HOMENAGEM PÓSTUMA



Esta é uma edição especial de apenas mil exemplares em homenagem à RISOLETE VIEIRA LOPES, esposa amiga e carinhosa, falecida prematuramente durante os dias finais da impressão deste livro.

A ela, que muito nos estimulou nas pesquisas e conclusão desta obra, nossa saudade e admiração pelo magnífico exemplo de mãe, esposa e avó.

Saudades... Mas a certeza de que nos encontraremos na reencarnação final, no Santo Regime do Terceiro Milênio, onde, na graça de Jesus Cristo atingiremos o ápice espiritual necessário para merecermos a salvação e a ressurreição na Nova Jerusalém.
O AUTOR
Biografia do Autor
Arnaldo Lopes nasceu em 12 de abril de 1939 na cidade de Tubarão, Santa Catarina.

Membro de uma família tradicional no setor de comunicação, desde cedo se interessou pela atividade jornalística, participando vibrantemente da imprensa sul catarinense, atuando como repórter, locutor e analista político nas emissoras de rádio JK Santa Catarina de Tubarão, rádio Difusora de Urussanga (hoje rádio Marconi) e rádio Guarujá de Orleans, onde exerceu a função de Diretor Proprietário.

Foi também diretor proprietário dos jornais Correio do Sul de Tubarão e Folha da Semana de Orleans. Em 1986, atraído pela era da informática, resolveu se dedicar à nova tecnologia e tornou-se autodidata em análise de sistema e programador. Atuou como professor de computação de dados na Escola Particular de Informática e fundou uma empresa de assessoria. Posteriormente assumiu o CPD das empresas Global de Cocal do Sul, SC.

Arnaldo Lopes ingressou na literatura mística em 1986, quando, examinando as profecias, descobriu existir uma estreita relação no sentido simbólico entre elas. Após muita pesquisa, conseguiu a interpretação das profecias do livro bíblico "Apocalipse" de São João, que ora apresentamos.
São pessoas espiritualmente evoluídas, com uma visão bem diferente e precisa do sentido da vida e do destino da humanidade.

Os místicos acreditam que o ser humano é um semi-deus.

O apego aos problemas materiais (o materialismo) é o grande mal da humanidade, porque induz o homem a buscar os prazeres da vida material em detrimento da sua evolução mental e espiritual.
As visões do profeta dos acontecimentos do terceiro milênio e das mudanças que abalarão a terra e o universo no século XXI, talvez sejam os temas mais interessantes revelados neste livro.

CAPÍTULO I
Para Entender as Profecias
INTRODUÇÃO
O Apocalipse de São João é o último livro do Novo Testamento da Bíblia Sagrada. Livro profético escrito há quase dois mil anos e que mostra os acontecimentos do passado, presente e futuro da humanidade. São João, como não poderia deixar de ser, usou com freqüência uma linguagem simbólica e, por conseguinte, de difícil interpretação. Também existe uma aparente mistura de épocas ou confusão de períodos na apresentação dos presságios.

Por estes motivos o leitor comum encontra muitas dificuldades para entender estas profecias, principalmente pela simbologia usada; deixa de conhecer o futuro da humanidade ou ainda, as mudanças que ocorrerão em breve e nos próximos séculos.

Apresento, neste livro, a tradução ou a desmistificação deste importante documento bíblico, após longa pesquisa e enfadado trabalho de interpretação. Não existe vínculo entre este livro com qualquer entidade mística ou religiosa. Trata-se de uma pesquisa independente e de cunho puramente especulativo.
PARA ENTENDER AS PROFECIAS
Para entender as profecias é necessário, primeiramente, que o leitor venha a conhecer alguns detalhes sobre a personalidade dos profetas (ou místicos), autores de tais revelações. São pessoas espiritualmente evoluídas, com uma visão bem diferente e precisa do sentido da vida e do destino da humanidade.
Os místicos e os profetas têm faculdades intelectuais mais poderosas do que as pessoas comuns; são capazes de usar boa parte do poder mental para produzir prodígios impressionantes (curas, etc.); têm visões sobre acontecimentos futuros (premonições, etc.), e outros poderes mentais; são, em suma, personalidades de potência mental bem acima da média. Por isto, muitos profetas escreveram suas visões (geralmente recebidas pelo lóbulo cerebral direito), recebidas em formas geralmente simbólicas (imagens, vozes), como as do livro que ora vamos analisar.
COMO PENSAM OS MÍSTICOS
Os místicos acreditam que o ser humano é um semi-deus, criado por uma inteligência superior (Deus); que o homem é provido de um poder mental poderoso, capaz de criar coisas impressionantes, para "o bem" ou para "o mal", conforme seu desejo, pois tem livre arbítrio.
Segundo estudos científicos a mente humana é muito pouco explorada: cerca de apenas 10% do poder mental está sendo usado pela humanidade. A vida agitada, as exigências sociais, as diretrizes materialistas dos dias modernos sufocam o desenvolvimento mental porque suas potencialidades são endereçadas para as contingências à sobrevivência no sistema. Por isto os místicos apontam o apego aos problemas materiais (o materialismo) como o grande mal da humanidade; induz o homem a buscar os prazeres da vida material em detrimento da sua evolução mental e espiritual.
Concluindo, o materialismo ou o apego às coisas materiais é considerado pelos místicos como o grande mal, e representa a força negativa, o pecado, o demônio, ou outro símbolo negativo qualquer. Ao contrário, a força positiva, o bem é denominada de espiritualismo. Estes dois termos em linguagem mística têm sentidos muito mais abrangentes, conforme veremos oportunamente.
O ser humano que vive no sistema materialista não encontra o "melhor ambiente" para evoluir espiritualmente (mentalmente). Precisa, como regra básica, afastar-se do regime para poder alcançar este estágio superior. Todos os profetas e místicos famosos viveram afastados do materialismo e por isto evoluíram.
Os místicos acreditam na vida espiritual antes e após a morte carnal e no grande projeto de Deus que consiste na evolução gradativa da humanidade; na evolução natural espiritual e mental, até alcançar-se o ápice evolutivo, que nos permitirá, futuramente, uma vida terrena, num corpo perfeito (de matéria incorruptível) e de vida eterna. Somente os que evoluírem conquistarão.
A evolução natural espiritual conseguir-se-á pelo processo chamado de reencarnação ou ressuscitação, quando os espíritos, em várias etapas de vida, poderão (ou não) conseguir a evolução.
AS IMPORTANTES REVELAÇÕES
São João, apóstolo de Jesus Cristo, foi um dos tantos místicos da época inicial do cristianismo. Cristo fundou uma igreja (uma sociedade cujos membros viviam afastados do sistema de vida materialista), mas teve poucos anos de duração pois foi duramente perseguida pelo sistema materialista da época. Prometeu voltar, ou seja, retornar no futuro, e novamente, na forma de um regime de vida espiritualista, fato que deverá acontecer num futuro não muito remoto, neste terceiro milênio.

As visões do profeta dos acontecimentos do terceiro milênio e das mudanças que abalarão a terra e o universo no século XXI, talvez sejam os temas mais interessantes revelados neste livro. Importantes também são as previsões sobre o materialismo, o capitalismo, a imprensa, tragédias como a AIDS e outras da época atual, previstas de maneira clara e inconfundível pelo excelente profeta.

Igualmente importante será o avanço tecnológico profetizado para ser alcançado em breve no regime do terceiro milênio, quando a ciência descobrir a cura de todas as doenças e quando o contato direto com o mundo transcendental ou extra-físico for realmente possível.

Apresento, nesta obra, a interpretação completa do "Apocalipse" de São João Evangelista, o livro mais polêmico de todos os tempos. A apresentação e a interpretação dos capítulos e versículos neste livro, obedecem a mesma ordem cronológica do texto original bíblico. Agradeço a todos que, de alguma forma, contribuíram para a conclusão desta obra.

Foram escritos muitos livros sobre a vida de Jesus e acontecimentos épicos, porém, sensores religiosos aprovaram apenas os livros conhecidos atualmente.

O Apocalipse, erroneamente interpretado como revelações sobre o fim do mundo, é na verdade um livro que esclarece o que um espiritualista deseja conhecer e revela acontecimentos do passado, presente e futuro e comprova que não haverá "fim do mundo".

Haverá, isto sim, uma evolução muito grande capaz de causar espanto aos futurólogos e aos amantes da ficção científica.

Com a descoberta do bem e do mal, o homem inteligente iniciou sua jornada para o materialismo, decaindo gradativamente através dos séculos.

O materialismo aparece como um grande mal para a humanidade. Está simbolizado como "a besta que subiu do mar" e relatado no cap. 13, versículos de 1 a 10.

A ciência materialista aparece sob a forma de uma "besta que subiu da terra".


"E foi-lhe dada uma boca para proferir grandes coisas e blasfêmias". Esta frase simboliza o surgimento da imprensa (poder de comunicação, boca) largamente usada para divulgar o sistema e incentivar o consumo.

Poluição dos rios e fontes de águas: acontecimentos profetizados no Cap. 8,10-11. "Terça parte das águas tornou-se em absinto (amargas ou poluídas)".

Destruição das selvas profetizado no Cap. 8,7: "queimou-se a terça parte das árvores...".

O corporativismo é outro grande mal da sociedade moderna, reconhecido como tal até mesmo pelos materialistas. A queda do capitalismo está prevista para o próximo século, quando será implantado o regime do terceiro milênio que conviverá com o capitalismo por um certo tempo.

A sociedade espiritualista conquistará novos avanços e a fusão do material e espiritual será explicitada. Todos estes acontecimentos impressionantes estão profetizados no livro Apocalipse de São João, escrito há quase dois mil anos.

Felizmente o novo regime está previsto para um futuro relativamente breve. Os que aderirem estarão salvos desses males. Será uma nova opção de vida aos homens de boa vontade.
O paraíso prometido a Jacó, Moisés e aos cristãos.




CAPÍTULO II

REMEMORAÇÕES DO AUTOR



Um dia ouvi minha saudosa mãe conversar com alguém sobre o fim dos tempos e lembro-me que ela repetiu uma frase usada comumente: "o mundo vai chegar aos mil anos, mas aos dois mil não chegará!". Eu, ainda criança, fiquei deveras impressionado porque pretendia, evidentemente, viver alguns anos no século XXI.

Essa frase tem sido repetida por muita gente e até mesmo por estudiosos no assunto. Eu refletia com meus botões sobre esta angustiante profecia, imaginando um final da humanidade para tão próximo, pois estava com 12 anos de idade e distante poucas décadas do final do século.

Durante muito tempo procurei nos tratados sobre o assunto alguma profecia que anunciasse o final do mundo para tão breve, porém nada encontrei. Todos profetizavam uma data bem mais distante para o fim dos tempos.

Existem inúmeras profecias sobre acontecimentos terríveis para este final de século, algumas prenunciando mudanças profundas de natureza social e política, mas nenhuma confirma o dito comum da minha infância.



PROFECIAS SOBRE O FUTURO DA HUMANIDADE



O Apocalipse de São João é o livro mais completo sobre o assunto. A partir dele muitos profetas ou pseudoprofetas fizeram suas vaticinações, talvez tentando apenas "colocar datas" nos eventos anunciados.

Citaremos como exemplo Michel de Nostre-Dame (Nostradamus) que nasceu em 14 de dezembro de 1503 na cidade de Saint Remy de Provence na França; outros como São João Maria Vianney, conhecido como Cura D’ars que viveu entre 1786/1859, além das profecias de Santa Odila, princesa alemã do século VII e tantos profetas bíblicos ou outros que viveram mais recentemente.

São João foi apóstolo de Cristo e o mais querido do Divino Mestre. Além do Apocalipse São João escreveu um evangelho (o mais autêntico entre todos) e três epístolas que fazem parte do Novo Testamento da Bíblia moderna, perfazendo um total de cinco escritos.

No capítulo XIX - final deste livro - mostramos os capítulos e versículos originais do livro bíblico Apocalipse. Nas páginas seguintes apresentamos, em capítulos e na mesma ordem cronológica de acordo com a bíblia, a tradução literal dos símbolos, bem como as explicações necessárias, se houver sentido oculto.

Um detalhe muito importante que o leitor deve saber: segundo alguns estudiosos, foram escritos muitos livros sobre a vida de Jesus e acontecimentos épicos, porém, sensores religiosos aprovaram apenas os livros conhecidos atualmente. Jesus não deixou nada escrito. Mas, alguns dos seus seguidores escreveram vários livros, que também foram selecionados.

Também existem divergências nas várias traduções do hebraico e do grego. Algumas com sentidos bem diversos. Isto certamente dificulta a interpretação de alguns trechos. Como exemplo, citemos o termo "Hades", que em alguns livros é traduzido por "inferno" e em outros como "tumbas ou cemitério". Mas, felizmente, para interpretar as profecias estes problemas são bem amenizados, pois na maioria dos casos o uso literal é quase desnecessário e a interpretação torna-se mais evidente em torno dos símbolos enunciados.

Resta-nos ainda dizer que apresentamos este trabalho em capítulos cujos títulos mostram os assuntos revelados. Os capítulos e versículos do Apocalipse serão analisados na seqüência cronológica, com comentários elucidativos, quando necessários.



ALGUNS SÍMBOLOS E SEUS SIGNIFICADOS



As profecias usam uma simbologia muito particular e lógica para expressar suas mensagens. E não poderia ser diferente, pois o profeta precisa usar uma linguagem universal, válida eternamente, para falar sobre algo que não conhece, muitas vezes, sem sentido para sua época.

Para que o leitor tenha alguma noção sobre o assunto, mostramos abaixo os significados de alguns símbolos, de uso comum entre os profetas de todos os tempos; resultado de muitas pesquisas e estudos sobre o assunto.



DEUS: simbolizado pela luz de uma pedra jaspe e sardônica, em um trono com arco celeste.


ARCO CELESTE: arco-íris, que simboliza o antigo pacto de Deus com os homens.



ANJOS: podem simbolizar espíritos evoluídos ou o seu oposto. Representam acima de tudo, espiritualidade.



CORDEIRO: sinônimo de Cristo, que foi sacrificado como um cordeiro.



ANCIÃO: representa espírito elevado, de longa experiência e grande sabedoria. Os vinte e quatro anciãos do trono de Deus representam os doze líderes das tribos de Israel e os doze apóstolos de Cristo.



LUZ OU LÂMPADA: significa purificação espiritual. As sete lâmpadas junto ao trono simbolizam o Espírito Santo, a unificação das sete virtudes.

CASTIÇAIS: igrejas ou crenças que abrigam os que têm luz (lâmpadas, velas).



ESTRELA: espírito bom ou mau, dependendo da associação.



UVA: corpo humano material, que após a morte produz o vinho (espírito).



VINHO: espírito ou alma, produto da uva (corpo).



ANIMAIS: define a maldade ou os espíritos maus ou ainda características dos espíritos. Os quatro animais viventes junto ao trono de Deus são, simbolicamente, quatro maus que estão a disposição de Deus para punir a humanidade.



VESTIDO DE LINHO FINO: define pureza ou santidade.



CINTO DE OURO: é significado de galardão recebido por atos nobres.



RIO EUFRATES: significa origem ou procedência maligna. Nas suas margens estavam localizadas cidades pagãs dentre as quais, Babilônia.



MONTE DE SIÃO: origem ou procedência benigna.



LEI: o decálogo, os dez mandamentos da lei de Deus.



SELO: algo selado, lacrado, não revelado.



TROMBETAS: anúncios de acontecimentos.



TAÇAS: sofrimentos que serão provados pela humanidade.

GRANDE TRIBULAÇÃO: época de grandes sofrimentos compreendendo a época contemporânea e futura.



DRAGÃO: sinônimo de Satanás, tentação para o mal.



BESTA: sistema de vida pervertido gerado do mal (dragão).



CHIFRE DA BESTA: algo que cresce e estagna, como reinados ou ideologias associados à besta.



CABEÇA DA BESTA: inteligência pertinente ao sistema.



BOCA: comunicação ou poder de comunicação.



COROA: símbolo de império material, do bem ou do mal.



DIADEMA: símbolo de império espiritual.



MULHER: depende muito da sua associação. Se prostituta representa a depravação do sistema. Pode representar seitas, igrejas, cidades, etc.



MAR: quase sempre é sinônimo de muitos. Muitos homens, muitos seguidores, etc.



MAR DE VIDRO: muitos espíritos em formas translúcidas. A humanidade.



CIDADE SANTA: regime de vida do terceiro milênio.



BABILÔNIA: o capitalismo dos nossos dias; a evolução do materialismo.

NOVA JERUSALÉM: sinônimo do novo-mundo onde viverão os homens ressuscitados no futuro distante.



FONTE DA ÁGUA DA VIDA: fonte de sabedoria (conhecimentos esotéricos e científicos) que permitirá a vida no novo-mundo e a ressurreição dos espíritos evoluídos.



ÁRVORE DA VIDA: conhecimentos científicos futuros que proporcionarão vida permanente a todos, domínio sobre a morte; os seus frutos alimentarão os homens e suas folhas curarão todas as doenças.



TÍTULOS ESPECIAIS USADOS NESTE LIVRO



Títulos usados com definição particular, para melhor explicitar o sentido das profecias.



ESPIRITUALISMO: valorização das virtudes, desapego dos bens materiais. Aceitação da vida espiritual permanente após a morte.



MATERIALISMO: apego aos bens materiais, valorização da matéria, sistema de vida onde os valores materiais são mais importantes que os valores espirituais.



CAPITALISMO: sistema de vida atual que tem o capital como o objetivo da vida. Resume os sistemas modernos, tais como capitalismo, comunismo, socialismo, etc., onde exista capital de estado ou privado. O capitalismo representa o materialismo evoluído, aperfeiçoado pela ciência. Não damos sentido de "ideologia" e muito menos qualquer conotação política, pois tem sentido muito mais amplo: significa a evolução do materialismo primitivo ao complexo sistema consumista dos nossos dias.

NOVO REGIME: sistema de vida do regime do terceiro milênio, que substituirá, no futuro, o capitalismo ora dominante.



NOVO-MUNDO: sistema de vida que significa a evolução do novo regime. É sinônimo de Nova Jerusalém.



PRIMEIRO UNIVERSO ESPIRITUAL: visão espiritual do universo de Deus da atualidade. O profeta tem três visões do universo de Deus. No primeiro aparece a humanidade como um mar de vidro, longe de Deus.



SEGUNDO UNIVERSO ESPIRITUAL: visão do universo espiritual após a implantação do regime do terceiro milênio. A humanidade mais perto de Deus. Neste universo os homens aparecem no átrio do templo.



TERCEIRO UNIVERSO ESPIRITUAL: visão universal após o novo-mundo, a Nova Jerusalém. A humanidade junto de Deus. Estes são apenas alguns dos símbolos contidos nas profecias de São João, bem como os títulos usados neste livro para melhor interpretação dos textos. Com base nestes exemplos o leitor terá amplas condições de entender e até tentar decifrar símbolos de qualquer profecia bíblica



AS PRINCIPAIS REVELAÇÕES



O Apocalipse, erroneamente interpretado como revelações sobre o fim do mundo é, na verdade, um livro que esclarece o que um espiritualista deseja conhecer e revela acontecimentos do passado, presente e futuro e comprova que não haverá "fim do mundo". Haverá, isto sim, uma evolução muito grande capaz de causar espanto aos futurólogos e aos amantes da ficção científica. Vamos, neste capítulo, mostrar em ordem cronológica, os acontecimentos profetizados para a nossa época e para o futuro:



A Decadência Humana:



Ao criar o Universo, Deus criou a Terra e os seres viventes. Neste primeiro período a humanidade aparece no paraíso, vivendo harmoniosamente com os demais seres animais. Com a descoberta do bem e do mal, o homem inteligente iniciou sua jornada para o materialismo, decaindo gradativamente através dos séculos. Esta fase da decadência humana São João mostra nas visões dos quatro cavaleiros, no Cap. 6,1-8 (lê-se, Capítulo 6, versículos de 1 a 8).

A era da caça é representada pelo primeiro cavaleiro que aparece com arco e flecha. Foi quando o homem começou a viver da caça e da pesca. A era das guerras está simbolizada pelo segundo cavaleiro que aparece montado em um cavalo vermelho; tal cavaleiro porta uma grande espada. A era do comércio vem materializada pelo terceiro cavaleiro, que porta nas mãos uma balança e oferece produtos alimentícios. A era da peste ou das doenças incuráveis aparece simbolizada pelo cavaleiro de nome "morte", montado num cavalo amarelo.



O Surgimento do Materialismo:



O materialismo aparece como um grande mal para a humanidade. Está simbolizado como "a besta que subiu do mar" e relatado no Cap. 13, versículos de 1 a 10. Neste capítulo São João descreve uma besta que subiu do mar (mar = muitos; muitos homens) e que fortaleceu-se após o surgimento da imprensa. Veja alguns tópicos:

O materialismo foi fortemente combatido no início da era cristã quando os Apóstolos fundaram a verdadeira Igreja orientada por Cristo. Com isto a besta (materialismo) teve uma de suas cabeças ferida e o profeta escreveu assim:

"A besta tinha sete cabeças, uma das quais foi ferida de morte, mas sua chaga mortal foi curada. E todos maravilharam-se diante da besta".

Desta forma São João dimensionou a chaga provocada pela igreja de Cristo no sistema materialista da época. Porém a besta recuperou-se do problema, reagindo e perseguindo a igreja cristã, colocando-a fora de combate.

"E foi-lhe dada uma boca para proferir grandes coisas e blasfêmias".

Esta frase simboliza o surgimento da imprensa (poder de comunicação, boca) largamente usada para divulgar o sistema materialista e incentivar o consumo.

"... e deu-se-lhe poder sobre toda a terra, língua e nação".

Previsão exata do materialismo atual.

Acontecimentos desta época e do futuro: Dentre os principais acontecimentos, citaremos os seguintes:

Surge a ciência e desta o capitalismo:

A ciência materialista aparece sob a forma de uma "besta que subiu da terra" (dos homens da terra), citada por São João no capítulo 13,11-18. Vejamos alguns detalhes:

"E exerce todo o poder da primeira besta, na sua presença". A ciência é um grande mal quando sob a influência (na presença) do materialismo. Podemos deduzir que a ciência, sob a influência do materialismo, tornou-se tão bestial quanto ele. Também podemos concluir que quando a ciência estiver a serviço do espiritualismo ela será benigna.

"E faz grandes sinais que até fogo faz descer do céu à terra, à vista dos homens".

Nada mais do que a invenção das bombas, foguetes, etc., pela ciência bélica materialista, comprovando sua bestialidade.

"E engana dizendo aos que habitam na terra, que fizesse uma imagem à besta que subiu do mar". Sugere a invenção de algo que simbolizasse os bens materiais. Foi então inventado o dinheiro, inicialmente em forma de "moedas" (de ouro, prata, cobre e bronze), com o valor real do metal usado. A moeda, de fato, representa a "imagem" (materialização) da primeira besta (materialismo).

"E que desse espírito à imagem da besta...". Esta frase sintetiza a evolução do sistema quando a ciência (econômica) inventou o "papel-moeda" tão em voga mesmo nos dias de hoje. O papel-moeda não tem valor real (material) tal qual as moedas de material precioso, têm apenas valor simbólico (pois é apenas papel, sem valor material algum), abstrato (espiritual). Por isto ele representa o espírito da imagem da besta.

Na seqüência da profecia acima, São João sinaliza com o número 666, importante símbolo do regime capitalista e materialista dos dias atuais, que mostraremos nas páginas seguintes.

Poluição do meio ambiente:

Destruição das selvas profetizado no Cap. 8,7: "queimou-se a terça parte das árvores...".

Poluição do mar; no Cap. 8,8-9: "e tornou-se em sangue a terça parte do mar". Complementa afirmando que parte da vida marinha foi exterminada.

Poluição dos rios e fontes de águas: acontecimentos profetizados no Cap. 8,10-11. "Terça parte das águas tornou-se em absinto (amargas - poluídas)".

A poluição do ar também foi profetizada pelo fabuloso vidente, que previu o escurecimento do sol provocado pelo efeito estufa: "... e foi ferida a terça parte do sol... para que terça parte do dia não brilhasse", Cap. 8,12.

O corporativismo dos nossos dias:

O corporativismo é outro grande mal da sociedade moderna, reconhecido como tal até mesmo pelos materialistas. Também foi profetizado pelo sábio apóstolo de Jesus no Cap. 19,1-21 do seu famoso livro.

"E do fumo (idéias, ideologias funestas) vieram gafanhotos sobre a terra e foi-lhes dados poder que tem os escorpiões da terra. E o parecer dos gafanhotos era semelhante aos de cavalos aparelhados para a guerra", ou seja, das ideologias vieram muitas pessoas (como gafanhotos) com poderes para seduzir os inocentes com ideais comparados aos escorpiões que escondem seus ferrões. O parecer das corporações é semelhante a um exército aparelhado para a guerra.

Nestas visões temos uma analogia entre os exércitos de gafanhotos com as corporações nefastas dos dias atuais: política, sindicalismo, associações classistas, etc. Ainda este capítulo, descreve as quatro mais importantes ideologias que causaram as grandes guerras contemporâneas.

A AIDS e as últimas pragas:

Das sete últimas pragas profetizadas no cap. 16, estamos vivendo a primeira: "e fez-se uma chaga má e maligna nos homens que tinham o sinal da besta (materialistas) e adoravam sua imagem (dinheiro, capital)". Nada mais claro. Chaga má (incurável, dolorosa) e maligna (que vem do mal, do pecado).

As próximas pragas previstas para os dias futuros falam do agravamento da poluição (mar, rios e ar) e o já aguardado efeito estufa bem como a deterioração da camada de ozônio: "e os homens foram abrasados com grandes calores...".

A queda do capitalismo:

O capitalismo representa a evolução do materialismo, conforme já frisamos. A besta que subiu da terra (ciência) aprimorou o materialismo (a besta que subiu do mar), dando-lhe imagem (dinheiro) e espírito (papel-moeda, etc.) e criou o sistema monetário (666 - número da besta), resultando todo este avanço no que hoje chamamos de "capitalismo econômico" e o profeta chama de "Grande Babilônia".

A queda do capitalismo está prevista para o próximo século (XXI), quando será implantado o regime do terceiro milênio que conviverá com o capitalismo por um certo tempo. Esse regime se fortalecerá no passar dos anos enquanto o capitalismo viverá dias cruéis com forte recessão. O encontro das duas forças está previsto; o capitalismo será erradicado e o novo regime predominará em todo o mundo. Este embate está profetizado como o nome de "a batalha do Armagedom".

Após esta batalha o espiritualismo representado pelo novo regime dominará todas as nações e a ciência associada ao místico alcançará progressos notáveis e inimagináveis.

A queda da Babilônia, que simbolicamente significa a queda do capitalismo, está prevista no Cap. 17 do livro santo de São João. Os símbolos lógicos e coerentes mostram a magnitude do sistema atual. Também fala da evolução dos sistemas, dos reinados à democracia moderna e curiosamente trata os atuais mandatários das repúblicas democráticas modernas como: "reis que receberão o poder por uma hora", ou seja, mandatários que exercerão o poder por curto espaço de tempo, por tempo determinado, geralmente eleitos para governarem as nações por quatro ou cinco anos.



O Regime do Terceiro Milênio



O novo regime de vida que será adotado pela humanidade no próximo milênio será muito parecido com o adotado na antiguidade pelos patriarcas de Israel e pelos apóstolos de Jesus Cristo, ou seja: um regime vivido em comunidades alternativas (igrejas) onde os valores materiais (dinheiro, bens terrenos, etc.) serão substituídos por valores espirituais; onde seus adeptos terão as condições mínimas necessárias para a evolução mental, espiritual e científica. Embora pareça utópica tal ideologia, ela será adotada muito em breve, mais cedo do que possa-se imaginar. Maiores detalhes sobre sua implantação daremos nos próximos capítulos.

Não devemos concluir que este novo regime, embora semelhante ao regime proposto pelos apóstolos de Cristo, seja composto exclusivamente por místicos, celibatários ou ermitões. Será integrado por pessoas normais, comuns, que viverão em comunidades espiritualistas, tecnologicamente avançadas, e aproveitarão todo avanço científico conquistado pela humanidade. A grande diferença entre o atual e o novo sistema, está no fato de que seus habitantes viverão num padrão de vida nivelado, isto é, ninguém poderá acumular bens ou poderes; todos serão iguais, materialmente falando.

Este regime crescerá paulatinamente e superará o capitalismo dentro de algumas décadas. Haverá um confronto de ideologias denominado profeticamente de batalha do Armagedom, quando o atual sistema será substituído pelo novo regime em todos os países. Será a volta de Cristo profetizado nas escrituras sagradas. Estará então definitivamente instalada a nova igreja de Cristo, o novo regime que durará muitos séculos. Desta data em diante haverá grande progresso espiritual e científico. A ciência, agora mística, conquistará, dentre os grandes avanços, a materialização dos primeiros espíritos evoluídos.

Ainda assim a humanidade não terá conquistado sua total redenção. Algumas comunidades espiritualistas serão tentadas aos prazeres do material e uma forte divisão acontecerá, redundando em uma nova convulsão. Está profetizado como o retorno de Satanás após mil anos de aprisionamento, na forma de Gogue um grande materialista bíblico.

Este período de contendas será de pouca duração. A sociedade espiritualista avançará ainda mais e a fusão do material com o espiritual será conquistada. Começará a nova fase profetizada como A Nova Jerusalém, o avanço máximo da humanidade quando o homem conquistará toda sabedoria universal. A Fonte da Água da Vida e a Árvore da Vida representam progressos científicos e espirituais incríveis que permitirão a ressuscitação dos espíritos evoluídos, com perspectiva de vida saudável, feliz e eterna a todos.

Todos estes acontecimentos impressionantes estão profetizados no livro Apocalipse de São João, escrito há quase dois mil anos. Incrivelmente preciso nas previsões dos fatos que para nós já aconteceram, resta-nos a certeza de que as previsões futuras também acontecerão no seu devido tempo.

