PRÓLOGO
O Ser Humano é formado por três corpos distintos e
interligados, à saber:
Por essa razão o ser humano é um
receptor privilegiado e também um gerador em potencial das freqüências
necessárias à evolução do Orbe. Quando este ser
encontra auxílio para a desenvoltura de suas potencialidades, ele opera
verdadeiros milagres; quando não, é uma usina pronta para uso, se
degradando na vida física à espera de oportunidades negadas pelos seus pares,
se corrói com o tempo, chegando mesmo à destruição sem nunca ter gerado nada de
útil, o que lhe dará a obrigação por consciência e auto julgamento, a ânsia de
nova encarnação (reencarnação) para cumprir o predeterminado, porém sem julgar
os que podiam e não lhe deram apoio.
Algumas vêzes, movidos pelo livre arbítrio que lhe é
concedido e conseqüentemente no desespero de produzir uma centelha que seja
para a evolução do orbe, não dosa devidamente as freqüências geradas e, em vez
de auxiliar, piora ainda mais a situação dos circundantes, provocando atritos e
gerando para si próprio, algo mais à sanar , no próximo retorno à matéria.
Por essa razão, os grandes Avatares, que de vez em quando, aparecem com
o auxílio direto do Supremo Arquiteto do Universo, deixam entre nós, não como
imposição, mas para reflexão, lembretes, em forma de parábolas ou em versos,
para que possamos colher a medida exata das freqüências a gerar em nossa Usina,
como um bem para nós e a humanidade evolutiva; dentre estas, destaca-se por
exemplo:
ATENÇÃO PARA AS FREQÜÊNCIAS GERADAS,
POIS NELAS ESTÃO O TEU INFORTÚNIO OU
A TUA FELICIDADE
O QUE É A UMBANDA?
A Umbanda é um Sistema de comunicação, entre o mundo
psíquico ou espiritual e o mundo físico ou material, e é neste sistema que
estão incluídos todos os seres vivos e mortos, nascidos e por nascer. Os
Espíritos se dividem em dois grandes grupos, à saber:
ORIXÁS e EGUNS.
ORIXÁS: Espíritos de
freqüência altíssima que nunca tiveram qualquer espécie de vida material.
EGUNS: Espíritos evolutivos, de freqüência baixa, que evoluem através de
reencarnações neste e em outros Orbes.
Todos os conhecidos Guias da Umbanda, são Eguns, evoluídos, que trabalham na Seara Divina, em
prol do aprendizado dos irmãos aprisionados na matéria evolutiva, sob a égide
dos ORIXÁS.
Os Espíritos se agrupam em NAÇÕES.
Uma Nação, é o agrupamento de pessoas ou seres, que circundam o mesmo local,
usam os mesmos trajes, falam o mesmo idioma (incluindo os dialetos), a têm o
mesmo sistema filosófico, religioso e dogmático.
A Umbanda, é praticada por sete (7) Nações, à saber:
7) ORIENTE
6) OMOLOCÔ
5) ALMAS
4) ANGOLA
3) NAGÔ
2) GÊGE
1) KÊTO
As Nações 1, 2, e 3, são conhecidas como CANDOMBLÉ, onde não se opera
com Eguns. Os Adeptos, vibram, cantam, dançam, dão comida e bebida, matam
animais, enfim fazem tudo em louvor do Santo (ORIXÁ).
Esporadicamente, nessas Nações, há um "Toque de Umbanda", como é
chamado o trabalho com Eguns.
As Nações 4 e 5, trabalham amiúde com os Eguns, embora
também sejam puxadas para o "Candomblé".
O Omolocô é uma Nação Eclética pois que tem suas
bases na mescla das outras, subdividindo-se como segue:
O Omolocô,
também é conhecido, por alguns, como Umbanda Branca ou Umbanda de
Jurema.
O Oriente é uma Nação especial, onde se dispensa o
ritual das demais, e aparentemente é mais suave, mais sutil, haja
visto que não trabalham com a incorporação direta; porém para se tornar
um elemento à altura da complexidade dos trabalhos desta Nação, o adepto, ou
melhor o praticante, deverá saber e aprender todo o ritual das demais, pois
necessitará conhecê-los, para usá-los quando se fizer mister. O dispêndio de
energia vital, pelo Médium no Oriente, eleva-se à
quatro ou cinco vezes mais do que o normal, pois terá que utilizar os rituais
necessários, sem a demonstração física dos mesmos.
A Umbanda prática, em cada uma das sete Nações, tem
sete Linhas, cada Linha sete Falanges, cada Falange sete legiões, cada Legião
sete Peões, cada Peão comanda sete Elementares e cada Elementar tem à seu serviço, sete avissais.
O número 7 (sete), é cabalístico na Umbanda, porque:
7 são as Nações que
praticam a Umbanda
7 são as Linhas de
cada Nação
7 são os Orixás que
comandam estas Linhas
7 são os dias da
semana
7 foram as Chagas
de Cristo
7 foram as quedas à
caminho do Gólgota
7 são as Divindades
que comandam a Natureza
7 são as Cabeças da
Hidra
7 são as cores
refratadas pelo prisma
7 foram as Horas de
agonia do Mestre Jesus
7 são as rogatórias
do Pai Nosso
7 são os Chacras entéricos
7 são os Plexos na
matéria
7 são as Posições
Fundamentais e Liturgias na Umbanda
7 são as Posições
Secundárias e Ritualísticas na Umbanda
SETH
(7) era o nome do irmão de Osíris (Egito Antigo)
7 =
Moisés deixou 5 livros e a lei se resume em 2 testamentos
São 7 os altares, 7 os bezerros e 7 os carneiros de Balac
7 anos gastos na
construção do Templo de Salomão
7 casais de cada
espécie de animal postos na Arca de Noé
No 7o
mês a Arca de Noé repousa no Monte Ararat
O
Candelabro de 7 braços
Os 7 castiçais de ouro
As
fases dos 7 Anos
As 7 lâmpadas de fogo
Os 7 Grandes princípios HERMÉTICOS
O livro
dos 7 Selos
As 7 notas musicais
Os 7 palmos das sepulturas
Os 7 Planetas Sagrados
As 7 vacas, 7 espigas do sonho do Faraó, desvendado por José do
Egito
As 7 Taças (cheias de pragas)
Os 7 contra Tebas
As 7 Trombetas do Apocalipse
7 são as dores de
NOSSA SENHORA:
a) A
perda do menino Jesus no Templo
b) A
fuga para o Egito
c) O
encontro com Jesus na rua da amargura
d) A
Crucificação de Nosso Senhor Jesus Cristo
e) A
morte de Jesus Cristo
f) O
Filho morto é colocado em seus braços
g) O
sepultamento de Jesus
Os 7 Arcanjos ante o trono do Criador:
a)
Gabriel
b)
Rafael
c) Joriel
d)
Miguel
e)
Samuel
f)
Ismael
g) Iramael
7 Cores refratadas
pelo Prisma:
a)
Violeta
b)
Amarelo
c) Anil
d)
Verde
e)
Laranja
f) Azul
g)
Vermelho
As
Constelações de 7 Estrelas:
a)
Alcione
b) Caleano
c) Asterope
d) Merope
e) Tayegeta
f) Eletra
g) Maya
Os 7 Elementais:
a)
Arcanjos
b)
Anjos
c)
Devas
d)
Silfos
e)
Gnomos
f)
Salamandras
Os 7 Elementos:
a) Éter
b) Água
c)
Metais
d)
Pedra
e)
Matas
f)
Terra
g) Fogo
As 7 Igrejas da antigüidade:
a) Tiaira
b) Éfeso
c) Esmirna
d) Laudicéia
e)
Filadélfia
f) Bérgamo
g) Sardesi
As 7 Maravilhas do Mundo:
a)
Pirâmide de Quéops
b)
Jardim Suspenso de Semíramis, na Babilônia
c)
Farol de Alexandria
d)
Colosso de Rhodes
e)
Túmulo de Mansolo, em Helicarnasso
f)
Estátua de Júpiter Olímpico, em Olímpia.
g)
Templo de Artemis, em Éfeso
Os
Deuses do Olimpo tinham 7
formas:
a)
Forças Espirituais
b) Forças
Cósmicas
c)
Deuses
d)
Corpos Celestes
e)
Poderes Psíquicos
f) Reis
Divinos
g)
Heróis e Homens Terrestres.
Os 7 Planetas sagrados:
a) Sol
b) Lua
c)
Mercúrio
d)
Vênus
e)
Marte
f)
Júpiter
g)
Saturno
Os 7 Planos da Evolução:
a)
Plano dos Espíritos Virginais, do Criador
b)
Plano do Espírito Divino
c)
Plano do Espírito
d)
Plano da vida
e)
Plano do Pensamento
f)
Plano do Desejo
g)
Plano do Mundo Básico
Os 7 Princípios da Moral Pitagórica:
a)
Retidão de propósitos
b)
Tolerância na opinião
c)
Inteligência para discernir
d)
Clemência para julgar
e) Ser
verdadeiro em Palavras e Atos
f)
Simpatia
g)
Equilíbrio
As 7 Pragas do Egito:
a)
Gafanhotos
b) Água
se tornar sangue
c) Rãs
d)
Piolhos
e) A
Peste
f)
Saraivada (chuva de granizo)
g) As
trevas
Os 7 Sábios da Grécia:
a)
Thales de Mileto
b) Bias
c) Cleopulo
d) Mison
e) Quilon
f) Pitaco
g)
Sólon
Os 7 Sacramentos:
a)
Batismo
b)
Confirmação
c)
Eucaristia
d)
Sacerdócio
e)
Penitência
f)
Extrema-unção
g)
Matrimônio
As 7 Virtudes Humanas:
a)
Esperança
b)
Fortaleza
c)
Prudência
d) Amor
e)
Justiça
f)
Temperança
g) Fé
Os 7 Pecados Capitais:
a)
Vaidade
b)
Avareza
c)
Violência
d)
Egoísmo
e)
Luxúria
f)
Inveja
g) Gula
Os 7 propósitos da Yoga:
a)
Isolamento
b) Discernimento
c)
Clarividência
d)
Calma
e)
Perseverança
f)
Fortalecimento
g)
Purificação
Dias
consagrados aos grandes Orixás da Umbanda
e festejados em todas as nações
|
20 de Janeiro |
OXÓSSI |
|
13 de Fevereiro |
OMOLU |
|
20 de Março |
OXAGUIAN |
|
23 de Abril |
OGUM |
|
13 de Maio |
ALMAS (PRETO-VELHOS) |
|
13 de Junho |
XANGÔ (EXUS) |
|
24 de Junho |
XANGÔ |
|
29 de Junho |
XANGÔ |
|
26 de Julho |
NANÃ |
|
15 de Agosto |
IEMANJÁ |
|
27 de Setembro |
IBEJI |
|
30 de Setembro |
XANGÔ |
|
25 de Outubro |
IBEJI |
|
2 de Novembro |
SALAUIM (MORTOS) |
|
22 de Novembro |
CABOCLOS |
|
4 de Dezembro |
IANSÃ |
|
8 de Dezembro |
OXUM |
|
25 de Dezembro |
OXALÁ |
São dias especiais em que não podemos esquecer
de homenagear e render graças.
O IFÁ na Umbanda é a 3a Pessoa da Santíssima
Trindade:
|
ZAMBI |
O PAI |
|
OXALÁ |
O FILHO |
|
IFÁ |
O SANTO ESPÍRITO |
O IFÁ entre os romanos, gregos, persas, caldeus, egípcios,
hindus, mongóis, etc. eram conhecidos como ORÁCULOS.
Esse Oráculo tinha geralmente como Sacerdote, uma mulher (Sacerdotisa) virgem,
pura, sustentada a portas fechadas no templo, usado pelos que praticavam a
parte religiosa. Existiam também no templo homens para o trabalho pesado, que
obedeciam cegamente às ordens da Sacerdotisa e ali estavam para servi-la e
resguardá-la dos demais. Eram os chamados EUNUCOS, também conhecidos nas
tribos Incas e Astecas como os MUGERADOS. Estes homens eram desde a
infância, escolhidos para este Santo Ofício, quando eram enclausurados e
recebiam tratamento de choque que consistia no seguinte:
Com isto, os Eunucos
tornavam-se homens fortes, com instrução invulgar, porém com o Chacra Básico anulado, não havendo libido, ereção, etc.,
não havendo possibilidade de retorno.
As Sacerdotisas eram instruídas pelas antecessoras nas
artes de Mão-de-faca (para os sacrifícios), Mão de Ofá
(para a colheita e quinagem de ervas), Ogã Calofé (para os Cânticos e
músicas necessárias ao Ritual), e na Mão de Ifá.
O IFÁ é utilizado através de determinados materiais, como
sejam:
|
IFÁ |
Cartas de Tarô, I Ching, Cartas Comuns |
|
Quiromancia |
|
|
Grafologia |
|
|
Numerologia |
|
|
Fogo, fumaça |
|
|
Folhas diversas |
|
|
Água, líquidos |
|
|
Som, vibrações sonoras |
|
|
Búzios |
CARTAS: São usadas por
Ciganos. As cartas têm valores predeterminados; têm o seu valor interpretado
conforme a posição em que cai.
I CHING: É usado pelos
Orientais (Chineses, Japoneses, etc). Baseia-se nos Ideogramas formados por 6 linhas, de traços e pontos que predeterminam as respostas
a serem dadas.
TARÔ: É de origem
Fenícia. Foi demonstrada para o mundo ocidental através dos Egípcios, Persas e
Caldeus.
BARALHO COMUM: É de
origem dos Ciganos Otomanos (Turcos).
QUIROMANCIA: É também
usada pelos Ciganos, leitura de mãos, herdada dos Egípcios assim como as Folhas
de Chá.
GRAFOLOGIA: É de
origem greco-romana.
FOGO e FUMAÇA: São de origem dos Aborígines de todo o mundo: Europeus,
Americanos, Asiáticos, Africanos e Esquimós.
FOLHAS DIVERSAS: São
de origem Egípcia, Hebreus, Árabes e alguns Silvícolas.
ÁGUA e LÍQUIDOS: São
de origem das religiões ocidentais tais com: Cristianismo, Kardecismo,
Umbanda, Protestantismo, Pentecostais, Adventistas, Testemunhas de Jeová, etc.
SOM: É a única forma
universal, inerente à todos os povos desde a mais
remota civilização conhecida, no trato com a Divindade da Adivinhação.
BÚZIOS: São de uso
exclusivo da Umbanda e assemelhados.
Os Búzios são crustáceos (conchas) e devem ser jogados
respeitando-se sempre o Ternário Sagrado, com 7 (sete) Búzios para cada lado.

