PAI REGINALDO O REI DO VODU E MÃE MARTA
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                                                                         AS DIVINDADES     

Há uma grande mitologia em torno do aparecimento das divindades, mitos esse que não raro se conflitam e se contradizem, havendo apenas uma coisa quase que comum a todos que é o concernente à sua chegada a terra santa dos negros, o centro do mundo ou Iluaiye, como preferem os iorubás. Ife é o lugar sagrado. Aí chegando Osala ou Obatala, deus da criação, instalou seu reino. Na variedade mítica, fala-se que Osala tinha um irmão mais moço chamado Oduduwa, que ambicionava executar o que competia a Osala e, para tanto, fez um ebo, cantando com a colaboração de Esu, que armou uma cilada, provocando muita sede em Osala, que se encontrava bastante cansado da viagem. Ao se aproximar de uma palmeira, usando seu opasoro ( cajado) furou a dita palmeira e bebeu o emu ( vinho de palma) que jorrava. Exausto, embriagou-se rapidamente e ali mesmo deitou e adormeceu. Oduduwa que vinha de espreita na retaguarda, passou em sua frente, tornou-se fundador e rei dos povos iorubás, embora em se tratando de direitos estivesse a baixo de Osala, daí ser, muito conhecido, sobretudo na Bahia, como oduduwa isale ( isale, o que está mais abaixo) (18) e durante a roda de Sango num dos cânticos para Onilé (o dono da terra), o seu nome leva o referido adjetivo

