AS
FALANGES DE TRABALHO NA UMBANDA
Na Umbanda nós não incorporamos Orixás e sim
os falangeiros dos Orixás que são entidades evoluídas espiritualmente que vêem
trabalhar nas giras de Umbanda.
Falanges: são agrupamentos de espíritos afins
que possuem a mesma vibração.
São elas: pretos velhos, caboclos, exus, crianças, boiadeiros, ciganos,
orientais e mestres que trabalham na cura.
OS CABOCLOS
São entidades, espíritos de índios
brasileiros e Sul Americanos, que trabalham na caridade como verdadeiros
conselheiros, nos ensinando a amar ao próximo e a natureza, são entidades que
tem como missão principal o ensinamento da espiritualidade e o encorajamento da
fé, pois é através da fé que tudo se consegue.
Usam em seus trabalhos ervas que são passadas
para banhos de limpeza e chás para a parte física, ajudam na vida material com
trabalhos de magia positiva, que limpam a nossa áura e proporcionam uma energia
de força que irá nos auxiliar para que consigamos o objetivo que desejamos, não
existe trabalhos de magia que possam lhe dar empregos e favores, isso não é
verdade, o trabalho que eles desenvolvem é o de encorajar o nosso espírito e
prepara-lo para que nós consigamos o nosso objetivo.
A magia praticada pêlos espíritos de caboclos
e pretos velhos é sempre positiva, não existe na Umbanda trabalho de magia
negativa, ao contrário, a Umbanda trabalha para desfazer a magia negativa. Eu
sei que infelizmente, existem vários terreiros que praticam esta magia
inferior, mas estes são os magos negros, que para disfarçar o seu verdadeiro
propósito, se escondem em terreiros ditos de Umbanda para que possam atrair as
pessoas e desenvolver as suas práticas negativas, com promessas falsas que
sabemos nunca são atendidas.
Mais graças a Oxalá, esses terreiros estão
acabando, pois, o povo esta tendo um maior conhecimento e buscando a verdade e
é através desse caminho, de busca da verdade, que esse templo de Umbanda
pretende ensinar a todos, o verdadeiro caminho da fé.
Os caboclos de Umbanda são entidades simples
e através da sua simplicidade passam credibilidade e confiança a todos que os
procuram, seus pontos riscados, grafia sagrada dos Orixás, traduzem a mais
forte magia que existe atualmente, é através desses pontos que são feitas
limpezas e evocações de elementais e Orixás para diversos fins, mais a frente
falaremos um pouco mais sobre os pontos riscados de Umbanda.
Nos seus trabalhos de magia costumam usar
pembas, ( giz de várias cores imantados na energia de cada Orixá), velas,
geralmente de cêra, essências, flores, ervas, frutas, charutos e incenso. Todo
esse material será disposto encima de uma mandala ou ponto riscado, para que
esse direcione o trabalho.
Quando fazemos um trabalho para uma entidade
de Umbanda e colocamos algum prato de comida, como pôr exemplo espigas de milho
cozidas com mel, esta comida não é para o Caboclo comer, espíritos não precisam
de comida, o alimento que esta ali depositado, serve como alimento espiritual,
isto é, a energia que emana daquela comida e transmutada e utilizada para o
trabalho de magia a favor do consulente, da mesma forma o charuto que a
entidade esta fumando é usado para limpeza, do consulente através da fumaça e
das orações que estas entidades fazem no momento da limpeza, são os chamados
passes de Umbanda.
Muitas vezes a Umbanda é criticada e chamada
de baixo espiritismo, pois seus guias fumam e bebem, mais estas críticas se
devem a uma falta de conhecimento da magia ritual que a Umbanda pratica, desde
o início, com tanta maestria e poder, e sempre o fará para o bem de todos.
OS PRETOS VELHOS
São espíritos de velhos africanos que foram
trazidos para o Brasil como escravos e que trabalham na Umbanda como símbolos
da fé e da humildade. Seus trabalhos são de ajuda aqueles que estão em
dificuldade material ou emocional, sendo que, o seu trabalho se desenvolve mas
para o lado emocional e físico, das pessoas que os procuram, sendo chamados,
carinhosamente de psicólogos dos aflitos.
Sua paciência em escutar os problemas e
aflições dos consulentes, fazem deles as entidades mais procuradas na Umbanda,
são chamados de Vovôs e Vovós da Umbanda.
Também usam ervas em seus trabalhos de magia
e principalmente para rezar pessoas doentes e crianças que estão com mal
olhado, suas rezas são conhecidas como poderosas, usam também de patuás,
saquinhos que são depositados elementos de magia e que os consulentes usam no
corpo para proteção.
Da mesma forma que os Caboclos, os Pretos
Velhos usam cachimbos para limpeza espiritual, jogando sua fumaça sobre a
pessoa que esta recebendo o passe e limpando a aura de larvas astrais e
energias negativas.
OS BOIADEIROS
São espíritos de pessoas, que em vida
trabalharam com o gado, em fazendas pôr todo o Brasil, estas entidades
trabalham da mesma forma que os Caboclos nas giras, sessões de encorporação na
Umbanda.
Usam de canções antigas, que expressam o
trabalho com o gado e a vida simples das fazendas, nos ensinando a força que o
trabalho tem e passando, como ensinamento, que o principal elemento da sua
magia é a força e a vontade de conquistar, fazendo assim que consigamos uma
vida melhor e farta.
Nos seus trabalhos usam de velas, pontos
riscados e rezas fortes para todos os fins.
AS CRIANÇAS
Estas entidades são a verdadeira expressão da
alegria e da honestidade, dessa forma, apesar da aparência frágil, são
verdadeiros magos e conseguem atingir o seu objetivo com uma força imensa,
atuam em qualquer tipo de trabalho, mas, são mais procurados para os casos de
família e gravidez.
OS EXUS
são entidades em evolução, seu trabalho é
dirigido, principalmente a defesa dos seus médiuns e a defesa do terreiro,
porém, são muito procurados para resolver os problemas da vida sentimental e
material.
Costumam trabalhar com velas, charutos,
cigarros, bebidas fortes, punhais em seus pontos riscados, pembas brancas,
pretas e vermelhas . Devido ao seu temperamento forte e alegre costumam atrair
bastante os consulentes , principalmente pôr que quando falam que vão ajudar
certamente o farão.
Os Exús nas sete linhas de Umbanda:
Linha de Ogum: Exu Tranca Ruas das Almas, Exu
tranca Ruas de Embaré, Exu Tranca Ruas das Sete Encruzilhadas, Exu Veludo, Exu
Sete Encruzilhadas, Exu sete Facas, Exu da Mangueira e outros.
Linha de Oxossi: Exu Marabô, Exu Tronqueira,
Exu Mangueira e outros.
Linha de Xangô : Exu Marabô Toquinho, Exu Labareda, Exu do Lodo, Exu Pedra
Negra e outros.
Linha de Yorimá : Exu Caveira, Exu Tata Caveira, Exu 7 covas, Exu Bananeira,
Exu Mulambo, Exu 7 porteira e outros.
Linha de Oxalá : Exu Tiriri, Exu Veludinho,
Exu Gira Mundo, Exu Sete Encruzilhadas e outros.
Linha de Yemanja : Todas as Pombagiras.
Linha de Yori : Todos os Exus mirins.
Para um melhor entendimento passarei agora as
sete linhas de trabalho da Umbanda:
Linha de Oxalá: Esta linha é regida pôr Jesus Cristo e
representa o princípio da criação, a luz divina que coordena todas as outras.
Os guias principais desta linha são : Caboclo Urubatão de Guia, Caboclo
Ubirajara, Caboclo Aymoré, Caboclo Guaracy, Caboclo Guarany e Caboclo Tupy.
Estes guias são os chefes de falanges, mais existem os demais guias que
pertencem a esta linha e trabalham na caridade, são eles: Caboclo Pena Branca,
Caboclo Águia Branca, Caboclo Tupã, Caboclo Rompe Nuvem, Caboclo Tamoio,
Caboclo Gira Sol e outros. O astro que rege esta linha é o Sol e tem como guardião
o anjo Gabriel.
Linha de Yemanja: Esta linha é regida pôr Nossa Senhora da
Glória como principal mais tem também Nossa Senhora da Conceição, que é
sincretizada com Oxúm, representa a Divina Mãe, a energia feminina e da
natureza da água, a gestação e a fecundação. Os guias principais desta linha
são : Cabocla Yara, Cabocla indayá, Cabocla Estrela do mar, Cabocla Nanã,
Cabocla Sereia do Mar, Cabocla Oxúm, Cabocla Iansã. Outros guias que trabalham
nesta linha são: Cabocla Jandira, Cabocla Iracema, Cabocla Jupira, Cabocla
Jacira, Cabocla da Praia, Cabocla Juçanã, Cabocla Sete Ondas, Cabocla Estrela
Dalva e outras.
O astro que rege esta linha é a Lua e tem como guardião o anjo Rafael.
Linha de Xangô : Esta linha é regida pôr São Jerônimo como
principal, mais, São João Batista, São Pedro e São Paulo, também regem esta
linha como sincretismo de Xangô Kaô e Agodô ou Aganjú. Representa a Justiça
Divina, a lei Kármica, é o dirigente das almas, o senhor da balança Universal
que afere o nosso estado espiritual. Os guias principais desta linha são :
Xangô Kaô, Caboclo Sete Montanhas, Caboclo Sete Pedreiras, Xangô da Pedra
Preta, Xangô da Pedra Branca, Caboclo Sete Cachoeiras e Xangô Agodô. Outros
guias que trabalham nesta linha são: Caboclo Cachoeira, Caboclo Junco Verde,
Caboclo Gira Mundo, Caboclo Cachoeirinha, Caboclo Sumaré, Caboclo Rompe
Montanha, Caboclo Ventania, Caboclo Rompe Serra e outros. O astro que rege esta
linha é Júpiter e tem como guardião o anjo Miguel.
