIFICULDADES)
3. ANIS
4. AROEIRA
5. BILREIRO
(JITÓ) - VERDADEIRA FOLHA DA VIDÊNCIA
6. CAFERANA
(ALUMÃ OU BOLDO LISO - LEMBÁ E KAVUNGU)
7. CAJAZEIRO
8. CAFÉ
9. CAROBINHA
DO CAMPO
10.
CELIDÔNIA
(PARA LAVAR OS OLHOS E RECEBER O JOGO)
11.
ERVA
DE PASSARINHO (EM ÁRVORE E ESPINHO NÃO SERVE, SÓ EM FRUTÍFERA).
KISABA
NKISI
KISABA
KATENDE
12.
AMENDOIM
(MANDOBI)
13.
ANGÉLICA
(ENCANTAMENTO, BANHOS P/ PROBLEMAS AMOROSOS, DIFICULDADES)
14.
ANIS
15.
AROEIRA
16.
BILREIRO
(JITÓ) - VERDADEIRA FOLHA DA VIDÊNCIA
17.
CAFERANA
(ALUMÃ OU BOLDO LISO - LEMBÁ E KAVUNGU)
18.
CAJAZEIRO
19.
CAFÉ
20.
CAROBINHA
DO CAMPO
21.
CELIDÔNIA
(PARA LAVAR OS OLHOS E RECEBER O JOGO)
22.
ERVA
DE PASSARINHO (EM ÁRVORE E ESPINHO NÃO SERVE, SÓ EM
FRUTÍFERA).
23.
ERVA
DE CABRITO
24.
ERVA
DE SANTA LUZIA (USADA PARA OS OLHOS)
25.
FOLHA
DO JUÍZO (OGBÓ)
26.
JENJIROBA (FAVA DE SANTO INÁCIO - FAVA DE
ASSENTAMENTO QUE PERTENCE A TODOS OS ORIXÁS - ENTRA NA
MASSA)
27.
FOLHA
DE FUMO (BOA PARA PUXAR FURÚNCULOS)
28.
JENIPAPO
(FOLHA SAGRADA DE KATENDE)
29.
LÁGRIMA
DE NOSSA SENHORA
30.
FOLHA
DE MOBÓ
31.
JACINTO
(NARCISO - FOLHA DE MAIOR FUNDAMENTO -AGUÉ, KATENDE, OSANYIN)
32.
PITEIRA
IMPERIAL
(FUNDAMENTO PARA ASSENTAMENTO)
33.
PELEGUN
VERDE
34.
PAU
DE COLHER
35.
OFERÉ
(UMA DAS PRINCIPAIS FOLHAS DE KATENDE)
36.
ARAÇÁ
(UMA GOIABA PEQUENINA)
37.
ABÓBORA
D'ANTA
38.
ZANGA
TEMPO (ANTÚRIO - PARA QUEDA DE CABELO
39.
CABACEIRA
NSABAS
ZAMBIRI KAVUNGU
1. ABIEIRO
(O FRUTO É O PRINCIPAL DE KAVUNGU)
2. ABOMINA
(FOLHA DO DINHEIRO)
3. AGAPANTO
LILÁS
4. ALOES
COMPRIDO (BABOSA)
5. AKOKO
MACHO
6. ARATICUM
DE AREIA (MALELEÔ)
7. BARBA
DE VELHO
8. BALAIO
DE VELHO (BALAINHO)
9. BELDROEGA
VERMELHA (NSUMBU CAMINHOS DE XAPANÃ)
10.
CAJUEIRO
11.
QUARANA
(CANEMA, ERVA LEITEIRA - SÓ SERVE PARA SACUDIMENTO. NEM
BANHOS NEM PARA BEBER. MATA)
12.
CARRAPATEIRA
BRANCA
13.
CASADIN
14.
CANELA
DE VELHO
15.
CIPÓ
CHUMBO (BOM PARA OS RINS)
16.
COTIEIRA
17.
ANDASSU
18.
DOURADINHA
DO CAMPO
19.
ERVA
DAS LAVADEIRAS (MELÃO DE SÃO CAETANO
- FAZ UMA COROA QUANDO O SANTO FICA INDO E VINDO)
20.
ESPINHEIRA
SANTA
21.
ERVA
DE BICHO
22.
JERVÃO
ROXO
23.
JENIPAPO
24.
JURUBEBA
SEM ESPINHO
25.
JABORANDI
26.
VELAME
DO CAMPO
27.
VELAME
DE BODE
28.
MANJERICÃO
ROXO
29.
MOSTARDA
30.
FEDEGOSO
DE VAGEM
31.
PANACÉIA
(AZOUGUE DE POBRE)
32.
PARIETÁRIA
VIDRO
33.
PAU
D'ALHO
34.
PICÃO
DA PRAIA
35.
PIMENTA
DE SAPO (ERVA MOURA)
36.
KITOCO
37.
SABUGUEIRO
38.
URTIGA
MAMÃO
(BANHO SÓ DO PESCOÇO PARA BAIXO)
39.
ZÍNIA
(FOLHA E FLOR)
40.
SETE
SANGRIAS (BOM PARA O CORAÇÃO)
41.
PARA
TUDO (PIFÁFIA PANICULATA - A RAIZ DÁ BOM FORTIFICANTE
MASCULINO)
42.
BROMIL
43.
SAPOTI
44.
BEM
COM DEUS
45.
(CANELA
DE VELHO TAMBÉM SERVE, MAS NÃO É DAS MAIS FORTES)
NSABAS
ZAMBIRI HANGOL'O / HANGOLOMÉA
1. ALCAPARREIRA
2. ANGELICÓ
(CIPÓ MILHOMENS)
3. PAPO
DE PERU (CASSAÚ - PARA ERISIPELA)
4. MALELEÔ
(ARATICUM)
5. AFOMAN
(ERVA DE PASSARINHO)
6. ERVA
CAVALINHA
7. ERVA
CONDESSA
8. PELEGUM
RAJADO
9. ERVA
DE SANGUE (OU SANGUE LAVOU)
10.
LÍNGUA
DE VACA
11.
CANA
DO BREJO
12.
DEDO
DE MOÇA
13.
GUACO
CHEIROSO
14.
ERVA
DAS SERPENTES (MELÃO DE SÃO CAETANO)
15.
GRAVIOLA
16.
MALVARISCO
17.
INGÁ
BRAVO
18.
CIPÓ
CABELUDO
19.
CIPÓ
CABEÇA DE PREGO
20.
CIPÓ
CRAVO
21.
CIPÓ
CABOCLO
22.
GUANDO
23.
FOLHA
DE CHUCHU
NSABAS
ZAMBIRI ZAZI
1. ALFAVACA
ROXA
2. CAFERANA
(ALUMÃ)
3. FALSO
JABORANDI (APERTA RUÃO)
4. BATIMÓ
(BARBA TIMÃO)
5. VENCE
DEMANDA (BETIS CHEIROSO - BOA PARA AXEXÊ)
6. ELEVANTE
GRAÚDO ROXO (BRANDA MUNDO)
7. PARIPARÓBA
(CAAPEBA - PARA O FÍGADO)
8. CARRAPETA
(BILREIRO - PARA VIDÊNCIA)
9. COLÔNIA
10.
ERVA
GROSSA
11.
ERVA
DE SÃO JOÃO
12.
FOLHA
DA FORTUNA BRANCA
13.
HORTELÃ
MIÚDA
14.
QUARANA
(SÓ PARA SACUDIMENTO)
15.
PAU
DE COLHER
16.
MÃE
BOA
17.
MANJERICÃO
ROXO
18.
MANJERONA
(NÃO ENTRA NO JEJE - É QUIZILA)
19.
MULUNGÚ
20.
PANACÉIA
21.
PÁRA-RAIO
22.
PAU
PEREIRA (O CHÁ TIRA PIOLHOS)
23.
URUCUM
24.
UMBAÚBA
VERMELHA
25.
TAIOBA
BRANCA
26.
NÊGA
MINA
27.
ERVA
SANTA (QUIZILA BRAVA DE EFON)
28.
MAMINHA
DE PORCA
29.
XEKERÊ
(NÃO PODE FALTAR NO ADOXU)
30.
QUEBRA
PEDRA
GERAL
v
MOBÓ,
OGBÓ, AHOHO, AKOKO - SÃO FOLHAS SAGRADAS DO CULTO AFRO
v
Babosa,
Jaborandi e Zanga-tempo são bons para o cabelo.
v
chá
de folha de amora - excelente para reposição hormonal
v
fortificante
masculino: raiz de para tudo, obi e aniz estrelado
v
2
de novembro - deve-se louvar os mortos - usar o atin
certo, da pessoa, fazer uma boa defumação (guiné, bagaço de cana, enxofre, pó de
chifre (assaféti) - defuma de
dentro para fora, com folha de saião na cabeça com um pano, ou amarrado com
contra-egun. Passa o atin, nas curas, na casa de santo passa também o fundo do
abô nas curas, passa doburu e o filho vai para casa. Usar roupa clara, suspender uma
canjica.
v
Folha
de jenipapo - serve para os filhos de Obaluaiê forrar a vasilha do
doburu
v
Andará
- fava principal de Zazi
v
Cruzwaldina
(creolina) - usada em defumador antigamente
v
pó
de ouro serve para defumar de fora para dentro; mel, açúcar, cravo sem cabeça,
mate queimado, canela, louro, cidreira
v
defumar
de dentro para fora usa-se casca de cebola, de alho.
v
a
cabeça do cravo é chamada pimenta de Exu.
v
28
de outubro - dia de S. Simão e S. Judas - Também se louva Xangô.
NSABAS
KITEMBU (Tempo - Rei de Ngola)
1. AGAPANTO
2. ALAMANDA
3. ANDASSÚ
4. COTIEIRA
5. AROEIRA
6. CAJUEIRO
7. CAJAZEIRO
8. CAPIM
XIGUI
9. AMOR
DO CAMPO
10.
COENTRO
(Para a casa de
Angola)
11.
ESPINHEIRA
SANTA
12.
GAMELEIRA
(qualquer uma, preferência a branca)
13.
JENIPAPO
(folha
ritual)
14.
JURUBEBA
SEM ESPINHO
15.
MANGUE
CEBOLA
16.
MUSGO
17.
BARBA
DE VELHO
18.
PARACARI
19.
PITEIRA
IMPERIAL
20.
PINGO
DE LACRE
21.
SABUGUEIRO
22.
TABACARANA
23.
TAPIRIRA
(FRUTA DE POMBA)
24.
TROMBETA
BRANCA
25.
MELANCIA
NSABAS
KAIANGU (OYÁ)
1. ALTÉIA
2. ASSA
PEIXE
3. ARAÇÁ
4. AKOKÔ
FÊMEA
5. BAMBU
6. BELDROEGA
VERMELHA
7. CAMBUCAZEIRO
8. CAMARÁ
(quando vemos na mata aquela extensão de árvores com flor
amarela)
9. CAMBUÍ
10.
CORDÃO
DE FRADE
11.
ESPIRRADEIRA
VERMELHA (tem flor bonita e cheirosa. É veneno, não pode por na
boca)
12.
EUCALIPTO
FÊMEA
(redondo)
13.
FLAMBOIAN
14.
FOLHA
DE FOGO
15.
GENEUNA
16.
GERÂNIO
17.
GIGOGA
VERMELHA (AGUAPÉ)
18.
ELEVANTE
ROXO
19.
DORMIDEIRA
20.
ERVA SANTA (NÊGA
MINA)
21.
LOURO
22.
MACASSÁ
23.
MANJERICÃO
ROXO
24.
MARAVILHA
( OU BONINA - VERMELHA, LILÁS, LARANJA)
25.
AMOR
AGARRADINHO (OU MIMO DE VENTO)
26.
MORANGUEIRO
27.
ROMÃ (TAMBÉM A FRUTA)
28.
PITANGA
VERMELHA
29.
PAPOULA
VERMELHA
30.
UMBAÚBA
VERMELHA
31.
PAPOULA
BRANCA
32.
ALMEIRÃO
33.
VASSOURINHA
BRANCA
34.
PELEGUN
RAJADO
35.
PARA RAIO
36.
ERVA PRATA
NSABAS
DANDALUNDA (OXUM)
1. ASSAFRÃO
(URUCUM)
2. AMOR
DO CAMPO
3. AGRIÃO
4. ALAMANDA
5. ALMEIRÃO
6. ALFAVAQUINHA
(ORIRI)
7. ALTÉIA
8. ANDUZEIRO
(ERVILHA DÁNGOLA - GUANDO)
9. ARAPOCA
BRANCA
10.
ARNICA
11.
AZEDINHA
(TREVO COM FLOR
AMARELA)
12.
CAJÁ
MIRIM (SIRIGUELA -
CAJAPRIKU)
13.
CAMARÁ
AMARELO
14.
CAMOMILA
15.
XIBATÁ
16.
CANA
FÍSTULA (OU CHUVA DE OURO)
17.
ERVA
CIDREIRA
18.
ERVA DE SANTA
LUZIA
19.
FOLHA
DA COSTA BRANCA (SAIÃO)
20.
GIGOGA
AMARELA
21.
IÚCA
22.
DOURADINHA
DO CAMPO
23.
IPÊ
AMARELO
24.
MACASSÁ
(CATINGA DE MULATA)
25.
MÃE
BOA
26.
MAL-ME-QUER
27.
MARCELA
28.
MASTRUÇO
29.
MATRICÁRIA
30.
ERVA
DE SANTA MARIA
31.
MONSENHOR
AMARELO
32.
ORIPEPÊ
33.
TINHORÃO
34.
ABEBÉ DE
OXUM
35.
JOÁ
DE CAPOTE
36.
PARIETÁRIA
37.
PATCHULI
NSABAS
KAIALA (YEMOJÁ)
1. ALTÉIA
2. ANIZ
3. ARATICUM DE
BREJO
4. ARAÇÁ
5. COLÔNIA
6. CAVALINHA
7. ERVA
DE SANTA MARIA
8. GALEATA
(ALCAPARRA)
9. GOLFO
10.
GRAVIOLA
11.
JASMIM
BRANCO
12.
JEQUITIBÁ
ROSA
13.
LÁGRIMA
DE NOSSA SENHORA
14.
MÃE
BOA
15.
MUSGO
MARINHO
16.
MESINHA
17.
ALGA MARINHA
18.
NENUFAR
19.
OLHOS
DE SANTA LUZIA
20.
PATA
DE VACA
21.
TRAPOERABA
AZUL
(MARIANINHA)
22.
UNHA
DE VACA
23.
UMBAÚBA
PRATEADA
24.
TROMBETA
v
Quando
em casa de Angola acontecem barraventos estranhos, para desmanchar feitiço,
quina o coentro, lava o ferro de Kitembu e borrifa o
barracão).
v
dá
comida a Oxum na folha de Xibatá. Encontra-se xibatá em torno
do autódromo da Barra, nos canais de Seropédica)
v
Roda
de Xangô é um ritual de ketu, do Axé Opo Afonjá, só participam pessoas com mais
de 7 anos, com obrigação feita.
v
Mulher
só usa adja. Xeré é para homem.
v
Em
casa de Xangô só segura o xeré o dono da casa ou o pai de santo
dele.
v
Mesinha
é uma erva que serve para curar impotência no início
v
Oripepê
só se usa a folha para Oxum. A flor é de Exu - Tem em volta da
Câmara dos Vereadores)
v
Balainho
- flor de Nanã, folha de Obaluaiê
v
Trapoeraba
azul serve para problemas menstruais e excesso de secreção)
v
Filha
de Oxum deve no dia do casamento tomar banho com folha de monsenhor amarelo
v
Para
encantamentos de amor nos caminhos de Kaiangu - amor agarradinho. (com frutas vermelhas picadas, perfumes,
acarajés, mel)
v
Homem
depois dos 40 deve tomar amor do campo, bloqueia a próstata, para não crescer e
dar câncer
v
Na
melancia usam-se as folhas e as sementes
v
assa
peixe cura asma que não seja crônica, como a de
criancinhas)
v
Akokô
macho tem a folha mais redonda,
fêmea tem a folha comprida
v
Akokô
pega de galho. Descasca o galho com canivete, deixa a rebarba, coloca sementes
de milho ou alpiste num algodão com água, amarra ali com um plástico. Ele
enraíza
v
Existem
diversos tipos de beldroega, chamados às vezes de 11 horas. Onze horas é uma
plantinha de folha comprida, só. As beldroegas têm a folha redondinha, e flores
de cores diversas.
v
Cambuí
é folha de fundamento de Kaiangu, usada também para confirmar
Ogã
NSABAS
TELEKOMPENSU (LOGUN)
1.
FRUTA DE
CONDE
2.
FOLHA DE
CHUCHU
3.
PELEGUM
RAJADO
4.
BARBA
TIMÃO
5.
CAMARÁ
AMARELO
6.
FOLHA DA
INDEPENDÊNCIA
7.
PARREIRA
BRANCA
8.
CAMBARÁ
AMARELO
9.
ANGICO
10.
IPÊ AMARELO
11.
JUNTA-SE UMA
FOLHA DE OXUM E OUTRA DE OXOSSI.
NSABAS MINA
LUGANO (OBÁ)
1.
RABO DE
GALO
2.
NA FALTA JUNTA-SE FOLHAS DE KAIANGU E ZAZI
NSABAS MINA
AGANJU (YEWÁ)
1.
OLHOS DE SANTA
LÚCIA
2.
PODE TAMBÉM
JUNTAR FOLHAS DE DANDA E
KAIALA
NSABAS
ZUMBÁ
1.
AGAPANTO
LILÁS
2.
ALFAVACA
ROXA
3.
ASSA PEIXE
ROXO
4.
AVENCA
5.
CIPRESTE
6.
ERVA
CIDREIRA
7.
ERVA
MACAÉ
8.
LÁGRIMAS DE
NOSSA SENHORA
9.
MACASSÁ
10.
MANACÁ
ROXO
11.
LÍNGUA DE VACA
COMPRIDA
12.
ANGELIM AMARGO
(MORCEGUEIRA)
13.
QUARESMA
14.
ORELHA DE
LEBRE
15.
UNHA DE
VACA
16.
CASUARINA
17.
TAIOBA
ROXA
18.
MOSTARDA
19.
SABUGUEIRO
20.
ABACATEIRO
21.
JITIRAMA
22.
TRAPOERABA
VERMELH
23.
GIGOGA
VERMELHA
24.
CIPÓ
CHUMBO
Primeiro
colocar numa praça limpa presente para Iku. Se tiver barracão coloca atrás do
portão.
- folhas de
alface - no meio feijão fradinho cozido.
Para
Oworin:
·
11 búzios
abertos
·
11
moedas
·
11 acaçá ou
bolas de canjica
·
1/2 kg feijão
fradinho cozido
·
1 obi
rosa
·
flores
brancas
·
1
vela
·
quartinha com
água
Coloca o
feijão na tigela (forrada com louro, etc.)
as bolas em
cima.
Os búzios
abertos nas bolas
as moedas
idem
Jogar para os
4 caminhos de Odu da cabeça, para ver quem recebeu o
presente.
Deixa 3 dias e
coloca em praça ou outro local bem limpo
Se não tiver
obi pode usar cebola.
·
A língua de
vaca é a folha em que se enrola o efó de Nanã.
·
PARA PROCURAR
NA WEB:
MBUNDU
MUSELE
OLUÑANEKA
KWAÑAMA
KIMBUNDU
OMUMBWI
TCHOKWE
LWENA
TYINGANGELA
KIKONGO
OLORI - Dono
da cabeça
EMI - Nosso eu
(HÁLITO) Tudo passa pelo emi e a saliva.
IPORI - Fonte
geradora de energia de cada ser
SALIVA -
SANGUE BRANCO
Tudo que se
faz no ori reza-se, fala-se alguma coisa.
NSABAS
LEMBA
1.
ALECRIM DE
CABOCLO
2.
ALECRIM DE
HORTA
3.
ALECRIM DO
MATO
4.
ALECRIM DO
CAMPO
5.
ALECRIM DO
NORTE
6.
ALFAVACA
BRANCA
7.
ALFAZEMA
8.
ALGODOEIRO
9.
ANIZ
ESTRELADO
10.
BARBA DE VELHO
(TB JAGUM)
11.
BAUNILHA
12.
TAPETE
(BOLDO)
13.
CAAPEBA
14.
CAMOMILA
15.
COLÔNIA
16.
CARNAÚBA
17.
CHAPÉU DE
COURO
18.
CINCO FOLHAS
(CINCO CHAGAS)
19.
ESPIRRADEIRA
BRANCA
20.
ESPINHEIRA
SANTA
21.
FOLHA DA COSTA
(SAIÃO)
22.
GIRASSOL
23.
HORTELÃ DA
HORTA (HORTELÃ MIÚDA PARA CULINÁRIA)
24.
JASMIM
BRANCO
25.
ELEVANTA
BRANCO
26.
LÍRIO DO
BREJO
27.
MANJERICÃO
BRANCO
28.
MALVA CHEIROSA
29.
MANJERONA
30.
NEVE
BRANCA
31.
PATCHULI
32.
POEJO
33.
TAMARINDEIRO
34.
MONSENHOR
BRANCO
35.
ERVA CIDREIRA
(CAPIM LIMÃO - CAPIM SANTO)
36.
DAMA DA NOITE
(FOLHA MIÚDA)
NSABAS
WUNJI
1.
ANIZ
DOCE
2.
EUCALIPTO
MIÚDO
3.
GUACO
CHEIROSO
4.
LARANJEIRA
(TODAS)
5.
MAL-ME-QUER
6.
JASMIM DE CABO
(TODAS AS CORES)
7.
MARACUJÁ
8.
PALMA
BRANCA
9.
ERVA
DOCE
10.
MACAÇÁ
FOLHAS DE
ORI
1.
EUCALIPTO
2.
ELEVANTE
3.
POEJO
4.
BOLDO
5.
ALGODÃO
6.
MANJERICÃO
7.
MACAÇÁ
8.
SAIÃO
9.
TODAS AS DE
OXALÁ E YEMOJÁ
Ø
A alfazema não
deve ser usada por pessoas de santo diala.
Ø
Mulher de
santo diala esfria com alfazema
Ø
chama homem para
mulher de santo muhatu
Ø
saião cobre
qualquer orixá
Ø
A malva
cheirosa é usada para dor de dente
Ø
A manjerona é
quizila de Jeje
Ø
caroço do
tamarindeiro seco e triturado é um pó de fundamento de
Oxalá
Ø
A Dama da
Noite de folha miúda é boa para banhos de encantamento no caminho de
Oxalá
SAMBORÔ
IPARUBÓ
REZAS
(CANTIGAS) PARA SACRIFÍCIO
SACRIFÍCIO -
quinar ervas, dar ossé, matança, etc.
1. SAMBORÔ
PARA TEMPERAR OS BENGUÈ (ASSENTAMENTOS)
Usa-se:
sal - dendê - mel
- acaçá - bebidas - água
Quando usar os
elementos que não sejam a água:
'AKÜETU
SAMBANGOLA
SARARANDU
AKÜETU SAMBE (^)!"
Quando for a
água (menha), põe-se na boca e vai da boca para o assentamento.
"MANGA
SALE(^)! MANGA SALE (^)!
MAMANGUERÓ,
MAMANGUELÓ
MANGÀSALE
(^)!
R: SALE,
SALE
MAMANGUERO,
MAMANGUELO"
Quando for
água pega a quartinha da obrigação, põe água na boca.
Água é
imprescindível a qualquer assentamento. O elemento vital água entra em tudo.
Pode colocar um pouquinho de agbo na água.
O otá passa-se nas
curas.
Quinar - cada
um deve quinar suas ervas. Junta a energia, o suor da mão, com o sangue verde.
Sangue branco
humano - saliva. Por isso se põe a água na boca e joga-se no
assentamento.
Para tudo que
cuia de exu coloca-se atare na boca
2. SAMBORÔ
PARA LAVAR OS BICHOS
·
Coloca uma
vasilha de barro (oberó) ou ágata (ibéri) com água e um pouco de sal (para tirar
o carrego), uma vela e um copo com água.
·
Começa a lavar
os pés, a cabeça, o peito, as costas e o rabo.
·
Só segura e
lava os bichos pessoa de santo muhatu.
·
A água é
jogada logo na rua.
REZA:
"ARUE(^) SALE
(^) MANO SAMBÁNGOLÈ (^) (BIS)
PERERE (^)
KOMASA DONI PAÒ! (BIS)"
Quando o bicho morre antes da
matança colocar 1 acaçá embaixo de cada pata, ou de cada asa, passa na porta de
exu, bate, para poder sair.
3. REZA PARA
ENFEITAR OS BENGUÈ DE PAMBUNJILA
COM BICHOS DE
PENAS(TAMBÉM OS CATIÇOS)
Já depois de
mortos.
'PAGONAN,
PAGONAN, ZAMBE (^)
R: PAGONAN,
PAGONAN, INAN
'PAGONAN,
PAGONAN, ZAMBE (^)
R:
PAGONAN"
Antes da
matança os ferros são limpos, passado dendê, depois da matança
são enfeitados com penas.
4. REZA PARA ENFEITAR OS BENGUÈ DOS OUTROS
JINKISI
COM BICHOS DE
PENAS
"ORONI
POPO
ORONI POPO (^)
KUABÒ (alto) (')
ORONI POPO
KUAJÉ (baixo)
ORONI
POPO"
SAMBORO (^)
IPARUBO (‘) HOMBO
MÈ, MÈ,
MÈ
KONGO DI
MBANDA TUDIÀ (BIS)
KAMBONDO NGURA
HOMBO
KONGO DI
MBANDA TUDIÀ
MÈ, MÈ,
MÈ
KONGO DI
MBANDA TUDIÀ (BIS)
LAMBARANGUANGE,
TATETU, MAMETU
KONGO DI
MBANDA TUDIÀ
OUTRO SAMBORO
IPARUBA HOMBO
ESPECÍFICA
PARA A LINHAGEM FUN (LEMBA, KAIALA, DANDA)
SÓ SERVE PARA
HOMBOS BRANCOS
SÓ USADA PELOS
MAIS VELHOS
TATA KAMBONDO
ODÁ MBURO
MÈ, MÈ,
MÈ
KONGO DI
MBANDA TUNDIRÀ (BIS)
TATA KAMBONDO
ODA LUMBO A NZAMBI
O ato de
sacrificar o cabrito requer seriedade e conhecimento. Usa-se uma corda nova
Corta mas não
solta a cabeça. Quando morre segura
a cabeça e corta na vértebra certa.