Já vivemos as profecias sobre a besta do materialismo, que associada à besta da ciência criou o capitalismo e seus símbolos, a imprensa, bombas e outros avanços tecnológicos. Estamos vivendo a era do corporativismo, da poluição do ar, das águas e das florestas, das guerras mundiais e das guerras ideológicas.

Vivemos atualmente a era da AIDS marcada como a primeira das sete taças finais (cheias de sofrimentos) que a humanidade vai ter que suportar. E para o futuro breve está previsto o agravamento da poluição ambiental que causará horríveis sofrimentos à humanidade.

Felizmente o novo regime está previsto para um futuro relativamente breve. Os que aderirem, estarão salvos desses males. Será uma nova opção de vida aos homens de boa vontade. Nele poderão alcançar o nível de aperfeiçoamento espiritual necessário para a salvação e ressurreição na Nova Jerusalém para conquistar a vida eterna. Ressuscitarão em corpo incorruptível, sem doenças e usufruirão da Árvore da Vida e da Fonte de Água da Vida, avanços científicos e esotéricos do futuro.

Este, segundo os místicos, é o projeto de Deus para com a humanidade: a evolução gradativa do homem, que de encarnação em encarnação acumulará conhecimentos, evoluindo até atingir o pleno desenvolvimento espiritual e material quando então conseguirá o domínio sobre as forças da natureza e conquistará a interação matéria-espírito.

Então poderá viver nesta terra com um corpo material especial e com o auxílio da ciência, da força mental e espiritual, terá a vida eterna e feliz. O paraíso prometido a Jacó, Moisés e aos cristãos.




(1,3) "Receberá graças aquele que ler esta profecia e aquele que ouvir e seguir sua orientação, porque o tempo está próximo”.


A expressão "ouvi detrás de mim", para muitos interpretadores significa "manifestação do sexto sentido" (de Richet) que nos dá uma sensação semelhante.
O termo "nascer de novo" não significa ressuscitar. Ressuscitar significa ressurgir, reaparecer com o mesmo corpo anterior.

"Nascer de novo" literalmente significa reencarnar, renascer em outro corpo, nascer novamente.

Nota-se, entretanto, que para "nascer de novo" no reino de Deus precisamos ter vida consciente espiritual.

A reencarnação, embora não sendo dogma de muitas religiões cristãs, é aceita por inúmeras crenças místicas modernas e antigas.

Como vemos, estas citações bíblicas servem para comprovar tanto o dogma da reencarnação quanto o da ressurreição.

Os sete espíritos das igrejas simbolizam o comportamento espiritual de cada uma das sete comunidades cristãs da igreja de Cristo, na Ásia.



CAPÍTULO III

As Primeiras Revelações



As Primeiras Revelações

A missão de São João

A vida Espiritual e a Ressurreição



O livro APOCALIPSE (do grego APOKALUPSYS cuja tradução é REVELAÇÕES, foi escrito por São João, cognominado O Evangelista, na ilha de Patmos aos 91 anos de idade. Foi ele o tutor de Maria, mãe de Jesus, até seu falecimento no ano de 48. Em seguida passou a evangelizar e fundar a igreja de Cristo nas cidades da Ásia e da Grécia. Preso pelo Imperador Domiciano, foi levado a Roma onde foi julgado e condenado a ser queimado nu num caldeirão de azeite fervente. Milagrosamente saiu incólume! Então, Domiciano desterra-o na ilha de Patmos, onde, após uma visão especial de Jesus, recebe ordens para escrever o livro Apocalipse. Em seguida voltou à Éfeso (Grécia) onde viveu o resto da sua vida, vindo a falecer com 96 anos de idade.



AS PRIMEIRAS REVELAÇÕES



Vamos apresentar a seguir os primeiros capítulos deste importante documento. Os capítulos originais do Apocalipse transcrevemos na sua tradução original, no último capítulo deste livro. A transcrição e interpretação de cada capítulo mostramos "entre-aspas" precedido do número do capítulo e versículos correspondentes. Assim: (5,2) significa "capítulo cinco, versículo dois." (6,4-9) significa "capítulo seis, versículos de quatro a nove". Após a tradução poderá haver um comentário para melhor esclarecer o assunto.

A seguir, as primeiras palavras escritas pelo importante profeta, no capítulo primeiro e seus versículos:



(1,1) "Revelações de Jesus Cristo, por meio de seu anjo ao apóstolo João, para mostrar aos seus seguidores as coisas que breve e futuramente devem acontecer." (1,2) "João foi um dos apóstolos de Cristo, conheceu a palavra de Deus e testemunhou pessoalmente a passagem de Jesus na terra e pela graça divina teve visões especiais sobre coisas que deverão acontecer." (1,3) "Receberá graças aquele que ler esta profecia e aquele que ouvir e seguir sua orientação, porque o tempo está próximo." E continua o profeta: (1,4-8) "Mensagem de João às sete igrejas da Ásia: graça e paz seja convosco da parte de Deus e do Espírito Santo (os sete espíritos que estão diante do trono de Deus) e da parte de Jesus Cristo, a fiel testemunha. Ele que foi O PRIMEIRO a ressurgir dos mortos, O PRÍNCIPE da terra. Aquele que nos ama e com seu sangue nos salvará e nos fará reis e sacerdotes, quando futuramente vier com as nuvens, e todos o verão, até mesmo aqueles que o mataram, para criar um novo regime de vida, a nova igreja cristã, quando todas as nações da terra submeter-se-ão a ela. A Deus, glória e poder para sempre. Ele é o Todo-Poderoso, o início e o fim de tudo." Já temos aqui uma profecia sobre a vinda de Cristo no fim dos tempos no regime do terceiro milênio, um novo sistema de vida produto da evolução espiritual da humanidade, onde o homem atingirá um estágio místico tão elevado que vencerá a morte e conseguirá conviver com o mundo espiritual. Neste estágio Cristo poderá, evidentemente, orientar o novo mundo. Outro detalhe importante está na frase: "...todos o verão, até os mesmos que os traspassaram (mataram)", pode comprovar a teoria da reencarnação uma vez que aqueles que crucificaram Jesus estarão presentes nessa futura época (reencarnados ou ressuscitados?).



A MISSÃO DE SÃO JOÃO



Em seguida o grande profeta escreve sobre sua missão:

(1,9) "Eu, João, vosso irmão da igreja de Cristo, companheiro nas aflições na vida terrena e no reino de Deus por bondade de Jesus. Fui desterrado na ilha de Patmos por pregar a palavra de Deus e por ter conhecido pessoalmente Jesus Cristo." (1,10-11) "Eu fui arrebatado em espírito num sábado e ouvi detrás de mim uma voz muito forte que disse: Escreva num livro tudo que vês e envie às sete igrejas que estão na Ásia”. A expressão "ouvi detrás de mim", para muitos interpretadores significa "manifestação do sexto sentido" (de Richet) que nos dá uma sensação semelhante. Comprova, igualmente, o alto poder mental do místico. (1,12-16) "E virando-me vi sete castiçais de ouro. Entre os castiçais vi um ser semelhante a Jesus, em vestes longas até aos pés, com um cinto de ouro. Cabelos brancos como a neve e olhos vivos como fogo. Seus pés eram brilhantes como latão polido e sua voz era muito forte. E tinha sete estrelas na sua mão direita e uma espada de dois fios na boca. Seu rosto resplandecia como o sol do meio dia." As sete estrelas representam sete espíritos, ou o sentido espiritual das igrejas citadas. Quanto à espada de dois gumes que aparece em sua boca significa a força de sua palavra, da sua mensagem, porque através dela o mundo será vencido. A espada de Cristo é a potente arma que arrasará os materialistas. (1,17-18) "E quando o vi, caí a seus pés desmaiado. Ele pôs sobre mim sua mão direita, dizendo: não temas. Eu sou o único. Aquele que viveu e foi morto e está vivo para a eternidade e tenho as chaves da morte e dos túmulos (Hades)". Alguns tradutores usam a expressão "inferno" na tradução do termo grego Hades. Esta descrição confirma que Jesus Cristo foi o primeiro e o único até agora ressuscitado; que viveu e foi morto, mas vive eternamente e tem as chaves da morte e dos túmulos (a fórmula da vida eterna).



A VIDA ESPIRITUAL E A RESSURREIÇÃO



Abrimos parênteses para refletir sobre o místico Jesus, o mais famoso de todos os tempos, bem como sobre a sua doutrina. Jesus afirma acima que ele é a chave da morte e do túmulo (Hades). Observando-se o diálogo de Jesus com Marta, citado no evangelho de São João (Cap. 11,23-26), também fica evidenciado o grande poder de Cristo sobre a morte e a vida espiritual e a ressurreição dos mortos. No diálogo Cristo disse (11,23): "Teu irmão há de ressuscitar." Cap. (11,24): "Disse-lhe Marta: Eu sei que há de ressuscitar na ressurreição do último dia." Cap. (11,25-26): "Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá. E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá. Crês tu isto?" Concluímos, pelo acima exposto, que poderemos conseguir a "vida espiritual consciente", ou seja, a consciência e vida após a morte, e por conseguinte, se evoluirmos, poderemos ressuscitar no último dia (ressurreição dos mortos) e conquistar a vida eterna. Portanto, quem acredita em Cristo (o cristão) viverá para sempre (a chave da morte) e não permanecerá no túmulo porque ressuscitará. Vejamos, ainda, o evangelho de São João capítulo 3,3: "Jesus respondeu (a Nicodemos) e disse-lhe: na verdade, na verdade digo-te que aquele que não nascer de novo, não pode ver o Reino de Deus". E complementa em João 3,5-8: "Aquele que não nascer da Água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus. O que é nascido da carne é carne. O que é nascido do Espírito é Espírito. Não maravilhes-te de ter dito: necessário vos é nascer de novo. O vento assopra onde quer e ouves a sua voz; mas, não sabes donde vem nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito". O termo "nascer de novo" não significa ressuscitar. Ressuscitar significa ressurgir, reaparecer com o mesmo corpo anterior. Nascer de novo literalmente significa reencarnar, renascer em outro corpo, nascer novamente. No entanto Jesus referiu-se à ressuscitação dos mortos na Nova Jerusalém, termo usado para definir o Reino de Deus na terra, no futuro, e representará a evolução máxima da humanidade. Nessa época a ciência terá evoluído tanto, ao ponto de dar corpos aos espíritos dos mortos. É o que chama-se de Fonte da Água da Vida (nova ciência de dar vida terrena). Por isto Cristo disse: "aquele que não nascer da água (fonte da água da vida) e do Espírito (vida ou consciência espiritual) não pode entrar no Reino de Deus (ressuscitar no futuro Reino de Deus)." Nota-se, entretanto, que para "nascer de novo" no reino de Deus precisamos ter vida consciente espiritual. Tendo vida consciente, o espírito evidentemente poderá usar esta condição mística para reencarnar (nascer de novo) tantas vezes quanto necessário, até atingir a evolução para ter direito à ressuscitação no reino de Deus. Como vemos, estas citações bíblicas servem para comprovar tanto o dogma da reencarnação quanto o da ressurreição. Na expressão "o vento assopra onde quer" Cristo define a vida espiritual, o livre arbítrio do espírito, a autonomia de ir e vir, que poderá ser interpretada como ir à carne e voltar à vida espiritual, dada exclusivamente a quem crê nisto e Nele e no seu novo testamento: "o vento assopra onde quer, assim é todo aquele que é nascido (reencarnado ou ressuscitado) do Espírito". Fica bem caracterizado que Cristo tem a chave da morte pois, representa a vida eterna, a vida após a morte, e tem a chave dos túmulos, com a qual poderá abri-los e deixar voltar os que lá estiverem, reencarnados em corpos humanos ou ressuscitados em corpos imperecíveis. A reencarnação, embora não sendo dogma de muitas religiões cristãs, é aceita por inúmeras crenças místicas modernas e antigas. A reencarnação, tal qual a vida espiritual e a ressurreição, poderá ser conquistada pela fé, pela crença, enfim, pelo poder da mente. Ainda sobre este tema voltaremos oportunamente. Prossigamos examinando o livro de São João. (1,19-20) "Escreva tudo o que vires, acontecimentos atuais e futuros. As sete estrelas que vistes na minha mão direita são os sete espíritos das sete igrejas e os sete castiçais são as próprias igrejas." O próprio anjo esclarece o sentido dos símbolos desta profecia. Os sete espíritos das igrejas simbolizam o comportamento espiritual de cada uma das sete comunidades cristãs da igreja de Cristo, na Ásia. No próximo capítulo analisaremos as mensagens às sete igrejas da Ásia, recomendações diretas de Cristo à elas e à todos nós. Uma condensação da verdadeira doutrina cristã.





As Incríveis Profecias do Apocalipse



Nestas mensagens estão inseridos muitos ensinamentos aos cristãos de ontem e de hoje.

O principal preceito cristão, provavelmente era a vida em comum, numa comunidade onde todos levavam seus bens para uso geral da comunidade.
A Árvore da Vida, segundo São João, está na Nova Jerusalém, cidade santa que existirá no fim dos tempos atuais. Será o novo-mundo, a evolução da humanidade.

O maná escondido significa o fruto da árvore da vida que alimenta para sempre. É mais um símbolo da vida no novo-mundo.

Grande tribulação é a designação da época atual e futura da humanidade. Época de grandes sofrimentos aos que viverem nela.

A "outra carga" não imposta aos fiéis significa outra vida na terra, ficando desobrigados de nova encarnação (nova vida, nova carga de sofrimentos) os que atingirem a evolução necessária.

A estrela da manhã deve significar a grandiosidade ou o grau do espírito salvo. Assim entende-se que o cristão salvo será um espírito de luz, comparável à estrela da manhã.

Nesta alusão Cristo diz que não basta ser cristão para salvar-se. Será necessário, é claro, que o crente atinja a perfeição espiritual.
Somente o espírito que encarna é inscrito no livro da vida. Muitos espíritos, como os anjos, têm vida espiritual, porém nunca viveram a vida em matéria.

Estes são os que seguem Cristo mas acumulam riquezas. Pensam que basta ser crente e parecer quente na fé para salvarem-se.

Imaginamos agora, como seriam as cartas se Cristo se dispusesse a enviá-las hoje para às religiões cristãs atuais?

Observamos também que algumas mensagens, com clareza, afirmaram que: aqueles que evoluíssem durante a sua atual vida (contemporâneos de Cristo), não precisariam viver (reencarnar) na época das tribulações (época de hoje e futura), pois já estariam prontos para ressuscitarem nos dias finais.


CAPÍTULO IV

Mensagens às igrejas

Mensagens às sete igrejas da Ásia

Recomendações aos cristãos.



Neste capítulo vamos examinar as mensagens recebidas por São João e endereçadas às sete igrejas da Ásia. Nestas mensagens estão inseridos muitos ensinamentos aos cristãos de ontem e de hoje.



RECOMENDAÇÕES AOS CRISTÃOS



A expressão - sete igrejas - significa a igreja cristã que está instalada nas sete cidades da Ásia, conforme comprova o texto bíblico. Não significa templo ou pluralidade de igrejas ou ideologias.

Assim o profeta começa a escrever as cartas às igrejas da Ásia:



Primeira carta: à igreja de Éfeso.

(2,1) "Escreve ao anjo da igreja que está em Éfeso: Isto diz aquele que tem poder sobre os sete anjos e fiscaliza no meio das sete igrejas:”

(2,2) "Eu sei do teu trabalho, da tua dedicação e por isto tu não deves ser punido pelos outros. Puseste à prova os que dizem ser apóstolos e não os são e tu os julgaste mentirosos”.

(2,3) "E também porque sofreste e tens paciência e trabalhaste pelo meu nome e não cansaste”.

(2,4) "Tenho, porém, contra ti a falta de cumprimento do principal preceito cristão (primeira caridade)”.

O principal preceito cristão, provavelmente era a vida em comum, numa comunidade onde todos levavam seus bens para uso geral da comunidade.

(2,5) "Lembra-te, pois, qual foi o teu erro e arrepende-te e pratica o preceito principal. Se assim não procederes, futuramente quando voltar, excluirei esta igreja, se não arrependeres-te.”

Cristo ameaça as igrejas com a exclusão. Aquela que não praticar a vida em comum de seus seguidores, não será incorporada a futura igreja cristã, a do terceiro milênio.

(2,6) "Tens porém uma virtude: Não aprovas as obras dos nicolaítas, as quais também não aprovo.”

Os nicolaítas, também traduzido como balaamitas seguidores de Balaão, filho de Bosor. Introduzidos no meio dos israelitas, convenceram muitos deles a seguir esta falsa doutrina. Por isto os nicolaítas eram inimigos de Cristo.

(2,7) "Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas: ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da Árvore da Vida, que está no meio do paraíso de Deus”.

A Árvore da Vida, segundo São João, está na Nova Jerusalém, cidade santa que existirá no fim dos tempos atuais. Será o novo-mundo, a evolução da humanidade. Cristo promete a vida eterna aos cristãos. A vida após a morte, lúcida, consciente e de livre arbítrio; com o aperfeiçoamento espiritual conquistado em várias reencarnações chegar-se-á ao tempo do novo mundo em condições de merecer esse paraíso e a vida eterna.

Segunda carta: à igreja de Smirna Continua o profeta com sua narrativa:

(2,8-9) "Ao líder espiritual da igreja que está em Smirna, escreve: Isto diz o Único, que morreu e ressuscitou. Eu conheço suas obras, sacrifícios e pobreza (mas és rico em espiritualidade). Conheço a blasfêmia dos que dizem-se Judeus (seguidores da Lei de Moisés) e não o são, mas são do templo de Satanás.”

A blasfêmia citada acima relaciona-se com a descrença entre os judeus de que Jesus não era o Cristo prometido aos antepassados. Até hoje eles aguardam o Messias prometido.

(2,10) "Não temas ao que hás de padecer. Alguns de vocês serão presos e tentados a renunciar sua crença e sofrereis por uns tempos. Sê fiel até a morte e dar-te-ei o domínio sobre a vida (coroa da vida)”.

Jesus recomenda aos crentes a não rejeitarem a sua fé para não perderem o privilégio da vida eterna. Cumpre anotar que o crente, quando preso, era forçado a rejeitar Jesus para obter a liberdade. Caso não O rejeitasse seria martirizado até a morte.

(2,11) "Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas: Aquele que evoluir-se, não receberá o dano da segunda morte, a morte após o julgamento final.”

Com esta mensagem Cristo reafirma que eles (os que santificarem-se) serão ressuscitados na primeira ressurreição e estarão livres do julgamento final, a segunda ressurreição, a ressurreição do último dia. Por outro lado confirma que haverá uma segunda morte aos não evoluídos. Serão também ressuscitados, julgados e eliminados. São João profetiza sobre isto nos capítulos finais.

Terceira carta: à igreja de Pérgamo A carta à igreja de Pérgamo está assim redigida pelo profeta:

(2,12-13) "E ao anjo da igreja de Pérgamo, escreve: Isto diz aquele que tem a espada de dois gumes: Eu sei das tuas boas obras e que habitas numa cidade dominada por Satanás. Mesmo assim não negaste a mim ainda quando Antipas, vosso irmão na fé e minha fiel testemunha, foi martirizado pelos nossos inimigos.”

(2,14-15) "Mas poucas coisas Eu tenho contra ti: Tens entre os crentes, alguns que seguem a doutrina de Balaão, ou aqueles nicolaítas que perverteram muitos israelitas à adoração de ídolos e à prostituição.”

(2,16-17) "Arrepende-te, pois no futuro voltarei e batalharei contra eles com meus poderes. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz a todas as igrejas: Ao que vencer darei de comer do maná escondido e darei também uma pedra branca com um novo nome escrito, o qual somente seu dono conhecerá”.

O maná escondido significa o fruto da árvore da vida que alimenta para sempre. É mais um símbolo da vida no novo-mundo. A pedra branca com um novo nome escrito certamente significa uma nova vida terrena (ressurreição), uma nova e definitiva existência com novo nome e com corpo eterno.

A reencarnação está manifesta na frase: "virei a ti e contra eles batalharei com a espada da minha boca", significando que na volta de Cristo (no futuro, no santo regime do terceiro milênio), eles estarão reencarnados e serão combatidos.

Quarta carta: à igreja de Tiatira O profeta assim escreveu a carta à igreja de Tiatira:

(2,18-19) "E ao anjo da igreja de Tiatira, escreva: Isto diz o Filho de Deus, que tem a visão universal e a passagem santa pela Terra: Eu conheço as tuas boas obras e sei que estás evoluindo na fé.”

(2,20) "Mas tens um grande defeito: Aceitas Jezabel, mulher que diz-se profetisa, que ensina meus servos a prostituírem-se e a comer da carne que é servida nas festas idólatras dos deuses pagãos.”

(2,21-23) "Esta profetisa já teve tempo de arrepender-se, porém não o fez. Aos participantes (os que deitarem com ela) virão muitos sofrimentos (tribulações) e eliminarei seus seguidores. E todas as igrejas entenderão que Eu sou aquele que conhece os rins (atos carnais) e o coração (sentimentos) e julgarei a todos segundo suas condutas.”

Uma advertência de Cristo: A quem deitar na cama (participar) com Jezabel virá (viverá a época de) grandes tribulações e ferirei de morte a seus filhos (seguidores, reencarnados), se não arrependerem-se (em várias vidas) até o julgamento final.

Grande tribulação é a designação da época atual e futura da humanidade. Época de grandes sofrimentos aos que viverem nela. Cristo reafirma que, os que não evoluírem espiritualmente terão de reviverem nesta época (evidentemente reencarnados) se antes não arrependerem-se das suas obras.

(2,24) "Eu digo a todos que não estão seguindo a doutrina da profetisa e de Satanás, que OUTRA CARGA NÃO VOS POREI, ou seja, não exigirei nova carga de sofrimentos.”

A "outra carga" não imposta aos fiéis significa outra vida na terra, ficando desobrigados de nova encarnação (nova vida, nova carga de sofrimentos) os que atingirem a evolução necessária. Estarão prontos para o novo-mundo, a Nova Jerusalém.

(2,25-29) "Mas a fé que tendes, retende-a até a minha volta e reinareis comigo sobre as nações do futuro com vigor de ferro. As nações serão quebradas como vasos de barro e formarão um regime cristão governado por Cristo e os ressuscitados, como Deus prometeu a Jesus. E dar-vos-ei também a estrela da manhã (evolução espiritual).”

A estrela da manhã deve significar a grandiosidade ou o grau do espírito salvo. Assim entende-se que o cristão salvo será um espírito de luz, comparável à estrela da manhã.

Mais uma vez Cristo reafirma a reencarnação dos fiéis em várias vidas terrenas até aos tempos do novo regime cristão, onde os que seguirem sua doutrina comporão como co-dirigentes e submeterão todas as nações materialistas à nova filosofia de vida. As nações e seus regimes materialistas, serão quebradas como vasos de barros. Os vencedores serão portadores de espíritos evoluídos como a estrela Dalva (estrela de grande brilho entre as demais) e viverão nesta época futura e governarão com Cristo.

Quinta carta: à igreja de Sardo Vejamos a carta em título:

(3,1) "E ao anjo da igreja de Sardo, escreve: Isto diz Aquele que governa as igrejas e seus espíritos protetores. Conheço tuas obras. Pensas estar salvo porque consideras-te cristão, mas, ainda não estás.”

Nesta alusão Cristo diz que não basta ser cristão para salvar-se. Será necessário, é claro, que o crente atinja a perfeição espiritual.

A "boa nova" de Cristo é a vida espiritual consciente que todos os cristãos possuem. Isto não quer dizer que todos os crentes estão salvos. Os que chegarem ao fim dos tempos sem a devida evolução espiritual serão ressuscitados, julgados e condenados a morte total, não permanecendo no novo-mundo. Será a segunda morte ou morte espiritual.

(3,2) "Siga corretamente a minha doutrina e oriente aos demais que também estavam para perderem-se por sua causa. Sua atitude não foi perfeita diante de Deus”.

(3,3) "Lembra-te, pois, da orientação que tens recebido e obedeça-a. Arrepende-te senão virei inesperadamente como um ladrão e tirar-te-ei a chance da vida eterna. E não saberás quando acontecerá.”

Cristo adverte que não devemos crer que apenas o ato de ser cristão basta para garantir a nossa salvação. É necessário também, seguir as orientações deixadas por Ele e seus apóstolos.

(3,4-6) "Mas também tens nesta igreja algumas pessoas que cumprem minha orientação e comigo viverão, porque são dignas disto. O que vencer será vestido de branco (símbolo da pureza) e de maneira alguma deixará de reviver pois estará inscrito no Livro da Vida e dele falarei a Deus e seus anjos para que reviva no novo-mundo.”

As Escrituras Sagradas falam de dois distintos livros da vida: No primeiro denominado de Livro da vida estão os nomes e obras dos seguidores da religião hebraica também chamada de Igreja de Deus. No segundo - O Livro da vida do Cordeiro - estão escritos os nomes e obras dos crentes, que viveram pelo novo pacto com Jesus Cristo. Simbolicamente no juízo final os dois livros serão abertos e os anotados serão julgados cada qual por suas obras.

Somente o espírito que encarna é inscrito no livro da vida. Muitos espíritos, como os anjos, têm vida espiritual, porém nunca viveram a vida em matéria. No julgamento final comandado por Cristo, serão riscados do livro da vida todos os que falharam no teste terrestre. Estes espíritos serão eliminados, ou seja, riscados do livro da vida. Daí a expressão usada por Cristo no capítulo 3,5 acima.

Sexta carta: à igreja de Filadélfia (3,7-8) "Ao anjo da igreja de Filadélfia, escreve: Isto diz o Santo e Verdadeiro, aquele que tem a poderosa chave concedida ao descendente de Davi; que somente Ele pode abrir ou fechar portas (pactos) para a salvação. Eu sei as tuas obras: Eis que diante de ti pus o meu novo acordo com a humanidade (de viver em comunidades num novo regime afastado do materialismo), o novo pacto, a nova porta para o Céu que ninguém pode fechar. Mesmo sendo fraco guardaste a minha palavra e não negaste o meu acordo.”

Esta igreja, sendo pobre (fraca), certamente encontrou dificuldades em implantar o novo sistema de vida proposto; ainda assim guardou as orientações de Cristo.

(3,9) "Sei que os Judeus não acreditam no novo testamento de Deus, feito por meu intermédio, para os homens. Por isto são Judeus da Sinagoga de Satanás, dizem-se Judeus, mas não o são, mentem. Porém, Eu farei com que reconheçam a verdade e que arrependam-se a seus pés e saberão que amo-te.”

(3,10-13) "Como guardastes a crença nas minhas promessas, também Eu vos guardarei das tentações futuras que virão sobre a humanidade. Eis que virei sem demora e não esqueceis da doutrina, para que ninguém tome o vosso lugar. A quem vencer farei forte como colunas no templo de Deus, conhecereis a Deus, o paraíso celestial que descerá do Céu, e conhecereis o novo regime em meu nome. Quem tem ouvidos ouça, o que o Espírito promete aos Cristãos.”

Também nesta mensagem Cristo promete proteger (guardar) os crentes de outras vidas no futuro, das tentações (e sofrimentos) que hão de vir sobre todos da terra (3,10), reafirmando a teoria da reencarnação, ou seja, quem evoluir não precisa reencarnar, viver a época da tribulação.

Sétima carta: à igreja de Laodicéia (3,14-16) "E ao anjo da Igreja de Laodicéia, escreve: Isto diz o "assim seja", a testemunha fiel de Deus, o princípio das obras de Deus: Eu conheço a tua duvidosa fé, nem fria nem quente. Oxalá fora fria ou quente. Justamente por ser tão indecisa vomitar-te-ei da minha boca.”

Estes são os que seguem Cristo, mas acumulam riquezas. Pensam que basta ser crente e parecer quente na fé para salvarem-se e esquecem que são frios (não praticam a caridade de dividir seus bens) e por isto são mornos.

(3,17-18) "Como dizes, és rico nas coisas materiais e de nada sentes falta. E não sabes que és um desgraçado e não tens nada. Aconselho-te que dividas teus bens com os pobres e através da caridade compres de mim a verdadeira riqueza, para aquecer a tua alma morna, vestir teu corpo nu, e iluminar tua pouca fé.”

(um conselho que serve muito bem também para as igrejas atuais).

(3,19-22) "Eu repreendo e castigo a quem amo para purificá-lo. Sê zeloso e arrepende-te. Eu bato à consciência de todos. Se for ouvido e aceito, ali permanecerei. Se seguires minha doutrina e venceres as tentações, concederei que sentes comigo no meu trono, assim como venci e sentei no trono de meu Pai. Quem tem ouvidos, ouça o que digo aos cristãos.”

Cristo renova a promessa de vida eterna no fim dos tempos aos que purificarem-se espiritualmente afastando-se dos bens materiais. Igualmente previne as igrejas que acumulam bens terrenos. Jesus censurou severamente as igrejas da sua época. Imaginamos agora, como seriam as cartas se Cristo se dispusesse a enviá-las para às religiões cristãs atuais?

Nestas mensagens ditadas pelo espírito do místico Jesus, vimos a reafirmação da promessa da vida espiritual, da ressurreição no fim dos tempos e da vida eterna na Nova Jerusalém aos evoluídos.

Observamos também que algumas mensagens, com clareza, afirmaram que: aqueles que evoluíssem durante a sua atual vida (contemporâneos de Cristo), não precisariam viver (reencarnar) na época das tribulações (época de hoje e futura), pois já estariam prontos para ressuscitarem nos dias finais. As citações são claríssimas e confirmam a teoria da reencarnação, ou seja; quem evoluir não precisará reencarnar, mas quem não conseguir terá de reviver para aperfeiçoar-se ou evoluir-se. Afinal de contas estas foram as promessas de Cristo, o novo pacto, o novo testamento, as boas-novas ao povo de Deus.



São João foi ainda o "escolhido" para receber as visões sobre os acontecimentos futuros da humanidade e foi distinguido com o dom da profecia.

Os vinte e quatro anciãos aqui representam os pioneiros da crença no Deus único, os "doze patriarcas" das tribos de Israel, e os "doze apóstolos" que acompanharam Cristo em sua vida na terra. Símbolos da velha e da nova igreja de Deus.