São 7 masculinos, 7 femininos e 7
neutros.
O búzio é um ser vivente, marítimo, hermafrodita
(independente de ligação para fecundar).
No jogo de búzios, os masculinos são consagrados aos Orixás
masculinos (Oxalá, Xangô, Ogum, Oxóssi, etc.) e os
femininos, consagrados aos Orixás femininos (Oxum, Iemanjá, Iansã, Nanã, etc.).
Deve se levar em conta que ao se fazer a 1a
jogada (que deverá ser com 21 Búzios), para onde
pender os Neutros é a determinante do predomínio do jogo (lado masculino ou
feminino).
Na Umbanda são usados
exclusivamente Búzios para o IFÁ.
O Ifá é a 3a aresta do
Poder Supremo. A ela respondem os 3 Orixás especiais
em potencial.
|
1a |
Comando do Ifá |
Orixá TEMPO |
|
2a |
1a Auxiliar |
Orixá OXUMARÊ |
|
3a |
2a Auxiliar |
Orixá OSSANHE |
Por essa razão o Ifá (Jogo de
búzios) não é, e nunca será serviçal dos homens, como outros modos de
adivinhação. Só responde quando achar que deve responder.
Portanto, jogadores de Búzios que dizem predizer o futuro,
relembrar o passado e querem agir no presente com a devida segurança, devem tomar cautela para não se tornar vítima de um
alto-engodo, por que o Ifá só responde
quando e o que quiser. Cuidado!
OXALÁ
Na Umbanda, Oxalá é o Orixá mais alto da escala
hierárquica. Plano 7 e tem como vulto o próprio Divino
Mestre - JESUS, e é representado nos pontos riscados, por uma estrela de
cinco pontas, ou o Pentateuco.
Oxalá se apresenta na Umbanda de três formas diferentes, ou
seja:
Oxalá Menino - OXAGUIAN - Sincretizado
no Menino Jesus de Praga.
Oxalá Velho - OXALUFAM - Sincretizado por Jesus
Cristo no Monte das Oliveiras.
Oxalá (Morto) - OXALÁ - Sincretizado por Jesus
Cristo, depois de morto. O Governado excelso da 2a Galáxia.
Filho puro de Oxalá, não vibra, portanto não recebe
incorporação. Jamais se deve representar Oxalá por uma cruz, pois ela
representa as Almas que passaram na carne (Reencarnações).
Elemento e Força da natureza correspondente à esta
linha, é o ÉTER e a LUZ.
Dia da semana de melhor vibração: sexta-feira
Chakra atuante: coronário
Planeta regente: Sol
Nota musical: si
Cor vibratória: cristalino, com raias douradas
Cor representativa: branco (roupas, etc.)
Cor da Guia (colar): contas brancas leitosas (miçangas)
Saudação: Babá-Ekê ou Aê-Babá
Negativo: Seu OMULÚ
Amalá: para Oxalá não se dá amalá,
faz-se agrado com uma mesa de frutas, que não podem ter espinhos nem farpas:
manga, abacaxi, morango, carambola, cajá-manga, etc. É o único Orixá que não
exige matança, em tempo algum.
Otí : água mineral, vinho branco e vinho tinto
(Sangue de Cristo)
Local de entregas: campo gramado, limpo
SENHORAS
As Senhoras são pertencentes ao Plano 6,
segundo na escala hierárquica na Umbanda e se divide em quatro ramificações:
OXUM, IEMANJÁ, IANSÃ e NANÃ
OXUM
Elemento e Força da natureza correspondente à Oxum é a força da cachoeira.
Dia da Semana: Ela atua todos os dias da semana de 0hs às 6:00hs, porém seu dia de maior vibração é o Sábado.
Chakra atuante: frontal
Planeta regente: Lua - no quarto de cheia
Nota musical: lá
Cor vibratória: azul (céu)
Cor representativa: azul (céu) - (roupas, etc.)
Cor da guia (colar): azul e branco
Saudação: Ai-ê-eu (olha eu)
Negativo: Dona Maria Padilha
Amalá: moqueca de peixe e pirão (feito com a cabeça
do peixe)
Otí: água mineral
Comando da falange de Oxum: Cabocla Jupissiára
Local de entregas: cachoeiras
Representação no ponto riscado: coração ou cachoeira

IEMANJÁ
O elemento e força da natureza correspondente à Iemanjá,
são as águas verdes (mares e oceanos)
Dia da Semana: Ela atua todos os dias da semana de 6:00hs
às 12:00hs, porém o seu dia de maior vibração é o
sábado.
Chakra atuante: frontal
Planeta regente: Lua (no quarto minguante)
Nota musical: lá
Cor vibratória: azul translúcido
Cor representativa: branco azulado (roupas, etc.)
Cor da guia (colar): cristal (branco)
Saudação: Ó dociaba ou Oiá
Negativo: Dona Pomba-gira
Amalá: vatapá ou manjar de milho branco
Otí: água mineral ou champanhe
Comando da falange de Iemanjá: Cabocla Jandira
Local de entregas: beira das praias
Representação no ponto riscado: ondas (vide abaixo)

IANSÃ
O elemento e força da natureza correspondente Iansã, são as
tempestades, raios e ventos.
Dia da semana: Ela atua todos os dias da semana das 12:00hs às 18hs, porém o seu dia de maior vibração são a
quarta-feira e o sábado.
Chakra atuante: frontal e cardíaco
Planeta regente: Lua (no quarto de nova) e Júpiter
Cor vibratória: amarelo-ouro
Cor representativa: amarelo (roupas, etc.)
Cor da guia (colar): amarelo e branco
Saudação: Heparrei
Negativo: Dona Maria Mulambo
Amalá: acarajé (não suporta abóbora)
Otí: champanhe (exclusivamente)
Comando da falange de Iansã: Cabocla Jussara
Local de entregas: beira de praia com pedras ou pedreira
Representação no ponto riscado: raios

NANÃ
Elemento e força da natureza correspondente à Nanã, são todas as águas e também
o fluído animal.
Dia da semana: Ela atua todos os dias das 18hs às 0hs, porém seus dias de maior
vibração, são os sábados e domingos.
Chakra atuante: frontal e cervical
Planeta regente: Lua (no quarto crescente) e Mercúrio
Cor vibratória: violeta ou roxo
Cor representativa: roxa (roupas, etc.)
Cor da guia (colar): roxa e branca
Saudação: Saluba Nanã
Negativo: Nanã Burucum
(vide nota *)
Amalá: caruru sem azeite e bem temperado
Otí: água mineral, água natural ou champanhe
Local de entrega: igual ao das Almas
Comando da falange de Nanã: Cabocla Janaína
Representação no ponto riscado: uma cruz

NOTA: Nanã é conhecida na Umbanda, por dois nomes distintos: Nanã Buruque, a positiva, Avó de
Oxalá e Nanã Burucum, a
negativa, Mãe de todo Exu.
NOTA *: Ela é
conhecida por dois nomes, pois ela comanda o ponto 0
na escala das freqüências, sendo portanto o ponto de partida e retorno das
ditas freqüências; porém não são duas, mas sim uma única vibração.
NOTA No 1: Na época de Lua Cheia, não se deve apanhar água na
cachoeira, pois virá com lama e sedimentos.
NOTA No 2: Na época de Lua Minguante pode-se entregar descargas,
porém nunca iniciar qualquer trabalho, pois o mesmo estará fadado ao fracasso.
IBEJI
As crianças são Orixás que pertencem ao Plano 5. É uma falange de espíritos que assumem em forma e modos,
a mentalidade infantil. Como no plano material, também no plano espiritual, a
criança não se governa, tem sempre que ser tutelada. É a única linha em que a
comida de santo (amalá), leva tempero especial
(açúcar). É conhecido nos terreiros de NAÇÃO (Candomblé), como ÊRES. Na
representação nos pontos riscados, Ibeji é livre para
utilizar o que melhor lhe aprouver, porém normalmente são usados dois símbolos,
em conjunto ou isolados, que são o Sol e a Lua. A linha de Ibeji é tão independente quanto a
linha de Exu.

O elemento e força da natureza correspondente à Ibeji, são todos, pois ele poderá,
de acordo com a necessidade, utilizar qualquer dos elementos.
Dia da semana: domingo
Chakra atuante: cervical
Planeta regente: Mercúrio
Nota musical: Sol
Cor vibratória: vermelho
Cor representativa: rosa e azul escuro (roupas, etc.)
Cor da guia (colar): contas rosas e brancas, azuis e brancas, ou ainda, rosas,
brancas e azuis em conjunto
Saudação: Ori Beijada
Negativo: Exu Tiriri
Amalá: doce de qualquer qualidade
Otí: guaraná, soda, água c/açúcar
ou refrescos
Comando da falange: Doum
Local de entregas: jardins floridos ou beira de praia
XANGÔ
Xangô pertence ao Plano 4 da
Umbanda. Representa a JUSTIÇA, na acepção da palavra.
Elemento e força da natureza: as pedras (vivas), pedreiras à beira mar, etc.
Dia da semana: quarta-feira
Chakra atuante: cardíaco
Planeta regente: Júpiter
Nota musical: fá
Cor vibratória: verde-musgo
Cor representativa: marrom e todas suas nuanças
Cor da guia (colar): marrom e branco
Saudação: Kaô Cabecile
Negativo: Exu Gira-mundo
Amalá: rabo de vaca, quiabo e camarão
Otí: cerveja preta
Local de entrega: pedreira
NOTA: A pedra de Xangô
para estar viva, tem que estar com limo, lodosa, pois que seca ela morrerá, por
essa razão, deve-se manter o OTÁ de Xangô, sempre imerso n'água, acrescentando
sempre, não trocar a água.
Na representação dos pontos riscados, são usados três tipos
de machados, como a seguir:

OGUM
Ogum pertence ao Plano 3 da
Umbanda. É o Orixá guerreiro, que faz cumprir a justiça ditada por Xangô,
combate as demandas, e é um Orixá muito belicoso.
Elemento e força da natureza: todos os metais, siderurgia, etc..
Dia da Semana: terça-feira
Chakra atuante: solar ou solear
Planeta regente: Marte
Nota musical: mi
Cor vibratória: laranja
Cor representativa: vermelho (roupas, etc.)
Cor da guia (colar): vermelho e branca
Saudação: Ogum-Iê
Negativo: Exu Tranca-ruas
Amalá: feijão fradinho, lombo e lingüiça
Otí: cerveja branca
Local de entregas: praia ou campina
A representação de pontos riscados é feita por espadas:

a) A espada do vértice do triângulo só é usada para demandas ou cobranças
rápidas e de perto.
b) A lança do ângulo b, só é usada para demandas ou cobranças longas, demoradas
e distantes.
c) A espada do ângulo c, é usada exclusivamente para apresentação, sendo também
chamada de espada de desfile.
Pelo exposto, Ogum tem duas armas de ataque e uma de apresentação, e como
proteção, usa Capacete (Elmo) e Escudo.
OXÓSSI
Oxóssi pertence ao Plano 2 da Umbanda, e
representa o CONSELHO na acepção da palavra. Na linha de Oxóssi
apresentam-se três tipos de Entidades, a saber: 1) Caboclo do mato. 2) Caboclo de rio. 3) Curumim
(filho de caboclo de mato ou de rio, criança).
Elemento e Força da natureza: as matas
Dia da Semana: quinta-feira
Chakra atuante: esplênico
Planeta regente: Vênus
Nota musical: ré
Cor vibratória: azul
Cor representativa: verde (roupas, etc.)
Cor da guia (colares): verde e branco
Saudação: Okê Caboclo
Negativo: Exu Marabô
Amalá: milho cozido com mel de abelha, mandioca
cozida e todas as frutas
Otí: cerveja branca, vinho tinto ou aluá (cachaça de
milho)
Local de entrega: matas (ou ao pé de uma árvore)
Na representação dos pontos riscados, são usados três tipos
de símbolos como a seguir:

ALMAS
As Almas, pertencem ao 1o
Plano da Umbanda. Aí se encontram os Pretos-velhos, as Almas Cativas, as Almas
Penadas e os Exus (batizados e coroados).
O Orixá das Almas é Seu Obaluaê (São Lázaro
ressuscitado), porém na Calunga Pequena (cemitério) é subordinado de seu Omulú.
O Exu batizado, muitas vezes se apresenta como Preto-velho Cruzado, sendo que
70% dos Pretos-velhos que incorporam nos terreiros,
são Exus batizados, que por evolução e mérito tem permissão para assim o fazer.
Elemento e Força da natureza: o fogo e a Terra
Dia da semana: segunda-feira
Chakra atuante: básico ou sacro
Planeta regente: Saturno
Nota musical: dó
Cor vibratória: violeta
Cor representativa: roxa ou carijó (roupas, etc.)
Cor da guia (colares): preta e branca ou lágrimas de Nossa Senhora
Saudação: Adorê às Almas
Negativo: Exu Pinga-fogo
Amalá: carne seca, assada na brasa, com farofa de
farinha de mandioca torrada, peixe assado na brasa e mingau das Almas
Otí: café preto (forte, frio e sem açúcar), vinho
tinto, vinho moscatel com mel de abelhas, cachaça com mel, etc.
Local de entrega: onde for determinado pela Entidade.
As Almas se dividem em: Santas, Benditas, Missionárias,
Evolutivas, Apenadas, Zombeteiras e Trevosas.
Na representação dos pontos riscados, são usados três tipos
de símbolos, como a seguir:

COMANDOS
E REPRESENTAÇÕES DAS LINHAS DE UMBANDA
Por serem um conjunto de vibrações
que atuam sobre todos os seres encarnados, as Linhas de Umbanda têm Comandos
definidos e Representantes junto às outras linhas, para evitar entre choques e
harmonizar melhor as freqüências, sendo o seu principal escopo o bem estar do
ser encarnado. Ditos Representantes, comparam-se à
Diplomatas com suas imunidades, e ascendência direta sobre os seus afins. A
seguir damos a relação dos Comandos e Representantes entre as 7 Linhas da Umbanda.
LINHA
DE OXALÁ
LINHA
DAS SENHORAS
LINHA
DE IBEJI
LINHA
DE XANGÔ
LINHA
DE OGUM
LINHA
DE OXÓSSI
LINHA
DAS ALMAS