Aí é outra reza:
SAMBORO PARA
RETIRADA DO MUTUE DE BICHOS DE 4 PATAS
KONGO DI
MBANDA Ò, RÈ(^),RÈ(^).
Nas obrigações
de feitura, 7, 14, etc. dá a cabeça na mão do santo para ele fazer o que
deve.
A cabeça do
bicho deve ser separada pela terceira vértebra, retirando-se a carne que envolve
a mesma com a faca. Em seguida corta-se e libera a cabeça.
Com a cabeça
na mão oferece ao santo, rezando.
SAMBORÔ PARA
OFERECIMENTO DO MUTUÈ AO NKISI
(ESTA REZA
SERVE PARA QUANDO O SANTO BEBE SEJA LÁ O QUE FOR, ÁGUA,
ETC.)
E(^), MONÁ
GAMBELE (^)
KURIÀ KURIADÒ
(^)
SAMBORO PARA
RETIRADA DE PATAS, RABO, PELE COM PELOS, ETC.
ERAN LÉKE
LÉKE,
NKISI
LEKEWÒ!
Ø
corta-se as patas
nas articulações dos joelhos (nas juntas. não pode quebrar osso), na seguinte
ordem:
1. pata dianteira direita
2. pata traseira esquerda
3. pata dianteira esquerda
4. pata traseira direita
Ø
Em seguida o
rabo.
Ø
A pele com
pelos que será colada nos benguè. Os pelos retirados são fundamentos.
Ø
Por último o
escroto ou a mama.
Ø
Na ocasião em
que se abre o animal retira-se inteira uma pele branca e
transparente que recobre o estômago e o intestino do bicho, pele essa
popularmente chamada de bandeira, céu, alma ou renda, que deverá ser colocada
aberta sobre o assentamento que recebeu a matança.
SAMBORO
IPARUBÒ KARAMBÒLO
Tem 3
estágios:
1. Para
retirar as penas do pescoço com pokó. Não se corta. Rezar 3 vezes no
mínimo.
POKOIÒ (') MI
KABANDO (^)
DENDE(^)
BURU NANGUÈ (^)
2. Para o
primeiro corte. Deixa a faca, escorre o sangue pela faca,
direciona
KARAMBOLO (^)
BATÚLA SANJI
NZAMBI EUÁ
TORORO(^)
3. Para
aprofundar o corte, até acabar
KARAMBOLO(^)
JANJÀ INGUÈ
JÁ MUTUÈ
OIA TOKOROTOKO
SAMBORO
IPARUBÒ SANJI
1. Para
qualquer bicho de pena, para limpar as penas do pescoço
POKOIÒ MI
KABANDÒ
DENDÈ BURU
NANGUÈ
2. Corta e
libera a cabeça na mesma reza
BATULA
LA SANJI
BATULA
IÈ (DI)
SANJI
BATULA
SAMBORO
IPARUBÒ KONKÉM (KOKÉM)
Ø
Tem que
preparar o bicho. Tem que tapar os olhos com 2 folhas da costa e enrolar o bicho
no ojá branco
Ø
Proibido o uso
de faca
Ø
Pegou em
konkém tem que fazer culto à terra.
Ø
Primeiro
sangue - perigoso - vai para a terra (desperta a ancestralidade, a menga alimenta)
Ø
Tem que fazer
ibosé - água, ikó, mel, azeite doce ou dendê, batido por pessoa de santo
fêmea
Ø
Mulher não
deve copar, por causa da dureza da força do pescoço do
bicho
Ø
Fica molhando
o pescoço no ibosé
1. Preparação
para colocar as folhas e envolver no atacã
DIAN
IAN
ETÚ
KONKEM
2. Para verter
a menga para a ancestralidade e
benguès
NKISI
GUDIÁ
GUDIÁ
KONKEM
3. Ibosé em
tigela ou vasilha com menha fresca, majudidum, uemba ou uiki, ikó. Há situações
em que se coloca vinu,
DILONGA TARA
JINJIN
AZUN
KERERE
DILONGA TARA
JINJIN
KERE,
KERE
Numa obrigação
grande, tocar as curas da pessoa, em ordem, com o pescoço da
konkém.
Angola fêmea -
(tô fraco) - testa, nuca, fronte direita, fronte esquerda, tórax, coração,
sétima vértebra, sola dos pés.
Angola macho
(grita, não fala tô fraco) - peito, sola do pé direito, e o resto é igual.
konkém -
rajadinha
etu -
branca
dassá - muito
velha
SAMBORO
IPARUBÒ KAXITÓ
1. Prepara o
pescoço cantando 3 vezes
POKOIO MI
KABANDO
DENDE BURU
NANGUE
2.
DILONGA TARA JINJIN
DIUM
KAXITÓ!
DILONGA TARA
JINJIN
DIUM
KAXITÓ!
Ø
Algumas casas
fazem culto à terra ao copar pato para determinadas qualidades de
Obaluaiê.
Ø
A pele do pé
do pato, entre os dedos, é quizila e tem que ser cortada.
SAMBORO PARA
CULTO À TERRA
KURUPA
UN ABEREWÈ
È UN
ABERERÉ
(BIS)
SAMBORO
IPARUBO NBACHI (CÁGADO)
Ø
Só seguram o
bicho pessoas feitas, de preferência ogãs.
Ø
Não pode ter
risos nem brincadeiras
Ø
Puxa o pescoço
com o laço de palha da costa
Ø
Segura o bicho
coloca o laço em posição, reza batendo no casco com o facão.
Ø
Quando ele põe
o pescoço para fora, laça e puxa para a
frente.
Ø
Corta em cima
dos assentamentos e otás.
Ø
O certo seria
faca de pedra. Pedra é fundamento de Zazi. (Ardósia)
Ø
Usando pokó
comum, passar mel na lâmina.
Ø
Cortou hoje,
só depois de 7 anos.
Ø
Só se corta
para obrigação de 7 anos em diante.
Ø
Mulher não
deve cortar. Deve preparar um ogã.
Reza para
preparar o pescoço:
POKOIO MI
KABANDO
DENDE BURU
NANGUE
(3 vezes no
mínimo)
Reza para
cortar:
È MANO
GANGÁ KEWAZILE(^)
EMBAKASSE
(^)
O sacrifício
para este animal oferecido a Zazi só pode ser feito ao amanhecer, nas primeiras
horas da claridade. Jamais poderá ser cortado à noite. Oxalá, Zazi e Oguiã só
estão ali ao amanhecer.
O animal
deverá ser enrolado em folhas de taioba branca ou inhame branco, podendo este
sacrifício ser executado com faca virgem untada com mel ou pedra cortante,
usando-se palha da Costa para puxar o pescoço. Só depois de 7 anos. Não se dá para
iyawo.
O cágado, como qualquer animal de 4 patas, deverá ser calçado com
frangos da cor correspondente à qualidade do santo. Entretanto receberá para cada pata um
mínimo de 3 frangos, pois o que determina o ato de calçar o cágado são as
unhas.
Depois de
executado o iparubó, a cabeça, patas e rabo serão arrumados no bengué do nkisi.
Após retiradas as partes que vão para o bengué, o nbachi será aberto pelas laterais de
baixo, que formarão uma tampa. (serrinha dente 18), retirando-se o restante do
corpo. Este, excluindo os intestinos, servirá como carne para fazer um amalá
para o nkisi, servido na parte de cima do casco. Faz-se o amalá rápido, enfeita
com quiabo com as cabeças para cima, coloca em cima o coração cru, quase
mexendo. Arria-se no benguê ainda quente, ou entrega-se nas mãos do nkisi se
estiver virado. Três dias depois,
quando suspender, a cabeça, patas e rabo são amarrados com palha da costa e
pendurados para secar. Depois de algum tempo socar e fazer um pó. Acrescenta-se
pó da fogueira de Ayrá, dandá, sândalo, etc.
Quem é d Xangô
e tem mais de 7 anos, tem que ter recebido aos 7 anos uma cabaça com pó de
nbachi.
O casco,
depois de limpo e lavado com agbo fica próximo ao benguê do santo, ou pode ser
usado para tapar a gamela.
Obs.: Este
tipo de animal só pode ser usado de 7 em 7 anos, não podendo ser usado para
feitura de ndumbi (iyawo, alako), só depois de 7 anos.
SAMBORO
IPARUBÓ DIEMBE (^)
(POMBOS
DIVERSOS, MENOS POMBA ROLA)
DIEMBE,
DIEMBE, SANJE
O
DIEMBE SANJE
DIEMBE,
DIEMBE, SANJE,
O
DIEMBE,
RUN
DIANDEMBE AMÈ!(^)
(DIEMBE,
DIEMBE SANJE, O DIEMBE)
Envolve em pano
banco, os olhos tapados com 2 folhas de saião.
Louvar NSLO,
no caso de diembe branco (fundamento Bate Folha).
SAMBURE
IPARUBÒ DIEMBE
QUANDO FOR
PARA PAMBUNJILA
DIEMBE
MAVAMBO
}
DIEMBE MAVAM
BIE (^)
}
BIS
SAMBORO
IPARUBO DIEMBE DIKOLA
POMBA ROLA
(PARA OXUM)
DIEMBE
DIKOLA
DIKOLA
DIEMBE
DIEMBE
DIKOLA
RUNDIANDEMBE
AMÈ!
Obs.: da mesma
forma que o cágado, o pombo requer para seu sacrifício grande seriedade e
profundo conhecimento por parte de quem executa o ato.
Primeiramente
o diembe será tocado no mutuê da pessoa. Será tocado no mesu duílo (testa), no
odabé duilo (nuca), no apaxi otusi (fronte direita), no aopaxi iepé (fronte
esquerda), no uakongo mutue (chakra coronário), no pumbulu (manúbrio - altura do
coração), muagongo (sétima vértebra), luku luku (palmas
das mãos) e lukuaku (peito dos pés).
Antes de
cortar leva ao tempo, mostra ao alto para o lado do nascer do
sol (kutuá kuá luanha), sopra três vezes, pede para morrer tudo de ruim e
nascerem boas perspectivas, ritual para cima (que nasça saúde, nasça coisas
boas), depois volta o pombo para o por do sol (kufuá kuá dikulumbi)
soprando também 3 vezes na direção da cabeça da pessoa, pedindo que morra tudo
de ruim, o sofrimento, morra ali.
Não esquecer de enrolar o pombo com pano branco, 2 folhas de
saião nos olhos, puxar com a mão para a frente.
SAMBORO
IPARUBO KITEMBU
CORTE DE BICHO
PARA TEMPO
Kitembu come o
sangue e também a carne.
Prepara o
pescoço:
POKOIO MI
KAMBANDO
DENDE BURU
NANGUE
Tem que ter
perto de Tempo uma árvore seja tamarindo, jenipapo, iroko, cajazeiro. O bicho fica ali mesmo. Tem que ser
feito com fundamento, porque vai ficar inteiro e não pode dar bicho. Seca inteiro tipo múmia. O frango fica pendurado na
árvore.
Reza para o
corte:
KOKO NI
KASSANJE INGORA
KOKO NI
KAMILONGA
(BIS)
AI, AI, UN,
KAMILONGA
Obs.: Como o
nkisi Kitembu é o rei da nação Ngola, possui o mesmo
cantiga exclusiva para sacrifícios. Esta reza é para todos os bichos de
penas ofertados a este nkisi.
O peru é o seu
principal fundamento, podendo ser ofertado qualquer outro animal. O peru de
Tempo é branco. O pincel (tufo de pelo do meio das penas do peito do peru) de
Tempo deve ser colocado no fio de contas. Dizem que só o macho
tem.
SAMBORO(^) IPARUBO(') GERAL
PARA BICHOS DE
PENAS PARA TODOS OS NKISI
Serve para
todos, por isso é rápida, boa para quem está começando. a decorar.
1. Limpar o
pescoço
POKOIO MI
KABANDO
DENDE BURU
NANGUE!
2.
Sacrificar
VORUNA,
VORUNA SANJI
VORUNA,
VORUNA SANJE (^)!
SAMBORO PARA
LAVAR A CABEÇA COM SABÃO DA COSTA OU ERVAS DE MUTUÊ (NA CACHOEIRA, NO AXÉ,
ETC.)
È (^) MUTUÈ
(^) LELÈ (^) KUMBATÁ
È NSUMBUÈ (^)
MONAMÈ (^)
È (^0 MUTUÈ
(^) LELE (^) KUMBÁ
È SIMBUÈ
(^)
SAMBORO PARA
RETIRADA DE NDEMBA (ANGOLA) OU MUKUNA (CONGO)
Pegando em
navalha para tirar o cabelo não pode deixar de rezar o tempo todo, até acabar de
raspar.
DAMI NAKONGO
NDEMBURE
ERUMENE,
KATULA IZO (Primeira vez. As outras é o nome do
Nkisi)
KÜENDA MUKUNAN
(OU NDEMBA) ERU MENE
SAMBORO PARA
SE OFERECER OU FAZER PERGUNTA AO KESSO
(KESSO,
DIKASSO, MAKESSO - HÓSTIA SAGRADA DO CANDOMBLÉ = OBI)
(NUMA TRIBO DE
CAMERON É CHAMADO DIKAJAJA)
KÉSSO
MAKÉSSO NKESSUE (^)
KESSO
MAKESSO NZAMBIE (^)
O kesso antes
de ser oferecido ao mutuè deverá ser aberto, retirando-se o embrião com faca
própria ou com os dentes. Não e usa faca nem navalha. Tem quem use a
unha.
O embrião será
entregue a Exu de preferência do lado de fora do portão. Pode colocar no padê do
Exu da pessoa.
Depois de
aberto tocar a cabeça nos 4 cantos com o kesso. Em seguida soprar o kesso 3
vezes em direção ao nascer do sol e 3 vezes em direção da testa da
pessoa.
Para jogar o
kesso usa-se um prato de barro coberto com pemba branca ou efun
ralado.
Joga-se o obi
para dar alaafia = Banda le Kongo
Quando se
juntam zeladores seja para o que for, coloca-se na mesa uma quartinha com água e
um obi. Dá-se para o mais velho. Ele joga ága nos 4 cantos, reza, abre o obi,
tira o embrião e joga.
Obi branco -
ngudia mutue
O kesso para
ori é o de 4 gomos (obi abata)
Fora-se o
pratinho com folhas, se não tiver efun ou pemba. Joga-se o obi. Possíveis
caídas:
O O
O O
O O
O 0
0
0
(O = aberto)
O O
0
0
O 0
0 0
0 0
(0 = fechado)
SIM PROVÁVEL
TALVEZ
NÃO
NÃO
Jogou, deu
BANDA LE KONGO, divide, dando pedacinhos às pessoas mais velhas do que quem está
recebendo a obrigação, para mastigar.
A massa
resultante desse kesso mastigado é colocada no centro do mutuè, sobre uma folha
de saião (sexo do saião pode ser de acordo com o sexo do
nkisi).
Quando a
pessoa for de Zazi substituir o kesso por orolelê.
Oferecer
também uma comida, uma canjica, e rezar:
MUTUÈ KONGO
OREO (^)
KOLOBOXÉ (') E
KOLOBO (^)
Essas cantigas
devem ser entoadas todas as vezes que se levar comida ao alto da cabeça. Essas
cantigas não são usadas só para obi, mas também para
ervas colocadas na cabeça, em alguns casos banha de ori, e também objetos
(assentamentos, obrigações). Tudo que se leva no alto da cabeça.
Ø
Deká =
transmissão de cargo de pai de santo (por morte, etc)
Ø
É fundamental
fazer as obrigações no tempo certo (aos 28 anos, era dada obrigação das
cabaças)
ENTREGA DE
CUIA - OBRIGAÇÃO DE 7 ANOS
NGUECE (^)
KASSAMBA (Á) MUVU
(Ú)
A muzenza
passa por uma série de rituais de obrigação, como obrigações de 1, 3 e 5 anos,
visando prepará-la para o recebimento do KIJINGU (grau sacerdotal), que acontece
com a obrigação de 7 anos: nguece (^) kassamba (') muvu
(').
Como a
obrigação de 7 anos representa a iniciação de um novo grau, justamente o grau
sacerdotal, que confere ao homem o título de Tata Nkisi, e à mulher o grau de
Mametu Nkisi, obriga uma série de fundamentos litúrgicos, começando pelos ebós,
feitos no mínimo em número de 3. Como exemplo: ebó de rua (exu), ebó iku (saúde), ebó
branco (saúde, misericórdia).
Logo depois
dos ebós, o futuro(a) sacerdote(isa), ao som das
cantigas (oros) próprias, será recolhido ACORDADO, ao ndemburo, onde passará por
rituais que vão permitir elevar-se a um novo grau.
Dentro do
ndemburo serão também realizados rituais de ngudia mutuè, com sacrifício de um
casal de diembè e um casal de etù, tendo-se o cuidado anterior de fazer
sacrifícios de frangos e frangas ao casal de Pambunjila e Mujilo, que foram
assentados anos atrás, na ocasião da obrigação de feitura.
Depois do
ngudia mutuè realizado, 7 dias após, serão alimentados os benguè, devendo no
mínimo ser copados 3 bichos de 4 patas, destinados ao
primeiro santo, ao segundo santo e a Oxalá (Lembá).
Na CUIA DE 7
ANOS inclui-se: konkém macho e fêmea para todos eles.
É uma cuia de
cabaça (de preferência que fique em pé), bem grande. É confeccionada com a
metade de baixo de uma cabaça arredondada. Representação material de céu x terra
= duilo x ixi = orun x aiye, levando no seu interior os apetrechos que o futuro
zelador irá usar dali por diante, em rzão do novo grau aquirido, tais
como:
KANGULA -
TESOURA
XIMAN -
NAVALHA
KESSO -
OBI
OROLELÊ (OU
OROLÊ) - OROGBO
PÓS - DA PAZ,
DO MAL (C/CARVÃO), EFUN, OSUN, WAJI
Ø
NDUQUE OU
NDUKE - PÓ DO BEM = NOSSO PÓ
Ø
MADOQUE - PÓ
DO MAL
BÚZIOS, FOLHA
PRINCIPAL DO NKISI,
POKÓ PARA
SACRIFÍCIO DALI POR DIANTE
Dentro pode
forrar a cuia com tecido bom ou laise. Em cima vai a
urupemba. Em cima de tudo uma toalha branca, como se fosse um ala
(mulele('))
Todos os
bichos de 4 patas são calçados. (4 frangos, 1 konkem, 1
diembe)
A entrega da
cuia é realizada no sambilê, às vistas do público.
Nas nações
Angola o ritual de obrigação de 7 anos requer um período de 21 dias para
complementos de aprendizado e ascensão de grau, ocasião em que receberá no
pescoço o kele de sua feitura inicial, sendo sua cabeça raspada com a ximan (ou
poko nemba), por 3 vezes:
1 - o cabelo
não serve para nada. É aquele que levou tinta, henê,
essas coisas.
2 - raspado
com sabão da costa, coado, é dado ao santo
3 - dado ao
segundo santo.
Daí por
diante, nas outras obrigações, não mais passará pelo ritual de
raspagem.
Ø
Katubelanguanje
= Jagun
Ø
Há pessoas que
resolvem também cortar para Exu. Normalmente catiço dá problema. Dá a festa do
catiço 12 meses depois, e copa.
Não há uma
obrigatoriedade de sacrificar-se somente 3 bichos de 4, podendo este número
ser aumentado e estendido a 7
assentamentos
Ø
Quando se tem
casa aberta, inclui-se também Tempo, Ossain e Oxumarê.
Ø
O nkisi
Kitembu só pode ser assentado na própria casa da pessoa.
Ø
Filho de Tempo
que fez 7 anos e vai abrir casa, vai assentar o Tempo da casa. Prepara 2 otás,
dá de comer lá fora, coloca um dos otás alimentado, solto dentro de uma sopeira
no ndemburo.
Ø
Não existem 2
filhos de Tempo no mesmo espaço. Na obrigação dá sacrifício animal para os
assentamentos.
Na obrigação
de 7 anos a pessoa só não recebe os rituais de pintura nem de kutunda (adoxu),
rituais que pertencem ao recém-iniciado (muzenza - ndumbe), e pelos quais deve
ter passado quando foi feita.
A quebra do
kele sacerdotal acontecerá 21 dias depois da entrega da cuia, em um ritual
simples, sem sacrifício animal. (kelê de 7 anos = símbolo de obediência. O do
iniciado é para segurar a fala, o ilá).
SAMBORO DE
KUENHA KELE
KUENHA =
QUEBRAR
(Convida-se os padrinhos)
NZAMBI
Ê
NZAMBI
Ê
KUENHA,
KUENHA
KELÊ
Ê
A entrega da
cuia acontece num ritual de 5 saídas.
O ritual de
raspagem de cabeça na obrigação de 7 anos representa o nascimento da pessoa para
assumir o cargo, o mais importante dentro do culto, sendo que este ritual é
próprio da cultura angolana, sendo realizado com a pessoa em estado normal, sem
a possessão do nkisi.
SAMBORÔ PARA O
KIJUNGU
(rezas para a
entrega de cuia)
SAMBORO PARA
RECOLHIMENTO AO NDEMBURO
È, AÈ, AÈ,
KOSENZE (^)
KATULANDIRÁ
(BIS)
KOSENZE(^)
(MAMETU OU TATETU)
KOSENZE(^),
KATULANDIRÁ
(O certo seria
usar a roupa da primeira saída como muzenza, como
despedida)
PRIMEIRA
SAÍDA
Esta saída
inicial retorna a pessoa ao seu tempo de muzenza, sendo este ato a despedida
simbólica desse grau inicial.
O futuro
sacerdote(isa) virá vestido com roupa branca, com um
akan (atakan = pano que encobre o peito) da mesma cor, usando o kelê, descalço,
com a cabeça raspada, e acordado.
Como acontece
na feitura, a mãe pequena da casa (ou pai pequeno = mametu ou tatetu ndenge),
sairá à frente, trazendouma dixisa forrada, colocando-a na porta de entrada,
centro do barracão (lamburu), e aos pés das ngomas, sendo que os futuros
sacerdotes se deitam na dixisa em cada um desses lugares, acompanhando o ato com
sequÊNCia de paós.
SAMBORO PARA A
PRIMEIRA SAÍDA:
È
MUZENZA
MUZENZA
KIOBÁ
È
MUZENZA
MUZENZA
MAKONGO
(ritmo:
kongo)
Será cantada o tempo todo, até retornar ao
ndemburo.
SEGUNDA
SAÍDA
Representa o
ato da entrega do kijingu (grau). Normalmente acontece do(a) dono(a) da casa fazer um pequeno discurso alusivo às qualidades da
pessoa durante o período de muzenza.
Momentos antes
da cuia o zelador dono da casa
coloca no pescoço da pessoa a conta que confere o grau sacerdotal, chamada
xumbetá (enquanto novato usa aquele fio grande, que depois a cuia vai para o
jogo). O xumbetá pode ser feito com 7 firmas do santo, um fio simples, pode até
ser curto. Daí em diante não usará
mais dilogun, mokan nem senzalas (passam a ser usadas pelo
santo).
O ato da
entrega da cuia é um ritual realizado com o futuro zelador(a) vestido de branco,
com chinelos de muzenza (chinelo comum), sendo que as mulheres usarão camisu e
pano da costa, e os homens calça e camisa branca.
Na hora em que
a cuia com a urupemba coberta são entregues ao novo
sacerdote, o nkissi o apossa, confirmando assim a obrigação e o novo grau.
Homem e mulher
devem cobrir a cabeça com um pano de cabeça (tobosso).
A entrega da
cuia é feita com a seguinte cantiga:
SAMBORÔ PARA
ENTREGA DA CUIA
(ritmo
kongo)
IZA MAKONGO
DIAMBURE(^)
IZA MAKONGO
DIAMBURÁ
AÈ, AÈ IZA
MAKONGO DIAMBURÁ
Rungebre - é
da cultura jeje. Para poder ser usado, nasce da saliva do médium. Só depois de 7
anos. Coloca na boca, depois põe no
pescoço. Quando morre coloca na boca (jeje).
Depois que o
nkisi se manifesta os tata ngoma cantam cantigas de
agradecimento ao santo presente.
Embora o
rungebre seja da cultura jeje, foi estendido por concessão às outras nações. Não
se pode esquecer que este fio é da vida e da morte. Nasce na boca do iniciado e
vai ao túmulo com ele. É confeccionado com contas
(missangas) terracota, 23 corais, 1 segui azul e uma pequena firma de
terracota.
TERCEIRA
SAÍDA
A terceira
saída acontece com o santo vestido de estampado, exceção feita a Lembá, que virá
vestido de branco, terá um akan atado ao peito, observando-se que o akan com
laço para
a frente é para santo feminino, e para trás, santo
masculino.
A cabeça
estará envolta com um tobosso (^) trançado, trazendo o santo 2
folhas de pelegun nas mãos.
As cantigas
entoadas nesta saída são relativas ao novo grau adquirido, por santos com mais
de 7 anos.
primeira cantiga
(louvando)
DI
MUXIMA KEU AME(^)
KATENDEÒ
SIMBENGANGA
(bis)
AI, KIMEMENSOÈ
SIMBENGANGA
DI MUXIMA KEU
AME
KATENDEÒ
SIMBENGANGA
segunda
cantiga
DANDURE(^),
DANDURÁ
DI
MAMETU/TATETU KEUANDÀ
terceira
cantiga
AÈ, ZENZÈ, AÈ
ZENZÁ
TATETU/MAMETU
DI MAKONGO
UN
XAUENDÀ
quarta
cantiga
EWÀ
GANGUÈ
EWÀ
GANGUÈ
EWÀ
GANGUÈ
EÁ
TATETU/MAMETU ALUIZÔ
EWÀ
GANGUÈ
quinta
cantiga
ABASSALÀ
DI NGOLÁ
È BUKE
LELÈ(^)
ABASSALÀ
DI NGOLÁ
È BUKE
LALÀ
Após as
louvações feitas nesta saída o santo do novo zelador retornará ao ndemburo
(quarto de santo), ao som da seguinte cantiga:
SALÈ,
LEMAN
(NKISI)
TARUANDÈ(^)
SAMBANGOLÈ(^)
SALE,
LEMAN
TARUANDE(^)
SAMBANGOLÁ
QUARTA
SAÍDA
Esta saída
indica a grande homenagem ao santo. É a saída do Batukajé (xirê), quando o santo
é vestido com suas roupas próprias, caracterizando sua origem e qualidade,
usando fios próprios do grau adquirido, tipo xumbetá, trazendo nas mãos seus
símbolos e na cabeça o filá, adê, coroa, tobosso,
conforme o caso. Há alguns que ainda usam peitaças de cobre ou
latão.