Os quatro animais representam quatro espíritos punidores, usados por Deus para punir a humanidade.

As coroas simbolizam o poder e a majestade sobre as duas igrejas: a hebraica e a Cristã.

O livro selado simboliza o conhecimento, a profecia sobre o futuro da humanidade. Acontecimentos importantes, mas que nenhum dos espíritos citados tinha méritos para revelar seu conteúdo.
O Novo Cântico simboliza o novo pacto, a boa-nova, a nova doutrina que possibilitará a evolução da humanidade.

As sete lâmpadas são as forças das sete virtudes que o homem deve manifestar (exercitar mentalmente) para atingir a evolução mística e espiritual. Estão personificadas no Espírito Santo.

Estas virtudes, quando praticadas, geram forças que faz "evoluir o espírito" até atingir a perfeição.

Como vemos, os símbolos mostram as forças da natureza que estão à disposição da mente humana.

Num ambiente materialista é impossível atingir-se a perfeição.



CAPÍTULO V

O livro selado.


O primeiro universo espiritual
Os vinte e quatro anciãos
Os sete espíritos do bem
Os quatro espíritos maus

O livro selado com as revelações


Análise Mística das Visões



No capítulo anterior, nas mensagens às igrejas, conhecemos a essência da crença cristã, os ensinamentos ditados pelo Espírito de Jesus a São João o discípulo preferido. Cumpre-nos informar que São João, cognominado "O Evangelista", foi companheiro de Jesus durante sua pregação na terra. Um dos raros evangelistas testemunha ocular da trajetória do Mestre. Por isto merece a maior credibilidade, uma vez que dispensou interpretadores.

As mensagens às sete igrejas da Ásia são fontes de informações dignas de crédito, que testemunham as orientações de Cristo e a fiel descrição do competente apóstolo. É a confirmação do novo pacto dada exclusivamente a São João. Elas, por si só, servem como base a todos que desejam conhecer a verdadeira doutrina de Cristo.

São João foi ainda o "escolhido" para receber as visões sobre os acontecimentos futuros da humanidade e foi distinguido com o dom da profecia. Nas cartas às igrejas da Ásia, Cristo confirma o novo pacto, prometendo a vida espiritual a todos os cristãos. Havia um pacto anterior (o velho testamento) antes de Cristo, um pacto direto entre Deus e os Hebreus. Esse acordo foi regulamentado por Moisés através dos dez mandamentos da Lei de Deus. Os que seguissem a Lei teriam a garantia da viverem na Terra de Canaã, terra que emanava leite e mel, nada mais que a Nova Jerusalém prometida posteriormente por Jesus Cristo, conforme as profecias do Apocalipse.



O PRIMEIRO UNIVERSO ESPIRITUAL



Nesta visão o profeta conhece o primeiro universo espiritual de Deus; o contexto inicial do universo espiritual que mostra o valor intrínseco de cada símbolo espiritual; uma analogia da realidade mística com um império espiritual universal. Esse universo modificar-se-á ao passar do tempo de acordo com a evolução espiritual da humanidade. Será revisto posteriormente, de forma modificada, mostrando os efeitos da evolução humana no contexto universal espiritual. Assim escreveu o profeta:

(4,1-3) "Depois olhei e vi algo como uma porta aberta no céu. E a primeira voz que havia falado comigo disse: Sobe aqui e mostrar-te-ei as visões do futuro da humanidade. Em seguida fui levado em espírito e vi um trono no céu e alguém sentado nele. Este que estava sentado no trono era, na aparência, radiante como a pedra jaspe e sardônica. O trono estava rodeado por um arco celeste da cor da esmeralda.”

Com os símbolos acima São João começa a descrever o universo espiritual. Vemos a parte que simboliza o céu, com a potência divina, Deus.



OS VINTE E QUATRO ANCIÃOS
OS SETE ESPÍRITOS DO BEM (4,4-5)



"E ao redor do trono de Deus havia vinte e quatro anciãos em seus tronos, vestidos de branco e tinham sobre suas cabeças coroas de ouro. E do trono de Deus saíam relâmpagos, trovões e vozes. E diante do trono ardiam sete lâmpadas que simbolizam os sete espíritos de Deus.”

Continua descrevendo a majestade divina. Os vinte e quatro anciãos aqui representam os pioneiros da crença no Deus único, os "doze patriarcas" das tribos de Israel, e os "doze apóstolos" que acompanharam Cristo em sua vida na terra. Símbolos da velha e da nova igreja de Deus.

As coroas simbolizam o poder e a majestade sobre as duas igrejas: a hebraica e a Cristã.

As sete lâmpadas, como diz, representam os sete Espíritos de Deus, que para muitos significa o Espírito Santo, o Espírito dos sete dons do Bem. Foi anunciado por Isaías (10,2) como sendo: "o espírito natural de Deus, o espírito da sabedoria, da inteligência, do conselho, da fortaleza, do conhecimento e do temor de Deus”.



OS QUATRO ESPÍRITOS MAUS



E o grande profeta continua com sua narrativa:

(4,6-7) "E havia diante do trono algo (espíritos) como um mar de vidro brilhante como o cristal. Ao redor do trono quatro animais cheios de olhos. Um era semelhante ao leão, outro parecido com um boi, o terceiro tinha a cara parecida com o rosto de homem e o quarto animal era semelhante a uma águia voando”.

Os quatro animais representam quatro espíritos punidores, usados por Deus para punir a humanidade. Ezequiel descreve-os no capítulo 14,12 a 21, e chamou de Querubins a esta casta de anjos que servem ao Senhor, e o próprio São João também descreve-os no próximo capítulo, na visão dos quatro cavaleiros do Apocalipse. Eles simbolizam a guerra, a fome, a peste e as nocivas alimárias.

Na simbologia acima, o leão (rei dos animais) representa a morte por alimárias; o boi (a fonte de alimentos), a morte pela fome; o de rosto de homem (o próprio), a morte pela guerra; e a águia que voa, (se alastra), a morte pela peste ou doenças. Quanto ao mar de vidro este simboliza a terra no contexto espiritual. Um mar de almas dos que vivem e viverão na terra.

Com isto fica concluída a visão do primeiro universo espiritual, visão espiritual do céu e da terra como temos hoje, mas, que será alterado no futuro, como veremos. E o profeta continua...

(4,8) "E os quatro animais tinham, cada um de per si, seis asas, e ao redor e por dentro, estavam cheios de olhos e estavam à disposição de Deus”.

Os símbolo mostram a potencialidade dos animais (pragas). As asas para locomoverem-se aos quatro cantos da terra e os olhos para reconhecerem os que merecerem os castigos. Os quatro maus estão a serviço de Deus permanentemente; são atraídos pelos homens quando estes afastam-se dos preceitos espirituais ou envolvem-se com as coisas materiais.

(4,9-11) "E, quando os quatro animais davam glória a Deus os vinte e quatro anciãos prostravam-se diante do trono e adoravam a Deus.”

Nestes últimos versículos São João complementa a imagem da majestade de Deus, vendo os vinte e quatro anciãos reverenciando o Todo-Poderoso.



O LIVRO SELADO COM AS REVELAÇÕES (5,1-3)



"Eu vi na mão direita de Deus, um livro (sete manuscritos) escritos por dentro e por fora, lacrados com sete lacres”. E vi um anjo forte, bradando alto: "Quem é digno de abrir o livro e desatar seus lacres”? Mas nenhum espírito do céu, nem da terra, nem dos mortos que estão debaixo da terra podia abrir o livro, nem olhar para ele.

O livro selado simboliza o conhecimento, a profecia sobre o futuro da humanidade. Acontecimentos importantes mas, que nenhum dos espíritos citados tinha méritos para revelar seu conteúdo.

(5,4-7) "E eu chorava muito porque ninguém era digno de abrir o livro. E disse-me um dos anciãos: "Não chores porque o descendente de Davi, aquele que venceu o pecado (Cristo) está aqui para abrir o livro." E olhei e o vi ao meio do trono, entre os seres viventes e os anciãos, Ele foi o Cordeiro de Deus que foi morto entre os homens, que tinha os sete espíritos das igrejas. E veio e recebeu o livro da mão direita de Deus.”

(5,8-10) "E recebendo o livro, os espíritos prostraram-se diante de Cristo, com harpas e bandejas de ouro cheias de incenso que representam as orações dos Santos. E cantavam novo cântico dizendo que Cristo foi digno de abrir o livro porque foi morto e com seu pacto de sangue conquistou a salvação de muitas almas de toda parte do mundo, para Deus, para governarem o futuro Reino de Deus na Terra.”

O Novo Cântico simboliza o novo pacto, a boa-nova, nova doutrina que possibilitará a evolução da humanidade no novo regime que será implantado no futuro quando Cristo governará com os evoluídos.

(5,11-12) "E ouvi a voz de milhares de anjos, dos animais e dos anciãos. E bem alto diziam: Digno é Cristo, que viveu na terra e foi morto, de receber o poder, a riqueza de virtudes, a sabedoria, a força, honradez, glória e graças”.

(5,13-14) "E ouvi todos os espíritos que estão no céu e na terra, dizer: ao Deus e ao Cristo damos graça honra e glória e o poder para sempre. E os animais viventes diziam amém e os anciãos prostraram-se e adoraram a Deus.”

Com esta visão São João mostra a glória de Jesus, o alto conceito que Cristo tem no reino de Deus. Só Ele teve méritos para abrir o livro que revela o futuro da humanidade, porque ele foi o Espírito que encarnou entre os homens e venceu as tentações da carne.



ANÁLISE MÍSTICA DAS VISÕES



Para os místicos todas as forças naturais (espirituais ou materiais) são representadas por "imagens mentais" vistas em formas simbolicamente representativas. Assim, Deus aparece como uma luz brilhante (espírito iluminado) sentado em um trono (poder real), criador e gerenciador de tudo.

Os vinte e quatro anciãos, sentados cada um no seu trono, representam os doze fundadores da igreja hebraica e os doze apóstolos fundadores da igreja cristã, setores positivos da espiritualidade mística.

Os quatro animais significam quatro forças que podem ser atraídas pelo poder da mente humana, para punir a própria humanidade, enquanto ela estiver fora da rota natural e, por conseguinte, não evoluir-se.

As sete lâmpadas são as forças das sete virtudes que o homem deve manifestar (exercitar mentalmente) para atingir a evolução mística e espiritual. Estão personificadas no Espírito Santo, que quando é recebido por uma pessoa, esta torna-se pura e poderosa mentalmente, capaz de realizar milagres e manifestar grandes poderes mentais. Estas virtudes, quando praticadas, geram forças que faz "evoluir o espírito" até atingir a perfeição.

Como vemos, os símbolos mostram as forças da natureza que estão à disposição da mente humana. Quando buscamos os valores materiais estamos atraindo as forças negativas, representadas pelos quatro animais viventes (a guerra, a fome, a peste, etc.) que simbolizam os sofrimentos da vida em matéria. Quando evitamos o materialismo estamos nos sintonizando com as forças benéficas representadas pelas sete virtudes do bem, citadas acima. Se praticadas, poderemos melhorar.

Justamente por isto os místicos apresentam como regra principal para alcançar a evolução, a necessidade de viver-se "afastado do materialismo", conforme comprovam todos os tratados sobre o assunto. Jacó, Moisés, Cristo e tanto outros propuseram criar uma sociedade alternativa (denominada de igreja) e ali viverem em comunidade, nivelados economicamente, sem valorizar o que for material, e desta forma dar oportunidade para que as virtudes possam aflorar livremente, naturalmente, para atingir-se a evolução necessária.

Num ambiente materialista é impossível atingir-se a perfeição. O regime do terceiro milênio profetizado para ser criado no próximo século, terá estas características e será a redenção da humanidade conforme veremos nos próximos capítulos.



Elas simbolizam as sete principais eras da humanidade compreendendo desde a decadência humana até o fim dos tempos atuais.

Nesta visão São João viu simbolicamente a primeira era da humanidade, quando o homem vivia de caça e pesca (arco) e tornou-se o rei (coroa) entre todos os seres viventes.

O cavalo branco também representa a morte por arma branca, ou seja, pelos dentes e garras de animais ferozes.

O cavalo vermelho representa a morte pelo derramamento de sangue nas guerras e combates.

O cavalo preto representa a morte pela fome provocada pela falta e a conseqüente carestia dos alimentos que são vendidos no mercado negro.

O cavalo amarelo representa a morte pela peste e epidemias que empalidece as pessoas.

E foi dado aos cavaleiros a missão de matar muitos da terra, pela guerra, (cavalo vermelho); pela fome, (cavalo preto); pela peste, (cavalo amarelo); e pela alimárias, (cavalo branco)

Portanto, os quatro ventos só atingirão os novos viventes que ainda não evoluíram.

Vieram da grande tribulação que representa a época atual e a do terceiro milênio que está por vir.

As Fontes das Águas da Vida significam conhecimentos espirituais profundos que serão alcançados no regime espiritualista do futuro.

Estes são os que serão anotados no Livro da vida do Cordeiro.

Pelo exposto acima podemos compreender o grande projeto de Deus para com a humanidade: Deus deseja que o espírito evolua para conquistar a ressurreição no fim dos tempos.

Quanto às religiões cristãs, todas são relativamente boas, muito embora algumas usam a fé dos crentes para acumular bens materiais, ato absolutamente condenável na ideologia cristã.


CAPÍTULO VI - As Sete Eras da Humanidade



A abertura dos selos

Os cavaleiros do Apocalipse

As sete eras da Humanidade.
Visão dos salvos pelas duas igrejas



Neste capítulo vamos conhecer as revelações dos primeiros lacres (selos) do livro profético aberto por Cristo e ditadas ao apóstolo João. Elas simbolizam as sete principais eras da humanidade compreendendo desde a decadência humana até o fim dos tempos atuais. Uma visão resumida de cada era, mas que serão mostradas mais amplamente nos capítulos posteriores.







A ABERTURA DOS SELOS
OS CAVALEIROS DO APOCALIPSE



Os quatro primeiros selos revelam os cavaleiros que representam as quatro primeiras eras vividas pela humanidade, conforme veremos. Tema do filme "Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse", de grande sucesso mundial. Tema que sempre despertou interesse dos pensadores pelo intrigante simbologismo usado.

Podemos observar claramente que os acontecimentos obedecem uma seqüência lógica, coincidente com cada período da decadência humana, ou seja, as quatro primeiras eras da humanidade.



AS SETE ERAS DA HUMANIDADE



A primeira era: o início da civilização (6,1-2) "Havendo Cristo aberto o primeiro selo, olhei e vi um dos quatro animais falando em alta voz: Venha e vê: vi um cavalo branco montado por um cavaleiro que tinha um arco de flecha. E foi lhe dado uma coroa (de rei) e saiu vitorioso, foi feito para vencer.”

Nesta visão São João viu simbolicamente a primeira era da humanidade, quando o homem vivia de caça e pesca (arco) e tornou-se o rei (coroa) entre todos os seres viventes. Significa igualmente a dura luta entre os homens e os ferozes animais selvagens da época, quando muitos morriam vitimados pelas alimárias. Alimária literalmente significa: animal irracional bruto.

O cavalo branco também representa a morte por arma branca, ou seja, pelos dentes e garras de animais ferozes.

A segunda era: as primeiras guerras (6,3-4) "E aberto o segundo selo ouvi o segundo animal dizer: vem e vê. E saiu um cavalo vermelho, cujo cavaleiro portava uma espada e foi-lhe dado o poder de tirar a paz da terra e que se matassem uns aos outros.”

A espada simboliza o poder da guerra. Portanto os símbolos são claros e nesta visão João assiste a vinda do espírito da guerra atraído pela mente humana materialista, marcando mais um período da decadência humana.

O cavalo vermelho representa a morte pelo derramamento de sangue nas guerras e combates.

Terceira era: os primórdios do comércio (6,5-6) "Tendo Cristo aberto o terceiro selo, ouvi dizer ao terceiro animal, vem e vê: E vi um cavalo preto e seu cavaleiro tinha uma balança na mão. E ouvi uma voz entre os animais que dizia: uma medida de trigo por um dinheiro, três de cevada por um dinheiro e não venderei o azeite e o vinho que tem muito pouco.”

O cavaleiro com uma balança na mão representa o comércio de alimentos e a voz vinda dos quatro animais complementa o simbolismo quando mostra o comércio de alimentos. Mostra também que só terá alimentos quem tiver dinheiro e que a alguns faltarão. Marca, portanto, o início da era do comércio.

O cavalo preto representa a morte pela fome provocada pela falta e a conseqüente carestia dos alimentos que são vendidos no mercado negro.

Quarta era: o período das pestes e doenças (6,7-8) "Havendo Cristo aberto o quarto lacre ouvi a voz do quarto animal, que dizia: vem e vê. E vi um cavalo amarelo e seu cavaleiro de nome Morte e outro cavaleiro de nome Túmulo o seguia. E foi dado aos quatro cavaleiros o poder de matarem muitos na terra, com a Espada (guerra), com a Fome, com a Peste e com as Feras da terra (alimárias).”

O cavalo amarelo representa a morte pela peste e epidemias que empalidece as pessoas. Este último cavaleiro simboliza a peste e as doenças de modo geral e tem o nome de Morte. O Túmulo (Hades) que segue o cavaleiro Morte confirma a lógica da nossa interpretação.

E foi dado aos cavaleiros a missão de matar muitos da terra, pela guerra, (cavalo vermelho); pela fome, (cavalo preto); pela peste, (cavalo amarelo); e pela alimárias, (cavalo branco).

Esta era foi vivida nos séculos antes da vinda de Cristo, quando o homem começou a conviver com as pragas citadas, vindas, cada uma a seu tempo, de acordo com a decadência da sociedade humana.

Na abertura do quinto selo, São João vê os que viveram antes da vinda de Cristo; que salvaram-se pela antiga Lei de Moisés mas que continuam no espaço aguardando o julgamento final e a ressuscitação no novo mundo. Elas reclamam a salvação e são consoladas e convidadas a aguardar algum tempo até que a humanidade tenha chance de recuperar-se com o novo pacto proposto por Jesus. Vejamos.

Quinta era - a era pré-cristã (6,9-11) "E havendo aberto o quinto lacre, vi guardadas debaixo do altar as almas dos que foram mortos pela fé em Deus e por obedecerem a Lei de Moisés. E clamavam em alta voz: Quando, ó Deus, julgarás e vingarás nosso sangue dos que vivem na terra? E foi dada a cada uma das almas, vestidos longos e brancos e foi-lhes dito: Repousem mais algum tempo até que complete-se o número de seus conservos, seus irmãos em Cristo que serão martirizados como vocês foram.”

Nessa visão o profeta viu o destino das almas que viveram até sua época e que foram salvas pela Lei de Moisés. Elas recebem os trajes brancos (sinal de pureza e de salvação) e são avisadas para esperar mais algum tempo até a evolução da humanidade, e muitos outros nascerão, morrerão, e ressuscitarão, com elas, no novo-mundo.

Sexta era - o período da era cristã (6,12-14) "Aberto o sexto lacre vejo uma grande transformação na terra. O sol escureceu pela poluição e a terra mergulhou em sangue pelas guerras. E surgiram muitos espíritos (estrelas) para habitarem na terra como figos de uma figueira balançada. E a espiritualidade retira-se como um livro que enrola-se e o mundo mergulha no materialismo. E valores morais foram removidos.”

Resumidamente São João viu, simbolicamente, os acontecimentos de nossa era. Muitos serão os espíritos (estrelas) que cairão sobre a terra (viverão na carne), prevendo uma superpopulação terrena. A remoção de ilhas e montes simboliza a remoção dos valores morais que foram substituídos pelos valores materiais, pelo consumismo, etc. As alturas sempre simbolizam valores morais e o céu, evidentemente, é a mais alta das alturas. Montes, ilhas, também simbolizam valores morais, assim como o deserto significa ausência desses valores.

Os capítulos finais mostram detalhes mais precisos desses eventos.

Sétima era - o regime do terceiro milênio (6,15-17) "E todos os materialistas que vivem na terra tentarão proteger-se do novo regime que representa a ira de Deus e do Cordeiro. Nenhum materialista subsistirá a este regime comandado por Cristo que está sentado sobre o trono.”

Visão do declínio do atual sistema e a manifestação do novo regime do terceiro milênio que virá no futuro. As nações materialistas sofrerão terríveis males e os espiritualistas as vencerão na guerra do Armagedom, conforme será comprovado posteriormente.



VISÕES DOS SALVOS PELAS DUAS IGREJAS



No sétimo capítulo do Apocalipse o profeta tem visões sobre as duas igrejas. Nessas visões São João presencia a distinção dos que salvaram-se pelo velha igreja, a hebraica, e os que vão salvar-se no regime cristão.

(7,1-4) "E depois tive a visão de quatro anjos que cobrem a terra, os que têm as turbulências (ventos) finais da humanidade. Vi outro anjo subir de outra extremidade e falar: Não danifiqueis a terra e o que nela existe, até que sejam assinalados em suas testas os que salvaram-se pelo antigo pacto com a igreja de Israel.”

São João observa a proteção às almas que viveram e evoluíram pelo antigo pacto de Deus com os patriarcas das tribos de Israel. São marcadas em suas testas, simbolizando que estão garantidas e reservadas para a ressurreição final. Portanto, os quatro ventos só atingirão os novos viventes que ainda não evoluíram. Note também a ausência de Jesus nesse processo. Os quatro ventos na simbologia mística significam tribulações que virão no fim dos tempos aos que vivem nos quatro cantos da terra. Os que evoluíram pela igreja hebraica foram então marcados ou assinalados por não mais precisarem encarnar nesse período, retornando à vida terrena somente na ressurreição dos mortos.

(7,5-8) "O anjo conta 144 mil assinalados descendentes das doze tribos de Israel (doze mil de cada tribo), da igreja hebraica, salvos pelo decálogo, os dez mandamentos da lei de Deus.”

A seguir o profeta descreve os salvos pela nova igreja, a nova igreja de Cristo.

(7,9-12) "Vi muitos espíritos, tantos que ninguém podia contar, de todas as nações. Estavam diante de Deus e de Cristo trajando vestidos brancos e com palmas nas mãos. E agradeciam em voz alta a Deus e a Jesus. Todos estavam ao redor do trono e prostraram-se e adoraram a Deus.”

(7,13-15) "E um dos anciãos me falou: Estes espíritos vestidos de branco, quem são? Tu sabes, eu lhe respondi. Ele disse: Estes vieram da grande tribulação dos últimos tempos e branquearam suas almas no pacto com Jesus Cristo. Por isto estão salvos e Deus os cobrirá com sua proteção.”

O diálogo do vidente com o ancião é bem explícito e mostra que esses são os cristãos que salvaram-se durante o regime do terceiro milênio. Vieram da grande tribulação que representa a época atual e a do terceiro milênio que está por vir. São os espíritos que serão purificados (vestes brancas) nas tribulações do presente e futuro (reencarnações várias) até alcançarem a elevação espiritual que lhes dará direito de ressuscitação na Nova Jerusalém. Estes são os que serão anotados no Livro da vida do Cordeiro.

(7,16-17) "Os que evoluírem no regime de Cristo nunca mais terão fome nem as amarguras da vida terrena, porque Jesus os protegerá e servirá de guia no novo regime e Deus os livrará de todos os sofrimentos. Cristo será o guia para as fontes das águas da vida.”

As Fontes das Águas da Vida significam conhecimentos espirituais profundos que serão alcançados no regime espiritualista do futuro, quando então será possível a comunicação direta com os espíritos bem como será possível ressuscitá-los em seus corpos originais (avanços da biogenética, metafísica, etc.). Com esses conhecimentos os espíritos evoluídos serão ressuscitados e não mais morrerão. Isto será comprovado nos capítulos posteriores.

Pelo exposto acima podemos compreender o grande projeto de Deus para com a humanidade: Deus deseja que o espírito evolua para conquistar a ressurreição no fim dos tempos. Por Sua misericórdia permite aos que crerem, uma evolução gradativa em várias vidas terrenas até atingir o ápice da espiritualidade.

Para atingir este ápice espiritual é necessário que o cristão afaste-se do materialismo, liberte-se dos bens e prazeres materiais. Assim procedendo, automaticamente, entrará num estágio de espiritualização superior e obterá, com certeza, a graça da evolução permanente, até conquistar a luz.

Portanto, a evolução dos que vivem dentro de um sistema de vida materialista é apenas relativa. É necessário afastar-se deste sistema e ingressar em outro que permita tal evolução. Como, no presente, não existe um sistema ideal, nos resta confiar na graça de Cristo, de reencarnar no futuro no regime do terceiro milênio quando virá para comandar a santa igreja. Por enquanto, devemos usar as sociedades religiosas existentes, as religiões cristãs, que cumprem a missão de preparar os fiéis para a volta de Jesus, proporcionando aos seus seguidores uma evolução relativa.

Quanto às religiões cristãs, todas são relativamente boas, muito embora algumas usam a fé dos crentes para acumular bens materiais, ato absolutamente condenável na ideologia cristã. A relativa evolução também poderá ser conquistada por aquele que, mesmo sem pertencer a qualquer sociedade religiosa, dedicar-se ao estudo místico, comportar-se com dignidade e acima de tudo, acreditar que Cristo lhe guiará nesta e nas vidas futuras, no caminho para a Nova Jerusalém.

Como vimos, São João teve nos capítulos sexto e sétimo do Apocalipse, a primeira visão, uma visão geral do passado, presente e futuro da humanidade. Visões resumidas de cada era e que, justamente por isso, terão de serem revividas em novas oportunidades, atos que mostraremos nas próximas páginas.




São João, nas profecias das primeiras quatro trombetas, retrata com fidelidade o período atual em que vivemos, o início da poluição do meio ambiente.

Em nome do progresso e desenvolvimento, o homem destrói seu "habitat".

As quatro primeiras trombetas representam a deterioração da Terra, o descaso com a ecologia;

As árvores são destruídas e, com elas, muitos animais são mortos. Por isto o sangue derramado.

São João vê um grande incêndio ou explosão no mar, tal qual as experiências atômicas hoje praticadas por vários países na conquista da tecnologia nuclear.

O profeta, em sua visão, vê cair do céu algo semelhante ao absinto (planta herbácea de sabor amargo), que cai nos rios tornando as águas amargas e prejudiciais à saúde humana.



CAPÍTULO VIII - A Poluição da Terra

Abertura do Sétimo Lacre


As Quatro Primeiras Trombetas


A poluição do ecossistema. Neste capítulo teremos as complexas visões do profeta quanto aos acontecimentos da nossa era. Eles foram profetizados por vários videntes em épocas bem remotas. Até mesmo Cristo profetizou sobre esses acontecimentos chamados de tribulações. A complexidade das visões é certamente relativa à complexidade dos costumes da época que vivemos. Um mundo conturbado por ideologias e complexas regras sociais, onde os valores morais estão sempre em baixa, em decadência permanente. Se foi difícil seguir as regras cristãs no passado, hoje, obviamente é muito mais, devido às contingências que a sociedade consumista exige.



ABERTURA DO SÉTIMO LACRE



E a profecia continua... (8,1-2) "E havendo aberto o sétimo lacre do livro profético, houve um silêncio no céu por quase meia hora. E vi sete anjos, a quem foram dadas sete trombetas." As sete trombetas representam sete novas revelações ou profecias, incluindo alguns acontecimentos hoje vividos por nós.

(8,3-6) "Surgiu outro anjo com um incensário de ouro; e foi-lhe dado muito incenso para a cerimônia. Tal qual o fumo do incenso, as preces subiram até onde estava Deus. E o anjo jogou fogo do altar dentro do incensário e o lançou sobre a Terra. E houve muita tribulação na Terra. E os sete anjos prepararam-se para anunciar as revelações das sete trombetas." Nesta alegoria vemos os preparativos para a divulgação dos acontecimentos então futuros. As preces dos santos (espíritos bons) e o incenso são ritos de orações à Deus. O ato de colocação do fogo do altar no incensário e, posteriormente derramado sobre a terra simboliza o terror que representa os próximos acontecimentos, caracterizados como relâmpagos, trovões e terremotos. Em suma, é o próprio comportamento humano que atrai estes sofrimentos quando produz a poluição do meio ambiente para conseguir os lucros almejados.