Linha de Ogum: Esta linha é regida pôr São Jorge representa
o fogo da Salvação, a linha das demandas da fé, das aflições, das lutas e
batalhas. Os guias principais desta linha são : Ogum de Lei, Ogum Yara, Ogum
Megê, Ogum Rompe Mato, Ogum de malê, Ogum Beira Mar, Ogum Matinada. Outras
entidades conhecidas que trabalham nesta linha são: Ogum Sete Espadas, Ogum
Sete Lanças, Ogum Sete Escudos, Caboclo Timbiri, Caboclo Tira Teima, Caboclo
Humaitá, Caboclo Rompe Mato, Caboclo Araguarí e outros.
O astro que rege esta linha é Marte e tem como guardião o anjo Samuel. Nesta
linha também trabalham os Exus de Umbanda.
Linha de Oxosse: Esta linha é regida pôr São Sebastião,
representa o Caçador das Almas, o mestre que ensina a doutrina e pratica a
catequese dos filhos que o procuram. Os guias principais desta linha são :
Caboclo Arranca Toco, Cabocla Jurema, Caboclo Araribóia, Caboclo Guiné, Caboclo
Arruda, Caboclo Pena Branca e Caboclo Cobra Coral. Outras entidades que
trabalham nesta linha são : Caboclo Pena Azul, Caboclo Pena Verde, Caboclo Pena
Dourada, Caboclo Tupinanbá, Caboclo Tabajara, Caboclo Sete Flechas, Caboclo
Tupiára, Caboclo Tupiaçú, Caboclo Mata Virgem, Caboclo Rei da Mata, Caboclo
Pery, Caboclo Rompe Folha, Caboclo Paraguassu, Caboclo Arerê, Caboclo Coqueiro,
Caboclo Sete Palmeiras, Caboclo Juremá, Caboclo Folha Verde e outros. O astro
que corresponde a esta linha é Vênus e o guardião é o anjo Ismael.
Linha de Yori: Esta linha é regida pôr São Cosme e São
Damião, é a linha da Ibejada que são as crianças, representa a alegria, a luz
da espiritualidade, a ingenuidade e lealdade infantil. Os guias principais
desta linha são: Tupanzinho, Ori, Yariri, Doum, Yari, Damião e Cosme. Outros
guias que trabalham neta linha são : Crispim, Crispiniano, Mariazinha,
Zequinha, Chiquinho, Luizinho, Joãozinho, Paulinho, Luizinha, Ana Maria,
Joaninha e outros. O astro que corresponde a esta linha é Mercúrio, e o
guardião é o anjo Yoriel.
Linha de Yorimá: Esta linha é regida por São Lázaro e São
Roque respectivamente sincretizados com Obaluaê e Omolú, é a linha dos pretos velho
ou linha das almas, representa a palavra da lei, a linha das magias. É composta
pêlos espíritos que tem a missão de combater o mal e todas as suas
manifestações. São os Senhores da Magia. Os guias principais desta linha são :
Pai Guiné, Pai Tomé, Pai Arruda, Pai Congo de Aruanda, Maria Conga, Pai
Benedito e Pai Joaquim. Outras entidades que trabalham nesta linha são : Pai
João, Pai Jacob, Vovó Ana, Vovó Cambinda, Pai Cipriano, Pai Simplício, Tia
Chica, Pai Chico, Pai Miguel, Vovó Catarina, Pai Congo do Mar, Pai Mané, Pai
Antônio, Pai Congo, Pai Moçambique, Pai Zé, Pai Fabrício, Pai Jovino, Pai
Tomás, Vovó Luiza e outros. O astro que corresponde a esta linha é Saturno e o
guardião é o anjo Iramael.
Estas são as Sete Linhas de Umbanda e seus guias
principais, existem outros guias que não foram citados, mais não dá para falar
todos os nomes das entidades que trabalham nas giras da nossa querida Umbanda.
OS TRABALHOS DESENVOLVIDOS NA UMBANDA
A Umbanda trabalha com sessões públicas, onde
os espíritos guias incorporam em médiuns preparados e através da palavra de
amor ajudam a todos que os procuram.
Trabalha também com a magia para desfazer
encantos maléficos e para limpar a aura dos que precisam.
Todos os trabalhos desenvolvidos na UMBANDA
são executados pôr entidades guias como caboclos, pretos velhos, crianças,
boiadeiros e exus, que são espíritos em evolução mais próximos a nós do plano
terrestre e guias orientais que trabalham na cura de males físicos e
espirituais.
AS CORES E ELEMENTOS DE CADA ORIXÁ NA UMBANDA
OGUM - A cor é vermelho e branco, predominando o vermelho, sua
erva é folha de arueira, mangueira, espada de são jorge, seu símbolo é a
espada, sua saudação é ogunhê patacurí ogum, sua guia é de cristal em contas
vermelhas e brancas com firma vermelha, sua pedra é a ágata de fogo, rubí,
sárdio e garnet, sua essência é violeta, seu metal é o ferro, seu número é o
três, sua comida preferida é inhame acará assado com palitos de dendezeiro, ele
come também feijão preto cozido com camarão seco dendê e cebola, feijoada,
inhame cozido com mel, sua bebida é o vinho de palma ou vinho tinto ou cerveja
branca, sua fruta é manga espada, seu dia é terça-feira, é sincretizado com São
Jorge.
OXOSSI - A cor é verde, vermelha e branca predominando o verde,
sua erva é folha de guiné, peregum, mangueira, seu símbolo é o arco e a flecha,
sua saudação é okearô oxossi coquê maió, sua guia é de cristal verde, vermelha
e branca com firma branca, sua pedra é jasper verde, quartzo verde, esmeralda,
sua essência é eucalipto, sândalo, seu metal é o latão branco, seu número é o
cinco, sua comida é o axoxô, milho de galinha cozido com coco e mel, sua bebida
é o vinho rosado ou tinto, sua fruta é cajá, maracujá, mamão, seu dia é
quinta-feira, é sincretizado com São Sebastião.
XANGÔ - Sua cor é o marrom, sua erva é elevante, abre caminho,
manjericão, seu símbolo é a machada e o raio que ele divide com iansã, sua
saudação é kaô kabecilê, sua guia é de contas de cristal marrom, sua pedra é
topázio e citrino, sua essência é de morango, seu metal é o bronze e o cobre,
seu número é o seis, sua comida é o amalá, quiabos cortados em rodelas pequenas
refogado com dendê, cebola e camarão seco com 7 ou 9 quiabos inteiros formando
a sua coroa ou quiabos contados em cruz amassados com mel, o ajebó, sua bebida
é cerveja preta, sua fruta é caquí, manga rosa, mamão, cajá manga, seu dia é
quarta-feira, é sincretizado com são Jerônimo e são João Batista.
OXALÁ - Sua cor é o branco, sua erva é boldo, manjericão, seu
símbolo é o opachorô, cetro de metal branco com os símbolos da criação, sua
saudação é acheuepa babá, sua guia é de contas brancas de louça com firma
branca, sua pedra é o cristal branco, sua essência é de alfazema e mirra, seu
metal é o ouro amarelo e branco e o estanho, seu número é o 16 e o 10, sua
comida é a canjica de milho branco cozida com mel e o acaçá no leite de coco,
sua bebida e o aluá de oxalá ou vinho de palma, sua fruta é pêra, uva verde,
maçã verde, seu dia é sexta-feira, é sincretizado com Jesus Cristo.
EXÚ - Sua cor é o vermelho e preto, sua erva é folha da
fortuna, seu símbolo é o tridente, sua saudação é laroiê cobaralô exú mojubá ê,
sua guia é vermelha e preta de louça ou cristal, sua pedra é a ágata de fogo ou
ágata vermelha, sua essência é cedro ou verbena, seu metal é o ferro que ele
divide com ogum e o mercúrio, seu número é o sete, sua comida é o padê de exú,
farinha de mesa ou fubá misturados com dendê ou cachaça em um alguidar, sua
bebida é a cachaça ou bebidas fortes, sua fruta é cajá e amêndoa, seu dia é
segunda-feira, têm como guardião Santo Antônio.
OBALUAÊ - Sua cor é o preto e branco, sua erva é canela de velho,
guiné, seu símbolo é o brajá de búzios, xaxará, instrumento de obaluaê como um
chocalho, sua saudação é atotô ajoberu, sua guia é de contas pretas e brancas
de louça, sua pedra é a turmalina negra e ônix, sua essência é de cravo e
canela, seu metal é o bronze, seu número é o 21 e o 9, sua comida é o doburu
milho de pipoca estourados na areia da praia, sua bebida é o vinho de palma e o
aluá de obaluaê ou vinho moscatel, sua fruta é fruta do conde, abacaxi, seu dia
é segunda-feira, é sincretizado com São Lázaro ou São Roque.
OXUMAÊ - Sua cor são as cores do arco-íris, sua erva é o pente de
oxumarê e a folha de tangerina, seu símbolo é o arco-íris e a cobra, sua
saudação é arroboboi, sua guia é de contas amarelas e verde de louça com firma
verde, sua pedra é a turmalina colorida ou melancia como é conhecida, sua
essência é de bergamota ou de rosas, seu metal é o ouro amarelo e o latão branco
ou amarelo, seu número é o 13, sua comida é batata doce cozida amassada com mel
e dendê colocadas em forma de cobra, sua bebida é o aluá de oxumarê e vinho
branco, sua fruta é uva rosada, melancia, seu dia é sábado, é sincretizado com
São Bartolomeu. O arco-íris é o elemento da natureza que representa Oxumarê.