Nesta saída
está se informando a necessidade de paramentos. Em algumas casas ainda se usa
buquê de flores para santo fêmea.
Na ocasião são
cantadas cantigas que falam de suas lendas, de sua louvação, e agradecimento por
sua presença.
Depois de
realizado todo o batukajé, retira-se mais uma vez o santo para o ndemburo,
cantando-se cantiga própria.
Cantiga
1:
SALE,
LEMAN
TARUANDÈ
SAMBANGOLÈ
SALE,
LEMAN
TARUANDÈ
SAMBANGOLÀ
Cantiga
2:
GUIENU
NZAMBI
APONGO
DÈ(^)
UN SEKESSE(^),
UM SEKESSE(^)
UN
SEKESSE(^)
Cantiga 3: =
ERRADA =
È DI È È
È
È DI È È
Á
TATA MANU É
PAI
SEREPEPE É
FILHO
DE GANGAZUMBA
ORIXAXÁ
(Está tudo
errado!!!!!!!!)
Cantiga 3
certa:
È, DI È È
È
È, DI È È A
(bis)
TATA
MANEPÁ
SEREPEPÉ (')
UNFI
UN GANGA
ZUMBÁ
ORIEXÁ
QUINTA E
ÚLTIMA SAÍDA
Talvez a mais
importante, porque é justamente a que consagra o novo grau
sacerdotal.
Possui
cantigas próprias de louvação ao novo tatetu ou mametu, evocando o
grau.
O novo
sacerdote(isa) sairá do ndemburo acordado, sem
transe. Virá vestido de branco com
um abadá com as contas do grau, pano de cintura (muinha ou kinhonga), com a cabeça
coberta com um tobosso, chinelos próprios para este ato ou sapatos brancos.
A sacerdotisa
se apresentará com saia própria para o evento, de bata para
fora da saia, tobosso branco, com uma alça para cima do lado direito se o santo
for masculino, e duas alças para cima se o santo for feminino, usando
também as contas do grau recebido, pano de cintura e chinelos ou sandálias de
salto.
Durante o ato
de sua saída são entoadas também cantigas relativas ao cargo, momentos em que
receberão homenagem, e dançarão.
Ø
Só quem usa
arco de metal no pescoço é a família Oxossi (Logun, Karê).
Ø
Ngunsu branco
= Inle
PRESENTE PARA
OKARAN
Num alguidar
ou folha de mamona, colocar um padê com 7 fatias ou 7 bolas de
inhame.
Jogar com
maçã, em 4 sem tirar sementes, colocar os 4 pedaços virados, como uma flor, no
meio do padê.
Colocar numa
árvore, numa praça.
MESA ESOTÉRICA
PARA ENERGIZAR E TRAZER BONS FLUIDOS
Ø
baralho, com ouros
aberto virado para cima
Ø
taças com milho,
arroz, girassol, 3 cereais
Ø
3 velas
coloridas pequenas
Ø
carta de
tarô
Ø
taça com água e
otás
Ø
pirâmide de
moedas
Ø
objetos como baralho,
dados, idés, folhas
CANTIGAS PARA
QUINTA SAÍDA
ERRADO:
EGBOMI UN
KAIANGO (^)
XIKI XIKI UN
ANGOLÈ (^)
EGBOMI UN
KAIANGO
XIKI XIKI UN
ANGOLÁ
1. CERTO:
SUBSTITUIR EGBOMI, QUE NÃO É ANGOLA, PELO CARGO:
MAMETU/TATETU/TATA
UN KAIANGO (^)
XIKI XIKI UN
ANGOLÈ (^)
MAMETU/TATETU/TATA
UN KAIANGO
XIKI XIKI UN
ANGOLÁ
ERRADO:
Ò XIKIME (^)
KURIÁ GAMBE (^)
EGBOMI UN
KAIANGO
Ò XIKIME KURIA
GAMBE
EGBOMI UN
KAIANGO
2.
CERTO:
Ò XIKIME (^)
KURIÁ GAMBE (^)
MAMETU/TATETU/TATA
UN KAIANGO
Ò XIKIME KURIA
GAMBE
MAMETU/TATETU/TATA
UN KAIANGO
3. OIÁ OIAE
(^) KALINGUELENGU
Ò KADE
(^) TATETU
OIÁ OIAE
KALINGUELENGU
Ò KADE (^)
MAMETU
ERRADO:
EGBOMI È, È,
È,
EGBOMI DUNDUN
EUÁ
EGBOMI À
DUNDUN AMÈ(I)
EGBOMI À
DUNDUN EUÁ
4.
CERTO:
MAMETU/TATETU
È, È, È,
MAMETU/TATETU
DUNDUN EUÁ
MAMETU/TATETU
À DUNDUN AMÈ
MAMETU/TATETU
À DUNDUN EUÁ
5. EXCLUSIVO
PARA HOMEM: (RITMO KONGO)
INDÒ (^), IO,
IO (^)
INDO (^) FINDO
(^) MALÁ
TATETU
TARAMENSÒ (')
INDO FINDO
MALÁ
6. EXCLUSIVO
PARA MULHER: (CERTO)
INDO (^) IÁ
IA
ÍNDO FINDO
MALÁ
MAMETU
TARAMENSÒ
INDO FINDO
MALÁ
ERRADO:
INDO (^)
IYÁ, IYA
ÍNDO FINDO
MALÁ
MAMETU
TARAMENSÒ
INDO FINDO
MALÁ
Depois de
executadas as louvações ao novo zelador, ele(a) será sentado(a) no kialú =
cadeira (qualquer cadeira se chama kialu), que pertence a ele e que poderá
passar a usar naquela casa ou em outra que abrir (leva a cadeira). Nela só senta
além da pessoa, o pai de santo e o ogã dele.
Como a nação
de Angola é rica em rezas, o ato de sentar-se pela primeira
vez na cadeira como zelador é precedido por uma cantiga de louvação. O
pai de santo faz o ato de sentar a pessoa 3 vezes, até que
senta.
REZA PARA
SENTAR:
KONGO DI
MBANDA AÊ!
KONGO DI
MBANDA AE!
(reza até
sentar)
Terminada a
reza e o ato de sentar, será entoada uma nova reza referente à troca de bênçãos
com os novos zeladores. Enquanto troca bênçãos reza:
NGOROSSI MONA
TANDAIÒ
OLÒ (^) OLÒ
(^) MONA DIRIRÁ
AÈ MAKWIU
TATETU/MAMETU
(há quem diga
AÈ MAKWIU MITATA)
Na quinta
saída, para se puxar o santo do ndemburo para o sambile,
reza-se:
KERE,
KERE
KE
BANDA ATOIZÁ
BANDA
KE AMÈ
(bis)
Terminados os
pedidos de bênção ao novo zelador, irá cantar-se o final do batukajé, com
cantigas de Lemba.
REZA DE
FUNDAMENTO (ACELERA A APROXIMAÇÃO DO NKISI DO
TATETU/MAMETU)
KAJA
NKISI
KE
AMÈ
KAJA
NKISI
GANGA
RUN
AÈ, AÈ,
KAJA
NKISI GANGA
RUN
BENGUÉ
KAIANGU
Básico:
igba completo
colher de pau
abano
chifre de búfalo
búzios
okutá
moedas
idés
coral
pedras
cristal
peças de cobre
cabaças
favas
ervas
colher - o jogo
determina a quantidade
abano - o jogo
determina o tipo
okuta - de
cachoeira
cabaça - nem todos
usam
o resto é
enfeite.
KAVUNGU
cuscuzeiro
okuta
cobre
estanho
búzios
pimenta da costa
tatalecum
dandá da costa
aridan
lanças
guizos
cabaças
orolelê
azeviche
folhas de abiu (ou
sapoti)
ARIDAN - é
perigoso. Tem que cortar, tirar a semente, jogar fora num lugar bem
longe
NGUNZU -
LIGADO A KATENDE
Tudo para eles
leva 6 camadas de tabatinga.
NGUNZU
búzios
okutá
ayó
idés
Tem que fazer
a massa bem mexida com:
desata nó
espinho cheiroso
patchuli
caiçara
sumaré
capim cidreira
favas raladas:
patchuli
sorte
dandá
aridan s/semente
bejerecum
tatarecum
waji
efun
osun
O importante
para esses 2 nkisi é a massa.
NKOSI (3 ou
7)
tabatinga
favas
ímã
caroço de dendê
ferro
aroeira
mangnês
breu
idés
pata do mar
pó de ferro
okutá
moedas
búzios
ZAZI (em geral
no número 12)
na gamela
okutá
fava andará
moedas de cobre
vinténs
chave
oxê (direita do
sto.) xeré
(esquerda do sto.)
adê bayanin
pilão de 2
bocas
orolele
ervas:
panacéia
manjericão roxo
guararema roxo
elevante
roxo
BENGUÉ
KAIALA
(AZIRI - YEMOJÁ)
OKUTÁ
- OTÁ BRANCO, DE FORMA OVAL ALONGADA
9
CONCHAS
9
BÚZIOS
ABERTOS
9
IDÉS - ABERTOS PARA SANTO FÊMEA
9
MOEDAS PRATA
9
ESPELHOS
1
IBASIN (CORRENTE)
9
PEIXES DE METAL BRANCO
1
KESSO
1
OROLELE
9
COLHERES DE PAU
FAVA
ZUMBÁ
(ZUMBARANDÁ)
OKUTÁ
REDONDO, GRANDINHO, CLARO, POROSO.
13
IDÉS ABERTOS DE OPRATA, NÍQUEL OU COBRE, DE ACORDO COM A
QUALIDADE
1
PEDAÇO DE CORAL COMUM
13
VINTÉNS - PRATA OU COBRE
13
BÚZIOS
ABERTOS (FICAM AO REDOR DO OTÁ)
1
KESSO ROXO (VIDA)
1
OROLELÊ (REPRESENTA A MORTE)
FVA
DE CIPRESTE
FAVA
DIVINA
FAVA
DE ZUMBÁ (PAU FERRO)
COLHERES
DE PAU - 1 OU 13
IGBA
COMPLETO DE BARRO BRANCO (NAJÉ)
LEMBÁ
(LEMBARENGANGA - LEMBAENGANGA -NDALA KARITANA)
IGBA
COMPLETO DE LOUÇA BRANCA
(PODE
TAMBÉM COLOCAR EM NAJÉ)
10
IDÉS DE CHUMBO FECHADOS
10
BÚZIOS
ABERTOS
10VINTÉNS
10
FAVAS
1
PEDAÇO DE MARFIM
CRISTAL
DE ROCHA
10
COLHERES DE PAU
1
DIVINO
1
KESSO
1
OKUTÁ BRANCA LISA
KITEMBU
(7)
1
VASO (NO BRASIL ASSENTA-SE NA TABATINGA SANTO MACHO EM VASO E SANTO FÊMEA EM
PORCELANA, POR TRADIÇÃO APENAS)
FERRAMENTA
TABATINGA
DE POÇO
TABATINGA
CLARA (A TABATINGA DE POÇO É ARENOSA,
A CLARA É PASTOSA)
ÁGUAS:
POÇO, RIO, NASCENTE, CHUVA (USA TODAS OU UMA DELAS)
ERVAS
DO SANTO
FAVAS
DO SANTO
7
BÚZIOS
7
MOEDAS
VINTÉNS
ÍMÃS
PARA
BARRACÃO: 1 OU 7 SAQUINHOS, COM 7 CEREAIS
DIFERENTES
PARA
A PESSOA: 7 CEREAIS PARA MISTURAR NA MASSA
7
QUALIDADES DE BEBIDA
SEMENTES
QUE NÃO PODEM FALTAR NA MASSA:
MELANCIA
E AROEIRA
VAI
COLOCANDO PRIMEIRA CAMADA, SEMENTES, FAVAS, SEGUNDA CAMADA,
ETC.
(DEVE
SER ASSENTADO DESDE A FEITURA)
AOS
7 ANOS TEM QUE ARRUMAR DIREITO
PANELA
OU ALGUIDAR MÉDIO, FORRAR COM TABATINGA
FAVA
DE ERÊ VERMELHA
FAVA
DIVINA
FAVA
DE GENGIROBA
FAVA
DE LEMBÁ
FAVA
DO SANTO DO MUTUÊ DA PESSOA
KESSO
BRANCO RALADO
OROLELÊ
RALADO
DANDÁ
RALADO
METAL:
OURO, BRONZE, PRATA, CHUMBO
(SE
FOR ERÊ DE OGUN LEVA PEDACINHOS DE FERRO)
MOEDAS
COBRIR
TUDO COM TABATINGA, POR CIMA FAVA RALADA DE PICHULIN,
BEJERECUM
E NOZ MOSCADA, OSUN, EFUN, WAJI
EM
CIMA AS FOLHAS DO ORIXÁ DA PESSOA
OUTRA
CAMADA DE TABATINGA
EM
CIMA 7 MORINGUINHAS OU 8 PANELINHAS (SEXO DO ERÊ)
ENTRE
ELAS BÚZIOS, TUDO CRAVADO NA TABATINGA
NO
MEIO UM PORRÃOZINHO PEQUENO.
SE
QUISER ARRUMAR EM CIMA DE UM PORRÃO E ENFEITAR COM FITAS
COLORIDAS
ALGUIDAR
- VASO - PANELA
2
OTÁS
(NO
FERRO ENFIAR 2 CABAÇAS COM FUNDAMENTO MACHO E FÊMEA)
FOLHAS
NO ASSENTAMENTO:
GUACO
CHEIROSO
CALEDÔNIA
ERVA
DE PASSARINHO (SEM ESPINHO)
DEDO
DE DEUS
AFOMÃ
CIPÓ
CRAVO
FORRA-SE
TUDO COM TABATINGA, COLOCA-SE FAVAS RALADAS:
PICHURIN,
NOZ MOSCADA, BEJERECUM, DIVINA, DANDÁ DA COSTA, ANDARÁ (POR CAUSA DO ENREDO DE
XANGÔ)
RALAR
TAMBÉM EFUN, OSUN, WAJI, OBI E OROGBO DESCASCADO, AS FAVAS CALÇAM O
ASSENTAMENTO. POR CIMA UMA FINA CAMADA DE TABATINGA.
MAIS
UMA CAMADA, ENFIAR 14 IMÃS
OUTRA
CAMADA, ENFEITAR EM CIMA E COLOCAR O FERRO, 1 OTÁ ALONGADO,
FAVA
DE HANGOLO (CACHINHO DE FLORZINHAS AMARELAS, OU FLMBOYAN)
FAVA
DE IFÁ (OPELÉ OU OUTRA PEQUENA)
14
BÚZIOS
ABERTOS
ATRÁS
DO FERRO UM CHOCALHO DE COBRA
14
MOEDAS
14
IDÉS DE FERRO
OURO
E PRATA (ENTERRADO)
DO
OUTRO LADO O SEGUNDO OTÁ PEQUENO REDONDO
CAVAR
NA FRENTE DO FERRO UM BURACO DE 2 POLEGADAS E PLANTAR UMA CABEÇA DE COBRA VIRADA
PARA A FRENTE
AO
ACABAR PEGAR UMA LARANJA AZEDA, CORTAR EM 4 E ARRUMAR OS GOMOS. É A PREPARAÇÃO
PARA COPAR.
ABRIR
UM OBI ROXO DE 2 (GBANJÁ) E COLOCAR EM CIMA SEM O EMBRIÃO
NO
OSSÉ COLOCAR NO FERRO A FLOR E A RAIZ DE CANA DO BREJO.
BICHOS:
(QUALQUER COR, MENOS PRETO)
1
CASAL DE GANSOS, CALÇADOS COM
FRANGOS E 2 FRANGAS
OU
1
CASAL DE MARRECOS OU
1
CASAL DE PATOS, EM ÚLTIMO CASO.
SE
CORTAR CABRITOS,
1
CASAL DE CAPRINOS, CALÇADOS COM 4 FRANGOS E 4 FRANGAS.
TUDO
SEMPRE EM IBOSÉ.
AO
SE CORTAR GANSO TIRA-SE A PELE COM A CABEÇA.
ABRE-SE
OS DEDOS DOS PÉS
HÁ
OCASIÕES EM QUE HANGOLO COME JIA - DOENÇA GRAVE, PARA LEVANTAR A PESSOA. JIA É
BICHO DE ZUMBÁ.
obs.:
O
FERRO DE OGUN NO OSSÉ ENFEITA-SE COM AROEIRA E ABRE
CAMINHO.
PARA
SABER O SEXO DE HANGOLÔ NA HORA, COM O SANTO EM TERRA, COLOCA-SE UMA BACIA COM
ÁGUA E 2 QUARTINHAS, UMA COM ASA E OUTRA SEM ASA. O SANTO VAI BEBER NA BACIA,
DEPOIS DIRIGE-SE PARA A QUARTINHA DO SEU
SEXO.
Podemos
encontrar Danda no 5, 8, 10, 16
Katende
e Ngunsu é
igual, só muda o número
Aganji
e Lugano respondem no 15, mas há possibilidade de
encontrar Aganji no 2
(tudo
isso é visto no jogo)
No
2
temos Yewa, Ogun, Oxalá, Ibeji
Iya
Omin = Oxum do 16
= 1 + 5 +
10
VULTO
- ENCANTADO
BÚZIOS
OKUTÁS
MOEDAS
ORIGEM
- PALHA PARA KAVUNGU, CABAÇA, ETC.
CABAÇAS
FAVAS
DA ORIGEM
IMÃ(S)
MASSA:
COMO EXU É ÚNICA, A MASSA NÃO TEM CAMADAS. USA-SE
ALGUIDAR, BACIA, PRATÃO.
TABATINGA
CLARA
DIEMBE,
FRANGO OU IGBIN
KESSO
OROLELE
SAL
KURUPIRA
(EKODIDÉ)
O
VULTO PARTICIPA DAS OBRIGAÇÕES DE 7, 14, 21. SÓ LEVA UMA ÚNICA MATANÇA DEPOIS
USA-SE O IGBOSÉ DO ORIXÁ. COMIDA DA ORIGEM: ACARAJÉ, OU
DOBURU, ETC.
FRUTAS
DOCES, BEBIDA DOCE
PAMBUNJILA
É O MAIS VELHO DO PANTEÃO. POIS A ORDEM DOS ODU É DECRESCENTE. O MAGMA PRODUZIU
OS ELEMENTOS ENXOFRE, BREU, MANGANÊS, CARVÃO, COQUE.
EM
ALGUMAS OCASIÕES COLOCA-SE A FUSÃO DESSES ELEMENTOS - O
FERRO.
YANGI
= YOMBE OU YOMBI PIMEIRO A ENTRAR NA PESSOA, ENTRA NO CORPO DA MÃE AOS 45 DIAS
DA FECUNDAÇÃO.
ALAKETU
- SENDO DE OXALÁ, PLANTA O YANGI NO FUNDO DO QUINTAL, E LÁ SÓ ENTRA A IYA BASE E
O ZELADOR.
AOS
9 MESES AO NASCER, COM O PRIMEIRO CHORO - SOPRO VITAL -
ORIXÁ.
1.
PAMBUNJILA JÀ MUKONGUÈ
IÀ
IÀ ORERE
PAMBUNJILA
JÀ MUKONGUÈ
IÀ
IÀ ORERE.
PAMBUNJILA
KUJÀ KUJANJO
2.
PAMBUNJILA AÈ
PAMBUNJILA
AÈ
PAMBUNJILA
JÀ MUKONGUÈ
PAMBUNJILA
AÈ
3.
PAMBUNJILA AÈ
PAMBUNJILA
AÈ
PAMBUNJILA
A NGANGA
PAMBUNJILA
JÁ KONGUÈ
1.
SINGANGA GANGAIÔ
GANGAIÔ
LEKUE
PAMBUNJILÈ
SINGANGA
GANGA IÔ
GANGAIÔ
LEKUE
PAMBUNJILA
2.
SINGANGARA AÈ
SINGANGARA
AÈ
SINGANGARA
À (N)GNGA
SINGNGARA
JÀ KONGUÊ
3.
TENDA TENDA Ò
TENDA
IÒ
INDO
RERE EÀ
RESP.: TENDA IÒ O
TENDA IÒ
4.
AÈ PAMBUNJILÈ
AÈ
PAMBUNJILÁ
AÈ
PAMBUNJILÈ
PAMBUNJILÈ,
PAMBUNJILÁ
QUALIDADE:
MAVILE
1.
MAVILE, MAVAMBO
INDO,
INDO KENÃ
INDO,
INDO KENÃ
2.
MAVILEMALEMBE
NKOMPENSOÈ
NKOMPENSOA
3.
MAVILE MUNGANGA
O
KIRANDA È
O
KIRANDA E Ò
4.
MAVILE MAVAMBO
REKENKENSOE,
HA
HA HA
REKENKENSOE
5.
BIOLE, BIOLE, BIOLA., TA
E
DE MI DE MANAKO
BIOLE,
BIOLE, BIOLA, TA
E
DE MI DE MALAGO
KIBANDA
SISSA
SISSA
RUKAIA
KIBANDA
(FEITIÇO) SISSA
SISSA
RUKAIA
KIBANDA
RUAKANJE
(Toque:
muzenza)
KANJANJA
KANJANJA
DE KAKAMENE
DE
KAMUJIRE, KANJANJA
KANJANJA
DE KAKAMENE
DE
KAMURENDE KANJANJA
ORI,
ORI, ORI TIBIRIRI
MAVU,
TIBIRIRI
TIBIRIRI
(Exu ligdo ao fogo e à terra)
TIBIRIRI,
TIBIRIRI
MONA
IXI
TIBIRIRI
TIBIRIRI
MONA
IZO
(Kongo)
MALUNGUM
NZAMBÈ (^)
O
INGRETALA TANDÈ(^)
MALUNGUN
NZAMBÈ(^)
RESP:
MBELÈ(^)
MAIONGÈ(^)
MONÁ
WELÉ
RESP:
MAIONGÈ(^)
FAIA
MALOKO SALOIÈ
É
LUBIDI LOKU BATÁ
FÁIA
MALOKO
É
LUBIDI LOKU BATÁ
(3
VEZES)
Cantiga
específica para ligação de Ogun e Exu:
MAVAMBU
E MAVU
AÈ
AÈ MUKUMBI É (qualidade d Nkosi da agricultura)
MUKUMBI
É MAVU
AÈ
AÈ MAVAMBU É
Reza
(cântico) de Exu Mavambo (muito séria)
MAVAMBO,
MAVAMBO DI AMBURE (^)
KATULÁ
TULAMBÍ, KATULAMBÔ
MAVAMBO,
MAVAMBO DI AMBURÈ(^)
KATULAMBÍ
KATULAMBO(^)
MAVAMBO,
MAVAMBO DI AMBURÈ
AÈ
AÈ MUKUMBI È
(bis)
Para
acordar exu para o jogo, para colocar uma bebida na porteira, para roda,
etc.
TOMALÁ
ZÉKÚ ZÉKU
È
À ZEKURIÁ
((bis)
- (Näo serve para padê)
Para
despachar padê:
MAVÍLE
KONGO JÀ KOTAILÈ
RESP:
MAVILÈ
(bis)
- Ir cantando até acabar
|
CONVERSAR,
SAUDAR (encantar, acordar) |
LOUVAR
(Para todos pode dizer PEMBELE!) |
PAMBUNJILA
KIUÁ
NGANGA PAMBUNJILA (viva
o andarilho dos caminhos) |
KIUÁ
UNZILA |
NKOSI
IUNA
KUBANGA KUTA KUETU NKOSI (Nkosi,
aquele que briga por nós) |
NKOSI
È |
KATENDE
KATENDE
MÚKUA-XI UNSABA (Viva
Katende, o habitante das folhas) |
KIUÁ
KATENDE |
NGUNZU
KABILA
UKONGO KUALA ENIOSO (Salve
o caçador que caça para nós) |
KIUÁ
MUKONGO |
TELEKOMPENSU
MUTONI
KAMONA TELEKUMPENSU (pescador
menino, Telekumpensu) |
MUANZA
È |
ZAZI
A
KU MENEKENE USOBA NZAZI (Salve
o rei dos raios) |
NZAZI
È |
KAVUNGU
KAVUNGU
MUXIMO OXI (Kavungu,
Rei da Terra) |
PEMBELE
KAVUNGU |
HANGOL'O
NGANA
HONGOL'O KIAMBOTE (Belo
senhor do arco-íris) |
HONGOL'O
È |
KITEMBU
KITEMBU
DIA BANGANGA TALENU (Salve
a divindade do ar) |
KITEMBU
È OU KITEMBU ZARA |
WUNJI
NVUNJI
KUKALA PAFUNDI (Vunji
está feliz) |
NVUNJI
È |
KAIANGU
MAMETU
MUKUA ITA MATAMBA ((Viva
a mãe e grande guerreira) (Pode trocar Matamba pela qualidade de
Kaiangu)). |
KIUÁ
KAIANGU |
DANDA
MAMETU
KIAMBITE MAZA MAZENZA (Oh
bela mãe das águas doces) |
KISSIMBI
È (qualidade) DANDALUNDA
KIAMBOTE! |
KAIALA
MAMETU
MUKUA-XI KIANDA (Salve
a mãe que mora nas águas) |
KUXIMANA
KAIALA (pedir para abençoar) |
ZUMBA
MAMETU
IXI KUZULA (Mãe
da Terra molhada (lama)) |
NZUMBA
È |
LEMBA
KUBETA
MAKU KUKALA UIZA LEMBA DILE (Batam
palmas, salve o senhor da paz) |
NGANA
LEMBA!(Olufã) NGANA
ZAMBI! (Senhor) |
KIAMBOTE
- ligado a beleza, pode ser usado para Kaiangu, Telekumpensu, Danda,
Kaiala...
REZAS
PARA PEMBA:
1.
A primeira representa a ancestralidade, não é soprada, é jogada no chão, no meio
do barracão.
PEMBÈ(^),
PEMBÁ
NGURA
ZILÈ(^) PEMBE(^)
R:
MONA, MONA KE(^) AME(^)
2.
Soprado para cima no barracão. Só vai ao portão se desconfiar de alguma
coisa.
NGURA
ZILE(^) PEMBE(^)
MONA
MONA
AUE(^)
PEMBE(^)
3.