As quatro primeiras trombetas representam a deterioração da Terra, o descaso com a ecologia; poderemos mesmo relacionar os toques das cornetas com etapas que simbolizam a destruição parcial do nosso ecossistema. Primeira trombeta: a devastação das matas (8,7) "Ao toque da primeira trombeta houve saraiva e fogo misturado com sangue e foram lançados na terra que foi queimada na sua terça parte. Queimou-se a terça parte das árvores e toda erva verde foi queimada." A visão acima, simples de relacionar com as queimadas tão comuns nos nossos dias, representa a depredação do meio ambiente pelo homem, a destruição das florestas para fins lucrativos, como impõe a sociedade materialista moderna. As árvores são destruídas e, com elas, muitos animais são mortos. Por isto o sangue derramado. Segunda trombeta: a poluição do mar (8,8-9) "E o segundo anjo tocou a trombeta: e foi lançada no mar, algo como um grande monte ardendo em fogo, e tornou-se em sangue a terça parte do mar. E morreu a terça parte das criaturas que tinham a vida no mar. E perdeu-se a terça parte das naus." Nesta visão absolutamente precisa, São João vê um grande incêndio ou explosão no mar, tal qual as experiências atômicas hoje praticadas por vários países na conquista da tecnologia nuclear. Vê ainda a mortandade de muitos habitantes dos oceanos. Também podemos somar à visão, os incríveis incêndios e naufrágios marítimos de navios (naus) com produtos altamente poluentes. Terceira trombeta: poluição dos rios (8,10-11) "E o terceiro anjo tocou sua trombeta: e caiu do céu uma grande estrela, ardendo como uma tocha, e caiu sobre a terça parte dos rios, e sobre as fontes das águas. E o nome da estrela era absinto, e a terça parte das águas tornou-se em absinto e muitos homens morreram das águas, porque tornaram-se amargas." Vemos aí a poluição das águas potáveis causada pelo próprio homem. O profeta, em sua visão, vê cair do céu algo semelhante ao absinto (planta herbácea de sabor amargo), que cai nos rios tornando as águas amargas e prejudiciais à saúde humana. Representa a poluição dos rios provocada pelos refugos das minas de carvão, pelos dejetos industriais e pela chuva ácida que poluem as águas (tornando-as amargas, poluídas) e causando a morte de animais e de homens. Quarta trombeta: a poluição do ar (8,12) "E o quarto anjo tocou a sua trombeta, e foi ferida a terça parte do sol, e a terça parte da lua, e a terça parte das estrelas; para que a terça parte deles se escurecesse, e a terça parte do dia não brilhasse e semelhantemente a noite." A poluição do ar na visão do Profeta. Vivemos hoje o início deste drama com a industrialização desordenada, expelindo a nociva fumaça que causa o efeito estufa, criando uma nuvem permanente que escurece o sol e abafa a terra. Também o uso indiscriminado de certos produtos industriais causando a destruição da camada de ozônio que nos protege dos maléficos raios ultravioleta, um composto da luz solar. Num futuro bem próximo a humanidade vai sofrer muito com o efeito estufa (vai alterar-se o clima da terra) e a destruição do ozônio redundará na proliferação do câncer de pele, além do prejuízo ao ciclo de vida de microrganismos e plantas. (8,13) "E vi um anjo voar e dizer em alta voz: Ai dos habitantes da Terra, pelas tragédias que serão reveladas nas três últimas profecias!" A tradução acima explica claramente o sentido da advertência angelical. Alguns tradutores citam, ao invés do anjo, uma águia que pronuncia três ais, simbolizando as três profecias que ainda serão reveladas. São João, nas profecias das primeiras quatro trombetas, retrata com fidelidade o período atual em que vivemos, o início da poluição do meio ambiente. Em nome do progresso e desenvolvimento, o homem destrói seu "habitat". Isto comprova a afirmação de que a tendência materialista é o grande mal da humanidade. A poluição não será contida. Os materialistas continuarão poluindo o ar, o mar e os rios a ponto de causar grandes transtornos aos habitantes da terra, conforme veremos nas próximas profecias.

A analogia ao gafanhoto é quantitativa, isto é, representa a quantidade enorme de pessoas que participam deste sistema social composto por ideologias de toda ordem.

Embora simbolizadas como gafanhotos elas não farão mal às plantas porque este termo tem apenas sentido simbólico.
(9,11-12) "E tinham como rei o anjo do abismo; em hebraico seu nome é Abadom e em grego Apoliom. Este é o primeiro dos três grandes sofrimentos que a humanidade vai provar.”

Temos uma sociedade dividida em várias corporações que lutam entre si, na busca, cada qual, dos seus interesses particulares.

Quatro gigantescas corporações advindas de ideologias extremistas, abalarão a humanidade com guerras, fome, miséria, etc.

9,16-18) "O número de liderados pelos (quatro) cavaleiros (anjos) era de duzentos milhões.

A quarta ideologia poderá também ser simbolizada por alguma outra ideologia que no futuro possa provocar a terceira guerra mundial. Os sofrimentos causados à humanidade pelas quatro principais ideologias do nosso tempo não mudou o comportamento humano.
Continuamos vivendo como antes, em busca do prazer material numa sociedade repleta de vícios e desumanidades.



CAPÍTULO IX - A Era do Corporativismo



Quinta trombeta: A degradação social
Corporativismo: o mal dos dias atuais
Sexta trombeta: as quatro grandes ideologias


As profecias das quatro primeiras trombetas revelaram a lenta destruição do meio ambiente terráqueo através dos tempos, pela devastação das florestas, poluição do mar, poluição dos rios e poluição do ar. No final da profecia, um anjo anuncia três grandes tribulações que serão reveladas nas três últimas trombetas (quinta, sexta e sétima). Vamos conhecê-las.



QUINTA TROMBETA: A DEGRADAÇÃO SOCIAL



Nas visões seguintes o profeta descreve por símbolos a degradação social do nosso tempo. Temos de levar em conta que São João viveu uma época muito diferente da nossa e, por conseguinte, os símbolos analógicos dos acontecimentos são de difícil associação. Vamos aos textos bíblicos: (9,1-2) "E o quinto anjo tocou sua trombeta e vi uma estrela que caiu na terra e tinha a chave do abismo. E abriu o poço do abismo e subiu muita fumaça do poço que escureceu o sol e o ar." Nestes dois primeiros versículos do capítulo nove, São João vê o ritual que simboliza o envio da grande tribulação à terra. Um espírito (estrela) com poderes demoníacos (tinha as chaves do poço do abismo), com idéias nefastas (fumaça) que transformarão os homens e seu meio social. São as ideologias que agrupam as pessoas em corporações. Essas ideologias serão tormentos para a humanidade conforme veremos nos capítulos seguintes. (9,3) "E do fumo (das idéias) surgiram corporações como gafanhotos sobre a terra com poderes como os escorpiões da terra." E das idéias (fumo) surgiram conceitos, ou doutrinas, ou regras e fundaram-se corporações, partidos políticos, crenças ideológicas, associações fanáticas, com muitos seguidores (como gafanhotos no campo) e com poderes maléficos como os escorpiões. A analogia ao gafanhoto é quantitativa, isto é, representa a quantidade enorme de pessoas que participam deste sistema social composto por ideologias de toda ordem (políticas, sindicais, agremiações de toda espécie), tantos como gafanhotos nos campos. Vamos, para efeito de melhor compreensão e análise, tratar todas estas ideologias com o sentido de corporação ou "corporativismo", uma vez que este termo designa o agrupamento de pessoas com um ideal em comum. (9,4) "Fica determinado que (as ideologias) não farão mal às plantações, mas somente às pessoas que não têm na mente o ensino de Deus." Embora simbolizadas como gafanhotos elas não farão mal às plantas porque este termo tem apenas sentido simbólico. Isto prova que o termo "gafanhoto" usado pelo profeta não tem o sentido de um inseto que devora plantas, mas sim, um sentido "quantitativo", pois quando aparecem sempre é em grande número. (9,5-6) "E que (as ideologias) não matem os homens, mas que por muito tempo os atormentem. Muitos tentarão livrarem-se desta praga social e não conseguirão." (9,7-8) "E o parecer dos gafanhotos (dos integrantes das corporações) era semelhante aos de cavalos aparelhados para a guerra (formados em grandes filas, grupos); e tinham nas cabeças coroas semelhantes ao ouro. Seus rostos eram de homens, cabelos de mulheres e dentes de leão." Aqui vemos uma analogia perfeita da sociedade corporativista de hoje com a visão do famoso profeta. O corporativismo (conjunto de pessoas sujeitas às mesmas regras ou ideais) é comparado a cavalos aparelhados (em fila, em formação para as lutas de classes). As cabeças com coroas representam os líderes das corporações. Mostra ainda a visão, que são homens e mulheres fanáticos (dentes de leões) na defesa de seus ideais. (9,9-10) "E tinham couraças de ferro e faziam ruído como ruído de muitos carros e cavalos em combate. E tinham caudas semelhantes às dos escorpiões que ferem com os aguilhões da sua cauda." Nestes versículos o profeta compara o poderio dos corporativistas com cavaleiros com couraças de ferro. Vemos também uma analogia perfeita com relação ao barulho (movimento) das corporações, comparado a muitos cavalos em movimento. Cauda semelhante a do escorpião significa que "por trás, na cauda", está a falsa intenção das ideologias, ou seja, prometem tudo de bom aos seus seguidores mas na verdade só proporcionam desilusões.

(9,11-12) "E tinham como rei o anjo do abismo; em hebraico seu nome é Abadom e em grego Apoliom. Este é o primeiro dos três grandes sofrimentos que a humanidade vai provar.”

Esta visão esclarece que são corporações inspiradas pelo anjo do abismo de nome Abadom ou Apoliom, que em grego significa "destruidor". Classifica as corporações como destruidora da paz espiritual. Diz ainda que este é um dos três principais suplícios da humanidade e que dois serão revelados nas próximas profecias.



CORPORATIVISMO: O MAL DOS DIAS ATUAIS



Vimos uma descrição perfeita da sociedade moderna. Uma sociedade baseada em filosofias corporativistas, que tem como deus o consumismo e onde cada corporação procura seus interesses particulares em prejuízo do interesse coletivo. Temos uma sociedade dividida em várias corporações que lutam entre si, na busca, cada qual, dos seus interesses particulares. E isto é frontalmente contra os princípios da doutrina cristã que ensina aos homens a viverem unidos, firmes no propósito de buscar a harmonia entre eles, de viverem em sociedade igualitária onde tudo deve pertencer a todos. Na verdade o homem moderno vive angustiado nesta sociedade falsa, imoral e injusta. Se alguns conseguem viver relativamente bem, a grande maioria sofre a tortura da fome, da miséria, das doenças cada vez mais resistentes aos avanços da medicina. Mas talvez a mais nefasta das corporações seja a chamada "política partidária", onde o povo é induzido a organizar-se em partidos políticos (autênticas corporações) e escolher seus mandatários num sistema pseudo-democrático, onde são eleitos os maiores corruptores, imorais e ladrões. Acreditamos que esta profecia esteja muito relacionada com o "sistema político partidário" vigente em quase todos os países do mundo. O sistema materialista consumista dos dias atuais é, afinal de contas, uma corporação monstruosa que domina a maioria das nações, onde os valores morais foram substituídos pelo "status" e tudo é permitido em nome do progresso. Devastam as florestas, poluem os mares, os rios e o ar. Dividem o mundo em "desenvolvidos e subdesenvolvidos"; e aqueles exploram estes. Enquanto isto os homens sofrem. Os ricos desejam ficar mais ricos e os pobres desejam a igualdade e a justiça social. Ninguém está satisfeito.



SEXTA TROMBETA:

AS QUATRO GRANDES IDEOLOGIAS



Depois de ver as calamidades provocadas pelo corporativismo dos tempos atuais, o profeta destaca em especial quatro ideologias modernas que provocaram e provocarão horríveis sofrimentos à humanidade. (9,13-15) "Tocando o sexto anjo sua trombeta ouvi uma voz que disse ao sexto anjo: Soltai os quatro espíritos de procedência maligna (rio Eufrates) que estão preparados para atacarem no momento programado (hora, dia, mês e ano)." Nesta visão inicial temos a previsão de quatro eventos que acontecerão no tempo determinado: quatro gigantescas corporações advindas de ideologias extremistas, abalarão a humanidade com guerras, fome, miséria, etc. Essas quatro ideologias são especialmente destacadas das demais, anteriormente mencionadas, pelo fato de que as mesmas provocarão guerras e conseqüentemente muitas vítimas fatais. Por isto também alguns símbolos foram substituídos: os quatro anjos são personificados por quatro cavaleiros e aqui assumem a relação com as quatro ideologias; os gafanhotos são substituídos por exércitos ou batalhões militares, ou seja, os cavaleiros são quatro grandes ideologias e representam seus quatro líderes mundiais e os cavalos representam os militantes das ideologias. (9,16-18) "O número de liderados pelos (quatro) cavaleiros (anjos) era de duzentos milhões. Os cavaleiros (líderes) tinham couraças de fogo, jacinto e enxofre. Pela boca dos cavalos (ideologias) saía fogo, fumo e enxofre. Por estas três pragas (fogo, fumo e enxofre) foi morta boa parte da humanidade." Duzentos milhões, número elevado tal qual o número de gafanhotos nas plantações, conforme a profecia anterior. Aqui aparecem quatro cavaleiros com grande número de adeptos. O cavalo simboliza a ideologia, que movimenta-se por todos os quadrantes da terra e os cavaleiros são os líderes (ou ideais) dessas ideologias maléficas. Observamos ainda nos símbolos acima que essas ideologias provocarão a morte de muitos em eventos (grandes guerras) que têm tempo determinado (dia, mês e ano) para acontecerem. Vamos inicialmente decifrar os símbolos dos uniformes (couraças) dos cavaleiros, líderes dessas ideologias: Fogo, Jacinto e Enxofre. Fogo significa ardor, calor, fanatismo, etc. Jacinto é sinônimo de jargão ou linguagem corrompida ou língua estrangeira. Enxofre tem por significado o poder de destruição, usado em muitas profecias. Foi com chuva de enxofre que Sodoma e Gomorra foram destruídas. Portanto essas quatro grandes ideologias são ardorosamente fanáticas (fogo), de origem estrangeira, (jacinto) para os Judeus, e de grande poder de destruição (enxofre) tanto física como espiritualmente. São sem dúvidas quatro ideologias que agregarão grandes massas e provocarão guerras, fome, etc. e de grande fanatismo. Vamos a elas: O Comunismo certamente entra como uma das principais, pois provocou revoluções mortíferas em vários países, tais como na Rússia, China e Espanha, com milhares de mortes e outros sofrimentos cruéis. Liderado por Marx, Lenin, Stalin e muitos seguidores. Outra, o Nazismo alemão, causador da grande guerra mundial de 1939, sem contar a guerra de 1914, com grande morticínio para a humanidade. Liderado por Hitler, o Nazismo foi uma grande ameaça a toda humanidade. Outra grande ideologia que destacou-se pelo extremismo e que causou grandes danos foi o Fascismo que dominou a Itália no tempo da segunda guerra mundial, liderada por Mussolini. A quarta ideologia, o Capitalismo Imperialista dos nossos dias liderado por quatro potências bélicas e econômicas mundiais da atualidade, que impõem às demais nações regras de comportamentos condizentes com seus interesses comuns. Muitas foram as guerras (Coréia, Vietnã, Iraque, etc.) com grande derramamento de sangue. Foi na guerra contra o Japão que foi detonada a primeira bomba nuclear em 1945. A quarta ideologia poderá também ser simbolizada por alguma outra ideologia que no futuro possa provocar a terceira guerra mundial. O fanatismo de algumas seitas radicais (como o islamismo, etc.) poderá provocar uma futura catástrofe para a humanidade. De qualquer forma este embate (se acontecer), será contra as nações capitalistas acima citadas; uma autêntica guerra ideológica. Além dos símbolos dos cavaleiros (líderes das ideologias) temos ainda os símbolos com poder de destruição que sai da boca dos cavalos (fogo, fumo e enxofre), faltando decifrar o significado do fumo. Fumo simboliza orações, idéias, crenças, tentações etc. Podemos então entender que pelo "poder de comunicação" (boca) essas idéias convencerão a muitos e as pessoas morrerão (espiritualmente) pela paixão (fogo) pela falsa ideologia, pela crença ou ideal (fumo) extremista proposto e ainda pela destruição (enxofre) provocada pelas guerras decorrentes. (9,19) "O poder dos cavalos (ideologias) está na boca (poder de comunicação) e também na cauda (intenção oculta) semelhante a serpente (enganosa) e tem cabeça (inteligência) e com ela danifica (perverte a humanidade)." Com esta informação o apóstolo esclarece que as ideologias citadas têm grande poder de comunicação (rádio, jornal e hoje a televisão) e são igualmente perigosas pela "intenção oculta" de conquistar o poder e por isto suas doutrinas são "enganosas" como serpentes e pervertem os incautos. (9,20-21) "E os que não foram mortos nas guerras, fome e miséria continuaram suas vidas mundanas, valorizando a matéria e não arrepender-se-ão dos seus erros e continuaram adorando os falsos ideais." Os sofrimentos causados à humanidade pelas quatro principais ideologias do nosso tempo não mudou o comportamento humano. Continuamos vivendo como antes, em busca do prazer material numa sociedade repleta de vícios e desumanidades.

Trata-se de revelações secretas, ouvidas pelo profeta, mas não divulgadas em seu livro.

O segredo de Deus só será revelado quando a sétima trombeta for executada, ou seja, quando os acontecimentos profetizados na sétima trombeta estiverem acontecendo.

Agora o profeta vai fazer novas revelações para o futuro da sua época, presente e futuro para nós.

O novo regime coexistirá pacificamente com o capitalismo durante muito tempo. E sofrerá séria oposição até conseguir sobrepujá-lo e dominar o mundo.

(11,7-9) "E quando acabar sua missão, a besta que sobe do abismo (materialismo) fará guerra contra elas e as vencerá...".
"Os que habitam na terra" em linguagem mística significa: os que, no plano espiritual, não evoluíram (continuam rasos, baixos, como a terra); ao contrário dos que habitam montes, céus, etc. (evoluídos).”

Como vemos, o novo-mundo será mesmo na terra. Não será um mundo apenas espiritual como muitos traduzem ...

Outros impressionantes detalhes sobre esta época futura serão revelados nas profecias seguintes.

Por isso dizem os místicos: Deus fez o mundo em seis eras (seis dias) e na sétima (atual) Ele completará a sua obra prima: o homem.


CAPÍTULO X - Os Dois Profetas do Novo Regime


O segredo de Deus

Renovação das profecias

Visão do segundo universo espiritual

Os dois profetas do novo regime

A sétima trombeta

A visão do novo-mundo.


Observamos, ao analisar os capítulos anteriores do livro profético de São João, que ele recebeu as profecias "em blocos", isto é, teve as revelações de certos acontecimentos em momentos diferentes e com símbolos também diferentes. Isto deve ser considerado natural porque essas visões foram recebidas por muitos anos durante a sua permanência na ilha de Patmos, na Grécia.

Por isto é impossível traduzir as profecias em ordem cronológica, pois constantemente as visões são "repetidas", com novos detalhes ou sob outro prisma visual. Isto serve para esclarecer e também confirmar os fatos profetizados.

Neste capítulo observaremos a renovação dos seus dotes proféticos, isto é, a renovação das profecias já anunciadas, que agora serão reveladas de forma diferente, com novos detalhes, pelo excelente vidente.



O SEGREDO DE DEUS



Nesta primeira parte ele fala de visões que não teve ordem de revelar. São "os segredos de Deus" que só serão revelados no toque da sétima trombeta, mais precisamente, após o regime do terceiro milênio. Segredos que representam conquistas científicas e tecnológicas que o homem descobrirá no avanço natural da humanidade.

(10,1-3) "Vi um anjo bom e forte que descia do céu e tinha na mão um livrinho aberto (revelações) e prostrou-se sobre o mar e a terra e falou forte. E os sete trovões (voz de Deus) profetizou (fez soar suas vozes).”

(10,4-7) "E ouvi revelações em fortes vozes e ia escrevê-las, mas ouvi outra voz do céu que disse: Guarde o que ouviste mas não escrevas. E o anjo que tinha o livrinho rendeu graças a Deus e jurou que não haveria mais demoras. Mas no tempo certo das profecias da sétima trombeta cumprir-se-á o segredo de Deus, conforme falou os profetas.”

O texto acima é bem explícito. Trata-se de revelações secretas, ouvidas pelo profeta, mas não divulgadas em seu livro. O segredo de Deus só será revelado quando a sétima trombeta for executada, ou seja, quando os acontecimentos profetizados na sétima trombeta estiverem acontecendo. Como ela relaciona-se com a época atual e futura, devemos entender que este segredo divino será revelado muito em breve. Talvez relacione-se com o poder da mente ainda não aperfeiçoado, ou o sexto sentido, ou algo que a evolução científica irá revelar e que revolucionará toda humanidade. Talvez seja a explicação para os fenômenos para-normais que serão comuns no futuro, quando até os mortos serão ressuscitados e os vivos não mais morrerão.



RENOVAÇÃO DAS PROFECIAS



Em seguida o vidente recebe nova inspiração (simbolizada em forma de um livrinho) para de novo profetizar ou receber novas visões sobre os acontecimentos futuros.

(10,8-11) "E a voz me disse: vá e fale com o anjo. E o anjo me disse: coma este livrinho. Ele será doce em sua boca, mas será amargo em seu estômago. E comi o livrinho que realmente foi doce como mel mas meu ventre ficou amargo. Disse-me então o anjo: importa que profetizes novamente a toda humanidade.”

Simbolicamente foi credenciado a profetizar novamente. O livrinho significa conhecimentos, e o ato de comê-lo significa assimilar estes conhecimentos, que é agradável (doce) na boca, mas amargo no ventre porque os acontecimentos, quando digeridos (vividos) serão amargos para a humanidade.

São João foi inspirado a reprofetizar, ou seja, a profetizar novamente sobre fatos já revelados para esclarecer melhor à humanidade sobre os acontecimentos do futuro. Os símbolos das visões anteriores foram insuficientes para revelar todos os detalhes possíveis. Agora o profeta vai fazer novas revelações para o futuro da sua época, presente e futuro para nós.







A VISÃO DO SEGUNDO UNIVERSO ESPIRITUAL
OS DOIS PROFETAS DO TERCEIRO MILÊNIO



E o profeta começa efetivamente a profetizar o futuro da humanidade. Neste capítulo fala de visões do novo regime que substituirá o complexo capitalismo-materialismo de hoje. Para isto mostra inicialmente um novo universo espiritual, onde a humanidade aparece mais evoluída espiritualmente, já no átrio do Templo de Deus. Para efeito de melhor compreensão chamamos de Segundo Universo de Deus, um pouco modificado do Primeiro Universo visto no cap. 4 e seus versículos.

O Terceiro Universo Espiritual será mostrado nas visões do novo-mundo ou Nova Jerusalém, quando o céu e a terra estarão juntos no mesmo plano astral, mais adiante.

(11,1-2) "E foi-me dada uma vara para medir o Templo de Deus (símbolo da Nova Jerusalém, o novo-mundo). Mas não era para medir o átrio porque está reservado para as nações que viverão ali um certo tempo na cidade santa (novo regime).”

O profeta foi convidado a conhecer (medir) o novo universo espiritual, fruto da evolução da humanidade durante o novo regime que durará mil anos, que será implantado na terra após a queda do capitalismo. Além do Templo de Deus e seus símbolos (anjos, ancião, etc.) agora vemos o átrio (pátio interno) reservado aos terrestres. Pisarão a cidade santa significa "viverão no santo regime de vida", que possibilitará uma evolução mais rápida e segura para a humanidade que estará mais perto de Deus. Não deve-se confundir "Cidade Santa" (novo regime) com a Nova Jerusalém, o novo mundo do fim dos tempos atuais.

Medir significa "tomar conhecimento, cientificar-se". Na alegoria acima o profeta foi convidado a "conhecer" a evolução espiritual da humanidade que iniciará com a implantação do regime do terceiro milênio e culminará com a Nova Jerusalém. A seguir mostra simbolicamente, detalhes do regime.

(11,3-4) "E darei poder às minhas duas testemunhas (igrejas) que conduzirão a humanidade por longo tempo, com pobreza (sem acumular bens) e amor. Elas são as duas oliveiras, os dois castiçais, os dois pactos, os dois testamentos dado por Deus aos homens.”

A relação simbólica de castiçais com igrejas está presente também no capítulo 1, 20, quando o profeta viu sete castiçais que representaram as sete igrejas da Ásia. Agora vê as duas igrejas (de Israel e de Cristo), distintamente simbolizadas por "dois castiçais", objetos que abrigam velas (corpos) que expelem fumaças (espíritos) e "duas oliveiras", árvore nobre produtora de oliva (corpo) que produz óleo fino (espírito evoluído). É a presença existencial das duas igrejas na terra, que estarão unidas no novo regime.

(11,5-6) "Ninguém conseguirá fazer mal a elas sem que seja castigado, pois têm poderes sobrenaturais sobre os homens durante suas existências.”

O novo regime coexistirá pacificamente com o capitalismo durante muito tempo. E sofrerá séria oposição até conseguir sobrepujá-lo e dominar o mundo. Os versículos acima comprovam o grande poder espiritual e mental dos seus líderes e seguidores, que com esses poderes sobrenaturais (para cultura de hoje) dominarão, e vencerão o materialismo.

(11,7-9) "E quando acabar sua missão, a besta que sobe do abismo (materialismo) fará guerra contra elas e as vencerá. E jazerão como corpos mortos (vencidos) na praça da grande cidade (nova ideologia maligna que espiritualmente chama-se Sodoma e Egito), tal qual Cristo foi crucificado em Jerusalém. Ficarão mortos (vencidos) POR POUCO TEMPO e não permitir-se-á que sejam SEPULTADOS (extintos, derrotados definitivamente).”

Sodoma, símbolo de materialismo ateu. Egito, símbolo da perseguição aos israelitas nos tempos de Moisés. Traduzindo, será uma ideologia nova, nefasta comparável ao materialismo primitivo dos tempos dos profetas e de Jesus, quando foi crucificado. A "grande cidade", portanto, simboliza um grande sistema com características materialistas primitivas.

Para facilitar ao leitor, esclarecemos que o regime de Cristo será simbolizado com a prisão de Satanás (dragão) por mil anos (tempo simbólico de duração do novo regime), quando, após este período, Satanás será libertado por pouco tempo, para fazer retornar Gogue (líder materialista da antiguidade) para guerrear contra os do novo regime.

Então devemos entender que após longo período do novo regime de Cristo e Israel (quando acabarem seu testemunho), novo ideal materialista surgirá (a besta subirá do abismo) e combaterá o novo regime e o vencerá. E o novo regime estará derrotado (morto) por pouco tempo (três dias e meio), mas não derrotado definitivamente (seus corpos não serão sepultados).

(11,10) "E os que habitam na terra ficarão contentes e mandarão presentes uns aos outros, porquanto o novo regime (suas leis e doutrinas) atormentava os não evoluídos.”

"Os que habitam na terra" em linguagem mística significa: os que, no plano espiritual, não evoluíram (continuam rasos, baixos, como a terra); ao contrário dos que habitam montes, céus, etc. (evoluídos). O material (presentes) será a base deste regime provisório, de pouca duração. A base espiritual do regime será abalada, simbolizada pela morte dos dois profetas, e será implantado um sistema onde os bens materiais serão novamente valorizados. Não significa entretanto o retorno ao capitalismo cujo fim foi profetizado para tempos anteriores, mesmo porque os "materiais" citados não serão comercializados, mas sim, presenteados.

(11,11-14) "E depois daquele período o espírito de vida retornará a eles e FICARÃO DE PÉ (o novo regime levantar-se-á) e os homens ficarão admirados e ouvirão uma voz chamar a eles para junto de Deus (conseguirão mais força espiritual) e haverá um grande terremoto (transformações ou lutas), e cairá a parte da cidade com muitos mortos (parte do sistema), e os demais ficarão atemorizados e darão glórias a Deus e aderirão ao novo regime. Passado o segundo sofrimento, eis que o terceiro logo virá.”

A expressão "subi cá, e subiram em uma nuvem e seus inimigos viram" significa uma elevação (subir) espiritual a nível espetacular, algo como a elevação máxima, que provocará uma grande transformação (trovões, etc.) que aniquilará os materialistas; desmoronará o bestial regime (parte da cidade) e converterá os sobreviventes.

A profecia afirma categoricamente: "os que não morrerem ficarão atemorizados e darão glórias a Deus", comprovando que não trata-se do fim do mundo, quando então todos morreriam.

Estes versículos mostram com muita riqueza de detalhes os acontecimentos que virão no final do novo regime. Dizemos final porque daí em diante, com a evolução máxima da humanidade, o sistema será chamado de "novo-mundo", a Nova Jerusalém, conforme veremos. Portanto, após a queda do novo regime surgirá um sistema maléfico, mas, por pouco tempo; e a superação de tudo por um novo mundo muito mais evoluído conforme vimos e conforme comprovam os versículos seguintes:



A SÉTIMA TROMBETA



As profecias seguintes referem-se ao período do "novo-mundo", novo céu e nova terra, a Nova Jerusalém, também denominado por muitos como o julgamento final. Têm todos estes sentidos porque será neste novo mundo que a espiritualidade ou o misticismo entre os homens atingirá um aperfeiçoamento tal que a interação entre o céu (mundo espiritual) e a terra (mundo material) será total e natural. Fruto do progresso conquistado durante o período do novo regime do terceiro milênio (mil anos), quando a ciência e a tecnologia dirigidas para o místico conquistaram o extrafísico. O "céu e a terra" estarão num mesmo plano.



A VISÃO DO NOVO-MUNDO



Os versículos seguintes comprovam.

(11,15-17) "E ao toque a sétima trombeta surgiu o novo-mundo, de Deus e de Cristo. E todos os países da terra vieram a ser de Deus e Cristo. Os doze ancestrais da igreja de Israel e os doze apóstolos da igreja de Cristo (24 anciãos) agradeceram e adoraram a Deus por ter sido proporcionado o início do reino de Deus na terra.”

Como vemos, o novo-mundo será mesmo na terra. Não será um mundo apenas espiritual como muitos traduzem, pois está claro na expressão: "os reinos do mundo vieram a ser de Deus e Cristo", ou seja, todos os países da terra aderiram à fé em Deus e em Cristo, na nova igreja que durará eternamente.

(11,18-19) "E as nações rebelaram-se e veio o Teu castigo. E veio o tempo de julgar os mortos; Aos teus servos e aos profetas e a todos que O temem darás o galardão, e os demais serão destruídos. E apareceu o Templo de Deus (o novo-mundo) e a arca. E houve grandes transformações (trovões, etc.) na terra.”

Em rápidas pinceladas o profeta pintou o quadro do novo-mundo, a Nova Jerusalém, o juízo final, denominações várias usadas para nomear o último período da humanidade de duração eterna.Outros impressionantes detalhes sobre esta época futura serão revelados nas profecias seguintes.

Notou-se neste como nos demais capítulos já analisados as grandes transformações que acontecerão no futuro, quando a elevação espiritual da humanidade superar as tendências materialistas de hoje. Isto comprova que o "projeto homem" está inacabado e que somente no futuro teremos o homem imortal que Deus planejou, e será portador de corpo material, especial e eterno.

Por isso dizem os místicos: Deus fez o mundo em seis eras (seis dias) e na sétima (atual) Ele completará a sua obra prima: o homem.



A grande batalha no céu entre as forças do bem lideradas por Miguel e seus anjos contra as forças do mal, lideradas por Satanás e seus anjos.

A mulher, que simboliza a antiga igreja de Israel, recebeu duas asas que representam as duas santas igrejas: a de Deus, que segue o decálogo e a de Cristo que segue seus ensinamentos.

Portanto, os cristãos não estão sujeitos às rigorosas exigências do decálogo (os dez mandamentos) porque Cristo redimiu-os com seu sacrifício na cruz.