E Oduduwa isale E Oduduwa isale
coro coro Iba orisa

Ó divindade respeitada 
Iba o Onilé

Ó respeitado Onilé


No consenso mítico geral, Osalá é a divindade da criação e o pai de todos os deuses, sendo assim o ponto culminante das divindades iorubás. Há mais de uma centena de divindades, mas no que se refere ao Brasil nem todas chegaram aqui, muitas tiveram o seu culto desaparecido com o tempo e outras ficaram restritas a um ou dois terreiros na Bahia.
Esu é divindade por onde tudo se inicia, desde simples saudação até um ritual complexo, para depois então se fazer o que se quer. Esu é o dono dos caminhos, das ruas, das encruzilhadas, é chamado ojise (mensageiro), por ser o mensageiro entre os demais deuses e, segundo a tradição nasceu em Ife e se fez ele próprio, rei de Ketu (19), daí se pedir a sua proteção dizendo Esu oba Iketu gba mi o ( Esu rei de Ketu me valha). De acordo com as localidades onde se realiza seu culto ou haja alguma cois relacionada consigo, Esu assim como as demais divindades, toma um segundo nome. O Esu que proceda de Ijelu, é Esu Ijelu, de Woro, Esu Woro; Exu Yangi assentado na pedra do mesmo nome é o maior, o mais poderoso é o rei dos Esu, daí ser saudado no Ase Opo Afonja como Esu Yangi oba Esu ( Esu Yangi rei e pai dos Esu). Há Também Esu Agbo (do agbo), Esu Akesan, o que preside a prática divinatória, Esu l'ona (o que é dono dos caminhos), Esu Ina (ligado ao fogo) e muitos outros. Esu tem como arma um porrete de madeira chamado ogo, do qual Esu Agbo, num dos seus oriki (saudação) diz ser o dono - Esu Agbo ologo ogo ( Esu Agbo é o dono do ogo e bate com o ogo). Seu Ireke (colar) é de cor azul escuro quase preto. Veste-se à base do couro e as cores de sua roupa, em tecido são azul vermelho e branco. Como tudo para ele tem que ser por primeiro, o primeiro dia da semana lhe é reservado. 
Para que tudo corra bem é necessário se despachar Esu e toda divindade capaz de perturbar as cerimônias, as quais são convocadas e reunidas no recinto onde vai acontecer a referida cerimônia, para a realização de um ritual chamado pade ou ipade, que quer dizer reunir, no qual todas entidades convocadas são mandadas para bem distante da área, para que suas aproximações não causem perigo. Nas Bahia esse ritual é realizado nos terreiros tradicionais, que se dizem de nação Ketu, onde o caçador Orosi foi seu rei. Na Nigéria se costumava fazer pade antes de se começar os rituais para Oro (20)
Ogun é a divindade da guerra, do ferro e que abre os caminhos. Considerado divindade da rua, andando de parceria com seu irmão Esu. Tem como principal comida bode, galo, Inhame e cachorro. Ogun é uma divindade muito popular na África e no Brasil, especialmente na Bahia, sobretudo Ogun Onire, o mesmo acontecendo na Nigéria, pelo fato dele ter se apossado da cidade de Ire e se tornado seu rei (21). Ogun é tanto temido por matar com freqüência e além dos mais gosta muito de sangue e quando fica muito tempo sem ele, costuma beber o sangue da cabeça do próprio filho, principalmente Ogun Aiaka, tido como o verdadeiro guerreiro e se veste todo de vermelho, sendo saudade como Ogun Aiaka gba mu eje ( Ogun Aiaka toma e bebe o sangue). Ogun Agbebe é o dono do ferro, é também chamado Ogun alagbede orun (Ogun ferreiro do céu), Ogun Edeyi é o guardião das porteiras das casas, Ogun Oromina (de oro mi ina, meu ritual é o fogo), é um Ogun ligado ao fogo, daí estar sempre de parceria com Esu Ina, o Esu do fogo. Obaluaiye, mais conhecido por Omolu, no Brasil; Saponan na Nigéria e Sakpata entre os povos fons, é uma divindade muito perigosa, é considerada a própria peste, a própria varíola. Evita-se pronunciar o seu nome, assoviar ao meio-dia para não atrair sua fúria, não se deve olhar para o seu rosto, daí trazer sempre um fila (capuz), cobrindo o mesmo. No ano que está governando ou influenciando, há muita desgraça, por isso se tomam precauções e se toma banho de guguru ( pipoca). Traz sempre consigo um sasara (vassoura), com qual ele varre as mazelas do corpo das pessoas e o mesmo serve de proteção sobretudo à noite, quando o perigo está presente, por isso é que no varrer o perigo das pessoas e dos lugares, se canta:
Bi ale bale Se a noite pousa
coro coro
Sasara gba ile Sasara guarda o mundo
fun 'wa o para nós
O Assento de Obaluaiye deve ficar rigorosamente fora de casa, ao lado de fora, por isso que é também chamado Baba Ode.