Caminhos da mata e de Lembá
PEMBA(ê)
DI TAMANANGUÁ
PEMBE(^)
PEMBÁ
PEMBA(ê)
DI LEMBE(^) LEMBÁ
PEMBE(^)
PEMBÁ
4.
Acabando de soprar LOUVAÇÃO
KE(^)
PEMBE(^), KE PEMBÁ (BIS)
LEUI
LEUI
(reza-se
com força pedindo força à terra)
5.
KE PEMBE(^), KE PEMBE(^)
KE
PEMBE MONA GOIAMIM GANGOSO (ossô)
KE
PEMBÁ MONA GOIAMIM GANGOSO ABÁ
KE
PEMBÁ MONA GOIAMIM GANGOSO (ossô)
6.
O KE PEMBE
O
KE PEMBE IZA D'ANGOLA (Tumba Junsara) (Bate Folha:
KASSANGE)
IZA
DI ANGOLA
O
KE PEMBE SAMBA ANGOLA
Depois
de soltar a pemba.
Pemba
ruim, notícia ruim. Soprar a pemba para fora. Todos balançam as mãos para a frente. A mãe de santo vai até à porta.
SAIOZAN
KE
PEMBO È(^)
SAIOZAN
MONA(^)
SALE(^)
(dança
com as mãos para a frente como
Kaiangu)
Quando
se mexe com fogo tem que tomar cuidado. Serve para limpar a casa, devolver
demanda. Quando se acende tuia não deve ser em papel, deve ser em algodão, e
nunca sozinha, sempre com outra coisa (açúcar, sal, carvão), dependendo da
finalidade.
O
fogo (para ebó também) é precedido por 3 cantigas do fogo. No Angola Kaiangu é
associada diretamente ao fogo. Ao cantar juntam-se os 2 dedos indicadores, para
juntar as polaridades.
1.
EZO MATAMBA NGOLA
NKREN
KRENZOC
NGREZO
2.
NA MATAMBA
SAMBA
NGOLA
KREZO(BIS)
3.
MATAMBA NGOLA NGOLE(^)
MATAMBA
NGOLA NGOLÁ
MATAMBA
NGOLA NGOLE(^)
KREZO,
MATAMBA NGOLA NGOLÁ
ÁGUA
(rezas de segurança da casa)
1.
ÒKATAMBA È
GANGA
È KATAMBA
È
DE TERE(^) KALUNGA
2.
Para esfriar a casa
IZA
TARA MERULA
KALUNGA
DI LERO(^) È(^)
IZA
TARA MEZULA
KALUNGA
DI LERO È
3.
GANGA KATÚMBA È
GANGA
SIÚBA È
(bis)
CANTIGAS
DE NKOSI (CHAMAR NKOSI PARA ENTRAR PARA COMER)
1.
NKOSI, MUKUMBI
TÁRA
MENSÁ DANGE(^)
GOIA
È È È
GOIA
È È È
2.KE
MUZENZALA SENZA NKOSI
KAMUREDE
ATUREMO
KE
MUZENZALA SENZA NKOSI
KAMUREDE
IA NKOSI
3.
NKOSI MUKUMBI
TÁRA
MENSÁ KAIÁ
KOSENZÁ
NKOSI
KOSENZÁ
NKOSI
KOSENZÁ
4.
NLUANDE(^) NKOSI
KONGO
TALANDE(^)
NLUNDE
NKOSI
KONGO
TALANDA È
5.
È AÈ AÈ BANDA MIM KONGO
É
DE TÁRA KOLE(^)
È
DE TARA MENE(^)
6.
convida a ir aos atabaques
BAND
MINIKONGO AÈ AÈ
AÈ
AÈ
BANDA
MINIKONGO
E
MINIKONGO
E
KAJÁ NGOMA
7.
(enredo com Oxum ) Chama para guerra
TABALA
SIMBE, NTABALA(N)JO(^)
R:
AÈ NKOSI
É
NTABALA (N)JO
r:
AÈ NKOSI
É
NTABALA (N)JO
8.
NKOSI TANO LÈ
TANO
LÈ MARWÒ
NKOSI
TANO LÈ
TANO
LÈ MAIONGÀ
9.
NKOSI BAMBE È
IA
NKOSI
NKOSI
BAMBE TUREMO(^)
IA
O NKOSI
10.
está na guerra
NKOSI
BIOLE(^) NBIOLÁ
NKOSI
BIOLE NBIOLA
NKOSI
BIOLE NBIOLÁ
ME
KAJÁ MUGONGO
NKOSI
BIOL NBIOLÁ
11.
NKOSI DI BREGEDE
SAMBANGOLÁ
SAMBANGOLÈ(^)
NKOSI
DI BEREGEDE
SAMBANGOLÁ
SAMBANGOLÈ(^)
CANTIGAS
PARA NGUNSU
1.
OLO BRANGUANJE
NGUNSU
DE BANA KURÁ
OLO
BARANGUANJE
NGUNSU
DE BANA KURÁ
2.
LANDANGUANJE
KASSANGUANJE
KE
AME
(R)
IA SINDA LUKAIA
LANDANGUANJE
KASSANGUANJE
KE
AME
(R)
IA SINDA LUKAIA
3.
(ANTIGA)
KALUNGA
NO XAUERÁ
È
A RUE
KALUNGA
NO XAUERÁ
È
A ZINGÉ
4.
È BAMBI È
È
BAMBI È A IZA TAWÁ
È
BAMBI A IA TAWA MIM
È
BAMBI È A IZA TAWÁ
5.
AUENDA KANJIRA
MUGANGA
NGANGA
AÈ
TUMBA Ò
TAWAMIN
A È TAWAMIN
6.
KABILA KEWALA TALA
MUZAMBE(^)
MANAN
MUREWÀ
UN
TATA KAMBONDO
DE
LUANDA È
MANAN
JIMBE JIMBE
A
DANDA LUNDA E ORERE
7.
KASA KASA (TRIBO)
NO
KAUNDÉ
BULAIÈ
BULA IÒ
KASA,
KASA
NO
KAUNDÉ
NGUNSU
È MUTALAMBO(^)
8.
AÈ GONGOBILA, DILÈ(^)
AÈ
GONGOBILA
(BIS)
9.
GONGOBILA MUTALÈ
GONGOBILA
MUTALÈ Ò
10.
ADE KUTALA ZINGE(^)
IA
ZINGE(^) O (^)
(BIS)
AO
IZA KUTALA
KAIZA
KURA
AI
AI, AI AI
ADE
KUTALA ZINGE
ADE
KUTALA ZINGE
IA
ZINGE O
KEMIN
FAREWÀ
KEMIN
FAREWÀ
AO
IZA KUTALA
KAIZA
KURA
AI
AI, AI AI
(dá
a volta na cantiga para encher barracão)
11.
A KOKE(^) GANGA LE KONGO
A
KOKE IA, IA
SI,
SI, AKOKE IA IA
A
KOKE GONGOBILA
A
KOKE IA IA
SI
SI AKOKE IA IA
12.
GONGOBILA MUTALE(^)
NSIMBE
KOKE, IA, IA
AE
AE NSIMBE KOKE IA IA
13.
NGUNSU È TALA NO MUZAMBE(^)
NGUNSU
È TALA NO ARERE(^)
14.
ARUÉ(^) KABANDO(^)
LAMBARANGUANJE
MAKUO(^)
SUBAÈ(')
TAWAMIN
15.
TAWAMIN TAWAMIN
NGUNSU
E MUTALAMBO
(bis)
16.
KILUMATA, KILONDIRÁ
NGUNSU
E MUTALAMBÒ
AÈ
AÈ NGUNSU E MUTALAMBO(^)
GERAL:
KASA
- UMA TRIBO (NÃO TEM NADA A VER COM CAÇAR)
JIMBE
- DINHEIRO
MUTALAMBO
- SEMELHANTE A IBO - EMPALHADO
KUTALA
- HERDEIRO
KUTALA
- TAMBÉM SE ASSEMELHA A IBO - EMPALHADO
CANTIGAS DE
KATENDE
1. KATENDEN GANGA
KURUZU
KATULA DINGOMA
TUREMÒ(^)
KATENDEN GANGA
KURUZU
KATENDEN GANGA
TURAMÒ(^)
2. KAMUKEM
KEBOIAMIN
PIKINININ KAFILÈ
KONGO
(BIS)
3. MBUKÉ
KEBOIAMIN
PIKINININ
KAFILEKÒ
(BIS)
4. KATENDÈ À BIBI KOIA
(BIS)
È AMÈ À BIBI KOIA
(BIS)
5. KATENDE
NLANDEJINA
LUANDE(^)
NKATENDE(^),
NLANDEJINA
6. PANZO,
PANZO
È PANZUE
(^)
PANZO
PANZO
NZAMBI, È
(^)
7. KATENDÈ À LESIKONGO
(BIS)
MA, MA,
MAUÈ(^)
NKATENDE(^)
(BIS)
CANTIGAS DE
HANGOLÓ
1. SUSU, KE FAIA, FAIA
SUSU,
KE, AME, AME
2.
(Kongo)
AI, AI, AI,
VULAIO(^)
VULAIO KONGO
ASA
KE MASA
VULAIO
3. VULAIO(^),
VULAIO(^)
RESP.
GANGA KULÁ
VULAIO,
KENAN, KENAN
REP. GANGA
VULÁ
4. Ligada a
Danda
AYNÉ
AYNÉ
HANGOLO(^)
ZINHÒ(^)
KE DANDA LUNDA SESÈ
(')
5. Ligado a
Nkosi
E A BANDA
KOKODO(^)
KOKODO
INAWÈ(^), AÈ(^),
AÈ(^)
R.:
KOKODO(^)
6. HANGOLÒ
ASUA
NO
KALUNGA
NO
KAINDÈ(^)
(BIS)
7. HANGOLÒ(^)
ZINHÒ(^)
R. SIMBENGANGA
JAUTALÈ
SIMBENGANGA
HANGOLOMÉA
SIMBENGANGA
JAUTALE
8. HANGOLO
MARAVAIA
KE
PEMBE(^)
HANGOLO
MARAVAIA
KE
PEMBE(^)
IÁ
SAMBANGOLÈ(^)
9. HANGOLÒ
MARAVAIA
NO
SERERE(^)
R. NO
SERERÈ(^)
CANTIGAS KAVUNGU
1. Fundamento com
Oxalá
IE, IE,
KAFUNJE(^)
KATU, LEMBA,
BORASINA
KOSENZALA
2. KUENDA
KUENDA (limpando)
KAFUNGÈ(^)
KALUNGA JAWÀ
DIMBE(^)
KUENDA
KUENDA
KAFUNJE
HANGOLOMÉA ADÈ(^)
JAWÀ
(é cântico de barrcão, mas
algumas pessoas cantam como reza para ebó contra problemas de
pele)
3. NSUMBUÈ, NSUMBU NANGUÈ
(^)
(BIS)
NSUMBU,
SAMBU
KUENDA
O LEMBA
DILÈ(^)
MAOKE FITA,
FITA
MAOKE SAMBU
KUENDA
4. NSUMBU, È, È,
È(^)
NSUMBU È POPO DI
MONÀ
(BIS)
5. AÈ, AÈ SI
KAFUNAN
AÈ, AÈ SI
KAFUNAN
KAFUNJE KOMBE
LOJÀ
TATETU SI
KAFUNAN
6. XAUERE(^),
XAUERE(^)
KAFUNJE
KUMBELOJÀ
XAUERE(^),
XAUERE(^)
KAFUNJE
KUMBELOJÀ
7.
KUMBE, KUMBE LASIN
(BIS)
KUMBE KUMBE
LAJO
8. (Como se fose
Azoani)
E MALA, E MALA
IZO(^)
È È
KAKAWANE
È MALA
IZO(^)
9. INDO IÒ
IÒ
INDO FINDO
EMALA
TATETU
TARAMESSÓ
KAFUNJE FINDO
EMALA
10. (Funfun =
Katu)
KATULEMBO
RÀSINI
KOSENZALA
IÈ IÈ
KAFUNJE
E
KOSENZALA
IÈ IÈ
KAFUNJE.
11. LEMBA È
È
ME, KATU,
IZO
LEMBA È
È
ME, KATU E
À
FAIA MAMETU KAINDO(^) (Bate
Folha)
(FAIA MAMETU KAIANGO(^) - T.
Jusara)
KAMBONDO KUNDÈ
KAMBA
LEMBA
DILE
FAIA MAMETU
KAIANGO(^)
KAMBONDO KUANDE(^)
KAMBA
MANDU
KAIÁ
12. MONA
KUÉRA
SAMBUE (^) A NGELE(^)
MONA
KUÉRA
SAMBUE(^) NKAFUNJE(^)
CANTIGAS DE
KAIANGU
Para Kaiangu de qualquer
idade
1. EÀ MATAMBA
È
TATA
EME
EÀ MATAMBA
È
TATA
EME
2. EÀ DA
MUIGANGA
È TATA
EME
EÀ EÀ
MATAMBA
È TATA
EME
3. EÁ EÁ
EAÈ
E A
MATAMBA
DI KAKURUKAJE
ZINGE
EÁ EÁ
EAÈ
E Á
MATAMBA
DI
KAKURUKAJE
ZINGE
EÀ
EÀ
E TATA
EME
EÀ EÀ MATAMBA
E TATA
EME
4. NDAMBURE,
NDAMBURE
MAVANJU
NDAMBURE
MAVANJU
ELESIKÒ,
MAVANJU
5. E NSIMBE, IE
IE
A È
BAMBURUSENA
É NSIMBE IE
IE
(bis)
(pode cantar KISIMBI IE
IE)
6. NDAMBURE,
NDAMBURE
AVANJU
NDAMBURE
AVANJU
BAMBORUSENA,
AVANJUE
7. SINA
AVANJU
ORO SINA
AVANJUÈ
KONGO LE
LUANDA
ORO SINA
AVANJUE
SINA
AVANJU
ORO SINA
AVANJUE
ORO BAMBURUSENA
ORO SINA
AVANJUE
8. Para santo
velho
(esta cantiga serve para rum
de qualquer santo feito, mudando o mametu por tatetu se for o
caso)
INDO IO
IO
INDO
FINDO
EMALÁ
MAMETU
TARAMESÒ
INDO
FINDO
EMALÁ
9. EÀ DIN
DIN
E À
DINDAIÁ
MATAMBA
DIARUE
MATAMBA
DIARUAIA
10. EÀ JANJA KALUNGA
JINJE
KAMUNAN
DENDE
KE
KE MIKÉ NBANDA
EÀ
MATAMBA
MIKÉ
NBANDA
9.
ERRADA:
ZAMBE QUE
MANDA
ANDÁ
KAIANGO
ANDANDO
MATOU
BOADI
CERTA:
NZAMBI KIMBANDA
MONÁ
KAIANGU
KAPANZO
MAKOBOADI
CANTIGAS DE
DANDA
1.
DANDALUNDA
MAIMBANDA KOKE
(^)
DANDA
LUNDA
MAIM BANDA KO KE (^)
Á
(bis)
2. DANDALUNDA
UN TERERE
(^)
UN TERERE
(^)
3. DANDALUNDA
UN AXOKUE
(^)
UN AXOKUE
(^)
4.
DANDALUNDA
EUÁ SAMBE
(^)
DANDA SAMBE
(^)
5. DANDALUNDA
EUA IZO
(^)
DANDA EUA IZO
(^)
6. (Serve tb para Telekompensu)
SOE (^), SOE (^)
DANDA LUNDA SOE
(^)
7.
TELEKOMPENSUE
TELEKOMPENSUÁ
TELEKOMPENSUÊ
DANDALUNDÁ
8. MONA
MONA
KUIÁ
KUIÁ
MONA
MONA
KUIÁ
BEKÒ
9. DANDE(^),
DANDE(^)
O
DANDEUARÁ
O ME ZAMBE EUA
DANDE(^)
DANDE(^) O
DANDEUÁRA
10. KISSIMBI KISSIMBI
È
KISSIMBI MONA
ME
KISSIMBI MONA
ME
KISSIMBI
È
11. SAMBÁ SAMBÁ MONA
ME
TAKUMBIRA
KENAN
(bis)
UN
SAMBA Ó
SAMBA MONA
ME
TAKUMBIRA
KENAN
12. (Kongo) AXOKE(^),
AXOKE(QUÊ)
EÁ
DANDÁ
AXOKE(^),
DANDALUNDA
AXOKE(^)
DANDÁ
13. DANDALUNDA KE (^),
KUARÁ
DANDALUNDA KE (^)
JANJO(^)
14.
Cantiga que é para Oxum em Bate Folha e para Yemojá em Tumba
Junçara
CANTIGAS DE
VUNJI
1. VUNJI MONA ME
(BIS)
KABILA
DINGOMA
VUNJI KAUELE,
KAUELE
KABILA
DINGOMA
ATOIZA
2. VUNJI A, VUNJI
A
VUNJI
DITAMARAKA
TATETU
VUNJI,
VUNJI
A
3. DANDA
VUNJI
KABILA
DINGOMA
(BIS)
VUNJI DANDA
VUNJI
4. KAUELE
SIMBE
KAUELE
SUZI
(bis)
5. AI, AI,
AI
VUNJI, KAMUNAN
KESANJI
VUNJI, KAMUNAN MONA
ME
6. AÈ
SAKUELA
VUNJI MONA
ME
(bis)
7. E, E, E, Ò NGANGA
VUNJI
DITAMARAKA
O
NGANGA
8. AÈ AÈ
SAKELA
MONA
VUNJI
SAKELA MONA
KESANJI
SAKELA MONA
VUNJI
9. VUNJI
MABI
DILE,
DILE
VUNJI
MABI
10. VUNJI MONA
ME
VUNJI
NAVULÔ
11. SUNA
VUNJI
AME
MONA
VUNJI
AME
(bis)
CANTIGAS DE
KAIALA:
1. MIKAIA SELU
BANDA
SELU
BINDA
DA MAN MAN
IE
MIKAIA
SELU BANDA SELU
BINDA
DE MAN
MANIE
O MIKAIA
È
2. KEVE, KEVE KAIA (bis)
MAMAN
INGOMA
SEGINGOMA
ENU TATA,
AME, KAIA
3. SAMBA
NGUELE
SAMBA NGUELE
MARUÈ
(bis)
4. SAMBA
NARUÊ
SAMBA
NARUÊ
KAIA
(bis)
5. KONGO
SAVASI
E A TUNDE
RENÈ
KONGO
SAVASI
E A TUNDE
RANAHN
(bis)
AÈ AÈ KONGO
SAVASI
RENÈ
6. KAIALA
NAVITÈ
NAJÈ AKISI
KONGO
(bis)
7. KAIALA
ABITE
KAIA, MA,
KISIKO
(bis)
8. AÈ
KONKUETO
AÈ KONKUETO
OIÔ
(bis)
MIKAIA
KONKUETO
MIKAIA KONKUETO
OIÔ
9. KAIALA
VANULE
SIVITE,
KAIA
(bis)
CANTIGAS DE
TELEKOMPENSU
1. TELEKOMPENSU E
(^)
TELEKOMPENSU
Á
TELEKOMPENSU E
(^)
DANDA
LUNDÁ
2. MONA
MUCHINU
É MAIONGE
(^)
MAIONGE (^), MAIONGÁ
MONA MUCHINO É
MAIONGE,
MAIONGE SALE (^)
3. MAZA, MAZA
KULOESA
(qualidade)
MAZA, MAZA
DILE
MAZA, MAZA,KULOESSA
4. AÈ
MUKONGO
MUKONGO KAÍZA
È
AÈ
MUKONGO
KUTOMBESA
AÈ
5. MU
MUANHU
MUSSAMBE (^),
MUSSAMBÊ
TATETU
MUSSAMBE (^)
6.
NZACHI, MUCHITU
EKOMPENSULE
NZACHI,
MUCHITU,
NGÚZU,
MUCHITU
7. DANDA,
DANDA
O KUABA, OKUABÁ
MONA
MUCHITU
OKUABA
OKUABÁ
8. MULÉLE E
(^)
MULÉLE
LEMBÁ
MULÉLE E
(^)
NZO (^) E (^) Á
(inzo)
9. È È
KISSIMBI
(Mãe Pondá)
È È KUTALA (Pai
Ibolama))
È MAIM
BANDA
È MAIM BANDA KOKE
(^)
10. DANDA MAIONGE
(^)
KABILA DILE
(^)
(bis)
CANTIGAS DE
LEMBA
1. O NGANGA MOXI,
LEMBA
O NGANGA MOXI,
Ò
2.LEMBA NZAMBI
APONGO
PARA
KENAN
R: O INDO,
INDO
3. NZAMBI NAKUA
TESA
R:
AWETO
(BIS)
4. LEMBÁ, LEMBÁ
DILE
LEMBÁ EDI
KANAMBURA
IA VEODI
IAIÀ
5. MANAUE O
LEMBÈ
Ò
LEMBÀ
(BIS)
6. NZAMBI, NZAMBI KE NZAMBI
(BIS)
NZAMBI APONGO
DE
O KE NZAMBI, O KE
NZAMBI
7. SIGANGA
E
SIGANGA
EMAN
GANGA
KAMENEMENEN
GANGA
JIOKA
8. KASUTE
È
KASUTE
LEMAN
OXI MUGANGA KASUTE LEMAN
OXI MUGANGA KASUTE
LEMAN
OXI MUGANGA LEMBÁ
IZO
9. AE, AE, KASUTE,
LEMAN
KASUTE
LEMBÁ
KASUTE
LEMAN
10. EDI, IE, E,
E,
EDI, IE E
A,
TATA
MONAPÁ
SEREPEPE
NFI
DI GANGA
ZUMBA
È È
LEMBÁ
CÂNTICOS DE MINA
LUGANO
1. NZAZI,
NZAZI
MAKULÈ (^),
LUGANO
2. JANJA
AWÈ
KALUNGA
LUGANO NKRENKRE(N)SOE
(^)
(bis)
3. KIMBANDA,
KALUNGA
KIAHELA, NGUSU,
È
(bis)
4. INDO IA,
IA
INDO
FINDO
EMALA
KATAMBA, INDO IÒ
IÒ
LUGANO, INDO IA,
IA
CANTIGAS DE MINA
AGANJI
1. È È AGANJI
È
È È AGANJI
È
(n)AGANJKI
(n)AXOKUE
(n)AGANJI (n)LEMBA
È
(bis)
2. E À
DANDA
KAIALA
MONA
LOMÉ
(bis)
3. SAMBA,
SAMBA
MONA
LOMÉ
r: AÈ MAMETU
(bis)
4. NZAMBI A
MOXI
LELE
AGANJI
NZAMBI À
MOXI
LELE
AGANJI
5. NSEKESSE, AGANJI
È
EUA
IZO
(bis)
6. NSEKESSE AGANJI,
È
MONA
LOMÈ
NSEKESSE, AGANJI
È
MONA
IZO
CANTIGAS DE
KITEMBU
1. KITEMBU
È
NGANA
NZMBI
(bis)
EÀ KISIMBI PE PE
PE
E À
MAIONGA
KITEMBU
È
2. MIRU
KITEMBU
MIRU
KITEMBU
MIRU
KITEMBU
INGE KITEMBU,
MIRU
3. KITEMBU È RE
RE
E A KITEMBU
APEROLÁ
KITEMBU
MAVILA
LEMBA
È
O KITEMBU
È
4.
KITEMBU MAVULU
MAKINAN
DINAN
EKISIKO
KITEMBU
MAVULU
MAKINAN
DINAN
JAMUKANGE
5.
KITEMBU MAKURA DILÈ
E DA
MURAXÒ
KITEMBU MAKURA
TATA
E DA MURAXÒ XO
XO
E DA MURAXO, AI
AI
E DA MURAXÒ AI
AI
6. È A KITEMBU E A
LAMBADA
MAKURADILE
E À
KITEMBU
E À LAMBADA
MAKURE
7. KITEMBU
D'ANGOLÈ
AMOLA FAIA, NO
KONDEME
AÈ
KITEMBU
AMOLA FAIA NO
KONDEME
8. KITEMBU
MAVILA
KASANJE
EAZILÈ
CANTIGAS DE
ZAZI
1. ARUE GANGA
È
NO
BOIAMIN
GANGA
E
ARUE GANGA
È
NO
BOIAMIN
GANGÁ
2. SINGANGA
È
È
LUANGO
SINGANGA
È
È
LUANGO
3. ZAZI KE VE NWE
D'ANGOLA
ZAZI
MALAKAIA
ZAZI KE
AMASI
(bis)
4. O, O, O, O,
MIKARIOLÉ
MASANGANGA
ASANGANGA
MIKARIOLÉ
5. OLÒ
KOMBELA
ZAZI
KOMBELA
ZAZI
KOMBELA
ANGOLA
6. LESI,
LESI
MSANGANGA
MI,
KARIOLÉ
7. O ZAZI
È
O ZAZI
A
O ZAZI
È
MNHANGOLE
MANHANGOLÁ
8.
ZAZI
KINANBO
AÈ
AÈ
KUMBEL
ZAZI,
Ò ZAZI
È
9. (sem origem
definida)
VALE LE,
VALELE
VALELE
LELE
LUÁ
(bis)
GERAL:
KISSIMBI - TIPO IEIE PONDÁ
SESSU COME COM PONDÁ NO
ENCONTRO DE DOIS RIOS
AVANJU E BAMBORUSENA SÃO
TIPO BAALE
QUANDO VAI ALIMENTAR ESSAS
QUALIDADES TEM QUE ALIMENTAR EGUN.