Os cristãos ficaram redimidos de todas as regras da antiga Lei:
da circuncisão, do dízimo e das demais normas do moseismo. Sua obrigação é seguir o Novo Testamento, o novo acordo entre Deus e os homens através de Cristo.

A verdadeira igreja de Cristo recebe um capítulo especial (veja no índice das mensagens mística). O artigo se baseia nos ensinamentos recebidos de Jesus durante sua vida e mesmo, após sua morte (nos quarenta dias que esteve junto dos apóstolos).

O livro "Atos dos Apóstolos" do Novo Testamento da Bíblia Sagrada traz, nos seus primeiros capítulos, as normas da verdadeira igreja cristã.

(13,1-2) "Do mar vi subir uma besta que tinha sete cabeças, dez chifres com dez diademas e sobre as cabeças um nome significativo.
O materialismo romano, com a vinda de Cristo, sofreu um grande baque na sua ideologia.

A cabeça ferida significa um segmento do materialismo que foi ferido pela igreja de cristo nos primórdios do cristianismo.
E o materialismo adquiriu "poder de comunicação" (boca, imprensa) por muito tempo. Usou-o para combater o espiritualismo e venceu-o e conseguiu cada vez mais influência sobre as nações.


CAPÍTULO XI - A Besta que subiu do mar

A mulher e o dragão
Surge o cristianismo
A grande batalha no céu
A besta que subiu do mar
O materialismo, a imprensa



A partir deste capítulo São João Evangelista mostra as novas revelações sobre a trajetória da humanidade, compreendendo o período do nascimento de Cristo e a criação do cristianismo.

Apresenta, através de símbolos, detalhes da vinda de Cristo e o início da era cristã. Ele vê na figura de uma mulher o símbolo da igreja de Israel, então dominante, que gerou Cristo e conseqüentemente - o cristianismo - a nova igreja de Deus. Vamos ao capítulo XII do Apocalipse.

(12,1-2) "Viu-se um grande sinal no céu. Uma mulher espiritualizada como a luz solar, tendo a lua (pessoas de pouca luz) sob seus pés, coroada pelas doze tribos de Israel. Estava grávida e com dores de parto, (estava no tempo de nascer o Messias prometido).”

A mulher vista pelo vidente significa a igreja de Israel, espiritualizada qual o sol com muita luz e tendo sob seus pés seus seguidores (menos iluminados - lua) e coroada pelas doze tribos. (coroa de doze estrelas das tribos de Israel). Estava na hora de nascer o Messias (grávida) promessa feita por Deus aos seus profetas. Seus seguidores aguardavam com muita ansiedade (gritava com ânsia de dar a luz) o dia da vinda do Messias.

(12-3-4) "E vi outro sinal no céu; um dragão vermelho que, com sua cauda, trouxe consigo para a terra muitas estrelas (espíritos) e estava pronto para devorar o Filho, logo que nascesse.”

O dragão vermelho - figura de Satanás - é o "tentador" às coisas materiais, aos dotes do materialismo que leva a humanidade à perdição. "Vermelho" porque surge para lutar ou guerrear. Com a sua cauda (sinônimo de idéias ocultas) lançou espíritos (estrelas) malignos sobre a terra para ajudá-lo na luta contra o bem. E o dragão (a tentação) também aguardava o nascimento do Messias para destruí-lo, para tentá-lo com idéias materialistas e mundanas, e desta forma devorá-lo.

(12,5-6) "E a mulher (igreja hebraica) deu a luz um filho (Jesus) que no futuro haverá de reger todas as nações do mundo e foi levado para o céu (ressuscitado). E a mulher fugiu para o deserto (para a clandestinidade) onde permanecerá por muitos anos.”

Esta visão confirma que Cristo será, no futuro, um grande líder mundial cuja igreja irá revolucionar a humanidade e vai comandá-la com muita exigência e rigor. Ele venceu as tentações da matéria e foi arrebatado para o céu (ressuscitado). A igreja, depois da morte de Cristo, viverá na clandestinidade (afastada para o deserto) e assim ficará por longo tempo.



A GRANDE BATALHA NO CÉU



Na próxima visão o profeta procura mostrar a grande transformação no sentido espiritual que houve após a vida terrena de Cristo. Marca o início de uma nova concepção de pecado, um novo conceito de salvação, a instituição da vida eterna, enfim, o início do cristianismo. Até aquele momento a humanidade vivia sob o jugo da Lei dos dez mandamentos instituído por Moisés. Havia a crença de que nasceria um Messias com poderes para derrotar o demônio, o mal, e salvaria o povo de Deus. Mas para tanto seria necessário que o Messias saísse vencedor, ou seja, teria de viver sem pecar, e ser imolado como um cordeiro. Uma espécie de sacrifício humano.

Este episódio foi visto pelo profeta como a luta entre as forças do bem que operavam no universo espiritual; em Jesus (Miguel e seus anjos) contra as forças do mal lideradas por Satanás e seus anjos. Uma passagem da vida de Cristo quando ele viveu quarenta dias no deserto preparando-se para a missão messiânica quando satanás tentou por três vezes seduzi-lo ao materialismo, oferecendo-lhe poderes sobre as nações do mundo. Felizmente o bem venceu.

(12,7-9) "E houve batalha no mundo espiritual (no céu). As forças do bem (Miguel e seus anjos) batalharam contra as forças do mal (Satanás e seus anjos) que foi derrotada com a vitória de Cristo contra as tentações do materialismo. Satanás não prevaleceu e foi precipitado à terra juntamente com seus anjos.”

Temos aí a visão mística da luta entre Miguel e Satanás, simbolizando as tentações vividas por Jesus, que estando na terra como homem, foi tentado como todos nós, a aderir às coisas materiais. Na visão São João vê a exclusão, a expulsão do demônio e seus anjos do céu, significando que as tentações ou pecados anteriormente existentes não mais prevalecerão. E a Lei (os dez mandamentos), até então regra absoluta, perdera sua abrangência, porque "um novo acordo" foi efetivado entre Deus e os homens, através do sacrifício de Jesus Cristo. Os dez mandamentos foram substituídos por um só: "amar ao próximo como a si mesmo".

O significado desta batalha entre o bem (Miguel) e o mal (Satanás) é de valor muito profundo na visão mística. Significa, entre outras coisas, que todo o mal será banido da terra quando a humanidade usar seu poder mental no sentido do bem, ou seja, quando a máxima cristã for devidamente praticada.

(12,10) "Agora chegou a possibilidade de salvação, e a força que levará a humanidade ao reino de Deus no poder do seu Cristo; porque o acusador foi derrubado, aquele que diante de Deus acusava os pecadores permanentemente.”

(12,11-12) "E eles (os que vivem na terra) vencerão o pecado, (a tentação) pelo sangue do cordeiro (pela imolação de Jesus) e pela palavra do seu testemunho (pelos seus ensinamentos) e não adorarão a vida material (não amarão suas vidas até a morte). E todo o céu deve alegrar-se. Ai dos que moram na terra pois o Diabo ali estará com grande ira, sabendo que tem pouco tempo.”

Resumindo, as vozes celestiais anunciaram a João a grande transformação decorrente da vitória de Cristo sobre o pecado. Com sua vinda e glória a humanidade ganhou um novo acordo com Deus, um novo testamento. Com esse novo pacto o Diabo foi expulso do céu, ou seja, dispensado do seu papel de acusador das almas que não cumpriam fielmente as leis regulamentadas por Moisés. Com a vitória de Cristo, os dez mandamentos foram abolidos (para os seguidores de Cristo) e, com isto, "o acusador" perdeu seu posto e poder.

Cristo foi o místico que ensinou aos discípulos uma nova maneira de alcançar a evolução e, por conseguinte, a salvação. E com isto o Diabo perdeu a sua majestade. Simbolicamente Satanás foi expulso do céu e lançado na terra onde iludirá a humanidade aos ideais materialistas mas já tem pouco tempo para isto.

(12,13-17) "E quando o Diabo viu-se por terra pela ação de Cristo, procurou perseguir a igreja de Deus (mulher) mas foi dado a ela duas asas de águia (a igreja de Deus passou a ter dois segmentos aqui simbolizados pelas duas asas, que representam a igreja judaica e a cristã). Esta teve de sobreviver no deserto por um certo tempo. E a serpente (tentações do materialismo) lançou um rio de águas (perseguição) contra a mulher (igreja) para eliminá-la. Mas esta sobreviveu e o diabo (dragão) começou a lutar contra o que restou (restos da sua semente); da igreja hebraica (os que guardam os mandamentos) e da sua descendente, a de Cristo (os que testemunham Jesus).”

O profeta mostra de que forma o Diabo passou a agir após a sua simbólica exclusão do céu. Primeiramente tentou derrubar a igreja cristã recentemente criada pelo apóstolos (lançou um rio de águas); os cristãos foram perseguidos e sacrificados em massa, mas, não conseguindo eliminá-la, passou a perseguir os seus seguidores (o que sobrou da semente).

Em resumo, as visões comprovam a grande transformação resultante da vinda de Jesus ao mundo. Houve grandes mudanças na terra. O grande poder místico de Jesus nos legou uma nova concepção de vida espiritual. Segundo as narrações bíblicas, o homem vivia nos primórdios da humanidade (Adão e Eva), sem conhecer o bem e o mal, sem usar seu poder mental para discernir entre o certo e o errado. Vivia deslumbrante, feliz, satisfeito, pois não havia nenhuma força mental negativa que pudesse prejudicá-lo. Contam as escrituras que motivado pela curiosidade feminina, (Eva) foi tentado pela serpente (Satanás) a conhecer o bem e o mal (árvore do bem o do mal).

Satisfeita a sua curiosidade o homem conheceu os dois lados, o bem (de Deus) e o mal (do Diabo), isto é, adquiriu a liberdade de usar o seu poder mental para o bem (virtudes) ou para o mal (coisas materiais). Simbolicamente quer dizer que o homem descobriu que possuía o livre arbítrio de usar o seu poder mental para o bem ou para o mal; passou a ser influenciado por essas "duas poderosas forças" geradas por sua mente: O bem (pensamentos positivos virtuosos) e o mal (pensamentos negativos materialistas). Por isto, na visão mística acima, o Demônio (símbolo da força do mal) aparece ao lado de Deus (símbolo da força do bem), como se reinassem conjuntamente o universo espiritual.

Sendo o homem influenciado por essas duas poderosas forças, sua tendência materialista sobrepujou a tendência espiritualista e, conseqüentemente, o mal passou a predominar e começou o período da decadência humana, e a humanidade regrediu do paraíso em que vivia, às condições do homem das cavernas. Guerra, fome, peste, e morte pelas alimárias foram sofrimentos criados pelo poder mental negativo do ser humano como vimos na mensagem sob o título "Os Cavaleiros do Apocalipse".

Surgiram então os Avatares ou Salvadores da humanidade, cuja missão era ensinar os homens a recuperar o seu poder mental positivo. Dentre eles destacamos Jacó e Moisés. Cada um deles contribuiu um pouco para melhorar o nível geral da humanidade no sentido positivo. Criaram igrejas, cultos e orações e divulgaram as virtudes. Esses místicos previram em suas profecias, que haveria de nascer um Messias com poderes de salvar a humanidade, ou seja, do jugo da Lei. Seus seguidores alimentaram tal esperança por muitos anos. Veio Cristo com poderes místicos acima dos anteriores. Cristo representou a expulsão do Diabo do céu porque Ele descobriu, com seu alto poder místico, a fórmula de garantir a evolução a qualquer pessoa que a desejar, bastando, para tanto, seguir esta única regra: "Amar ao teu próximo com a ti mesmo!".

É necessário, porém, interpretar esta regra dentro da linguagem mística. Amar ao teu próximo não significa apenas amar e beneficiar os familiares e aos amigos mais próximos. Precisa, de fato, que se ame todas as pessoas que se aproximarem de nós, dando a elas todo carinho e dividindo com elas tudo que temos, doando, não só um dízimo (dez por cento), mas, tudo que possuirmos, em favor da comunidade cristã. Esta foi a norma estabelecida na fundação da igreja cristã, assunto já abordado sob o título "A Verdadeira Igreja de Cristo". Verifique.

Devemos lembrar que Cristo não foi religioso no sentido literal. Não foi membro ativo da religião judaica, então oficial e predominante. Cristo foi um grande místico e não fundou seita alguma. Pregou um "sistema de vida inconfundível", místico, onde os seguidores têm que afastar-se do materialismo para viverem em comunidades espiritualizadas, "nivelados economicamente", e quem aderir deve trazer todos os seus bens materiais para proveito comum. Foi assim que viveram os cristãos nos primórdios do cristianismo.



A BESTA QUE SUBIU DO MAR
O MATERIALISMO, A IMPRENSA



No capítulo XIII São João tem uma visão do mal que representa o materialismo para os homens e mostra sua evolução no transcurso da humanidade, quando transforma-se num bestial sistema de vida. (13,1-2) "Do mar vi subir uma besta que tinha sete cabeças, dez chifres com dez diademas e sobre as cabeças um nome significativo. Sua ferocidade semelhante a do leopardo, com pés de urso e boca de leão. E Satanás deu-lhe seu trono, sua força e grande poder." Ele define este mal como "uma horrível besta" cujo nome (de blasfêmia) estava escrito sobre sua cabeça. Examinando os símbolos, e relacionando a besta com um sistema ou comportamento de vida, poderemos compará-la ao materialismo (paixão pelos bens materiais), que intensificou-se até atingir as proporções da bestialidade. Por isto vamos chamá-la de "materialismo". As sete cabeças podem representar sete grandes inteligências (ideologias) materialistas da antiguidade, tais como as dos impérios babilônico, romano, turco, etc.

Os dez chifres significam dez reinados dos impérios já citados, nações potentes que lideraram o materialismo ateu. Os símbolos alimários representam a ferocidade animalesca (leopardo, leão e urso), ou mesmo símbolos das nações líderes. A analogia do materialismo com a besta citada será confirmada nos capítulos seguintes. (13,3-4) "E uma de suas cabeças foi ferida mortalmente, mas sua chaga foi curada e todos maravilharam-se após este acontecimento. E adoraram a besta (o materialismo) e seu sistema, dizendo: Quem é superior a isto? Ninguém poderá vencê-la." O materialismo romano, com a vinda de Cristo, sofreu um grande baque na sua ideologia. O novo sistema de vida proposto por Cristo - fundado pelos apóstolos - onde havia inteira dedicação à vida espiritual e o nivelamento das pessoas (doação dos bens para uso comum), teve nos primeiros tempos do cristianismo um crescimento muito grande, "ferindo" a ideologia materialista pagão então vigente. Foi aí que uma das cabeças da besta foi ferida (a corporação do império romano). Em contrapartida o governo romano, então dominador do mundo, encetou tremenda luta contra os cristãos, perseguindo-os e martirizando-os a ponto de colocá-los na clandestinidade. E o materialismo romano venceu, mesmo porque a igreja cristã adaptou-se ao sistema, afastando-se do espiritualismo cristão. E a cabeça da besta recuperou-se. A cabeça ferida significa um segmento do materialismo que foi ferido pela igreja de cristo nos primórdios do cristianismo. Mas o setor ferido recuperou-se (sua chaga mortal foi curada), e a humanidade foi apreciando cada vez mais as coisas materiais nos séculos seguintes (após a cura da cabeça da besta). (13,5-8) "E foi-lhe dado um boca (poder de comunicação) para proferir grandes coisas e blasfêmias contra Deus e as coisas espirituais numa guerra psicológica contra os santos que foram vencidos. E adoraram-na todos os que habitam na terra, os que não são cristãos (os que não estão inscritos no livro da vida do Cordeiro)." E o materialismo adquiriu "poder de comunicação" (boca, imprensa) por muito tempo. Usou-o para combater o espiritualismo e venceu-o e conseguiu cada vez mais influência sobre as nações. E todos os não cristãos aderiram (concordaram) com o sistema. O livro da vida (de Jesus, cordeiro que foi imolado) existe desde a fundação do mundo. Nele, Cristo anota os nomes dos seus seguidores. O profeta mostrou nestes versículos a evolução do materialismo e a invenção da imprensa. Com este invento a humanidade progrediu muito no sentido material e o cristianismo puro regrediu. E com isto o materialismo conseguiu campo aberto para dominar a humanidade e chegar aos dias de hoje com influência total em todos os reinos da terra. (13,9-10) "Se alguém tem ouvidos, ouça. Se alguém matar à espada, perecerá por ela; os materialistas estão destinados a perecerem pela mesma arma com que feriram. Isto é uma promessa de fé dos santos." Esta é uma mensagem profética; o materialismo (e todos os "ismos" de suas cabeças) será combatido e vencido pela mesma arma que o fez subir: a imprensa. Também significa que os sofrimentos recebidos pelos justos (os pobres, os que padecem no materialismo), "serão devolvidos" aos materialistas do futuro, quando da implantação do novo regime do terceiro milênio, que ocasionará a queda do sistema.



No entanto o número "666" é o número da Besta, conforme o capítulo 13,18 ao lado ("calcule o número da Besta"), bem como do capítulo 13,17 (“ou o número do seu nome").

Talvez, problema de tradução tenha propiciado esta interpretação para alguns. Mas, o sentido místico deste capítulo é o seguinte:
"Aquele que tem entendimento calcule o número da Besta, e o seu número é 666. Porque é o número que veio de um homem da ciência materialista".


Está claro que o profeta desafia o leitor a "calcular", ou seja, a descobrir o sentido do número da Besta que foi algo criado pelo homem.
"Besta" significa na linguagem mística, um sistema de vida puramente materialista (sistema bestial, desumano, tal qual o que vivemos hoje). Então podemos relacionar o número "666" à algo pertencente aos sistemas materialistas consumistas dos nossos dias.

Daí, nosso relacionamento desse intrigante número com o sistema monetário internacional, usado nos dias de hoje em todos os regimes materialistas do mundo.

Depois aparece a figura da "segunda besta" (a ciência) que fortalece a primeira (materialismo) e faz prodígios perante o homem (faz fogo descer do céu).

Mostra a evolução do sistema até ao materialismo bestial dos nossos dias.

O novo regime deverá surgir lentamente, isto é, "alguns terão a mesma idéia desse novo regime em lugares diferentes e ao mesmo tempo", conforme está profetizado.






CAPÍTULO XII - A besta que subiu da terra



A besta que subiu da terra
A ciência materialista
666 - o número da besta



A esperança no novo regime No capítulo anterior vimos a besta que subiu do mar, que relacionamos com o materialismo, o apego aos bens materiais. A expressão "subiu do mar" tem conotação de algo sublimado, que subiu como o vapor do mar. Isto combina perfeitamente com a nossa interpretação, porque o materialismo é apenas um conceito, não existe como entidade concreta, mas sim, abstrata.

A besta que subiu da terra deve significar algo criado pelo homem e que cresceu e, desenvolveu-se (subiu); alguma coisa concreta e absoluta, criada, inventada pelos homens da terra. Pela descrição do profeta atribuímos este símbolo à ciência materialista, desenvolvida nos últimos séculos, hoje dominante e influente na vida de todos nós.



A BESTA QUE SUBIU DA TERRA
A CIÊNCIA MATERIALISTA



Sabemos da insistência da ciência (de um modo geral) em ignorar e contestar a existência do mundo espiritual, criando suas próprias teorias sobre as coisas visíveis e invisíveis, enaltecendo cientistas que criaram teorias diversas sobre a natureza do homem e do universo, teorias também não comprovadas, tais como a da criação do universo (big-bang), da evolução das espécies (Darwin) e faz previsões baseadas em estatísticas (autênticas profecias) sobre os acontecimentos futuros. Por isto São João chama-a também de o falso profeta. Afinal de contas, da ciência, de seus estudos, surgiu a arma que com a qual pode-se destruir o mundo: a bomba nuclear. Existe uma besta maior?

(13,11-12) "Vi subir dos homens outra besta, que tinha dois setores aparentemente benéficos (dois chifres de cordeiro) mas falava como o dragão (para o mal), tem os mesmos poderes da primeira besta (materialismo), no seu sistema (na presença) e faz com que todos aprovem a primeira besta.”

Esta besta tem dois chifres que representam os dois setores mais importantes da ciência: a física e a química. Diz chifres semelhantes aos do cordeiro porque ela tem atividades aparentemente virtuosas, como a medicina e outros setores positivos. Também tem analogia com outras profecias que previram, no final dos tempos, a presença de "um falso profeta com pele de cordeiro".

A falsa ciência é materialista e é frontalmente contra o espiritual e por isto só faz prodígios em ambiente materialista e procura provar a todos que tudo tem uma explicação científica material, comprovando a afirmação do profeta: "e faz com que todos adorem a primeira besta: o materialismo".

A expressão "exerce todo o poder da primeira besta na sua presença" significa que a ciência tem o mesmo poder maligno quando (na presença) materialista (primeira besta). No regime do terceiro milênio a ciência estará a serviço (na presença) do espiritualismo e será benéfica; a ciência materialista será então chamada de "o falso profeta".

(13,13-14) "E fez grandes descobertas como (bombas) fogo descer do céu e muitas outras que foram possíveis na presença da besta (no regime materialista) e conduziu a humanidade a criar algo que representasse a imagem da besta (imagem do materialismo) aquela que foi ferida pela espada (de Cristo) e voltou a viver.”

"A imagem do materialismo" aqui tem sentido como "a materialização", ou seja: a ciência induziu a humanidade a criar algo que representasse os bens materiais. Foi então inventado o dinheiro de metal (a moeda), para uso em aquisição de bens materiais. Portanto, "foi inventado o dinheiro", hoje ainda reconhecido como "a vil moeda".

A imagem da besta, portanto, é o dinheiro, criado inicialmente em forma de moedas. O dinheiro antigo era composto de moedas de ouro, prata ou qualquer outro material nobre. As moedas tinham "valor real", isto é, tinham valor relativo ao valor do material usado na sua confecção. Uma moeda de ouro tinha o valor do que valia seu peso em ouro e assim as demais. Portanto as moedas representavam "a materialização" (imagem) dos bens materiais. Prossigamos na profecia:

(15,15) "E a Ciência deu ESPÍRITO A IMAGEM DA BESTA (espírito às moedas) e que falasse (a representasse ou se comunicasse) e fizesse com que os demais (sem dinheiro) padecessem à miséria e à fome.”

Não é à toa que diz-se que "o dinheiro fala mais alto". A Ciência deu espírito às moedas quando criou o papel-moeda; um pedaço de papel sem valor material, mas com valor simbólico, espiritual, tal qual o valor dos bens materiais. Portanto, o espírito da imagem da besta é o papel-moeda (espírito da moeda) e representa (fala como) o próprio material, mesmo não tendo valor próprio, pois é simples papel.

Com o passar dos tempos, além do papel-moeda foram criados outros papéis de valor simbólico (espiritual) tais como, cheques, letras de câmbio, cartões de crédito e inúmeros outros hoje em circulação. Como vemos, a Ciência Econômica aprimorou o materialismo rude inicial, desenvolvendo-o cientificamente, criando novos termos tais como bens móveis, imóveis, patrimônio, etc., e hoje assume o nome de capitalismo, derivado do termo capital, que representa em síntese os bens materiais. O capitalismo de hoje nada mais é que "o materialismo arcaico aperfeiçoado pela ciência".

O capital virou símbolo de poder, definidor de riquezas, divisor de status e instrumento que mede a potência dos povos e das nações. Sua influência injusta e devastadora subjuga os países pobres às potências capitalistas, ficando estas cada vez mais ricas enquanto aquelas cada vez mais pobres. E com isto evidencia-se a grande injustiça social do nosso tempo. E prossegue o profeta:

(13,16-17) "E faz que a todos, ricos e pobres, lhes seja imposto este sinal (dinheiro) na mão ou na testa para que ninguém possa comprar ou vender, senão os que tiverem o sinal (moedas) ou o nome da besta (materiais) ou o número do seu nome.”

Os versículos acima são claros a ponto de podermos entendê-los em seu sentido literal. Diz quase tudo. O capitalismo faz com que todos (nações, povos) sejam sinalizados, com dinheiro nas mãos ou com ideais (consciência, testa) capitalistas. Somente estes poderão fazer transações comerciais e sobreviverem no mundo.

Só pode comprar ou vender aquele que tem o Sinal (dinheiro), o Nome da besta (bens materiais) ou o Número do seu nome.



666 - O NÚMERO DA BESTA



Analisaremos este versículo em separado porque este é o grande enigma da Bíblia Sagrada. Muitos estudiosos tentaram decifrar o simbolismo deste número e chegaram a conclusões bem diversas, mas nada convincente. Vamos ao texto bíblico do livro "Apocalipse" de São João Evangelista:



(13,18) "AQUI HÁ SABEDORIA. AQUELE QUE TEM ENTENDIMENTO CALCULE O NÚMERO DA BESTA; PORQUE É O NÚMERO DE UM HOMEM, E O SEU NÚMERO É SEISCENTOS E SESSENTA E SEIS”.



Só pode ser um símbolo do sistema capitalista ora analisado. Muitos tentaram relacionar este número com o nome de um homem, no afã de descobrir o nome do anticristo do fim dos tempos (não previsto em nenhuma profecia do Apocalipse).

Devemos interpretar como "é um número de homem", ou seja, foi inventado ou criado por uma pessoa humana materialista e conseqüentemente não foi almejado por Deus. O número 666 simboliza, nada mais, nada menos, a soma dos valores de um padrão monetário; um conjunto de valores atribuído às moedas ou papéis-moedas que são usados em todos os países do mundo, instrumento base do sistema atual. Foi mais uma invenção científica a favor do capitalismo.

O padrão monetário, como ora conhecemos, ainda não existia nos tempos de São João Evangelista. Na época existiam apenas moedas cunhadas em vários países com valores aquilatados ao valor do metal usado. Como o centro do império materialista era Roma os símbolos do padrão monetário aparecem nesta profecia formados pelos algarismos romanos.

Então vejamos porque o número 666 representa o padrão monetário. Os algarismos romanos são relacionados aos seguintes valores:

I= 1, V= 5, X= 10, L= 50, C= 100, D= 500 e M= multiplicador de 1000.

Somando-se o padrão monetário das moedas da época (imaginando-se que cada moeda possuísse o valor relativo a cada número do algarismo romano), obteremos o resultado abaixo:

D 500 C 100 L 050 X 010 V 005 I 001 total = 666 Exatamente 666.

E tem mais. Se lermos o conjunto de símbolos dos algarismos romanos de trás para frente (sentido da leitura hebraica), também obteremos o mesmo resultado: (IVXLCD) - DCLXVI = 666. O "M" ficou de fora porque não representa uma grandeza numérica, mais sim, um multiplicador de mil, assim como o zero, no nosso algarismo, é um multiplicador de dez.

Então podemos deduzir que o número 666 simboliza o padrão monetário, ou seja, a soma e o conjunto de valores das moedas ou das notas de dinheiro de um padrão monetário. O país que não o possuir de fato não poderá comprar ou vender coisa alguma, conforme a profecia. É um forte símbolo capitalista.

Lembramos que o conceito "capitalismo" está sendo usado neste livro com significado de "materialismo avançado", aperfeiçoado pela ciência, diferenciando do materialismo primitivo dos tempos do autor destas profecias. Não trata-se de definição ideológica como é interpretado nos tempos atuais. Usamos este termo (na falta de um outro que proporcionasse esta interpretação), para designar o sistema materialista moderno, sinônimo de materialismo avançado, desenvolvido pela ciência e usado por todas as nações do mundo moderno.

Resumidamente, o profeta mostrou os acontecimentos importantes da era cristã. O surgimento do cristianismo representado por um sistema de vida fundado no espiritualismo e na máxima "amar ao seu semelhante como a si mesmo", criado pelos apóstolos quando fundaram a primeira comunidade (igreja) cristã, onde os que aderiam tinham que despojar-se de seus bens, doá-los à comunidade para nivelarem-se aos demais (veja Atos dos Apóstolos, Cap. 2,41-47, e cap. 4,32-37). Esta comunidade cresceu muito e ameaçou o sistema vigente que reagiu contra os cristãos com perseguições, prisões, torturas e mortes horrendas nas arenas romanas.

Muitos foram martirizados nessa fase que durou dezenas de anos. Para São João isto representa que a besta (materialismo) foi ferida com uma chaga mortal pelo cristianismo, mas sobreviveu eliminando a verdadeira igreja de Cristo.

Depois aparece a figura da "segunda besta" (a ciência) que fortalece a primeira (materialismo) e faz prodígios perante o homem (faz fogo descer do céu). "Inventa a imprensa" que serve para difundir a ciência e o sistema. Mostra a evolução do sistema até ao materialismo bestial dos nossos dias. A sua proliferação e popularidade em todas as nações, quando o capital passou a ser o instrumento de medida da importância e poder das nações.

Porém o capitalismo vai desaparecer da face da terra e em seu lugar será implantado um novo sistema, tal qual o criado pelos apóstolos e citado acima, como conseqüência lógica da evolução espiritual da humanidade. Estes acontecimentos importantes, de grandes transformações, serão mostrados nas profecias finais.



A ESPERANÇA NO NOVO REGIME



O novo regime deverá surgir lentamente, isto é, "alguns terão a mesma idéia desse novo regime em lugares diferentes e ao mesmo tempo", conforme está profetizado. Grupos de pessoas formarão comunidades especiais, "com regras em comum" e viverão isoladas do capitalismo, num sistema paralelo que crescerá tanto a ponto de superá-lo. Este novo sistema não será implantado através de uma revolução armada nos moldes das que aconteceram neste ou em séculos passados sem sucesso algum.

Não será um regime implantado à força, como querem alguns tradutores, mas sim, "opcionalmente", como um novo modo de vida, uma fuga do atual regime que tornar-se-á mais desumano no correr dos anos.

O Regime do Terceiro Milênio já está sendo aguardado por muitos na terra, nos dias atuais. A cada dia multiplicam-se os que interessam-se pelo meio ambiente, os chamados de "ecologistas", que trazem em suas mensagens algo de positivo com relação à natureza. Embora muitos dos atuais ecologistas sejam materialistas, eles forçam um movimento de mudança de comportamento que em muito facilitará a concepção do novo regime, que será uma mudança total e radical sem paralelos na história da humanidade.