OXÚM - Sua cor é o azul e branco, sua erva é folha de colônia,
oriri e lírios, seu símbolo é o espelho e o coração, sua saudação é oraieieô,
sua guia é de contas azuis e brancas de cristal com firma azul, sua pedra é a
sodalita e a pirita, sua essência é angélica, seu metal é o ouro amarelo, seu
número é o 6 e o 8, sua comida é o omolocum, feijão fradinho cozido refogado
com dendê camarão seco e cebola, sua bebida é o aluá de oxum, sua fruta é melão,
uva verde, seu dia é sábado, é sincretizado com Nossa Senhora da Conceição.
IANSÃ - Sua cor é o amarelo ou coral, sua erva é espada de iansã
ou para raio, seu símbolo é o raio, sua saudação é eparei oyá, sua guia é de
contas amarelas de louça ou cristal, sua pedra é o quartzo rosa, sua essência é
benjoim, seu metal é o bronze e o cobre, seu número é o 7 e o 9, sua comida é
acarajé feito com feijão fradinho descascado e moído misturado com cebola e
camarão seco e fritos no dendê, mel ou azeite doce, sua bebida é o aluá de
iansã, sua fruta é a manga rosa, seu dia é quarta-feira, é sincretizada com
Santa Bárbara.
YEMANJÁ - Sua cor é o branco cristal, sua erva é santa luzia , rama
de leite e colônia, seu símbolo é o peixe e a estrela de cinco pontas, sua saudação
é odoiá eruiá yemonjá, sua guia é de cristal, sua pedra é a pérola e a
turquesa, sua essência é de jasmim, seu metal é a prata e o ouro branco, seu
número é o 10, o 7 e o 12, sua comida é o peixe assado ou cozido com azeite
doce camarão seco e cebola ou a canjica cozida com mel e maçã em rodelas, sua
bebida é o aluá de yemanjá, sua fruta é a maçã, pêra e uvas verdes, seu dia é
sábado, é sincretizada com Nossa Senhora da Glória.
NANÃ - Sua cor é o violeta ou roxo, sua erva é o manjericão da
folha roxa, folha de limão, seu símbolo é o ibiri que ela traz na mão para
afastar a morte, sua saudação é saluba nanã boruquê, sua guia é de contas de
cristal roxa, sua pedra é a ametista, sua essência é de limão, seu metal é o
estanho e o bronze, seu número é o 7 e o 21, sua comida é feijão preto cozido
com folha de taioba cebola e camarão seco, repolho roxo cozido com arroz cebola
e camarão seco, sua bebida é o aluá de nanã, sua fruta é o limão e a laranja,
seu dia é sábado, é sincretizada com Santana.
OS SACRAMENTOS DA UMBANDA
A Umbanda trabalha com alguns sacramentos que
são parecidos com os da Igreja Católica, que são: casamento, funeral e batismo.
O casamento é realizado pelo guia chefe da casa
ou pelo sacerdote responsável pêlo centro, e não pertence só aos médiuns da
casa, qualquer um que deseje casar-se na Umbanda pode
pedir este sacramento.
O funeral é realizado pelo sacerdote do
terreiro e sofre alterações de acordo com a condição do morto, se é iniciádo na
Umbanda ou não.
O batismo é realizado sempre pêlo guia chefe
do terreiro e pode ser para crianças ou adultos e também não se restringe
apenas aos médiuns da casa.
Os outros sacramentos da Umbanda são
referentes aos graus de iniciação dos médiuns da casa, são eles:
Todos estes rituais são realizados pelo
zelador do terreiro acompanhado pelo pai pequeno da casa.
Apresentação das Entidades
"Forma e apresentação dos Espíritos na
Umbanda"
Ao penetrarmos neste assunto, sabemos, de
antemão, que vamos contrariar uma grande parte do movimento umbandista, ainda
aferrada a antigas visões, porém, nosso objetivo é separar o joio do trigo,
pela estranha confusão que o fanatismo, irmão do feiticismo, faz das Formas ou
Roupagens Fluídicas que os Orixás, Guias e Protetores usam nosso movimento
UMBANDISTA.
Não devemos, em absoluto, aceitar as descrições fantásticas que
"videntes", intoxicados de animismo, fazem de supostas entidades
Alguns vêem Oguns Japoneses, Mongóis, Tibetanos e até Romanos, de couraças,
espadas ou cimitarras flamejantes, quando não é um "Xangô" chinês, na
aparência de um velho mandarim...Outras vezes, afirmam que Oxossi é um jovem
hindu ou italiano, de cabelos semicompridos, com um manto púrpura ou um homem
de cor morena-jambo, com uma faixa na cinta e três flechas enfiadas no corpo,
tal e qual o modelo fabricado pelos fabricantes de santo.
A umbanda é a Lei regida por princípios e
regras em harmonia que não podemos alterar pela simples vontade; todos os que
conscientemente, tentaram alterá-la, sofreram diferentes dissabores.
Repetimos e afirmamos: a Umbanda é o
movimento do Círculo Inicial do Triângulo e este, é o Ternário ou a Tríade, que
exterioriza suas vibrações através das Três Formas ordenadas pela Lei, que são
místicas pois simbolizam:
A pureza, que nega o vício, o egoísmo e a
ambição;
A simplicidade, que é o oposto da vaidade, do luxo e da ostentação;
A humildade, que encerra os Princípios do amor, do sacrifício, e da paciência,
ou seja, a negação do poder temporal...
As três formas que simbolizam estas virtudes são as de Crianças, Caboclos e
Pretos-Velhos, que ainda traduzem: o Princípio ou Nascer, o Meio ou a Plenitude
da Força e a Velhice ou o Descanso, isto é a consciência em calma, o abandono
das coisas materiais...o esquecimento do ilusório para o começo da realidade.
No entanto, o Espírito, o nosso eu Real,
jamais revelou, nem revelará, a sua verdadeira essência e "forma",
compreenda-se bem, sua "forma-essencial".
Ele externa sua consciência, seu livre
arbítrio, por sua alma, pelo corpo mental, que engendra os elementos para a
formação do denominado Corpo Astral ou Perispírito, que é uma "forma
durável", fixa, podemos dizer.
Tentaremos então explicar, que o espírito não tem Pátria, porém, conserva em si
ou forma a sua alma pelos caracteres psíquicos de vários renascimentos, em
diferentes Pátrias.
No entretanto, o conjunto desses caracteres
psíquicos experimentais contribui para formar a sua personalidade moral e
mental, influindo decisivamente na "forma" de seu corpo astral e
mesmo na física quando encarnado.
Poderá, pelo resgate, elevar-se ou evoluir tanto, espiritualmente, que sua
imediata condição estando de tal forma purificada, anula completamente os
caracteres pessoais de sua última encarnação, e o seu corpo astral pode tomar
uma "forma etérica" que apaga, em aparência, aquela que caracterizou
esta passagem pelo "mundo da forma humana".
Assim, devemos concluir que existe maior quantidade de formas astrais feias,
baixas, de aspectos brutais, reveladoras do atraso mental de seus ocupantes
espirituais, do que formas belas que expressam a LUZ, a consciência evolutiva.
Os ocupantes das formas que revelam um Karma
limpo, uma iluminação interior, é que são chamados a cumprir missão na Lei de
Umbanda, e por seus conhecimentos e afinidades, são ordenados em uma das Três
Formas já citadas... velando assim suas próprias vestimentas karmânicas.
Esta metamorfose é comum aos que tomam a função de Orixás ou Guias que assim
procedem, escolhendo por afinidade uma dessas formas em que muito sofreram e
evoluíram numa encarnação passada.
Para os que estão classificados como
Protetores, em quase maioria, não se faz necessário essa transformação, porque
conservam ainda uma das três formas em seus corpos astrais, quais sejam:
CABOCLOS,CRIANÇAS e PRETOS- VELHOS.
Saibam todos que tudo isso não é mera
concepção nossa; obedece a lógica, ao estudo e a experiência, verificadas em
centenas de aparelhos(médiuns), através das respostas de suas entidades sobre o
assunto.
Senão, vejamos na mais simples e clara das provas: perguntem, através de um bom
aparelho(médium) que não seja do qualificado de "consciente" a
qualquer Guia, quer de Xangô, Ogum, Orixalá, Yemanjá, etc, se ele é japonês,
chinês, inglês ou italiano...
Na certa responderá que não, pois, no
momento, está ordenado por uma dessas vibrações ou linhas, e dirá por exemplo:
sou um ogum, orixá e caboclo ou dirá, Caboclo X da Falange de Ogum Yara, Ogum
Megê ou Ogum de Lei, etc...
Se forem entidades que se apresentam como
Crianças, responderão por exemplo: sou Yariri, orixá da vibração ou linha de
Yori, ou então, sou "X" da falange de Yariri, Doum ou Ori,
etc.Perguntem, ainda, a um que se apresente como Preto-Velho, e ele dirá que é
Pai "X", por afinidade, um Congo, um Angola, um Cambinda, etc. Da
Vibração de Yorimá, ou da Falange de um Pai-Arruda, Pai-Guiné, Pai-Tomé que são
orixás, isto é, chefiam Legião ou Falange.