Yewa é a divindade do rio Yewa. Na Bahia é cultuada somente em três casas antigas, devido a complexidade de seu ritual. As gerações mais novas não captaram conhecimentos necessários para a realização do seu ritual, daí se ver, constantemente, alguém dizer que fez uma obrigação para Yewa, quando na realidade o que foi feito é o que se faz normalmente para Osun ou Oya. O desconhecimento começa das coisas mais simples como a roupa que veste, as armas e insígnias que segura e os cânticos e danças, isso quando não diz que Yewa é a mesma coisa que Osun, Oya e Yemoja, Yewa usa ofa que utiliza na guerra ou na caça. No seu ritual é imprescindível, dentre outras coisas, o iko (palha da Costa), existe mesmo um ese Ifa do odu Otuamosun, que fala de Yewa saindo de uma floresta iko (22). O seu grande ewo (coisa proibida) é a galinha. Corre a lenda entre as casas antigas da Bahia cultuam Yewa, que certa vez indo para o rio lavar a roupa, ao acabar, estendeu-a para secar. Nesse espaço vaio a galinha e ciscou, com os pés, toda sujeira que se encontrava no local, para cima da roupa lavada, tendo Yewa que lavar tudo de novo. Enraivecida, amaldiçoou a galinha, dizendo que daquele dia em diante haveria de ficar com os pés espalmados e que nem ela nem seus filhos haveriam de comê-la, daí, durante os rituais de Yewa, galinha não passar nem pela porta. Verger encontrou esse ewo na África e uma lenda idêntica (23). Na Nigéria, Abimbola publicou um itan ifa (história de ifa), falando de que certa feita estando Yewa à beira do rio, com um igba (gamela) cheio de roupa para lavar, avisou de longe um homem que vinha correndo em sua direção. Era Ifa que vinha esbaforido fugindo de iku ( a morte). Pedindo seu auxílio, Yewa despejou toda roupa no chão, que se encontrava no igba, emborcou-o em cima de Ifa e sentou-se. Daí a pouco chega a morte perguntando se não viu passar por ali um homem e dava a descrição. Yewa respondeu que viu, mas que ele havia descido rio abaixo e a morte seguiu no seu encalço. Ao desaparecer, Ifa saiu debaixo do igba e Yewa levou-a para casa, a fim de tornar-se sua mulher (24)
Os Ibeji ou deuses gêmeos são muito populares no Brasil e na África. Ao nascerem as crianças de Ibeji, procura-se saber o seu destino e se o ritual a ser feito deve ser em casa ou na rua. Em Ondo, na Nigéira, assisti a uma cerimônia de Ibeji onde a mãe dos gêmeos cantou e dançou em praça pública, ao que todos lhe davam presentes e dinheiro, para facilitar os sacrifícios. Entretanto soube que quando a mãe é rica ou tem possibilidades, ela não canta e nem dança, apresenta os bebês à comunidade, sem contudo receber dinheiro ou presentes. Na Bahia não existe mais esse ritual público, apenas a mãe pede às pessoas mais íntimas ou conhecidas, uma "esmola", para a obrigação das crianças. Ibeji é uma divindade independente que nada tem a ver com ere (erê, estado em que fica a pessoa sobretudo após a ausência da divindade, estado esse que algumas pessoas costumam dizer que é o "resto do santo"). Entre os Ibeji, o que nasce primeiro, em ambos os sexos, se chama Táíwò e o segundo Kéhindé. O que nasce após o par, isto é, Táíwò e Kéhindé se chama Idowu e depois desse o que nascer do sexo masculino se chama Idogbe e do sexo feminino Alaba. O Coronel Ellis (25), em seu tempo ouviu dizer ser comum em Ondo se matar um dos gêmeos. Além dessa informação não ser encontrada em nenhum outro autor, o povo de Ondo não tem a menor notícia de que isso tivesse ocorrido, pelo contrário, toma como insulto tal pergunta ou insinuação. Os cânticos de Ibeji foram editados pelo Institute of American Studies University of Ibadan (26).
Ifa é a arte da adivinhação. Seu culto é uma das coisas mais importantes na sua religião. Nada no culto de Ifa se move sem os itan (história), daí a enorme variedade e contradição míticas existentes, inclusive quando e onde a sua chegada na terra, embora o consenso geral seja de que ele desceu, como as demais quatrocentas e uma divindades, em Ife (27). Através de Ifa é que se faz a prática divinatória, por meio de dois rosários, um chamado Opele e outro Ikin, os quais são manipulados pelo sacerdote de Ifa chamado Babalawo (o pai do segredo),que, munido do Opon Ifa(espécie de bandejade madeira), Iroke (usado para marcar a adivinhação), a imagem de Esu, o Iyerosun (pó vermelho da árvore de irosun) dentre outros utensílios, procede a prática divinatória, cujas respostas vem através dos Odù. Oa Odùs são divididos em duas categorias. A primeira chamada de Ojú Odù (olho do Odù) constituída dos 16 maiores Odù e a segunda chamada Omú Odù(filho do Odù), formada pela combinação de 16 Odù maiores entre si perfazendo um total de 240 Odù menores, que juntando-se aos 16 maiores formam um total de 256 Odù.