NUM
BORI DESSE SANTO VAI SE FAZER UM BALAIO PARA EGUN. BATE 3 VEZES DO LADO DE FORA
E LEVA PARA A RUA - NO CAMINHO OU NO BAMBUZAL
ENREDOS DAS QUALIDADES DE
KATENDE
KATENDENGANGA =
KAVUNGU
MANANGANDÚ =
HANGOL'O, HANGOLOMÉA
AMOKÉ (amoqué) = KITEMBU
ABUKÉ =
NGUNZU, KAIALA
MARANGOMBE =
(complicado, tem que assentar para filhos que vão mexer com folhas) =
DANDA, VUNJI, TELEKOMPENSU
GANGAMIN =
PAMBUNJILA
KAFILEKONGO =
NKOSI
MAUN =
AGANJI, LUGANO, ZAZI
KAMUKÉN =
ZUMBÁ,
LEMBÁ
GANGATAMBESI =
ZAZI
GANGAFUN =
KAIANGU
ASSENTAMENTO DE
DANDA
PODE VIR PELO 5 / 8 / 10 / 16
Objetos na quantidade do
odu:
BÚZIOS
ABERTOS
CONCHAS DE
RIO
MOEDAS
AMARELAS
IDÉS ABERTOS (amarelos,
exceto se vier pelo 10 que serão de prata, alpaca ou
inox)
1 de cada:
1
OTÁ oval ou alongado
1 IBASIN (correntinha ou palha da costa com coisas penduradas)
PARA COLOCAR DO LADO DE FORA DO IGBA
1
PEIXE DE METAL
1
FAVA SUCUPIRA (ABEBÉ DA OXUM)
1 PEDAÇO DE CASCA DE TRAKAJÁ
OU TARTARUGA FÊMEA
1
KÉSO e 1 OROLELÊ
(sempre abertos. O obi é
sagrado, dá permissão e confirmação) Coloca num prato com um copo d'água,
salpica N S L O por cima do prato. Despacha o umbigo na rua à direita de quem
sai, ou no padê. Depois de jogar
passa na água e coloca no assentamento.
ENREDOS DE
ZAZI
ZAZI MOBONA (TIPO BARU) =
PAMBUNJILA
ZAZI KINAMBO =
NKOSI
KAMBARANGUANJE ARA =
NGUNSU
MASSANGANGA = KATENDE,
HANGOL'O
KATUBELANSI =
KAVUNGU
KARIOLÉ = TELEKOMPENSU, KATENDE,
HANGOL'O
ZAZI KIANGU =
KAIANGU
MONA KAIA =
KAIALA
ZAMBARÁ =
ZUMBÁ
LUANGO =
LEMBÁ
LUVANGO = LEMBÁ, MINA
LUGANO, MINA AGANJI
NJEREWÁ = VUNJI,
DANDA
MAKUDIANDEMBU =
KITEMBU
ZAZI MAKULE =
KITEMBU
ZAZI NGUELE = NKOSI, ZAZI
(LEVA 2 OTÁS, COME COM ELE MESMO)
Nkosi Ngó = qualidade de
Nkosi complicada. Come com Katende Maun. Usa verde, o fio de contas azul deve
ser fechado ou enfeitado com firma verde.
Angola
Bantu
ASSUNTOS GERAIS -
DICAS
ngudia - comer -
ajeun
Bantu - no Rio de Janeiro.
Não teve desembarque na Bahia. Foram os primeiros a chegar ao Brasil, em 1675.
Todas as palavras africanas que influenciam a língua portuguêsa são
bantu.
DIKELENGO - garganta
- origem da palavra KELÊ
No sul da África quase tudo
é Angola.
Kimbundo mais 274
dialetos
Os negros bantu sabiam
cultivar, plantar.
O PENSADOR - Símbolo de
Angola. Na Europa Rodin copiou a idéia e ficou famoso.
NSABAS ZAMBIRI = ervas sagradas = ewe orisa
Sempre se forra a vasilha em
que se oferece comida com folhas de mamona BRANCA, (mamona roxa serve para Exu),
colônia, bananeira.
Quando se oferece frutas
para Exu deixa-se sempre os caroços. Para Orixá tira-se os caroços.
Não se pode descascar o cará
para Ogun com ferro nem aço. Só metal. Não se usa faca. Pode descascar com
colher ou com uma moeda.
CARÁ = karamunan
Numa casa de Santo só existe
um feito na casa: BARÁ - OXUMARÊ - OSSAIN - XANGÔ BARU - TEMPO -
XANGÔ
(Quando o filho faz 7 anos
leva seu santo, e aí a casa pode ter outro filho feito daquele santo. Os que vêm
de fora já feitos, tudo bem. O Bará só pode ter o da casa. Dos filhos coloca-se apenas o
otá, e quando ele abrir a sua casa o zelador leva o otá e assenta o
Bará.
A casca do igbin vai para
Exu (okoto)
Não pode ser segundo santo
de ninguém: OYÁ ONIRA - OXUMARÊ - LOGUN - OBÁ - OGIYAN (é meji com OGUN
ALAGBEDÉ). OLUFON pode, porque ele sempre age como
segundo.
O cará para Ogun - presente
é colocado em pé, ligação aiye - orun. Deitado é para guerrear, demanda, etc.
Livro bom sobre Bantu - Real
Gabinete Português de Leitura - estante 22 prateleira S, volume 27 - José
Redinha
Dicionário de Angola Bantu -
de um frei italiano
nsabas zambiri
O Tata Kisaba (ogã de
folhas) é recolhido na esteira forrada com 16 qualidades de folha. A faca (pokó)
das nsabas é recolhida junto, faz as mesmas obrigações, durante 21
dias.
Tata pokó = axogun - deve
receber curas nas mãos.
KATTA =
AXÉ
KATENDE -
OSONYIN
Só homem pode colher as
folhas.
Cada folha é tirada de um
jeito. Folhas quentes demais têm que ser arrancadas.
Há horários específicos para
se colher as folhas.
ex.: Pelegun - rajado = Logun,
Orunmilá.
verde : ao amanhecer é frio (Oxossi,
Oxalá)
às 12h é quente (Oya, Exu,
Ogun)
no fim da tarde para Egungun, sacudimentos,
etc.
O pelegun usado nas saídas
de Iyawo, na mão do iyawo, deve ser colhido ao amanhecer.
OGBÓ, MOBÓ, OBI, AKOKO,
MULUNGU, LOKO = ao serem colhidas as folhas devem descansar ao pé da árvore
antes de ir para a roça. Coloca-se num cesto, respinga-se água e cobre-se de
branco. Deixa de um dia para o outro.
12h faz-se a ponte aiye x
orun. É hora boa para rezar
O akoko não deve ser
colocado no bolso ou bolsa, porque não deve deixar
esfarelar.
Romã - folha de Oyá para
decoração, não para banho.
O cará para Ogun deve ser
pouco assado, o interior deve ficar sempre semi-cru.
Camarão seco com sal não
serve para Oxalá e Iansã. (assar no forno sem sal, com a porta
aberta.
Para secar camarão - no
forno, sem tempero, com a porta aberta. Há quem faça com
louro.
CEBOLA - REDONDA É FÊMEA E
COMPRIDA É MACHO
Ao fazer acarajé, parte-se
uma cebola ao meio. A parte da raiz fica
no Tempo e a de cima vai para a frigideira. Também dois
pedacinhos pequeninos de carvão, ou pó de carvão, faz-se o mesmo. Bate-se o acarajé andando e sem
falar.
Para Xangô Airá
tira-se todos os carocinhos do quiabo.
Toda a comida de Xangô deve
ser forrada com acaçá, mingau de farinha ou canjica.
Xangô Baru - leva farinha de
mesa
Xangô ligado a Oxalá - leva
acaçá
Não se deve dar rabada em
amalá. Só para cortar feitiço.
Comida de Xangô - quiabo com
ponta para cima = livrar de pemba, etc.
quiabo com ponta para baixo = agradecer
Coco: sem pele = Oxalá,
Kavungu, Kitembú (Tempo)
com
pele = Oxossi
Bandeirinha de morim não se
costura, se fura o pano com a varinha de mariwo. Para orixá não se dá
nó.
Ao fazer comida para Xangô
ninguém em volta deve brincar, nem conversar fiado.
O amalá verdadeiro deve ser
servido no casco do ajapá.
tat'etu - nosso +
pai
Kav'ungo = pai da
Terra
Forrar vasilhas para os
orixás = mamona, colônia, bananeira (BANANA D'ÁGUA NÃO
SERVE).
Toda pessoa canhota não deve
cortar para orixá. É excelente para cortar para Exu.
Tem que identificar a
positividade e positivar a m ão. (Yin -
Yang)
Ao abençoar alguém sempre
coloca a mão direita, mesmo sendo canhoto.
Acaçá e canjica servem de
Exu a Oxalá.
Para o milho cozinhar bem,
colocar pedacinhos de mamão verde.
Iyaba coloca a mão do lado
esquerdo, aboró do lado direito
Oxumarê: HANGOLÔ -
(SAUDAÇÃO: HANGOLOMENHA = SENHOR SERPENTE DAS ÁGUAS)
Não existe HANGORÔ porque R só se encontra com I, não com
A, E, O, U)
Os
ovos nas comidas são sempre colocados de bico para cima.
Existem 3 tipos de omolokun:
Para KAIALA (Yemojá) -
feijão inteiro, por cima um peixe cioba ou olho de cão.
Para KAIANGU (Oyá) - Feijão
inteiro, 9 ou 11 ovos em cima.
Para DANDA (Oxum) - Feijão
socado, 5 ovos em cima, ou 8, ou 16, dependendo do enredo.
NGUDIA NKISI = AJEUN ORISA =
COMIDAS DE SANTO
NGUDIA PAMBUNJILA -
EXU
1. NGUDIA
PAMBUNJILA (pambu = andarilho; njila =
dos caminhos) = EXU
(para Exu de ZUMBA, KATENDE, KITENGO,
ANGORÔ, KAVUNGO = Nanã, Ossain, Tempo, Oxumarê, Obaluaiê) - Santos de terra
ligados a Oxalá - não levam dendê (orisa funfun)
FARINHA DE MESA, AÇÚCAR, 7
PÊRAS CORTADAS EM CRUZ
Forrar um alguidar com
mamona, bananeira, colônia (sempre se forra o alguidar com folhas). Misturar a
farinha com o açúcar e enfeitar com os pedaços das pêras.
2. NGUDIA PAMBUNJILA
(para Exu de LEMBA e KAIALA
(ou KAITUMBA) = Oxalá e Yemojá - Ori, povo das águas
FARINHA DE MESA, AZEITE DOCE
OU ÓLEO DE AMÊNDOAS, UVAS VERDES
No alguidar forrado misturar
a farinha com o azeite e cobrir com as uvas.
3. NGUDIA
PAMBUNJILA
(para Exu de KAIANGO, ZAZE
(menos LUANGO e LUVANGO), NKOSI, e alguns KAVUNGO = Oyá,
Xangô (menos Airá), Ogun e Oxossi, e Xapanã)
FARINHA DE MESA, DENDÊ, 7
MAÇÃS VERMELHAS CORTADAS EM ALAFIA
No alguidar forrado colocar
a farinha misturada com o azeite e enfeitar com as maçãs.
4. NGUDIA
PAMBUNJILA
(para Exu de
KAVUNGO)
Doburu estourado
normalmente, regado com dendê.
5. NGUDIA
PAMBUNJILA
(para acalmar qualquer
Exu)
CANJICA BEM COZIDA TEMPERADA
COM DANDÁ RALADO E FRUTAS DOCES
6. NGUDIA
PAMBUNJILA
(para Exu
Fêmea - em Angola - Mavambo, etc.)
7
FLORES DE CORES DIVERSAS
Fazer um padê completo:
farinha, azeite, mel, dendê, sal. Colocar as pétalas por
cima.
7. NGUDIA
PAMBUNJILA
(Para todos os Exus de
Angola, menos os ligados aos santos fun).
7
BOLAS DE ACAÇÁ, 7 BOLAS DE FUBÁ, 7 BOLAS DE ARROZ. TEMPERAR POR CIMA COM
DENDÊ
NGUDIA NKOSI
(OGUN)
1. NGUDIA
NKOSI
NKOSI MAVAMBU = XOROKÊ
(JÊJE)
Um
alguidar forrado com mamona (ewe lara). Colocar dentro
farofa de dendê. Enfiar no centro um cará assado descascado, virado para
cima, enfeitado com 7 fibras de
mariwo.
2. NGUDIA
NKOSI
Forrar alguidar com mamona,
encher de mingau duro de acaçá. Cortar um cará assado descascado em 7 fatias
horizontais, enfiar as rodelas no acaçá.
3. NGUDIA NKOSI (OU
MUKUMBE)
Colocar de molho milho de
galinha ou milho vermelho, de um dia para o outro. Escorrer bem. Em frigideira grande ferver dendê.
Quando estiver bem quente fritar o miklho, cebola ralada, e camarão inteiro
limpo (seco ou fresco) (sem cabeça, ferrão, etc.)
4. NGUDIA
NKOSI
Num
alguidar forrado, encher com canjica branca bem cozida e colocar no centro um
cará assado, descascado, enfeitado com fibra de mariwo. (7 - 14 - 21) serve para
todas as qualidades de Ogun.
5. NGUDIA
NKOSI
Bolas de inhame chinês,
recheadas de camarão frito e cebola ralada (do tamanho
de bolas de ping-pong). Serve para servir em festa, para o orixá trazer no cesto
e dar a todos.
6. NGUDIA
NKOSI
Cozinhar feijão cavalo só na
água, não deixar desmanchar. Escorrer bem e fritar no dendê com cebola ralada e
camarão.
7. NGUDIA
NKOSI
Um
alguidar forrado, dentro mingau de acaçá duro. No centro um cará assado com
casca. Enfeitar com 7 fibras de mariwo e em volta colocar
doburu.
NGUDIA NGUNSÚ
-
OXOSSI
1. NGUDIA NGUNSÚ
Um alguidar forrado cheio de
milho cozido, enfeitado com fatias ou pedacinhos de coco.
2. NGUDIA
NGUNSÚ
Um alguidar forrado, milho
cozido e amendoim cozido.
Só para pessoas antigas de
santo (mais de 7 anos) porque o amendoim é quente.
3. NGUDIA
NGUNSÚ
Para INLE (Oxossi do
branco). Alguidar forrado cheio de canjica cozida formando um montinho. Cobrir
com milho verde ralado. (mais ou menos 6 espigas). Escorre como uma
cobertura.
4. NGUDIA NGUNSÚ
Alguidar forrado (pode ser
com a palha do milho) cheio de mingau de acaçá duro. enfiar 6 espigas cruas descascadas em pé no
acaçá.
5. NGUDIA NGUNSÚ
Feijão fradinho cozido por
15min., sem desmanchar. Escorrer e fritar no dendê ou
azeite doce (conforme o caso), com cebola ralada e
camarão.
6. NGUDIA NGUNSÚ
1 alguidar forrado cheio de
canjica, 2 cocos verdes. Tira-se a tampa dos cocos, e coloca-se um com a própria
água e outro cheio de canjica. Junto uma quartinha com a água do outro coco. Acender 2 velas. _ Comida boa para amarrar o
santo a você, para juntar o santo da pessoa.
NGUDIA KATENDE -
OSSAIN
1. NGUDIA
KATENDE
Alguidar forrado, cheio de
mingau de acaçá. Por cima bastante fumo de rolo picado (Rachando ao meio os
pedaços de fumo, na vertical, fica umas cobrinhas muito
bonitas).
2. NGUDIA
KATENDE
Alguidar forrado, acaçá, e
por cima 14 bolas de batata baroa cozida, amassada. (Pode enfeitar as bolas com
pedacinhos de fumo)
3. NGUDIA
KATENDE
Alguidar forrado, acaçá, por
cima 14 bolas de batata doce cozida amassada. (Pode enfeitar as bolas com
pedacinhos de fumo)
4. NGUDIA
KATENDE
Um alguidar forrado, mingau
de acaçá, 14 bolas de inhame chinês com um pedaço de fumo em cada
uma.
5. NGUDIA KATENDE -
BÁSICA
Alguidar forrado. Dentro
bastante batata doce cozida e amassada. Por cima doburu.
6. NGUDIA
KATENDE
Alguidar forrado, cheio de
pipoca e fumo picado misturados.
Esta comida e a próxima (6 e
7) são boas para deixar na entrada da mata quando for colher
folhas.
7. NGUDIA
KATENDE
Tigela branca com mel,
azeite doce, dendê, oti, fumo de rolo picado e moedas.
NGUDIA
KATENDE - Na mata
Numa vasilha de louça
colocar 14 dentes de alho inteiros, com casca, 14 moedas, mel, cachaça e fumo
desfiado. Gritar:
NSABAIÈ (UNSABAIE) = Ewe,
asa!
NGUDIA ZAZI -
XANGÔ
1. NGUDIA
ZAZI
1 kg de quiabo cortado sem
as cabeças e o rabinho, azeite doce e água. Levar ao fogo. Acrescentar cebola
ralada, camarão limpo, gengibre ralado. Deixar cozinhar bem. Quando estiver bem
cozido colocar dentro de gamela forrada com folha de mamona e uma camada de
acaçá.
2. NGUDIA
ZAZI
1 kg de quiabo cortado sem
cabeça e sem rabinho. Dendê, um pouco de água, camarão limpo, cebola ralada,
gengibre ralado. Cozinhar bem e colocar em gamela forrada e com mingau de
farinha de mesa.
3. NGUDIA
ZAZI
Quiabos (24) cortados sem
cabeça e sem rabo. 1 copo pequeno de água. 1 pouco de açúcar cristal ou mascavo.
Bater com energia com a mão ou colher de pau, até formar uma papa uniforme (não
vai ao fogo)
Serve também para banho em
filhos de Zazi doentes.
4. NGUDIA
ZAZI
KADRAKÁ - comida
Jeje.
1 camada de mingau de
farinha de mesa
1 camada de mingau de
fubá
1 camada de mingau de
acaçá
1 camada de arroz
cozido
1 camada de canjica
cozida
12 quiabos
inteiros
Numa gamela ou tigela
arrumar com 6 quiabos de ponta para
cima e 6 de ponta para baixo.
5. NGUDIA
ZAZI
500 g de quiabo cortado,
cebola, gengibre, dendê, noz moscada ralada. Fritar tudo e servir em gamela
forrada com acaçá.
NGUDIA
KAVUNGU
1. NGUDIA
KAVUNGU
Para Obaluaiê branco, tipo
Jagun
Alguidar forrado, dentro
bastante canjica e doburu por cima.
2. NGUDIA
KAVUNGU
Alguidar forrado. No fundo
milho de galinha cozido. Colocar por cima um refogado de azeite doce, cebola
ralada, camarão e rodelas de inhame chinês coido.
3. NGUDIA
KAVUNGU
Para pedir paz e
saúde
Alguidar forrado, bastante
purê de batata doce, colocar popr cima doburu, no centro uma bandeira branca de
morim.
4. NGUDIA
KAVUNGU
Alguidar forrado, mingau de
acaçá e doburu. Enfeitar com elos de coco sem pele.
5. NGUDIA KAVUNGU
(serve para quase todas as qualidades de
Kavungu)
Refogar bastante chicória (3
maços), azeite doce, cebola ralada, camarões frescos
limpos.
Colocar canjica cozida em
tigela ou alguidar forrado. Por cima colocar o refogado.
6. NGUDIA
KAVUNGU
Em alguidar forrado colocar
amendoim torrado e moído misturado com milho de galinha torrado. Por cima encher
de doburu.
7. NGUDIA KAVUNGU
(Comida de maleme)
Alguidar forrado, colocar
doburu e em cima 7 bolas de inhame chinês. Em cada bola, uma bandeira de morim
branco com fibra de mariwo.
NGUDIA KITEMBÚ (OU
KIDEMBÚ)
1. NGUDIA KITEMBÚ
-
comida básica, de
emergência
Um alguidar forrado, colocar
mingau de acaçá, doburu por cima.
2. NGUDIA KITEMBÚ
Alguidar forrado, mingau de
acaçá com milho bem cozido por cima (colocar pedacinhos de mamão verde para o
milho cozinhar bem).
3. NGUDIA
KITEMBÚ
Alguidar forrado, mingau de
acaçá, cobrir com feijão fradinho cozido.
4. NGUDIA
KITEMBÚ (só dura no máximo 2
dias)
Alguidar forrado, canjica
cozida misturada com doburu.
5. NGUDIA
KITEMBÚ
Alguidar forrado, colocar
doburu enfeitado com fatias de coco sem casca.
6. NGUDIA KITEMBÚ - OFERENDA
DE TEMPO
Uma louça forrada (ou
alguidar), 7 bolas de fubá, 7 bolas de tapioca (para cada pacote um copo de
requeijão de água - não vai ao fogo), 7 bolas de arroz, Arrumar intercalado.
Pode enfeitar com frutas doces.
7. NGUDIA KITEMBÚ - OFERENDA
DE TEMPO
7 bolas de batata doce
cozida, 7 bolas de inhame chinês, 7 bolas de acaçá, tudo arrumado intercalado.
Pode enfeitar com frutas doces (sempre pode).
NGUDIA HANGOLO - BESSÉM -
OXUMARÉ (HANGOLO -
HANGOLOMÉA)
(SAUDAÇÃO: HANGOLOMENHA =
SENHOR SERPENTE DAS ÁGUAS)
1. NGUDIA
HANGOLO
Num alguidar forrado colocar
mingáu de acaçá e enfiar 14 ou 15 buchinhas.
(As buchinhas de banho,
pequenas, são o alimento preferido de Oxumarê. Encontra-se em muro de linha de
trem).
2. NGUDIA
HANGOLO
Em alguidar forrado colocar
milho de galinha bem cozido. Por cima coloacr 14 fatias de batata doce
crua.
3. NGUDIA
HANGOLO
Em alguidar forrado colocar
canjica bem cozida com 14 fatias de batata baroa cozida por
cima.
4. NGUDIA
HANGOLO
Num alguidar forrado colocar
feijão preto cozido só na água (pouco cozido - 20 min.) misturado com milho de
galinha cozido.
5. NGUDIA
HANGOLO
Num alguidar forrado colocar
milho de galinha cozido temperado com refogado de cebola ralada, camarão e
gengibre, feito no dendê.
6. NGUDIA
HANGOLO
Num alguidar forrado colocar
14 bolas de batata doce com 1(ou mais)
doburu enfiado enfeitando.
7. NGUDIA
HANGOLO
Num alguidar forrado colocar
canjica branca bem cozida enfeitada com 14 folhas de
louro.
NGUDIA
DANDA (ou Dandalunda)
(Danda = nome do orixá;
Lunda = lugar de origem do culto)
1. NGUDIA
DANDA
Numa vasilha de louça forrada espalhar feijão fradinho cozido bem socado
ou moído (fazer uma pasta), temperado com cebola e camarão. Colocar por
cima 5 ovos em pé (de bico para cima).
2. NGUDIA
DANDA
Numa louça limpa forrada
colocar pasta de feijão fradinho. Temperar com cebola ralada e camarão e colocar
8 ovos em pé.
3. NGUDIA
DANDA
Numa louça limpa e forrada
colocar pasta de feijão fradinho temperado com cebola e camarão, 16 ovos cozidos
em pé. Pode ser ovos de tartaruga.
Serve para Iya Omin - grande
enredo com Orunmilá. Só para zeladores de Oxum ligados a
Orunmilá.
4. NGUDIA DANDA
(para recolhimento de
filhos, etc. - Pode dar também para Yemojá)
Numa vasilha de louça
forrada colocar canjica branca cozida, jogando por cima refogado de cebola e
camarão no azeite doce.
5. NGUDIA
DANDA
Numa tigela forrada colocar
mingáu de acaçá. Por cima um refogado de azeite doce, cebola ralada e uma pitada
de gengibre ralado e camarão.
6. NGUDIA DANDA - IPETÉ
QUENTE
Refogar no azeite de dendê
quente cebola ralada, camarão, gengibre ralado, noz moscada. Juntar inhame
chinês cozido e amassado. Baixar o
fogo e ir mexendo e pingando dendê até formar um creme. Despejar numa vasilha
forrada.
7. NGUDIA DANDA - IPETÉ DOCE
OU IPETÉ FRIO
Refogar camarão, cebola
ralada e gengibre ralado em bastante azeite doce. Colocar inhame chinês cozido e
amassado. Mexer até fazer um creme. Despejar na vasilha
forrada.
8. NGUDIA DANDA - XIN XIN DE
GALINHA
Cozinhar uma galinha ou
franga cortada em pedaços, sem sal.
Desfiá-la, acrescentar cebola, camarão, gengibre e dendê. Oferecer em tigela de
louça forrada.
UTILIZAÇÃO DE KESSO /
OROLELÊ (obi e orogbo)
ZAZI - não Kesso
KAVUNGU - não Kesso - Só
existe um que pega - Não se deve dar.
LEMBA - Kesso e
Orolelê
Obaluaiê é santo terra, Obi é ligado a ar; Orogbo é ligado a
terra.
Tem gente que diz que obi é
ligado à vida e orogbo é ligado à morte
.x.x.x.
|
KETU |
ANGOLA |
JEJE |
IJEXÁ |
|
Esu |
Pambunjila |
Legba |
|
|
Ogun |
Nkosi |
Tobo |
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Osossi |
Ngunsu |
Otobi |
|
|
Sango |
Zazi |
Sobo |
|
|
Osonyin |
Katende |
Agué |
|
|
Obaluaiye |
Kavungu |
Ajunsun |
|
|
--- |
Terekonpensu |
Ajaunsi |
Logun |
|
--- |
Kitembu
(Tempo) |
---- |
|
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Osun |
Danda |
Aziri |
|
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Oya |
Kaiangu |
Vodunjó |
|
|
Yemoja |
Kaiala |
Aziri
Tobossi |
|
|
Osumare |
Hangolo Hangoloméa |
Bessén Frekuén Dokuén |
|
|
Nanã |
Zumba |
--- |
|
|
Orisanlá |
Lembaenganga |
Olissa |
|
|
Ogiyan |
Lemba |
Olissasy |
|
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--- |
Wungi |
--- |
|
|
Yewa |
Aganji
ou Minaganji |
|
|
|
Oba |
Minalugamo |
|
|
1. NGUDIA
KAIANGU
Numa tigela forrada coloque
feijão fradinho cozido inteiro. Por cima 9 ovos cozidos de ponta para cima. Tempere com refogado de cebola e camarão
feito em azeite doce ou dendê. Pode colocar gengibre, louro, canela, dandá
ralado.
2. NGUDIA
KAIANGU
Numa tigela forrada colocar
feijão fradinho cozido, 11 ovos em pé de ponta para cima. Por cima coloque refogado de cebola e
camarão. Em volta 11 folhas de
louro.
3. NGUDIA
KAIANGU
Numa vasilha forrada coloque
canjica cozida. Por cima uma espiga
de milho crua, cortada em 9 gomos.
4. NGUDIA KAIANGU -
ABARÁ
Feijão fradinho cozido
amassado, enrolado em folha de bananeira, amarrado com palha da costa ou fiapos
da própria bananeira (imbira). Cozinhar no cuscuzeiro ou no vapor em panela com
escorredor de macarrão em cima. Oferecer 9 ou 11 a Oyá.
5. NGUDIA KAIANGU - Para
Onira
Em vasilha forrada colocar
feijão fradinho cozido, misturado com milho de galinha cozido.