Como poderão compreender, tudo gira e se
expressa nas Três Formas, ou seja, na Tríade, que, por analogia, é o reflexo da
Trilogia Sagrada, o Ternário Humano, sintetizado na Unidade que é a
manifestação de DEUS.
"O número três reina por toda parte no Universo" disse ZOROASTRO, e
este Universo é Tríplice em suas três esferas concêntricas; o Mundo Natural, o
Mundo Humano, e o Mundo Divino. Até no homem são três as partes que o formam:
Corpo, Alma, Espírito. Porque foi da combinação de Três Forças Primordiais
(Espírito, Alma, Matéria) que surgiu a forma dos seres que povoam os Universos
dentro do Cosmo, limitado e ilimitado em si mesmo.
Ainda é a força sagrada do número três que forma os cultos trinitários.
Exemplos: na Índia com BRAHMA, VISNU e SHIVA; a própria unidade do cristianismo
com o PAI, o FILHO e o ESPÍRITO SANTO; no EGITO é OSÍRIS, ÍRIS e HóROS; na
CHINA, é BRAHMA, SHIVA e BUDA; na PÉRSIA de ZOROASTRO, era OZMUD, ARIHMAN e
MITRA; na primitiva GERMÂNIA, era VOTAM, FRIGA e DINAR; os ORFÍCOS, na Grécia,
apelidavam de ZEUS, DEMÉTER e DIONISIUS; na antiga CANAAM era BAAL, ASTARTÈ e
ADONIS ECHEMUN...e os CABIRAS, povos de inconcebível Antigüidade, regiam seus
mistérios de forma trinitária, com EA (pai), ISTAR (mãe) e TAMUZ (filho) e por
fim vamos chegar à Umbanda com IAMBY(ZAMBY) YEMANJÁ e ORIXALÁ (ou OXALÁ).
Citamos tudo isso, para que possa conceber,
com provas comparadas, que as formas na Umbanda de Crianças, Caboclos e
Pretos-Velhos, obedecem a uma Lei. Não é simples imaginação de A ou B. Segue o
mistério do número três...é a confirmação de uma trilogia religiosa.
Quando à chamada apresentação desses
Espíritos, cremos ter ficado patente que o fazem sempre e invariavelmente
dentro dessas três roupagens fluídicas como Orixás, Guias e grande percentagem dos
que chamamos de Protetores, porque, parte destes, não necessita dessa
adaptação, por já conservarem como próprias.
Nesta altura, faz-se necessário uma elucidação: sabemos, pelos ensinamentos dos
Orixás, que essa Lei, essa Umbanda, é vivente em outros países, talvez não
definida ainda com este nome, porém, os princípios e regras serão os mesmos.
Quanto às "formas" são ou poderão ser as três que simbolizem, nestes
países, os mesmos qualificativos que os nossos, ou sejam os mesmos no
Brasil(Pureza,Simplicidade e Humildade).
Agora por suas apresentações nos aparelhos
(médium) devemos compreender como:características tríplices das manifestações
chamadas incorporativas, que se externam:
Pelas flexões fisionômicas, vocais e
psíquicas;
Pelo ponto cantado ou prece;
Pelos sinais riscados, ou pontos de pemba;
E essas características, salvo situações especiais, são inalteráveis em
qualquer aparelhos, cujo Dom real o qualifique como Inconsciente(totalmente
dirigido) ou Semi-Inconsciente(parcialmente dirigido).
Então vamos passar a identificar, de um modo
geral, os sinais exteriores, os fluídos atuantes e as tendências principais dos
Orixás, Guias e Protetores, através de suas "máquinas transmissoras"
pelas Vibrações ou Linhas, em número de SETE:
LINHA OU VIBRAÇÃO DE ORIXALÁ - Estas Entidades usam roupagem de Caboclos.
São as mais perfeitas nas manifestações. Não fumam, mesmo no grau de
Protetores, e não gostam de ser solicitadas sem um motivo imperioso além das 21
horas. Suas vibrações fluídicas começam se fixando pela cabeça, por cima, na
altura da glândula pineal e vai até aos ombros, com uma sensação de friagem
pelo rosto, tórax, e certo nervosismo que se comunica de leve ao Plexo Solar. A
respiração faz-se quase somente pela narina direita, entrecortada de suspiros
longos. O movimento que indica o controle na matéria vem com um sacolejo quase
que geral no corpo.
Falam calmo, compassado e se expressam sempre
com elevação, conservando a cabeça do aparelho(médium), ora baixa ora semi
levantada...
Seus pontos cantados são verdadeiras
invocações de grande misticismo, dificilmente escutados hoje em dia, pois é
raro assumirem uma "chefia de cabeça" e quase nunca uma função
auxiliar efetiva (um dos Orixás Chefes, senão o mais antigo, é o Caboclo
Urubatão; o autor, em seu eterno "peregrinar" em incontáveis
"terreiros", teve momentos de verdadeira "agonia mental"
quando era obrigado a cumprimentar "aparelhos" com
"encosto" de Exu, dizendo-se, por vaidade ou puro animismo, ser
aquela entidade. Esta "agonia" era por ver as tremendas falhas da
"representação", vistas e sentidas por seus próprios companheiros,
que olhavam a "cena" divertidos e irônicos).
Baixam raras vezes e só o fazem a miúdo,
quando encontram a mediunidade de um ou outro em excelente estado mental, e
moral.
Seus sinais riscados são quase sempre curvos
e formam desenhos de grande beleza: dão a Flecha, Chave e Raiz.
As entidades apresentam-se invariavelmente
calmas, quase não falam, consultam pouco e não assumem "chefia de
cabeça", porém são sempre auxiliares.
LINHA OU VIBRAÇÃO DE YEMANJÁ - Fazem sentir seus fluídos de ligação pela
cabeça, braços e joelhos. Balançam o corpo do aparelho (médium) suavemente,
levantando os braços em sentido horizontal, flexionando e tremulando as mãos,
arfando um pouco o tórax, pela elevação respiratória e balançando a cabeça,
tomam o controle do médium. Não dão gemidos lancinantes nem fazem corrupios com
um copo de água seguro pelas mãos no alto da cabeça como se estivessem em
exibição circense.
Gostam, isso sim, de trabalhar com água
salgada ou de mar, fixando vibrações, porém serenos sem encenações. Suas preces
cantadas ou "pontos" tem o ritmo triste, falam sempre no mar e em
Orixás de sua linha. Seus pontos riscados são de contornos longos e dão a
Flecha, a Chave e a Raiz.
LINHA OU VIBRAÇÃO DE YORI - Essas entidades, altamente evoluídas,
externam pela máquina física, maneiras e vozes infantis, mas de modo sereno, às
vezes apenas um pouco vivas. Nunca essas ridicularias, onde certos
"cavalos", usando e abusando do chamado Dom "consciente",
expelem seus subconscientes atulhados de supertições e vícios de origens, com
gritos e " representações fúteis."
Atiram seus fluídos sacudindo ligeiramente os
braços e as pernas e tomam rapidamente o aparelho pelo mental.
Gostam quando no plano de Protetores, de
sentar no chão e comer coisas doces, mas sem desmandos.
Dão consultas profundas e são os únicos que
adiantam algumas provações que ainda temos que passar, se insistirmos nisso.
Tornamos a lembrar, isso, apenas se estiverem em aparelhos(médiuns) de
excelente grau mediúnico.
Suas preces cantadas falam muito em Papai e
Mamãe do Céu e em mantos sagrados. São melodias alegres, umas vezes, tristes ,
e não esses ritmos estilizados que é comum ouvirmos.
Seus pontos riscados são curtos e bastante
cruzados pela Flecha, Chave e Raiz.
LINHA OU VIBRAÇÃO DE XANGÔ - Essas entidades usam a forma de Caboclos, e
se entrosam no Corpo Astral de maneira semibrusca, refletindo-se em arrancos no
físico; suas vibrações atingem logo o consciente do aparelho (médium),
forçando-o do tórax a cabeça, em movimentos de meia rotação e pela insuflação
de suas veias do pescoço, com aceleração pronunciada do ritmo cardíaco, na
respiração ofegante, até normalizarem seu domínio físico.
Emitem não um urro histérico alucinado que
traduzem como "KA-Ô", acentuando as sílabas, e sim uma espécie de som
silvado, da garganta para os lábios, que parece externar o ruído de uma
cachoeira ou de um surdo trovejar...
Não gostam de falar muito. Seus pontos
cantados são sérias invocações, de imagens fortes e podem ser cantados em vozes
baixas.
Seus pontos de pemba ou sinais riscados fixam
o mistério da Flecha, Chave e da Raiz.
LINHA OU VIBRAÇÃO DE OGUM - Têm a forma de Caboclos. Estas entidades
vibram também com força sobre o Corpo Astral, fixando seus fluídos pelas costas
e cabeças, precipitam a respiração e tomam o controle do físico, quando o
alteram para um porte desempenado.Geralmente dão uma espécie de
"brado" que, num bom aparelho, se entende bem as duas sílabas da palavra
OG-UM, como invocação à Vibração que o ordena.
Jamais esses brados podem ser confundidos com
certos "uivos e latidos" que se escutam em "alguns"
lugares, em pessoas que se dizem mediunizadas(encorporadas), com esgar e olhos
injetados de vermelho, que indicam bebida alcoólica ou auto sugestão.
Esses espíritos gostam de andar de um lado
para outro e falam de maneira forte, vibrante e em todas suas atitudes
demonstram vivacidade. Suas preces cantadas ou pontos traduzem invocações para
a luta da fé, demandas, etc.
Seus pontos riscados são semicurvos e revelam
a força da Lei de Pemba pela Flecha, Chave e Raiz.