Os Odù são considerados divindades como os orisa. Do mesmo modo que Ifa e todos os demais orisa, os Odù desceram do céu para a terra, onde foi feito um grande trono, colocando num espaço aberto, para, nele, Eji Ogbe se sentar. Eji Ogbe é o mais velho, mais importante e o rei dos Odù, por isso os outros 15 Odù se sentaram em sua volta, formando um círculo. Os Omó Odù ou Odù menores são também considerados divindades. Os Ojú Odù ou Odù maiores estão, assim, dispostos de acordo com a idade e as divindades que neles falam
1- Eji Ogbe: Osala, Sango, Oya, Ogun, Obaluaye, Nana
2 - Oyeku Meji: Iyami Osoronga (Aje), Ori, Ogun, Ososi, Oya
3 - Iwori Meji: Ifa, Esu, Nana, Obaluaye, Osumare
4 - Odi Meji: Esu, Egun, Odu, Osala, Sango, Iroko, Osun
5 - Irosun Meji: Osun, Osunmare, Esu, Iroko, Ibeji, Sango, Ososi
6 - Owonri Meji: Logun Ede, Obaluaye, Yemoja,Yewa
7 - Obara Meji: Oya, Erinlè, Abiku, Odù
8 - Okanran Meji:Yemoja, Ososi, Ifa, Esu
9 - Ogunda Meji: Ososi, Osun, Nana, Ogun
10-Osa Meji: Osala, Oya, Iyami Osoronga (Aje), Sango
11-Ika Meji: Onilè, Ogun, Ori
12-Oturupon Meji: Oya, Ifa, Egun, Ibeji, Iyami, Osoronga (Aje)
13-Otura Meji: Ifa, Sango
14-Irete Meji: Obaluaye, Ososi, Iroko, Iyami Osoronga(Aje)
15-Ose Meji: Osun, Osanyin
16-Ofun Meji: Osala, Odù, Esu, Ifa.
Para cada um desses Odù falam determinados deuses. Possuem cada um desses Odù, suas folhas, seus ewo, (coisa proibida), sua ou suas cores prediletas e por fim todos tem seus fundamentos, que os distingue um dos outros e todos reunidos representam a fala de Ifa. Abimbola reuniu algumas dessas falas em livro com o título de Ijinle ohun emu Ifa (Os fundamentos da falde Ifa) (28).Sango, deus do fogo e do trovão, foi o quarto rei de Oyo, capital dos povos iorubás, tem como esposas Oya, divindade do vento e da tempestade, Osun, divindade do rio Osun e Oba, divindade do rio Oba.Orisa, de muito prestígio na África e muito venerado na Bahia, juntamente com sua mãe Dada e seu pai Oranyan, que foi também rei de Oyo.
As divindades da caça tem como líder o caçador Ososi de quem na Nigéira, atualmente, pouco se sabe, mas que na Bahia, seu culto ainda se mantém vivo preservadas as características fundamentais de quando chegou aqui, apenas se faz confusão com as características de cada caçador, pensa-se que todos são o mesmo Ososi, apenas os nomes diferentes. Deste modo, Ososi que veio de Ikija, não é o mesmo caçador que é Erinlè cultuado em Ilobu. Erinlè também chamado Inlè e Ibualama na Bahia, tem sua roupa a base de couro, indispensável em seu preceito, a ponto de trazer onsigo, dois chicotes, um em cada mão, feitos de tiras de couro traçadas, formando um total de 3 pernas. Com esse chicote chamado bílalà, ele bate constantemente no corpo para sentir a presença do couro. Em Ilobu o seu assento é em ferro tendo ao centro um pássaro e ao lado do mesmo, uma pedra preta polida, tirada do rio. Ao que se tem conhecimento esse assento só existe na Bahia, no Ile Ase Opo Aganju, que é de Aylton Raimundo Batista Santos cuja divindade deu o nome de Ode fa(r)omi (o caçador traz a água).Os demais assentam Erinlè com ofa como se faz com Ososi. Erinlè na Bahia também usa bílalà. As pessoas desse deus devem usar saba (bracelete em cadeia), nos braços e no pescoço, do mesmo metal do assento.
Outro caçador é Oba l'oge (rei que tem chifres), que anda sempre com um chifre, com o qual ele sopra chamando os demais companheiros. Na Bahia, no seu ritual, ao invés de soprar o chifre, usam-se dois e se substitui o sopro pelo bater de um no outro
Logun Edé é outro caçador vindo de Ilesa, cujos cânticos, na Bahia se referem a outro caçador importante chamado Ibàhin. Oke dinvidade das montanhas é considerado caçador na Bahia e ao que se sabe, só no terreiro do Alaketu existe o seu assento e faz o seu ritual. O número de divindades caçadoras conhecidas e cultivadas na Bahia é muito grande.

