cursos se umbanda os exus
Exus são espíritos que já encarnaram na terra. Na sua maioria, tiveram vida
difícil como mulheres da vida; boêmios; dançarinas de cabaré, etc.
Estes espíritos optaram por prosseguir sua evolução espiritual através da
prática da caridade, incorporando nos terreiros de Umbanda. São muito amigos,
quando tratados com respeito e carinho, são desconfiados, mas gostam de ser
presenteados e sempre lembrados. Estes espíritos, assim como os Preto-velhos,
crianças e caboclos, são servidores dos Orixás.
Apesar das imagens de Exus, fazerem referência ao "Diabo" medieval (herança do
Sincretismo religioso), eles não devem ser associados a prática do "Mal", pois
como são servidores dos Orixás, todos tem funções específicas e seguem as ordens
de seus "patrões". Dentre várias, duas das principais funções dos Exus são: a
abertura dos caminhos e a proteção de terreiros e médiuns contra espíritos
perturbadores durante a gira ou obrigações.
Desta forma estes espíritos não trabalham somente durante a "gira de Exus" dando
consultas, onde resolvem problemas de emprego, pessoal, demanda e etc. de seus
consulentes. Mas também durante as outras giras (Caboclos, Preto-velhos,
Crianças e Orixás), protegendo o terreiro e os médiuns, para que a caridade
possa ser praticada.
Exú é Mau
Muitos acreditam que nossos amigos Exus são demônios, maus, ruins, perversos,
que bebem sangue e se regozijam com as desgraças que podem provocar .
Mas por que este Orixá, irmão de Ogum, animado, gozador, alegre, extrovertido,
sincero e, sobretudo amigo é comparado com demônios das profundezas macabras dos
Infernos? Bem, para conhecer esta história vamos viajar para 6.000 anos atrás,
até a antiga Mesopotâmia.
A Demonologia Mesopotâmica influenciou diversos povos: Hebreus, Gregos, Romanos,
Cristãos e outros. Sobrevive até hoje nos rituais Satânicos que muitos já devem
ter escutado e visto notícias na televisão e lido nos jornais, principalmente na
Europa e EUA.
Na Mesopotâmia os males da vida que não constituíssem catástrofes naturais eram
atribuídos aos demônios (No mundo atual as pessoas continuam a fazer isso). Os
Bruxos, para combater as forças do mal tinham que conhecer o nome dos demônios e
perfaziam enormes listas, quase intermináveis. O demônio mau era conhecido
genericamente como UTUKKU. O grupo de 7 (sete) demônios maus é com freqüência
encontrado em encantamentos antigos. Se dividiam em machos e fêmeas. Tinham a
forma de meio humano e meio animal: Cabeça e tronco de homem ou mulher, cintura
e pernas de cabra e garras nas mãos. Com sede de sangue, de preferência humano,
mas aceitavam de outros animais. Os demônios freqüentavam os túmulos, caminhos
(encruzilhadas), lugares ermos, desertos, especialmente à noite.
Nem todos eram maus, havia os demônios bons que eram evocados para combater os
maus. Demônios benignos são representados como gênios guardiões, em número de 7
(sete), que guardam as porteiras, portas dos templos, cemitérios, encruzilhadas,
casas e palácios.
Os negros africanos em suas danças nas senzalas, nas quais os brancos achavam
que eram a forma deles saudarem os santos, incorporavam alguns Exus, com seu
brado e jeito maroto e extrovertido, assustavam os brancos que se afastavam ou
agrediam os médiuns dizendo que eles estavam possuídos por demônios.
Com o passar do tempo, os brancos tomaram conhecimento dos sacrifícios que os
negros ofereciam a Exu, o que reafirmou sua hipótese de que essa forma de
incorporação era devido a demônios.
As cores de Exu, também reafirmaram os medos e fascinação que rondavam as
pessoas mais sensíveis.
MAS ENTÃO QUEM É EXU
Ele é o guardião dos caminhos, soldado dos Pretos-velhos e Caboclos, emissário
entre os homens e os Orixás, lutador contra o mau, sempre de frente, sem medo,
sem mandar recado.