EXUS
PRECE
DE EXU
Sou EXU, Senhor. Pai, permite que
assim te chame, pois, na realidade, Tu o és, como és meu criador. Formaste-me da poeira Ástrica, mas
como tudo que provém de Ti, sou real e eterno.
Permite Senhor, que eu possa servir-Te nas mais humildes e
desprezíveis tarefas criadas pelos teus humanos filhos. Os homens me tratam de
anjo decaído, de povo traidor, de rei das trevas, de gênio do mal e de tudo o
mais em que encontram palavras para exprimir o seu desprezo por mim; no
entanto, nem suspeitam que nada mais sou do que o
reflexo deles mesmos. Não reclamo, não me queixo
porque esta é a Tua vontade.
Sou escorraçado, sou condenado a habitar as profundezas
escuras da terra e trafegar pelas sendas tortuosas da provação.
Sou invocado pela inconsciência dos homens a prejudicar o
seu semelhante. Sou usado como instrumento para aniquilar aqueles que são
odiados, movido pela covardia e maldade humanas sem contudo
poder negar-me ou recorrer.
Pelo pensamento dos inconscientes, sou arrastado a exercer
a descrença, a confusão e a ignominia, pois esta é a
condição que Tu me impuseste. Não reclamo, Senhor, mas
fico triste por ver os teus filhos, que criaste à Tua imagem e semelhança,
serem envolvidos pelo turbilhão de iniqüidades que eles mesmos criam, e eu, por
Tua lei inflexível, delas tenho que participar.
No entanto, Senhor, na minha infinita
pequenez e miséria, como me sinto grande e feliz quando encontro n'algum
coração, um oásis de amor e sou solicitado a ajudar na prestação de uma
caridade.
Aceito sem queixumes, Senhor, a lei que, na Tua infinita
sabedoria e justiça, me impuseste, a de executor das consciências, mas lamento
e sofro mais porque os homens até hoje, não conseguiram compreender-me.
Peço-Te, Oh Pai infinito, que lhes perdoe.
Peço-Te, não por mim, pois sei que tenho que completar o
ciclo da minha provação, mas por eles, os teus humanos filhos.
Perdoa-os, e torna-os bons, porque somente através da
bondade do seu coração, poderei sentir a vibração do Teu amor e a graça do Teu
perdão.
Fleruty (Exu Tiriri)
(Esta prece foi psicografada
por A . J. Castro, da Cabana de Lázaro)
A linha de Exus, é outra linha
independente, assim como Ibeji, engloba-se no plano
número 1 da Umbanda, através do qual tem se acesso aos planos positivos, por
mérito e evolução, conseguidos através do trabalho de sapa.
Exú é a Polícia de Choque da Umbanda, é quem cobra na hora e também
é quem tem maior ligação com os seres encarnados. Existem três tipos de Exu, à saber:
A.
EXU PAGÃO
EXU PAGÃO: é aquele que não sabe distinguir o Bem do Mal,
trabalha para quem pagar mais. Não é confiável, pois se pego, é castigado pelas
falanges do Bem, então volta-se contra quem o mandou.
EXU BATIZADO: é todo
aquele que já conhece o Bem e o Mal, praticando os dois
conscientemente; são os capangueiros ou empregados
das entidades, à cujo serviço evoluem na prática do
bem, porém conservando suas forças de cobrança.
EXU COROADO: é aquele
que após grande evolução como empregado das Entidades do Bem,
recebem por mérito, a permissão de se apresentarem como elementos das linhas
positivas, Caboclos, Pretos Velhos, Crianças, Oguns, Xangôs e até como
Senhoras.
Elemento e força da natureza: fogo
Dia da semana: segunda-feira
Chakra atuante: básico ou sacro
Planeta regente: Saturno e Plutão
Nota musical: dó
Cor vibratória: vermelho (totalmente), variando a tonalidade de acordo com sua
evolução
Cor representativa: vermelho e preto, branco e preto, preto e amarelo (vide
nota especial no final do capítulo *)
Cor do colar (guia): vermelho e preto, branco e preto, preto e amarelo, como
acima
Saudação: Aruê-Exu, Arô-Exu
ou Laroiê-Exu
Negativo: Quiumbas
Amalá: carne de porco ou de boi crua, cabrito,
galinha preta, farofa com azeite de dendê, pimenta da costa, pipoca sem sal e
sem açúcar, banana d'água
Otí: cachaça para os machos e champanhe ou anis para
as fêmeas
Local de entregas: encruzilhadas, cemitérios, praias, lodo, pedreiras, etc.
Na representação dos pontos riscados, Exu pode utilizar
três tipos de identificação de acordo com a sua evolução, a saber:

ENCRUZILHADAS

As encruzilhadas da figura acima, são utilizadas para
a entrega de agrados ou descargas, na forma seguinte:
Encruzilhadas abertas: para todos Exus (indistintamente)
Encruzilhadas fechadas: para todos os Exus (indistintamente)
Porteira de Curral: Exu das Sete Porteiras
Encruzilhadas Mistas: Exus mirins, etc...
Encruzilhadas em "S" ou curvas: Exu Tira-teima
Encruzilhadas em pé de galinha: Dona Pomba-gira
Encruzilhadas de estrada de ferro: Dona Maria Padilha
Encruzilhadas de caminho do mato: Dona Maria Molambo
NOTA: Nas curvas em S
nunca se caminha pelo lado do ângulo da curva. Nunca se deve
atravessar as encruzilhadas em diagonal, principalmente as de dentro do
cemitério. Ao utilizar-se uma porteira de curral, entra-se pelo lado direito e
sai-se pelo esquerdo.
Nota especial da cor representativa e dos colares (guias) *
Vermelho e preto: para todos os EXUS de encruzilhadas.
Preto e branco: Para todos EXUS com chefia,
independente do local a que pertença.
Preto e amarelo: Exclusivas para os EXUS da Calunga Pequena (cemitério)
EBÓ
O Ebó é o descarte das coisas
desnecessárias.
Exemplo: restos de matanças, restos de amalás, ageuns, ervas, cêra, etc.
Exus femininos são conhecidos como Pomba-gira ou Bombogiras.
REPRESENTAÇÃO
DOS EXUS ENTRE AS LINHAS DE UMBANDA
LINHA
DE OXALÁ
|
7 - Exu Sete Encruzilhadas |
Comando negativo da linha |
|
6 - Exu Sete Pembas |
Representante negativo na linha
das Senhoras |
|
5 - Exu Sete Ventanias |
Representante negativo na linha
de Ibeji |
|
4 - Exu Sete Poeiras |
Representante negativo na linha
de Xangô |
|
3 - Exu Sete Chaves |
Representante negativo na linha
de Ogum |
|
2 - Exu Sete Capas |
Representante negativo na linha
de Oxóssi |
|
1 - Exu Sete Cruzes da Calunga |
Representante negativo na linha das
Almas |
LINHA
DAS SENHORAS
|
7 - Exu Maré |
Representante negativo na linha
de Oxalá |
|
6 - Dona Pomba-gira |
Comando negativo da linha |
|
5 - Exu Má-canjira |
Representante negativo na linha
de Ibeji |
|
4 - Exu Carangóla |
Representante negativo na linha
de Xangô |
|
3 - Exu Naguê |
Representante negativo na linha
de Ogum |
|
2 - Dona Maria Mulambo |
Representante negativo na linha
de Oxóssi |
|
1 - Dona Maria Padilha |
Representante negativo na linha
das Almas |
LINHA
DE IBEJI
|
7 - Exu Veludinho da Meia-noite |
Representante negativo na linha
de Oxalá |
|
6 - Exu Manguinho |
Representante negativo na linha
de Senhoras |
|
5 - Exu Tiriri |
Comando negativo da linha |
|
4 - Exu Lalú |
Representante negativo na linha
de Xangô |
|
3 - Exu Toquinho |
Representante negativo na linha
de Ogum |
|
2 - Exu Mirim |
Representante negativo na linha
de Oxoce |
|
1 - Exu Ganga |
Representante negativo na linha
das Almas |
LINHA
DE XANGÔ
|
7 - Exu Pedreira |
Representante negativo na linha
de Oxalá |
|
6 - Exu Calunga |
Representante negativo na linha
das Senhoras |
|
5 - Exu Corcunda |
Representante negativo na linha
de Ibeji |
|
4 - Exu Gira Mundo |
Comando negativo da linha |
|
3 - Exu Meia-noite |
Representante negativo na linha
de Ogum |
|
2 - Exu Mangueira |
Representante negativo na linha
de Oxoce |
|
1 - Exu Ventania |
Representante negativo na linha
das Almas |
LINHA
DE OGUM
|
7 - Exu Tira-teimas |
Representante negativo na linha
de Oxalá |
|
6 - Exu Tira-toco |
Representante negativo na linha
das Senhoras |
|
5 - Exu Limpa-trilhos |
Representante negativo na linha
de Ibeji |
|
4 - Exu Tranca-gira |
Representante negativo na linha
de Xangô |
|
3 - Exu Tranca-ruas |
Comando negativo da linha |
|
2 - Exu Veludo |
Representante negativo na linha
de Oxóssi |
|
1 - Exu Porteira |
Representante negativo na linha
das Almas |
LINHA
DE OXÓSSI
|
7 - Exu da Campina |
Representante negativo na linha
de Oxalá |
|
6 - Exu Bauru |
Representante negativo na linha
das Senhoras |
|
5 - Exu Lonan |
Representante negativo na linha
de Ibeji |
|
4 - Exu Capa Preta |
Representante negativo na linha
de Xangô |
|
3 - Exu Pemba |
Representante negativo na linha
de Ogum |
|
2 - Exu Marabô |
Comando negativo da linha |
|
1 - Exu das Matas |
Representante negativo na linha
das Almas |
LINHA
DAS ALMAS
|
7 - Exu Pinga-fogo |
Representante negativo na linha
de Oxalá |
|
6 - Exu Alebá |
Representante negativo na linha
das Senhoras |
|
5 - Exu Bára |
Representante negativo na linha
de Ibeji |
|
4 - Exu Come-fogo |
Representante negativo na linha
de Xangô |
|
3 - Exu do Lodo |
Representante negativo na linha
de Ogum |
|
2 - Exu Brasa |
Representante negativo na linha
de Oxóssi |
|
1 - Exu Caveira |
Comando negativo da linha |

ELEMENTAIS
OS
ESPÍRITOS DA NATUREZA
Os Elementais são Entidades Espirituais, relacionadas com
os elementos da natureza, onde realizam desempenhos muito importantes,
essenciais mesmo, à totalidade da vida natural, pois que, através das ditas
Entidades, nos são oferecidos: ervas, flores, frutos,
oxigênio, água e tudo o mais que o ser encarnado denomina de Forças da
Natureza.
São Entidades gerando, ordenando e dirigindo na natureza,
suas manifestações peculiares e trabalhando dentro de uma linha evolutiva,
diferente da dos seres encarnados. Podem ser percebidos pelo homem em
certos estados de consciência, porém, pelos chamados irracionais, são
notados e vistos com a maior naturalidade e amiúde.
Pertencem ao grupamento de espíritos que não tiveram, nem terão, vida material, situando-se numa escala evolutiva Angelical.
À eles, cabe realizar a evolução da vida e da forma em
nosso planeta. Acima dos Elementais, DEVAS MAIORES, estão os chamados
Anjos e Arcanjos, e a escala se prolonga, até que cheguemos aos espíritos
comandantes da natureza, os ORIXÁS.
Os Elementais são constituídos de LUZ - ou um tênue
material auto-luminoso e sua forma é na apresentação,
semelhante à humana. As variações de consciência evolutiva e deveres cumpridos, produzem mudanças na coloração da luminosidade e até
interfere na própria forma.
Nas épocas da germinação, crescimento e desenvolvimento, a
vitalidade e atividade destas entidades aumentam o seu contato direto com o
mundo físico, e é quando se tornam mais visíveis, dançando, brincando e até de
certa forma, imitando os seres encarnados.
Eles se agrupam sob o comando dos ORIXÁS da seguinte forma:
|
Plano 7 |
OXALÁ |
SILFOS |
|
Plano 6 |
SENHORAS |
ONDINAS ou NINFAS |
|
Plano 5 |
IBEJI |
FADAS |
|
Plano 4 |
XANGÔ |
SALAMANDRAS |
|
Plano 3 |
OGUM |
ELFOS |
|
Plano 2 |
OXÓSSI |
GNOMOS ou DUENDES |
|
Plano 1 |
ALMAS |
AVISSAIS |
SILFOS - ELEMENTAIS DO AR: São entidades de pequena
estatura, de poderes mágicos, que os diferem dos outros espíritos da natureza,
por serem de uma constituição sem forma definida, uma massa semisólida
de substância etérea. Exemplo: fumaça, efeitos de luz através dos pirilampos,
aurora boreal, arco-íris, etc.
Altura + / - 10 cm
ONDINAS ou NINFAS - ELEMENTAIS DA ÁGUA: São entidade do amor, que vivem nas águas do mar, lagos,
lagoas, rios e cachoeiras, semelhantes as graciosas
mocinhas de cabelos longos. Comandam toda a fauna aquática e podem encaixar
(incorporar) na forma de sereias, dragões, serpentes marinhas, gaivotas, etc.
Altura + / - 30 cm
FADAS - ELEMENTAIS ECLÉTICOS: São entidades voláteis, que atuam em todos os reinos da
natureza, segundo à necessidade ou ordens recebidas.
Apresentam-se muito belas e esvoaçantes em fascinantes evoluções, interferindo
na coloração e matiz de tudo que existe no planeta.
Altura + / - 30 cm
SALAMANDRAS - ELEMENTAIS DO FOGO: São entidades diretas do fogo, que não possuem forma
definida. Tem se, quando as vemos, a impressão de uma forma fundamentalmente
humana; o rosto, quando não é velado pelas chamas, é de aparência humana, mas a
maior parte das vezes, apresentam-se na forma de
lagartixas, camaleões ou escorpiões.
Altura + / - 70 a 90 cm
ELFOS - ELEMENTAIS DOS METAIS: São entidades em muito semelhante aos SILFOS, sem forma
corpórea definida, pois aparecem, da combinação do ar
e do fogo sobre os metais. Por serem elementais belicosos, atuam amiúde através
de cães, gatos e galos de briga.
Altura + / - 20 cm
GNOMOS ou DUENDES - ELEMENTAIS DAS FLORESTAS: São entidades que habitam as florestas e lugares desertos.
Têm a forma semelhante à de um anão e atuam sobre tudo e sobre todos os que
habitam ou transitam nas matas e florestas, dando sinais através de: bicho-pau,
cobras e aves como a graúna, melro e semelhantes.
Altura + / - de 15 a 20 cm
AVISSAIS - ELEMENTAIS DA TERRA: São entidades que entrelaçam os elementos da terra e da
água; apresentam-se em massa disforme, porém bem densa e atuam principalmente
sobre:
a) Na água: cavalos marinhos, peixes-espada, camarões e crustáceos em
geral, pois são seres que se alimentam do lodo aquático.
b) Na terra: minhocas, lesmas, caramujos e semelhantes, pois são seres
que se alimentam da umidade do lodo da terra.
A CRUZ
A Cruz, pode ser encontrada em um
número muito grande de variações, porém o modelo básico é sempre a interseção
de dois segmentos retos, quase sempre na vertical e horizontal. O significado
do símbolo da cruz é sempre a conjunção dos opostos: o eixo vertical
(masculino) e o eixo horizontal (feminino); o positivo e o negativo; o homem e
a mulher; o superior com o inferior; o tempo com o espaço; o ativo com o
passivo; o Sol com a Lua; a vida com a morte, etc., pois tudo no universo (e no
homem) nasce e se desenvolve a partir do choque doloroso de forças antagônicas.
A Cruz afirma assim a relação básica entre o Celestial e o terreno, e que é,
através da crucificação (o conhecimento dos opostos), que se chega ao
centro de si mesmo (a iluminação).
Os vários tipos de Cruz conhecidos são:

CRUZ SIMPLES: a forma
básica, símbolo perfeito da união dos opostos, do masculino com o feminino.

CRUZ DE SANTO ANDRÉ:
símbolo da união do mundo superior com o inferior. Tem esse nome, porque
segundo a história Santo André foi martirizado numa cruz com essa forma.

CRUZ DE SANTO ANTONIO ou TAU: tem esse nome porque reproduz o desenho da 19a
letra grega Tau. Para os gauleses a Tau representava o martelo do deus escandinavo THOR. Já era
usada como significado simbólico pelos antigos egípcios, como a representação
de um martelo de duas cabeças, o sinal daquele que faz cumprir. São
Francisco usou a Cruz Tau, como assinatura.

CRUZ CRISTÃ: também
chamada de CRUZ LATINA, é o mais exaltado emblema da fé cristã. Na
origem, era um patíbulo, constituído por uma trave vertical de madeira e outra
trave horizontal, próximo ao topo. Os romanos a utilizaram para a execução de
criminosos, da mesma forma que ainda nos dias de hoje se usa a forca com a
mesma finalidade.