                                                                    Como Olokum torna-se a rainha das águas

Olokum, senhora das águas, consulta Ifá, numa época em que suas águas não eram bastantes para que alguém, nelas, se lavasse o rosto. Se alguém recolhesse água em seu leito, recolheria, também, areia. Porque ela estava pobre de água. Olossá, senhora da lagoa, consulta Ifá, numa época em que suas águas não eram bastantes para que alguém, nelas, se lavasse os pés. Se alguém quisesse, com elas, lavar os pés, sujar-se-ia de lama e areia. Pois havia, na lagoa, muito pouca água.Olokum e Olossá foram, ambas, aos pés de Orunmilá rogar-lhe examinar o sue caso. Poderiam elas tornar-se as maiores do mundo?Orunmilá respondeu que se elas pudessem fazer as oferendas que ele escolhera para elas, suas vidas seriam um sucesso. Ele disse que Olokum deveria oferecer duzentas cobertas pretas, duzentas cobertas brancas, um carneiro e vinte e seis mil búzios da costa. Depois ele recomendou a Olossá fazer o mesmo. Olokum fez as oferendas. Ela empregou tudo o que possuía. Ela chegou a empregar-se, como serva, para completar as oferendas.Olossá fez também as oferendas com tudo o que possuía. Mas suas oferendas não foram completas, porque ela não encontrou onde se empregar.Oxum, o rio, elegante senhora do pente de coral, consultou Ifá no dia em que ia conduzir todos os rios.Os rios não sabiam em que direção seguir.Eles correriam para frente ou para trás?E haviam pedido conselho a Oxum.Ifá respondeu: “tu, Oxum, vais a um certo lugar e, neste lugar, serás muito bem recebida, os outros rios te seguirão. Nenhum outro poderá te preceder em nenhum lugar onde estejas presentes”.Oxum reuniu todos os rios, e os rios seguirão todos juntos. Quando chegaram à beira da Lagoa (osa)  eles a cobriram completamente, quando deixaram a lagoa. Eles cobriram completamente  o mar (Okun). Foi colocada a questão quem seria a rainha das águas.Olokun declarou: “o território onde vocês  se encontram é meu!”.Eles discutiam aqui e ali. Olodunmaré  manifestou-se, então “A que-possuia o território é a rainha!”Olokun foi por direito a rainha, Olossa disse aos rios que-se retirasse da suas terras, mas os rios não encontraram saída por onde passa assim, Olossa foi eleita Segunda pessoa de Olokun. A cada ano, todos os rios vêm adora-la. Foi assim que Olokun e Olossa tornaram-se popular na Terra e famosa no mundo dos deuses.