O novo regime será "o acatar" esperado pelos místicos para o próximo século. Dizem eles, "o novo Messias", talvez devendo ser traduzido como "o Messias de novo", ou ainda, "o Messias com roupagem nova".

No próximo capítulo veremos o período de transição, ou melhor, o período de convivência pacífica (ou não?) do capitalismo atual com o "santo regime do terceiro milênio".



Nas alegorias seguintes o profeta assiste a criação do novo regime na terra.

Estas são as pessoas especiais que iniciarão o novo período de grande progresso espiritual na terra.

Conforme foi devidamente elucidado, os ressuscitados ressurgirão em corpos especiais (possivelmente produzidos em laboratórios) e conseqüentemente sem a necessidade do ato sexual como hoje acontece.
Provavelmente serão "pessoas especiais" portadoras de corpos imortais, novo modelo da raça humana.

Os ressuscitados conviverão com os mortais (pessoas normais) e governarão com Cristo por mil anos, conforme veremos nas visões futuras.
Cai o regime capitalista, o grande sistema que prostituiu todos os governos do mundo. Em outros capítulos, São João dará maiores detalhes da queda da Babilônia.

Uma vez implantado, o novo regime vai proporcionar aos seus seguidores um ambiente propício à elevação espiritual.

Será a época da "colheita espiritual", ou seja, simbolicamente Cristo vai fazer a colheita na terra porque a seara (campo cultivado) estará no ponto.

Muitos serão os que atingirão a perfeição, mas também muitos não conseguirão por não aderirem ao novo sistema. Morrerão em estado de desgraça e serão punidos.

Não haverá mais tempo para reencarnarem porque o fim dos tempos estará muito próximo.


CAPÍTULO XIII - Os Primeiros Ressuscitados



O regime do terceiro milênio
Os primeiros ressuscitados
A queda do capitalismo
As principais leis do novo regime
Elevação espiritual da humanidade
A colheita espiritual


Nos capítulos anteriores o profeta mostrou a evolução do materialismo, desde os primórdios da humanidade até ao regime capitalista hoje vigente.

Neste capítulo o vidente mostra, através de novas visões proféticas, a evolução do novo regime que coexistirá com o capitalismo por um certo tempo e crescerá paulatinamente até conquistar notáveis avanços científicos, tecnológicos e esotéricos que possibilitarão a criação de corpos especiais, que serão habitados por espíritos evoluídos.

Esta fase áurea do novo regime representará a volta de Cristo, o reinicio das atividades da verdadeira igreja cristã. Ele ressuscitará e com Ele uma multidão de espíritos evoluídos, quantificados pelo profeta em cento e quarenta e quatro mil.



O REGIME DO TERCEIRO MILÊNIO
OS PRIMEIROS RESSUSCITADOS



Nas alegorias seguintes o profeta assiste a criação do novo regime na terra. Observaremos que haverá um tempo de pregação ou divulgação e instalação do novo sistema. Os que comandarão esta nova igreja estão quantificados em cento e quarenta e quatro mil, número místico que representa o quadrado de doze multiplicado por mil, ou seja, "o produto" da igreja dos "doze apóstolos" com a igreja dos "doze patriarcas", aos milhares (12x12x1000). Vamos às profecias: (14,1) "E olhei e eis que estava o Cordeiro sobre o monte Sião e com ele cento e quarenta e quatro mil, que em suas testas tinham escrito o nome Dele e de seu Pai." São João vislumbra uma multidão que nas suas consciências (testas) haviam eleito o novo regime de Cristo. O Cordeiro (Jesus) sobre o Monte Sião (local de alta espiritualidade) é a inspiração do novo regime. Monte, segundo os místicos, tem sentido como "elevado", altamente espiritualizado ou mentalmente evoluído. Isto comprova o progresso espiritual do novo regime, o período em que os evoluídos ressuscitarão. (14,2-3) "E ouve-se uma voz poderosa junto com a voz de um coral que cantava um hino novo (nova letra, novos conhecimentos), que ninguém até então conhecia senão os (144 mil) líderes do novo regime, ressuscitados, escolhidos (comprados) para comandarem o novo sistema de vida." Estas são as pessoas especiais que iniciarão o novo período de grande progresso espiritual na terra (comprados da terra porque a visão é espiritual, mas a multidão vista vive a terra). A voz poderosa é a voz de Cristo (ensinamentos contundentes) que motivará o novo hino (nova regra de vida, nova igreja) na terra. "Novo canto" também pode ser traduzido como: nova fase da humanidade, novas conquistas científicas que possibilitarão a ressurreição dos primeiros espíritos evoluídos. E a profecia continua... (14,4-5) "Estes são os que não nasceram de mulheres; porque são virgens. Estes seguem o Cordeiro; são os que, dentre os homens foram os primeiros ressuscitados para Deus e o Cordeiro. São irrepreensíveis diante do trono de Deus." Conforme foi devidamente elucidado, os ressuscitados ressurgirão em corpos especiais (possivelmente produzidos em laboratórios) e conseqüentemente sem a necessidade do ato sexual como hoje acontece. Por isto não serão "contaminados com mulheres" e permanecerão virgens porque, para eles, a fase sexual humana estará superada.

Os ressuscitados conviverão com os mortais (pessoas normais) e governarão com Cristo por mil anos, conforme veremos nas visões futuras. Provavelmente serão "pessoas especiais" portadoras de corpos imortais, novo modelo da raça humana. Esses, simbolicamente, serão os adquiridos por Cristo (comprados para Deus). Serão os "primeiros ressuscitados" (primícias) do novo regime e ensinarão os homens comuns a conquistarem a mesma evolução. Por isto serão líderes.

Será o período de franco desenvolvimento do novo regime, quando acontecerão as primeiras ressuscitações. Também podemos constatar que neste período um grande número de pessoas santificar-se-ão, ou seja, alcançarão a necessária evolução espiritual. Esses serão "os primeiros" (primícias para Deus e o Cordeiro) a conquistar a ressurreição. Isso também poderá confirmar a teoria da reencarnação, pois se assim não fosse os que hoje vivem não teriam outras chances de salvarem-se, porque somente na época do novo regime surgirão "muitos evoluídos". Devemos então concluir que, os que hoje vivem e não aperfeiçoarem-se, estarão reencarnados nesta futura época e terão também a chance de salvarem-se. Assim manifestar-se-á a misericórdia de Deus e a promessa de Cristo.



A QUEDA DO CAPITALISMO



O novo regime, a nova igreja, uma vez instalado crescerá paulatinamente e o capitalismo entrará em crise com uma forte recessão. (14,6-7) “E vi um anjo voar pelo céu e tinha o evangelho eterno para proclamar a todas as nações da terra, dizendo: temei a Deus e dai-lhe glórias porque a hora do juízo está próxima." O evangelho eterno significa o texto, as regras do novo regime que durará mil anos (muitos anos), conforme consta nas próximas profecias. E será difundido em todo canto da terra. Este texto propõe um sistema de vida baseado no amor ao próximo e respeito à natureza. O anjo que voa com o evangelho simboliza "a nova ideologia" que alastrar-se-á por todo o planeta e convidará o povo a aderir ao novo regime, à nova igreja de Cristo. E a profecia continua... (14,8) "E outro anjo seguiu dizendo: caiu, caiu Babilônia, aquele regime que prostituiu todas as nações." Uma visão clara da queda do regime capitalista aqui simbolizado pela Babilônia, símbolo do materialismo desde antes de Cristo. Cidade localizada junto ao rio Eufrates que foi destruída totalmente, e por isto, a queda do capitalismo fica por ela, bem relacionada.

Cai o regime capitalista, o grande sistema que prostituiu todos os governos do mundo. Em outros capítulos, São João dará maiores detalhes da queda da Babilônia, ou seja, da queda do atual regime. A visão previne para breve a queda do capitalismo; este continuará existindo ainda por algum tempo, num período de transição onde o capitalismo perderá suas forças e o novo regime implantado inicialmente em algumas comunidades se fortalecerá a cada dia.



AS PRINCIPAIS LEIS DO NOVO REGIME



As profecias seguintes revelam as principais normas do novo regime (a nova igreja de Cristo), então implantado em algumas comunidades mundiais. (14,9-11) "E o terceiro anjo passou dizendo: Se alguém seguir (adorar) o materialismo (besta) e seus símbolos (capitalismo: capital, dinheiro, etc.), sofrerá duras penas (beberá do cálice da ira de Deus) às vistas dos que seguem o novo regime (diante dos anjos e do cordeiro)." As visões acima comprovam a coexistência das duas sociedades: os que aderiram ao novo regime (seguidores do Cordeiro) com os que continuam no decadente capitalismo. Para estes, estão reservados grandes problemas com a forte recessão mundial então em curso e outras grandes desgraças como a depravação da sociedade (raptos, seqüestros, estupros, prostituição e outros crimes hediondos). (14,12) "Aqui está a paciência dos santos: aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus." Aqui está o regime construído (com paciência) pelos santos, aos que desejam guardar os mandamentos de Deus (aos da igreja hebraica) e aos seguidores de Jesus Cristo (igreja cristã). Significa que o novo regime será composto por todas as pessoas que acreditam no Deus único, cristãos ou não.



ELEVAÇÃO ESPIRITUAL DA HUMANIDADE



Uma vez implantado, o novo regime vai proporcionar aos seus seguidores um ambiente propício à elevação espiritual. Será um regime onde todos serão "nivelados dentro de um só padrão de vida" e as tentações do materialismo estarão extintas, pois ninguém poderá comprar ou vender porque não haverá moeda circulante. Vivendo neste clima tão favorável à elevação espiritual, os espíritos dos homens logo atingirão um estágio de "iluminação" a ponto de conseguir a salvação rapidamente, em poucas vidas ou reencarnações. Será a época da "colheita espiritual", ou seja, simbolicamente Cristo vai fazer a colheita na terra porque a seara (campo cultivado) estará no ponto. Os próximos versículos atestam isto. (14,13) "Bem aventurados os mortos que desde agora (desde esta fase áurea do novo regime) morrem no Senhor (falecem no santo regime), para descansarem de seus trabalhos (vidas terrenas) e as suas obras os seguirão à Nova Jerusalém." Deus promete aos seguidores do novo regime muitas graças no sentido espiritual. Os espíritos encontrarão um ambiente de vida propício à sua elevação e por isto logo evoluirão para o estágio necessário à salvação. E por isto, "os mortos que desde agora morrem no Senhor (morrem no regime do Senhor Jesus Cristo) serão bem-aventurados e descansarão dos seus trabalhos (não precisam voltar a encarnar) e as suas obras os seguirão ao julgamento final, à Nova Jerusalém". Estes espíritos "serão colhidos por Cristo do campo terreno" (seara), conforme os próximos versículos. Observa-se, mais uma vez, outra prova inconteste da necessidade da reencarnação.



A COLHEITA ESPIRITUAL



E a profecia prossegue: (14,14-16) "Agora vejo uma nuvem branca e sobre ela Jesus. Era o Rei do novo regime (coroado) e tinha na mão uma foice. E outro anjo disse-lhe: lança tua foice e colhe porque a seara está madura. E Jesus colheu da terra os espíritos dos que haviam atingido a perfeição (maduros)." Muitos serão os que atingirão a perfeição, mas também muitos não conseguirão por não aderirem ao novo sistema. Morrerão em estado de desgraça e serão punidos. Estes estão aqui representados como uma vinha (parreira de uvas), porque a uva tem sentido místico de matéria (corpo), onde o vinho é o espírito. Assim comprova o profeta: (14,17-20) "E outro anjo com poder de destruição (fogo), disse a outro anjo que também tinha uma foice aguda: Lança a tua foice e vindima os cachos de uvas (comunidades materialistas) da terra porque estão maduras. E o anjo ceifou as uvas e lançou-as no grande lagar da ira de Deus, onde foram pisados (maltratados) e saiu muito sangue, muitos sofrimentos." Com esta ilustração devemos entender que os materialistas continuarão não evoluindo e por isso serão pisados e destruídos. Não haverá mais tempo para reencarnarem porque o fim dos tempos estará muito próximo. Na verdade essas cenas representam o início do julgamento final, a primeira fase também classificada como a primeira ressurreição, quando os bons serão colhidos por Cristo. No próximo capítulo teremos, em pormenores, as sete etapas finais da humanidade, sete períodos que vai da convivência pacífica dos dois regimes à queda do capitalismo (Babilônia) e a vitória do santo regime do terceiro milênio. É a confirmação desta profecia para que não haja enganos.

Depois da vitória do novo regime, esse será consagrado e instalado em todas as partes. Terá então iniciado oficialmente o regime do terceiro milênio que durará mil anos.

Um regime muito especial, de Cristo, com seus seguidores, pessoas de espírito evoluído, encarnados em corpos imortais.

No novo regime haverá espaço para os cristãos e também para todas as pessoas pertencentes a outras crenças não cristãs, mas que acreditam em Deus.

Elas juntar-se-ão dentro da mesma filosofia de vida, cada um seguindo a sua igreja, de Deus ou de Cristo.

Conforme já especulamos, o Armagedom poderá ser uma guerra real, com armas convencionais, ou uma guerra ideológica, pois os símbolos permitem as duas interpretações.

A primeira taça representa uma doença que maltratará a Humanidade.
Poderá ser a AIDS, estreitamente ligada ao pecado ou outra doença ainda pior que estará por vir.

A chuva ácida, temida pelos cientistas atuais, certamente será uma das responsáveis pela poluição dos mananciais de águas, rios e mares, profetizado acima "do poder de comunicação (boca) do sistema (Satanás + materialismo + ciência) vi surgir três veículos de comunicação semelhantes às rãs; rádio, televisão e imprensa escrita".
A analogia com a rã que anda aos pulos é perfeitamente compatível aos sinais de rádio e televisão que propagam-se em cadeia, de estação em estação, "aos pulos" por todo o mundo,

Uma forte recessão mundial está prevista por economistas modernos, que acreditam, deve iniciar-se em breve. Poderá ser o começo do fim.


CAPÍTULO XIV - A Guerra do Armagedom


A convivência dos dois regimes

As sete pragas finais: A AIDS

A guerra do Armagedom

A vitória do novo regime


No capítulo décimo quinto do Apocalipse destaca-se a visão do período de convivência dos que vivem no capitalismo com os que estão aderindo ao novo regime da Igreja de Cristo, quando serão derramadas sete taças com sete tipos de sofrimentos. São os sete grandes traumas finais da humanidade. Este período relaciona-se com o nosso tempo, ou seja, o final do século XX e as primeiras décadas do século XXI. Neste período surgirão muitas comunidades alternativas, onde as pessoas viverão alheias ao sistema vigente, em forma de uma nova sociedade humana, muito especial, relatada no final deste livro. Após um grande período de convivência, o novo regime será temido e combatido em todo o mundo; numa guerra de ideologias denominada profeticamente de batalha do Armagedom.

Depois da vitória o novo regime, esse será consagrado e instalado em todas as nações do mundo. Terá então iniciado oficialmente o regime do terceiro milênio que durará mil anos. Um regime muito especial, de Cristo, com seus seguidores, pessoas de espírito evoluído, encarnados em corpos imortais.



A CONVIVÊNCIA DOS DOIS REGIMES



Os capítulos seguintes comprovam a convivência mútua das duas comunidades: a capitalista e a do novo regime.

(15,1) "Vi um anjo anunciar sete calamidades para a humanidade. As sete últimas pragas para que complete-se a ira de Deus contra os materialistas.”

(15,2) "Vi algo como UM MAR DE VIDRO misturado com fogo (pessoas sofrendo no capitalismo) e os que SAÍRAM VITORIOSOS dos sinais da besta (os do novo regime), e estavam JUNTOS (convivendo) e tinham as harpas de Deus e cantavam o NOVO CANTO (novo regime).”

Nesta visão fica patente a existência pacífica dos dois regimes, onde os que cantam o novo regime ficam junto aos demais (materialistas). "O mar de vidro", como já vimos, significa os homens (almas) na terra dentro do contexto espiritual. Tem sentido porque o vidro é uma matéria transparente como os espíritos. Então, um mar de vidro é a representação simbólica de "muitos espíritos reunidos".

(15,3-4) "Alguns cantavam (seguiam) os ensinamentos de Moisés (velho pacto) e outros cantavam Cristo (novo testamento). Pela verdade de Deus, brevemente todas as nações hão de aderir ao novo regime, porque a Sua sabedoria está manifestada.”

No novo regime haverá espaço para os cristãos e também para todas as pessoas pertencentes a outras crenças não cristãs, mas que acreditam em Deus. Elas juntar-se-ão dentro da mesma filosofia de vida, cada um seguindo a sua igreja, de Deus ou de Cristo.

No versículo acima há uma profecia importante que prevê a adesão de todas as nações do mundo ao novo regime. Isto comprova duas coisas: que estes acontecimentos são realmente para o período de transição, e que culminará com a adesão de todos os governos, que reconhecerão a sabedoria do novo regime.

(15,5-8) "Depois olhei e vi o Templo de Deus abrir-se no céu (o novo regime do testemunho de Cristo), e sete anjos que representam as sete pragas receberam sete salvas (taças, cálices) de ouro, cheias de sofrimentos. E no Templo da glória de Deus ninguém pode entrar até que as sete pragas acontecessem.”

"O Templo de Deus" significa a evolução máxima da humanidade, a Nova Jerusalém que só poderá ser habitada por pessoas de espíritos evoluídos. Diz que o Templo abriu-se (está pronto, à disposição) mas não poderá ser habitado até que passe-se os mil anos, o tempo das sete pragas (período de sofrimentos aos materialistas) para que convertam-se e integrem-se ao novo regime onde terão a chance de conseguir a salvação. Alegoricamente as pragas serão lançadas à terra neste período de transição, para o arrependimento e purificação dos espíritos que após várias encarnações estarão prontos para habitar com Cristo o Templo de Deus.

Esta será "a época das colheitas" citada no capítulo 14 conforme vimos anteriormente, quando os salvos neste período serão colhidos para ressuscitarem posteriormente e os demais serão destruídos.



AS SETE PRAGAS FINAIS: A AIDS



Os versículos seguintes mostram a visão do profeta sobre os acontecimentos mais importantes deste período de convivência entre os dois regimes, até ao "Armagedom", quando o novo sistema de vida derrotará o atual regime capitalista numa grande batalha real ou ideológica.

Conforme já especulamos, o Armagedom poderá ser uma guerra real, com armas convencionais, ou uma guerra ideológica, pois os símbolos permitem as duas interpretações. Ao que parece será uma guerra ideológica como nunca houve antes, onde a imprensa escrita, falada e televisiva será amplamente usada, conforme veremos agora no capítulo 16 do Apocalipse.

(16,1-2) "E foi derramada a primeira taça sobre a terra. E apareceu uma doença terrível (chaga má e maligna) nos que vivem no capitalismo (usam os sinais da besta).”

A primeira taça representa uma doença que maltratará a humanidade. Poderá ser a AIDS, estreitamente ligada ao pecado ou outra doença ainda pior que estará por vir.

A AIDS é uma grande ameaça para a humanidade. No futuro bem próximo milhões de pessoas estarão contaminadas pelo vírus HIV e segundo previsões da medicina isto será um verdadeiro desastre para todos os países do mundo. Como sabe-se, esta doença predispõe os contaminados a contraírem outras doenças como a tuberculose, pneumonia etc. Desta forma o aidético será um paciente muito dispendioso para o país que terá de custear vários tratamentos (das várias doenças) em cada paciente. Segundo as perspectivas médicas muitos países entrarão em colapso econômico devido ao alto custo do tratamento dos aidéticos e isso contribuirá para gerar uma "crise econômica mundial" sem precedentes na história da saúde pública.

Refletindo um pouco mais sobre a AIDS podemos concluir que ela representa realmente uma punição para a humanidade. É uma doença estreitamente ligada ao modernismo e alastra-se pelo pecado e por conseqüência pune principalmente os pecadores. Muito embora os modernistas não queiram associá-la à imoralidade a AIDS é na realidade uma punição de Deus aos pecadores.

Com o tempo o homem vai entender que a única forma garantida de evitar este mal é o total afastamento do sistema, conforme está profetizado neste livro. Por este e por outros motivos o capitalismo entrará num período de grande recessão mundial que representará a sua decadência.

As próximas pragas notaremos ser a repetição das pragas reveladas quando da abertura do sétimo selo (cap. 8), e representa a poluição da terra no sentido ecológico. Só que neste período que ora analisamos, a poluição será muito maior e por isto a profecia a repete marcada com muito sangue.

(16,3-7) "E pela segunda praga o mar tornou-se em sangue e morreu tudo que vivia no mar. A terceira praga veio sobre os rios e fontes cujas águas tornaram-se em sangue. Justo é Deus que dá de beber sangue aos que derramaram o sangue dos justos.”

A chuva ácida, temida pelos cientistas atuais, certamente será uma das responsáveis pela poluição dos mananciais de águas, rios e mares, profetizado acima. Devemos então concluir que a poluição terrena vai continuar até este tempo e que as providências hoje anunciadas não conterão a devastação do meio ambiente.

Fica mais uma vez evidenciada a teoria da reencarnação, quando a profecia afirma que muitos dos que viveram na época da perseguição aos santos e profetas estarão agora vivendo quando então serão punidos. Confirma, igualmente, que "não existe inferno"; que os sofrimentos serão vividos na própria terra.

Podemos acreditar que o sangue presente no mar e nos rios deve ter sido exageradamente colocado, para igualar os sofrimentos dos martirizados com os dos seus perseguidores, agora punidos com a mesma moeda, sangue por sangue.

(16,8-9) "A quarta praga atingirá o sol, que tornar-se-á mais violento, a ponto de abrasar com altas temperaturas. Mesmo assim a incredulidade de muitos continuará, e não aderirão ao novo regime que dá glórias a Deus.”

"O efeito estufa e deterioração da camada de ozônio" serão os responsáveis pela praga prevista acima. Hoje, seus efeitos perniciosos, são detectados pela ciência, mas seus grandes prejuízos à humanidade estão previstos para as próximas décadas.

(16,10-11) "E veio a quinta praga, e o trono da besta (sistema capitalista) fez-se tenebroso devido a recessão, miséria e as doenças. E tentaram resolver os problemas com medidas paliativas (blasfemaram contra Deus) e não aderiram ao novo sistema (não arrependeram-se das suas obras).”

Esta é a taça de sofrimentos resultante da decadência do capitalismo. Com a adesão em massa dos povos ao novo regime causando grande declínio no consumo, e com os altos gastos investidos na saúde pública para debelar as doenças incuráveis; com os altos investimentos na tentativa de recuperação do meio ambiente fortemente deteriorado por longos anos, o capitalismo sofrerá grande ameaça com o empobrecimento das massas, com desemprego, com a miséria e com a recessão.

Nestes versículos finais o profeta mostra detalhes da batalha do Armagedom entre os seguidores do novo regime contra os capitalistas.

(16,12) "E a sexta praga atingiu o grande rio Eufrates. Secaram suas águas para dar passagem aos espiritualistas (reis do oriente), para destruir Babilônia - símbolo do velho regime".

A cidade de Babilônia é usada nas profecias para simbolizar o complexo capitalista de hoje (que é a evolução, a sofisticação do materialismo) que será derrotado pelo novo regime do terceiro milênio. Como Babilônia era protegida de seus opositores que habitavam no oriente, pelo grande rio Eufrates (que dificultava a ação dos seus inimigos), a visão mostra "o rio seco" como a simbolizar o enfraquecimento das defesas do velho regime. Comprova que o fim do capitalismo está próximo pois suas defesas estão fracas (rio Eufrates seco).

(16,13-15) "E da boca (poder de comunicação) do sistema vi sair mensagens pelos três espíritos imundos, semelhantes às rãs (imprensa: jornal, rádio e televisão) a todas as nações, para unir-se na luta contra o novo regime, que roubará o poder dos materialistas (virá como ladrão). Bem-aventurado aquele que cuida-se (vigia) e conserva a pureza da sua nova doutrina (guarda os seus vestidos), para não ficar sem a verdade (nu), semelhante aos do velho sistema.”

Este será um período de intensa batalha através da imprensa quando o capitalismo queimará seus últimos cartuchos na tentativa de sobreviver. Sugere uma união mundial para combater o novo regime.

A expressão "da boca do dragão, da boca da besta e da boca do falso profeta vi sair três espíritos imundos semelhantes às rãs" deve ser traduzida assim: "do poder de comunicação (boca) do sistema (Satanás + materialismo + ciência) vi surgir três veículos de comunicação semelhantes às rãs; rádio, televisão e imprensa escrita".

A analogia com a rã que anda aos pulos é perfeitamente compatível aos sinais de rádio e televisão que propagam-se em cadeia, de estação em estação, "aos pulos" por todo o mundo, sem contar os grandes saltos aos satélites e às repetidoras. Também aos jornais de grande circulação que pulam de cidade em cidade.

(16,16) "E os materialistas uniram-se no lugar chamado Armagedom, que em Hebreu significa: a Montanha de Mageddo.”

Os detalhes desta batalha estão nos próximos versículos que mostram os sofrimentos dos materialistas e o nivelamento da terra. A batalha do Armagedom deve significar o apogeu da guerra ideológica entre o capitalismo e o novo regime. O capitalismo cai e o regime do terceiro milênio prevalecerá entre as nações.

Armagedom, do grego "Armageddon", segundo a exegese católica significa "monte ou cidade de Mageddo", da antiga Síria onde foi destroçado o exército de Jabin, um dos temíveis opressores do povo israelita. Palco de sangrentas lutas e grandes vitórias dos eleitos de Deus.

Uma forte recessão mundial está prevista por economistas modernos, que acreditam, deve iniciar-se em breve. Poderá ser o começo do fim.

(16,17-21) "E o sétimo anjo derramou a sua taça. O fim do materialismo está consumado. Houve muita confusão (vozes) entre seus adeptos e grandes transformações na terra (grande terremoto), como nunca houve. E o grande complexo desmantelou (a cidade fendeu-se em três partes) e o regime foi derrubado em todo o mundo (as cidades das nações caíram). E do grande complexo (Babilônia, capitalismo) lembrou Deus de puni-lo. E no novo sistema, tudo na terra ficará num mesmo nível social (todas ilhas e montes desaparecerão), não haverá lugar para ricos ou poderosos ou qualquer outro desnível da sociedade humana. E sobre os materialistas Deus mandará uma saraivada de sofrimentos (grande saraiva), grandes e pesados (1 talento = 50 kg) e ainda assim blasfemarão contra Deus não aceitando sua nova igreja.”

"... e a grande cidade fendeu-se em três partes..." pode ser interpretado como o "desmoronamento" do regime atual, simbolizando "o desmantelamento do sistema em três pedaços", separando desta forma suas potencialidades básicas (dragão + besta + falso profeta) que simbolicamente representam satanás + materialismo + ciência, para torná-lo impotente.

A tradução acima nos dá uma noção mais exata da guerra do Armagedom mostrando a agonia do capitalismo. Uma saraivada de grandes sofrimentos. Uma transformação radical na terra onde todos serão nivelados socialmente falando. Não haverá espaço para acumular riquezas (montes e ilhas) porque agora no novo regime todos, no mundo, serão iguais: nivelados.

O novo regime deverá ter uma longa duração simbolizada por mil anos, que será confirmado no capítulo seguinte.



(17,1-2) "E disse um dos anjos: Vou mostrar-te a condenação da grande Babilônia (do grande sistema) que dominará muitas nações e povos, com a qual prostituíram-se".

Nesta visão o profeta foi convidado para ver, figurativamente, o império babilônico dos nossos dias e do futuro, bem como seu triste fim.
Satanás, segundo as profecias, será preso por mil anos durante o regime do terceiro milênio mas, retornará para seduzir a humanidade à um novo sistema materialista (besta que virá).

Rei por uma hora simboliza muito bem o regime democrático atual usado na maioria dos países do mundo.

... Tal qual a democracia moderna cujo presidente (ou primeiro ministro) é eleito para governar uma nação por um tempo determinado, geralmente cinco anos.

Observa-se que dez nações democráticas serão as responsáveis pela queda do regime capitalista.

Ai do grande sistema (Babilônia, capitalismo), pois em pouco tempo desmoronou-se.
Com o relato acima, de interpretação literal, o narrador pintou o quadro da queda do capitalismo consumista dos nossos dias.
O versículo 23 diz claramente que o culpado de tudo foi "o mercado" (os mercadores que eram os donos da terra), que gerou os milionários, os que acumularam grandes fortunas.


CAPÍTULO XV - Capitalismo e Babilônia



A visão do império da Babilônia

O período dos reinados

O período da democracia moderna

A confirmação da queda do sistema

Os efeitos da queda do capitalismo


O império da Babilônia aparece aos olhos do grande profeta como a visão de uma mulher sentada em uma besta que simboliza o complexo materialista dos dias atuais. O próprio anjo explica o significado dos símbolos mostrados.



A VISÃO DO IMPÉRIO DA BABILÔNIA



O materialismo existe desde época muito remota. Seu símbolo é a besta que subiu do mar. Sua força foi enormemente ampliada com o advento da ciência (a besta que subiu da terra) e desta união surgiu o capitalismo e os demais sistemas materialistas que foram criados pelo homem no decorrer dos séculos, atingindo proporções gigantescas, transformando-se num complexo que ora é chamado de "a Grande Babilônia" ou a grande prostituta que prostituiu todas as nações do mundo. Vamos ao texto bíblico:

(17,1-2) "E disse um dos anjos: Vou mostrar-te a condenação da grande Babilônia (do grande sistema) que dominará muitas nações e povos, com a qual prostituíram-se".

Nesta visão o profeta foi convidado para ver, figurativamente, o império babilônico dos nossos dias e do futuro, bem como seu triste fim.

(17,3-6) "Vi, num deserto, uma mulher sentada em uma besta de cor vermelha, cheia de nomes e tinha sete cabeças e dez chifres. E a mulher, vestida de rainha (de púrpura e escarlata), adornada de ouro e jóias, tinha na mão o cálice do terror da sua prostituição. E na sua testa o seu nome: a grande Babilônia. Vi que estava embriagada do sangue dos justos e fiquei maravilhado.”