CRUZ DE ANU: os
assírios e caldeus usaram esta cruz, como representação do céu de seu deus ANU.
Possivelmente esse símbolo sugere a irradiação da Divindade do Espaço em todas
as direções.

CRUZ ANSATA:
importantíssimo símbolo solar egípcio. Trata-se de uma cruz Tau,
com um arco ou círculo na sua parte superior. A Cruz Ansata
é na realidade um hieróglifo, significando vida ou ato de viver e
formando parte das palavras saúde e felicidade. Como símbolo microcósmico, isto é, análogo ao homem, o círculo
representa a cabeça humana, o eixo horizontal os braços e o eixo vertical, o
resto do corpo.

SUÁSTICA ou CRUZ GAMADA:
um dos mais importantes símbolos de toda a humanidade. Ela representa a energia
criativa do cosmos em movimento. Por isso ela pode ter dois sentidos:
A Destrógira
representa o movimento evolutivo do Universo (positivo) e a Sinistrógira,
o movimento de involução do mesmo (negativo). Somente nas últimas décadas, a
suástica adquiriu má reputação, devido aos nazistas alemães a terem escolhido
como símbolo do seu movimento.

CRUZ DE MALTA: também
conhecida como Cruz de São João. Tem oito pontas como significado místico. É o
emblema da Ordem dos Cavaleiros de São João, da Ilha de Malta. É também muito
usada em condecorações.

CRUZ PATRIARCAL:
conhecida também como a Cruz de Lorena, representava
os bispos e príncipes da Igreja Cristã.

CRUZ PAPAL: derivação
da Cruz Patriarcal, usada como hierarquia por todos os Papas conhecidos.

CRUZ ROSA-CRUZ: tem um
significado místico e alegórico. Os rosa-cruzes
explicam essa simbologia, interpretando a cruz como o corpo físico do homem,
com os braços estendidos em saudação perante o Sol, no Leste. O Sol representa
aqui a LUZ MAIOR. A rosa parcialmente desabrochada, no centro da cruz,
representa a alma do homem, o seu interior, desenvolvendo-se dentro dele à
medida que recebe e conquista mais Luz. Essa rosa no centro da cruz, também
representa o ponto da unidade.
Pelo exposto, chega-se à conclusão de que somos em síntese
uma CRUZ em evolução no Universo, e que só depende de nós próprios, qual a
melhor ou pior forma que ela se apresentará perante o Supremo Arquiteto do
Universo, quando tivermos que nos confrontar com a LUZ DIVINA.
FONTE: A Cruz -
Revista Planeta
CHACRAS
Todo o ser humano, possui centros
vitais, conhecidos com o nome de CHACRAS (que significam rodas girantes,
em sânscrito). Eles são consubstanciados no indivíduo, para proverem os
elementos vitais ao bom funcionamento e conseqüente equilíbrio de seus corpos,
mental, astral e físico, quer esteja nesta última condição, quer fora dela,
isto é, sem o corpo físico.
Os Chacras, que são 7 (os principais), são pontos etéreos sobre os quais incidem
os 7 Fluídos Cósmicos Básicos, ou sete imagens elétricas, para então se
transplantarem aos Plexos e Gânglios materiais em número de 49, todas as
emanações necessárias à vitalidade, ao fim e ao uso da carcaça humana.
Os Chacras são na ordem decrescentes os seguintes:
<>
7o CHACRA CORONÁRIO: Conhecido no Hinduísmo como SASHARARA. Este ponto
situado no alto da cabeça, atua no cérebro e cerebelo.
Sua energia é a Essência Divina e corresponde ao que chamamos de 3o
Olho. Seu atributo é a Fortaleza. Segundo o grau de vitalidade, pode
gerar a Paciência ou a Ira. Recebe com maior intensidade a força
vital do SOL, tem a forma de uma flor de 48 pétalas. Sua vibração de cor
atuante é o branco, mas, pelas circunstâncias do estado harmônico do
ser, outra vibrações atuam, gerando a cor dourada.
Na Umbanda este ponto corresponde à vibração de OXALÁ, sendo o dia de melhor
absorção de influências a sexta-feira. O médium distingue esta influência por
forte turbulência na nuca, tonteiras, etc...
6o CHACRA - FRONTAL: Conhecido no Hinduísmo como AJNÃ. Este ponto
situado entre os olhos, atua diretamente sobre a
fronte, os sinos e os olhos. Sua energia é o Poder Oculto da Palavra. Seu
atributo é o Respeito. Segundo o grau de sua vitalidade pode gerar a Firmeza
ou a Leviandade. Sua vibração de cor atuante é em origem o Amarelo,
mas, pelas circunstâncias do estado harmônico do ser, outras vibrações atuam
gerando raias Azuis. Na Umbanda este ponto corresponde à vibração das
SENHORAS (Oxum, Iemanjá, Iansã e Nanã), sendo
o dia de melhor absorção de influências o sábado. Forma uma flor de 48 pétalas,
sendo o planeta regente a LUA, nas suas quatro fases. O médium distingue
esta influência por forte turbulência na fronte, que ocasionam, às vezes, dores
de cabeça.
5o CHACRA - CERVICAL: Conhecido no Hinduísmo como VISUDDHA. Este ponto
situado à altura da garganta física, atua diretamente
na região do pescoço e toma assento ou fixação na faringe, laringe, glândula tireóide,
etc. Sua energia é o Poder Supremo. Seu atributo é o Entendimento.
Segundo o grau de sua vitalidade, pode gerar a Esperança ou o Receio.
Recebe com maior intensidade a força vital de Mercúrio, tem a forma de
uma flor de 16 pétalas. Sua vibração de cor atuante é o Vermelho, mas,
pelas circunstâncias do estado harmônico do ser, outras vibrações atuam,
gerando a cor Azul violeta. Na Umbanda este ponto corresponde à vibração
de IBEJI, sendo o melhor dia de absorção de influências o domingo. O médium distingue
esta influência, pela sensação de estar carregando alguém sobre os ombros.
4o CHACRA - CARDÍACO: Conhecido no Hinduísmo como ANÃHATA. Este ponto
situado à altura do coração físico, atua diretamente
sobre o coração, sangue, aparelho circulatório, etc. Sua energia é o Poder do
Conhecimento. Seu atributo é a Sabedoria. Segundo o grau de sua
vitalidade pode gerar a Humildade ou a Soberba. Recebe com maior
intensidade a força vital de Júpiter, tem a forma de uma flor de 12
pétalas. Sua vibração na cor atuante é o Verde, mas pelas circunstâncias
do estado harmônico do ser, outras vibrações atuam, gerando raias Amarelas
com cambiantes Azuis. Na Umbanda, este ponto corresponde à vibração de
XANGÔ, sendo o melhor dia de absorção de influências a quarta-feira. O médium
distingue esta influência pelo ritmo acelerado, que é
imprimido ao coração.
3o CHACRA - SOLAR (ou Solear): Conhecido no Hinduísmo como SVÃSBISTHANA. Este
ponto situado à altura do umbigo físico, atua
diretamente sobre as vísceras abdominais, tais como, fígado, pâncreas, órgãos
do aparelho digestivo, etc.
Sua energia é o Poder do Pensamento Criador. Seu atributo é a Justiça.
Segundo o grau de sua vitalidade pode gerar a Generosidade ou o Egoísmo.
Recebe com maior intensidade a força vital de Marte e tem a forma de uma
flor de 10 pétalas. Sua vibração de cor atuante é o Alaranjado, mas
pelas circunstâncias do estado harmônico do ser, outras vibrações atuam,
gerando raias Amarelo-avermelhadas com cambiantes Verdes. Na
Umbanda este ponto corresponde à vibração de OGUM, sendo o melhor dia de
absorção de influências a terça-feira. O médium distingue esta influência por
distúrbios estomacais e intestinais, com azia e desinteria,
em casos mais agudos.
2o CHACRA - ESPLÊNICO: Conhecido no hinduísmo como MANIPURA. Este ponto
situado à altura do baço físico, atua diretamente
sobre o baço, pâncreas e glândulas supra-renais. Sua energia é o Poder da
Vontade. Seu atributo é o Conselho. Segundo o grau de sua vitalidade
pode gerar a Prudência ou a Imprudência. Recebe com maior
intensidade a força vital de Vênus, tem a forma de uma flor de 6 pétalas. Sua vibração na cor atuante é o Azul, mas
pelas circunstâncias do estado harmônico do ser, outras vibrações atuam,
gerando tendências para o Vermelho violeta. Na Umbanda este ponto
corresponde à vibração de OXÓSSI, sendo o melhor dia de absorção de influências
a quinta-feira. O médium distingue esta influência pela aparente falta de ar, é
como se tivesse um torpor em todo o lado esquerdo, em conseqüência da expansão
dos gases naturais internos.
1o CHACRA - BÁSICO OU SACRO: Conhecido no Hinduísmo como MULADHARA. Este ponto
situado na base da espinhal dorsal física, atua
diretamente sobre os órgãos pélvicos, próstata, bexiga, glândulas seminais,
ovários, etc. Sua energia é o KUNDALINI (vide nota no 1) ou Fogo
Serpentino Regenerador. Seu atributo é a Pureza. Segundo o grau de sua
vitalidade pode gerar a Castidade ou a Imoralidade. Recebe com
maior intensidade a força vital de Saturno, tem a forma de uma flor de 4 pétalas. Sua vibração de cor atuante é o Violeta,
mas pelas circunstâncias do estado harmônico do ser, outras vibrações atuam,
gerando raias Vermelhas com cambiantes Azuis. Na Umbanda este
ponto de corresponde à vibração das ALMAS (Almas, Pretos-Velhos
e Exus) sendo o melhor dia de absorção de influências a segunda-feira. O médium
distingue esta influência pela aparente prisão ou dificuldade de movimento dos
membros inferiores, assim como também o ativamento
dos reflexos biológicos controlados pelos órgãos abrangidos por este Chakra.
Isto exposto, salientamos que a
chave principal na mecânica da incorporação, precisa estar em harmonia fluídica
com a vibração original do médium. Baseia-se a dita chave principal na
influência do planeta, cor e dia correspondente da vibração e o chacra. Assim sendo, fica esclarecido que o chamado desenvolvimento
mediúnico, deveria sempre obedecer única e
exclusivamente à vibração original, que situa o planeta regente no nascimento
do médium. As fixações (vide nota no 2)
para as diferentes finalidades, como sejam, puxadas de outras linhas,
obedecem à vibração e ao planeta em que estejam situadas, por afinidade, as
Entidades Protetoras do médium, através das quais são dirigidas estas fixações.
Nota especial: Os Chacras (Rodas Girantes) em forma de flor,
são apenas vistas pelas Entidades corretamente incorporadas e/ou pelos
médiuns videntes, quando permitido.
Nota no 1 - KUNDALINI - Espécie de torrente de fogo líquido à subir pela coluna
vertebral do ser humano, a qual ativa as energias instintivas ou inferiores,
próprias do mundo animal. A pessoa que desenvolver o Chacra
Básico descontrolada e prematuramente, dará entrada à
uma torrente de energia elementar tão poderosa, que os seus desejos serão
satisfeitos de imediato e terá poder sobre as demais criaturas. Este é o perigo
para os que recebem influências privilegiadas deste Chacra.
Por essa razão, nas diversas escolas espirituais existentes, nunca se
desenvolve Mediunidade através dele, mesmo que por data de nascimento, dia e
hora, a influência primária a que ele pertença.
NOTA No 2: - FIXAÇÕES - Assim se define na maioria das escolas (90%), melhor
penetração das diversas influências espirituais. São consideradas
como fixações, os Amacís (lavagem de cabeça), o
Batismo e os banhos determinados (sempre do pescoço para baixo), que
fazem parte da Ritualística da Umbanda.
CENTROS
(CHACRAS) DE IRRADIAÇÃO
E RESPECTIVAS LINHAS NA LEI DE UMBANDA
|
Chacras |
Cores no corpo |
Vibrações de cor pura |
Pétalas etéreas |
Planeta regente |
|
Coronário |
Branco ou |
Branco |
48 |
Sol |
|
Frontal |
Amarelo |
Amarelo |
48 |
Lua |
|
Cervical |
Azul |
Vermelho |
16 |
Mercúrio |
|
Cardíaco |
Amarelo |
Verde |
12 |
Júpiter |
|
Solar |
Amar./ |
Laranja |
10 |
Marte |
|
Esplênico |
Vermelho |
Azul |
6 |
Vênus |
|
Sacro |
Vermelho |
Violeta |
4 |
Saturno |
|
Chacras |
Atributos |
Alternativas |
Ativação corresp. |
Dia |
|
Coronário |
Fortaleza |
Paciência |
Cérebro |
6a |
|
Frontal |
Respeito |
Firmeza |
Fronte sinus |
Sáb |
|
Cervical |
Entendimento |
Esperança |
Faringe |
Dom |
|
Cardíaco |
Sabedoria |
Humildade |
Coração |
4a |
|
Solar |
Justiça |
Generosidade |
Fígado |
3a |
|
Esplênico |
Conselho |
Prudência |
Baço |
5a |
|
Sacro |
Pureza |
Castidade |
Pélvicos |
2a |
ERVAS
Na Umbanda, utiliza-se litúrgica e ritualisticamente, as
ervas de nossa flora para amacís, imantações, banhos
de descarga, etc. As Plantas dos Orixás se dividem em 3
grupos primordiais, à saber: POSITIVAS, NEGATIVAS e NEUTRAS.
Elas são assim catalogadas, conforme a fase lunar da
colheita.
A.
Positivas - deverão ser colhidas na fase Crescente
ou Cheia
Entretanto a sua polarização final vai sempre depender das
seguintes condições explícitas:
POSITIVAS: são ervas que, quando usadas, só positivam, não
podendo ser intrinsecamente usadas para outro tipo de trabalho.
NEUTRAS: são todas as
ervas que servem para, material ou espiritualmente, neutralizar o efeito de
outras ervas, o efeito de doenças, assim como o efeito de vibrações negativas
e/ou positivas.
NEGATIVAS: são ervas
usadas explicitamente para negativar.
A erva é sempre positiva quando
colhida nos dois primeiros dias da lunação
respectiva; a dita erva torna-se neutra quando colhida nos 3o
, 4o e 5o dias da lunação,
e negativa quando colhida nos 6o e 7o dias
da lunação. Diz-se Dia de Lunação,
porque as ervas devem ser colhidas das 6hs às 18hs, portanto sob o efeito dos
raios solares (apesar de regidas pelas fases da lua). Jamais deve-se colher uma erva antes das 6hs ou depois das 18hs,
como também, nunca se deve plantar qualquer erva no mesmo período.
As ervas devem ser usadas de três formas diferentes:
A.
Para efeito medicinal
A) Para efeito medicinal, as ervas podem ser usadas:
I.
Como tratamento
preventivo
I) Para uso preventivo, as plantas devem ser colhidas nos 1o
e 2o dias da lunação respectiva.
II)
Para uso no tratamento normal da doença as plantas devem ser colhidas nos 3o
,4o e 5o dias da lunação
respectiva.
III) Para uso como abortivo as plantas devem ser colhidas
sempre no 6o e 7o dias da lunação respectiva.
B) Para efeito litúrgico, as ervas podem ser usadas:
I.
Como imã, para atrair
as vibrações do Orixá desejado.
I) Como imã, as ervas devem ser
colhidas nos 1o, 2o e 3o
dias da lunação respectiva.
II)
Como neutralizante, as ervas devem ser colhidas nos 3o, 4o
e 5o dias da lunação respectiva.
III) Para efeito repulsivo, as ervas devem ser colhidas nos
6o e 7o dias da lunação
respectiva.
C) Para efeito ritualístico, as ervas podem ser usadas:
I.
Como afirmação ou
concordância de efeito litúrgico.
Entende-se por força imantada,
toda a vibração atuante no Ser, mesmo que seja à revelia do mesmo.
I) Como afirmação, as ervas devem
ser colhidas nos 1o e 2o dias da lunação respectiva.
II)
Como equilíbrio, as ervas devem ser colhidas nos 3o, 4o
e 5o dias da lunação respectivo.
III) Como discordância (descarga), as ervas
devem ser colhidas nos 6o e 7o dias da lunação respectiva.
RELAÇÃO DAS ERVAS POR ORIXÁS
LINHA DE OXALÁ: arruda, arnica, laranja da terra (folhas), hortelã, poejo,
girassol, vassoura branca, erva de Oxalá, erva cidreira, alecrim do campo,
levante, alecrim miúdo, bambu (folhas), erva quaresma.
LINHA DAS SENHORAS:
lágrimas de Nossa Senhora (folhas), mastruço, rosa branca (folhas), pariparoba, orirí de Oxum,
erva-de-santa-luzia, espada-de-santa-bárbara, trevo (folhas), quina roxa,
abóbora dantas,
vitória-régia, açucena, erva-de-santa-bárbara, malva rosa, suma roxa.
LINHA DE IBEJI:
amoreira (folhas), alfazema, salsaparrilha, manjericão, ipecacuanha, anil
(folhas), capim pé-de-galinha, arranha gato.
LINHA DE XANGÔ:
limoeiro (folhas), erva lírio, café (folhas), saião
(folhas), erva-de-são-joão, abre caminho, quebra mandinga, erva de Xangô,
quebra-pedra, Rui Barbo, louro, aperta ruã, Maria Nera, erva Moura,
Maria Preta, erva de bicho.
LINHA DE OGUM: comigo
ninguém pode, espada de Ogum, lança de Ogum, flecha de Ogum, cinco folhas, jurupitã (folhas), jurubeba (folhas), musgo (marinho), ipê
(folhas), losna, romã (folhas), sabugueiro, erva-de-coelho.
LINHA DE OXÓSSI: picão
do mato, cipó caboclo, barba de milho, mil folhas, funcho, fava de quebranto, gervão roxo, tamarindo (folhas), alecrim do mato, boldo, malvarisco, sete sangrias, unha de vaca, azedinha, chapéu
de couro, grama barbante.
LINHA DAS ALMAS: café
(grão), guiné pipíu, arruda (folhas), cambará, sete
folhas, aroeira (folhas), erva grossa, vassoura preta, cravo de defunto, mal
com tudo, cipó cabeludo.
Na Alquimia da Umbanda, utiliza-se derivados de 3 reinos, à saber:
I) REINO MINERAL: São
utilizados, a pedra viva (Otá), ferro, cobre, latão,
alumínio, zinco, assim como uma série de metalóides.
II)
REINO VEGETAL: É utilizado um número incalculável de ERVAS, sendo que as
principais já foram vistas acima.
III) REINO ANIMAL: Através de sacrifícios e também
com os animais vivos, são efetuados na Umbanda diversos rituais. É um engano
pensar que na Umbanda só utilizamos animais sacrificados, muito pelo contrário
a maior parte dos rituais de uma Umbanda Racional, utiliza
o animal vivo, que permanece vivo, sendo de mais ou menos (+/-) 10% o número de
animais sacrificados.
Os animais utilizados são os seguintes:
A.
Aves
a) AVES:
a1) Galinha-de-terreiro - Linha de Pretos-velhos (simples)
a2) Galinha-d'angola - Preto-velho (cruzado) e Senhoras
a3)
Galinha-pedrês - Ibeji
a4)
Galos - Ogum, Oxóssi e Oxalá (Xangô às vezes)
a5)
Pombos - Senhoras, Ibeji, mas específico para Oxalá
a6)
Patos - Uso exclusivo das Almas (Pretos-velhos)
a7)
Morcego - Usado na Quimbanda, Catimbó, Vodu
(nunca para o bem)
b) OVINOS: Oxalá e gira de Ibeji
c) CAPRINOS: Exu - Específico para
os coroados e batizados
d) SUÍNOS: Específico
de Exu pagão e Elementares
e) BOVINOS: Oxalá, Xangô e Oxóssi (às vezes também para Exu Coroado)
f) EQUINOS: Ogum, especificamente
g) RÉPTEIS: São utilizados como
segue abaixo:
|
RÉPTIL |
LINHA QUE UTILIZA |
|
Rã |
Oxalá |
|
Salamandra |
Ibeji |
|
Lagartos |
Xangô e Ogum |
|
Camaleões (*) |
Senhoras |
|
Cotias |
Oxóssi, Caboclos
e Senhoras |
|
Sapos |
Almas e Exus (todos) |
|
Morcegos (**) |
Exus Elementares, Vodu, Catimbó e Quimbanda |
(*) Em certos terreiros são usados escorpiões
(**) Os morcegos são utilizados pelos bruxos, quimbandeiros e alguns Umbandistas de hoje, na Alquimia
(elixir)
FRUTAS
DOS ORIXÁS
Relação das frutas que têm grande vibração dos Orixás
|
ORIXÁ |
FRUTAS |
|
OXALÁ |
Uva verde, pêra, melão |
|
SENHORAS |
Todas as frutas cítricas- limão,
tangerina, laranja, sapoti, nêspera, mangaba, jenipapo |
|
IBEJI |
goiaba, amora, pitanga, groselha, cereja, jabuticaba, grumixama |
|
XANGÔ |
marmelo, mamão, melão, melancia, abiu, abricó, caqui,
fruta-de-conde |
|
OGUM |
graviola, banana (exceto d'água), ameixa, pitomba, ciriguela, abacate, abiu, lima-da-pérsia |
|
OXÓSSI |
coco, cana-de-açúcar, camboatá, sapucaia, cacau, caju,
mangaba |
|
ALMAS |
jaca, abacaxi, cajá-manga, manga, carambola, fruta-pão,
morango, banana d'água (especifica para Exus) |
Estas frutas podem ser consumidas pelo Ser encarnado nos
dias determinados para os Orixás, para reforço da freqüência dos mesmos em cada
um. Também pode ser oferecido à alguém em intenção ao
Orixá da pessoa, afim de angariar a simpatia do mesmo.
Nós que utilizamos estes três reinos, sabemos também que
vivemos envolvidos no Reino dos Encantados, os quais agem diretamente sobre
nossas vidas, através dos Elementos respectivos na natureza, coadunando-se com
os respectivos Orixás, à saber:
|
ELEMENTO |
ONDE ATUAM OS ENCANTADOS |
ORIXÁ |
|
LUZ |
Tempo (horário) |
Oxalá |
|
ÁGUA |
Marés, rios, cachoeiras e tempestades |
Senhoras |
|
TERRA |
Calmarias |
Ibeji |
|
PEDRA |
Odores, umes |
Xangô |
|
FERRO |
Frio, inclusive dos metais |
Ogum |
|
MATA |
Brisa, cheiro de mato |
Oxóssi |
|
FOGO |
Raios, centelhas, incêndios |
Almas |
Torna-se necessário que utilizemos os três reinos; o mineral , o vegetal e o animal, com a sabedoria necessária e
em conjunto com os Encantados e seus Elementos, para que possamos, o mais
sabiamente possível, dar em nossas vidas, a seqüência efetiva às 3(três) Leis
Fundamentais, que à tudo e à todos regem:
A LEI DO CARMA:
crédito dado
A LEI DE CHOQUE E RETORNO: débito de cada Ser
O LIVRE ARBÍTRIO: que
irá, em síntese, determinar o tipo de saldo que teremos em nossas Contas
Siderais
Existem duas coisas muito confundidas (a Salva e a Lei de
Salva) que apesar de completamente diferentes, são utilizadas pelo Omolocô, e em todas as nações onde se utiliza a Umbanda
como ritual, apesar de originárias das nações de Santo (Candomblé).
LEI DE
SALVA
Na Umbanda permite-se o uso da Lei de Salva, assim como o é
por tantas e quantas religiões existam; é uma espécie de pagamento para que
alguém faça por você, o que por condições físicas ou necessidades diversas, o
próprio não tenha condições. A Lei de Salva é determinada de acordo com a
unidade padrão da moeda. Quando os negros vieram como escravos para o Brasil, a
unidade padrão no Mercado de Escravos era a moeda de $400 reis (1 pataca), por esta razão a Lei de Salva é sempre baseada na
unidade padrão vigente no local onde a mesma é aplicada, e que poderá conforme
a dificuldade ou periculosidade do trabalho à ser efetuado, ser multiplicada
por 3 (três), 5 (cinco) ou 7 (sete) vezes no máximo a unidade padrão utilizada.
A
SALVA
A Salva é uma deferência prestada dentro da Umbanda, quando
se quer dar destaque à visitação ao terreiro, por determinados seguidores da
seita, tais como: chefes de terreiros, de qualquer hierarquia, personalidades
ilustres, benfeitores do terreiro, autoridades civis, militares e religiosas,
que conheçam a Lei e que mereçam essa deferência.
A Salva se divide em duas partes distintas:
1a) Uma bandeja quadrada ou oblonga, de acordo com o chefe do
terreiro. Conforme as condições financeiras do terreiro, esta bandeja poderá ser
de metal, aço inoxidável, prata, ouro ou até de platina.
2a) Um ALÁ, pálio sustentado por 4 ou 6 varas, que serve para
acobertar a personalidade visitante.
Na bandeja, são colocados na parte da frente, dois
recipientes quadrados: o da esquerda contendo pó de pemba
e o da direita cinzas. No meio da bandeja, dois
copos, sendo o da esquerda cheio de Otí do Orixá da
Casa, e o da direita permanece vazio. Na parte de trás
da bandeja, são colocados 7 (sete) recipientes
arrolhados, com os Otís dos Orixás venerados pela
Casa. Exemplo: Oxalá - água pura ou vinho branco; Senhoras - água mineral ou
champanhe; Ibeji - guaraná ou água c/açúcar; Xangô - cerveja preta; Ogum - cerveja branca; Oxóssi - cerveja branca, vinho tinto ou aluá; Almas - vinho
moscatel com mel de abelhas, café sem açúcar ou cachaça com mel de abelhas.
UTILIZAÇÃO DA SALVA
Utiliza-se a Salva da seguinte
forma: ela é montada e colocada do lado direito da entrada do Stadium (terreiro), assim como o Pálio, com os médiuns que
irão segurá-lo.
A Salva é usada sempre que pressentida a presença de um
visitante ilustre e incógnito; um chefe de terreiro, uma autoridade civil ou
militar, um representante de outra religião, enfim aquele que por hierarquia
mereça essa deferência. Caso o visitante, não faça a referência devida à Salva,
será recebido sem as honras de Chefe de Terreiro, sem o Pálio, enfim entrará no
terreiro como um qualquer.