                                                                         RIVALIDADE  ENTRE ODUDUA E OXALA

Odudua havia criado o mundo mas, chegado  enfim sobre a Terra, Oxalá lembrou aos Imalés reunidos que fora ele encarregado por Olodunmaré de criar o mundo. Era ele, pois, o seu verdadeiro senhor. Muitos Imalés acreditaram e submeteram-se a ele os seguidores de Oxalá são aqueles que, até hoje esfregam o corpo com giz (efum),  são os orixás brancos (orixá funfun). Os seguidores de Odudua são os demais eles são comandados por Ogum e começaram a combater Oxalá. Os que apoiaram Oxalá se puseram por sua vez, a combater Odudua. Oxalá os encorajava dizendo-lhes: “Sejam ativos”. Odudua encorajava   os seu dizendo-lhes, também: “Sejam ativos”.

Oxalá não queria submete-se a Odudua, Odudua por sua vez, afirma que fora ele enviado para criar o mundo, esta batalha tornou-se uma verdadeira fúria, e não demorou a generalizar-se. Os conselheiros de Oxalá lhe diziam “Procura um meio de líquida Odudua pois, se ele morrer, senão tu, ficará como grande chefe porque tu não pode morrer.” Odudua inquieto, foi consultar Orunmila, que deveria fazer para não ser morto, pois os que faziam oferendas para matá-lo eram numerosos. Orunmila lhe disse que fizesse oferendas, e que ele lhe prepararia folhas de Ifá com perfeição. “É verdade que ele tem a intenção de matar. Mas  se fizemos as oferendas conviventemente tu não morrerás, aconselhou a oferecer uma vaca sem chifres, uma cabra, um carneiro, um pombo, um caramujo e vinte e um sacos de búzios da costa. Odudua fez as oferendas para não ser morto, Orunmila aceitou  tudo e preparou para ele medicamentos protetores com as  folhas de Ifá. Depois, esfregou o corpo de Odudua com estes medicamentos pronunciando as palavras, cantadas:Que  este medicamento atue fortemente, a folha de Peregun não morre facilmente, a folha de yéyé diz que vais viver (), o respeito vem com as folhas de Agidi magbain, deus supremo feche a porta do além, nós  não vamos morrer, Ifá deixe que me torne muito velho, o carneiro branco veio com a cabeça coberta de pelo branco que pêlos brancos cresçam em todo o meu corpo, cabra! Substitua-me na morte, um pombo jamais abre o caminho para os morto , Ifá traga calma à casa, pai, dê-me calma na estrada, Ifá destrua comigo o complô do malfeitor!”.