6. NGUDIA
KAIANGU
Numa vasilha forrada coloque
mingau de acaçá. Por cima feijão fradinho cozido inteiro.
7. NGUDIA KAIANGU -
ACARAJÉ
Deixar de molho uma boa
quantidade de feijão fradinho cru. No dia seguinte descascá-lo. Socar no pilão ou moer em máquina. Ralar cebola e gengibre. Misturar tudo
batendo bem com colher de pau, até formar bolhas, utilizando rezas próprias.
Fritar em azeite de dendê bem quente, tendo dentro a metade de cima de uma
cebola e um pequeno pedaço de carvão. Como Kaiangu é santo de tempo o acarajé
deve ser batido ao tempo. Não leva água, só o líquido da própria cebola e do
feijão. A metade de baixo da cebola é colocada numa tigela para Tempo. Com o
dendê e o carvãozinho fazer um padê para Exu de Oyá.
Geral:
Comida de santo não leva
sal. Faz-se a comida e quando é para oferecer para o povo, coloca-se
sal.
O verdadeiro azeite para o
santo é o óleo de caroço de algodão. Como é difícil de encontrar coloca-se
azeite doce.
Toda a comida de santo pode
levar tempero a gosto, de cordo com o sant: dandá
ralado, noz moscada, louro, canela, gengibre, etc.
Oxossi (Ngunsu) e Oyá
(Kaiangu) aceitam espiga de milho.
O abará (receita de Kaiangu)
também serve para Obá e Xangô.
Carvão é energia, ciclo
vital, por isso se coloca no acarajé de Oyá.
Comidas como Ipeté e Acarajé
só se faz em dia de festa. No dia-a-dia existem diversas comidas, como as que
apresentamos aqui.
Ao fazer o acarajé para
Kaiangu, fazer 7 acarajés pequenos para entregar aos pés do
santo.
7 - caminho das 7 cidades, 7
eguns.
CHAKRAS
BOTHÉS
LOCAL
Coronário
UAKONGO/MUTUÉ
Centro da cabeça
Frontal
DIBOMO
Meio da testa entre os olhos
Laríngeo
DIKELENGU
Garganta
Cardíaco
PUMBÚLU
Meio do peito (coração)
Gástrico
DIKUTU
Estômago (Plexo solar)
Esplênico(Umbilical) TUMBÚ
Umbigo
Genérico (Básico)
DIVUMU
Baixo Ventre
.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x
PREPARO DO PEIXE
CIOBA:
Numa frigideira colocar
bastante azeite doce. Quando estiver bem quente APAGA O FOGO
e passa o peixe dos dois lados.
O peixe para santo é
INTEIRO. Nada de mandar limpar, aparar as barbatanas, etc.
Em qualquer comida de Kaiala
(Yemojá), o tempero: Pó de sândalo
e pó de cravo da Índia (sem bolinha), mistura, põe na mão e sopra na
comida.
Cravo da Índia deve ser
retirada a bolinha. Na casa de santo, dá pra Exu. Em
casa, joga no lixo.
Batata doce, inhame, etc.
para santo: CozInha com casca, depois
descasca.
O milho que sobra do doburu
deve ser guardado, pois serve para comida de Nanã
(D'jacuba)
Como cortar o repolho para
as folhas ficarem em forma de concha?
Cortar por trás, tirando o miolo. As folhas se soltam em concha sem
estragar.
Para recolher alguém que
carrega Nanã, como fazer para não colocar o 13 no
roncó? Faz a comida com os elementos normais, em numero de 13. No bori pega 1
elemento de todos os que levaram 13, e entrega a Tempo. Lá dentro ficam 12, e
quebra a quizila.
Canjica vermelha com leite
de coco = comida de Obá.
NGUDIA TELEKOMPENSU -
LOGUNEDÉ
1. NGUDIA
TELEKOMPENSU
Em alguidar ou tigela
forrada colocar feijão fradinho bem cozido junto com amendoim cozido. Temperar
com azeite doce e cebola ralada.
2. NGUDIA
TELEKOMPENSU
Cozinhar junto canjica
branca e canjica vermelha. Temperar com azeite doce.
3. NGUDIA
TELEKOMPENSU
Feijão fradinho bem cozido,
socado. Formar 8 bolas e intercalar com 8 ovos cozidos. Temperar com azeite doce.
4. NGUDIA TELEKOMPENSU
(predileta)
Cozinhar fubá (mais ou menos
duro - 1 copo de fubá, 2 copos de água), formar 8 bolas. Temperar com refogado
de azeite doce, cebola e
camarão.
5. NGUDIA TELEKOMPENSU
6 espigas de milho
cruas, bem raladas (ralo novo ou de
plástico, para não mudar a cor da papa), misturar a
papa com canjica cozida. Temperar com açúcar mascavo ou açúcar cristal ou
rapadura ralada.
6. NGUDIA TELEKOMPENSU
(comida africana)
1 kg de inhame de bolinha
(chinês) cozido. Descascar. Formar 8 bolas e enrolar na palha de
milho.
7. NGUDIA
TELEKOMPENSU
1 peito de frango cozido
desfiado. Temperar com dendê, cebola ralada, camarão e gengibre
ralado.
NGUDIA KAIALA -
YEMOJÁ
1. NGUDIA
KAIALA
Numa tijela forrada colocar
canjica cozida, temperada com azeite doce, camarão e cebola
ralada.
2. NGUDIA
KAIALA
Arroz (agulhinha ou
maranhão) branco bem cozido,
temperado com azeite doce, cebola ralada e camarão.
3. NGUDIA
KAIALA
Arroz branco cozido, por
cima 9 fatias de inhame cozido, descascado.
4. NGUDIA
KAIALA
Canjica bem cozida (escorrer
e passar água para tirar a goma). Em cima 9 fatias de inhame cozido
descascado.
5. NGUDIA
KAIALA
Canjica bem cozida, com 9
bolas de acaçá por cima.
6. NGUDIA
KAIALA
9 bolas de arroz branco bem
cozido, e 9 bolas de acaçá,
intercaladas.
7. NGUDIA KAIALA (comida de
roncó, ma também pode servir de presente em 2 de fevereiro, por
exemplo).
Uma travessa forrada com
arroz cozido. Em volta flores brancas. No meio um peixe cioba. Temperar com
azeite doce, cebola e camarão. (Ver como se prepara o
peixe)
NGUDIA ZUMBÁ -
NANÃ
1. NGUDIA ZUMBÁ
Alguidar forrado. colocar 13 bolas de batata doce cozida e descascada (1 kg).
Enfeitar com doburu em volta das bolas.
2. NGUDIA ZUMBÁ
Alguidar forrado. colocar 13 bolas de batata barôa cozida e descascada (1 kg).
Enfeitar com doburu em volta das bolas.
3. NGUDIA ZUMBÁ
500g de farinha da acaçá. Cozinhar e fazer 13 bolas. Enfeitar com
doburu.
4. NGUDIA ZUMBÁ
Num alguidar grande colocar
13 folhas e repolho roxo cru, em forma e concha. Dentro de cada folha colocar um
punhado de doburu. PREENcher o centro com doburu.
5. NGUDIA ZUMBÁ
Um alguidar de doburu. em cima 13 rodelas de beterraba cru.
6. NGUDIA ZUMBÁ
Um alguidar cheio de canjica
bem cozida. Em cima enfiar em pé 13 rodelas de beterraba ou beringela.
7. NGUDIA ZUMBÁ -
(D'JACUBA)
Torrar amendoim, milho alho,
farinha de mesa, e moer. Colocar uma pitada de sal outra de açúcar. Misturar
tudo e oferecer a Kaiala.
NGUDIA
WUNJI
1. NGUDIA
WUNJI
Numa tigela ou alguidar
colocar arroz branco bem cozido, temperado com açúcar cristal, leite de coco e
canela.
2. NGUDIA
WUNJI
Mingau de milho verde
ralado, misturado com coco ralado, açúcar cristal e cravo sem
cabeça.
3. NGUDIA
WUNJI
Banana prata caramelada. Faz
a calda de açúcar (como calda de pudim) passa 7 bananas.
4. NGUDIA
WUNJI
Banana prata, uvas verdes,
maçã, pêra, goiaba - cortadas, sem casca e sem semente. Servir em forma de
salada de frutas, com açúcar cristal por cima.
5. NGUDIA
WUNJI
Numa vasilha forrada com
folhas de maracujá (uma das folhas rituais de wunji), colocar canjica cozida
temperada com mel.
6. NGUDIA
WUNJI
Numa vasilha forrada,
colocar farinha de acaçá cozida com leite de coco e açúcar cristal, em forma de
mingau.
7. NGUDIA
WUNJI
Numa vasilha forrada,
colocar feijão fradinho bem cozido, temperado com azeite, cebola ralada e
camarão fresco. Em volta enfeitar com folhas de louro.
NGUDIA LEMBA -
ORIŞA'NLÁ
1. NGUDIA
LEMBA
Em travessa, tigela, cabaça,
etc. Colocar canjica bem cozida coberta com 10 folhas perfeitas de
saião.
2. NGUDIA
LEMBA
Em travessa, tigela, cabaça,
etc. Colocar canjica bem cozida com 10 bolas de arroz por
cima.
3. NGUDIA
LEMBA
Em travessa, tigela, cabaça,
etc. Colocar mingau de acaçá bem consistente (1 copo de água para 2 de farinha).
Por cima colocar 10 bolas de inhame chinês.
4. NGUDIA
LEMBA
Em travessa, tigela, cabaça,
etc. Colocar mingau de tapioca com coco ralado sem pele
por cima. Pode colocar mel, açúcar, azeite doce, óleo de algodão ou óleo de
palma.
5. NGUDIA
LEMBA
Em travessa, tigela, cabaça,
etc. Colocar canjica bem cozida coberta com 10 bolas de
sagu.
6. NGUDIA LEMBA
(mungunzá)
Colocar canjica branca de
molho por 1 dia. Escorrer, acrescentar bastante leite de coco e açúcar e
cozinhar bem (meis ou menos 2 horas). Quando começar a secar espalhar em
travessa baixa, colocar cravo sem cabeça por cima e oferecer a
Lemba.
7. NGUDIA
LEMBA
Em travessa, tigela, cabaça,
etc. Colocar arroz branco bem cozido com leite de coco, açúcar e gengibre
ralado.
Para se recolher pessoas são necessários ebós propiciatórios.
Os ebós de 1 a 6 ou 7, são de preparação para recolher novatos. Entretanto Se há uma pessoa do santo que precisa abrir caminhos, etc. pode ser usado.
E B Ó DE CAMINHO
(PARA LIMPEZA E PREPARAÇÃO)
Fazer em estrada. Se fizer no barracão tem que saber varrer.
1° CAMINHO DE EBÓ - PAMBUNJILA
Material:
v 1m morim preto
v 1m morim vermelho
v 2m morim branco (1m para cobrir a pessoa)
v 1 alguidar grande, número 8
v 11 velas brancas
v 1 pemba branca
v 1 caxixi (ou maraca pequena)
v 1 padê pequeno de dendê
v 1 padê pequeno de oti
v 1 padê pequeno de mel (se for o caso)
v 1 padê pequeno de água
v 7 ovos de cor
v 1 copinho de feijão preto
v 1 copinho de feijão roxo
v 1 copinho de feijão fradinho
v 1 copinho de amendoim cru
v 1 copinho de milho de galinha
v 1 copinho de arroz branco
v 1 copinho de semente de girassol
(as sementes são levemente torradas)
v Um pouco de sal grosso
v 1 casal de frangos brancos
v 1 faca virgem com cabo de madeira
v 1 doce escuro (bananada, mariola)
v 7 acarajés
v 7 acaçás brancos
v 7 acaçás amarelos (milho de canjica vermelho)
Os dois enrolados em mamona roxa.
v Doburu de dendê
v Canjica branca cozida
v 7 buchas de pólvora com algodào, sal e açúcar.
v 7 gotas de azougue (mercúrio metálico)
v 1 vassourinha de piaçava (ou vassourinha de relógio amarrada)
v 7 folhas grandes de mamona roxa (+- 2 palmos)
v 7 fios compridos de palha da costa
Modo de
Fazer:
Quem ajuda a passar este ebó
tem que estar amarrado).
Forrar o chão com os morins
preto, branco, vermelho, no sentido vertical ao cliente, da direita para a
esquerda, colocando o alguidar nas ponta do morim
branco. Colocar a pessoa de frente para o alguidar, com os pés no morim
branco. Acender as 4 velas, em
torno da pessoa, no sentido horário. 2
3
1
4
Colocar as 7 folhas de
mamona roxa à frente dos morins, da direita para a esquerda do cliente. Cruzar com a pemba o rosto e braços de
todos (pai de santo, etc.) para transfigurar as pessoas (ou coloca desodorante
Barla) depois tira, para não ser reconhecido.
Cobrir o ori da pessoa com
morim. Passar os padês na ordem dada. Ir colocando no alguidar e um pouco em
cada folha de mamona, fazendo tudo no sentido horário sempre. Passar os ovos no sentido horário, e quebrar dentro do alguidar, NO SENTIDO
ANTI-HORÁRIO. Passar os
ingredientes torrados e colocar dentro do alguidar. Passar todo o resto, exceto
o caxixi e os frangos, e ir colocando dentro do alguidar. Reservar apenas as
buchas de pólvora, a faca, a vassourinha e a palha da
costa.
Pegar o casal de frangos.
Começar pelo sexo do primeiro santo da pessoa. Passar o bicho em todo o corpo,
da cabeça aos pés. Cortar no alguidar, com a faquinha virgem. Cortar o pescoço,
pingar ejé nas folhas. Esperar o bicho morrer no alto. Dividir nas 7 folhas do
seguinte modo:
1ª
cabeça
2ª coxa,
contra-coxa, pé esquerdo
3ª
asa esquerda inteira
4ª
coxa, contra-coxa e pé
direito
5ª
asa direita inteira
partir o frango ao meio, na
horizontal.
6ª
parte traseira do frango
7ª
parte dianteira do frango
Sacrifica-se o outro bicho,
usando o mesmo processo, e coloca-se:
7ª
cabeça
6ª
coxa, contra-coxa, pé
esquerdo
5ª
asa esquerda inteira
4ª
coxa, contra-coxa e pé
direito
3ª
asa direita inteira
partir o frango ao meio, na
horizontal.
2ª
parte traseira do frango
1ª
parte dianteira do frango
Passar as gotas de azougue
na pessoa, do pescoço para baixo. Pegar o caxixi (ou maraca) e bater do lado da
pessoa, até bater 7 vezes no chão e jogar no alguidar, de cabo para cima. A
vassoura também colocar no alguidar de cabo para cima. A roupa velha deverá ser
virada do avesso e colocada no alguidar.
Com a palha da costa amarrar cada folha, formando uma trouxinha.
Embrulhar o alguidar com o morim que está no chão.
Um ogã confirmado irá correr
7 encruzilhadas (de preferência de terra) deixando uma trouxinha e uma vela
acesa em cada uma. (As encruzilhadas sempre para a direita). Na última deixar o restante do ebó.
Enquanto o ebó estiver sendo
entregue na rua, a pessoa que passou o ebó deverá tomar banho da cabeça aos pés
com sabão da costa e com jawa = agbo, em seguida colocar roupas claras e descansar.
2° CAMINHO DE EBÓ - EBÓ DE
MACAIA
(MATA)
(PODE SER DIRECIONADO PARA
CAMINHO DE CABOCLO)
Material:
v
1m de morim
branco
v
4 velas
brancas
v
1 padê pequeno de
dendê
v
1 padê pequeno de mel (para
filhos de Oxossi, açúcar, melado ou Karo)
v
1 padê pequeno de
água
v
1 padê pequeno de água de
flor de laranja (pode ferver a flor, ou cidreira, ou capim limão, ou água de
melissa)
v
7 ovos
brancos
v
1 pedacinho de fumo de rolo
desfiado
v
doburu de
dendê
v
7 acaçás amarelos (canjica
vermelha - cozinha a canjica e mói)
v
7 acaçás brancos (na Bahia
se faz acaçá com maizena)
Enrolar os acaçás em folha
nova de bananeira (queimar antes)
v
milho de galinha
cozido
v
canjica
cozida
v
1 pombo de cor
clara
v
1 retrós
vermelho
v
1 retrós
branco
v
4 buchas de pólvora simples,
sem açúcar nem sal.
Modo de
fazer:
Ao chegar na entrada da mata, no lado esquerdo de quem entra, arriar os
padês. Sobre os padês colocar 21 moedas correntes. Acender uma vela e oferecer
aos guardiões da entrada da mata.
Em seguida, ao pé de uma
árvore frondosa, acender uma vela pequena. Colocar as moedas (2, 14 ou 15) e
oferecer a Katende. Pode levar uma comida para Ossain.
Escolher uma clareira dentro
da mata, acender 4 velas em cruz,
cobrir a pessoa com morim branco (ou colocar uma folha de mamona branca
na cabeça).
Passa-se o ebó da cabeça aos
pés na frente e nas costas. Por último passar o pombo. Pegar só pelos pé. Rezar (toda vez que falar "Tata" roda o pombo na
cabeça). Pedir para a pessoa cuspir 3 vezes no bico do pombo. Soltar o pombo
para o interior da mata.
Dar uma volta com a linha
desfiada, junta, ao redor da cintura (o chakra umbilical é que desembaraça tudo.
Desenrolar as linhas na frente, aos pés da pessoa. Ir pedindo caminhos abertos,
paz, progresso, etc.
Em seguida queimar as 4
buchas em forma de cruz. A primeira na frente, e gira em sentido horário.
Ao retornar todos passam por
banhos de sabão da costa, jawa e água de canjica. (todos os que vão ajudar no
ebó devem usar sempre contra-egun ).
Colocar roupas claras e
descansar.
Pokó ndemba = obé = navalha
= ximan (Congo)
É bom ralar efun e soprar
por cima de todas as comidas de Lemba.
macho = diahla
fêmea = muhatu
com folhas de maracujá (uma das
folhas rituais de wunji)
ALUÁ
1/2 KG DE
CANJICA
5L DE
ÁGUA
4 RAÍZES DE GENGIBRE
RALADAS
2 RAPADURAS RALADAS (OU
MELADO)
Colocar a canjica de molho
por 3 dias com o gengibre e a rapadura.(coberto),
gerando uma semi-fermentação. Após 3 dias coar e beber. Se quiser pode colocar
frutas.
jawa =
agbo
Nos ebós, em vez de cobrir a
pessoa com morim, pode-se usar mamona.
Para pessoas da linhagem de
Lemba, trocar tudo que levar dendê por azeite doce, nos
ebós.
Ao passar ebó andar sempre
em círculo, no sentido horário. Se voltar desanda o ebó.
Banho fresco = amaci;
agbo = banho já passado, desintegrado
Omi = água = menha (Angola)
= Maza (Congo)
Ao assentar Kitembu assentar
junto Katendê e Angorô. Tem que haver conexão com o chão. A forma da grelha não
é importante.
Orixá não gosta de sal, Exu
gosta. Deve-se temperar sempre o padê com sal.
Para rasgar pano em ebó deve
ser usado o pokó para dar o primeiro talho, e as mãos para
rasgar.
Se no meio do ebó o santo
virar, deixa-se, e continua o ebó. Só não pode ficar virado no caso de ebó com
ponto de fogo e ebó iku.
Para enrolar acaçá não se
usa folha de banana figo.
Couve é quizila de
Ogun.
Alface só se dá para Oyá e
Egún
Quem é feito deve evitar
comer os axés (na feijoada, por exemplo.)
3° CAMINHO DE EBÓ - NGIJI (RIO)
Serve para abrir caminhos de
pessoa de Oxun, Logun, Oyá, Oxossi
Material:
v
1m morim
branco
v
1 broa de milho (substituir
por fruta pão)
v
6 acaçás
brancos
v
6 acaçás amarelos (todos os
acaçás enrolados em folha de bananeira)
v
6
ekuru
v
6 bolas de inhame
cozido
v
6 bolas de farinha de mesa
crua
v
6 ovos
brancos
v
1 padê de dendê (todos os
padês em pequena quantidade - 1 copinho)
v
1 padê de
mel
v
1 padê de vinho branco (ou
vinho de palma)
v
1 padê de
água
v
6 palmas
brancs
v
1 pouco de doburu em areia
de rio
v
canjica branca
cozida
v
5 patinhos novos,
claros
v
1 pombo pintado
claro
Modo de
fazer:
Colocar a pessoa de frente
para a correnteza (zelador fica de costas). Cobrir a cabeça da pessoa com o
morim (preferível folha de mamona). Passar os padês da cabeça aos pés na ordem
dada. A seguir as bolas de farinha, depois os ovos, jogados por cima da pessoa.
Passar os ekurus, as bolas
de inhame, o doburu, os acaçás amarelos e brancos, a canjica, partir a broa em 6
pedaços passar e jogar nas águas.
Pegar os patinhos pelos pés,
com as asas livres, passar na aura da pessoa e soltar nas águas. Passar as
palmas.
Pegar o pano ou mamona que
está na cabeça da pessoa e cortar em 5 tiras, soltando nas
águas.
Tirar a pessoa para a margem
do rio, de costas para o rio. Passar o pombo no corpo, da cabeça aos pés. Se a
pessoa estiver virada entregar o pombo na mão da divindade, que irá soltá-lo. Se
não, a pessoa cospe no bico do pombo e ele será solto.
4° CAMINHO DE EBÓ - NBIGIJI
(CACHOEIRA)
Material:
v
1 padê de mel (ou açúcar
para filhos de Oxossi)
v
1 padê de vinho
branco
v
1 padê de
água
v
7 ovos
brancos
v
7 bolas de farnha de
mesa
v
7 bolas de arroz
branco
v
7 bolas de miolo de
pão
v
7 acarajés leves (feitos com
azeite doce)
v
1/2 kg feijão fradinho
cozido
v
7 acaçás
amarelos
v
7 acaçás brancos (todos os
acaçás enrolados em folha de bananeira)
v
doburu feito no azeite
doce
v
canjica branca
cozida
v
7 doces claros (suspiro,
cocada, etc.)
v
1m morim
branco
v
1 lençol
branco
v
1 toalha de banho branca
virgem
v
1 roupa branca
limpa
v
4 velas
brancas
v
7 palmas
amarelas
Modo de
fazer:
Colocar a pessoa de frente
para a cachoeira se [possível sobre uma pedra. Acender em volta as 4 velas
brancas, no sentido horário. Cobrir a pessoa com morim. A seguir passar os padês
da cabeça aos pés, os ovos e o resto do ebó. Por último oferecer as flores às água, uma a uma, sempre pedindo coisas boas para a pessoa
(cada flor um pedido). Limpar a pessoa com o morim e rasgá-lo ao meio, jogando-o
às águas. Logo em seguida levar a pessoa para o banho de cachoeira, na queda
d'água mesmo, onde serão louvadas as forças do santo da
pessoa.
Enrolar no lençol para
trocar de roupa. Tem que haver critério. Se for mãe de santo passando ebó num homem, levar alguém
para passar, e vice-versa.
A roupa que passou pelo ebó
será rasgada e jogada nas águas. Enxugar-se na toalha virgem e vestir roupas
limpas.
Ao retornar ao barracão
passar por banhos de ǫşędudu e jawa
(agbo).
Santos das
águas
cachoeira - Osun
rio revolto - Oyá, Obá
rio calmo - Logun
entroncamento de rio, lagos -
Yemoja
Pororoca, pedras - Yewá.
Doquem se alimenta no
cajapriku
Vela de cera pode ser usada
em tudo, menos para Oxossi. Não tem nada a ver com egun.
1 vela chega para todos os
orixás no quarto de santo. Não é preciso uma infinidade de
velas.
A faca virgem dos ebós
quando é para iyawo - levar de volta, lavar e guardar para cortar para os exus
da pessoa. Se não for iyawo lavar e dar para a pessoa
guardar. Não se deve jogar fora para não inquizilar Ogum.
Idés, moedas, búzios, obi,
orogbo, de presentes não se despacham. Os búzios guardar para outros presentes,
e vai energizando. Moedas servem de talismã. obi,
orogbo, ralar e fazer pó. Sementes idem.
Padê para filhos de Oxalá
colocar azeite doce, óleo de palma, algodão ou amêndoa)
Os legumes dos ebós devem
levar um pouco de farinha ou fubá para tirar a resina, que é quizila do
ebó.
Abóbora é quizila de Kaiangu
e couve é quizila de Ogun.
Azougue em quantidade
5°
CAMINHO DE EBÓ - KALUNGA - MAR
(serve também para pessoa de
Yemojá ou que tem enredo de Osá)
Material:
v
1m morim
branco
v
9 acaçás
brancos
v
9 acaçás amarelos (todos os
acaçás enrolados em folha de bananeira)
v
1 manjar com leite de coco e
açúcar
v
9 bananas
prata
v
9
pêras
v
9 maçãs verdes (ou outras
frutas, menos jaca e carambola)
v
9 goiabas (branca ou
rosa)
v
1 mamão
pequeno
v
9 moedas
correntes
v
pipoca leve (sem dendê - com
areia, pura ou azeite doce)
v
9 palmas
brancas
v
canjica branca
cozida
v
1 faca
virgem
v
9 velas
brancas
Modo de
fazer:
Colocar a pessoa de frente
para o mar (mar calmo) bem próximo à água. Acender as 9 velas por trás da
pessoa. Cobrir a cabeça da pessoa com morim ou mamona. Passar da cabeça aos pés os
acaçás (passa, desenrola, despacha); o doburu; dividir o manjar em 9 e passar
(sujando mesmo); passar as moedas 1 por 1 despachando e fazendo um pedido bom
para a pessoa (9 pedidos ou 9 vezes um pedido); com a faca cortar as frutas em
pedaços e passar na pessoa; a faca não se joga fora. É lavada de acordo com o
caso (ver); passar a canjica; passar as 9 palmas e jogar no mar, oferecendo a
Kaiala.
Limpar a pessoa toda, por
cima do ori opede coisas boas. Rasgar o morim (ou mamona) em 9 com o auxílio da
faca. Jogar no mar, pedindo sempre.
Tirar a pessoa: 1 passo com
o pé direito e girando 9 vezes no sentido horário.
A pessoa que passou pelo ebó
deve evitar ir ao mar por 9 meses.