PASSES
Os passes são a movimentação das Vibrações Cósmicas,
que circundam à tudo e à todos no Universo. Os
aplicados de modo geral em terreiros de Umbanda, subdividem-se em 7 (sete) tipos primordiais, à saber:
1 e 2 - DESCENDENTES FRONTAIS e CRUZADOS POSTERIORES
O Passe Descendente Frontal, destina-se
a eliminar o reflexo negativo dos plexos materiais, o que faz baixar qualquer
incidência na doença física. Por ser o chakra na
parte posterior (costas), esse tipo de passe deve ser aplicado por Entidade
incorporada ou por médium passista assistido por uma, sendo acompanhado por um
passe Cruzado posterior cruzando-se da esquerda para a direita, de cima para
baixo, a partir do Chakra Cervical.
3 e 4 - DESCENDENTE POSTERIOR e CRUZADO FRONTAL
O Passe Descendente Posterior destina-se a eliminar a
corrente espiritual negativa, o que faz baixar a incidência negativa espiritual
espúria, eliminando interferências nocivas. Esse Passe deve ser aplicado por
Entidade incorporada ou por médium passista assistido por uma, sendo
acompanhado por um Passe Cruzado Frontal cruzando-se da esquerda para a direita
na retirada dos miasmas fluídicos e a seguir, da direita para a esquerda, para
reavivar a salutar influência do fluído animal, que fará equilibrar a força de
vida.
5 e 6 - DIVERGENTES e CONVERGENTES (vide Nota 1)
Os Passe Divergentes e Convergentes são essencialmente
Espirituais; destinam-se exclusivamente à doenças espirituais e suas conseqüências
materiais. Devem ser sempre aplicados em conjunto, começando pelos divergentes,
que destinam-se exclusivamente a diluir, dilacerar,
espargir toda a cúpula magnética maléfica em torna dos Chakras principais (coronariâno e frontal), seguidos dos convergentes que irão
atrair, convergir, agrupar e aglutinar, enfim enfocar sobre os ditos Chakras
toda a Força Vibracional do Astral Superior.
7 - MAGNÉTICOS (vide Notas 2 e 3)
Os Passes Magnéticos servem tanto para doenças físicas e/ou
espirituais. Podem ser aplicados por Entidade incorporada, mas a maior parte
das vezes é aplicado por médium passista em vigília,
que transmite reforço espiritual ou força vital material através de suas mãos
voltadas em direção aos órgãos ou locais afetados, dos que necessitam se
submeter à esse tipo de passe.
NOTA 1: estes dois passes só poderão ser aplicados por Entidade
incorporada com Coroa, e sem colocar as mãos do seu aparelho (médium),
sobre a cabeça do Ser em trabalho de passe.
NOTA 2: este tipo de passe é muito usado pelos participantes de
Mesas Kardecistas, pela Igreja Messiânica com o nome
de comunicação (Jorey), pela Perfect Liberty e também por rosacrucianos, cabalistas da Alta
Esfera, além de todos os núcleos do Oriente. Na Umbanda são também utilizados
na parte espiritual, quer individualmente quer em Cúpula Magnética, onde são
feitas transmissões diretas de forças espirituais positivas para o alento e
reforço das forças exauridas, a quem são aplicados.
NOTA 3: este tipo de passe é muito utilizado nas Nações Omolocô e Oriente.
NOTA ESPECIAL:
conforme nos foi transmitido por um Orientador Espiritual, seria interessante
que em todos os terreiros ditos de Umbanda, através do Guia Chefe ou Diretor
Material, fosse ensinado aos filhos a boa utilização
destes sete (7) tipos de passes.
A intercomunicação pode ser utilizada de três formas
diferentes, à saber:
INTERCOMUNICAÇÃO FÍSICA:
é aquela que dois seres fisicamente permutam através de diálogo direto de
alguém para alguém.
INTERCOMUNICAÇÃO MENTAL:
é aquela estabelecida entre dois seres que têm elos afetivos (lembranças,
saudades, recordações, etc.), ou então diretamente através do pensamento
(telepatia).
INTERCOMUNICAÇÃO EXTRA-SENSORIAL: é aquela que se estabelece em diálogo fraterno entre um
Ser desencarnado e um ser encarnado do mundo físico, diretamente através de
aparições.
PRECEITOS
Como em todo e qualquer dogma, a Umbanda também faz uso de
preceitos específicos e predeterminados. Na Umbanda os preceitos são abstenções
voluntárias em benefício da positivação ou negativação
de cada um, e se dividem em 3 grupos distintos, à
saber:
PRIMORDIAL: é o preceito indispensável à
todos os médiuns sem exceção como preparativo para os trabalhos mediúnicos nas
sessões de terreiro, e se dividem em 7 itens:
OPCIONAL: é o preceito que, em adendo ao primordial, é determinado
pelo Orientador Espiritual ou pelo Chefe do terreiro, para determinados
médiuns:
OCASIONAL: é o preceito de emergência, o que é praticado em caso de
emergência, quando necessário ao trabalho mediúnico, fora da corrente fraterna.
Independente de todos estes
preceitos, todo médium deve abster-se durante o trabalho mediúnico de jóias,
bijuterias, objetos metálicos e dinheiro; enfim o médium deve procurar estar o
mais puro possível para ingressar na corrente fraterna.
Todas as horas da Umbanda são controladas por um Orixá
independente dos demais, pouco conhecido, chamado ORIXÁ TEMPO, que é o
determinante do envio das vibrações cósmicas, assim como o momento exato da
utilização do ritual necessário. Como estamos encarnados no terceiro planeta do
sistema solar, controlado por uma estrela de 5a grandeza, da 2a
Galáxia, um planeta presídio por nós chamado de Terra, temos
que nos atener ao sistema de contagem de tempo do
mesmo, embora que não muito consonante com o Tempo Real. Baseados na nossa
forma de contagem de Tempo, a Umbanda divide as horas de um dia em três tipos
diferentes, à saber:
HORAS ABERTAS: são consideradas horas abertas na Umbanda, as não
classificadas como neutras ou negativas, portanto positivas para a feitura de
qualquer dos trabalhos abaixo enumerados:
HORAS FECHADAS: são aquelas que nenhum dos atos ritualísticos ou
litúrgicos descritos acima podem ser efetuados. São
consideradas horas fechadas, os 15 minutos anteriores e posteriores à HORA
PEQUENA e à HORA GRANDE, ou seja de 11:45hs às 12:15hs, assim como também
de 23:45hs às 00:15hs;
horas que são destinadas à entrega de EBÓS, DESCARREGOS, ou o emprego da Força
Negativa para a prática do Bem.
Nestas Horas Fechadas, não se deve praguejar,
amaldiçoar, discutir, entrar ou sair de lugares cobertos e freqüentar locais
espúrios.
HORAS NEUTRAS: são
aquelas em que qualquer tipo de Ato Litúrgico ou Ritualístico é dado à cada um segundo, o seu mérito.
Estas Horas Neutras da Umbanda são muito utilizadas no
Esoterismo e classificadas como HORAS TERÇAS e HORAS NONAS (6hs e
18hs).
NOTA: excetuando-se as
Horas Negativas e Neutras, todas as outras horas do dia são consideradas como
positivas.
Das 7 Linhas da Umbanda, apenas
três podem interferir e alterar o ritual praticado em todas as horas:
DISCRIMINAÇÃO
DAS HORAS NA UMBANDA
|
HORAS |
SEMANA |
|||||||
|
- |
Segunda |
Terça |
Quarta |
Quinta |
Sexta |
Sábado |
Domingo |
Observ. |
|
Espaço de 15 minutos após às 0hs
até 00:15hs |
Negativa |
|||||||
|
Até 1h |
Almas |
Ogum |
Xangô |
Oxóssi |
Oxalá |
Senhoras |
Ibeji |
Positiva |
|
De 1 às 2hs |
Oxóssi |
Xangô |
Ibeji |
Ogum |
Almas |
Oxalá |
Senhoras |
Positiva |
|
De 2 às 3hs |
Ogum |
Ibeji |
Senhoras |
Xangô |
Oxóssi |
Almas |
Oxalá |
Positiva |
|
De 3 às 4hs |
Xangô |
Senhoras |
Oxalá |
Ibeji |
Ogum |
Oxóssi |
Almas |
Positiva |
|
De 4 às 5hs |
Ibeji |
Oxalá |
Almas |
Senhoras |
Xangô |
Ogum |
Oxóssi |
Positiva |
|
De 5 às 6hs |
Senhoras |
Almas |
Oxóssi |
Oxalá |
Ibeji |
Xangô |
Ogum |
Neutra |
|
De 6 às 7hs |
Oxalá |
Oxóssi |
Ogum |
Almas |
Senhoras |
Ibeji |
Xangô |
Positiva |
|
De 7 às 8hs |
Almas |
Ogum |
Xangô |
Oxóssi |
Oxalá |
Senhoras |
Ibeji |
Positiva |
|
De 8 às 9hs |
Oxóssi |
Xangô |
Ibeji |
Ogum |
Almas |
Oxalá |
Senhoras |
Positiva |
|
De 9 às 10hs |
Ogum |
Ibeji |
Senhoras |
Xangô |
Oxóssi |
Almas |
Oxalá |
Positiva |
|
De 10 às 11hs |
Xangô |
Senhoras |
Oxalá |
Ibeji |
Ogum |
Oxóssi |
Almas |
Positiva |
|
De 11 às 11:45hs |
Ibeji |
Oxalá |
Almas |
Senhoras |
Xangô |
Ogum |
Oxóssi |
Positiva |
|
De 11:45hs
às 12:15hs |
Espaço de de
tempo de hora fechada |
Negativa |
||||||
|
De 12:15hs
às 13hs |
Senhoras |
Almas |
Oxóssi |
Oxalá |
Ibeji |
Xangô |
Ogum |
Positiva |
|
De 13 às 14hs |
Oxalá |
Oxóssi |
Ogum |
Almas |
Senhoras |
Ibeji |
Xangô |
Positiva |
|
De 14 às 15hs |
Almas |
Ogum |
Xangô |
Oxóssi |
Oxalá |
Senhoras |
Ibeji |
Positiva |
|
De 15 às 16hs |
Oxóssi |
Xangô |
Ibeji |
Ogum |
Almas |
Oxalá |
Senhoras |
Positiva |
|
De 16 às 17hs |
Ogum |
Ibeji |
Senhoras |
Xangô |
Oxóssi |
Almas |
Oxalá |
Positiva |
|
De 17 às 18hs |
Xangô |
Senhoras |
Oxalá |
Ibeji |
Ogum |
Oxóssi |
Almas |
Neutra |
|
De 18 às 19hs |
Ibeji |
Oxalá |
Almas |
Senhoras |
Xangô |
Ogum |
Oxóssi |
Positiva |
|
De 19 às 20hs |
Senhoras |
Almas |
Oxóssi |
Oxalá |
Ibeji |
Xangô |
Ogum |
Positiva |
|
De 20 às 21hs |
Oxalá |
Oxóssi |
Ogum |
Almas |
Senhoras |
Ibeji |
Xangô |
Positiva |
|
De 21 às 22hs |
Almas |
Ogum |
Xangô |
Oxóssi |
Oxalá |
Senhoras |
Ibeji |
Positiva |
|
De 22 às 23hs |
Oxóssi |
Xangô |
Ibeji |
Ogum |
Almas |
Oxalá |
Senhoras |
Positiva |
|
De 23 às 23:45hs |
Ogum |
Ibeji |
Senhoras |
Xangô |
Oxóssi |
Almas |
Oxalá |
Positiva |
|
De 23:45hs
às 00:15hs |
Espaço de tempo de hora fechada |
Negativa |
||||||
O Cruzamento com Pemba é um
ritual utilizado na Umbanda para melhor proteção dos médiuns que já contam com
uma incorporação definida, e que por esta razão tomam também parte ativa em
descargas fluídicas negativas. Em todas as Nações que praticam a Umbanda, não é
permitido a um médium de incorporação, iniciar o seu trabalho sem que antes
para isso, não houvesse se cruzado.
O Cruzamento deve ser feito da seguinte forma: segurando a Pemba com a mão direita, fazer uma cruz na fronte, depois
cruzar a palma da mão esquerda e descendo, cruzar também o peito do pé direito.
Após isto, passar a pemba para a mão esquerda e com
ela fazer uma cruz na nuca, depois cruzar a palma da mão direita e descendo
cruzar o peito do pé esquerdo.
Na Umbanda o ponto é o elo de ligação
entre o mundo espiritual e o mundo material, e se subdivide em dois tipos, à
saber:
Tanto o Ponto Riscado como o Ponto
Cantado têm sua primeira divisão como:
Ponto
da tribo ou Clã
Ponto
de trabalho
Em ambas
subdivisões acima os pontos podem novamente se subdividir em:
a)
Ponto de chamada
b) Ponto
de apresentação (ou identificação) *(vide Nota
no 1)
c)
Ponto de falange
d)
Ponto cruzado *(vide nova subdivisão a seguir)
e)
Ponto de demanda
f)
Ponto de Maleime (pedido de perdão)
g)
Ponto de subida
O item (d) Ponto Cruzado, por sua
vez, subdivide-se em:
1d) Defumador
2d) Ordenação
3d) Mão de Faca
4d) Mão de Ofá
5d) Cruzamento de Pemba
6d) Batismo
7d) Confirmação
8d) Amacís
9d) Casamento
10d) Retirada de Vume
IMPORTANTE: O Ponto Riscado ou o Ponto Cantado nunca deve ser
interrompido no meio, principalmente por terceiras pessoas. Os Comentários
sobre o Ponto Riscado ou sobre a inconveniência do Ponto Cantado, deverão ser postas ou comentadas por quem de direito, após
o término dos mesmos.
Nota no 1: o Ponto de apresentação pode ser dado da mesma forma de
duas maneiras diferentes e aceitos como certos:
Ponto
da tribo ou Clã
Ponto
de trabalho
A Guia (colar) é um ponto de referência e atração entre a
Entidade e o médium. Ela é preparada para que haja maior facilidade de comunicação,
ou um elo mais firme entre a Corrente Vibracional do Astral Cósmico e a
Corrente Vibracional material dos médiuns.
A Confecção da guia, obedece quanto ao número de contas, uma das três séries, à saber:
Série
de 7: Médiuns em preparação e etc.
Série
de 5: Médiuns que terão sub-comandos
Série
de 3: Médiuns que terão Comando
Na série de 7
estão incluídos os médiuns em preparação (desenvolvimento) e também os que,
embora suas Entidades já tenham permissão para dar passes, consultas e
participem de determinados trabalhos, jamais poderão alcançar as séries
superiores, pois que assim está predeterminado em seu Karma.
Nesta série, as guias constam de 7
contas brancas, alternadas por uma conta da cor do Eledá,
que de acordo com os méritos e a evolução, se acrescentará uma conta do Eledá, retirando uma branca, a cada ano, até
perfazer 7 contas de cor e 1 branca.
Na série de 5, os médiuns são
preparados para sub-comandos ou para substituí-los, à saber: Iaba, Mão de Faca, Mão de Ofá, e Ogam Calofé.
Nesta série as guias constam de 5
contas brancas, alternadas por uma conta da cor do Eledá,
que de acordo com o mérito se acrescentará uma conta do Eledá,
retirando-se uma branca a cada 3 anos, até perfazer 5 contas do Eledá e 1 branca.
Na série de 3 estão incluídos
todos os médiuns, que tiverem por Karma, que ser preparados para comando: Cambone de Ebó, Pai ou Mãe
Pequenos, subchefe e Chefe de Terreiro (Babalorixá ou
Ialorixá).
Nesta série, as guias constam de 3
contas brancas, alternadas por 1 da cor do Eledá,
que de acordo com os méritos, se acrescentará uma conta do Eledá,
retirando 1 branca a cada 7 anos, até perfazer 3 contas do Eledá e 1 branca.
O mérito para o acréscimo nas guias, é sempre determinado
pelo Comando do Terreiro, ou seja pelo Guia Chefe do
Terreiro (ou Orientador), os subchefes Espirituais; nunca pela própria
Entidade incorporante, no referido médium.
O médium, no decorrer do seu preparo, deverá receber as
seguintes guias (colares):
A - Pai de cabeça
B - Mãe
de cabeça
PLANOS E GRAUS
A Umbanda existe desde que o SENHOR iniciou a
criação, afetando à todos os seres encarnados ou não,
nascidos ou por nascer em todos os reinos. Ela traz em seu bojo um sistema de
controle do Cosmo, estabelecido pelo Astral
Superior, cognominado de Planos e Graus. Por este sistema a menor
vibração no universo, desde que comece a vibrar, obedece inexoravelmente ao
controle do Astral Superior.
Foi estabelecido que os Planos de Evolução, em
número de sete, fazem parte do acervo espiritual do Ser e
consequentemente os Graus de Evolução, também em número de sete, fazem parte do
acervo material do mesmo Ser.
Entendamos como acervo espiritual, a caminhada que a
vibração faz através dos sete planos, a caminho do Grande Foco, de onde foi
destacada ainda bruta, necessitando se lapidar.
Entendamos como acervo material a caminhada que o Ser
desenvolve através das vidas materiais sucessivas (encarnações), com iguais
oportunidades de progresso para que possa vencer seis dos sete graus da escala.
Caso o Ser não consiga em uma vida material (encarnação), ultrapassar ou ter
mérito para galgar o grau seguinte da escala, ele retornará quantas vezes se
tornar necessário para que o faça. Ao conseguir atingir o 6o
grau em determinado plano, com mérito de evolução ao desencarnar, o Ser
receberá dupla promoção, isto é, em vez de galgar para o 7o e
último grau do Plano em que estava, ele será
transferido, com mérito, para o 1o grau do Plano subsequente. Convém notar que um Ser, ao conseguir atingir
com mérito o 6o grau do Plano 6,
terá como promoção ou prêmio a isenção definitiva de reencarne em
Orbes materiais.
Ex: as entidades que incorporam em médiuns, em diversos rituais
espiritualistas, inclusive na nossa Umbanda (caboclos, pretos-velhos, etc.).
Na Umbanda todo médium tem um ELEDÁ, ou seja, Pai e
Mãe de cabeça, Eledá este comandado pelo Pai, sendo
cada um dos Eledás, encaixados em um Plano definido, à saber:
|
Plano 7 |
OXALÁ |
|
Plano 6 |
SENHORAS (Oxum, Iemanjá, Iansã e Nanã) |
|
Plano 5 |
IBEJI |
|
Plano 4 |
XANGÔ |
|
Plano 3 |
OGUM |
|
Plano 2 |
OXÓSSI |
|
Plano 1 |
ALMAS |
Por sua vez os Graus são utilizados para medir a evolução
do médium na corrente fraterna:
|
GRAUS |
PERCENTAGEM |
MEDIUNIDADE |
|
|
ESP. |
MAT. |
||
|
1 |
7% |
93% |
Totalmente consciente podendo
alterar, melhorar ou piorar a comunicação recebida |
|
2 |
30% |
70% |
Consciente, porém conhecedor de
suas responsabilidades |
|
3 |
50% |
50% |
Perde a consciência e a memória, durante deteminados
trabalhos |
|
4 |
75% |
25% |
Semi-inconsciência. Vê tudo,
assiste à tudo sem interferir, depois esquece |
|
5 |
90% |
10% |
Semi-inconciência, em que a Entidade apaga tudo, não permitindo qualquer
interferência do médium |
|
6 |
93% |
7% |
Inconsciência total, durante os
trabalhos, só sendo permitido ouvir, quando necessário ao aprendizado do
médium |
|
7 |
- |
- |
Só galgado após o desenlace, com
mérito |
Entenda-se entretanto que, a
partir do 3o grau, a escala não é tão rígida, dependendo da
vontade das Entidades, das condições emocionais e de problemas orgânicos dos
médiuns; por essa razão, os médiuns ao se entregarem aos trabalhos mediúnicos,
devem se isolar de todos os problemas materiais e pessoais.
DEFUMADOR
Desde os tempos imemoriais, dos homens das cavernas, que a