Odudua não morre, todos aquele que prometeram a Oxalá matar Odudua, tentaram, mas deu um em um ou de dois em dois, todos absolutamente todos, morreram e Odudua permanecia sempre lá, por isto o chamaram “Rei Aboba” (nós retornamos ao mundo e o encontramos Aboba lá). A guerra entre Odudua e Oxalá durou muito, houve um tempo que Odudua foi abandonado por todos, Oxalá disse então aos Imalés que queriam ajuda-los  “todos vos quereis me ajuda a matar Odudua?”. Os Imalés responderam que o matariam sem perdão mas que Odudua tinha muito talismãs protetores, Oxalá mostrou-lhes que, quando Odudua ia  tomar  seu banho, retirava todos os seus talismãs que carregava consigo, era imprescindível escolhe este momento para ataca-lo. Os Imalés se preparavam,  aquele que luta com um sabre, aquele que luta com um fuzil, aquele que luta com um arco-flecha,, aquele que tem o poder sobre o fogo, do primeiro ao último, todos se prepararam. Eles esperavam que Odudua fosse tomar seu banho e se despojasse de seus talismãs, quando Odudua em sabuoo a cabeça, Ogum gritou: “Venha todos! É o momento!”, eles se levantaram ao mesmo tempo e circundaram Odudua, Odudua vendo-o chegar, jogou espuma de sabão sobre eles, “Ah!”  alguns caíram de bruços, sem poder se levanta outros fugiram a quatro pés, outros cegaram, os que recebeu espuma na boca não podia mais abri-la, o que recebeu na pernas ficou aleijado, ninguém foi capaz de se aproximar de Odudua tempos depois, Odudua resolveu vingar-se, que caminho seguir para eliminar Oxalá. Ele achou um meio mandou, cavar um poço profundo no seu palácio. Um dia que todos os Imalés reuniram-se na casa de Oxalá, Odudua junta-se a eles e ficou modestamente no último lugar, fingindo considerar-se inferior a Oxalá, ele declarou: “Meu pai Oxalá agora que a disputa terminou, eu vim visitar-vós, eu parei de lutar, não estou mais com raiva eu considero que sois mais antigo que eu. Ah!  Chega de lutas, chega de disputas! Vós, também, deveis um dia ver à  minha casa para que todos possam ver que a guerra, verdadeiramente, terminou!”.  Oxalá disse: “Nada mal! Eu irei saudar-vós depois de amanhã!”.  O poço que Odudua mandou cavar estava pronto, Odudua mandou cobrir este poço com belas esteiras, Oxalá preparava-se e tomou a estrada, sua roupa branca arrastava sobre o solo. Por onde ele passava, as arvores caiam fora da estrada, por onde ele passava, as colinas tornavam-se planícies, por onde passava, os buracos  fecham-se imediatamente. Oxalá ia em direção ao palácio de Odudua, ele levava, em uma de suas mãos, seu bastão de estanho (opaxoro), os que o acompanhavam gritaram “Alayeluwa, senhor do mundo! Escravos venham render homenagem! Oxalá, fundador da cidade de Igbô! Escravos vem render homenagem! Oxalá, senhor do opaxoro! Escravos, venham render homenagem!

Oxalá chegou ao palácio de Odudua, passou sem cair no buraco dissimulado sob as esteiras. O poço momentosamente, fechou-se sob seus pés, ele dirigiu-se para o lugar onde ficavam dispostas as almofadas, sentou-se confortavelmente e convidou Odudua a vir junta-se a ele, como Odudua hesitasse, Oxalá estendeu-lhe a mão e o atraiu para si. “Ah!” Odudua caiu na própria armadilha?

Oxalá retornou  triunfante para casa a guerra se eternizava. Oxalá e Odudua queriam ambos ser reconhecidos como senhores deste mundo à c criação do qual ele havia construindo se sua ambição  fosse feita. Orunmila estava inquieto com esta interminável guerra, ela arriscava destruir o mundo que Olodunmaré o havia, encarregado de proteger, seu receio torna-se mais forte ainda, pois os exércitos de Oxalá e Odudua preparavam-se para o combate final, a quem saísse vencido que, por vingança  destruiria o mundo. Orunmila foi ver Oxalá e lhe disse: “Oh! Obatala-Oxala, reflitas! Não fostes tu que Olodunmaré enviou para criar o mundo e vigiar aqueles que tu nele criastes? O mundo é teu! Odudua me pediu de dizer-te que ele tem vergonha, ele não ousa vir  pedir-te de novo, ele quer apenas ajudar-te a dirigir o mundo. Nós todos ter  rendemos  homenagens! O mundo é  teu!”. Lisonjeado, Oxalá falou: “Como? Ele compreendeu finalmente? A questão está encerrada!”. Orunmila então, levantou-se e foi ver Odudua disse-lhe: “Oxalá me encarregou de dizer-te que ele não passa de um velho tu,  Odudua, possuis o mundo não deixes perecer!” Odudua perguntou: “Será, Oxalá que fala assim?” Orunmila respondeu: “Mas, não me viste ao lado dele não seria conveniente que um velho suplicasse a um mais novo! É por isto que, ele mesmo, não pode pedir-te, cuidas pois deste mundo!” Odudua declarou: Nossa disputa terminou! O mundo não perecerá mais!

Assim, Orunmila acalmou Oxalá e pacificou Odudua, eles celebraram a paz, enfim recuperada, eles dançaram e dançaram

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