Exu, termo originário do idioma Yorubá, da Nigéria, na África, divindade afro e
que representa o vigor, a energia que gira em espiral. No Brasil, os Senhores
conhecidos como Exus, por atuarem no mistério cuja energia prevalente é Exu, e
tanto assim, em todo o resto do mundo são os verdadeiros Guardiões das pilastras
da criação. Preservando e atuando dentro do mistério Exu.
Verdadeiros cobradores do carma e responsáveis pelos espíritos humanos caídos
representam e são o braço armado e a espada divina do Criador nas Trevas,
combatendo o mal e responsáveis pela estabilidade astral na escuridão. Senhores
do plano negativo atuam dentro de seus mistérios regendo seus domínios e os
caminhos por onde percorre a humanidade.
Em seus trabalhos Exu corta demandas, desfaz trabalhos e feitiços e magia negra,
feitos por espíritos malignos. Ajudam nos descarregos e desobsessões retirando
os espíritos obsessores e os trevosos, e os encaminhando para luz ou para que
possam cumprir suas penas em outros lugares do astral inferior.
Seu dia é a Segunda-feira, seu patrono é Santo Antônio, em cuja data
comemorativa tem também sua comemoração. Sua bebida ritual é a cachaça, mas não
é permitido o uso de cachaça para ser ingerida dentro do terreiro durante as
sessões, para este fim, cada um tem a sua preferência.
Sua roupa, quando lhe é permitido usá-la tem as cores preta e vermelha, podendo
também ser preta e branca, ou conter outras cores, dependendo da irradiação a
qual correspondem. Completa a vestimenta o uso de cartolas (ou chapéus
diversos), capas, véus, e até mesmo bengalas e punhais em alguns casos.
A roupagem fluídica dos Exus varia de acordo com o seu grau evolutivo, função,
missão e localização. Normalmente, em campos de batalhas, eles usam o uniforme
adequado. Seu aspecto tem sempre a função de amedrontar e intimidar. Suas
emanações vibratórias são pesadas, perturbadoras. Suas irradiações magnéticas
causam sensações mórbidas e de pavor.
É claro que em determinados lugares, eles se apresentarão de maneira diversa. Em
centros espíritas, podem aparecer como "guardas". Em caravanas espirituais, como
lanceiros. Já foi verificado que alguns se apresentam de maneira fina: com
ternos, chapéus, etc.
Eles têm grande capacidade de mudar a aparência, podem surgir como seres
horrendos, animais grotescos, etc.
Às vezes temido, às vezes amado, mas sempre alegre, honesto e combatente da
maldade no mundo, assim é Exú.
ALGUMAS PALAVRAS SOBRE OS EXUS:
•
Tem palavra e a honram;
• Buscam evoluir;
• Por sua função cármica de Guardião, sofrem com os constantes choques
energéticos a que estão expostos;
• Afastam-se daqueles que atrasam a sua evolução;
• Estas Entidades mostram-se sempre justas, dificilmente demonstrando
emotividade, dando-nos a impressão de serem mais "Duras" que as demais
Entidades;
• São caridosas e trabalham nas suas consultas, mais com os assuntos Terra a
Terra;
• Sempre estão nos lugares mais perigosos para a Alma Humana;
• Quando não estão em missão ou em trabalhos, demonstram o imenso Amor e
Compaixão que sentem pelos encarnados e desencarnados;
“Pela Misericórdia de DEUS, que me permitiu a convivência com essas Entidades
desde a adolescência, através dos mais diferentes filhos de fé, de diferentes
terreiros, aprendi a reconhecê-los e dar-lhes o justo valor. Durante todos estes
anos, dos EXÚS, POMBO-GIRAS e MIRINS recebi apenas o Bem, o Amor, a Alegria, a
Proteção, o Desbloqueio emocional, além de muitas e muitas verdadeiras aulas de
aprendizado variado. Esclareceram-me, afastando-me gradualmente da ILUSÃO DO
PODER. Nunca me pediram nada em troca. Apenas exigiram meu próprio esforço.
Mostraram-me os perigos e ensinaram-me a reconhecer a falsidade, a ignorância e
as fraquezas humanas. Torno a repetir, jamais pediram algo para si próprios. Só
recebi e só vi neles o Bem.” – Testemunho de um Pai de santo.