queima de ervas e resinas é atribuída a possibilidade
da modificação ambiental, através da mesma. Na Umbanda, como em outras
religiões, seitas e dogmas, usa-se também desse
expediente, ao qual chamamos de Defumador, que tem a função precípua de
equilibrar o ambiente de trabalho de acordo com a necessidade. O defumador pode
ser de três tipos, à saber:
Mantenedor do equilíbrio: tem por finalidade reforçar o equilíbrio já existente no
ambiente, e para tal serão usadas as seguintes essências: Incenso, Benjoim e
Mirra.
Positivador do equilíbrio: tem
por finalidade reforçar a parte positiva, para equilibrar as negativações, principalmente se existirem assistentes
externos à corrente fraterna, e para tal serão usadas as seguintes essências: Alecrim,
Incenso e Benjoim.
Negativador de equilíbrio: tem
por finalidade negativar totalmente o ambiente,
reforçando a parte negativa. Por motivos de segurança, e para evitar que um
leitor se quede à fazê-lo, deixamos propositadamente
de dar as essências necessárias, o que só poderá ser ministrado à alguns, e
escolhidos a dedo.
NOTA: Nos defumadores
acima descritos, poderão ser adicionadas conforme a intenção,
ervas dos ORIXÁS, porém, para que possam realmente surtir o efeito
descrito, deverão manter no cerne, as essências preconizadas, para cada
necessidade.
A partir da sétima lunação, depois
de NANÃ (26 de julho), começa o período mais negativo, atuante sobre os seres
viventes: o Carnaval.
Todos os erros conscientes ou inconscientes praticados pelo ser humano, até o
dia de Nanã, são débitos jogados contra os créditos
das boas ações e atitudes, e sendo o saldo negativo, será cobrado no período do
carnaval, pois que todo o Exú, tem
por ordem superior, a liberdade por 24 horas (terça-feira gorda) para começar a
dita cobrança, da qual ninguém escapa. Por influência direta dos próprios Exús, os seres encarnados, aumentam ao seu bel prazer, os
dias e as orgias carnavalescas, aumentando assim por conta e risco, o período
de cobrança. É por isso que os filhos da Umbanda, desenvolvidos ou não, devem se abster do uso de fantasias, máscaras, bebida, de utilizar
à título de folguedo coisas e apetrechos da religião, enfim, podem ver e
assistir os outros neste período. Entenda-se que a abstinência não chega a ser
uma proibição, com o que, seria ferido o LIVRE ARBÍTRIO de cada um, porém é um
alerta vigoroso sobre a inconveniência altamente lesiva ao bem estar
espiritual.
Normalmente no mês de julho, toda a humanidade tem um declínio nas freqüências
recebidas do espaço até o dia 26, melhorando no princípio de agosto. Isto deve-se ao fato de a Freqüência Vibratória emanada dos
Orixás, atingir em 26 de julho o ponto Neutro, ou Zero na escala (vide gráfico
em Freqüências na Umbanda), portanto a época é difícil para todos e muito mais
para aqueles que não tem o devido equilíbrio.
A Água é um fator preponderante na Umbanda. Ela mata, cura,
pune, redime, enfim ela acha-se presente em todas as ações e reações no orbe
terráqueo, basta exemplificar com as lágrimas, que são água demonstrando o
sentimento, quer seja positivo ou negativo.
Sabemos que três quartas partes do globo, do planeta que habitamos, é coberto por água; 86,9% do corpo humano é composto de água
ou carboridratos; mais ou menos 70% de tudo que
existe na Terra leva água, tornando-se desta forma o fator predominante da vida
no planeta. Por esta razão, ela é utilizada na Quartinha, no copo de firmeza de
Anjo de Guarda.
COLOQUE UM COPO COM ÁGUA DO MAR OU ÁGUA COM SAL
ATRÁS DA PORTA.
Qual é o porquê disto?
Por que a água tem o poder de absorver, acumular ou descarregar qualquer
vibração, seja benéfica ou maléfica. Nunca se deve
encher o copo de água até a boca, porque ela crepitará. Ao rezar-se uma pessoa
com um copo de água, todo o malefício, toda a vibração negativa dela passará
para a água do copo, tornando-a embaciada; caso não haja mal algum, a água
ficará fluidificada. Nunca se deve acender vela para o Anjo da Guarda, para
cruzar o terreiro, para jogar búzios, enfim, sem ter um copo de água do lado. A
água que se apanha na cachoeira, é agua batida nas
pedras, nas quais vibra, crepita e livra-se de todas as impurezas, assim como a
água do mar, batida contra as rochas e as areias da praia, também acontece o
mesmo, por isso nunca se apanha água do mar quando o mesmo está sem ondas.
A água da chuva, quando cai é benéfica, pura, porém, depois de cair no chão,
torna-se pesada, pois atrai à si as vibrações
negativas do local.
Por esse motivo nunca se deve pisar nos bueiros das ruas, porque as águas da
chuva passando pelos trabalhos nas encruzilhadas, carrega para os bueiros toda
a carga e a vibração dos trabalhos; convém notar que os bueiros mais próximos
da encruzilhada são os mais pesados, porém não isenta de carga, embora menos
intensa, os demais bueiros da rua.
O que é uma OBRIGAÇÃO?
É a confecção de um ponto de atração e ligação entre um ser
encarnado e uma Força Superior (um Orixá). Na Umbanda essas ditas Obrigações, são preparadas com elementos naturais, fazendo desta forma
uma alquimia, tal que, determina a Freqüência do Orixá desejado.
Qual é a melhor forma de determinar esta dita freqüência?
Pelo conhecimento detalhado de cada Orixá, a sua força, seu
atributo, seu Oti (bebida), suas ervas, seu Amalá (comida), chegaremos à um
determinado modo de fazer este Orixá vibrar.
As Obrigações se dividem em:
As obrigações da feitura e do reforço são idênticas, já nas
emergenciais, mudam de aspecto.
As obrigações da Feitura de Santo, como o próprio termo
está dizendo, é preparado e entregue quando o filho é
feito no Santo, só e exclusivamente nesta ocasião.
Pelo menos uma vez ao ano, na data dos Orixás, o filho
deverá fazer um reforço das obrigações de feitura.
As emergenciais só deverão ser usadas em casos realmente de
emergência (caso de uso de anestésicos em operações, assédios espirituais e
possessões) e com a aquiescência e anuência de uma Coroa Maior.
As Obrigações na Umbanda devem ser feitas na seguinte ordem
após o Amací, o Batismo e a Confirmação:
1a OBRIGAÇÃO DE EXÚ com o fito de resguardo do
filho de ataque de inimigos esporádicos.
Após a de Exú, deverão ser feitas
as obrigações dos demais Orixás (quer masculinos, quer femininos) exceto os do Eledá (Pai e Mãe de cabeça) que ficarão por último e que
serão efetuados quando da feitura da pré-camarinha, nos filhos que não terão
comando de terreiro e na Camarinha aos que se destinam ser
Chefes de Terreiros (Babalorixá). Por terem os filhos
de terreiro feito as obrigações de feitura (exceto a
do Eledá), é que se torna imprescindível o reforço
anual das obrigações já efetuadas. Quanto ao Eledá
fica inteiramente à critério de cada filho fazer-lhes
um AGRADO a contento.
A condição de ter o filho feito obrigações para os diversos
Orixás do Panteon durante a sua feitura não determina
necessariamente que tenha guias (colares) deste ditos
Orixás. Esse colares devem ser pedidos pelas Entidades
trabalhadoras e responsáveis durante o tempo da espera da Pré-camarinha ou
Camarinha, porém, a cada guia nova corresponde a um novo reforço.
SENTIDOS
Os sentidos humanos são em número de 7,
divididos em dois grupos, à saber:
Os sentidos humanos têm relação direta com os ORIXÁS, e na
Umbanda se relacionam da seguinte forma:
|
SENTIDOS |
TIPO |
ORIXÁ |
|
1. PALADAR |
MATERIAL |
ALMAS, PRETOS-VELHOS |
|
2. OLFATO |
MATERIAL |
OXÓSSI |
|
3. VISÃO |
MATERIAL |
OGUM |
|
4. AUDIÇÃO |
MATERIAL |
XANGÔ |
|
5. TATO |
MATERIAL |
IBEJI |
|
6. CLARIVIDÊNCIA |
EXTRA SENSORIAL |
SENHORAS (OXUM, IEMANJÁ, IANSÃ, NANÃ) |
|
7. INTUIÇÃO |
MATERIAL |
OXALÁ |
* A voz é o elo de
complementação entre todos os sentidos.
A Intuição é um sentido extra-sensorial que faz a ligação direta entre os
Espíritos Protetores (ELEDÁ) e o espírito do ser encarnado, através de ordens,
conselhos, advertências e avisos, muitas vêzes
confundido com a própria consciência do ser encarnado. É este sentido que nos
faz, às vezes, ouvir vozes interiores, à zelar por
nossos passos.
A Clarividência expontânea é
aquela que acontece independente da nossa vontade, formando quadros de
advertência nas ocasiões e lugares menos esperados.
A Clarividência provocada o é através de duas formas
diferentes: a Mentalização e a Vidência.
A Mentalização é a forma grosseiramente material da clarividência em si e
consiste em mentalizar à quem se deseja falar, ou ver,
tentando fazê-lo de olhos cerrados, até conseguir.
A Vidência é a faculdade que todos têm inata, podendo ser desenvolvida, através
de exercícios especiais, para que possa ver (de olhos abertos), à sua
frente ou através de copo com água, bola de cristal, fumaça, etc., as Forças
Vibracionais Espirituais ou também Forças Vibracionais Materializadas.
VIDÊNCIA - CLARIVIDÊNCIA
3a VISÃO
Abaixo, damos os exercícios praticados na Umbanda, Ritual
do Omolocô, cruzada com o Oriente, que deverão ser
ensinados aos neófitos, até atingirem a perfeita sintonia Interior/Exterior
com o Universo.
1a Etapa - VIDÊNCIA: exercícios destinados à percepção
de seres extra-sensoriais, que serão feitos através de: bolas de cristal, copo
de cristal (liso) com água pura ou a fumaça da queima de elementos volatizantes (incenso, benjoim e mirra). O praticante
deverá estar sentado, com o corpo relaxado, com o objeto do treinamento à sua
frente. Deverá também estar com roupas adequadas, de coloração verde,
num ambiente iluminado com uma luz verde. A prática destes exercícios, tem como horário ideal, o período entre 6hs e 18hs, depois
do praticante cumprir os preceitos abaixo:
1) Isenção de todo o tipo de alimentação animal, que implique no sacrifício do
mesmo, nas 12 horas anteriores ao exercício.
2) Isenção de sexo e álcool pelo mesmo período.
3) Banho de descarga de Alfazema (vide Nota no 1)
2a Etapa - CLARIVIDÊNCIA: exercícios destinados à percepção de seres
extra-sensoriais, com os olhos fechados. O praticante deverá estar sentado, com
o corpo relaxado, usando roupas adequadas de coloração azul, num
ambiente iluminado com uma luz azul. A prática deste exercício consiste
em, de olhos fechados, procurar vislumbrar no
cristalino dos olhos, as imagens e/ou quadros que irão se formar, sendo o horário
ideal para este tipo de exercício, o período entre 22hs e 02hs, depois do
praticante cumprir os preceitos abaixo:
1) Isenção de todo o tipo de alimentação de origem animal que implique no
sacrifício do mesmo, nas 24 horas anteriores ao exercício
2) Isenção de sexo e álcool pelo mesmo período.
3) Banho de descarga de Sândalo. (vide Nota no
2)
3a Etapa - 3a VISÃO: exercícios destinados a abertura da 3a Visão,
que dará ao praticante a interligação direta com os 7
Planos Paralelos, proporcionando-lhe a possibilidade de auscultar as vidas
anteriores, atuais e posteriores de todos os seres vivos e mortos. O praticante
deverá estar com roupas adequadas de coloração amarela, num ambiente
iluminado com luz amarela, em postura Iogue de fluência do Kundaline. A prática do exercício consiste em entrar em
estado de ALFA, sendo o horário ideal para este tipo de exercício, o
período entre 2hs e 6hs, depois do praticante cumprir os preceitos abaixo:
1) Isenção em definitivo de sua vida, a alimentação de origem animal, quer com
seu sacrifício ou não.
2) Isenção de sexo e álcool nos 7 dias anteriores ao
exercício.
3) Banho de descarga de CEDRO. (vide Nota no
3).
NOTAS
Nota no 1: a primeira etapa, quando cumprida com o amor necessário,
será galgada em 7 lunações.
Nota no 2: é comumente chamado de concentração, com os
olhos fechados, tentando ver o Sol brilhando. O tempo de duração desta etapa é
identicamente igual à anterior.
Nota no 3: o preceito do item
2, tem a duração especificada somente durante os exercícios; após dado como
pronto, o praticante deverá abolir em definitivo o sexo e o álcool de sua vida.
O tempo de duração em média dos exercícios será de 21 lunações.
MEDIUNIDADE
Mediunidade é a ação consciente ou inconsciente dos seres
encarnados, pois todos da chamada classe dos Racionais e alguns Irracionais
possuem este Dom. A Mediunidade se divide em dois grupos principais e
distintos, à saber:
MEDIUNIDADE PSÍQUICA OU INTUITIVA: é aquela em que o médium, escuta palavras formarem-se no
cérebro e as escreve (ou transmite) de livre e espontânea vontade. Como na
maioria das vezes, a transmissão é rápida demais. Há neste grupo de mediunidade
a possibilidade de que o médium escute uma coisa e transmita outra, ou melhor dizendo, escuta uma frase completa e dá-lhe sua
própria interpretação, porém, na maior parte das vezes, contraria o sentido
original do que foi recebido.
MEDIUNIDADE SOMÁTICA OU MECÂNICA: é aquela em que o Espírito domina e
utiliza parte do corpo do médium, ou o todo, independentemente e sem
possibilidade de interveniência do mesmo.
Em ambos os grupos de Mediunidade acima mencionados, encontram-se os seguintes
tipos de mediunidade, em ordem decrescente em grau:
7) Clarividência
6) Vidência
5) Psicografia
4) Audição
3) Curadora
2) Passista
1) Incorporação
(Mediunidade de Prova)
Todos os seres encarnados possuem
estes sete tipos de Mediunidade, quer seja só de um grupo ou de ambos, latente
à espera de um desenvolvimento (ou aprimoramento), porém tem sempre acentuado
em especial, um dos tipos, que será a sua Mediunidade na presente existência.
Exemplo: é passista, curador, porém tem na incorporação o
tipo mais intenso, pelo qual se desemcubirá dos
demais.
CLARIVIDÊNCIA: é a
atuação de uma vibração na mente do médium, descrevendo através dela quadros
possíveis de acontecer, dependendo do fator TEMPO.
VIDÊNCIA: é uma mentalização material, inata, podendo ver coisas materiais,
passadas em outro local e/ou espirituais, de olhos abertos e de frente.
PSICOGRAFIA: é a
faculdade mediúnica de receber vibrações, que os fazem transcrever mensagens
espirituais.
AUDIÇÃO: é aquela em
que o médium ouve vozes, transmitindo as boas e más notícias.
CURADORA: é a
faculdade inata e esclarecedora da cura, através de conselhos, ervas, etc.
PASSISTA: é a
capacidade de movimentar vibrações através de passes para equilibrar e
fortalecer as forças positivas e diminuir e também equilibrar, as forças
negativas.
INCORPORAÇÃO: é a
faculdade de entregar o seu corpo à vibração do plano astral, facilitando a
comunhão do Espírito Comunicador com as vibrações materiais do seu corpo, para
que, através do mesmo, seja dado o socorro, a ajuda, enfim o esclarecimento e
tudo necessário aos eternos pedintes que somos.
MÉDIUM: é o
intermediário entre o plano físico (ou material) e o plano espiritual.
Levando-se em conta os sete tipos principais de Mediunidade, cremos que 80% dos
médiuns existentes têm como classificação primordial a INCORPORAÇÃO,
porquanto este orbe é um planeta presídio e de expiação de faltas Karmicas. Os 20% restantes está proporcionalmente
distribuído entre os restantes tipos de Mediunidade. Fazem parte fundamental do
Curriculum do médium, que entende a sua missão, os
seguintes quesitos voluntários:
O Fim, é
o aprimoramento que o médium procura em todos os outros quesitos, e é
vislumbrado quando o Ser percebe que o uso condigno e confiante da Mediunidade,
tem valia em algo de bem e de bom para alguém. Todo o Ser é um iniciado em
potencial, ignorando de início o Modus Operanti, utilizando-se do seu Livre Arbítrio,
estudando o fenômeno, progredirá de acordo com a intensidade de suas qualidades
essenciais.
Por esta razão, nem todos os médiuns têm progresso
idêntico. Ser médium é em síntese, ser um pesquisador constante, que inicia por
conhecer-se à si próprio, descobrindo e equilibrando
suas forças positivas e negativas, para depois então, e só então, partir para o
estudo do Universo que o rodeia.
HIERARQUIA EM UM TERREIRO DE UMBANDA
A hierarquia de um Terreiro de Umbanda é subdividida em
dois comandos distintos, à saber:
CÚPULA ESPIRITUAL: a Cúpula Espiritual é formada por três Entidades
congêneres, semelhantes ou afins quanto à missão terráquea. Existe entre eles
uma hierarquia singular, formando um triângulo equilátero
perfeito, sendo que a Entidade do vértice superior do triângulo é o Orientador,
que será substituído, em caso de necessidade, primeiro pela Entidade do angulo
direito da base do triângulo e depois, na sua falta, pela Entidade do angulo
esquerdo da base.
As demais Entidades incorporadas, assim como todos os participantes do
terreiro, acatam e fazem cumprir as ordens emanadas da Cúpula Espiritual.
CÚPULA MATERIAL: a Cúpula Material é comandada pela Mãe Pequena.
CÚPULA ESPIRITUAL