6°
CAMINHO DE EBÓ - KUEFÀ - IKU - MORTE
Material:
v
1m morim
preto
v
1m morim
vermelho
v
2m morim
branco
v
1 alguidar grande
(10)
v
11 velas
brancas
v
7 buchas de
pólvora
v
7 bonequinhos de pano preto
(identificar o sexo dos bonecos de acordo com o sexo da
pessoa)
v
7 facas pequenas, com cabo
de madeira, sem serra
v
7 amarradinhos de
vassourinha ( ou 7 piassavas)
v
1 pemba
branca
v
1 padê de dendê (Lemba:
azeite doce, óleo de algodão, palma ou amêndoas)
v
1 padê de
cachaça
v
1 padê de vinho tinto ou
rosé
v
1 padê de
vinagre
v
1 padê de cebola
(ralada)
v
1 padê de mel (Oxossi -
melado de cana)
v
7 ovos
brancos
v
7 efurás enrolados em mamona
(bolas de feijão fradinho)
v
7 bolas de farinha com olhos
de carvão
v
1 miolo de
boi
v
1 língua de
boi
v
1 rim de
boi
v
1 bife de fígado de
boi
v
1 pedaço de bofe de
boi
v
1 coração de boi
inteiro
v
1 costela de boi cortada em
7 sem separar os pedaços
v
7 sardinhas
inteiras
v
7 qualidades de legumes
picados com um pouco de fubá ou farinha (Kaiangu evitar
abóbora)
v
7 qualidades de verduras
(Ogun evitar couve)
v
7 qualidades de feijão cru
(1 copinho)
v
1 copinho de sal
grosso
v
1 copinho de arroz com
casca
v
1 copinho de
amendoim
v
1 copinho de
girassol
v
1 copinho de
alpiste
v
1 copinho de milho de
galinha cozido
v
pipoca de dendê (menos
Lemba)
v
7 acaçás
amarelos
v
7 acaçás brancos (todos
enrolados em folha de mamona)
v
1 pouco de arroz branco
cozido
v
50g canjica branca
cozida
v
1 casal de frangos
brancos
v
7 gotas de
azougue
v
roupa suada da
pessoa
Modo de
fazer:
Arrumar os morins, preto,
branco, vermelho. As pontas do branco por cima. Em volta acender 4 velas. Passar os
padês na ordem; as bolas de farinha e feijão fradinho. Ir arrumando tudo no
alguidar. Acender as 7 velas,
passar na aura da pessoa, quebrar e colocar no alguidar. Passar os 7 ovos, quebrando no
alguidar. Passar as sardinhas (pede
para quebrar quizila, praga). Passar os legumes; as verduras; passar os miúdos
na ordem; (quando a pessoa está passando por problemas de fofoca de linguarudos,
chamar o ogã, e abrir a língua ao meio na vertical após
passar na pessoa); Passar a costela - (7 caminhos de saúde (não pode partir)
cabeça, braços, pernas, frente, costas) - passa em volta da cabeça, membros,
corpo. Passa os feijões, o sal, o
amendoim, o girassol, na ordem até o arroz cozido.
Passar as vassourinhas como
se estivesse limpando o corpo da pessoa, pedindo ao orixá da pessoa. Arrumar
tudo no alguidar, os bruxinhos de pano; juntar as 7 faquinhas e rezar pedindo
proteção em nome de Ogum, limpar os caminhos, etc.
Colocar as faquinhas no
alguidar de cabo para cima. Pegar a canjica, louvar Lemba e passar, (passando
também no zelador); ralar bem a pemba e soprar na pessoa.
Enredo de
entrega:
Abrir os azougues, passar
cabeça da pessoa com o vidro, despejar no alguidar. s outros
deixa correr no corpo da pessoa.
Preparar os
frangos:
Começa com o do mesmo sexo
da pessoa. Faz a reza de axé dos bichos. Passa na cabeça, lados, bate de leve no chão,
frente, costas (bate de leve - não é para matar o bicho) Copar - a menga cai no
alguidar.
Fazer o ebó na rua (estrada
de terra é melhor, chão de barro, caminho de cachoeira, etc.) Ao terminar de
preparar a pessoa, toma banho. Não
podendo cercar com um lençol, virar todos de costas, soltar a pólvora e ir
embora.
No barracão deixar preparado
um banho para todos: folhas de algodão, betis cheiroso, boldo,
elevante.
Serve aroeira, S.
Gonçalinho, pelegun, mariwo (arruda, guiné mangueira,
umbaúba)
A pessoa deve usar
umbigueira e preceito por 3 dias.
v
ORIGEM
DO CULTO
v
SAUDAÇÕES
v
NOÇÕES
DE ANGOLA
v
O
NÚMERO 7
v
OS
SACRAMENTOS
v
ORDEM
DE BARCO
v
CHÃO
DE ANGOLA
v
LOCAIS
SAGRADOS
v
NOMES
DOS SANTOS
v
ENCANTAMENTOS
v
CRONOLOGIA
v
CENTROS
MAGNÉTICOS
v
CURAS
v
NSABAS
v
CÂNTICOS
DE RODA
v
CÂNTICOS
DE SACRIFÍCIO
v
CÂNTICOS
DE LOUVAÇÃO
v
LEVANTAMENTO
DE KOTA (EKEDJI) E KAMBONDO
(OGÃ)
v
OBRIGAÇÃO
DE 7 ANOS
v
NGOROSI
v
MASSANGUÁ
AMENGUÈ (RITUAL DE DAR OBI À CABEÇA)
v
RITUAL
DE FEITURA
v
EBÓS
v
UAFU
ZÁ-KUIZA
v
RITUAL
DE 14 ANOS
PRESENTE
DE OBARÁ
Filhos
de Oya
v
MELÃO
v
PÊSSEGO
EM CALDA
v
DOCES
CLAROS
v
BÚZIOS
v
IDÉS
v
CANJICA
v
OBI
v
OROGBO
v
MOEDAS
CLARAS
Cortar
o melão em 6, arrumar sobre a canjica. No centro os doces.
As
metades de pêssego entre as fatias de melão. Os búzios sobre o pêssego e os idés
e moedas sobre o melão.
O
obi e orogbo (Descascado) - partir em 2 e jogar.
Deixar
num lugar alto por 6 dias
Depois
o obi e orogbo deixa secar e vira pó
As
sementes pode colocar
num saquinho atrás da porta, ou pode fazer pó.
As
frutas e o resto - numa planta
Quem
mora em casa deixa secar tudo e faz um pó.
Outro
presente geral:
v
abóbora
v
acaçás
v
canjica
v
areia
v
idés
v
búzios
v
doces
7° CAMINHO DE EBÓ - BRANCO
(Para
Iyawo - pode também usar para Lemba)
Tudo
é sacramentado com iyęfun
v
Ralar
primeiramente ou mais pedras de
iyęfun.
v
1
padê de açúcar (farinha e açúcar)
v
colocar
iyęfun
na mão direita e soprar na pessoa
v
1
padê de iyęfun
v
colocar
iyęfun
na mão direita e soprar na pessoa
v
7
legumes brancos cortados
v
colocar
iyęfun
na mão direita e soprar na pessoa
v
7
bolas de acaçá branco
v
colocar
iyęfun
na mão direita e soprar na pessoa
v
7
bolas de arroz
v
colocar
iyęfun
na mão direita e soprar na pessoa
v
doburu
v
colocar
iyęfun
na mão direita e soprar na pessoa
v
canjica
branca cozida
v
colocar
iyęfun
na mão direita e soprar na pessoa
SACRAMENTOS
DO CULTO ANGOLA
No
Culto Angola os sacramentos são sete:
v
MASSANGUÀ
- Ritual de batismo de água doce (menha) na cabeça (mutuè) do iniciado (ndumbi),
usando-se ainda o kesso (obi).
v
2.
NGUDIÀ MUTUÈ
- (Bori) - ritual de colocação de forças (kalla (Angola) = aşę
= muki (Congo)), através do sangue (menga) de pequenos
animais.
v
3.
NGUECÈ BENGUÈ KAMUTUÈ
- ritual de raspagem, vulgarmente chamado de feitura de
santo.
v
4.
NGUECÈ KAMOXI MUVU
- ritual de obrigação de 1 ano (kamoxi - dofono - 1); (muvu =
ano).
v
5.
NGUECÈ KATÀTU MUVU
- ritual de obrigação de 3 anos (nguecè = obrigação); (katàtu = 3). Nessa
ocasião faz-se o ritual de mudança de grau do santo.
v
6.
NGUECÈ KATUNU MUVU
- ritual de obrigação de 5 anos - preparação idêntica a
1 ano.
v
7.
NGUECÈ KASSAMBÀ MUVU
- ritual de obrigação de 7 anos - quando o iniciado receberá o cargo , passado na vista do público, sendo elevado ao grau de
Tata Nkisi (zelador) ou Mametu Nkisi (zeladora).
Obrigação
só para rodantes, porque kota (ekedi) e kambondo (ogã) já estão prontos na
feitura.
Em
Angola quem passa cargo são os enredos de Oxum. Isto é, não é preciso ser filho
de Oxum, mas é Oxum quem autoriza aquela pessoa a receber o
cargo.
Após
7 anos as obrigações se renovarão a cada ano, com rito de obi ou bori, conforme
o caso, repetindo-se as obrigações maiores de 7 em 7 anos para renovar, e
conservar o indivíduo forte, transformando-o em KUKALA NI NGUZU - um ser
forte.
v
KUENHA
KELÈ
- sacramento realizado 3 meses e 21 dias após a feitura (tirada de kele), quando
o santo soltará a KUZUELA = ilà.
ORDEM
DE BARCO DO CULTO ANGOLA
1°
- KAMOXI
2°
- KAIARI
3°
- KATATU
4°
- KAKUANAM
5°
- KAKATUNO
6°
- KASSAGULU
7°
- KASSAMBÀ
TÍTULOS
HIERÁRQUICOS
v
1.TATA
NKISI
- zelador
v
2.
MAMETU NKISI
- zeladora
v
3.
TATA NDENGE
- pai pequeno
v
4.
MAMETU NDENGE
- mãe pequena (há quem chame de Kota Tororò, mas não há nenhuma comprovação em
dicionário, origem desconhecida)
v
5.
TATA NGANGA LUMBIDO
- Ogã guardião das chaves da casa
v
6.
KAMBONDOS
- ogãs
v
7.
KAMBONDO KISABA
- ou TATA KISABA - ogã
responsável pelas folhas
v
8.
TATA KIVANDA
- (aşogun)
- sacrificador dos animais
v
9.
TATA MULOJI
- ogã preparador dos encantamentos com as folhas e cabaças
v
10.
TATA MAVAMBU
- ogã ou filho de santo que cuida da casa de Exu (homem. Zeladora deve ter um,
porque mulher não pode cuidar. Mulher só mexe depois que não menstrua
mais).
v
11.
MAMETU MUKAMBA
- cozinheira da casa
v
12.
MAMETU NDEMBURO
- mãe criadeira da casa (ndemburo = runko)
v
13.
KOTA
- em outras nações ekeji
Todos
os mais velhos, que já passaram de 7 anos mesmo sem dar obrigação, ou que
ficaram na casa são também chamados de Kota.
v
14.
TATA NGANGA MUZAMBÙ
- babalawo - pessoa preparada para jogar búzios
v
15.
KUTALA
- herdeiro da casa
v
16.
MONA NKISI
- filho de santo
v
MONA
MUHATU WÀ NKISI
- filha de santo (mulher)
v
MONA
DIALA WÀ NKISI
- filho de santo (homem)
v
17.
TATA NUMBI
- não rodante que trata de Baba Egun - OJE.
Geral:
Muzenza
- dança do iniciado
Uma
das modificações quando o santo muda de grau é a posição das mãos. Quando é novo
coloca as mãos do lado direito (santo homem) ou do lado esquerdo (santa mulher).
Com 3 anos coloca as mãos para trás abaixo da cintura, e depois coloac as mãos
para trás acima da cintura.
MONA
MUKI AMASE - (dijina) Mona = filho; muki = força; amase = águas
Pedir
o nome do orixá:
ORIŞA
ORUKǪ
= NZAMBI APONGO MARAE KATU MANDARA
DEKÁ
- RITUAL SÓ PARA O HERDEIRO DO TERREIRO POR OCASIÃO DE FALECIMENTO DO DONO DA
CASA.
CUIA
= KIJINGÙ = ǪDUN
EJE
ORIGEM
DO CULTO
CULTO
BANTU
Os
negros Bantú no Brasil - foram
trazidos em grande número para o Rio de Janeiro, e em menor número para Recife,
Espírito Santo e São Paulo.
Ao
contrário do que muitos pensam, os negros Bantú não
desembarcaram na Bahia. Os negros que vieram da África para a Bahia eram de origem nigeriana. Na época da escravidão muitos negros, de
diversas nações, fugiam e se
juntavam em quilombos e senzalas, na Bahia. Por esse motivo deu-se a mistura de
costumes e dialetos de diversas culturas africanas.
Os
navios Boa Viagem, Arsênia e muitos outros, vindos de Angola (Ngola) e
Moçambique, traziam escravos Bantu dos portos de Molembo e Cambinda diretamente
para o Rio de Janeiro, que era na época o maior porto do mundo em escambo
(captura e venda de escravos).
De
meados de 1680 a 1830, entraram no porto do Rio de Janeiro 1576 navios
negreiros. Pelas últimas pesquisas antropológicas concluiu-se que durante esse
período vieram para o Rio de Janeiro aproximadamente 700.000 escravos
Bantú.
O
negro escravizado, sofrido, não tinha como cultuar suas tradições, nem livros
para perpetuar seus mistérios e filosofia, que aos poucos foram se perdendo.
Tudo era passado de boca para ouvido, de pai para filho, e perdeu-se muita
coisa. Toda essa dificuldade que o negro Bantú - como nenhum outro - passou,
permitiu que muitas raízes fossem destruídas e ocasionou interpretações
tortuosas do culto. E para dificultar mais ainda, os senhores de escravos
forçavam a conversão ao catolicismo, sincretizando e deturpando grande parte da
tradição.
NOÇÕES
DA CULTURA BANTÚ
Formavam
tribos distintas na cultura Bantú: Congo, Angola, Zâmbia, Zimbabwe, etc., que
estiveram durante muito tempo sob o domínio de povos da Europa. Essas tribos, de diversas regiões
diferentes, têm como exemplo as tribos de Angola, Angolão, Angola Paketá, Angola
Moketão, Congo Angola, Congo, Muxicongo, Benguela, Cambinda, Aruanda, Luanda,
Makúa, Kassange, Eassange, Munjolo, Rebolo, Anjico, e povos menores de diversas
tribos da contra-costa, formando assim cultos
diferentes que permitem uma prática variada e diversificada entre as nações
Bantú.
Além
disso
não podemos esquecer que além da língua mãe, que é o KIMBUNDU, existem ainda
cerca de 274 dialetos diferentes.
Os
negros Bantú eram os preferidos entre os de todas as nações, por serem
excelentes agricultores, já cultivando na África o café e a cana de açúcar. Por
isso foram trazidos em maior número para o Brasil. Apesar disso os negros Bantú
tiveram que ser distribuídos por fazendas de vários estados, pois estes negros
estando em grupo eram muito difíceis de escravizar, pois eram muito
arredios. Essa divisão por diversas
regiões dificultou a unidade de seu ritual, que acabou se misturando, tornando
sua doutrina mais difícil de ser agrupada e estudada. O mesmo não aconteceu com
os negros Ketú, que tiveram seu axé reunido no estado da Bahia, podendo ter
maior acesso e assimilação do seu culto e divulgação de suas tradições.
Mesmo
com todas essas dificuldades o negro Bantú influenciou a cultura brasileira,
deixando herança na mitologia, religião,
culinária, música e dança.
Colaboraram em grande parte com o ritual folclórico brasileiro, como o
congo de ouro, a congada (que lembra a rainha Ginga de Angola), o maculelê, a
capoeira, o maracatu, o samba, e ainda artes manuais dos hábeis
Bantús.
Grande
parte da cultura Bantú e seu acervo foi destruída
quando o ministro Rui Barbosa queimou s obras dos arquivos que falavam dos
Bantú, obras escritas pelos Apelegís (sacerdotes) da cultura Bantú,
discriminando a raça, que ainda nos dias atuais é criticada pelos herdeiros de
outras nações de candomblé, esquecendo-se que a cultura Bantú é a portadora dos
grandes segredos da força da natureza: é a cultura Bantú a dona dos segredos das
KISABA ZAMBIRI (Folhas sagradas).
NOÇÕES
DE ANGOLA
CÉU
E TERRA PARA O ANGOLA
O
culto Ngola estuda o mundo dividido em duas partes distintas: DUÏLO (céu -
infinito - orun iorubá), mundo imaterial onde habitam os Jinkisi (plural de
Nkisi). IXI ou OXI (Terra - aiye
iorubá), mundo físico, habitação dos seres humanos, dos animais, vegetais e
minerais.
Ao
redor do IXI existem nove centros universais paralelos, divididos em três
camadas: quatro centros superiores onde habitam os ancestrais e os destinos;
quatro centros inferiores onde habitam as forças elementares que se comunicam
com os seres - forças essas chamadas no culto Ngola de NKISI; e uma camada
intermediária responsável pela união das outras duas, ligada à encarnação do ser
humano na Terra e seu carma a ser cumprido.
ancestrais
e destino
encarnação e carma Nkisi -
(orixás) - mais acessíveis
( (
( (
(
( ( (
(
Em
razão dos nove centros universais paralelos que se situam ao redor do globo terrestre, chamados de ANGOMI DUÍLO,
o número 9 passa a ter uma importância fundamental para o culto Ngola, haja
vista que todo culto africano é altamente cabalístico (sem estudo acadêmico),
baseando-se de certa maneira na numerologia representando os fenômenos
divinos.
Podemos
citar que o próprio período de gestação sofre influência direta do ANGOMI
DUÍLO (centros universais
paralelos) , pois esse período obedece normalmente a 9
fases lunares iguais, ou seja 9 meses, e justamente no 45º dia de gestação
ocorre a implantação do ser espiritual ao feto e à mãe, ocasião em que o PAMBUNJILA (exu ancestral - Yombe =
Yangi = 1º Exu) será também acoplado ao novo ser, trazendo para ele um
direcionamento na face da Terra (IXI), desde o seu surgimento até sua morte
física, fazendo cumprir seu destino.
No
momento do 45º dia de gestação processa-se no novo ser o que o angolano chama de
IADALIN - essência vital (kundalini), que vai ser completada com o sopro vital
divino - OFU, no momento do nascimento, o choro da vida. Podemos observar ainda que a soma dos
valores absolutos de 45 é 9, associando mais uma vez aos 9 centros universais
paralelos de força magnética ao redor do Globo Terrestre.
O
IADALIN é representado pelo eixo da coluna vertebral que vai da cabeça ao cóccix
- perto do ânus. Ao redor da coluna vertebral existem correntes magnéticas que
se movimentam em direções opostas, de cima para baixo e de baixo para cima,
chamadas de Ida e Pingala, que movimentam os centros magnéticos que se acham
localizados no MUKÚTU-TOBO - perispírito, o duplo etérico.
Esses
centros magnéticos são chamados esotericamente de chakras e pelos africanos do
povo de Ngola de BOTHÉ (plural kibothé). É por eles que é introjetado no ser
humano o KALLA (MUKI - ase iorubá), a força magnética invisível portadora de
energias vitais. Os bothés estão
localizados, como vimos, no
perispírito e são representados materialmente pelos plexos do corpo humano,
centro da cabeça, centro da testa entre os olhos, pescoço abaixo da epiglote,
região pré-cordiana (próximo ao coração), estômago, região umbilical e região
genital.
O
corpo físico para o angolano é chamado de MUKÚTU-MOKÚN, e é onde se concentra
todo um conjunto de energias universais. Ú O ser humano representa o centro do
universo. Nele habitam todas as formas de energia existentes,
e partindo desse princípio o ser humano possui em sua essência a energia de
todos os JINKISI, predominando na cabeça o Nkisi principal, o condutor de sua
vida terrena, seu Nkisi particular, responsável por suas características de
temperamento, caráter e muitas vezes até por seu tipo
biofísico.
GERAL
O
QUE OCORRE COM:
1.
GESTANTE QUE FAZ ABORTO
IYA
SANSARA - Guardião dos céus.
O
bebê está determinado no Duílo. Fica um dublê lá em cima, e tudo que afeta o de baixo afeta o de cima. No aborto, como houve interrupção, ele
vai ser mandado de novo, vai retornar. Com o bebê não há nenhum problema. Foi
criado sim um enredo para aquela barriga. Tornou-se uma barriga IKU, que traz os
enredos da morte. O próximo filho não deve nunca ser raspado. A mulher deve usar
um tratamento na próxima gravidez. Na
Angola usa-se uma cabacinha com pós pendurada na
cintura.
2.
PESSOA DE SANTO QUE MORRE E É ENTERRADA COM TUDO
O
OXU é como uma rolha ritual. Ao morrer abre-se tudo,
oxu e curas. Se não a energia não se liberta, fica presa, e fica ruim. As almas
começam a voltar como outras coisas.
KISABA
ZAMBIRI
(Kisaba
zambiri - folhas sagradas)
KATENDE
(correspondente iorubá Ossain, Osonyin) é o NKISI responsável pela
mata.
O
recolhimento das nsabas (kisaba = folhas) é tarefa particular de um Tata Kisaba
(ogã), pessoa que é devidamente preparada para esta função, com obrigações e
ensinamentos.
Somente
as ervas das matas têm poder ritualístico, pois quem dá força (kalla) às folhas
é Katende, e ele mora no interior das matas. Não têm valor as folhas colhidas em
quintais ou locais urbanizados.
Na
entrada da mata deve-se oferecer comidas, moedas, fumo
de rolo e bebidas próprias, ao
Nkisi das matas, para que ele fique satisfeito e não pregue peças ao Tata
Kisaba, não escondendo as nsabas nem fazendo o grupo se
perder.
As
nsabas vão sendo colhidas, e durante a colheita não pode haver conversas entre
os participantes. Só homens podem participar. Durante todo o tempo devem ser
entoadas cantigas em louvor de Katende.
O
Tata Kisaba levará nas mãos um POKÓ (facão) utilizado somente para essa
finalidade. Umas nsabas são cortadas, outras devem ter os galhos quebrados,
outras ainda são arrancadas.
No
dia anterior à entrada na mata deve ser obedecido um preceito. Os participantes
devem evitar bebidas alcoólicas, sexo e carne vermelha. Algumas nsabas são colhidas na madrugada
ao raiar do dia, outras ao nascer do sol, e outras ainda ao por do sol ou mesmo
à noite, de acordo com o ritual e o Nkisi a que se
destina.
Determinadas
kisaba como as folhas do OGBÓ, do MOBÓ, do OBI, do AKOKO, do MULUNGU e do LOKO
(Gameleira) não podem ser retiradas e imediatamente levadas para a casa de
candomblé, devendo ficar algumas horas aos pés da árvore de que foram
retiradas. Respinga-se água em
cima, cobre-se com pano branco. Esse ato chama-se ELUÁ
DINSABA - deixar a folha adormecer.
As
kisaba de Nkisi são divididas em três grupos:
1.
As ritualísticas - são as que se destinam aos enfeites
rituais
2.
As litúrgicas - são utilizadas na preparação dos banhos e nas preparações
rituais
3. As
terapêuticas - são as que servem para fazer remédios para curas
físicas.
·
ngudia
- comer - ajeun
·
Bantu
- no Rio de Janeiro. Não teve desembarque na Bahia. Foram os primeiros a chegar
ao Brasil, em 1675. Todas as palavras africanas que influenciam a língua
portuguêsa são bantu.
·
DIKELENGO
- garganta - origem da palavra KELÊ
·
No
sul da África quase tudo é Angola.
·
Kimbundo
mais 274 dialetos
·
Os
negros bantu sabiam cultivar, plantar.
·
NSABAS
ZAMBIRI = ervas sagradas = ewe
orisa
·
Sempre
se forra a vasilha em que se oferece comida com folhas de mamona BRANCA, (mamona
roxa serve para Exu), colônia, bananeira.
·
Quando
se oferece frutas para Exu deixa-se sempre os caroços.
Para Orixá tira-se os caroços.
·
Não
se pode descascar o cará para Ogun com ferro nem aço. Só metal. Não se usa faca.
Pode descascar com colher ou com uma moeda.
·
(Quando o filho faz 7 anos leva seu
santo, e aí a casa pode ter outro filho feito daquele santo. Os que vêm de fora
já feitos, tudo bem. O Bará só pode ter o
da casa. Dos filhos coloca-se apenas o otá, e quando ele abrir a sua casa
o zelador leva o otá e assenta o Bará.
·
Tata
Kisaba (ogã de folhas) é recolhido na esteira forrada com 16 qualidades de
folha. A faca (pokó) das nsabas é recolhida junto, faz as mesmas obrigações,
durante 21 dias.
·
Tata
pokó = axogun - deve receber curas nas mãos.
·
KATTA
= AXÉ
·
KATENDE
- OSONYIN
·
Só
homem pode colher as folhas.
·
Cada
folha é tirada de um jeito. Folhas quentes demais têm que ser
arrancadas.
·
Há
horários específicos para se colher as folhas.
·
ex.:
Pelegun - rajado = Logun, Orunmilá.
·
verde
: ao amanhecer é frio (Oxossi, Oxalá)
·
às
12h é quente (Oya, Exu, Ogun)
·
no
fim da tarde para Egungun, sacudimentos, etc.
·
pelegun
usado nas saídas de Iyawo, na mão do iyawo, deve ser colhido ao
amanhecer.
·
OGBÓ,
MOBÓ, OBI, AKOKO, MULUNGU, LOKO = ao serem colhidas as folhas devem descansar ao
pé da árvore antes de ir para a roça. Coloca-se num cesto, respinga-se água e
cobre-se de branco. Deixa de um dia para o outro.
·
akoko
não deve ser colocado no bolso ou bolsa, porque não deve deixar
esfarelar.
·
Romã
- folha de Oyá para decoração, não para banho.
·
Para
Xangô Airá tira-se todos os carocinhos do quiabo.
·
Toda
a comida de Xangô deve ser forrada com acaçá, mingau de farinha ou canjica.
·
Xangô
Baru - leva farinha de mesa
·
Xangô
ligado a Oxalá - leva acaçá
·
tat'etu
- nosso + pai
·
Kav'ungo
= pai da Terra
·
Forrar
vasilhas para os orixás = mamona, colônia, bananeira (BANANA D'ÁGUA NÃO
SERVE).