EXÚS E KIUMBAS – O COMBATE
Ao contrário do que se pensa, os exus não são os diabos e espíritos malignos ou
imundos que algumas religiões pregam, tampouco são espíritos endurecidos ou
obsessores que um grande número de espíritas crêem.
Os "diabos" ou demônios são seres mitológicos, já "desvendados" pela doutrina
espírita, portanto, não existem.
Espíritos trevosos ou obsessores são espíritos que se encontram desajustados
perante a Lei. Provocam os mais variados distúrbios morais e mentais nas
pessoas, desde pequenas confusões, até as mais duras e tristes obsessões. São
espíritos que se comprazem na prática do mal, apenas por sentirem prazer ou por
vinganças, calcadas no ódio doentio.
Aguardam, enfim, que a Lei os "recupere" da melhor maneira possível (voluntária
ou involuntariamente).
São conhecidos, pelos umbandistas, como kiumbas. Vivem no baixo astral, onde as
vibrações energéticas são densas.
Este baixo astral é uma enorme "egrégora" formada pelos maus pensamentos e
atitudes dos espíritos encarnados ou desencarnados. Sentimentos baixos, vãs
paixões, ódios, rancores, raivas, vinganças, sensualidade desenfreada, vícios de
toda estirpe, alimentam esta faixa vibracional e os kiumbas se comprazem nisso,
já que se sentem mais fortalecidos.
O baixo astral, mesmo sendo um imenso caos, tem diversas organizações,
fortemente esquematizadas e hierarquizadas. Planos bem elaborados, mentes
prodigiosas, táticas de guerrilhas, precisões cirúrgicas, exércitos bem
aparelhados e treinados, compõe o quadro destas organizações.
Muitas delas agem na plena certeza de cumprirem os desígnios da Lei Divina, onde
confundem a Lei da Ação e Reação com o "olho por olho, dente por dente".
Vingam-se pensando que fazem a coisa certa.
Algumas agem no mal, mesmo sabendo que estão contra a Lei, mas enquanto a
vingança não se consumar, não haverá trégua para os seus "inimigos". Acham que
não plantam o mal, nem que a reação se voltará mais cedo ou mais tarde.
Cada mal praticado por um espírito, o leva a cada vez mais para "baixo". As
quedas são freqüentes e provocam mais e mais revoltas.
Alguns espíritos caem tanto que perdem a consciência humana, transformando-se
(ou plasmando) os seus corpos astrais (perispíritos) em verdadeiras feras,
animais, bestas e assim são usados por outros espíritos como tais. Alguns se
transformam em lobos, cães, cobras, lagartos, aves, etc.
Outros espíritos chegam ao cúmulo da queda que perdem as características
humanas, transformando os seus perispíritos em ovóides. Esta queda provoca além
da perda de energias, a perda da consciência; ficando, com isso subjugados por
outros espíritos.
Apesar de todo este quadro, pouco esperançoso, das trevas. Mesmo sabendo que no
nosso orbe o mal prevalece sobre o bem, há também o lado da Luz, da Lei, do Bem.
E este lado é ainda mais organizado que as organizações das trevas.
Existem, também, diversas organizações, com variados trabalhos e ações, mas com
um único objetivo de resgatar das trevas e do mal, os espíritos "caídos".
Vemos colônias espirituais, hospitais no astral, postos avançados da Luz nos
Umbrais, caravanas de tarefeiros, correntes de cura, socorristas, etc., afeitos
e afinizados aos trabalhos dos centros espíritas. Vemos também, outros
trabalhadores espirituais, ligados aos cultos afros.
Especificamente, na Umbanda, vemos através das Sete Linhas, vários Orixás
hierarquizados. Existem vários níveis na hierarquia dos Orixás. Começando pelos
mais altos espíritos, que estão próximos do Criador, até os Orixás Menores ou
Planetários (aqueles que são ligados e responsáveis por cada orbe, pela sua
evolução).
Abaixo destes Orixás, estão os chefes de legiões e suas hierarquias, Estes
espíritos "chefes" usam as três roupagens básicas: Caboclos, Pretos-Velhos e
Crianças.
Outras entidades tais como: baianos, boiadeiros, marinheiros, etc., são
espíritos que compõe as sub-linhas afeitas e subordinadas às sete linhas e aos
chefes de legiões.