O cenário foi maravilhoso para o profeta que admirou-se ao ver tanta pompa e beleza, tal qual o regime falso que vivemos hoje. A expressão: "num deserto" significa baixa espiritualidade.

(17,7-8) "E o anjo disse: Por que te maravilhaste? Dir-te-ei o mistério da mulher e da besta. A besta (materialismo) é aquela que existiu (já não é), mas voltará do abismo e será destruída. E os que habitam na terra admirar-se-ão vendo a besta que era e já não é, mas que virá.”

Na explicação o anjo diz que a besta (aquela que subiu do mar, o materialismo), a que existia antes do regime cristão do futuro, mas voltará (quando Satanás retornar do abismo após mil anos) e irá a perdição. Satanás, segundo as profecias, será preso por mil anos durante o regime do terceiro milênio, mas, retornará para seduzir a humanidade à um novo sistema materialista (besta que virá).



O PERÍODO DOS REINADOS



E prossegue o grande profeta:

(17,9-11) "Aqui há sabedoria: as sete cabeças representam sete montes (sete potentes nações) que sustentam a mulher (o sistema). São também sete reis (sete impérios materialistas) dos quais cinco já caíram (antes do império romana), o sexto existe (o romana) e o sétimo, que ainda não veio mas quando vier durará pouco tempo (a democracia moderna). A besta, que era e já não é, será o oitavo império do materialismo, igual ao dos sete (que virá por pouco tempo, no futuro, após os mil anos do reinado de Cristo na terra) e irá à perdição (mas será derrotado)".

Portanto, as sete cabeças representam sete períodos do materialismo, dos quais cinco já passaram (para o profeta), o atual (o do profeta) e outro que virá por pouco tempo (a democracia capitalista que popularizou-se no mundo a partir da revolução francesa em 1789). A Besta será ainda o oitavo, após o regime do terceiro milênio. Um regime materialista igual aos anteriores (que é dos sete), que durará muito pouco tempo e será destruído (irá à perdição).



O PERÍODO DA DEMOCRACIA MODERNA



E o anjo continua explicando:

(17,12-14) "Os dez chifres que vistes representam dez nações que ainda não receberam o seu reino, mas receberão o poder como REIS POR UMA HORA. Estes têm um mesmo intento (um mesmo regime), e entregarão o poder e autoridade a besta (ao materialismo, capitalismo). E combaterão o regime espiritualista, mas esses organizar-se-ão e vencerão (os chamados eleitos e fiéis) e formarão o novo regime cristão.”

Rei por uma hora simboliza muito bem o regime democrático atual usado na maioria dos países do mundo. No tempo do profeta este regime não era adotado universalmente e por isto usou essa expressão corretíssima para simbolizar o novo sistema de governo que só viria consagrar-se dezessete séculos após. "Rei por uma hora", rei por um curto período de tempo, (uma hora, um tempo determinado).



A CONFIRMAÇÃO DA QUEDA DO SISTEMA



E o anjo continua sua explicação...

(17,15-18) "As águas (mar) onde está a mulher são multidões que viverão sob o sistema. Os dez chifres da besta são dez nações democráticas onde iniciar-se-á um movimento espiritualista que lutará contra ela (aborrecerão a prostituta, a Babilônia) e denunciarão sua falsidade e a porá desolada e nua e a destruirá (queimarão no fogo). Deus, conforme é seu intento, inspirará essas dez nações (democráticas) que tenham um mesmo propósito: o de dar seu reino a besta (apoiar o sistema por algum tempo) até que chegue o tempo determinado (que cumpram-se as palavras de Deus), para então combatê-la.”

Observa-se que dez nações democráticas serão as responsáveis pela queda do regime capitalista. Democraticamente, conviverão os dois regimes por certo tempo até a implantação definitiva do novo sistema de vida que sobrepujará o antigo. Mais uma vez as profecias de São João mostram-se absolutamente coerentes. O curso da humanidade está muito bem exposto nesses versículos que mostram um período de reinados até o atual sistema democrático vigente na maioria dos países do globo. E confirma os prognósticos sobre o fim do capitalismo e a implantação de um novo sistema que surgirá de nações democráticas; a convivência pacífica até a batalha do Armagedom.



OS EFEITOS DA QUEDA DO CAPITALISMO



O profeta retrata a seguir no décimo oitavo capítulo os efeitos da queda do capitalismo para a humanidade.

(18,1-3) "E vi outro anjo que disse: Caiu Babilônia (o capitalismo) e tornou-se tenebroso (morada de demônios) porque as nações beberam do vinho da sua prostituição (usufruíram deste regime e prostituíram-se). E os mercadores (os empresários) enriqueceram-se com sua opulência.”

Aqui São João mostra o declínio do capitalismo, quando o sistema tornou-se mais tenebroso na convivência com o novo regime.

(18,4-7) "E outra voz dizia aos justos para saírem desse sistema; não participarem para não serem punidos. Saírem desse sistema e agruparem-se no novo regime cristão e lutarem, devolverem em dobro os sofrimentos recebidos. Quando esta ideologia glorificou-se, causou tormento aos pobres e dizia: Sou a rainha, não estou sozinha (viúva) e nunca sofrerei (não verei o pranto).”

Realmente o sistema cresceu muito e pode ser dito que hoje reina sobre o mundo e que não está só, pois é um sistema complexo (não sou viúva) e parece intocável (não verei o pranto) e indestrutível. Os do novo regime são convidados a combater o capitalismo, a devolver o desprezo, a pobreza e a desgraça que receberam quando viveram (em outras encarnações) neste sistema. Também confirma a existência dos dois regimes e os justos são convidados a ingressarem no novo para não sofrerem os tormentos que estão por vir.

(18,8-13) "E de repente virão as pragas (citadas no capítulo 15) que causarão morte, pranto e fome, e o sistema será destruído (queimada no fogo). E os países ricos (os reis da terra) que exploraram o povo (viveram em delícias) lamentar-se-ão quando virem a fumaça da sua destruição. Estando de longe pelo medo dos grandes sofrimentos (pelo temor do tormento), irão dizer: Ai do grande sistema (Babilônia, capitalismo) pois em pouco tempo desmoronou-se. E lamentam os empresários que fabricavam e vendiam muitos produtos porque agora (no novo regime de Cristo) ninguém pode comprar ou vender.”

(18,14-16) "Também os mercadores do sexo e seus prazeres, (o fruto do desejo) que com isto enriqueceram-se, lamentaram e lembraram-se dos prazeres do grande sistema babilônico que de repente foi assolado.”

(18,17-20) "Também os viajantes os intermediários e os exportadores (dirigentes, pilotos), dirão: que sistema poderá ser semelhante a este? E entristecem-se (lançam pó sobre suas cabeças) e lamentam a Babilônia (o capitalismo) que agoniza.”

A expressão "lançam pó sobre a cabeça" significa: arrependeram-se e converteram-se. E a profecia continua...

(18,21-24) "E o sistema babilônico foi destruído com o mesmo ímpeto de uma grande pedra jogada ao mar. Nele não haverá mais artistas (harpista, etc.), empresas (ruído de mó), nem energia elétrica (luz de candeia), nem famílias, porque os empresários (mercadores) eram os grandes exploradores da terra (os donos da terra) e as nações foram enganadas com seus feitiços. E no sistema foram sacrificados os justos e santos e todos os que viveram nele.”

Com o relato acima, de interpretação literal, o narrador pintou o quadro da queda do capitalismo consumista dos nossos dias. E deixa claro os motivos da queda do sistema: exploração comercial, desnível social, concentração e acúmulo de riquezas.

O versículo 23 diz claramente que o culpado de tudo foi "o mercado" (os mercadores que eram os donos da terra), que gerou os milionários, os que acumularam grandes fortunas. Por isso o novo regime cristão, certamente eliminará a possibilidade de alguém acumular bens.

Parece utópica a idéia de criar-se um sistema de acordo com o proposto pelas profecias, como parece utopia a presunção que este regime convença as massas e derrote o capitalismo tão poderoso dos dias de hoje. Isto somente o futuro poderá confirmar.



O "casamento" de Jesus com sua nova igreja.

Na profecia acima os adeptos do novo regime purificar-se-ão (se vestirão de linho fino) e participarão da ceia das bodas do Cordeiro no novo-mundo.

Nesta mensagem está patente que "a promessa de Jesus" de uma vida eterna está inteiramente ligada à existência desse período de grande iluminação espiritual.

Nota-se que no futuro a ciência perderá seu símbolo inicial (a besta que subiu da terra) e ganhará a denominação de "o falso profeta".

O cavaleiro representa Jesus, o chefe do regime do terceiro milênio, o novo regime ora profetizado.

Outro detalhe: O nome ou tipo de regime é incógnito, desconhecido de todos, em nada semelhante aos atuais.

Portanto não confundir o novo regime com qualquer outro sistema moderno (comunista, socialista, etc.).

Temos ai o final trágico e melancólico do materialismo, eliminado pelo cristianismo dos últimos tempos.

Também a falsa ciência que criou o capitalismo e seus símbolos (moeda, padrão monetário, etc.), foi eliminada.

Está ai o novo regime do terceiro milênio. Seus líderes serão os salvos ou evoluídos, ressuscitados neste período chamado de "primeira ressurreição".

...Eles governarão o novo regime por mil anos quando então muitos (ou todos os cristãos) reencarnarão e serão conduzidos por eles à elevação espiritual.

O mais interessante é que esses ressuscitados serão os governantes do novo regime "... e viveram e reinaram com Cristo por mil anos".

Segundo Ezequiel, Gogue está predestinado a voltar no fim dos tempos para combater os fiéis.

Simboliza, portanto, uma luta entre os ressuscitados contra os homens comuns (com sentido de homens do passado, reencarnados).
A ressurreição dos mortos pode perfeitamente significar um avanço científico capaz de dar corpos especiais aos espíritos evoluídos, possibilitando-os de ressuscitarem literalmente.


CAPÍTULO XVI - O Fim dos Tempos e o Novo Regime.



A implantação do novo regime

O volta de Cristo: o cavaleiro rei dos reis

O clímax do novo regime

O fim dos tempos atuais

O novo-mundo, a Nova Jerusalém



Neste capítulo as visões e vozes dos espíritos revelam detalhes importantes da implantação do novo sistema espiritualista do terceiro milênio, que simboliza o retorno de Cristo e da sua santa igreja.



A IMPLANTAÇÃO DO NOVO REGIME



Este período refere-se ao tempo após a batalha do Armagedom quando então o capitalismo já foi erradicado da terra e a nova igreja de Cristo foi implantada na forma de um novo regime de vida. Vamos à narração do grande profeta:

(19,1-3) "E depois do julgamento e da queda da grande prostituta (Babilônia, o grande regime materialista) ouvi a voz de uma grande multidão (dos que vivem no novo regime) e davam graças e exaltavam o nome de Deus pela vitória sobre a grande Babilônia (velho sistema) que havia corrompido a todos e causado muitos sofrimentos e agora não existe mais. O fumo dela sobe para todo o sempre.”

(19,4-5) "E os espíritos celestiais (anciãos e os animais) também deram graças a Deus. Uma voz dizia que o Reino está vigorando e por isso, pequenos e grandes devem reverenciar a Deus, a inteligência suprema.”

(19,6-7) "E ouvi uma voz como de muita gente como uma grande multidão, (os do novo regime); e falou que o Deus Todo-Poderoso reina sobre todos e que devemos dar glórias a Deus porque chegou a hora do casamento de Jesus (bodas do Cordeiro) com a nova igreja, porque a esposa está pronta (o novo regime instalado).”

"A esposa aprontou-se" significa que a humanidade que compõe a igreja de Cristo já está pronta para as bodas (união) do Cordeiro, para a Nova Jerusalém que logo virá. O "casamento" de Jesus com sua nova igreja.

(19,8-9) "E foi dado ao povo (salvos no novo regime) que se vestisse de linho fino puro e resplandecente, que simboliza a santidade, e foi-me dito: Bem-aventurados aos chamados à ceia das bodas do Cordeiro (ao regime de Cristo).”

Na profecia acima os adeptos do novo regime purificar-se-ão (se vestirão de linho fino) e participarão da ceia das bodas do Cordeiro no novo-mundo.

(19,10) "E lancei-me (o profeta) aos seus pés para o adorar, mas ele disse-me: Não faças tal, sou igual a ti e teus irmãos. Adore a Deus porque eu sou apenas o representante de Jesus para divulgar o espírito desta profecia. A promessa de Jesus é o sentido da profecia.”

Nesta mensagem está patente que "a promessa de Jesus" de uma vida eterna está inteiramente ligada à existência desse período de grande iluminação espiritual que durará até à consagração total na Nova Jerusalém, conforme o sentido dessa profecia.



A VOLTA DE CRISTO: O CAVALEIRO REI DOS REIS



Interessante observar-se que a guerra do Armagedom foi anteriormente profetizada (no capítulo XIII deste livro) e que agora será reapresentada com novos e interessantes símbolos, mas que oferecem a mesma interpretação. Isto atesta a nossa certeza da correta e fiel interpretação dos símbolos místicos.

Igualmente, o regime do terceiro milênio (capítulo IX) agora reaparece simbolizado por um poderoso cavaleiro (Jesus) que derrota a besta e o falso profeta. Jesus, evidentemente, representa o líder e a inspiração do novo regime e "a besta" simboliza o materialismo, o sistema de vida que será derrotado na batalha do Armagedom, e "o falso profeta" simboliza a falsa ciência materialista que igualmente será derrotada. Nota-se que no futuro a ciência perderá seu símbolo inicial (a besta que subiu da terra) e ganhará a denominação de "o falso profeta", isto atesta que nesta época a ciência estará dividida em dois setores: a ciência materialista (o falso profeta) e a ciência mística simbolizada pela "Árvore da vida" e pela "Fonte de águas da vida", conhecimentos que serão desvendados durante o santo regime do terceiro milênio. Retornamos às profecias:

(19,11-13) "Vejo um cavalo branco e seu cavaleiro chama-se FIEL E VERDADEIRO e julga e luta com justiça. Sobre sua cabeça vários diademas (igreja de Cristo instalada em todo o mundo) e o nome (do novo regime) que ainda é incógnito (só Ele sabe). E vestido de vestes salpicada de sangue seu nome é: A PALAVRA DE DEUS.”

O cavaleiro representa Jesus, o chefe do regime do terceiro milênio, o novo regime ora profetizado. Essa é uma indicação para reconhecer-se o novo regime: deve ser inconfundível (fiel) e exato (verdadeiro) à proposta de Cristo. Qualquer outra proposta de vida que não atenda a estes preceitos não deve ser reconhecida como o regime aqui profetizado.

Outro detalhe: O nome ou tipo de regime é incógnito, desconhecido de todos, em nada semelhante aos atuais. Portanto não confundir o novo regime com qualquer outro sistema moderno (comunista, socialista, etc.).

(19,14-16) "E o cavaleiro (líder do novo regime) era seguido por muitos povos (os exércitos) do regime puro e espiritualista (vestidos de linho). E da boca do cavaleiro (da pregação de Jesus) saía uma aguda espada, para ferir as nações adversárias. Tais nações, depois de convertidas, serão regidas por um sistema duro (vara de ferro). O cavaleiro é aquele que vai julgar as pessoas (pisará o lagar do vinho do furor da ira de Deus). E na coxa e nas vestes está escrito: Rei dos reis, e Senhor dos senhores.”

Nota-se no simbolismo acima uma espada na boca do cavaleiro, significando a divulgação da palavra de Cristo que será usada como arma na luta contra os adversários do espiritualismo cristão. O título Rei dos reis confere a Jesus e seu regime o poder de governar todas as nações do mundo, ou seja, um Rei que vai governar todos os outros reis do mundo.

(19,17-21) "Vi um anjo convidar as aves de rapina para comer os restos mortais do antigo sistema, pois dele nada deve sobrar. E vi a grande batalha do Armagedom. O materialismo (a besta e as nações capitalistas) batalhando contra o cavaleiro e seu exército (os do novo sistema espiritualista). E o materialismo (a besta) foi derrotado e com ele a ciência materialista (o falso profeta) que fazia grandes prodígios; que enganara as nações com o seu produto: os sinais da besta (dinheiro, etc.). Foram castigados e aniquilados, lançados no lago de fogo.”

Temos ai o final trágico e melancólico do materialismo, eliminado pelo cristianismo dos últimos tempos. Também a falsa ciência que criou o capitalismo e seus símbolos (moeda, padrão monetário, etc.), foi eliminada.



O CLÍMAX DO NOVO REGIME



No vigésimo capítulo do seu fabuloso livro "Apocalipse", São João narra o episódio da prisão de Satanás por um longo tempo (mil anos), significando o afastamento das tentações ao materialismo, o que possibilitará grandes avanços espirituais ao povo cristão.

(20,1-3) "Um anjo desceu do céu e tinha o poder de acorrentar e prender (a chave do abismo) a inspiração do materialismo (Diabo, Satanás) e lançou-o acorrentado no ostracismo (abismo), por longo tempo (mil anos), quando então retornará (será solto) por algum tempo.”

Podemos prever que neste tempo futuro de mil anos haverá grande evolução tanto material (ciência avançada) quanto espiritual (poderes místicos evoluídos) que possibilitarão a ressuscitação dos mortos, conforme confirma a profecia:

(20,4-6) "E vi o novo regime em franco desenvolvimento (tronos) e seus líderes (os que sentaram-se nos tronos) com alto poder místico capaz de selecionar (julgar) espíritos para a PRIMEIRA RESSURREIÇÃO, onde somente os evoluídos (os degolados pelo testamento de Jesus, ou pela palavra de Deus, os que não seguiram os rituais do capitalismo) serão ressuscitados e governarão o regime de Cristo por mil anos. Esta é a primeira ressurreição. E aquele que for ressuscitado será santo e bem-aventurado e terá vida eterna (não sofrerá a segunda morte) e será sacerdote de Deus e de Cristo e reinará com Ele por mil anos.”

Está ai o novo regime do terceiro milênio. Seus líderes serão os salvos ou evoluídos, ressuscitados neste período chamado de "primeira ressurreição" porque a segunda será no julgamento final. Eles governarão o novo regime por mil anos quando então muitos (ou todos os cristãos) reencarnarão e serão conduzidos por eles à elevação espiritual.

Serão realmente impressionantes os avanços que a humanidade alcançará durante o regime do terceiro milênio. É muito difícil precisar os fatos reais que estes símbolos representam, porque trata-se de uma evolução inimaginável para os nossos dias. Mas vamos tentar.

A duração do regime será de muitos séculos. Centenas de anos de progresso onde a ciência aliada ao espiritualismo fará prodígios espetaculares. Pode-se então imaginar que a comunicação entre vivos e mortos (kardecismo) será coisa corriqueira, será comprovada científica e tecnologicamente. Após esta conquista não será difícil imaginar o avanço natural nesta área, quando os próprios "desencarnados" cooperarão nas pesquisas.

O avanço da ciência também nos permite prever que a biogenética poderá ser capaz de criar corpos humanos a partir do plasma espiritual ou algo semelhante, o que permitirá cientificamente "a ressurreição dos mortos". A partir desses avanços todos os espíritos conscientes (evoluídos) poderão ser ressuscitados e ganharão "corpos imunes às doenças e de vida eterna". Algo realmente maravilhoso!

O mais interessante é que esses ressuscitados serão os governantes do novo regime "... e viveram e reinaram com Cristo por mil anos". Portanto, esses serão os líderes do novo regime e orientarão os não ressuscitados a atingir a perfeição.

Isto nos faculta prever que a morte não será mais temida e que o conceito de "família" será radicalmente alterado. E desta época em diante muitas pessoas não mais nascerão como hoje (do ato sexual) mas, sim, da ressurreição direta. Isto confirma que Cristo veio (ou virá) para nos salvar da herança do pecado original. Então teremos duas classes distintas de pessoas: Os ressuscitados então sinônimo de evoluídos e os comuns. E fica assim evidenciado que a missão de Cristo na terra foi de proporcionar a todos a possibilidade de aperfeiçoamento espiritual através de várias vidas terrenas (reencarnações) com o fito de atingir um nível mínimo para participar desse regime prometido. É necessário que isto aconteça para tornar possível o novo-mundo, a Nova Jerusalém, onde todos os sobreviventes terão vida eterna e não participarão da segunda morte, da morte espiritual.



O FIM DOS TEMPOS ATUAIS



Os versículos seguintes mostram a grande transformação que acontecerá depois dos mil anos do novo regime, quando teremos um novo conceito de céu e terra (as potestades do céu e da terra serão abaladas). Será o tempo do novo-mundo.

(20,7-8) "Depois de muitos séculos de existência do novo regime, a tentação (Diabo) convencerá muitas nações com novas idéias materialistas a derrubar o regime de Cristo. Forças do passado (Gogue, guerreiro bíblico) unirá milhares para combater o novo regime e implantar um outro sistema (Magogue) materialista.”

Gogue, segundo o profeta Ezequiel capítulo 38, foi o chefe do exército da terra de Magogue, príncipe e chefe de Meseque e de Tubal (nações do reino Magogue). Segundo Ezequiel, Gogue está predestinado a voltar no fim dos tempos para combater os fiéis. Simboliza, portanto, uma luta entre os ressuscitados contra os homens comuns (com sentido de homens do passado, reencarnados).

O novo sistema (Magogue) cujo líder (Gogue) convencerá muitas nações a combater os do novo regime e dominará por pouco tempo. O profeta narrou assim:

(20,9-10) "Surgiram de todos os cantos da terra e cercaram as comunidades cristãs e o regime de Cristo (cidade amada). Mas desceu fogo do céu e os devorou. E a tentação (o diabo) foi eliminada como fora o materialismo (besta) e a ciência materialista (falso profeta) , anteriormente.”

O profeta não dá maiores detalhes deste episódio que mudará o planeta terra, se uma guerra real ou uma transformação ainda maior no contexto de vida espiritual. Devemos levar em conta que isto acontecerá daqui a dezenas de séculos e não podemos imaginar hoje com precisão o sentido desta profecia. Porém nada nos impede de deduzir que daí em diante mudará totalmente o conceito de céu e terra, como veremos. Talvez represente mesmo uma guerra entre os ressuscitados (evoluídos) e os homens comuns que não conseguiram progresso espiritual devido ao apego às coisas materiais.

O novo sistema aqui chamado de Magogue imperará por pouco tempo conforme afirma a profecia acima, confirmando a versão que demos ao versículo 11 do cap. 11, que estipula um tempo de três dias e meio. Isto significa que os espiritualistas serão subjugados aos materialistas por pouco tempo, quando então estes serão extintos.





O NOVO-MUNDO, A NOVA JERUSALÉM



Nos versículos seguintes o profeta mostra o novo universo espiritual, o terceiro universo de Deus.

(20,11-12) "E vi o novo panorama do universo de Deus. Vi Deus sentado em seu trono, e os símbolos do céu (anjos e anciãos) e da terra (mar de vidro e o pátio) desapareceram porque o céu e a terra estão juntos num mesmo plano espiritual e material. E vi os mortos que foram julgados segundo suas obras.”

Observe, inicialmente, as transformações havidas no universo espiritual de Deus transformado pela segunda vez. Achamos muito importante este detalhe, pois representa o progresso da humanidade dentro do contexto espiritual. A recente visão do profeta mostra um universo bem diferente dos dois citados anteriormente, agora sem os quatro animais, sem os anciãos, etc. Simboliza a fusão do material com o espiritual, do céu com a terra, o novo-mundo, a Nova Jerusalém.

Essa visão comprova o novo esquema, "sem terra e céu como havia antes". Presentes os do novo regime e os outros foram julgados conforme suas obras. Isso comprova que, os que viveram no novo regime cristão puderam aperfeiçoar-se e estão nesse panorama isento de julgamento. Pode significar um aperfeiçoamento máximo do espiritualismo, a ponto de fundir-se a vida material e espiritual.

Este será o apogeu da humanidade onde os evoluídos não mais morrerão, pois a ciência, agora espiritualista, desenvolveu-se a ponto de manter a vida indefinidamente.

(20,13-15) "E os espíritos foram julgados segundo suas obras. A morte e o túmulo agora deixam de existir. E os espíritos não encontrados no livro da vida foram destruídos.”

Temos a visão do julgamento final, quando da grande transformação do mundo onde tudo será mudado. A evolução espiritual chegará ao ponto de permitir a convivência dos que vivem na terra com os espíritos, isto é, uma comunicação entre ambos, uma interação entre os dois mundos, hoje separados pela ignorância.

O Juízo final devemos entender como um julgamento natural: quem evoluir sobreviverá após a ressurreição; talvez por saber usar seus poderes mentais, indispensáveis para esta mutação. Quem não atingir este aperfeiçoamento mental, não conseguirá ressuscitar ou se conseguir, não sobreviverá. Como não haverá mais nascimentos naturais então não poderá também reencarnar o que significa a morte existencial, "mortos realmente" antes do final feliz.

A ressurreição dos mortos pode perfeitamente significar um avanço científico capaz de dar corpos especiais aos espíritos evoluídos, possibilitando-os de ressuscitarem literalmente. Devemos levar em conta que nos últimos mil anos a ciência não será materialista como hoje. O estudo científico espiritual e material estarão caminhando lado a lado e certamente atingirão metas hoje consideradas ficção, como foi o avanço atual para quem viveu nos séculos passados.

A expressão: "porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram" significa que agora não existe mais a separação entre céu (vida espiritual) e terra (vida material).

Será a fusão do céu e da terra; do mundo material com o espiritual.

O Tabernáculo era o local da morada de Deus, um templo portátil que os Hebreus transportavam por onde andavam.

A expressão: "que de Deus descia do céu" garante que o novo mundo (Nova Jerusalém) será na terra.

A Fonte de Água da Vida será uma grande conquista da ciência, algo como a fonte da juventude que o homem procura descobrir há muito tempo.
Nações que viverão à luz do novo-mundo, submissas aos seus ensinamentos.
O rio de água da vida simboliza a suprema sabedoria, a verdade, que brota de Deus para os homens.

Mais uma vez as nações são citadas como presentes no sistema. "A árvore da vida" é algo como a cura para todos os males corporais.
Jesus renova o convite para todos participarem do novo regime e ter o direito de tomar de graça da água da vida (ressuscitar na primeira ressurreição).

Estamos perfeitamente seguros quanto a tradução dos textos desta profecia porque existe uma seqüência lógica, aceitável, e coerente, sem nada de incompreensível, nos acontecimentos previstos.


CAPÍTULO XVII - O Novo Mundo Místico.



O novo mundo místico

O terceiro universo de Deus

Outra visão da Nova Jerusalém

Visão do progresso do novo mundo

Recomendações finais da profecia


Aqui temos algumas informações sobre o novo mundo que substituirá a antiga terra e o antigo céu. Conforme dissemos, estas visões poderão representar um avanço mental, espiritual e tecnológico; quando as dimensões do físico e do espírito serão explicitadas e dominadas.



O NOVO MUNDO MÍSTICO

O TERCEIRO UNIVERSO DE DEUS



Sob este título analisaremos o novo universo espiritual. Devemos entender que será diferente do atual, pois "o céu e a terra já passaram", no sentido em que hoje conhecemos. Será a fusão do céu e da terra; do mundo material com o espiritual. Isto poderá simbolizar um avanço muito profundo no campo espiritual e científico da humanidade, um avanço conseguido no regime do terceiro milênio onde a ciência estará dirigida para o místico e por isso conseguirá progressos estrondosos, uma integração do mundo místico com o nosso. Podemos comparar este avanço com algo capaz de selecionar o espírito a ser ressuscitado (uma seleção natural conforme já explicamos) um avanço muito profundo na tecnologia capaz de "criar artificialmente" corpos semelhantes aos nossos, que seriam habitados por espíritos conscientes (os evoluídos cujo poder mental esteja em pleno uso). Essa ciência é "o segredo de Deus" profetizado no Cap. 10,7. Vamos à narração do profeta: (21,1-3) "E vi um novo mundo místico porque o primeiro universo espiritual (céu e terra separados) não existe mais. E vi o novo mundo (a Nova Jerusalém), do céu descendo à terra (de Deus descia), preparada para a humanidade como uma esposa a seu marido. E a voz declarou: Eis a habitação, o tabernáculo comum entre Deus e os homens, entre espírito e matéria, pois Deus com eles habitará e eles serão seu povo." A expressão: "porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram" significa que agora não existe mais a separação entre céu (vida espiritual) e terra (vida material), "que fundem-se" pela elevação espiritual da humanidade. O Tabernáculo era o local da morada de Deus, um templo portátil que os Hebreus transportavam por onde andavam. Aqui ele aparece como a morada comum de Deus e dos homens. A expressão: "que de Deus descia do céu" garante que o novo mundo (Nova Jerusalém) será na terra, que Deus e seu tabernáculo descerão do céu para a terra. Isto discorda de muitos pensadores que traduzem o novo mundo como vida celestial, puramente espiritual. Por outro lado a frase: "o mar já não existe" deve significar que o mar (sinônimo muitas almas terrenas, no primeiro universo espiritual) já não mais existe neste terceiro universo, porque os homens conviverão com Deus no novo-mundo, no próprio Templo de Deus. (21,4-8) "E neste novo mundo ninguém morrerá, não haverá sofrimento de espécie alguma porque estas coisas já passaram. E Deus fará nova todas as coisas, ou seja, tudo será renovado ou recuperado e as leis da natureza serão renovadas. E declara Deus: Está feito o novo mundo. Eu sou o início e o fim de todas as coisas. Neste novo mundo todos terão acesso à sabedoria e à verdade e quem tiver vontade (sede) darei de beber na Fonte da Água da Vida. Quem evoluir (vencer) no mundo anterior, terá todas estas coisas e quem não conseguir será eliminado." A Fonte de Água da Vida será uma grande conquista da ciência, algo como a fonte da juventude que o homem procura descobrir há muito tempo. O avanço científico dessa época a terá descoberto certamente, e todos terão direito a uma vida terrena permanente. Representa a fonte de vida, conhecimentos místicos e científicos que permitirão dar uma "nova vida terrena" aos espíritos consagrados para a graça da vida eterna. Desta forma, todos que alcançaram a elevação espiritual desde o início da humanidade, serão ressuscitados e viverão eternamente.