HIERARQUIA MATERIAL
NO TERREIRO DE UMBANDA
MÃE PEQUENA (ou Pai Pequeno): é o responsável material pelas ordens, quer espirituais,
quer materiais, emanadas da Cúpula Espiritual. É quem controla todos os
médiuns, quer na disciplina, quer na pontualidade, quer nos uniformes, quer na organização de obrigações, festividades, enfim toda
a parte material dos rituais de um terreiro. É também o Cambone
Especial do Guia Chefe (Orientador Espiritual ou seu substituto), tendo sempre
uma IAÔ, a que tiver melhores aptidões, para substituí-la , em caso de necessidade.
CAMBONE DE EBÓ: subordinado diretamente à Mãe Pequena, sendo o único
responsável, por todas as entregas negativas do Terreiro.
IABÁ: é a responsável pela cozinha do terreiro, pela confecção dos ageuns, amalás, e toda e qualquer
comida necessária nos trabalhos.
COTA: é subordinada e substituta da IABÁ (só utilizada nos terreiros de
Nação).
SAMBA: médium (mulher) em desenvolvimento.
IAÔ: médium (mulher) com feitura no Santo.
MÃO DE FACA: médium preparado especialmente para efetuar toda e qualquer
matança de animais, quando necessário (muito usado em Nação)
MÃO DE OFÁ: médium preparado especialmente para fazer a colheita e a quinagem das ervas usadas na Umbanda, para amacís, confirmações, assim como para remédios e banhos de
descarga.
OGÃ CALOFÉ: é o responsável por toda a corimba
à ser puxada no terreiro, é também instrutor de toques de atabaque, assim como
responsável, abaixo da Mãe pequena, pelo desenvolvimento do Pé de Dança,
médium preparado especificamente para isto.
OGÃ DE ATABAQUE: médium preparado, exclusivamente para os toques de
atabaque.
OGÃ DE CORIMBA: médium preparado, exclusivamente para a puxada da corimba (pontos cantados), respondendo diretamente ao Ogã Calofé, à Mãe Pequena, ou em
última instância, ao chefe do terreiro.
CAMBONE: médium (homem) em desenvolvimento.
CASSUTÉS: médiuns (homens) com feitura no Santo.
NOTA: nos terreiros de Nação todos os médiuns, quer homens quer
mulheres, com Feitura no Santo, chamam-se IAÔS.
DISTRIBUIÇÃO INTERNA
DE UM TERREIRO
Um terreiro, para a prática da Umbanda, deve ter distintos
os seguintes locais prefixados: o Stadium, o Pegí ou Gongá, Ala de Atabaques, Local da Assistência, Roncó, Casa de Exus, Cruzeiro das Almas, Tronqueira, e Casas ou Quartos dos Orixás, assim como Casa
de matanças (opcionais só na Nação).
O STADIUM: é o local onde os médiuns (cavalinhos) fazem suas evoluções,
e quando incorporados, os atendimentos. É nesse local
que são efetuadas as Danças de Santo (também as brincadeiras para o Santo), o
desenvolvimento, os atendimentos e as aulas, quando houver escola, dirigida
pelo Orientador Espiritual.