Alguns caboclos, crianças ou pretos-velhos, às vezes, usam algumas destas
roupagens para determinados trabalhos ou missões.
Como em nosso Universo (Astral) as manifestações se dividem em duas e
manifestam-se como pares: positivo-negativo, ativo-passivo, masculino-feminino,
etc.
A Umbanda, que é paralela ativa, tem como par passivo a Kimbanda (não confundir
com a kiumbanda, que é a manifestação das trevas).
A Kimbanda, que é a força paralela passiva da Umbanda, força equilibradora da
Umbanda. A Kimbanda - São os Sete Planos Opostos da Lei, é o conjunto oposto da
Lei. Quando falamos em "oposto" à Lei, não queremos dizer aquilo que está em
desacordo à Lei, mas a maneira oposta de como a Lei é aplicada. Na Kimbanda que
os Exus se manifestam, a Kimbanda, portanto é o "reino" dos Exus.
Os Exus são os "mensageiros" dos Orixás aqui na Terra. Através deles, os Orixás
podem se manifestar nas trevas. Então, para cada chefe de falange, sub-chefe,
etc., na Umbanda, temos uma entidade correspondente (ou par) na Kimbanda.
Os exus são considerados como "policiais” que agem pela Lei, no submundo do
"crime" organizado. As "equipes" de Exus sempre estão nestas zonas infernais,
mas, não vivem nela. Passam a maior parte do tempo nela, mas, não fazem parte
dela. Devido a esta característica, os Exus, são confundidos com os kiumbas.
Videntes os vêem nestes lugares e erroneamente dizem que eles são de lá.
MÉTODO E ATUAÇÃO DOS EXUS
A maneira dos Exus atuarem, às vezes nos choca, pois achamos que eles devem ser
caridosos, benevolentes, etc. Mas, como podemos tratar mentes transviadas no
mal? Os exus usam as ferramentas que sabem usar: a força, o medo, as magias, as
capturas, etc. Os métodos podem parecer, para nós, um pouco sem "amor", mas eles
sabem como agir quando necessitam que a Lei chegue às trevas.
Eles ajudam aqueles que querem retornar à Luz, mas não auxiliam aqueles que
querem "cair" nas trevas. Quando a Lei deve ser executada, Eles a executam da
melhor maneira possível doa a quem doer.
Os exus, como executores da Lei e do Karma, esgotam os vícios humanos, de
maneira intensiva. Às vezes, um veneno é combatido com o próprio veneno, como se
fosse a picada de uma cobra venenosa. Assim, muitos vícios e desvios, são
combatidos com eles mesmos. Um exemplo, para ilustrar:
Uma pessoa quando está desequilibrada no campo da fé, precisa de um tratamento
de choque. Normalmente ela, após muitas quedas, recorre a uma religião e
torna-se fanática, ou seja, ela esgota o seu desequilíbrio, com outro
desequilíbrio: a falta de fé com o fanatismo. Parece um paradoxo? Sim, parece,
mas é extremamente necessário.
Outro exemplo é o vicio as drogas, onde é preciso de algo maior para esgotar
este vicio: ou a prisão, a morte, uma doença, etc.
A Lei é sempre justa, às vezes somente um tratamento de choque remove um
espírito do mau caminho. E são os exus que aplicam o antídoto para os diversos
venenos.
Os Exus estão ligados de maneira intensiva com os assuntos terra-a-terra
(dinheiro, disputas, sexo, etc.). Quando a Lei permite, Eles atendem aos
diversos pedidos materiais dos encarnados.
Os Exus tem sob o domínio todas as energias livres, contidas em: sangue,
cadáveres, esperma, etc.
Por isso, seus campos de atuação são: cemitérios, matadouros, prostíbulos,
boates, necrotérios, etc. Eles lá estão, porque frenam (bloqueiam) as investidas
dos kiumbas e espíritos endurecidos que se comprazem nos vícios e na matéria.
Os kiumbas, seres astutos, conseguem se manifestar como um Exu, num terreiro
muito preso às magias negras e assuntos que nada trazem elevação espiritual. Ao
se manifestarem, pedem inúmeras oferendas, trabalhos, despachos, em troca destes
favores fúteis. Normalmente eles pedem muito sangue, bebidas alcóolicas e fumo.