LINHA OU VIBRAÇÃO DE OXOSSI - Têm a forma de Caboclos; os Orixás, Guias e
Protetores são suaves em suas apresentações ou incorporações. Jogam seus
fluídos pelas pernas, com tremores e ligeiras flexões das mesmas(nesta altura
daremos um alerta aos irmãos de todos os graus que forem aparelhos em função de
chefia:é de proporção assustadora que se observa na maioria dos aparelhos que
diz incorporar caboclos, principalmente de Oxossi , um vício ou uma propensão
oriunda do subconsciente, fortemente influenciado por "conhecimentos
externos", em simularem um aleijão da perna, geralmente a esquerda, como
se todos os espíritos, na forma de caboclos, fossem ou tivessem sido
defeituosos da dita perna. Um Orixá de luz, um Guia evoluído, não conserva em
sua forma astral, essa mazela, que deixou através do resgate purificador dos
erros que geraram aquela encarnação, que ficou apenas como experiência de uma
fase escura de seu passado...talvez que, um ou outro, no grau de Protetores,
por necessidade de seu próprio KARMA, conserve essa conseqüência, mas daí
generalizar o hábito, não passa de infantilidade, ou então, acham que devem
conservar uma perna flexionada, conforme a tem a imagem de S. Sebastião,
supondo que todos os caboclos são seus enviados e obrigados a manter a mesma
postura...)
Assim, como vínhamos dizendo, essas entidades
fluem suavemente pela cabeça até a posse total ou parcial.
Falam de maneira serena e seus passes são
calmos, assim como seus conselhos e trabalhos.
Suas preces cantadas traduzem beleza nas
imagens e na música: são invocações, geralmente tristes, as forças da
Espiritualidade e da Natureza.
Os pontos riscados são de sinais elegantes, pela
Flecha, Chave e Raiz.
LINHA OU VIBRAÇÃO DE YORIMÁ - Essas entidades são verdadeiros magos,
senhores da experiência e do conhecimento em toda espécie de magia. São os
Orixás-Velhos da Lei de Umbanda - São donos dos mistérios da "Pemba" nos
sinais riscados, da natureza e da Alma Humana.
Têm a forma de pretos-velhos e se
apresentando humildemente, falando um pouco embrulhado, mas, sendo necessário,
usam a linguagem correta do aparelho(médium) ou do consulente.
Geralmente gostam de trabalhar e consultar
sentados, fumando cachimbo, sempre numa ação de fixação e eliminação, através
de sua fumaça.
Falam compassados e pensando bem no que
dizem. Raríssimamente assumem chefia de cabeça, mas invariavelmente são os
auxiliares dos outros Guias, ou seja, o "braço-direito".
Seus fluídos são fortes , porque fazem
questão de "pegar bem" o aparelho(médium). Começam suas vibrações
fluídicas de chegada, sacudindo com certa violência a cabeça.
Cansam muito o corpo físico, pela parte dos
rins e membros inferiores, com a posse do aparelho, conservando-o sempre
curvado. Seus fluídos de presença vem como uma espécie de choque nervoso sobre
a matéria e emitem um resmungado da garganta aos lábios, quando se consideram
firmes na incorporação.
Os pontos cantados são os mais tristes entre
todos e revela um ritmo compassado, dolente, melancólico; traduzem verdadeiras
preces de humildade.
Os pontos riscados obedecem a uma série de
sinais entrelaçados, as vezes reto, outros em ângulo. Temos encontrados neles,
semelhantes a certas letras dos alfabetos primitivos ou templários e dão logo
os três sinais riscados expressivos da Flecha, Chave e Raiz.
Outrossim: nas "formas" de pretos e
pretas-velhas, existem os que se apresentam, por afinidade, como um angola, um
cambinda, um congo,etc, e costumam até conservar em sua "forma
astral", certa reprodução de características que identificavam chefia,
função,etc, entre os povos da raça negra, muito comum entre os que são
qualificados como Protetores.
Estas afinidades também são semelhantes nos
espíritos que têm a forma de caboclos, comum aos que possuem ainda o evolutivo
de protetores.
Quanto a "forma" ser nova ou velha,
não altera a essência da coisa, pois no fundo, é o mesmo.
Essas são, em síntese, a "milonga"
das Três Formas em suas apresentações na UMBANDA. Somente os SETE ORIXÁS
principais de cada linha são não incorporantes... porém, já o dissemos algumas
vezes, excepcionalmente, conferem suas vibrações diretas sobre UM ou no máximo
SETE aparelhos(médiuns), quando, dos espaços siderais, eles observam a Lei
sendo chafurdada e confundida na idolatria, como o está sendo nos tempos
presentes...
Certa maioria continua
"reverenciando" estátuas a granel, de bruxos e bruxas e de supostas
representações de EXU com serpentes, ferrão, cornos, capas pretas ou vermelhas
do suposto DIABO da MITOLOGIA...
Tudo isso, em crescendo assustador e
deprimente, pois que, já são existentes em dezenas e dezenas de
"terreiros", sendo cultuados com "comes e bebes..."
E é então que essas vibrações diretas se
fazem ouvir através das vozes dos pequeninos que se tornam grandes, quando se
trata de recompor as VERDADES PERDIDAS que refletem a própria LEI do VERBO.
Obs: Este Capítulo, pertence a Portentosa
obra UMBANDA de TODOS NÓS, terceira Edição de 1969, escrita pelo Grande Mestre
e profundo conhecedor dos MISTÉRIOS de UMBANDA, W.W. da MATTA e SILVA.
Vejam, caros irmãos, a quantos anos foi
escrita esta obra que continua atualizadissíma. Nós não poderíamos nos furtar
de colocar este capítulo, para discernimento e estudo de nossos irmãos, que
tanto anseiam por conhecimento e luz, esperando ter contribuído um pouco ,
levando estes conhecimentos a todos os irmãos.
Se algum irmão, desejar estudar, aconselhamos
se for possível as obras de W.W. da Matta e Silva, que se encontram para
vender, assim como de seu discípulo F. Rivas Netto, assim como outros.
Agradecemos a leitura destas páginas e
esperamos que muitos possam tirar proveito, pedindo a OXALÁ, que ilumine todos
os nossos passos, derramando sobre nós a sua Luz Divina.
Caboclos
São geralmente espíritos de civilizações
primitivas, tais como índios: Íncas, Maias, Astecas e afins. Foram espíritos de
terras recém formadas e descobertas, eles formaram sociedades (tribos e
aldeias), com perfeita organização estrutural, tudo era fabricados por eles,
desde o cultivo de alimentos até a moradia.
Como foram primitivos conhecem bem tudo que
vem da terra, assim caboclos são os melhores guias para ensinar a importância
das ervas e dos alimentos vindos da terra, além de sua utilização.
Assim como os Preto-velhos, possuem grande
elevação espiritual, e trabalham "incorporados" a seus médiuns na
Umbanda, dando passes e consultas, em busca de sua elevação espiritual.
São subordinados aos Orixás, o que lhes
concede uma força mestra na sua personalidade e forma de trabalho, igual aos
Preto-velhos.
Quando falamos na personalidade de um caboclo
ou de qualquer outro guia, estamos nos referindo a sua forma de trabalho.
Costumam usar durante as giras, penachos e
fumam charutos. Falam de forma rústica lembrando sua forma primitiva de ser,
dessa forma mostram através de suas danças muita beleza, própria dessa linha.
Seus "brados", que fazem parte de
uma linguagem comum entre eles, representam quase uma "senha" entre eles.
Cumprimentos e despedidas são feitas usando esses sons.
Costumamos dizer que as diferenças entre eles
estão nos lugares que eles dizem pertencer. Dando como origem ou habitat
natural, assim podemos ter:
Caboclos da mata - Esses viveram mais próximos da civilização ou tiveram
contato com elas.
Caboclos da mata virgem - Esses viveram mais interiorizado nas
matas, sem nenhum contato com outros povos.
Assim vários caboclos se acoplam dentro dessa
divisão.
Torna-se de grande importância conhecermos esses
detalhes para compreendermos porque alguns falam mais explicados que outros.
Mais ainda existe as particularidades de cada um, que permitem diferenciarmos
um dos outros.
A primeira é a "especialidade" de
cada um, são elas: curandeiros, rezadeiros, guerreiros, os que cultivavam a
terra (agricultores), parteiras, entre outros.
A segunda é diferença criada pela "força
da natureza" que os rege. É o Orixá para quem eles trabalham.
Para nós da Umbanda, é importantíssimo saber
que a "personalidade" de um caboclo se dá pela junção de sua
"origem", "especialidade" e "força da natureza"
que o rege.
E é nessa "personalidade" que
centramos nossos estudos. Assim como os Preto-velhos, eles podem dar passe,
consulta e correntes de energização ou participarem de descarrego, contudo sua
prática da caridade se dá principalmente com a manipulação.
Quando falamos em manipulação, estamos nos
referindo desde preparo de remédios feitos com ervas, emplastos, compressas e
banhos em geral até manipulação física, como por rezar "espinhela
caída".
Esses guias por conhecerem bem a terra,
acreditam muito no valor terapêutico das ervas e de tudo que vem da terra, por
isso as usam mais que qualquer outro guia.
Desenvolveram com isso um conhecimento químico
muito grande para fazer remédios naturais.
Como são espíritos da mata propriamente dita,
todos recebem forte influência de Oxossi, no sentido apenas do conhecimento
químico das ervas, independente do Orixá que trabalhe.
São espíritos que também trabalham muito com
passe. Acreditamos ser pela facilidade de locomoção, já que normalmente
trabalham em pé.