OUTRA VISÃO DA NOVA JERUSALÉM



Nesses últimos versículos São João narra novos detalhes do que chamamos de novo-mundo, a Nova Jerusalém. O profeta usa somente o número doze e seu quadrado (144) para quantificar as medidas da cidade como homenagem às doze tribos de Israel e aos doze apóstolos de Jesus, simbolizando-a como produto da fé das duas igrejas. Usa isto com tanta ênfase e até afirma que a cidade tem formato quadrado ou cúbico. (21,9-13) "E veio um anjo que me convidou para ver o novo mundo que descerá do céu para os homens. E fui levado a um alto monte onde me foi mostrado a Nova Jerusalém, a glória de Deus, valorosíssima e resplandecente. Sua luz (sabedoria) era algo muito valioso (pedra preciosa). O novo mundo tinha doze portas em homenagem as doze tribos de Israel, três portas dirigidas para cada ponto cardeal." (21,14-16) "E o muro tinha doze fundamentos que representam os doze apóstolos de Cristo. O anjo deu-me uma vara (cana) para medir a cidade." (21-17) "Era uma cidade em forma de um cubo, como uma grande caixa, e sua base como os demais lados, media 2400 quilômetros (12000 estádios)." (21-18) "E mediu o muro que tinha 144 côvados na medida dos homens. O muro foi fabricado com jaspe e a cidade de ouro, transparente como o vidro." (21-19-27) Os fundamentos dos muros da cidade estavam adornados de pedras preciosas e as doze portas eram doze pérolas. A praça de ouro, transparente como vidro. O novo-mundo não precisará de luz natural (sol e lua) porque a luz de Deus e de Jesus o iluminará. E todas as nações também serão iluminadas por esta luz (sabedoria) e seus governantes serão submissos a esta nova orientação e a ela darão glória. E não entrará nela coisa alguma que a contamine. Estes versículos comprovam que continuarão existindo nações e seus respectivos governantes na terra, não tratando-se, evidentemente, de uma visão com sentido estritamente espiritual. Nações que viverão à luz do novo-mundo, submissas aos seus ensinamentos. A Nova Jerusalém será uma nova luz, uma nova concepção de sabedoria, um avanço que ultrapassará as fronteiras do espírito; domínio da parapsicologia, da metafísica, do mundo invisível.



VISÃO DO PROGRESSO DO NOVO-MUNDO



(22,1) "E mostrou-me o rio puro da água da vida que brotava do trono de Deus e de Cristo." O rio de água da vida simboliza a suprema sabedoria, a verdade, que brota de Deus para os homens. A nova sabedoria que proporcionará vida e ressurreição aos espíritos conscientes e evoluídos. (22,2-3) "E no centro da praça estava a árvore da vida que produz doze frutos por ano, um a cada mês. E as folhas são usadas para saúde dos homens das nações." Mais uma vez as nações são citadas como presentes no sistema. "A árvore da vida" é algo como a cura para todos os males corporais. O ápice do progresso científico quando a morte será superada devido aos novos conhecimentos alcançados. (22,4-5) "Todos verão a face de Cristo e em suas mentes estará toda a sabedoria. E não haverá mais dúvidas porque a sabedoria (luz) de Deus os orientará e eles (Cristo e os eleitos) reinarão para sempre." Este é o ápice do desenvolvimento espiritual, a luz sobre o obscurantismo de hoje. Será possível contato direto mesmo com Cristo e não haverá mais dúvidas alguma sobre o mundo transcendental ou espiritual. Conhecimento, prazer, o céu tão esperado, a evolução máxima.



RECOMENDAÇÕES FINAIS DA PROFECIA



Neste epílogo São João mostra as recomendações finais aos fiéis e renova o novo pacto de Deus com os homens, através Jesus Cristo. (22,6-7) "E disse o anjo que as palavras desta profecia são fiéis e verdadeiras e que Deus as enviou para mostrar aos homens o que em breve deve acontecer. E com presteza acontecerá. Bem-aventurados os que guardam esta profecia." (22,8-9) "E eu, João, sou o que vi e ouvi estas coisas. E prostrei-me diante do anjo para o adorar. Então ele me disse: Adore a Deus pois eu sou espírito igual a ti e a teus irmãos." (22,10-13) "E disse-me: não seles (escondas) este livro porque o tempo está próximo. Que tudo continue como está. Eis que logo tudo acontecerá e meu galardão me dá autoridade para julgar a todos. Eu sou o primeiro e o único." (22,14-15) "Bem-aventurados os que evoluíram no regime de Cristo e ressuscitaram e conquistaram a vida eterna (árvore da vida) e agora podem entrar nesta nova cidade pela porta principal. Os que não evoluíram serão exterminados." Esta passagem reafirma que, "os evoluídos durante o novo regime", terão acesso direto ao novo-mundo pois terão conquistado a primeira ressurreição e entrarão direto (pela porta da frente) na Nova Jerusalém. Os demais serão ressuscitados nesta segunda ressurreição. Como somente os evoluídos sobreviverão, entende-se que os outros serão eliminados naturalmente, por falta de condições de sobreviverem. Será a seleção natural dos espíritos. (22,16-17) "Eu, Jesus, enviei meu anjo para comunicar estas coisas às igrejas. O Espírito e a esposa (Cristo e o novo-mundo) convidam a todos para virem tomar gratuitamente da água da vida." Jesus renova o convite para todos participarem do novo regime e ter o direito de tomar de graça da água da vida (ressuscitar na primeira ressurreição). (22,18-21) "E aquele que acrescentar alguma coisa nos escritos deste livro, Deus fará vir sobre ele as pragas aqui previstas. E se alguém tirar qualquer palavra, será tirado sua parte da árvore da vida e da cidade santa. Certamente cedo venho. A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo seja com todos nós." Finalizando este capítulo desejamos ressaltar que respeitamos toda e qualquer interpretação dada por outros autores aos sentidos dessas profecias. Se na linguagem contextual existem várias interpretações, na linguagem simbólica isto será muito mais evidente.

Estamos perfeitamente seguros quanto a tradução dos textos desta profecia porque existe uma seqüência lógica, aceitável, e coerente, sem nada de incompreensível, nos acontecimentos previstos. Somente o último capítulo que trata dos acontecimentos muito além da nossa época, e, por conseguinte, de difícil interpretação, ficou alguma dúvida.

Mas não é difícil aceitar um progresso tão grande nos dez séculos do novo regime, a ponto de superar a morte e derrubar as barreiras do mundo espiritual e imaginar o convívio de encarnados com os desencarnados, onde tudo poderá acontecer. No próximo capítulo, conforme prometemos, vamos dar uma noção do novo regime, do regime do terceiro milênio; tão próximo, mas ainda não difundido nos dias de hoje.

O termo religião, simplificado significa: um conjunto de práticas religiosas. Nos escritos de São João não existe menção a qualquer religião ou seita.

As religiões modernas são as responsáveis pela educação religiosa dos povos em todos os quadrantes do mundo.

Lotam templos e estádios com pessoas dispostas a ouvir a palavra de Deus. Promovem encontros, palestras e divulgam ritos e dogmas que em nada prejudicam o indivíduo.

Nenhuma religião pode ser considerada como a verdadeira igreja de Cristo. Herdaram, na verdade, alguns ensinamentos, mas não representam em nenhuma hipótese "a igreja redentora".
A verdadeira igreja de Cristo existiu nos primórdios do cristianismo, divulgada e praticada pelos apóstolos e seus contemporâneos.
Mas a igreja de Cristo não sobreviveu às tribulações do sistema e por isso "foi afastada para o deserto" (perdeu sua espiritualidade).
O materialismo foi muito bem simbolizado pela besta que subiu do mar e o surgimento da imprensa escrita que lhe deu grande poder de comunicação.

Também previu com detalhes impressionantes a poluição ambiental dos nossos dias, bem como, uma poluição mais devastadora para o futuro próximo.

Denomina de Batalha do Armagedom a luta entre os materialistas e os espiritualistas no terceiro milênio, quando após será implantado o "novo regime" com a queda do capitalismo.

Com base nas profecias e com base no bom senso vamos conhecer desde já algumas das regras do novo sistema:

Não haverá dinheiro, moeda circulante entre o povo, pois tudo será de todos.

Os que optarem pelo novo regime viverão, inicialmente, em pequenas comunidades que funcionarão como pequenas empresas, onde todos serão sócios em partes relativas ao trabalho de cada um.


Dizemos "pequenas empresas" porque esta sociedade alternativa terá que adaptar-se ao sistema e conviver com o capitalismo por algum tempo.

Isto poderá parecer paradoxal, porém está previsto nas profecias. No cap. 13,10: "... com a mesma arma usada será vencido".

A moral de Cristo e de Deus deve imperar em todos os sentidos. "O amor" deverá estar presente em todos os atos da comunidade.

As comunidades deverão participar da política vigente no país, lançando candidatos próprios em todos os níveis, elegendo representantes que lutem pelos ideais comuns das comunidades.

Não devemos esquecer que está profetizado no cap. 17,16-17 que diz claramente: "...dez nações democráticas após servir ao sistema bestial por certo tempo, voltar-se-ão contra ele e o destruirá".


CAPÍTULO XVIII - Normas do Novo Regime.



Igreja e religião

Resumo das profecias

Normas do regime do terceiro milênio



Antes de fazer um resumo das profecias do santo profeta, vamos analisar algo sobre igreja e religião, para que o leitor conheça o sentido que damos aos termos. Esta análise é apenas das religiões cristãs, deixando de lado as demais religiões e crenças místicas, muitas de grande valor temporal e espiritual.





IGREJA E RELIGIÃO



O termo igreja pode significar literalmente: templo, comunidade cristã, conjunto de fiéis, grupo literário, etc. Neste livro aplicamos o termo "igreja" no mesmo sentido que o profeta usou: um sistema de vida em comum que seguem normas de comportamento especiais.

As profecias citam duas igrejas distintas: a antiga que cumpre as leis de Deus codificadas por Moisés e obedecidas pela comunidade hebraica, e a moderna proposta por Cristo e regulamentada pelos apóstolos: comunidades ditas cristãs que viviam à margem do sistema. Ela foi perseguida pelo império romano até a sua extinção ou adaptação ao materialismo. Portanto, o termo igreja não relaciona-se com qualquer religião ou seita hoje existente, pois tem sentido como um sistema de vida e não como uma mera associação religiosa.

O termo religião, simplificado significa: um conjunto de práticas religiosas. Nos escritos de São João não existe menção a qualquer religião ou seita. Religião significa algo como uma sociedade cujos sócios partilham dos ensinamentos, mas convivem mutuamente com a sociedade dominante. Igreja significa uma nova sociedade, um sistema de vida baseado nos ensinamentos (de Cristo ou de Moisés) e seus seguidores devem viver "em comunidades especiais, afastadas do sistema".

Comentaremos rapidamente os defeitos e virtudes das religiões contemporâneas e descendentes do cristianismo.

As virtudes das religiões atuais As religiões modernas são as responsáveis pela educação religiosa dos povos em todos os quadrantes do mundo. Sem as religiões, muitos não teriam a oportunidade de conhecer com facilidade a Bíblia Sagrada, livro que conserva a vida espiritualista dos humanos desde os tempos mais remotos. A elas devemos a popularidade de Cristo e a popularização dos evangelhos. São formadoras de personalidades altruístas, moralizadoras dos hábitos sociais, difusoras da ética e da moral. São, em resumo, muito importantes para a sociedade atual. Sem elas o homem não teria alcançado a relativa espiritualidade dos nossos dias.

Lotam templos e estádios com pessoas dispostas a ouvir a palavra de Deus. Promovem encontros, palestras e divulgam ritos e dogmas que em nada prejudicam o indivíduo. Devemos apoiar toda e qualquer religião, seita ou qualquer prática mística que enalteça a moral e conserve alguma coisa dos ensinamentos bíblicos ou místicos. Afinal foi Jesus quem disse: "porque quem não é contra nós é por nós" (São Marcos, 9,40).

Os defeitos das religiões modernas As religiões, de um modo geral, são benéficas mas não são perfeitas. São como cálices quebrados que perderam pedaços preciosos no tempo e no espaço. São vítimas, como os demais, da febre do materialismo dominante que destroça o sentimento espiritual e corrompe a moralidade. Poluídas pela sede do poder material e pela ânsia de acumular bens, elas desvirtuaram-se do seu sublime papel de ser uma opção de vida, para transformar-se num pequeno oásis, pequena fonte de sabedoria e inspiração; adaptando-se ao sistema materialista tão combatido por Cristo.

Nenhuma religião pode ser considerada como a verdadeira igreja de Cristo. Herdaram, na verdade, alguns ensinamentos, mas não representam em nenhuma hipótese "a igreja redentora". As religiões cumprem o papel de educadoras para Cristo. São apenas divulgadoras do evangelho, anunciam (mas não praticam) a filosofia cristã. Misturam os dogmas da antiga igreja hebraica com os da nova igreja de Cristo e muitas não tem a reencarnação e a ressurreição como crença e tentam convencer seus seguidores de que só temos uma chance de vida. Se assim fosse onde estaria a justiça de Deus e a promessa de Cristo?

A verdadeira igreja de cristo A verdadeira igreja de Cristo existiu nos primórdios do cristianismo, divulgada e praticada pelos apóstolos e seus contemporâneos. Verificando a Bíblia Sagrada, notaremos no livro "Atos dos Apóstolos", cap. 2 (transcrito em parte no capítulo VII deste livro), alguns dados sobre o sistema de vida adotado pelos primeiros cristãos. Essa era a verdadeira igreja de Cristo, com comportamento bem diferente das pretensas atuais.

Mas a igreja de Cristo não sobreviveu às tribulações do sistema e por isso "foi afastada para o deserto" (perdeu sua espiritualidade). Mas vai voltar na forma original de um novo sistema de vida e de seus seguidores serão cobrados todos os ensinamentos cristãos. Será o novo regime que durará mil anos, comandado por Cristo e seus evoluídos, que salvará muitas almas. Por enquanto devemos prestigiar as religiões cristãs até que a santa Igreja retorne do deserto. Isto acontecerá mais cedo do que se pensa. Enquanto isto devemos crer no pacto de Cristo para conquistar a evolução espiritual e a ressurreição para a eternidade.



RESUMO DAS PROFECIAS



Voltamos a analisar, resumidamente, as maravilhosas profecias do livro Apocalipse que significa "revelações". Realmente são muitas as revelações que esta leitura oferece. Vivendo vinte séculos antes de nós São João Evangelista conseguiu, com símbolos lógicos e coerentes, sintetizar em vinte e dois capítulos todos os acontecimentos importantes do futuro da humanidade.

Os primeiros três capítulos, focaliza as orientações às sete igrejas da Ásia. São sete cartas que servem de orientação aos cristãos antigos e modernos. Elas contêm a essência dos ensinamentos de Jesus.

Nos demais capítulos o profeta relata em blocos a história da humanidade, "o grande projeto de Deus" que culminará com a evolução da espiritualidade, da força mental, que redundará no novo mundo a ser vivido no futuro pelos que atingirem este desiderato.

São João mostra, com símbolos claros e lógicos, a degradação social (os quatro cavaleiros do apocalipse); o advento das guerras, da fome, da peste e de outros sofrimentos criados pelo mau uso da mente humana, que foi erradamente dirigida desde os tempos primórdios para o materialismo ateu.

A vinda, o significado e a importância de Cristo para a evolução da humanidade foi mostrada pelo grande profeta na visão da igreja judaica (mulher) que gerou Cristo. Na vitória deste contra Satanás e sua expulsão do céu, conforme vimos no capítulo XI.

O materialismo foi muito bem simbolizado pela besta que subiu do mar e o surgimento da imprensa escrita que lhe deu grande poder de comunicação.

O capitalismo consumista dos nossos dias foi descrito como o materialismo aprimorado pela ciência. Seus símbolos (moeda, patrimônio, papel-moeda, etc.) foram previstos com exatidão pelo profeta que ainda profetizou: "ninguém poderá comprar ou vender se não possuir um dos sinais da besta".

Também previu com detalhes impressionantes a poluição ambiental dos nossos dias, bem como, uma poluição mais devastadora para o futuro próximo. A AIDS, "a chaga maligna" será ainda mais aterradora em breve. O mau uso do rádio, jornal e televisão; o corporativismo dos nossos dias; as grandes guerras mundiais; o avanço científico; tudo isto foi previsto há quase dois mil anos pelo místico e evangelista nesta obra fenomenal.



Acontecimentos do Futuro



Denomina de Batalha do Armagedom a luta entre os materialistas e os espiritualistas no terceiro milênio, quando após será implantado o "novo regime" com a queda do capitalismo. E este regime vai durar muitos séculos, com revoluções no mundo místico e no material, culminando com o novo mundo onde o misticismo e a ciência estarão tão evoluídos a ponto de "dar corpos aos espíritos" que ressurgirão no tempo e no espaço. A morte será dominada pelos avanços da ciência espiritualista e a terra transformar-se-á num imenso paraíso. E todos terão acesso à Água da ressuscitação da vida e à Árvore da vida eterna.



NORMAS DO REGIME DO TERCEIRO MILÊNIO



O regime do terceiro milênio está previsto para ser instalado em todas as nações do mundo dentro de pouco tempo. Será produto de uma grande campanha de informação e conscientização das massas, que conseguirá provar que o capitalismo não compensa; normas mentirosas, que servem apenas a uma minoria privilegiada. Esse regime não pode ser confundido com a evolução do capitalismo, novas formas, novos modelos, que surgirão como tentativas de sobrevivência (socialismo, etc.). Será um novo sistema de vida onde não haverá nenhum dos símbolos capitalistas. Mas, evidentemente, aproveitará os avanços científicos e tecnológicos que a humanidade conquistar e saberá usá-los sem agredir o meio ambiente e para o proveito geral de todos.

O regime não será imposto a povo algum, por revolução ou qualquer outro processo que obrigue alguém a viver nele. Será um regime implantado regionalmente, paulatinamente, sem pressa e sem imposição alguma. Viverão nele, espontaneamente, pessoas de personalidade altruísta, ou de espírito evoluído através dos séculos, que juntas participarão das benesses desse novo regime. Por isto não será infestado de oportunistas que visam ao poder e à riqueza.



Algumas Regras do Novo Regime



Com base nas profecias e com base no bom senso vamos conhecer desde já algumas das regras do novo sistema. Segundo as profecias e o cristianismo puro, estas regras devem fazer parte do regulamento do regime do terceiro milênio: Todos terão acesso a transporte, saúde, moradia, diversão, ensino, cultura, práticas místicas, científicas, etc. Conseqüentemente ficarão de fora a ganância, o roubo, o crime, o seqüestro e as tribulações do capitalismo.

Haverá um longo período de existência mútua com o sistema hoje dominante. Será o período de convivência pacífica, conforme as profecias, quando o novo regime, lenta, mas seguramente crescerá e será consagrado em toda a terra.

Os que optarem pelo novo regime viverão, inicialmente, em pequenas comunidades que funcionarão como pequenas empresas, onde todos serão sócios em partes relativas ao trabalho de cada um. O custo de vida será zero e todos terão direito real à alimentação, moradia, saúde, educação e ao lazer. Dizemos "pequenas empresas" porque esta sociedade alternativa terá que adaptar-se ao sistema e conviver com o capitalismo por algum tempo. Por isso precisa formar um certo capital e com ele competir. Esse capital será formado pelo trabalho das comunidades e pela adesão de pequenos capitalistas que levarão consigo seus bens; com o pouco de cada e com o produto do trabalho de todos, será formado um grande patrimônio comum.

Isto poderá parecer paradoxal, porém está previsto nas profecias. No Cap. 13,10: "... com a mesma arma usada será vencido".

Não haverá luta direta com o capitalismo. Ele cairá no seu devido tempo conforme está predestinado. Essas comunidades criadas em todos os recantos da terra serão reconhecidas por obedecerem a um regulamento comum que garanta um sistema único, de ajuda permanente entre as comunidades, trocas de experiências materiais e espirituais, permuta de bens sem uso de dinheiro. Os bens serão avaliados pelo critério de horas-trabalho.

Será um sistema de vida muito eficiente porque todos trabalharão e ninguém ficará ocioso. Um regulamento trabalhista bem humano, com bom espaço para o lazer a educação e a cultura. Por viverem em sociedade, todos terão créditos iguais sobre seus trabalhos ou horas-trabalho, indiferente da profissão que exercer. A finalidade do sistema é proporcionar a todos, de maneira indiscriminada, conforto, educação material, espiritual e lazer.

Viverão em comunidades separadas das cidades materialistas, protegidas da propaganda consumista e dos conceitos imorais do sistema.

Haverá um sistema próprio de comunicação, com telefone em todos os lares, rádio, televisão e outros avanços tecnológicos. A programação desses veículos será altruísta e moralizadora, levada por cabo ou por fita cassete a todos os lares. Haverá terminais de micro-computadores à disposição de todos.

A escolarização será por meio da rede de computadores, onde em casa cada um poderá estudar, desde o básico elementar até o mais avançado dos cursos. Não haverá currículo escolar como temos hoje. Todos poderão estudar em casa e prestar exames quando desejar. Desta forma os mais inteligentes não precisarão esperar os longos anos de salas de aula, como hoje.

A saúde será um bem popular. Hospitais e redes de atendimentos estarão à disposição a todos, sem ônus.

O trabalho será não somente garantido, mas também obrigatório a todos. Cada um na sua especialidade produzirá o possível. Haverá controle das horas-trabalho para apurar o preço de cada produto bem como o crédito relativo à cada pessoa. Haverá estímulos de produção em forma de prêmios, viagens pelo país ou para o exterior, viagens às praias e cidades vizinhas, bem como, outras formas de lazer.

Os idosos terão direito a aposentadoria e os de idade mediana terão direito a atividades leves e menos horas diárias. Um programa de valorização humana deverá ser executado com destaque.

O sistema será totalmente controlado por uma rede de computadores de novíssima geração e tudo será computado: o que as pessoas trouxerem ao aderir ao sistema, e os bens que somar durante a sua permanência no regime. Aquele que desejar sair do sistema, terá direito a levar o que trouxe somado ao que produziu. Por isto tudo precisa ser devidamente organizado e contabilizado, como uma boa empresa.

Para entrar cada um terá que trazer consigo todos os bens que possuir. Esses bens serão apurados e cadastrados com o novo integrante que ficará, sem compromissos, por um certo período, ao final do qual decidirá se ficará definitivamente ou retornará ao mundo capitalista. Se ficar, os seus bens serão incorporados ao patrimônio da sociedade, como cotas de capital. O sistema deverá funcionar desta forma para garantir o retorno a quem desejar, porque não obrigar-se-á ninguém a permanecer contra sua vontade.

O sistema político funcionará com Conselhos Administrativos. A cidade será dividida em setores (ruas ou bairros). Cada setor deverá ter um número limitado de pessoas que elegerão uma diretoria com um presidente. Os presidentes elegerão uma Câmara de 21 membros composta de pessoas com mais de 50 anos de idade que, por sua vez, escolherão os administradores de cada setor. Não haverá um administrador geral, pois ninguém deverá ter poder absoluto, mesmo num sistema democrático.

O excesso de produção será cambiado com outras comunidades pelo sistema de trocas cuja base para o preço será a hora-trabalho. Poderá ser vendido às comunidades capitalistas no comércio normal somente quando não houver necessidade delas em outras comunidades irmãs.

Todo lucro conseguido será aplicado em benefícios para a comunidade, em obras que proporcionem conforto, bem estar e desenvolvimento espiritual e científico a todos. As comunidades que prosperarem mais rapidamente deverão ajudar as mais novas ou aquelas que por qualquer motivo sofrer algum problema ou calamidade. As ajudas serão em forma de doações ou empréstimos a longo prazo e apoio moral, material e espiritual; como ajuda-se a um irmão, sem visar a lucro algum.

A moral de Cristo e de Deus deve imperar em todos os sentidos. "O amor" deverá estar presente em todos os atos da comunidade. Os que, porventura, falharem deverão ser atendidos como pacientes, com carinho e amor e tudo far-se-á para a recuperação do indivíduo. Não haverá casas penais de espécie alguma e ninguém poderá ser detido ou preso.

Quem desejar poderá voltar ao capitalismo e levar consigo o que trouxera somado ao que fez jus no período em que viveu no sistema (saldo do que produziu menos o que consumiu).

A formação da comunidade deverá ser lenta e gradual. Não deverá haver pressa alguma que possa comprometer sua organização e desenvolvimento. Uma comunidade deverá ser fundada com duas ou três mil pessoas, em local apropriado e devidamente projetado, com reservas de água potável, terra fértil, boas estradas e não muito longe da civilização. Depois de implantada e organizada, a comunidade poderá receber novas adesões, aos poucos, de maneira que os novos sejam adaptados calmamente. Se houver muitos pedidos de adesões, deverá essa comunidade apadrinhar a criação de uma nova, em qualquer outro local propício, e custear as despesas iniciais.

Cada comunidade deverá receber somente um número de pessoas que sua organização permitir. Deverá ser evitado superpopulação, que poderá tornar a administração muito difícil e complicada com prejuízos ao atendimento popular.

Essas comunidades serão, para efeito legal, sociedades anônimas e deverão obedecer às leis vigentes no país, devendo conviver pacificamente com as comunidades capitalistas.



Do Progresso e Desenvolvimento



Economicamente, cada comunidade irá alcançar de imediato, um alto índice de progresso e desenvolvimento, devido à vivência racionalizada de seus membros, ausência de desperdício e aproveitamento total da mão de obra disponível a custo relativamente muito baixo.

Espiritualmente, haverá grande progresso devido a ausência das angústias, despreocupação com o presente e o futuro, desapego às coisas materiais e outros fatores. Será um paraíso para quem deseja aperfeiçoar seus conhecimentos místicos e científicos.

As práticas religiosas oficiais do sistema serão de ordem mística e de acordo com os ensinamentos de Cristo e profundo estudo dos evangelhos, dos escritos antigos e modernos, dos pensadores e estudiosos do misticismo. Divulgar-se-á entre os adeptos a necessidade de aperfeiçoamento espiritual para uma evolução rápida e segura, mas cada um poderá seguir a sua fé de origem, hebraica, cristã ou mística.

Esta sociedade será - por si só - uma igreja, a nova igreja de Cristo profetizada pelos videntes para o futuro da humanidade. Ela terá como finalidade principal a agilização do desenvolvimento espiritual das pessoas e aproveitará toda a experiência adquirida pelas entidades tradicionais do ocidente e do oriente para atingir tal objetivo. Será a prática consciente da evolução espiritual num ambiente propício. Este princípio deverá ser adotado em todas as comunidades e bem divulgado. Trocas de experiências serão bem difundidas através de impressos, vídeos, ou qualquer outro meio disponível. Será "a nova igreja de Cristo", fiel à seus ensinamentos.



Da Ampliação do Sistema



As comunidades deverão participar da política vigente no país, lançando candidatos próprios em todos os níveis, elegendo representantes que lutem pelos ideais comuns das comunidades. Isto parece contradizer as profecias que acusam o corporativismo político como um grande mal para a humanidade, porém, assim, combater-se-á o capitalismo usando-se o próprio capital e, combater-se-á o sistema usando-se das regras do próprio sistema. Também é importante entender que nada conseguir-se-á de positivo se infringirmos as leis que vigoram no país. É necessário usá-las para atingir o objetivo almejado.

Com o desenvolvimento populacional, no decorrer dos anos, aumentará gradativamente a força política representativa, até ao ponto de oficializar-se este sistema em todo o país. Uma vitória que representará uma das batalhas da guerra do Armagedom.

Poderá existir uma administração regional ou estadual e até nacional, quando da ampliação do sistema ou quando o sistema for oficializado no país, na sua marcha para o desenvolvimento espiritual e místico.



Considerações Finais



Esse sistema deverá surgir pela criação de comunidades alternativas ou grupos autônomos, sem ajuda do Estado. Existem na atualidade algumas comunidades alternativas em forma de colônias agrícolas em algumas partes do Brasil e também no exterior. Vivem independentes e com regras próprias, mas que não significa ainda o novo sistema. São tentativas esporádicas, de algum valor espiritual, que, pelo menos, mostram muita boa vontade e um exemplo para servir de base a um projeto de maior amplitude. Essas experiências podem ser consideradas como as primeiras tentativas de vida fora do atual sistema.

Cuidado, porém, com comunidades que sob o manto de pseudo-religiões cristãs exploram sociedades alternativas com o fito de enriquecer seus falsos líderes espirituais.

Não deve haver qualquer afronta ou contenda com o sistema vigente, nem tentativa alguma de tomada de poder ou de independência regional. O crescimento e o desenvolvimento do novo regime devem ser naturais, por adesão consciente de todos os seus participantes.

Tratando-se de um movimento místico e espiritualista na sua essência, o novo regime deverá preocupar-se com a qualidade dos aderentes e não com a quantidade. Por ser puramente democrático, deverá respeitar a lei do livre arbítrio em todos os níveis. Deverá dar a todos a oportunidade de opção de ficar ou retornar.

A pessoa humana será a meta material do sistema. Tudo deverá ser feito para o bem, o conforto e a tranqüilidade do ser humano. Por isto ninguém deverá ser expulso do sistema, mas, na prática faltosa, grave ou não, deverá ser atendido como um paciente, uma pessoa que merece amor, caridade e acima de tudo um tratamento humano, físico e espiritual.

A finalidade do novo sistema não será firmar glória e poder. Não será formar uma sociedade forte para derrubar este ou aquele regime, mas para dar conforto material e espiritual a todos os seus integrantes. Será formar uma nova sociedade justa entre os homens de boa vontade nos moldes proposto por Cristo, para o progresso geral com prioridade máxima ao espiritualismo, e depois de mil anos atingir o clímax do novo-mundo prometido nas profecias, onde alcançar-se-á a vida e a felicidade eterna. Este será o único objetivo deste novo regime de vida que é o produto da lei de Cristo:
"AMAI-VOS UNS AOS OUTROS".

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