Chegam a enganar tanto (ou fascinar) que fazem as mulheres que procuram estes
"terreiros", pagarem as suas "contas" fazendo sexo com o médium "deles". Ou
seja, eles vampirizam o casal, quando o ato sexual se efetua.
Mas, e os verdadeiros exus deixam?
É uma pergunta que comumente fazemos, quando estes disparates ocorrem.
Os exus permitem isso, para darem lição nestes falsos chefes de terreiros ou
médiuns. Como foi dito, os métodos dos exus, para fazer com que a Lei se cumpra,
são variados.
Muitas vezes, também, a obsessão é tão grande e profunda que os exus, não podem
separar de uma só vez obsedado e obsessor, pois isso causaria a ambos um
prejuízo enorme.
Outras vezes, os exus, deixam que isso aconteça, para criar "armadilhas" contra
os kiumbas, que uma vez instalados nos terreiros, são facilmente capturados e
assim, após um interrogatório, podem revelar segredos de suas organizações, que
logo em seguida, são desmanteladas. Alguns terreiros, depois disso, são também
desmantelados pelas ações dos exus, causando doenças que afastam os médiuns, as
pessoas, etc.
Existem algumas coisas com as quais um guia da direita (caboclo, preto-velho e
criança) não lida, mas quando se pede a um Exu, ele vai até essa sujeira, entra
e tira a pessoa do apuro.
Se tiver alguém para te assaltar ou te matar, os Exus te ajudam a se livrar de
tais problemas, desviando o bandido do seu caminho, da mesma forma a Pomba-Gira,
não rouba homem ou traz mulher para ninguém, são espíritos que conhecem o
coração e os sentimentos dos seres humanos e podem ajudar a resolver problemas
conjugais e sentimentais.
Para finalizar, se você vier pedir a um Exú de Lei (de verdade) para prejudicar
alguém, pode estar certo que você será o primeiro a levar a execução da Justiça.
Mas, se você não estiver em um centro sério, e a entidade travestida ou
disfarçada de Exú aceitar o seu pedido... Bom, quando esta vida terminar, e você
for para o outro lado... Você será apenas cobrado!
DEVEMOS OFERENDAR AOS EXUS?
Os exus, como já foi dito, atuam intensamente no submundo astral. Grandes
batalhas são travadas entre o bem e o mal. Muita energia é despendida nestas
investidas e os exus, por atuarem assim, acabam gastando enormemente as suas
reservas energéticas.
Depois de vários "dias" trabalhando, eles se recolhem em seus "quartéis" e
repõem parte destas energias e aproveitam e estudam, discutem novas táticas,
etc.
Quando fazemos alguma oferenda para os Exus, eles "capturam" as energias dos
elementos oferendados, ou a parte etérica e "recarregam as suas baterias".
Mas, se o exu é um espírito, porque ele precisa de oferendas materiais ?
Como eles estão ligados ao terra-a-terra e ao sub-mundo astral que é muito
denso, os exus precisam retirar dos elementos materiais a energia que gastaram
em seus trabalhos.
Quais elementos podemos oferendar ?
Devemos tomar muito cuidado com o que oferendamos, pois, os elementos mais
densos (sangue, carne, cadáveres, ossos), são atratores de espíritos
endurecidos, que sentem necessidade de elementos materiais. Portanto, é melhor
manipular elementos sutis nas oferendas (frutas, incensos, ervas, etc.)
Posso então oferecer um animal sacrificado para um exu?
Pensemos bem, um animal inocente, tem que pagar, com a vida para que possamos
reabilitar a nossa ligação com um exu?
Creio que não devemos destruir uma vida por isso. Para harmonizar algo devemos
desarmonizar outro? Não há muita lógica nisso.
O sangue, por ter um alto teor energético, com certeza restauraria rapidamente
as "baterias" de um exu.
Mas, além deste aspecto pouco prático que é o sacrifício de um pobre animal,
devemos considerar mais duas coisas:
1. Os inimigos da Umbanda, sempre se apegam a este tipo de oferenda para dizer
que é uma religião demoníaca. Quando uma pessoa passa em frente a um despacho
numa encruzilhada, aquela cena causa-lhe desagradáveis sensações e os seus
pensamentos negativos vão se juntar à egrégora negativa já criada com um
despacho.