São também bastante necessários na hora de um
descarrego, pois conseguem acoplar no médium em qualquer posição.
Formas incorporativas e especialidade de
caboclos:
CABOCLOS DE OXUM
Geralmente são suaves e costumam rodar, a incorporação
acontece primeiro ou quase simultâneo no coração (interno).
Trabalham mais para ajuda de doenças
psíquicas, como: depressão, desanimo entre outras. Dão bastante passe tanto de
dispersão quanto de energização.
Aconselham muito, tendem a dar consultas que
façam pensar; Seus passes quase sempre são de alívio emocional.
CABOCLOS DE OGUM
Sua incorporação é mais rápida e mais
compactada ao chão, não rodam. Consultas diretas, geralmente gostam de
trabalhos de ajuda profissional. Seus passes são na maioria das vezes para doar
força física, para dar ânimo.
CABOCLOS DE YEMANJÁ
Incorporam de forma suave, porém mais rápidos
do que os de Oxum, rodam muito, chegando a deixar o médium tonto.
Trabalham geralmente para desmanchar
trabalhos, com passes, limpeza espiritual, conduzindo essa energia para o mar.
CABOCLOS DE XANGÔ
São guias de incorporações rápidas e
contidas, geralmente arriando o médium no chão.
Trabalham para : emprego; causas na justiça;
imóvel e realização profissional.
Dão também muito passe de dispersão. São
diretos para falar.
CABOCLOS DE NANÃ
Assim como os Preto-velhos são mais raros,
mas geralmente trabalham aconselhando, mostrando o carma e como ter resignação.
Dão passes onde levam eguns que estão
próximos.
Sua incorporação igualmente é contida, pouco
dançam.
CABOCLOS DE INHASÃ
São rápidos e deslocam muito o médium.
São diretos para falar e rápidos também,
muitas das vezes pegam a pessoa de surpresa.
Geralmente trabalham para empregos e assuntos
de prosperidade, pois Inhasã tem grande ligação com Xangô. No entanto sua maior
função é o passe de dispersão (descarrego).
Podem ainda trabalhar para várias
finalidades, dependendo da necessidade.
CABOCLOS DE OXALÁ
Quase não trabalham dando consultas,
geralmente dão passe de energização.
São "compactados" para incorporar e
se mantém localizado em um ponto do terreiro sem deslocar-se muito.
CABOCLOS DE OXÓSSI
São os que mais se locomovem, são rápidos e
dançam muito.
Trabalham com banhos e defumadores, não
possuem trabalhos definidos, podem trabalhar para diversas finalidades.
Esses caboclos geralmente são chefes de
linha.
CABOCLOS DE OBALUAÊ
São raros, pois são espíritos dos antigos
"bruxos" das tribos indígenas. São perigosos, por isso só filhos de
Omulú de primeira coroa possuem esses caboclos.
Sua incorporação parece um Preto-velho,
locomovem-se apoiados em cajados. Movimentam-se pouco.
Fazem trabalhos de magia, para vários fins.
Sobre Os Pretos Velhos
Quando se fala em preto-velho, estamos
falando de uma grande linha, ou seja, uma grande faixa vibratória onde
espíritos afins se "encaixam" para cumprirem sua missão.
Esses espíritos foram ex-escravos e negros
africanos que não chegaram a ser escravos. Constam também dessa linha espíritos
que não foram escravos nem negros africanos, mais que por afinidade escolheram
a Umbanda para cumprirem sua missão.
O termo "Velho", "Vovô" e
"Vovó" é para sinalizar sua experiência, pois quando pensamos em alguém
mais velho, como um vovô ou uma vovó subentendemos que essa pessoa já tenha
vivido muito mais tempo. Adquirindo assim mais coisas para contar e passar,
principalmente essa mesma pessoa já viveu o suficiente para ter aprendido a ter
paciência, compreensão, menos ansiedade para a vida. É baseado nesses fatores
que as pessoas mais velhas aconselham.
No mundo espiritual é bastante semelhante. A
grande característica dessa linha é o conselho. É devido a esse fator
que carinhosamente dissemos que são os "Psicólogos da Umbanda".
Suas vestimentas e apetrechos são bem
simples, não necessitam de muitos artifícios para trabalhar, necessitam apenas
contar com a atenção e a concentração do seu médium durante a consulta. Usam
cachimbo, lenços, toalhas e as vezes fumo de rolo e cigarro de palha.
Sua forma de incorporação é compacta, sem
dançar ou pular muito. A vibração começa com um "peso" nas costas e
uma inclinação de tronco para frente, e os pés fixados no chão. Se locomovem apenas
quando incorporam para as saudações necessárias (atabaque, gongá e Babá) e
depois sentam e praticam sua caridade. Podemos encontrar alguns que se mantém
em pé.
É possível ver Preto-Velhos dançando, mais
esse dançando é sutíl, apenas com movimentos dos ombros ou quando sentados, com
as pernas.
Essa simplicidade se expande, tanto na sua
maneira de ser e de falar. Usam vocabulário simples, sem palavras rebuscadas.
Sua maneira carregada de falar é para dar idéia de antiguidade.
Além disso os Preto-Velhos nos ajudam a
enxergar que a prática da caridade, é vital para nossa evolução espiritual.
A linha é um todo, com suas características
gerais, ditas acima, mais como cada médium possui uma coroa diferente, isso
determina as diferenças entre os Preto-Velhos.
Essas diferenças ocorrem porque Preto-velhos
são trabalhadores de orixás e trazem para sua forma de trabalho a essência
daquela força da natureza para quem eles trabalham.
Essas diferenças são primeiramente
evidenciadas na maneira de incorporação.
Não é só na forma física que devemos observar
as diferenças, mais também a maneira de trabalhar e a especialidade dele.
Para exemplificar, separaremos abaixo por
Orixás:
PRETO-VELHOS DE OGUM
São mais rápidos na sua forma incorporativa e
sem muita paciência com o médium e as vezes com outras pessoas que estão
cambonando e até consulentes.
São diretos na sua maneira de falar, não
enfeitam muito suas mensagens, as vezes parece que estão brigando, para dar
mesmo o efeito de "choque", mais são no fundo extremamente bondosos
tanto para com seu médium e para as outras pessoas.
São especialistas em consultas encorajadoras,
ou seja, mera dose de coragem e segurança para aqueles indecisos e
"medrosos". É fácil pensar nessa característica pois Ogum é um Orixá
considerado corajoso.
PRETO-VELHOS DE OXUM
São mais lentos na forma de incorporar e até
falar. Passam para o médium uma serenidade inconfundível.
Não são tão diretos para falar, enfeitam o
máximo a conversa para que uma verdade dolorosa possa ser escutada de forma
mais amena, pois a finalidade não é "chocar" e sim, fazer com que a
pessoa reflita sobre o assunto que está sendo falado.
São especialistas em reflexão, nunca se sai
de uma consulta de um Preto-velho de Oxum sem um minuto que seja de pensamento
interior. As vezes é comum sair até mais confuso do que quando entrou, mais é
necessário para a evolução daquela pessoa.
PRETO-VELHOS DE XANGÔ
São raros de ver, contudo devemos também
conhece-los.
Sua incorporação é rápida como as de Ogum.
Assim como os caboclos de Xangô, trabalham
para causas de prosperidade sólida, bens como casa própria, processo na justiça
e realizações profissionais.
Passam seriedade em cada palavra dita. Cobram
bastante de seus médiuns e consulentes.
PRETO-VELHOS DE INHASÃ
São rápidos na sua forma de incorporar e
falar. Assim como os de Ogum, não possuem também muita paciência para com as
pessoas.
Essa rapidez é facilmente entendida, pela
força da natureza que os rege, e é essa mesma força lhes permite uma grande
variedade de assuntos com os quais ele trata, devido a diversidade que existe
dentro desse único Orixá.
Esses Preto-velhos retribuem ao médium
principalmente a defesa, são rápidos na ajuda. Se cobram a honestidade do seu
médium no momento da consulta, não admitem que desconfiem dele (médium).
Mesmo assim eles também possuem uma
especialidade.
Geralmente suas consultas são de impacto,
trazendo mudança rápida de pensamento para a pessoa. São especialistas também
em ensinar diretrizes para alcançar objetivos, seja pessoal, profissional ou
até espiritual.
Entretanto, é bom lembrar que sua maior
função é o descarrego. É limpar o ambiente, o consulente e demais médiuns do
terreiro, de eguns ou espíritos de parentes e amigos que já se foram, e que
ainda não se conformaram com a partida permanecendo muito próximos dessas
pessoas.
PRETO-VELHOS DE OXOSSI
São os mais brincalhões, suas incorporações
são alegres e um pouco rápidas.
Esses Preto-velhos geralmente falam com
várias pessoas ao mesmo tempo.
Possuem uma especialidade: A de receitar
remédios naturais, para o corpo e a alma, assim como emplastos, banhos e
compressas, defumadores, chás, etc... São verdadeiros químicos em seus tocos. -
Afinal não podiam ser diferentes, pois são alunos do maior "químico"
- Oxossi.
PRETO-VELHOS DE NANÃ
São raros, assim como os filhos desse Orixá.
Sua maneira de incorporação é de forma mais
envelhecida ainda. Lenta e muito pesada. Enfatizando ainda mais a idade
avançada.
Falam rígido, com seriedade profunda. Não
brincam nas suas consultas e prezam sempre o respeito, tanto do médium quanto
do consulente, e pessoas a volta como: cambonos e pessoas do terreiro em geral
e principalmente do pai ou da mãe de santo.