O PEGÍ: é o altar
sagrado dos rituais (ORÁCULO)
O RONCÓ: altar ou Pegí particular do chefe do
terreiro, onde são feitos todos os Rituais Herméticos dos seus filhos de
terreiro, tais como: amacís, batizados, confirmações
e as demais obrigações. É exclusivo, para a troca de roupa do chefe do
terreiro, e nele também são praticados os trabalhos de Rituais Especiais,
quando necessário no atendimento de assistentes.
CASA DE MATANÇAS: é o local de uso e responsabilidade do
Mão de Faca para fazer as matanças de animais, quando
necessário. (Nação)
CASA DE EXU: é o local destinado à guarda dos apetrechos dos Compadres,
das obrigações dos mesmos, e da troca de roupa dos médiuns, quando incorporados
com os Exus.
CRUZEIRO DAS ALMAS: é uma lápide de mármore ou madeira, com 3 degraus,
encimada por uma Cruz, a Cruz das Almas, e destina-se à queima de velas
para as Almas, provenientes de promessas, compromissos, etc.
TRONQUEIRA: local destinado à ser feita a segurança primeira do
terreiro e localiza-se de frente para a rua, do lado esquerdo de quem entra.
Por direito, do lado direito do terreiro devem ser erigidas tantas salas ou
quartos quantos sejam os Orixás, onde deverão ser implantados as forças
VIBRATÓRIAS e RITUALÍSTICAS de cada um, assim como, apetrechos e ferramentas,
etc. É nestas salas, que se fazem os trabalhos especiais, com os médiuns ou
para assistentes necessitados, de acordo com a necessidade vibratória.
Na Umbanda, não se deve utilizar Imagens ou Estátuas de outras religiões,
apenas vultos de Preto-velhos, Caboclos, Crianças e Exus;
Quanto aos ORIXÁS, são representados pelas forças da natureza em que atuam.
Exemplo:
XANGÔ =
pedra
OGUM =
ferro
e assim por diante
Isto deve-se ao fato de que um
Orixá é um espírito que nunca teve forma material, os que já a tiveram, são
conhecidos como EGUNS.
A única exceção simbólica é a de OXALÁ, e tem-se sempre um vulto do
Divino Mestre no centro do Pegí, do Stadium, pois foi o único que teve por missão, usar um
corpo material, conforme determinado pela Administração Sideral.
PEQUENO VOCABULÁRIO
DE UMBANDA
Abaixo damos uma série de palavras muito utilizadas nas
reuniões de Umbanda para o bom entendimento entre a Entidade comunicante e a
pessoa que recebe a comunicação:
ABA: Cuidado, não
maltratar
ABABA: Alguidar, cuia de barro
ABACÊ: Local das cerimônias (Terreiro, Stadium)
ABARÁ: Massa de feijão branco
ABÊRÊ: Indagador, bisbilhoteiro
ABEREM: Milho verde socado
ABÓ Meio (metade)
ABÔ EXIM: Égua (animal)
ACAÇÁ: Massa de milho branco
ADAM: Rato
ADO: Milho maduro em grão
ADUM: Doçura, meiguice
AFÓCHÊ: Instrumento musical, dança ritual
AFURÁ: Bolo de arroz com mel de abelha
ÁGUA QUE QUEIMA: Álcool
ÁGUA AZEDA: Vinagre
AGEUM: Comida de Santo (dada aos convidados)
AGO: Licença
AGO-IÊ: Dai-me Licença
AGRADO: Presente
AGUNJAIÁ: Puxa-saco
AMALÁ: Comida de Santo (específica p/entrega ao Santo)
APÔ: Javali
AQUANANÃ: Homossexual
ATARÉ: Pimenta da costa
BÁBÁ: Pai
BÁBÁ AGBA: Avô
BAJÉ: Podre
BAMBÁ: Temível, valente
BINGA: Coité de chifre
BURRO: Médium (termo usado pelos negativos)
CABA: Abelha
CABALA: Ritual e liturgia secretos
CACURUNCÁIA: Velha (mulher)
CACURUQUÊ: Velho (homen)
CAFIOTO: Criança (menino ou menina)
CAFÚNGA: Tristeza
CALANGO: Víbora
CAMATUÊ: Cabeça (de pessoa)
CARNE DE SOL: Carne-seca
CALUNGA PEQUENA: Cemitério
CALUNGA GRANDE: Mar
CARTOLA: Médico ou qualquer Dr.
CASA BRANCA: Hospital
CASA DE GRADE: Cadeia
CAVALO: Médium (termo usado pelos positivos)
CURIAR: Comer ou beber
CURIMAR: Cantar
CURIMBAR: Dançar, cantando
DEKÁ: Diploma, Certificado Sarcedotal
ELEDÁ: Pai(s) de cabeça + adjuntores (juntós)
ERÓ: Mistério, cabala
JABÁ: Esteira
JALAPO: Açúcar
MÁSIA: Água
MASÍA: Vento
NANGA: Roupa de trabalho (geralmente branca)
PONTA BRANCA: Cigarro
QUIZILA: Alergia, força contrária
SACATRAPO: Charuto
SALUIM: Dia dos mortos
SUNDA: Nome
TUIA: Pólvora
TUFADO: Temporal
ZIMBA: Assinatura, ponto riscado
Abará
Bolinho de origem afro-brasileira feito com massa de feijão-fradinho temperada
com pimenta, sal, cebola e azeite-de-dendê, algumas vezes com camarão seco,
inteiro ou moído e misturado à massa, que é embrulhada em folha de bananeira e
cozida em água. (No candomblé, é comida-de-santo,
oferecida a Iansã, Obá e Ibeji).
Aberém
Bolinho de origem afro-brasileira, feito de milho ou de arroz moído na pedra,
macerado em água, salgado e cozido em folhas de bananeira secas. (No candomblé,
é comida-de-santo, oferecida a Omulu
e Oxumaré).
Abrazô
Bolinho da culinária afro-brasileira, feito de farinha de milho ou de mandioca,
apimentado, frito em azeite-de-dendê.
Acaçá
Bolinho da culinária afro-brasileira, feito de milho macerado em água
fria e depois moído, cozido e envolvido, ainda morno, em folhas verdes de
bananeira. (Acompanha o vatapá ou caruru. Preparado com leite de coco e açúcar,
é chamada acaçá de leite.) [No candomblé, é comida-de-santo, oferecida a Oxalá, Nanã,
Ibeji, Iêmanja e Exu.]
Ado
Doce de origem afro-brasileira feito de milho torrado e moído, misturado com
azeite-de-dendê e mel. (No candomblé, é comida-de-santo,
oferecida a Oxum).
Aluá
Bebida refrigerante feita de milho, de arroz ou de casca de abacaxi fermentados
com açúcar ou rapadura, usada tradicionalmente como oferenda aos orixás nas festas
populares de origem africana.
Quibebe
Prato típico do Nordeste, de origem africana, feito de carne-de-sol ou com
charque, refogado e cozido com abóbora.
Tem a consistência de uma papa grossa e pode ser temperado com azeite-de-dendê
e cheiro verde.
Comida de:
ESU Pipocas, farofa de farinha de dendê,
farinha com pinga, farinha com mel, bife no azeite de dendê, bofe, figado, coração de boi, acaçá amarelo, carne assada, vinho
e mel.
OGUM Inhame, feijoada (em algumas nações), figado, coração de boi, feijão fradinho, feijão preto,
bagre com molho de camarão.
IANSA Acarajé redondo frito
no dendê, rodelas de inhame cozido refogado com dendê e cebola, amalá, feijão fradinho.
SANGO Amalá, acarajé longos, rabada com camarão
seco, cebola ralada, quiabos e azeite de dendê, caruru.
OBA Acarajé, amalá,
abara, ovos.
OSOSI Axoxo (milho de canjica vermelha
cozida enfeitado com fatias de coco), frutas, espiga de milho cozido,
pamonha
LOGUM EDE Axoxo, omolucum, inhame
OSAIN Feijão preto, farofa, mel e fumo
OBALUAIE /
OMULU Aberem, pipocas, feijão preto, feijão fradinho, bisteca de
porco.
OSUMARE Aberem, feijão com milho, feijão fradinho com
ovos, inhame
OSUN Omolucum, xinxim de galinha, Apeté,
ovos cozidos, milho com coco.
YEMANJA Ebô de milho branco com azeite doce ou mel, peixe cozido
com pirão de farinha de mandioca, arroz cozido doce enfeitado com fatias de
maça, manjar de maizena, canjica cozida branca e refogada com camarões e cebola
com azeite de oliva
NANA Acaça, arroz,
inhame, feijão fradinho, omolucum de feijão branco
enfeitado com ovos cozidos cortados ao meio.
OSALA Tudo branco, Ebô
de milho branco sem sal,
(canjica branca), clara de ovos, Acaçá branco, rodelas
de inhame cozido com mel.