2. Oferendas com sangue ou carne, atraem muitos kiumbas, às vezes, impedindo que
o próprio exu se aproxime, portanto, estaremos alimentando os vícios destes
espíritos.
Resumindo, é melhor não utilizar e manipular este tipo de elemento em oferendas,
ebós, sacudimentos, etc., pois os resultados podem ser negativos e prejudiciais.
Além disso, a verdadeira oferenda tem a principal função de reenergizar ou
sublimar o próprio médium. Então, o melhor é oferendar elementos não densos,
tais como frutas, ervas, velas, incensos, etc.
Lembremos ainda que a UMBANDA não aceita o sacrifício de animais.
AS POMBO-GIRAS
O termo Pombo-Gira é corruptela do termo "Bombogira" que significa em Nagô, Exu.
A origem do termo Pomba-Gira, também é encontrada na história.
No passado, ocorreu uma luta entre a ordem dórica e a ordem iônica. A primeira
guardava a tradição e seus puros conhecimentos. Já a iônica tinha-os totalmente
deturpados. O símbolo desta ordem era uma pomba-vermelha, a pomba de Yona. Como
estes contribuíram para a deturpação da tradição e foi uma ordem formada em sua
maioria por mulheres, daí a associação.
Se Exu já é mal interpretado, confundindo-o com o Diabo, quem dirá a Pomba-Gira?
Dizem que Pomba-Gira é uma mulher da rua, uma prostituta. Que Pomba-Gira é
mulher de Sete Exus! As distorções e preconceitos são características dos seres
humanos, quando eles não entendem corretamente algo, querendo trazer ou
materializar conceitos abstratos, distorcendo-os.
Pombo-Gira é um Exu Feminino, na verdade, dos Sete Exus Chefes de Legião, apenas
um Exu é feminino, ou seja, ocorreu uma inversão destes conceitos, dizendo que a
Pombo-gira é mulher de Sete Exus e, por isso, prostituta.
É claro que em alguns casos, podem ocorrer que uma delas, em alguma encarnação
tivesse sido uma prostituta, mas, isso não significa que as pombo-giras tenham
sido todas prostitutas e que assim agem.
A função das pombo-giras, está relacionada à sensualidade. Elas frenam os
desvios sexuais dos seres humanos, direcionam as energias sexuais para a
construção e evitam as destruições.
A sensualidade desenfreada é um dos "sete pecados capitais" que destroem o
homem: a volúpia. Este vicio é alimentado tanto pelos encarnados, quanto pelos
desencarnados, criando um ciclo ininterrupto, caso as pombo-giras não atuassem
neste campo emocional.
As pombo-giras são grandes magas e conhecedoras das fraquezas humanas. São, como
qualquer exu, executoras da Lei e do Karma.
Cabe a elas esgotar os vícios ligados ao sexo. Quando um espírito é extremamente
viciado ao sexo, elas, às vezes, dão a ele "overdoses" de sexo, para esgotá-lo
de uma vez por todas.
Elas, ao se manifestarem, carregam em si, grande energia sensual, não significa
que elas sejam desequilibradas, mas sim que elas recorrem a este expediente para
"descarregar" o ambiente deste tipo de energia negativa.
São espíritos alegres e gostam de conversar sobre a vida. São astutas, pois
conhecem a maioria das más intenções.
Devemos conhecer cada vez mais o trabalho dos guardiões, pois eles estão do lado
da Lei e não contra ela. Vamos encará-los de maneira racional e não como
bichos-papões. Eles estão sempre dispostos ao esclarecimento. Através de uma
conversa franca, honesta e respeitosa, podemos aprender muito com eles.
Agora, eu te pergunto: o que você sente ao ser incorporado pelo teu Exú?
Pense e depois me diga, se o que você sente não é uma poderosa força neutra que
te retesa o corpo e as mãos. Você não sente ódio, rancor, maldade, perversidade,
desejo de vingança, enfim, nada da caracterização de um ser monstruoso que
alguns pensam ser nossos irmãos Exus. Não se esqueça que Exú muitas vezes é
chamado de ”Compadre”, ou seja, aquele em quem você confia tanto, a ponto de dar
seu filho para batizar.