Cobram muito do seu médium, não admitem
roupas curtas ou transparentes, mesmo para médiuns homens. Seu julgamento é
severo. Não admite injustiça com seu médium.
Costumam se afastar dos médiuns que
consideram de "moral fraca". Mais prezam demais a gratidão, de uma
forma geral. Podem optar por ficar numa casa, se seu médium quiser sair, se
julgar que a casa é boa, digna e honrada.
É difícil a relação com esses guias,
principalmente quanto há discordância, ou seja, não são muito abertos a
negociação no momento da consulta.
São especialistas em conselhos que formem
moral, e entendimento do nosso carma, pois isso sem dúvida é a sua função.
Atuam também como os de Inhasã e Omulú,
conduzindo Eguns.
PRETO-VELHOS DE OBALUAÊ
São simples em sua forma de incorporar e
falar. Exigem muito de seus médiuns, tanto na postura quanto na moral.
Defendem quem é certo ou quem está certo,
independente de quem seja, mesmo que para isso ganhem a antipatia dos outros.
Agarram-se a seus "filhos" com
total dedicação e carinho, não deixando no entanto de cobrar e corrigir também.
Pois entendem que a correção é uma forma de amar.
Devido a elevação e a antiguidade do Orixá
para o qual eles trabalham, acabam transformando suas consultas em conselhos
totalmente diferenciados dos demais Preto-velhos. Ou seja, se adaptam a
qualquer assunto e falam deles exatamente com a precisão do momento.
Como trabalha para Obaluaê, e este é o
"dono das almas", esses Preto-velhos são geralmente chefes de linha e
assim explica-se a facilidade para trabalhar para vários assuntos.
Sua "visão" é de longo alcance para
diversos assuntos, tornando-os capazes de traçar projetos distantes e longos
para seus consulentes. Tanto pessoal como profissional e até espiritual.
Assim exigem também fiel cumprimento de suas
normas, para que seus projetos não saiam errado, para tanto, os filhos que os
seguem, devem fazer passo a passo de tudo que lhe for pedido, apenas confiando
nesses Preto-velhos. Quando o filho não faz isso, costumam tirar o que já lhe
deu, para que o mesmo repense a importância desse Preto-velho em sua vida.
Gostam de contar histórias para enriquecer de
conhecimento o médium e as pessoas a volta.
Não trabalham para saúde (essa função é do
Erê de Obaluaê). Salvo se essa doença for proveniente de "trabalhos feitos
- macumba".
PRETO-VELHOS DE YEMANJÁ
São belos em suas incorporações, contudo
mantendo uma enorme simplicidade. Sua fala é doce e meiga.
Possuem a paciência das mães e a compreensão
também. Cobram pouco de seus médiuns, apenas que eles cumpram a caridade sempre
por amor nunca por obrigação.
Sua especialidade maior é sem dúvida os
conselhos sobre laços espirituais e familiares.
Gostam também de trabalhar para fertilidade
de um modo geral, e especialmente para as pessoas que desejam engravidar.
Utilizando o movimento das ondas do mar, são
excelentes para descarregos e passes.
Cobram dos seus médiuns que lutem para ter um
casamento feliz e sólido, pois para eles só assim poderão ajudar a outras
pessoas nesse sentido, já que seu médium já vive essa realidade.
PRETO-VELHOS DE OXALÁ
São bastante lentos na forma de incorporare
tornam-se belos principalmente pela simplicidade contida em seus gestos.
Raramente dão consulta, sua maior
especialidade é o passe de energização.
Cobram também bastante de seus médiuns,
principalmente no que diz respeito a prática de caridade, assiduidade no
terreiro e vaidade.
Sobre Os Boiadeiros
São espíritos de vaqueiros, posseiros,
capatazes, cangaceiros e espíritos afins.
Sabem que a prática da caridade os levará a evolução,
trabalham incorporados na Umbanda, Quimbanda e Candomblé.
Fazem parte da linha de caboclos, mais na
verdade são bem diferentes em suas funções.
Formam uma linha mais recente de espíritos, pois
já viveram mais com a modernidade do que os caboclos, que foram povos
primitivos. Esses espíritos já conviveram em sua ultima encarnação com a
invenção da roda, do ferro, das armas de fogo e com a prática da magia na
terra.
Saber que boiadeiros conheceram e utilizaram
essas invenções nos ajuda muito para diferenciarmos dos caboclos.
São rudes nas suas incorporações, com gestos
velozes e pouco harmoniosos.
Sua maior finalidade não é a consulta como os
Preto-velhos, nem os passes e muito menos as receitas de remédios como os
caboclos, e sim o "dispersar de energia" aderida a corpos, paredes e
objetos.
É de extrema importância essa função pois
enquanto os outros guias podem se preocupar com o teor das consultas e dos
passes, existe essa linha "sempre" atenta a qualquer alteração de
energia local (entrada de espíritos).
Quando bradam alto e rápido, com tom de
ordem, estão na verdade ordenando a espíritos que entraram no local a se
retirar, assim "limpam" o ambiente para que a prática da caridade
continue sem alterações, já que a presença desses espíritos muitas vezes
interferem nas consultas de médiuns conscientes.
Esses espíritos atendem a boiadeiros pela
demonstração de coragem que os mesmos lhes passam e são levados por eles para
locais próprios de doutrina.
Outra grande função de um boiadeiro é manter
a disciplina das pessoas dentro de um terreiro, sejam elas médiuns da casa ou
consulentes.
Costumam proteger demais seus médiuns nas
situações perigosas. São verdadeiros conselheiros e castigam quem prejudica um
médium que ele goste. "Gostar" para um boiadeiro, é ver no seu médium
coragem, lealdade e honestidade, aí sim é considerado por ele
"filho". Pois ser filho de boiadeiro não é só tê-lo na coroa.
Trabalham também para Orixás, mais mesmo
assim, não mudam sua finalidade de trabalho e são muito parecidos na sua forma
de incorporar e falar, ou seja, a energia emanada pelo Orixá para quem trabalha
é apenas um critério interno e obrigatório dentro do próprio "Ori" -
pois na verdade todos são braços de Omulú.
Exemplificando essa idéia: Um boiadeiro que
trabalhe para Ogum é praticamente igual a um que trabalhe para Oxossi, apenas
cumprem ordens de Orixás diferentes, não absorvendo no entanto as
características deles.
Dentro dessa linha a diversidade encontram-se
na idade dos boiadeiros. Existem boiadeiros mais velhos, outros mais novos, e
costumam dizer que pertencem a locais diferentes, como regiões por exemplo:
Nordeste, Sul, Centro-Oeste, etc...
Sobre Exus
São espíritos que já encarnaram na terra. Na
sua maioria, tiveram vida difícil como mulheres da vida; boêmios; dançarinas de
cabaré, etc, etc...
Estes espíritos optaram por prosseguir sua
evolução espiritual através da prática de caridade, incorporando nos terreiros
de Umbanda.
São muito amigos, quando tratados com
respeito e carinho, são desconfiados mas gostam de ser presenteados e sempre
lembrados.
Estes espíritos, assim como os Preto-velhos,
e crianças, são servidores dos Orixás.
Não se deve confundir os Exus da Umbanda com
Exu da Nação (candomblé), pois são diferentes.
Apesar das imagens de Exus, fazerem
referência ao "Diabo" medieval (herança do Sincretismo religioso),
eles não devem ser associados a prática do "Mal", pois como são
servidores dos Orixás, todos tem funções específicas e seguem as ordens de seus
"patrões". Dentre várias, duas das principais funções dos Exus são: A
abertura dos caminhos e a proteção de terreiros e médiuns contra espíritos
perturbadores durante a gira ou obrigações.
Desta forma estes espíritos não trabalham
somente durante a "gira de Exus" dando consultas, onde resolvem
problemas de emprego, pessoal, demanda e etc... de seus consulentes. Mas também
durante as outras giras (Caboclos, Preto-velhos, Crianças e Orixás), protegendo
o terreiro e os médiuns, para que a caridade possa ser praticada.
Os Exus estão divididos em 3 grandes linhas:
Cemitério, Encruzilhada e Estrada.
Exus do Cemitério: É formada por Exus sérios, em sua maioria
servidores de Omulú (Rei do Cemitério). Não costumam dar consulta, se
apresentam principalmente em grandes obrigações, trabalhos e descarregos.
Ex: Sr. João Caveira; D.Maria Quitéria;
D.Rosa Caveira; Sr. 7 Catacumbas; Sr. 7 Facas, etc....
Exus da Encruzilhada: Esta linha é formada por Exus que servem a
Orixás diversos. Não são brincalhões como os Exus da estrada, mas também não
são tão fechados como os do cemitério. Gostam de dar consulta e também de
participar em obrigações e descarregos. Alguns deles se aproximam muito (em
suas características) da linha do cemitério, são os que chamamos de
"Encruza pesada", enquanto outros se aproximam mais da linha da
estrada, "Encruza leve".
Ex: Sr.Tranca Rua; Sr. Veludo; D. 7
Encruzilhadas; Sr. 7 Encruzilhadas; D. Maria Mulambo; D. Maceió; etc...
Exus da Estrada: São os mais "brincalhões". Suas consultas são
sempre recheadas de boas gargalhadas, porém é bom lembrar que como em qualquer
consulta com um guia incorporado, o respeito deve ser mantido e sendo assim
estas "brincadeiras" devem partir SEMPRE do guia e nunca do
consulente. São os guias que mais dão consultas em uma gira de Exu, se
movimentam muito e também falam bastante, alguns chegam a dar consulta a várias
pessoas ao mesmo tempo. Nesta linha trabalham vários espíritos, desde os Exus
da estrada propriamente dita, como também os Cíganos e a malandragem. Também se
encaixam nesta linha alguns espíritos, que apesar de já terem atingido um certo
grau de evolução, optaram por continuar sua jornada espiritual trabalhando como
Exus (Exu Mangueira, Exu do Tempo, etc...).