·
Toda
pessoa canhota não deve cortar para orixá. É excelente para cortar para Exu.
·
Tem
que identificar a positividade e positivar a mão. (Yin -
Yang)
·
Ao
abençoar alguém sempre coloca a mão direita, mesmo sendo
canhoto.
·
Acaçá
e canjica servem de Exu a Oxalá.
·
Para
o milho cozinhar bem, colocar pedacinhos de mamão verde.
·
Iyaba
coloca a mão do lado esquerdo, aboró do lado direito
·
Oxumarê:
HANGOLÔ - (SAUDAÇÃO: HANGOLOMENHA = SENHOR SERPENTE DAS
ÁGUAS)
·
Não
existe HANGORÔ porque R só se encontra com I, não com A, E, O,
U)
·
Os
ovos nas comidas são sempre colocados de bico para cima.
·
Existem
3 tipos de omolokun:
·
Para
KAIALA (Yemojá) - feijão inteiro, por cima um peixe cioba ou olho de
cão.
·
Para
KAIANGU (Oyá) - Feijão inteiro, 9 ou 11 ovos em cima.
·
Para
DANDA (Oxum) - Feijão socado, 5 ovos em cima, ou 8, ou 16, dependendo do
enredo.
Geral:
·
Comida
de santo não leva sal. Faz-se a comida e quando é para oferecer para o povo,
coloca-se sal.
·
verdadeiro
azeite para o santo é o óleo de caroço de algodão. Como é difícil de encontrar
coloca-se azeite doce.
·
Toda
a comida de santo pode levar tempero a gosto, de cordo com o santo: dandá
ralado, noz moscada, louro, canela, gengibre, etc.
·
Oxossi
(Ngunsu) e Oyá (Kaiangu) aceitam espiga de milho.
·
abará
(receita de Kaiangu) também serve para Obá e Xangô.
·
Comidas
como Ipeté e Acarajé só se faz em dia de festa. No dia-a-dia existem diversas
comidas, como as que apresentamos aqui.
·
Ao
fazer o acarajé para Kaiangu, fazer 7 acarajés pequenos para entregar aos pés do
santo.
·
PREPARO
DO PEIXE CIOBA:
Numa
frigideira colocar bastante azeite doce. Quando estiver bem quente APAGA O
FOGO e passa o peixe dos dois
lados.
·
peixe
para santo é INTEIRO. Nada de mandar limpar, aparar as barbatanas,
etc.
·
Em
qualquer comida de Kaiala (Yemojá), o tempero: Pó de sândalo e pó de cravo da Índia
(sem bolinha), mistura, põe na mão e sopra na comida.
·
Cravo
da Índia deve ser retirada a bolinha. Na casa de santo,
dá pra Exu. Em casa, joga no lixo.
·
Batata
doce, inhame, etc. para santo: CozInha com casca,
depois descasca.
·
milho
que sobra do doburu deve ser guardado, pois serve para comida de Nanã
(D'jacuba)
·
Como
cortar o repolho para as folhas ficarem em forma de concha? Cortar por trás, tirando o miolo. As
folhas se soltam em concha sem estragar.
·
Para
recolher alguém que carrega Nanã, como fazer para não colocar o 13 no roncó? Faz a comida com os elementos normais, em
numero de 13. No bori pega 1 elemento de todos os que levaram 13, e entrega a
Tempo. Lá dentro ficam 12, e quebra a quizila.
·
Canjica
vermelha com leite de coco = comida de Obá.
·
Pokó
ndemba = obé = navalha = ximan (Congo)
·
É
bom ralar efun e soprar por cima de todas as comidas de
Lemba.
·
com
folhas de maracujá (uma das folhas rituais de wunji)
·
Nos
ebós, em vez de cobrir a pessoa com morim, pode-se usar
mamona.
·
Para
pessoas da linhagem de Lemba, trocar tudo que levar dendê por azeite doce, nos
ebós.
·
Ao
passar ebó andar sempre em círculo, no sentido horário. Se voltar desanda o ebó.
·
Ao
assentar Kitembu assentar junto Katendê e Angorô. Tem que haver conexão com o
chão. A forma da grelha não é importante.
·
Para
rasgar pano em ebó deve ser usado o pokó para dar o primeiro talho, e as mãos
para rasgar.
·
Se
no meio do ebó o santo virar, deixa-se, e continua o ebó. Só não pode ficar
virado no caso de ebó com ponto de fogo e ebó iku.
·
Para
enrolar acaçá não se usa folha de banana figo.
·
Couve
é quizila de Ogun.
·
Alface
só se dá para Oyá e Egún
·
A
faca virgem dos ebós quando é para iyawo - levar de volta, lavar e guardar para
cortar para os exus da pessoa. Se não for iyawo lavar e dar para a pessoa guardar. Não se deve jogar fora para não
inquizilar Ogum.
·
Idés,
moedas, búzios, obi, orogbo, de presentes não se despacham. Os búzios guardar
para outros presentes, e vai energizando. Moedas servem de talismã. obi, orogbo, ralar e fazer pó. Sementes
idem.
·
Padê
para filhos de Oxalá colocar azeite doce, óleo de palma, algodão ou
amêndoa)
·
Os
legumes dos ebós devem levar um pouco de farinha ou fubá para tirar a resina,
que é quizila do ebó.
·
Abóbora
é quizila de Kaiangu e couve é quizila de Ogun.
·
Azougue
em quantidade vende na B. Herzog - R. Miguel
Couto.
·
Muzenza
- dança do iniciado
·
Uma
das modificações quando o santo muda de grau é a posição das mãos. Quando é novo
coloca as mãos do lado direito (santo homem) ou do lado esquerdo (santa mulher).
Com 3 anos coloca as mãos para trás abaixo da cintura, e depois coloca as mãos
para trás acima da cintura.
·
MONA
MUKI AMASE - (dijina) Mona = filho; muki = força; amase = águas
·
Pedir
o nome do orixá:
v
a
- e - i - o - u não se encontra com consoantes no início de palavras. apenas se coloca para representar o
som.
v
Não
se despacha Xangô nem Oxalá de filhos mortos. Coloca-se na casa apropriada junto
aos santos dos zeladores já falecidos (igba vira igbó)
v
Quem
bola deve ser deitado de bruços com a mão esquerda na
terra para absorver energia e a mão direita para cima.
v
IFURU
ou OXOFURU - Qualidade de oxalá que pega outras cores,
não se raspa, se cultua no escuro,
à luz de velas, em local com paredes cobertas por panos
coloridos.
v
Moedas
para o culto têm que ter figura humana. É louvada uma figura de egun. É
energizada (antigamente se plantava no chão um cadáver (de inimigo no Angola, de
parente no complexo iorubá)
v
Xangô
deve ser alimentado no meio do barracão. Ele é também dono da cumeeira, e deve
pegar as forças de cima e de baixo.
v
Ketu
planta Tetun; Jeje, Intoto; Angola, ver na apostila (são
3)
v
Planta-se
energias ligadas ao dono da terra, Kavungo.
v
O
oxu (vulgarmente chamado adôxo) no Ketu = Kuntunda (Angola) = Afexun
(Jeje)
v
A
comida dos orixás se serve fria, porém a comida de Xangô se serve morna, e a de
Baru quente.
v
Dizer
que Xangô abandona o filho quando morre porque tem medo da morte é lenda. Xangô
não gosta de frio, por isso se afasta.
v
Só
se coloca na cumeeira Oxalá, Xangô, Oxun, Yemojá.
v
Não
se coloca santo de cabeça na cumeeira. Se por exemplo for de Xangô com Yemanjá
coloca Oxalá e Oxum. Pelo arquétipo escolhe os santos que vão para a cumeeira.
Por exemplo, se for regido pelos 4, escolhe qualidades diferentes. Pessoa de
Lemba + Danda que carrega Zazi e Kaiala, coloca uma
outra qualidade, nos caminhos de Airá (Osi e Bonã), no Angola Luango e
Luvango.
v
Angomi
Duilo é o equilíbrio com o Lamburu.
v
chão
leva as 16 favas dos orixás, e as
demais coisas. No chão comem eguns.
v
As
obrigações de chão e cumeeira devem ter uma periodicidade relativa com o
movimento da casa.
v
Entretanto
em todo dia de toque deve ser colocada pelo menos uma canjica na cumeeira. A
canjica calçada com quiabos é ótima opção (ver receitas)
v
Quando
se raspa um total de 7 filhos deve-se abrir o chão e energizar de
novo.
v
No
barracão só existe o Bara do zelador. O nosso Bara fica na nossa
casa.
ÿ
REZAS
E
CANTIGAS
Usa-se:
sal - dendê - mel - acaçá - bebido - azeite doce - água
Quando
usar os elementos que não sejam a água:
'AKÜETU
SAMBANGOLA
SARARANDU
AKÜETU SAMBE (^)!"
2.
SAMBORÔ PARA TEMPERAR OS BENGUÈ COM MENHA
Quando
for a água (menha), põe-se na boca (do zelador e da pessoa) e vai da boca para o
assentamento.
"MANGA
SALE(^)! MANGA SALE (^)!
MAMANGUERÓ,
MAMANGUELÓ
R:
SALE, SALE MANGÀSALE (^)!
MAMANGUERO,
MAMANGUELO"
Quando
for água, pega a quartinha da obrigação, põe água na boca.
3.
REZA PARA LAVAR OS BICHOS
PÉS,
CABEÇA, PEITO, COSTAS, RABO:
"ARUE(^)
SALE (^) MANO SAMBÁNGOLÈ (^) (BIS)
PERERE
(^) KOMASA DONI PAÒ! (BIS)"
(Bacia
de ágata ou alguidar grande, água e sal, 1 vela do lado). Só santo muhatu. Diala
não lava bicho, não segura bicho para lavar.
-1-
4.
SAMBORO IPARUBÒ KARAMBÒLO (GALO)
1.
Para retirar as penas do pescoço com pokó. Não se corta. Rezar 3 vezes no
mínimo.
POKOIÒ
(') MI KABANDO (^)
DENDE(^)
BURU NANGUÈ (^)
2.
Para o primeiro corte. Deixa a faca, escorre o sangue pela faca, direciona PARA
O CHÃO E DEPOIS OS BENGUÉ. No chão vai atrair o bakulu (egun)
.
KARAMBOLO
(^) BATÚLA SANJI
NZAMBI
EUÁ TORORO(^)
3.
Para aprofundar o corte, até acabar
KARAMBOLO(^)
JANJÀ INGUÈ
JÁ
MUTUÈ OIA TOKOROTOKO
4.
SAMBORO IPARUBÒ SANJI (GALINHA)
1.
Para qualquer bicho de pena, para limpar as penas do
pescoço
POKOIÒ
MI KABANDÒ
DENDÈ
BURU NANGUÈ
2.
Corta e libera a cabeça na mesma reza
BATULA
LA SANJI
BATULA
IÈ
(DI)
SANJI
BATULA
-2-
5. SAMBORO(^) IPARUBO(') HOMBO
(CABRA/CABRITO)
MÈ, MÈ,
MÈ
KONGO DI MBANDA
TUDIÀ (BIS)
KAMBONDO NGURA
HOMBO
KONGO DI MBANDA
TUDIÀ
MÈ, MÈ,
MÈ
KONGO DI MBANDA TUDIÀ
(BIS)
LAMBARANGUANGE, TATETU,
MAMETU
KONGO DI MBANDA
TUDIÀ
6.
SAMBORO IPARUBÒ KONKÉM (KOKÉM) (DASSA NO JÊJE)
(ETU
=GUGURUKUTU = SANJI NGOLA)
1.
Preparação para colocar as folhas e envolver no atacã. Prende a cabeça entre o
dedo médio e o indicador. (Konkem deveria ser oferecida a qualquer
santo).
DIAN
IAN
ETÚ
KONKEM
2.
Para verter a menga para a ancestralidade e benguès
(alimentar os benguè)
NKISI
GUDIÁ
(GU)DIÁ
KONKEM
-3-
3.
Ibosé em tigela ou vasilha com menha fresca, vai
mergulhando o pescoço para esfriar a menga. (Cruza toda a cabeça da pessoa,
pingar no acaçá que está na cabeça da pessoa). Canta enquanto o bicho estiver
vivo. Não se deixa bicho vivo no chão.
DILONGA
TARA JINJIN
AZUN
KERERE
DILONGA
TARA JINJIN
KERE,
KERE
7.
SAMBORO IPARUBÒ KAXITÓ (PATO)
1.
Prepara o pescoço cantando 3 vezes
POKOIO
MI KABANDO
DENDE
BURU NANGUE
Abre
os dedos do pé do bicho com faca virgem. Pato: chão, Yemojá, Egun, Hangoló em
alguns casos.
Hangolô
- ganso, marreco ou pato. Corta pelo bico. Em Congo põe palha na boca, e corta
no pescoço.
DILONGA TARA
JINJIN
DIUM
KAXITÓ!
DILONGA
TARA JINJIN
DIUM
KAXITÓ!
-4-
8.
SAMBORO PARA CULTO À
TERRA
Bichos
de penas para Kavungu devem passar por culto à terra.
Também quando se oferece bichos de penas ao chão (senão o ancestre não recebe).
Só participam pessoas antigas no santo.
Primeiro
reza no fundamento do chão segurando pelos
pés a angola já preparada, e
apontando para a porta e roda os 4
cantos. Pato para o chão - tem culto à terra; pato para
Kaiala - não tem culto à terra.
KURUPÀ
UN ABEREWÈ
È
UM ABERERE
(BIS)
Tem
gente que vira no santo.
9.
SAMBORO IPARUBO TUKABULU (COELHO)
Oferece-se
coelho a Ngunsu, Telekompensu e
Lembá (coelho branco e cabra mocha) Coelho é mais barato, tem menos sangue,
exige menos sacrifício, é mais leve. Tem tudo que o cabrito tem, só que é menor. Deve-se deixar uma das patas dianteiras
para o porrão.
È
TUKABULÚ
KONGO
DI NBANDA
KURIÀ
(BIS)
-5-
10. SAMBORO IPARUBO NBACHI
(CÁGADO)
1.
Prepara o pescoço, amarrando com palha da costa. Reza para preparar o
pescoço:
POKOIO
MI KABANDO
DENDE
BURU NANGUE
(3
vezes no mínimo)
2.
Reza para cortar:
È
MANO GANGÁ KEWAZILE(^)
NBACHI
È (BIS)
(È
MANO GANGÁ KEWAZILE(^)
EMBAKASSE
(^))
(confirmar)
11.
SAMBORO IPARUBÒ NGULÙ (PORCO)
NGULÙ
KONGO
DI 'MBANDÀ
TUDIÀ
(bis)
-6-
12.
SAMBORO IPARUBÓ DIEMBE (^) (POMBO)
(Pombos
diversos, branco ou de cor, menos pomba rola) Katende também usa diembe. Usa
akan e saião nos olhos. Cruza a cabeça da pessoa, o peito e todas as curas com o
pombo. Levanta o pombo, oferece a Lembá nos 4 cantos, sobra a cabeça do diembe junto ao ori da
pessoa.
DIEMBE,
DIEMBE, SANJI
O
DIEMBE
O
DIEMBE SANJI
DIEMBE,
DIEMBE, SANJI,
O
DIEMBE,
RUN
DIANDEMBE AMÈ!(^)
13.
SAMBORO IPARUBO DIEMBE DIKOLA
Pomba
Rola (Para Oxum)
DIEMBE,
DIKOLA
DIKOLA
DIEMBE
DIEMBE
DIKOLA
RUN
DIANDEMBE AMÈ!
14.
SAMBORO IPARUBÒ DIEMBE
PAMBUNJILA
DIEMBE
MAVAMBU
}
DIEMBE
MAVAMBIE (^) } BIS
-7-
15. SAMBORO IPARUBÓ ZIMBU
(IGBIN)
NZAMBI
E
NZAMBI
E
ZIMBU
DIOCHI
MUENHU LEMBA
DILE
(Muenhu = aquilo que cobre
ou alma)
16.
SAMBORO IPARUBO KITEMBU
corte
de bicho para Tempo
Prepara
o pescoço:
POKOIO
MI KAMBANDO
DENDE
BURU NANGUE
Reza
para o corte:
KOKO
NI KASSANJE NGORA
KOKO
NI KAMILONGA
(BIS)
AI,
AI, UN, KAMILONGA
-8-
17.
SAMBORO(^) IPARUBO(') GERAL
Para
bichos de penas para todos os nkisi
1.
Limpar o pescoço
POKOIO
MI KABANDO
DENDE
BURU NANGUE!
2.
Sacrificar (só não serve para angola e pombo, porque não leva
corte)
VORUNA,
VORUNA SANJI
VORUNA,
VORUNA SANJI!
-9-
REZA PARA ENFEITAR OS BENGUÈ
DE PAMBUNJILA
COM BICHOS DE PENAS(TAMBÉM
OS CATIÇOS)
Já depois de
mortos.
'PAGONAN,
PAGONAN, ZAMBE (^)
R: PAGONAN, PAGONAN,
INAN
'PAGONAN,
PAGONAN, ZAMBE (^)
R:
PAGONAN"
Antes da matança os ferros
são limpos, passado dendê, depois da matança são
enfeitados com penas.
REZA PARA ENFEITAR OS BENGUÈ
DOS OUTROS JINKISI
COM BICHOS DE
PENAS
"ORONI
POPO
ORONI POPO (^) KUABÒ (alto)
(')
ORONI POPO KUAJÉ (baixo)
ORONI
POPO"
OUTRO SAMBORO IPARUBO HOMBO
SÓ SERVE PARA HOMBOS
BRANCOS
TATA KAMBONDO ODÁ
MBURO
MÈ, MÈ,
MÈ
KONGO DI MBANDA TUNDIRÀ
(BIS)
TATA KAMBONDO ODA LUMBO A
NZAMBI
-9.A-
SAMBORO PARA RETIRADA DO
MUTUE DE BICHOS DE 4 PATAS
KONGO DI MBANDA Ò, RÈ(^),RÈ(^).
SAMBORÔ PARA OFERECER O
MUTUÈ AO NKISI
(ESTA REZA SERVE PARA QUANDO
O SANTO BEBE
E(^), MONÁ GAMBELE
(^)
KURIÀ KURIADÒ
(^)
SAMBORO PARA RETIRADA DE
PATAS, RABO, PELE COM PELOS, ETC.
ERAN LÉKE
LÉKE,
NKISI
LEKEWÒ!
-9.B-
17.
SAMBORO PARA LAVAR A CABEÇA
com
sabão da costa ou ervas de mutuê
(na cachoeira, no axé, etc.)
È
(^) MUTUÈ (^) LELÈ (^) KUMBATÁ
È
NSUMBUÈ (^) È MONA MÈ
(^)
È
(^) MUTUÈ (^) LELE (^) KUMBÁ
È
NSUMBUÈ (^)
18.
SAMBORO PARA SE OFERECER OU FAZER PERGUNTA AO KESSO OU
OROLELÊ
KÉSSO
MAKÉSO
NKESO
E (^)
KESSO
MAKESO
NZAMBI
E (^)
19.
SAMBORO PARA RETIRADA DE NDEMBA (CONGO) OU MUKUNAN
(ANGOLA)
DAMI
NAKONGO NDUMBURE
ERUMENE,
KATULA IZO (Primeira vez. As outras é o nome do Nkisi)
KÜENDA
MUKUNAN (OU NDEMBA)
ERU
MENE
20.
SAMBORO NGUDIA MUTUÈ
- Para oferecer comida ao mutuè
MUTUÈ
KONGO OREO (^)
KOLOBOXÉ
(') E KOLOBO (^)
-10-
21.
SAMBORO DE KUENHA KELE (tirada de kele)
NZAMBI
Ê NZAMBI Ê
KUENHA,
KUENHA
KELÊ
Ê
22.
SAMBORO ALUBOSA
ALUBOSA
TORÔ
TORODÊ
ARUÈ
SALEMAN
NSAMBANGOLÈ
-11-
23.
SAMBORÔ DE LEVANTAMENTO (CANTIGAS
OU REZAS DE LEVANTAMENTO) DE KOTA E KAMBONDO
1.
(Kabula) KONGO
MONUGANDU
MUIZANGÀ
DIMBÈ É DI KOLA
KONGO
NA MUXIMA
O
DIMBÊ DIDEÔ
R.:(bis)
OIÀ È, OIÀ È
KONGO
MONUGANDU
MUIZANGÀ
DIDEÒ
2.
(alternativa)
KONGO
NKASSANJE
NGOLA
KAKURUKA
KAKURUKAIO
Resp.: AI, AI,
NKAKURUKAIO
3.
( È MI
KAKURUKAJÈ
KAKURUKAJUÈ
OI
A MILONGA (OU MAIONGA))
24.
SAMBORÔ DE RECOLHIMENTO (PARA RECOLHER)(Joga
folhas para o ogã pisar)
1. KATENDE PÉ PÉ
PE
MANAN
MANAN OKANDEME
É
DI KAKURUKAJE
(bis)
-12-
25.
PARA SAÍDA DE KOTA E KAMBONDO SAMBORÔ DIZUNGU NKISI KAMBONDO,
KOTA
1.
(Kongo) KERE KERE
KE
BANDA
ATOIZÁ
BANDA
KE (^) AME(^)
2. AE(^) SENZE
AE(^)
SENZÁ
NTATA
DI MAKONGO
(ou
KOTA ou MAKOTA, se for o caso)
NXAUENDÁ
26.
SAMBORÔ PARA CONVIDAR PARA DANÇAR OGÃS E ZELADORES (TAMBÉM SERVE PARA PEDIR
LICENÇA)
BANDA
XAUERÁ, AÈ
BANDA
XAUERÁ DANGUÈ (^)
Resp.: (Resposta daquele
que entra) KOROMIN MAWO BERERE
(^)
BANDA
XAUERÁ DONGUÈ
27.
SAMBORO (^) PARA AGRADECIMENTO
BANDA
XAUERÁ
BANDA
XAUERÁ
AÈ
TATETU
BANDA
XAUERÁ
BANDA
XAUERÁ
AÈ
MAMETU
-13-
28.
SAMBORO PARA DANÇAR
1.
MAIANGO NXAUERÀ AGO(^)
MAIANGO
NXAUERÀ AGOLE (^)
2.
KONGO NGANDU
ORE
RE (^)
3.
Ò JIRÈ, O JIRÁ
NKAMBONDO
KE AMA
Resp.: AI AI NKAMBONDO KE
AMA.
4.
O XIKIME KURIA GAMBÉ
A
KOTA (Tata,
Kambondo, etc.) NKAIANGO
5.
OIA, OIA E
KALINGUELENGU
O KADE TATETU
OIA
OIA È
KALINGUELENGU
O KADÈ MAMETU
A
cantiga que se segue serve para
saudar todos os kambondos suspensos e confirmados que estejam presentes, e
também os santos que os suspenderam.
KAMBONDO
NIBO KAODÉ (^)
ÈA
KOTA MEJE KAODE (^)
Pode
cantar com o nome do santo do ogã
KAMBONDO
"NKISI" KAODE
ÈA
KOTA "NKISI" KAODE(^)
(dependendo
de ser Kota ou Kambondo)
-14-
29.
SAMBORO DE DESPEDIDA E AGRADECIMENTO
AI
AI AI ELÒ (^)
KAMBONDO
È TATA
DA
MUXIMA EÒ
(bis)
AÈ
TATETU, AÈ MAMETU,
Resp.: KAMBONDO E TATA
DA
MUXIMA EÒ (^)
30.
REZA PARA SENTAR NO KIALÚ
(Repete
3 vezes, o santo leva a pessoa, pega pelos ombros e finge que vai sentar. Senta
na terceira vez)
KONGO
DI MBANDA AÊ!
KONGO
DI MBANDA AE!
(reza
até sentar)
31.
REZA PARA PEDIR A BÊNÇÃO AOS ZELADORES PRESENTES E DAR ADOBÁ E PEDIR A BÊNÇÃO AO
OGÃ QUE ESTÁ SENTADO PELA PRIMEIRA VEZ
NGOROSI
MONA TANDAIÓ
OLO
MONA DIRIRÁ
AWE
MAKUIU TATETU
(ou
mametu, ou Kota, ou Kambondo)
(há
quem diga AÈ MAKWIU
MITATA)
-15-
REZAS REFERENTES À OBRIGAÇÃO
DE 7 ANOS
31.
SAMBORO
PARA RECOLHIMENTO AO NDEMBURO
(A
reza de saída do ndumbe que é a de recolhimento dos 7
anos.)
È,
AÈ, AÈ, KOSENZE (^)
KATULONDIRÁ
(BIS)
KOSENZE(^)
(MAMETU OU TATETU)
KOSENZE(^),
KATULONDIRÁ
33.
SAMBORO PARA A PRIMEIRA SAÍDA:
È
MUZENZA
MUZENZA
KIOBÁ
È
MUZENZA
MUZENZA
MAKONGO
(ritmo:
kongo)
A
ENTREGA DA CUIA É FEITA COM A SEGUINTE CANTIGA:
34.
SAMBORÔ PARA O KIJUNGU (ritmo
kongo)
IZA
MAKONGO DIAMBURE(^)
IZA
MAKONGO DIAMBURÁ
AÈ,
AÈ IZA MAKONGO DIAMBURÁ
-16-
35.
TERCEIRA SAÍDA
primeira
cantiga
(louvando)
DI
MUXIMA KE AME(^)
KATENDEÒ
SIMBENGANGA
(bis)
AI,
KIMEMENSOÈ SIMBENGANGA
DI
MUXIMA KE AME
KATENDEÒ
SIMBENGANGA
segunda
cantiga
DANDURE(^),
DANDURÁ
DI
MAMETU/TATETU KE ANDÀ
terceira
cantiga
AÈ,
ZENZÈ, AÈ ZENZÁ
TATETU/MAMETU
DI MAKONGO
UN
XAUENDÀ
quarta
cantiga
EWÀ
GANGUÈ
EWÀ
GANGUÈ
EWÀ
GANGUÈ
EÁ
TATETU/MAMETU ALUIZÔ
EWÀ
GANGUÈ
-17-
quinta
cantiga
ABASSALÀ
DI NGOLÁ
È
BUKE LELÈ(^)
(bis)
ABASSALÀ
DI NGOLÁ
È
BUKE LALÀ
(bis)
Nesta
altura pode fazer um xirê relativo àquele santo
36.
REZA PARA RETORNO AO NDEMBURO
Após as louvações feitas nesta saída o santo do novo zelador retornará ao ndemburo (quarto de santo), ao som da