Observe que, comportamentos negativos como a agressividade e sensualidade
exageradas demonstradas em determinadas incorporações podem ser derivadas do
próprio médium. Se forem, o médium deve buscar conhecer e resolver o próprio
problema.
EXUS SÃO DEMÔNIOS
Pelo contrário... Os Exus, são os Senhores Agentes da Justiça Kármica, são quem
guardam a cada um de nós e ao terreiro como um todo (Quem você acha quem são os
vigilantes tão mencionados nos livros de Chico Xavier/ André Luiz?).
Estão acima dos princípios do bem e do mal. Tem-se que entender que "demônio"
vem do grego "demo". Termo utilizado por Sócrates para definir "espírito" e
"alma". Por sua vez, em função dos valores "do bem e do mal", pelo fato de
vivermos no mundo da forma, precisou-se estereotipar este "mal". Na realidade,
"os demônios" estão dentro de cada um.
Com relação aos espetáculos, que certas religiões mostram na televisão, com
incorporação de “Exus” que dizem querer destruir a vida dos encarnados; podem
até ocorrer manifestações mediúnicas, mas com certeza não são os Verdadeiros
Exus da Umbanda que conhecemos. E sim os obsessores, vampirizadores e Kiumbas
que usando o nome dos Exus, que os combatem, tentam marginalizá-los e difamá-los
junto ao povo, que em geral não tem acesso a uma informação completa sobre a
natureza dos nossos irmãos Exus.
Outro fato muitíssimo importante, que ocorre em centros não sérios, é a
manifestação de uma kiumba passando-se por uma Pombo-gira. Deve-se tomar muito
cuidado, pois certamente ela estará apenas vampirizando as emanações sensuais do
médium, podendo prejudicá-lo seriamente.
Vale lembrar que às vezes, um consulente pode ficar fascinado ou encantado com
uma Pombo-gira. O que fazer então?
"Orai e vigiai" é o lema de todo médium. Devemos estar atentos não com os vícios
alheios, mas com os nossos. Devemos direcionar as energias desequilibrantes e
transformá-las em energias salutares, em ações benéficas. Resumindo, EXU NÃO É O
DIABO
Basicamente existem três correntes de pensamento, que tentam explicar o
nascedouro do vocábulo “Exu”.
1. A primeira corrente afirma que a palavra Exu seria uma corruptela ou
distorção dos nomes Esseiá/Essuiá, significando lado oposto ou outro lado da
margem, nomenclatura dada a espíritos desgarrados que foram arrebanhados para a
Lemúria, continente que teria existido no planeta Terra.
2. A Segunda corrente assevera que o nome Exu seria uma variante do termo Yrshu,
nome do filho mais moço do imperador Ugra, na Índia antiga. Yrshu, aspirando ao
poder, rebelou-se contra os ensinamentos e preceitos preconizados pelos Magos
Brancos do império. Foi totalmente dominado e banido com seus seguidores do
território indiano. Daí adveio a relação Yrshu / Exu, como sinônimo de povo
banido, expatriado. Saliente-se que entre os hebreus encontramos o termo Exud,
originário do sânscrito, significando também povo banido.
3. A terceira corrente afirma que o nome Exu é de origem africana e quer dizer
Esfera.
Ainda hoje, apesar dos esforços direcionados a um maior estudo no meio
umbandista, os Exus são tidos, pelos que não conhecem suas origens e
atribuições, como a personificação individualizada do mal, o diabo incorporado.
Tal imagem é fruto de más interpretações dadas por pessoas que, não tendo a
devida cautela em avaliar fatos e objetos de culto, passaram a conferir aos Exus
o título de mensageiros das trevas.
Esta imagem pejorativa de Exu-Orixá foi erroneamente absorvida e difundida por
alguns umbandistas, sobretudo aqueles que tiveram passagem por cultos
africanistas, o que fez com que uma gama de espíritos de certa evolução que
vieram à Umbanda desempenhar funções mais terra-a-terra, fossem equiparados a
falangeiros do mal, sendo até hoje os Exus simbolizados por figuras grotescas,
com chifres, rabos, pés de bode, tridentes, sendo tal imagem do mal pertinente a
outros segmentos religiosos.