Ex: D. Maria Padilha; Sr. Zé Pelintra; D.
Rosa Vermelha; Sr. Tiriri; D. Cigana/Ciganhiha, etc...
Sobre As Crianças
São espíritos que já estiveram encarnados na
terra e que optaram por continuar sua evolução espiritual através da prática de
caridade, incorporando em médiuns nos terreiros de Umbanda. Em sua maioria,
foram espíritos que desencarnaram com pouca idade (terrena), por isso trazem
características de sua última encarnação, como o trejeito e a fala de criança,
o gosto por brinquedos e doces.
Assim como todos os servidores dos Orixás,
elas também tem funções bem específicas, e a principal delas é a de mensageiro
dos Orixás.
Quando incorporadas em um médium, gostam de
brincar, correr e fazer brincadeiras (arte) como qualquer criança. É necessário
muita concentração do médium (consciente), para não deixar que estas
brincadeiras atrapalhem na mensagem a ser transmitida. É comum em uma gira de
criança, ver um médium "cambaleando" antes de incorporar
inteiramente, isso se dá devido a "disputa" que estes espíritos
travam para ver quem incorpora primeiro, bem típico desta linha.
Os "meninos" são em sua maioria
mais bagunceiros, enquanto que as "meninas" são mais quietas e
calminhas. Alguns deles incorporam pulando e gritando, outros descem chorando,
outros estão sempre com fome, etc... Estas características, que as vezes nos
passam desapercebido, são sempre formas que eles tem de exercer uma função
específica, como a de descarregar o médium, o terreiro ou alguém da
assistência.
Os pedidos feitos a uma criança incorporada
normalmente é atendido de maneira bastante rápida. Entretanto a cobrança que
elas fazem dos presentes prometidos também é. Nunca prometa um presente a uma
criança e não o dê assim que seu pedido for atendido, pois a "brincadeira"
(cobrança) que ela fará para lhe lembrar do prometido pode não ser tão
"engraçada" assim.
COMANDOS E REPRESENTAÇÕES DAS LINHAS DE
UMBANDA
Por serem um conjunto de vibrações que atuam
sobre todos os seres encarnados, as Linhas de Umbanda têm Comandos definidos e
Representantes junto às outras linhas, para evitar entre choques e harmonizar
melhor as freqüências, sendo o seu principal escopo o bem estar do ser
encarnado. Ditos Representantes, comparam-se à Diplomatas com suas imunidades,
e ascendência direta sobre os seus afins. A seguir damos a relação dos Comandos
e Representantes entre as 7 Linhas da Umbanda.
LINHA DE OXALÁ
Caboclo Tupi - Representante de Oxalá na
Linha das Almas
Caboclo Guarani - Representante de Oxalá na Linha de Oxóssi
Caboclo Aymoré - Representante de Oxalá na Linha de Ogum
Caboclo Guaracy - Representante de Oxalá na Linha de Xangô
Caboclo Ubiratã - Representante de Oxalá na Linha de Ibeji
Caboclo Ubirajara - Representante de Oxalá na Linha de Senhoras
Caboclo Urubatão da Guia - Comando da Linha de Oxalá
LINHA DAS SENHORAS
Cabocla Janaina - Representante das Senhora
na Linha das Almas
Cabocla Jupissiara - Representante das Senhoras na Linha de Oxóssi
Cabocla Jupiara - Representante das Senhoras na Linha de Ogum
Cabocla Jussara - Representante das Senhoras na Linha de Xangô
Cabocla Jacira - Representante das Senhoras na Linha de Ibeji
Cabocla Jandira - Comando da Linha das Senhoras
Cabocla Jupira - Representante das Senhoras na Linha de Oxalá
LINHA DE IBEJI
Yarirí - Representante de Ibeji na Linha das
Almas
Crispiniano - Representante de Ibeji na Linha de Oxóssi
Crispim - Representante de Ibeji na Linha de Ogum
Orí - Representante de Ibeji na Linha de Xangô.
Doum - Comando da Linha de Ibeji
Damião - Representante de Ibeji na Linha das Senhoras
Cosme - Representante de Ibeji na Linha de Oxalá
LINHA DE XANGÔ
Xangô Abomi - Representante de Xangô na Linha
das Almas
Xangô Aganjú - Representante de Xangô na Linha das Almas
Xangô Alafim - Representante de Xangô na Linha de Ogum
Xangô Kaô - Comando da Linha de Xangô
Xangô Agojo - Representante de Xangô na Linha de Ibeji
Xangô Alufam - Representante de Xangô na Linha das Senhoras
Xangô Agodô - Representante de Xangô na Linha de Oxalá
LINHA DE OGUM
Ogum Megê - Representante de Ogum na Linha
das Almas
Ogum Rompe Mato - Representante de Ogum na Linha de Oxóssi
Ogum Guerreiro - Comando da Linha de Ogum
Ogum de Nagô - Representante de Ogum na Linha de Xangô
Ogum Dilê - Representante de Ogum na Linha de Ibeji
Ogum Beira Mar - Representante de Ogum na Linha das Senhoras
Ogum de Malê - Representante de Ogum na Linha de Oxalá
LINHA DE OXÓSSI
Caboclo Arruda - Representante de Oxóssi na
Linha das Almas
Caboclo Pena Verde - Comando da Linha de Oxóssi
Caboclo Araribóia - Representante de Oxóssi na Linha de Ogum
Caboclo Cobra Coral - Representante de Oxóssi na Linha de Xangô
Caboclo Guiné - Representante de Oxóssi na Linha de Ibeji
Cabocla Jurema - Representante de Oxóssi na Linha das Senhoras
Caboclo Pena Branca - Representante de Oxóssi na Linha de Oxalá
LINHA DAS ALMAS
Vovó Maria Conga - Comando da Linha das Almas
Vovó Arruda - Representante das Almas na Linha de Oxóssi
Pai Benedito - Representante das Almas na Linha de Ogum
Pai Tomé - Representante das Almas na Linha de Xangô
Pai Joaquim - Representante das Almas na Linha de Ibeji
Rei Congo - Representante das Almas na Linha das Senhoras
Pai Guiné - Representante das Almas na Linha de Oxalá
A linha de Exus, é outra linha independente, assim como Ibeji, engloba-se no
plano número 1 da Umbanda, através do qual tem se acesso aos planos positivos,
por mérito e evolução, conseguidos através do trabalho de sapa.
Exú é a Polícia de Choque da Umbanda, é quem cobra na hora e também é quem tem
maior ligação com os seres encarnados. Existem três tipos de Exu, à saber:
EXU PAGÃO: é aquele que não sabe distinguir o Bem do Mal, trabalha
para quem pagar mais. Não é confiável, pois se pego, é castigado pelas falanges
do Bem, então volta-se contra quem o mandou.
EXU BATIZADO: é todo aquele que já
conhece o Bem e o Mal, praticando os dois conscientemente; são os capangueiros
ou empregados das entidades, à cujo serviço evoluem na prática do bem, porém
conservando suas forças de cobrança.
EXU COROADO: é aquele que após
grande evolução como empregado das Entidades do Bem, recebem por mérito, a
permissão de se apresentarem como elementos das linhas positivas, Caboclos,
Pretos Velhos, Crianças, Oguns, Xangôs e até como Senhoras.
Elemento e força da natureza: fogo
Dia da semana: segunda-feira
Chakra atuante: básico ou sacro
Planeta regente: Saturno e Plutão
Nota musical: dó
Cor vibratória: vermelho (totalmente), variando a tonalidade de acordo com sua
evolução
Cor representativa: vermelho e preto, branco e preto, preto e amarelo (vide
nota especial no final do capítulo *)
Cor do colar (guia): vermelho e preto, branco e preto, preto e amarelo, como
acima
Saudação: Aruê-Exu, Arô-Exu ou Laroiê-Exu
Negativo: Quiumbas
Amalá: carne de porco ou de boi crua, cabrito, galinha preta, farofa com azeite
de dendê, pimenta da costa, pipoca sem sal e sem açúcar, banana d'água
Otí: cachaça para os machos e champanhe ou anis para as fêmeas
Local de entregas: encruzilhadas, cemitérios, praias, lodo, pedreiras, etc.
Encruzilhadas abertas: para todos Exus (indistintamente)
Encruzilhadas fechadas: para todos os Exus (indistintamente)
Porteira de Curral: Exu das Sete Porteiras
Encruzilhadas Mistas: Exus mirins, etc...
Encruzilhadas em "S" ou curvas: Exu Tira-teima
Encruzilhadas em pé de galinha: Dona Pomba-gira
Encruzilhadas de estrada de ferro: Dona Maria Padilha
Encruzilhadas de caminho do mato: Dona Maria Molambo
NOTA: Nas curvas em S nunca se caminha pelo lado do ângulo da curva. Nunca se
deve atravessar as encruzilhadas em diagonal, principalmente as de dentro do
cemitério. Ao utilizar-se uma porteira de curral, entra-se pelo lado direito e
sai-se pelo esquerdo.
Nota especial da cor representativa e dos colares (guias) *
Vermelho e preto: para todos os EXUS de encruzilhadas.
Preto e branco: Para todos EXUS com chefia, independente do local a que
pertença.
Preto e amarelo: Exclusivas para os EXUS da Calunga Pequena (cemitério).