Em realidade os Exus constituem-se em uma notável falange de abnegados espíritos
combatentes de nossa Umbanda. São hierarquicamente organizados e realizam
tarefas atinentes à sua faixa vibratória. São os elementos de execução e
auxiliares dos Orixás, Guias e Protetores, tendo, entre outras tarefas, a de
serem as sentinelas das casas de Umbanda, de policiarem o baixo astral e
anularem trabalhos de baixa magia. Ao contrário do que pensam alguns, têm noção
exata de Bem e Mal. São justos, ajudando a cada um segundo ordens superiores e
merecimento daquele que pede auxílio.
São os Exus que freiam as ações malévolas dos obsessores que atormentam os
humanos no dia-a-dia. São os vigilantes ostensivos, a tropa de choque que está
alerta contra os kiumbas, prendendo-os e encaminhando-os à Colônias de
Regeneração ou Prisões Astrais.
Em algumas ocasiões baixam em templos de Umbanda, ou mesmo em templos de outras
religiões, espíritos que tumultuam o ambiente, promovendo espetáculos circenses,
galhofas, e se comportando de maneira deselegante para com os presentes,
xingando-os e proferindo palavras de baixo calão. Comportamento como estes não
devem ser imputados aos Exus, e sim aos Kiumbas, espíritos moralmente atrofiados
e que ainda não compreenderam a imutável Lei de Evolução, apegados que estão aos
vícios, desejos e sentimentos humanos.
Os Kiumbas, para penetrarem nos terreiros, fingem ser Caboclos, Pretos-Velhos,
Exus, Crianças etc., cabendo ao Guia-chefe da Casa estar sempre vigilante ante a
determinadas condutas, como palavrões, exibições bizarras, ameaças etc.
Um outro aspecto importante que merece ser suscitado diz respeito a alguns
"médiuns" infiltrados no movimento umbandista. Despidos das qualidades nobres
que o ser humano necessita buscar para seu progresso espiritual, contaminam e
desarmonizam os locais de trabalhos espirituais. Tentam impressionar os menos
esclarecidos com gracejos, malabarismos, convites imorais, encharcados de
aguardente.
"Desincorporados", atribuem aos Exus e Pombo-giras tais comportamentos.
Fatos como estes são afetos a pessoas sem escrúpulos, moral ou ética, pessoas
perniciosas que aproveitam a imagem distorcida de Exu para exteriorizarem o seu
verdadeiro "eu". Estes "médiuns", não raras vezes, acabando caindo no ridículo,
ficam desacreditados, dando margem, segundo a Lei de Afinidades, a aproximação e
posterior tormento por parte dos obsessores.
Os Exus são espíritos que, como nós, buscam a evolução, a elevação,
empenhando-se o mais que podem para aplicarem as diretrizes traçadas pelo Mestre
Jesus. É bem verdade que em seu estágio inicial os Exus ainda têm um
comportamento às vezes instável, cabendo aos verdadeiros umbandistas o dever de
não deixar que se desvirtuem de seu avanço espiritual.
Alguns maus-Umbandistas, que se não agem por má-fé, o fazem por falta de vontade
de estudar a respeito, difundem esta visão negativa de Exu, fazendo com que os
iniciantes no culto fiquem temerosos quando um Exu se manifesta.
Estes elementos prestam um desserviço à religião, promovendo o terror, a
obscuridade, o conflito, a confusão. Diminuem os Exus à condição de espíritos
interesseiros, astutos e cruéis; que são maus para uns e bons para outros,
dependendo dos agrados ou presentes que recebam; de moral duvidosa, fumando os
melhores charutos e bebendo os melhores uísques.
A que ponto pode chegar a ignorância humana em visualizar estes seres
espirituais como meros negociantes ilícitos, fazendo dos terreiros balcão de
negócios, em total dissonância com o bom senso e a Lei Suprema.
“Lamentável!!! Profundamente lamentável!!!”
Esta é uma das expressões que mais passam pela mente dos verdadeiros e
estudiosos umbandistas ao percorrerem alguns terreiros e verificar quão
distorcido é o conceito sobre a figura dos Exus. Espíritos mal compreendidos,
mas que, apesar disto, continuam a contribuir eficazmente para os trabalhos de
Umbanda, como humildes trabalhadores espirituais, que não medem esforços para
minorar o sofrimento humano.